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“Eis que tens ensinado a muitos e tens fortalecido mãos fracas” (v. 3).
A dor que lhe aflige eu não posso sentir; e a dor que me aflige, você nunca será capaz de vivê-la. Somos seres únicos e assim como as nossas digitais, somos diferentes uns dos outros. Por mais que tenhamos a melhor das intenções em consolar alguém, a frase: “Eu sei o que você está sentindo”, não se encaixa na realidade de que nossos sentimentos pessoais não podem ser compartilhados, no sentido de que o que o coração chora não pode ser visto por ser humano algum. Se passamos por situações semelhantes podemos até ter uma ideia do que o outro está passando, mas jamais chorar a mesma dor ou lamentar de forma igual.Após a lamentação de Jó, “Elifaz, o temanita” (v. 1), inicia o seu primeiro discurso. Provavelmente, considerando a cultura daquele tempo, Elifaz fosse o mais velho dentre os três amigos, por isso foi o primeiro a falar. Ele já inicia fazendo duas perguntas (v. 2). Não há como saber o tom de sua fala, mas, apesar de sua eloquência e de algumas ideias que fazem sentido, o contexto de sua retórica não coaduna com a situação de Jó. Porém, ele reconhece a bondade de Jó em que estava sempre disposto a estender a mão ao aflito e fortalecer “os joelhos vacilantes” (v. 4). Depois ele muda totalmente o rumo de sua fala com as palavras: “Mas agora” (v. 5), insinuando que Jó vivia uma hipocrisia quando em chegando a sua vez de passar pela angústia, se perturbava. A oratória de Elifaz é presunçosa e baseada nas tradições da época, como o fato de que se alguém sofre é porque pecou, afirmando que toda a desgraça na vida de seu amigo fosse a colheita do que ele mesmo plantou (v. 8). Apesar de não ter a intenção de prejudicar, mas de oferecer conforto e palavras de “sabedoria”, teria ajudado muito mais se tivesse ficado calado, pois “o homem prudente, este se cala” (Provérbios 11:12).
Em um momento de dor, o que mais necessita o sofredor é de simpatia e da certeza de que tem alguém com quem contar. Elifaz não levou em consideração o sofrimento de Jó e nem o fato de que ele sofreu em um dia o que geralmente muitos sofrem ao longo de toda uma vida. Jó estava passando pelo que ninguém havia passado até então. Podemos ver no discurso de Elifaz um verdadeiro pensamento farisaico, atitude que Jesus condenou veementemente. A sua interrogação: “já pereceu algum inocente?” como se fosse algo que não acontece, é lançada por terra todos os dias. Inocentes sofrem e perecem o tempo todo porque estamos inseridos no conflito entre o bem e o mal, e o inimigo, na história de Jó, revela a sua clara intenção de nos destruir. A visão noturna relatada por Elifaz não o torna um profeta, até porque a descrição do que viu e sentiu não encontra nenhum respaldo bíblico ao compararmos com as experiências dos profetas do SENHOR. Além do mais, veremos que o SENHOR mesmo condenou a atitude de Elifaz e dos demais amigos de Jó.
Amados, uma coisa é certa: de nada valem as nossas “boas” intenções se elas estão carregadas de presunção e de más suspeitas. A triste postura de avaliar a situação alheia como se tivéssemos o poder de reverter alguma coisa é condenada por Deus e não tem nada a ver com conduta cristã. Costumamos ser “detetives” da vida de nossos semelhantes, levantando “laudos” e colhendo “pistas”, e ainda temos a ousadia de colocar o nome de Deus no meio de nossas conclusões. Sinto-me envergonhada de confessar que por diversas vezes agi desta forma, e que ainda luto com minha natureza pecaminosa para não agir assim. Somos tentados a padronizar situações, quando cada uma é subjetiva, singular. Precisamos, meus irmãos, buscar constantemente e com todas as forças o temor de Deus e a retidão, confirmadas na vida de Jó nas palavras de seu próprio amigo insensato (v. 6). Precisamos nos desviar do mal (1:1), e assim buscar no SENHOR a integridade completa, blindando as janelas da alma. Que de nossos lábios só saiam bênçãos, JAMAIS maldição. Que olhemos para as aflições de nossos semelhantes com olhos de misericórdia e que até no silêncio sejamos reconhecidos como depositários do amor divino.
Bom dia, depositários do amor de Deus!
Desafio do dia: É no silêncio que ouvimos melhor a voz de Deus. Hoje, experimente ouvir mais e falar menos, depois nos conte a sua experiência.
*Leiam #Jó4
Rosana Garcia Barros
4 Comentários so far
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Amém!
Comentário por Jéssica F. 23 de setembro de 2016 @ 8:43Se puder divide em blocos sua meditação. Fica muito pesado e confuso ler assim.
Comentário por Rennan Lovo 23 de setembro de 2016 @ 9:58Ok Renann. Grato pela sugestão.
Comentário por Ivan Barros 23 de setembro de 2016 @ 15:14Um abraço,
Ivan Barros
LOUVADO SEJA DEUS
Comentário por ANTONIO CARLOS JOSE SOARES 23 de setembro de 2016 @ 14:59