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Tem coisas que sem oração não tem solução. A questão é mais séria do que muitos imaginam. Vida sem consagração é cheia de confusão.
Observe:
“O livro de Juízes começa com as tribos israelitas cooperando entre si (Juí. 1:1-3 e 22 – ‘casa de José’ = Efraim e Manassés’). Eles cooperaram liderados por Baraque (Juí. 5:14, 14 e 18) e Gideão (Juí. 7:23-25). Mas o problema entre as tribos cresceram desde a apatia (Juí. 5:15-17) até a contenda (Juí. 8:1-3) e finalmente a guerra (Juí. 12:1-6). Os israelitas se tornaram seus próprios inimigos!” (Roy Gane).
Brigas entre amigos, ou melhor, entre irmãos. A vida longe de Deus é de constante tensão, provocações e confusões. Houve guerra civil no povo de Deus. Nas palavras de Merril F. Unger, “o resultado foi disputa e guerra entre irmãos, morte e amargas e duradouras rixas, tão características de crentes que perderam o senso de unidade do Corpo de Cristo (1Co 12.13; Ef 4.1-6)”.
Jefté não teve a paciência e tolerância de Gideão (Juízes 8); consequentemente, morreram de Efraim, naquele tempo, 42.000 pessoas. Apesar disso, Gane afirma: “A despeito de suas faltas, Jefté foi um homem piedoso e zeloso perante o Senhor”; focando o Novo Testamento, ele atesta: “Levando em conta a época e as circunstâncias de sua vida, Deus registrou Jafté como um herói de fé (Heb. 11:32-34)”.
Após a morte de Jefté – que julgou por 6 anos –, levantaram-se outros juízes para governar a Terra Prometida:
• Ibsã, de Belém, que julgou Israel por 7 anos; porém, pouco se sabe sobre ele (vs. 8-10);
• Elom, de Zebulom, que julgou a Israel por 10 anos e foi sepultado em Aijalom (vs. 11-12);
• Abdom, de Piratom, que teve 40 filhos e 30 netos, que cavalgavam 70 jumentos. Julgou Israel por 8 anos e foi sepultado em terras amalequitas (vs. 13-15).
Juízes vêm, juízes vão; porém, a imoralidade em Israel continuava em ascensão. Isso é consequência da apatia do povo de Deus em relação à consagração.
Atenção:
1. Se for para guerrear, faça-o em prol da verdade;
2. Se for para lutar, que seja contra a imoralidade;
3. Se for para destruir, que seja a perversidade/iniquidade.
4. Se for para promover, que seja o sonho pela eternidade.
Consagremo-nos! Reavivemo-nos! Santifiquemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Vendo eu que não me livráveis, arrisquei a minha vida e passei contra os filhos de Amom, e o Senhor os entregou nas minhas mãos; por que, pois, subistes, hoje, contra mim, para me combaterdes?” (v.3).
Apesar de Efraim ser o filho mais novo de José, antes de morrer, Jacó colocou sobre ele a sua mão direita para abençoá-lo (Gn.48:14). Foi profetizado que seria um grande povo, maior do que Manassés. E, de fato, assim aconteceu, mas as escolhas erradas levaram os filhos de Efraim a um caminho bem diferente do que o Senhor tinha para eles.
Quando estudamos nos capítulos anteriores sobre a história de Gideão, vimos que, após o Senhor lhe dar vitória sobre os midianitas, os efraimitas vieram e “contenderam fortemente com ele” (Jz.8:1). Gideão foi sábio ao aplacar-lhes a ira e evitar o confronto.
Contudo, a reação de Jefté foi diferente e usando de uma estratégia um tanto incomum, dizimou quarenta e dois mil efraimitas.
Fica muito claro que eles tornaram-se homens sanguinários e vingativos. Pela segunda vez, os filhos de Efraim fizeram questão de ter sido chamados para a guerra. E ao encontrar um líder que resolveu responder-lhes à altura, além do confronto pela guerra, tiveram de enfrentar um “trava-línguas” da morte. A tribo de Efraim tinha tudo para ser uma das mais poderosas e bem-sucedidas tribos de Israel, mas escolheram ser guiados por seus próprios instintos. E por suas ações e por suas palavras foram derrotados. E sabem o que é mais triste? Em Apocalipse 7:5-8, encontramos uma divisão simbólica dos salvos dos últimos dias, representados pelas 12 tribos de Israel. E, além da tribo de Dã, a tribo de Efraim também não aparece lá.
Entendam. Não foi o simples fato de não saberem pronunciar um fonema, foi muito além disso.
Quando Cristo foi acusado pelos fariseus de expulsar demônios pelo poder de Belzebu (Mt.12:24), mais a frente lhes disse: “Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração” (Mt.12:34). Os efraimitas faziam confusão justamente porque permitiram que o ódio e a vingança prevalecessem no coração. Eles podiam até fazer parte da nação eleita e estavam dentro da herança do Senhor, mas o Senhor não estava neles.
A palavra “chibolete”, em hebraico, possui dois significados: “espiga de cereal” ou “águas correntes”. Como “chibolete”, aquela tribo recebeu a recompensa de seus maus desígnios; como espiga de cereal mirrada foi lançada fora; como águas correntes foi levada pela correnteza de corações corrompidos. Por analogia, “chibolete”, representa a advertência que Cristo nos faz: “porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado” (Mt.12:37). O que falamos diz muito quem realmente somos. Os efraimitas representavam a classe “encrenqueiros de plantão”. Você conhece alguém assim? Você tem sido assim? Precisamos ter muito cuidado, amados. Como filhos do Reino, nossas palavras devem corresponder à obra purificadora do Espírito Santo em nosso coração.
Mesmo que a nossa natureza pecaminosa, por vezes, nos desvie do caminho que o Senhor nos traçou, a Sua Palavra é poderosa para nos trazer de volta ao caminho eterno. Gostaria de saber o que Deus deseja que ocupe o seu coração e os seus pensamentos? Está escrito: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Fp.4:8). Vigiemos e oremos!
Bom dia, santificados pela Palavra!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Juízes12 #RPSP
Comentário em áudio:
youtube.com/user/nanayuri100
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1020 palavras
1 os homens de Efraim. Do oeste do rio Jordão. Desta vez, os efraimitas foram mais odiosos e agressivos do que com Gideão, que lhes deu uma resposta branda, para evitar uma guerra civil (8.1-3). Bíblia de Estudo Andrews.
Assim como Gideão, Jefté teve problemas com Efraim (8.1-5); diferentemente de Gideão, deixou resultar em guerra civil. Havia lastimável falta de união em Israel. Bíblia de Genebra.
O ressentimento da tribo de Efraim não teve razão de ser. Gileade e Jefté teriam rogado aos efraimitas o seu auxílio para a expulsão dos amonitas, sem sequer receber resposta. Mas, depois da grande libertação do Senhor, indignaram-se, ao perceberem que a sua posição de tribo principal passara para os gileaditas. Bíblia Shedd.
A tribo de Efraim é mostrada de forma desfavorável tanto em Juízes 8:1-3 como neste verso. Eram passivos em tempos de opressão e arrogantes quando outras tribos tomavam a iniciativa e obtinham vitória. Gideão foi conciliador e ignorou a grosseria deles, mas Jefté não estava disposto a se tornar subserviente. A reclamação resultava do desejo de ser considerada como a tribo israelita líder. O orgulho levou a tribo a se ressentir de não ter tomado parte na glória da vitória. Além disso, eles negavam a Gileade o direito de ação independente, e mais ainda o de escolher um governante. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 392.
Fugitivos sois de Efraim. Toda a força da provocação se perdeu no tempo devido á falta de detalhes. Pode ter surgido um ciúme feroz entre os manassitas que viviam a leste do Jordão, e o resto de Manassés e seus parentes próximos, os efraimitas, no oeste da Palestina. Os manassitas no leste permitiram que a proximidade do clã e as ligações familiares definhassem e passaram a se identificar cada vez mais com as tribos pastorais de Rúben e Gade, entre as quais viviam. Por causa desse cisma na ligação entre os membros de uma tribo, os efraimitas os provocavam, chamando-os de fugitivos, isto é, a escória e a classe mais baixa dos parentes tribais no oeste. CBASD, vol. 2, p. 393.
5 os gileaditas tomaram os vaus do Jordão. Eliminando a rota de fuga de volta para o território efraimita. Bíblia de Estudo Andrews.
Gileade estava a leste do Jordão e Efraim, ao oeste. Bíblia de Genebra.
fugitivo de Efraim. No hebraico, estas são exatamente as mesmas palavras com as quais os efraimitas insultaram os homens de Gileade pouco tempo antes. Nesse momento, os efraimitas eram os fugitivos. CBASD, vol. 2, p. 393.
És tu efraimita? Havia uma considerável movimentação através dos vaus do Jordão. O objetivo era distinguir os fugitivos dos inocentes viajantes e comerciantes. Os homens que pouco antes se gabavam de sua tribo, estavam dispostos a negar qualquer relação com ela a fim de salvar a vida. CBASD, vol. 2, p. 393.
6 chibolete. A palavra significa “espiga de milho” ou “inundação”, mas não é o sentido que importa, pois a pronúncia gileadita servia de senha. Bíblia de Estudo Andrews.
Os efraimitas falavam um dialeto hebraico com pequenas divergências na pronúncia. No seu falar, o som ch se pronunciava em s de um modo tal que não conseguiam evitar serem descobertos. Aquela derrota invalidou definitivamente as esperanças de Efraim ser a tribo líder. Bíblia Shedd.
7 Jefté… julgou a Israel seis anos. O governo de Jefté foi o mais curto de todos os juízes. CBASD, vol. 2, p. 393.
Os juízes anteriores ficavam na liderança durante quarenta ou oitenta anos e a paz durava uma ou duas gerações. O governo abreviado de Jefté, o aumento de deuses sendo adorados e a guerra civil com Efraim contribuem para a decadência moral cada vez maior de Israel. Bíblia de Genebra.
8 Ibsã e Abdom (v.13) exibiram riqueza e poder nas tribos (cf 10.1n). Bíblia Shedd.
Belém. Não a cidade de Judá onde Jesus nasceu, mas outra do mesmo nome, na Galiléia [na tribo de Zebulom, a atual Beit Lahm] (Js 19.15). Bíblia Shedd.
Provavelmente a Belém no oeste de Zebulom. Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 casou fora. Isto é, fora do clã, ou até da tribo. Isto indica o destaque da família. Bíblia Shedd.
Ibsã tinha uma política definida quanto a fortalecer sua posição através dos casamentos mistos. ele casou as 30 filhas com homens de outras tribos e também tomou 30 filhas de outras tribos para seus filhos. Esta informação foi registrada para mostrar que Ibsã foi um grande homem e tinha muita influência. Além disso, o fato de que viveu para ver os 60 filhos casados indica que teve vida longa e próspera, apesar de ter governado Israel por somente sete anos, possivelmente os seus últimos. Talvez ele tenha alcançado a posição de juiz por causa da política de construir relacionamentos amigáveis com outras tribos através de casamentos mistos. Houve paz durante a sua liderança. CBASD, vol. 2, p. 393, 394.
11 Elom. O nome significa ”um terebinto”. Os orientais geralmente adotavam nomes de árvores. CBASD, vol. 2, p. 394.
13 Abdom… quarenta filhos. São mencionados somente os membros da família do sexo masculino. Sem dúvida ele teve muitas filhas também. Novamente, a família numerosa é citada como evidência de riqueza e posição. Também demonstra a difusão da poligamia entre aqueles que podiam custear várias esposas. CBASD, vol. 2, p. 394.
de Hilel. Significa “adorando”. Esta é a primeira ocorrência de um nome que, mais tarde, se tornou famoso entre os judeus e que aparece somente neste verso. O Hilel que aparece posteriormente foi líder de uma das escolas de pensamento judaicas, pouco antes do tempo de Cristo, e é considerado como o maior de todos os rabis judeus. CBASD, vol. 2, p. 394.
14 setenta jumentos. Abdom tinha poderes e riquezas virtualmente como uma realeza (10.4). Bíblia de Genebra.
15 região montanhosa dos amalequitas. Desconhece-se o fundo histórico dessa referência; a não ser nessa passagem, os amalequitas estão associados ao Neguebe (Nm 13.29). Bíblia Shedd.
Os amalequitas fixaram residência no Neguebe, ao sul de Judá. No entanto, o nome desse local indica que, em certa época, eles avançaram para o norte até a região de Efraim, numa incursão que fez com que seu nome fosse atibuído a essa área particular. Eles podem ter sido derrotados lá, ou um pequeno número deles pode ter sido autorizado a estabelecer-se na região, em épocas anteriores. CBASD, vol. 2, p. 394.
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/juizes/jz-capitulo-11/
O que mais me fascina na história de Jefté é o que o levou a fazer uma barganha desesperada com Deus.
De acordo com o registro bíblico, Jefté nasceu ilegitimamente. E quando seus meio-irmãos cresceram, eles o rejeitaram. De fato, a Bíblia conta que eles o expulsaram da casa e que ele teve que fugir para a terra de Tobe, onde ele acabou atraindo um bando de homens “vadios”. Sem dúvida, essa experiência de expulsão o marcou dolorosamente. Estivesse ele consciente disso ou não, deve ter havido nele um forte desejo de ser novamente aceito, para ser reintegrado em uma posição de respeito entre seus irmãos. Aparentemente, era algo que ele tentaria qualquer coisa para obter.
Nós também somos assim às vezes, não somos? Tão desesperados para consertar as feridas em nosso coração causadas pelas experiências dolorosas em nosso passado que nos encontramos dispostos a arriscar qualquer coisa, ousar qualquer coisa, prometer qualquer coisa, para o sucesso. E nem percebemos que, ao longo de tudo, Deus está disposto a nos curar, se simplesmente pedirmos! Esta passagem é um lembrete solene da importância de permitir que Deus faça esse trabalho de cura primeiro, antes de tentar algo ousado para Ele.
Dan Vis
Diretor, Missões FAST
Kathryn, Dakota do Norte EUA
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=467
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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Deus atendeu as necessidades do povo quando este abandonou suas iniquidades, arrependeu dos pecados e buscou a Deus de todo coração. Então, “levantou-se um libertador na pessoa de Jefté, gileadita, o qual fez guerra contra os amonitas, e destruiu eficazmente o seu poderio” (Ellen G. White).
• Nossas angústias podem ser expulsas de nossa vida se tivermos a atitude correta diante de Deus; entretanto, preferimos apegar aos pecados que nos destroem.
Note este alerta de White. “Semelhantes a Israel, muito frequentemente os cristãos se rendem à influência do mundo, e conformam-se a seus princípios e costumes, a fim de obter amizades dos ímpios; mas no fim achar-se-á que tais professos amigos são os mais perigosos adversários”.
Por 18 anos o povo esteve sob a pressão de inimigos que os atormenta por negligência à oração. Se o povo reclama, não clama; se apenas chora, não ora. Entretanto, ao orar e clamar, coisas incríveis acontecem:
• Deus levanta alguém mesmo quando não tem ninguém com o perfil adequado (vs. 1-3);
• Deus mostra o nível de comprometimento de um líder para libertar Seu povo de mãos inimigas (vs. 4-11);
• Deus concede dons, sabedoria e habilidades ao líder para alcançar o sucesso almejado por Ele (vs. 12-40).
Cuidado com pré-julgamentos. Quem parece cristão pode ser ou tornar-se pagão; em contrapartida, quem parece não ter perfil para realizar planos divinos pode tornar-se poderoso instrumento de Deus.
Cuidado com interpretações impróprias. Jefté já foi considerado por intérpretes como assassino sem escrúpulo de sua filha; entretanto, creio pessoalmente ser inadmissível tal conclusão. Jefté conhecia os princípios divinos, estava cheio do Espírito Santo, etc. portanto, sua declaração designava oferecer a Deus um sacrifício e consagrar a Deus à primeira pessoa que lhe saísse ao encontro após obter a vitória dependo de Deus.
A verdade é que seguir a vontade de Deus traz prosperidade. A capacidade humana vinculada ao Espírito Santo alcança alturas inimagináveis. Jefté experimentou isso. Tanto é que ele fez uma promessa caso obtivesse a vitória que talvez pensou que nunca precisaria cumpri-la.
Entendeu? Então, compartilhe! – Heber Toth Armí.
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“E ela disse: Pai meu, fizeste voto ao Senhor; faze, pois, de mim segundo o teu voto; pois o Senhor te vingou dos teus inimigos, os filhos de Amom” (v.36).
Após o genuíno arrependimento dos filhos de Israel, Deus suscitou um homem para livrá-los dos filhos de Amom. Jefté era filho de Gileade com uma prostituta. E devido à sua linhagem bastarda, ele foi rejeitado e provavelmente ameaçado por seus irmãos, já que teve de fugir. Andando com “homens levianos” (v.3), certamente recebeu influências negativas que o afastaram do Senhor. Porém, o mesmo título dado a Gideão também lhe foi atribuído: “homem valente” (v.1). Isso levou os anciãos de Gileade a buscá-lo de volta para que liderasse Israel contra os filhos de Amom.
Jefté tornou-se o cabeça de todo o Israel e a Bíblia diz que o Espírito do Senhor veio sobre ele. Mas já no verso seguinte, vimos que Jefté fez um voto equivocado ao Senhor, dando início a uma das histórias bíblicas mais intrigantes do Antigo Testamento. Jefté não fez simplesmente um voto, mas tentou barganhar com Deus. Percebendo, porém, a tragédia que sua promessa insensata lhe causaria, “rasgou as suas vestes e disse: Ah! Filha minha, tu me prostras por completo; tu passaste a ser a causa da minha calamidade, porquanto fiz voto ao Senhor e não tornarei atrás” (v.35).
Alguns estudiosos afirmam que Jefté, ao proferir o voto, não especificou se referir a sacrifício humano, mas de um animal, já que os animais, naquela época, ficavam à porta das casas e que, de modo algum os sacerdotes aceitariam sacrificar uma pessoa; outros dizem que ele realmente se referiu a sacrificar uma pessoa, já que o sacrifício humano era um costume pagão e Israel já havia adquirido muitos destes costumes, mesmo sabendo que Deus não aprovava (Lv.18:21; Dt.18:10). Interessante que ele observou a lei dada a Moisés para ser fiel ao voto feito ao Senhor (Lv.19:12), em detrimento de outra ainda mais importante, pois preservava a vida.
A fim de evitar as consequências desastrosas de juramentos humanos insensatos, Jesus condenou os juramentos: “de modo algum jureis… Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno” (Mt.5:34 e 37). Não era desígnio de Deus que Jefté sacrificasse a própria filha e nem ser humano algum, muito menos que a entregasse ao celibato. Mas a atitude da filha, cujo nome a Bíblia não revela, manifesta a mesma rendição que encontramos em Isaque, ao aceitar que seu velho pai o sacrificasse (Gn.22:9); e a mesma disposição de Cristo quando declarou: “Meu Pai, se possível, passe de Mim este cálice! Todavia, não seja como Eu quero, e sim como Tu queres” (Mt.26:39).
Quando a filha de Jefté disse: “Pai meu, fizeste voto ao Senhor”, vejo ali uma expressão de profunda entrega. Porém, observem as suas primeiras palavras: “Pai meu”. Assim como Cristo apelou “Meu Pai”, esta filha apelou ao seu pai. Era como se ela dissesse: “O senhor é o meu pai, aquele que me ama mais do que tudo, e se achas por bem cumprir o teu voto, eis-me aqui, não questionarei e nem frustrarei os planos daquele que mais me ama!” Apesar do mistério que vela este relato, ainda há uma corrente que defende que Jefté não ofereceu a filha em holocausto, mas a entregou ao celibato. Uma coisa é certa: aos pais é confiado o mais caro dever de zelar pela herança do Senhor (Sl.128:3) e pela negligência ou imprudência podem expor os filhos a situações que poderiam ser evitadas.
Naquela época, uma moça solteira era sinônimo de desgraça e, o fato de ser a única filha de Jefté, significava que o nome de seu pai seria esquecido sem uma descendência. Mas a sua atitude submissa lhe rendeu uma posição de honra na história de Israel, como bem pontua Warren Wiersbe: “Ela merece ser colocada ao lado de Isaque como filha fiel, disposta a obedecer tanto ao pai quanto a Deus a qualquer preço” (Comentário Bíblico Expositivo, v.2, p.141). Jefté foi infeliz em seu voto, mas sua filha lhe deu um “banho” de fidelidade.
E a questionável história de uma simples virgem, nos lembra a inquestionável história do Filho do Homem. Ela foi o cumprimento de um voto falível e transitório, Jesus, o cumprimento de um voto infalível e eterno! O maior “sacrifício” que Deus aceita é a nossa entrega pessoal. Não precisamos fazer juramentos para garantir que Deus nos abençoe. Basta atendermos ao apelo do apóstolo: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm.12:1). Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos do Pai de amor!
Rosana Garcia Barros
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