Reavivados por Sua Palavra


GÊNESIS 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by jquimelli
15 de outubro de 2018, 0:10
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2027 palavras

[NC: Recomendamos com ênfase a leitura do Comentário Bíblico Adventista sobre Gênesis 3, de cujas 9 1/2 páginas extraímos aqui somente o material mais significativo.]

1 Disse à mulher. Usando a serpente como médium, Satanás achou um momento em que pôde se dirigir à mulher sozinha. Sempre é mais fácil persuadir uma pessoa a fazer algo errado quando ela está longe de um ambiente protetor. Tivesse Eva permanecido junto ao marido, sua presença teria sido uma proteção para ela, e a história sem dúvida teria tido uma sequência diferente. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 213.

2 Do fruto das árvores do jardim podemos comer. … em vez de voltar as costas e correr para o marido, mostrou sinais de vacilação e dúvida e uma disposição para discutir o assunto um pouco mais com a serpente. CBASD, vol. 1, p. 213.

5 No dia se vos abrirão os olhos. Satanás … acusou a Deus de: (1) Invejar a felicidade de Suas criaturas. … (2) Mentir. … A promessa “se vos abrirão os olhos” sugeria uma então presente limitação de visão que podia ser removida seguindo-se o conselho da serpente. CBASD, vol. 1, p. 214.

6 Vendo a mulher.Depois de terem sido despertadas na mulher a dúvida e a incredulidade com respeito à Palavra de Deus, a árvore lhe pareceu muito diferente. Três vezes é feita a menção de quão atrativa ela era: agradava ao paladar, aos olhos e ao anseio por mais sabedoria. O olhar para a árvore dessa forma, com o desejo de participar de seu fruto, foi uma concessão ao estímulo de Satanás. Em sua mente, ela já era culpada de transgredir o mandamento divino: “Não cobiçarás”(Êx 20:17). O ato de tomar o fruto e comer dele foi apenas o resultado natural de haver se colocado no caminho da transgressão. CBASD, vol. 1, p. 214.

Tomou-lhe do fruto.Havendo cobiçado aquilo a que não tinha direito, a mulher prosseguiu, transgredindo um mandamento após outro. A seguir ela roubou o que era propriedade de Deus, violando o oitavo mandamento (Êx 20:15). Comendo do fruto proibido e dando-o ao marido, transgrediu também o sexto mandamento (Êx 20:13). Então, quebrou o primeiro mandamento (Êx 20:3) porque colocou Satanás acima de Deus em consideração e obedeceu a ele em vez de ao Criador. CBASD, vol. 1, p. 214, 215.

E deu também ao marido. Observando que não havia morrido imediatamente – o que parecia confirmar a definida afirmação do sedutor: “Não morrereis” – Eva experimentou uma enganosa sensação de enlevo. Desejou que o marido também partilhasse dessa sensação. CBASD, vol. 1, p. 215.

E ele comeu. … o poder de persuasão da esposa aliado a seu próprio amor por ela, induziu-o a partilhar das consequências de sua queda, quaisquer que elas fossem. Em vez de esperar até que tivesse a oportunidade de discutir o trágico assunto com Deus, Adão decidiu tomar o destino em suas mãos. A queda de Adão é a mais trágica, porque ele não duvidou de Deus, nem foi enganado como Eva; agiu sob a segura expectativa de que a terrível ameaça de Deus se concretizaria. … Não foi a escolha de Eva, mas a deliberada escolha de Adão, na plena compreensão de uma ordem expressa de Deus, que tornou o pecado e a morte a sorte inevitável da humanidade. Eva foi enganada, mas o mesmo não ocorreu com Adão … Se Adão tivesse permanecido leal a Deus, apesar da deslealdade de Eva, a sabedoria divina teria resolvido o dilema e evitado o desastre para a raça humana. CBASD, vol. 1, p. 215.

7Abriram-se, então, os olhos de ambos. Que ironia há nessas palavras, que registram o cumprimento da ambígua promessa de Satanás! Abriram-se os olhos de seu intelecto e compreenderam que não mais eram inocentes. CBASD, vol. 1, p. 215.

9Onde estás? Deus … o chamou não porque ignorasse o seu esconderijo, mas para levá-lo à confissão. Adão procurou ocultar o pecado por trás das consequências deste e sua desobediência, por trás de seu senso de vergonha, declarando a Deus que havia se escondido devido ao embaraço da nudez. A consciência dos efeitos do pecado era mais aguçada que o senso de pecado em si. CBASD, vol. 1, p. 216.

12A mulher que me deste. A resposta de Adão para explicar seu embaraço foi uma desculpa tortuosa e evasiva que acabou sendo uma acusação contra Deus. A que ponto o caráter de Adão havia mudado no curto intervalo de tempo desde que enveredara pelo caminho da desobediência! O homem que havia amado tanto a esposa que intencionalmente violara o mandamento de Deus para não se separar dela, agora fala da esposa com fria e insensível antipatia, como “a mulher que me deste”. … Um dos amargos frutos do pecado é que o coração se torna duro, “sem afeição natural” (Rm 1:31). CBASD, vol. 1, p. 216.

13A serpente me enganou. Nenhum dos dois deu evidências de arrependimento. Existe, porém uma diferença notável entre a confissão de um e de outro. A mulher alegou que havia sido enganada; Adão admitiu tacitamente que seu ato havia sido deliberado, com pleno conhecimento das consequências.CBASD, vol. 1, p. 216.

14Comerás pó. Uma expressão figurativa. CBASD, vol. 1, p. 216.

15Entre a tua descendência e o seu descendente. Faz-se referência aqui ao conflito milenar entre a “descendência” ou os seguidores de Satanás (Jó 8:44; At 13:10; 1Jo 3:10) e o descendente da mulher. O Senhor Jesus Cristo é designado, por preeminência, como “o descendente” (Ap 12:1-5; cf. Gl 3:16, 19). Ele que veio para “destruir as obras do diabo” (Hb 2:14; 1Jo 3:8). CBASD, vol. 1, p. 217.

Este te ferirá a cabeça. Adão, que foi vice-rei de Deus na Terra enquanto permaneceu leal, havia cedido a autoridade a Satanás, ao transferir sua lealdade a Deus para a serpente. … Adão começou a perceber a extensão de sua perda quando, de governante deste mundo passou a ser um escravo de Satanás. Contudo, antes de ouvir o pronunciamento da sentença, o bálsamo da esperança foi aplicado à sua alma despedaçada. Para a mulher, a quem havia culpado pela sua queda, ele agora devia se voltar em busca do livramento – na espera pelo descendente prometido, em quem haveria poder para vencer o arqui-inimigo de Deus e do homem. CBASD, vol. 1, p. 218 e 218.

16O teu desejo será para o teu marido. A palavra heb. shuq, “desejo”, significa “correr atrás de de, ter ardente anseio por algo”, indicando o mais forte desejo possível. Embora governada pelo homem e torturada pelas dores do parto, a mulher ainda sentiria intenso desejo pelo marido. … Prece razoável concluir que esse “desejo” foi dado para aliviar as tristezas da feminilidade e unir ainda mais o coração do marido e da esposa. CBASD, vol. 1, p. 218.

Ele te governará. A mulher havia rompido seu relacionamento com o homem, o qual fora estabelecido por Deus. Em vez de ser uma auxiliadora “idônea”, ela havia se tornado sua tentadora. Portanto, seu status de igualdade com o homem foi afetado; ele havia governado como seu senhor e amo. As Escrituras descrevem a mulher como sendo “possuída”pelo homem. Entre a maioria dos povos não-cristãos a mulher tem estado sujeita, ao longo dos séculos, à degradação e, quase, à escravidão. Entre os hebreus, contudo, a condição da mulher era de distinta subordinação, mas não de opressão ou de escravidão. O cristianismo colocou a mulher na mesma plataforma que o homem no que diz respeito às bênçãos do evangelho (Gl 3:28). Embora o marido seja descrito como a cabeça do lar, os princípios cristãos devem levar o homem e sua esposa a uma experiência de verdadeira parceria, em que um seja tão devotado à felicidade e bem-estar do outro que nunca nenhum dos dois queira “governar”sobre o outro (ver Cl 3:18, 19). CBASD, vol. 1, p. 218, 219.

17Maldita é a terra. Deve ser notado, novamente, que Deus não amaldiçoou Adão nem sua esposa. As maldições foram pronunciadas somente sobre a serpente e a terra. Mas Deus disse a Adão: “Maldita é terra por tua causa”. CBASD, vol. 1, p. 219.

18A erva. A punição divina estipulava também uma mudança parcial na alimentação. Evidentemente se deve concluir que a quantidade e a qualidade dos cereais, castanhas e frutas originalmente dados ao homem foram, como resultado da maldição, reduzidos a tal ponto que ele precisaria buscar uma porçãoda alimentação diária nas ervas. Essa mudança também deve ter ocorrido, em parte, devido à perda de certos elementos que eram obtidos da árvore da vida, à mudança no clima e talvez, principalmente, à sentença de ter de trabalhar arduamente para obter sustento.CBASD, vol. 1, p. 219.

19No suor do seu rosto. O trabalho e o esforço desenvolvem o caráter e ensinam a humildade e a cooperação com Deus. Essa é uma das razões pelas quais a igreja cristã geralmente tem encontrado seus mais leais adeptos e defensores na classe trabalhadora.CBASD, vol. 1, p. 219.

Até que tornes à terra. O Senhor informou Adão que a sepultura era seu destino certo. Ele compreendeu, assim, que o plano da redenção (v. 15) não impediria a perda da vida presente, mas oferecia a certeza de uma nova vida. … A menos que, em misericórdia, fosse concedido um tempo de graça para o homem, a morte teria ocorrido instantaneamente. A justiça divina exigia a vida; a misericórdia divina concedeu uma oportunidade para restaurar essa vida. CBASD, vol. 1, p. 220.

20E deu o homem o nome de Eva a sua mulher. Este verso … mostra que Adão creu na promessa relativa ao descendente da mulher e manifestou essa fé no nome que deu à esposa. Eva hawwah, significa “vida”, e é aqui traduzida como zoepela LXX [versão em latina do AT efetuada antes do nascimento de Jesus]. … Em Gênesis 4:1, hawwah foi imperfeitamente transliterado como euapela LXX e daí vem a forma “Eva”em nossa língua.CBASD, vol. 1, p. 220.

Por ser a mãe.Adão deu, em fé, o nome “aquela que vive”à sua esposa… Em vez de chamá-la, em desânimo e desespero – como seria de se esperar naquelas circunstâncias – de “a mãe de todos os condenados à morte”, ele fixou os olhos, pela fé, em seu Juiz e, antes mesmo que ela desse à luz seu primogênito, chamou-a, com esperança, de “aquela que vive”. A fé de fato foi para ele “a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem” (Hb 11:1).CBASD, vol. 1, p. 220.

21Vestimenta de peles. O ritual dos sacrifícios, embora não seja especificamente mencionado aqui, foi instituído nessa ocasião (PP, 68; cf. DTN, 28). A história dos sacrifícios de Caim e Abel relatada no capítulo seguinte mostra que os primeiros filhos de Adão e Eva estavam bem familiarizados com esse ritual. Se Deus não tivesse comunicado regulamentos definidos quanto aos sacrifícios, Sua aprovação à oferta de Abel e desaprovação à de Caim teria sido arbitrária. O fato de Caim não acusar a Deus de parcialidade evidencia que tanto ele quanto o irmão sabiam o que era requerido.CBASD, vol. 1, p. 220.

22Como um de nós. Pela desobediência havia aprendido a diferença entre o bem e o mal, ao passo que Deus havia planejado que ele obtivesse esse conhecimento mediante a cooperação voluntária com a vontade divina.CBASD, vol. 1, p. 221.

Estenda a mão. Era então necessário impedir que o homem continuasse a participar do fruto da árvore da vida, a fim de que não se tornasse um pecador imortal (PP, 60).CBASD, vol. 1, p. 221.

24O refulgir de uma espada. A luz sempre foi um símbolo da presença divina. Como tal, oshekinah … Não havia uma espada literal guardando o portão do paraíso. O que havia era o que parecia ser o cintilante reflexo de luz de uma espada “que se revolvia”em todas as direções com grande rapidez – setas de luz refulgentes que irradiavam de um centro intensamente brilhante. … Essa luz viva e radiante não era nada senão a glória do shekinah, a manifestação da presença divina. Diante dela, durante séculos, os que eram leais a Deus se reuniam para adorá-Lo (PP, 62, 83, 84.).CBASD, vol. 1, p. 222.


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