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1969 palavras
O estudo do santuário e suas festas ocupa, atualmente, uma disciplina semestral completa do curso de teologia. Sua simbologia está diretamente relacionada com o ministério de Jesus. Apresentamos aqui um breve resumo deste conteúdo, através dos comentários selecionados.
2 festas. Ou, “ocasiões determinadas”, incluindo o sábado semanal (v. 3). Andrews Study Bible.
santas convocações (ARA; NVI: “vocês proclamarão”).
3 sábado do descanso solene. A tradução não imprime a força suficiente que tem o original hebraico. As variantes da tradução aparecem como um “sábado de completo repouso”,”um sábado perfeito”, “um sábado de descanso solene”. O sábado é diferente de todas as outras festas e santas convocações (ver v. 37, 38), pois ele se originou na criação (Gn 2:1-3), enquanto as festa anuais e os “sábados” tiveram sua origem com a nação judaica. O sábado do sétimo dia “foi estabelecido por causa do homem” (Mc 2:27) e, por isso, é um compromisso do homem para sempre. As festas anuais foram feitas para os judeus e cumpriram seu propósito quando o tipo encontrou o antítipo, na cruz de Cristo (Cl 2:16, 17). O sábado do sétimo dia está incorporado à lei de Deus, os dez mandamentos, Sua constituição para a humanidade. Pelo fato de ter sido criada antes que o pecado entrasse no mundo, a lei permanecerá depois que o pecado não mais existir (Is 66:22, 23). Por outro lado, as festas anuais judaicas eram apenas temporais, locais e de aplicação cerimonial, adequadas às condições da Palestina [tempos de colheita determinados pelas estações do ano], e não para serem aplicadas ao mundo todo. … Todas essas festas serviam a um propósito, e foram adaptadas às condições dos judeus enquanto vivessem na Palestina, antes da vinda do Messias. Todas elas cessaram, mas o sábado do sétimo dia permanece. … Ele [Cristo] acrescentou: “de sorte que o Filho do Homem é SENHOR também do sábado” (Mc 2:28). É o dia que pertence ao Senhor. Ninguém o pode falsificar, pois não tem o direito de fazê-lo. É o “santo dia do SENHOR”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 869.
é sábado do SENHOR. A expressão indica propriedade. Se Deus tivesse falado do primeiro dia da semana como “Meu santo dia” ou “o sábado do SENHOR”, hoje ninguém teria dúvida sobre o significado desse dia. Em vez disso, Ele usa várias expressões sobre o sétimo dia, como Seu. CBASD, vol. 1, p. 869.
4 Estas são as festas fixas do Senhor (NVI). Repetindo a introdução (v. 2) ao estabelecer o descanso do sábad0 (v. 3) à parte dos festivais anuais que se seguem. O sábado, o fundamento do tempo sagrado, foi estabelecido antes do pecado e antes da nação de Israel. Portanto, é válido para todos os humanos. Mas os festivais anuais eram parte do sistema ritual israelita temporário que prenunciava maiores realidades cumpridas pelo trabalho salvífico de Cristo (Cl 2:16-17; aqui, “sábados” se refere à práticas rituais nos dias de descanso, não basicamente ao repouso sabático semanal. Andrews Study Bible.
5-14 a Festa dos Pães Asmos. Guardava-se separada da Páscoa, apesar de estas festas terem íntima conexão uma com a outra. A Páscoa era celebrada no dia 14 do mês de Nisã, veja 23.5 [modelo da morte de Jesus, que ocorreu entre o por-de-sol de quinta e o de sexta], enquanto a festa dos pães asmos começava no dia 15 e continuava durante sete dias. Juntas formavam uma festividade dupla, assim como também é o caso da festa dos tabernáculos, juntamente com o dia da expiação. No tempo de Jesus, as festas da Páscoa e dos Pães Asmos já eram tratadas como uma só, Mc 14.1, 12; Lc 22.1. Isto se devia, sem dúvida, ao fato de não haver intervalo entre as duas destas, e também porque ambas celebraram a mesma libertação do Egito, Êx 12.1-28. Bíblia Shedd.
5 a Páscoa. Comemorava a histórica saída do Egito, Êx 12. O ponto central da celebração era a morte do cordeiro pascal que redimia os primogênitos da morte. A festa enfatizava o direito de Deus sobre os primogênitos e a contínua necessidade da redenção do homem. O cordeiro, do qual nenhum osso devia ser quebrado, tipificava Cristo como o nosso Cordeiro pascal que eu a Si mesmo em sacrifício por nós, Jo 19.36; 1 Co 5.7. As duas festas vinham na época do começo da sega da cevada. Bíblia Shedd.
primeiro mês. Os israelitas tinham três sistemas de se referirem aos meses. Num dos sistemas, os meses eram simplesmente numerados (como aqui e no v. 24). em outro, os nomes cananeus eram usados (abibe, bul, etc.), dos quais somente quatro são conhecidos. No terceiro sistema, os nomes babilônicos (nisã, adar, tisri, quisleu, etc.) eram usados – comente nos livros exílicos [durante e após o exílio babilônico]- e ainda são usados hoje. Bíblia de Estudo NVI Vida.
6 Festa dos Pães Asmos (ARA;NVI: “pães sem fermento”). Durante a Festa, era trazido o primeiro feixe da colheita da cevada (cf v. 10, 11). Bíblia de Estudo NVI Vida.
7 nenhuma obra servil fareis (ARA; NKJV: “não fareis trabalho costumeiro”). O trabalho feito para ganhar a vida, não serviços domésticos leves. O único sábado (dia de descanso) cerimonial quando mesmo o trabalho doméstico era proibido era o Dia da Expiação (vs. 28, 20). Andrews Study Bible.
9-14 A Festa das Primícias que as primeiras grãos colhidos fossem ofertados a Deus. Os israelitas não podiam comer a comida de suas colheitas até que tivessem feito essa oferta. Hoje Deus ainda espera que coloquemos de lado a Sua porção primeiramente, não por último. Dar sobras para Deus não é uma maneira de manifestar agradecimento. Life Application Study Bible.
10 molho das primícias da vossa messe (ARA; NVI: “feixe do primeiro cereal que comerem”).
11 no dia seguinte ao sábado. No primeiro dia da semana, apontando para a ressurreição de Cristo nesse dia (JO 20:1) como os “primeiros frutos ” daqueles que morreram (1 Co 15:20) e retornarão à vida (1 Co 15:12-58). Andrews Study Bible.
13 duas dízimas de um efa de flor de farinha (ARA; NVI: “dois jarros da melhor farinha”).
sua libação será de vinho, a quarta parte de um him (ARA; NVI: “uma oferta derramada de um litro de vinho”)
15 Na época do Antigo Testamento era chamado a festa das semanas aquilo que nós chamamos de “pentecoste”, que é a palavra grega usada no Novo Testamento, e que significa justamente “cinquenta dias”, ou seja, as sete semanas que se contam desde a época da oferta de gratidão pelas primícias. Celebrava-se no 50º dia depois da festa dos pães asmos. Foi durante essa festa que o Espírito Santo desceu sobre a Igreja Apostólica, que se verificou com grandes sinais, cinquenta dias depois da ressurreição do Senhor Jesus Cristo de entre os mortos, At 2.1-4. Bíblia Shedd.
16 cinquenta dias. O Pentecostes simboliza o derramamento do Espírito Santo. Assim como os pães movidos eram oferecidos 50 dias após o molho movido, houve um período de 50 dias entre a ressurreição de Cristo e o derramamento do Espírito Santo, no Pentecostes (At 2:1-4). Cristo passou 40 desses dias na terra instruindo e ajudando os discípulos (At 1:3). Então, Ele subiu ao Céu e, durante 10 dias, os 11 discípulos continuaram a orar e suplicar, até que o Pentecostes se cumpriu plenamente. Com o Pentecostes, veio a plenitude do Espírito (At 1:8; 2:4). No Pentecostes, o trabalho dos discípulos se uniu ao de Cristo e o resultado foi glorioso para o reino do Céu. Esses dez dias foram importantes para a igreja. Também foram importantes no Céu. Quando Cristo “subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens” (Ef 4:8). Aqueles que ressuscitaram por ocasião da morte de Cristo “saíram dos sepulcros depois da ressurreição” e subiram com Ele ao Céu, e foram, então, apresentados diante do Pai como as primícias da ressurreição (ver Mt 27:52, 53). CBASD, vol. 1, p. 872.
19 oferta pacífica (ARA; NVI: “oferta de comunhão”).
21 nenhuma obra servil fareis (ARA; NVI: “não realizareis trabalho algum”).
24 primeiro dia do sétimo mês Hoje conhecido como o Ano Novo Judaico (Rosh Hashanah, “o começo do ano” [civil]), mas não chamado assim na Bíblia (a expressão em hebraico é usada somente em Ez 40.1 numa fórmula de datas). Bíblia de Estudo NVI Vida.
toques de trombeta. Trombetas eram tocadas no primeiro dia de cada mês (Sl 81.3). Não havendo calendários disponíveis, as trombetas soando pela terra inteira eram um sinal importante do começo da nova estação, do fim do ano agrícola. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A maioria das trombetas usadas eram feitas de chifres de carneiro (shofar), mas algumas das trombetas mais especiais eram feitas de prata batida. Life Application Study Bible.
27 Dia da Expiação [26-32]. Arão devia entrar no Lugar Santíssimo somente uma vez ao ano (16.29-34), no dia que os judeus de hoje chamam Yom Kippur. … O dia era tipológico e prenunciava a obra de Cristo, nosso sumo sacerdote (v. Hb 9.7; 13.11, 12). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Completava a lista de festas de descanso “solene”, v 3. Cf 16.1-10n. Esta a festa que mais falava sobre a obra sacrificial e sacerdotal de Jesus Cristo, Hb 9.6-28. Bíblia Shedd.
32 de uma tarde a outra celebrareis o vosso sábado. Esta passagem é entendida como uma indicação geral de quando todos os tipos de sábados, incluindo o sábado semanal, começam e terminam. Andrews Study Bible.
33-43 Festa dos Tabernáculos (ARA: NVI: “festa das cabanas”). Cabanas era a última das três festas anuais de peregrinação (Êx 23.14-17; Dt 16.16). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Comemorava a jornada dos israelitas pelo deserto depois da saída do Egito. Exigia-se que os israelitas vivessem por sete dias em cabanas feitas de galhos de árvores. Era também chamada a festa das colheitas, uma vez que vinha no fim da sega. O jejum do dia da expiação era, pois, seguido por uma festa de júbilo. Bíblia Shedd.
34 Esta primeira descrição da Festa dos Tabernáculos, vv 34-36, nos indica também o primeiro cumprimento do seu significado: é a vinda do Senhor Jesus Cristo para morar entre os homens. Pois Jesus não podia ter nascido em dezembro, que é um mês de neve em Jerusalém, durante o qual nenhum rebanho estaria nos campos (Lc 2.8-11). Que [Jesus] provavelmente nasceu na época da Festa dos Tabernáculos, em outubro, pode ser calculado assim: Zacarias exercia seu turno em julho (Lc 1.5, 8) por ser do turno de Abias, o oitavo turno do ano eclesiástico que começava em março (1 Cr 24.10). Foi o mês da concepção de João Batista, Lc 1.23-24, que nasceu, pois no mês de abril do ano seguinte. Jesus nasceu seis meses mais tarde, Lc 1.26, portanto em plena Festa dos Tabernáculos. Bíblia Shedd.
39 Esta segunda descrição da festa dos Tabernáculos, depois de se ter encerrado o assunto das festas (vv 37-38), aponta para o segundo cumprimento do seu significado: a segunda vinda de Cristo, depois da qual Deus vai habitar entre os homens, fazendo Seu tabernáculo entre eles, Ap 21.1-3. Bíblia Shedd.
42 tendas. A palavra hebraica assim traduzida é sukkot, também traduzida por “cabanas” (como no v. 34), que dá à festa o seu nome. Até mesmo hoje os judeus ortodoxos constroem cabanas pequenas (v. Ne 8.13-17) para se lembrarem das cabanas nas quais habitavam quando Deus os tirou do Egito no período do êxodo (v. 43). Bíblia de Estudo NVI Vida.
A Festa dos Tabernáculos comemorava o tempo em que Israel viveu em tendas no deserto durante os 40 anos de peregrinação (ver Dt 16:12-15). É bom lembrar como Deus conduziu Seu povo no passado. É bom trazer à lembrança Suas providências, pois a natureza humana é inclinada a questionar a vida e a sorte do presente. Faz bem pensar nas muitas bênçãos concedidas por Deus a Seu povo e no modo maravilhoso como Ele tem dirigido a sua vida. Isso nos torna mais agradecidos, e a gratidão é uma parte vital da religião. CBASD, vol. 1, p. 873.
44 A adoração envolve tanto celebração quanto confissão. Nos feriados nacionais de Israel, a balança tendia em favor da celebração – cinco ocasiões alegres para duas solenes. O Deus da Bíblia encoraja a alegria! Deus não pretende que a religião seja apenas meditação e introspecção. Ele também que celebremos. Uma reflexão séria e confissão imediata são essenciais. Mas isto deve ser equilibrado com a celebração do que Deus é e do que Ele fez pelo Seu povo. Life Application Study Bible.
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/levitico/lv-capitulo-22/
Levítico 22 descreve como as ofertas eram feitas profanas pelos sacerdotes (1-9), não-sacerdotes (10-16), imperfeição (17-24), força (18-19, 29), incrédulos (25), abuso de animais (26 -28) e desobediência (29-30). Essa descrição destaca a santidade de Deus que libertou Israel da escravidão para torná-los santos (31-33).
Portanto, Deus apela repetidamente a Israel: “Sede santos; porque eu sou santo ”(Lv 11:44, 45; 19: 2; 20: 7, 26; 21: 8). Isso indica que o padrão de santidade é tão alto quanto Deus é, e que a única fonte de santidade é Deus. Mesmo anjos e humanos sem pecado caíram da santidade em que Deus os criou – não por causa de qualquer falha na criação de Deus, mas pela rejeição de Deus.
Deus nos atrai novamente através de Pedro: “Seja santo; porque eu sou santo” (1Pe 1:16). Podemos responder a esse apelo recebendo a santidade de Deus através de Jesus. Como Pedro escreve: “À medida que se aproximam dele, a pedra viva — rejeitada pelos homens, mas escolhida por Deus e preciosa para ele — vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas na edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo.”(1Pe 2:4-5 NVI).
Deste modo, homens e mulheres tornam-se “um sacerdócio real” e “uma nação santa” (1Pe 2:9).
Martin Hanna
Professor Associado
Seminário Teológico Adventista do Sétimo Dia
Universidade Andrews
Berrien Springs, Michigan, EUA
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/lev/22
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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Quem medita na Palavra de Deus diariamente terá, certamente, atitudes diferentes daqueles que não o fazem. Tal exercício incentiva alcançar elevado padrão moral.
Deus é o padrão de santidade. Portanto, qualquer coisa fora de Sua vontade despenca para a imoralidade, promiscuidade e perversidade.
Sendo tão pecadores, com nossas forças e habilidades jamais atingiremos a santidade estipulada por Deus em Sua Palavra; em contrapartida, Ele é tão santo que pode comunicar santidade a nós sem que perca a Sua santidade.
1. A santificação não está no comportamento humano, está na absoluta dependência do sacrifício apontando para Cristo. Qualquer desvio das orientações divinas implica desviar-se da rota da salvação para o desfiladeiro da perdição. Deus preza pela reverência, pelo zelo e pela total dedicação dos que O servem, por isso insiste na santificação deles (vs. 1-16).
2. A libertação realizada por Deus exige santificação. Deus não liberta o pecador para ser livre para pecar; liberta do pecado para não mais ser escravo do diabo. O pecador reconhece que merece a morte, e a oferta significa aceitação do perdão. Contudo, oferta oferecida de qualquer jeito implica na rejeição divina do ofertante, pois profana o nome de Deus (vs. 17-33).
O teólogo Paul R. House observa: “Talvez o pior castigo possível esteja implícito em Levítico 22:17-23. Aqui Yahweh explica que trazer animais defeituosos ao altar não conduz a nada proveitoso. Tais oferendas não agradam a Deus. Elas fazem a pessoa perder o direito à comunhão com Deus”.
Reflita nestas aplicações:
• Ao ofertar, o imperfeito pecador transmitia seus defeitos ao animal perfeito, o qual morria no lugar do imperfeito. Jesus morre pelo pecador.
• Ofertar, cultuar e adorar relaxada, incorreta e displicentemente é perca de tempo.
• Adulterar o plano de salvação significa perverter o único meio de obter solução ao problema da morte.
• Oferecer ofertas defeituosas implica tornar Cristo defeituoso, imperfeito para libertar ao pecador.
• Jesus é a perfeita oferta de Deus com excelsas qualidades morais que morreu para salvar-nos. Nossas ofertas devem revelar essa verdade.
Há nítido contraste entre bem e mal: Santidade não tolera pecaminosidade, nem pecaminosidade faz parceria com santidade. Pecadores que aceitam perdão do Salvador são intolerantes ao pecado, ainda que não estejam livres de cometê-lo.
Jesus é o único caminho, ande nEle! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Não profanareis o Meu santo nome, mas serei santificado no meio dos filhos de Israel. Eu sou o Senhor, que vos santifico” (v.32).
Lidar com as coisas sagradas era uma questão de prioridade no santuário. Tudo ali apontava para a santidade de Deus e a necessidade do homem em ser por Ele santificado. A obrigação dos sacerdotes consistia em transmitir ao povo a vontade de Deus, ensinando-lhes a fazer diferença entre o santo e o profano. Os sacrifícios realizados no pátio do tabernáculo e as ofertas de manjares eram considerados “coisas sagradas” (v.2), portanto, não poderiam ser consumidos de qualquer forma e nem por qualquer um. A ordem era clara: “Não profanarão as coisas sagradas que os filhos de Israel oferecem ao Senhor” (v.15). Pontualmente, Deus prescreveu a Israel o passo a passo da verdadeira adoração.
Havia todo um cuidado de Deus para que os Seus filhos não profanassem as coisas sagradas e nem o Seu santo nome lidando com o sagrado de forma comum. Aquele que criou o homem para a Sua glória (Is.43:7) não poderia exigir-lhe menos do que poderia oferecer. Ofertas de animais com defeito eram inaceitáveis. Como uma representação de Cristo, o perfeito Cordeiro, cada animal deveria ser cuidadosamente selecionado para compor o cenário de adoração. Ainda nos resta, hoje, uma oferta a ser feita. Um sacrifício nos é exigido: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm.12:1).
Muito mais do que exigir santidade, Deus nos confere santidade. Só Ele é santo, portanto, só Ele pode nos santificar. Deus deseja imprimir os Seus atributos em Seu povo, mas, para que isso aconteça, precisamos descer os degraus de nossas orgulhosas concepções e permitir que o Santo Espírito nos transforme. A melhor oferta que podemos depor no altar do Senhor não são os nossos esforços religiosos, e sim o que Ele mesmo nos pede: “Dá-Me, filho Meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos Meus caminhos” (Pv.23:26). Sabem quando começa a genuína conversão? Não é quando fazemos a obra de Deus, mas quando permitimos que o Deus da obra nos encontre. Todas aquelas leis e obrigações consistiam em ensinar a Israel que o Senhor desejava ter um encontro especial com o Seu povo todos os dias.
Quando um pecador se dirigia ao templo com uma oferta segundo os seus próprios critérios, e o coração endurecido para ouvir a voz de Deus, estava a replicar a ofensiva oferta de Caim. Foi pela fé que “Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas” (Hb.11:4). Abel depositou o seu coração naquela oferta e foi selado para a eternidade. Caim, porém, ofereceu do que achava ser o melhor, duvidando da provisão de Deus e recebendo o sinal de eterna maldição. A diferença entre a verdadeira adoração de Abel e a falsa adoração de Caim tem sido vista no decorrer da história deste mundo e permanecerá até que Cristo volte e ponha “as ovelhas à Sua direita, mas os cabritos, à esquerda” (Mt.25:33).
Muitos professos cristãos têm exigido de outros com severo rigor que sejam observadas as regras de modéstia cristã, regime alimentar, dentre outras, quando, na verdade, eles mesmos necessitam de uma mudança deveras maior. Não podemos exigir reforma se não há reavivamento. Reforma sem reavivamento é hipocrisia, e reavivamento sem reforma é inconcebível. Ambos estão ligados pelo Elo Espírito Santo na obra de preparar o derradeiro povo do advento. E naquele Dia haverá um sacrifício aceitável a Deus: “O que é limpo de mãos e puro de coração” (Sl.24:4). A entrega incompleta do eu aos cuidados do Senhor desvia o nosso foco do Criador para as criaturas. Não fomos chamados para condenar, mas para salvar. A nossa missão não consiste em simplesmente ensinar a verdade, mas em vivê-la para a glória de Deus, porque “dEle, e por meio dEle, e para Ele são todas as coisas” (Rm.11:36).
O evangelho do Reino “não é segundo o homem… mas mediante revelação de Jesus Cristo” (Gl.1:11 e 12). Este é o evangelho que nos foi dado a pregar e testemunhar. Seja o nosso coração uma oferta contínua ao Senhor e toda a nossa vida será uma progressiva revelação da atuação do Espírito Santo. “Ora, se invocais como Pai Aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação” (1Pe.1:17).
Bom dia, verdadeiros adoradores!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Levítico22 #RPSP
Comentário em áudio:
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1068 palavras
1-9 Porque haviam tantas orientações com respeito aos sacerdotes? Os israelitas deveriam estar bem familiarizados com sacerdotes do Egito. Sacerdotes egípcios estavam interessados principalmente com política. Eles viam a religião como um caminho para obter poder. Portanto, os israelitas estariam desconfiados quanto ao estabelecimento de uma nova ordem sacerdotal. Mas Deus queria que Seus sacerdotes servissem a Ele e ao povo. Seu trabalho era religioso – ajudar o povo a se aproximar de Deus e adorá-Lo. Eles não poderiam utilizar de sua posição para obter poder porque não lhes era permitido possuir terras ou tomar dinheiro de quem quer que fosse. Todas essas orientações tranquilizavam o povo e ajudavam os sacerdotes e atingir seu propósito. Life Application Study Bible.
2 que se abstenham das coisas sagradas (ARA; NVI: “que tratem com respeito as coisas sagradas”). Tudo o que era usado no tabernáculo devia ser rigorosamente limpo, cerimonialmente e de outras formas. Se algum sacerdote se tornasse impuro, devia cuidadosamente evitar tocar ou mesmo se aproximar das coisas sagradas. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 865.
3 eliminado da minha presença. Excluído da comunidade que cultuava a Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Qualquer pessoa cerimonialmente imunda que comesse alimentos santos de um sacrifício se arriscava à morte (7.20-21). A imundícia (morte) e a santidade (vida) não deveriam se misturar. Bíblia de Genebra.
4 leproso. A maior parte da contaminação que podia atingir o sacerdote era apenas de natureza temporária, e a exclusão do serviço do santuário duraria só até a tarde. No entanto, os que contraíam lepra ou fluxo eram excluídos até que fossem declarados limpos outra vez. Isso durava o tempo necessário para a recuperação. Durante a exclusão, eles eram mantidos pelos outros sacerdotes, mas não podiam comer das coisas oferecidas porque elas simbolizavam o carregamento dos pecados. CBASD, vol. 1, p. 865.
5 que tocar em algum réptil, com o que se faz imundo (ARA; NVI: “tocar em alguma criatura… que o torne impuro”).
7 Posto o sol. O dia terminava ao pôr do sol. Naquela hora, as portas do santuário eram fechadas e encerrados os serviços do dia. Por isso, se o sacerdote estivesse contaminado até a tarde, ele podia oficiar só no dia seguinte. CBASD, vol. 1, p. 865.
9 para que, por isso, não levem sobre si pecado e morram (ARA; NVI: “para que não sofram as consequências do seu pecado nem sejam executados por tê-los profanado”). As leis da pureza eram as mesmas para os sacerdotes e o povo, mas as penalidades eram muito mais severas para os sacerdotes, que tinham maiores responsabilidades. Cf Nadabe e Abiú (10.1-3) e os sacerdotes infiéis do tempo de Malaquias (Ml 1.6-2.9). Bíblia de Estudo NVI Vida.
10 Nenhum estrangeiro comerá das coisas sagradas (ARA; NVI: “Somente o sacerdote e a sua família poderão comer da oferta sagrada”). estrangeiro. Heb zar, da raiz zur, “afastar-se”. Aqui se refere a qualquer pessoa que não fosse sacerdote ou levita, portanto um leigo, um estranho. … Outras palavras para “estrangeiro”, propriamente dito, são gêr, que dá a ideia de errante, um viajante sem moradia fixa, e goy[plural goyin], que se refere às pessoas que não pertencem à nação israelita, e se traduz “gentio”. Bíblia Shedd.
12 se casar com estrangeiro (ARA; NVI: “se casar com alguém que não seja sacerdote”).
13 repudiada (ARA; NVI: “se divorciar”).
19-25 Somente o melhor deveria ser oferecido a Deus; somente aquilo que vem de um coração grato e voluntário, a dedicação das melhores qualidades do nosso ser, é aceitável a Deus. … Até os pagãos achavam que os ídolos que adoravam eram dignos de sacrifícios perfeitos, sem defeito. Bíblia Shedd.
Animais com defeitos não eram aceitáveis como sacrifício porque não representavam a natureza santa de Deus. Além disso, os animais nao deveriam ter qualquer defeito [impureza] para prefigurar a vida perfeita e sem pecado de Jesus Cristo. Quando damos o melhor de nosso tempo, talento e tesouro a Deus em vez do que é imperfeito ou comum, declaramos o verdadeiro significado da adoração e testificamos da dignidade suprema de Deus. Life Application Study Bible.
20 o animal deve ser sem defeito. A palavra para “defeito” é a mesma usada em 21:17-23, onde se refere aos defeitos dos descendentes de Arão. Um sacrifício defeituoso seria um insulto a Deus (Ml 1:8-9, 13-14) e não representaria a Cristo, que é o nosso Sacrifício moralmente perfeito. Andrews Study Bible.
23 No caso das ofertas voluntárias opcionais, uma espécie de sacrifício pacífico (cap. 3), pequenos defeitos eram tolerados. Bíblia de Genebra.
Se … era uma oferta voluntária e não um voto, o ofertante podia apresentar um animal, mesmo que fosse desproporcionado ou com algum defeito. Essas ofertas eram usadas, com frequência, pelos pobres. Se tivesse chifre quebrado, defeito na perna ou cicatriz na pele, nenhum desses defeitos tornava o animal impróprio para o consumo. CBASD, vol. 1, p. 865.
24, 25 Referia-se a animais castrados que poderiam ser empregados nas fazendas, mas não deveriam ser sacrificados como oferta a Deus. Bíblia Shedd.
25 como pão de vosso Deus (ARA: NVI: “como alimento do seu Deus”).
27, 28 Matar um animal logo depois do seu nascimento demonstrava pouco respeito pela vida e, portanto, era incompatível com a santidade. Bíblia de Genebra.
Apresentando de novo Êx 22:30. Isso, e a seguinte lei que proibia o sacrifício de uma fêmeas e seu filho no mesmo dia (v. 28) mostra respeito pela vida animal (comparar com Êx 23.19; Dt 22:6-7). Andrews Study Bible.
Os animais recém-nascidos não eram considerados como tendo existência própria e independente antes de completar uma semana de vida. Os israelitas entendiam este mandamento como um desejo da parte de Deus de lhes ensinar a misericórdia, Êx 23.19; 34.26; Dt 14.21; 22.6-7. Bíblia Shedd.
Deve-se manter o princípio da bondade para com os animais ainda hoje. Não se deve matá-los desnecessariamente, mas estar ciente do cuidado terno e solícito que o próprio Criador tem pelas criaturas do campo e da floresta (Mt 10:29). Até mesmo as criancinhas se ressentem quando algum dano é feito aos animais. Não se deve perder a sensível apreciação que as crianças têm pela bondade. Qualquer tipo de crueldade é revoltante. Os médicos devem estar alerta para não se tornarem insensíveis ao sofrimento dos outros. Os ministros não devem se esquecer das fragilidades humanas e da necessidade de simpatia mais do que de repreensão. CBASD, vol. 1, p. 865.
29 fá-lo-eis para que sejais aceitos (ARA; NVI: “ofereçam-no de maneira que seja aceito em favor de vocês”.
30 naquele mesmo dia. A mesma regra era aplicada à Páscoa (Êx 34.25); a oferta de comunhão [ARA: “voto ou oferta voluntária”], por outro lado, podia ser reservada e comida no dia seguinte (7.16).
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