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“Lembra-te de mim para meu bem, ó meu Deus, e de tudo quanto fiz a este povo” (v. 19).
“Os nobres e magistrados” (v. 7) apertavam seus irmãos de uma forma desesperadora, fazendo com que estes clamassem grandemente em busca de justiça (v. 1). O aborrecimento de Neemias (v. 6) é compreensível já que se Deus aboliu o jugo babilônico, não fazia sentido transformar Jerusalém em um cativeiro patrício. E quem gosta de ser repreendido? Creio que não seja uma situação desejável por ninguém. Por natureza, amamos elogios e odiamos críticas. Mas Neemias precisou repreender a atitude daqueles que deveriam ser ajudadores e não algozes de seus irmãos: “não é bom o que fazeis” (v. 9). Qual seria a sua reação frente a uma repreensão como esta? Ponderaria sobre a questão e reconheceria o seu erro? Bem, os nobres e magistrados “se calaram e não acharam o que responder” (v. 9). Sabem por quê? Por um simples motivo: eles estavam errados. Está escrito: “Não repreendas o escarnecedor, para que te não aborreça; repreende o sábio, e ele te amará” (Provérbios 9:8). Aqueles nobres foram escarnecedores ou sábios? Eles mesmos nos respondem: “Restituir-lhes-emos e nada lhes pediremos; faremos assim como dizes” (v. 12). Tudo o que Neemias pediu que fizessem, eles prometeram fazer, e fizeram “segundo a sua promessa” (v. 13). Nas mãos deles estava o fazer o bem. “Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo” (Provérbios 3:27).
Amados, temos nas mãos o poder de fazer o bem aos que estão ao nosso redor. Conforme os dons e talentos que o SENHOR nos concedeu, precisamos usá-los como meios de auxílio aos nossos semelhantes, e jamais como pedras de tropeço. O bom exemplo de Neemias deve ser a nossa meta diária. O temor do SENHOR o conduzia e ele agia em conformidade com o que Deus lhe colocava nas mãos para fazer. Será que como ele, podemos orar: “Lembra-te de mim para meu bem, ó meu Deus, e de tudo quanto fiz a este povo”?
Quando João foi chamado para compor o primeiro discipulado de Cristo, Cristo mesmo o chamou de filho do trovão (Marcos 3:17). E de filho do trovão foi transformado em discípulo amado (João 20:2). E como discípulo amado foi que escreveu: “aquele que ama a Deus ame também a seu irmão” (I João 4:21). Portanto, quando Neemias disse àqueles principais do povo que eles precisavam temer a Deus (v. 9), estava dizendo que a atitude de misericórdia e de amor pelos seus irmãos era uma consequência de quem realmente teme e ama a Deus. Porque “se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê” (I João 4:20). Prestaram atenção como a Bíblia chama aquele que não ama a seu irmão e diz amar a Deus? MENTIROSO. É algo tão sério, amados, que Deus também exclui da eternidade os praticantes da mentira: “Nela, jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e MENTIRA…” (Apocalipse 21:27). Isto é: quem ama tem a vida, quem não ama não tem a vida. Ponto.
Com certeza, foi preciso colocar em prática entre os nobres e o povo afligido o exercício do perdão. E o perdão, queridos, é um dom de Deus. O perdão e o amor andam juntos. Perdoar é amar e amar é perdoar. Não há como separar um do outro. Na vida surgem muitas situações adversas, muitas decepções e, por vezes, envolvendo pessoas que amamos. Precisamos encarar tais situações como oportunidades de colocar em prática o verdadeiro amor, o amor que perdoa. Estendendo o perdão ao amigo, tornar-se-á mais fácil conceder o perdão ao inimigo ou aquele que nos persegue. O exercício do perdão nos capacita a receber o caráter de Cristo e este caráter é o que nos dá uma compreensão cada vez maior do Seu amor e do Seu perdão sobre a raça caída. Cada vez que perdoamos ou que pedimos perdão, a influência de Jesus é lançada sobre nós e, consequentemente, nos tornamos mais parecidos com Ele. Um dia Simão tomou a cruz de Cristo e a carregou (Lucas 23:26) se fazendo ilustração do que Ele nos deixou escrito: “e quem não toma a sua cruz e vem após Mim não é digno de Mim” (Mateus 10:38). Se a tua cruz for alguém que lhe persegue, toma-a e segue a Jesus. Simão andou com a cruz por alguns instantes, mas foi Cristo que a ela foi pregado e morto. Portanto, é preciso apenas entender que a cruz foi instrumento de salvação. Entende agora qual é o papel de tua cruz? Faça o bem, pratique o amor, exercite o perdão e receberás de Deus o direito de a Ele clamar: “Lembra-te de mim!”
Bom dia, amados de Deus!
Desafio do dia: Precisa perdoar ou pedir perdão a alguém? Ore e dê o primeiro passo, mesmo que não sejas correspondido(a). Leia Romanos 12:9-21 e no que depender de você, tenha paz com todos.
*Leiam #Neemias5
Rosana Garcia Barros
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