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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/2-tessalonicenses/2ts-capitulo-3/
O conselho de Paulo (vs. 6-15) pode ser particularmente aplicável aos escritórios típicos de hoje. Na ausência de trabalho manual duro, as pessoas reunidas em um escritório (mesmo um escritório da igreja) podem rapidamente cair na mesma armadilha que os crentes ociosos de Tessalônica caíram. Eles podem gastar seu tempo falando sobre seus pontos de vista divergentes sobre teologia, as peculiaridades de personalidade de outras pessoas, ou as dificuldades de relacionamento que as pessoas que trabalham em estreita colaboração sempre experimentam.
O resultado final é uma atmosfera tóxica de espírito de críticas e culpa que soa muito parecido com o que estava acontecendo na igreja em Tessalônica. O conselho de Paulo? Cuide da sua própria vida. Mantenha seu foco no Senhor. Não se canse de fazer o bem aos outros. Faça o seu trabalho de maneira discreta (1Ts 4:11; 2Ts 3:12), gerenciando seus próprios problemas. Determine-se a exercer uma diferença positiva em vez de negativa. Siga o exemplo amoroso, perdoador e misericordioso de Jesus e dos apóstolos.
Paulo termina sua epístola em sua forma habitual: “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vocês” (v. 18 NVI).
Jon Paulien
Universidade Loma Linda
Estados Unidos
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1365
Comentário original completo: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/05/10
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio: Pr. Valdeci: http://novotempo.com/audios/ii-tessalonicenses-03/
Audio online [voz: Valesca Conty]:
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II TESSALONICENSES 3 – O cristianismo não é um chamado para a preguiça. Servos inúteis na Terra não terão parte no serviço do Céu. Precisamos permitir que esse último capítulo de Paulo aos crentes de Tessalônica impacte profundamente nosso coração a tal ponto de injetar diligência espiritual em cada uma de nossas tarefas diárias.
Ser verdadeiramente cristão exige muita dedicação a fim de que a preparação para a vinda de Cristo realmente aconteça. “Não devemos buscar e esperar descanso e facilidades em um mundo onde aquele a quem amamos enfrentou apenas dores e sofrimentos” (Horatius A. Bonar).
Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, escreve com maestria. Leia o capítulo supracitado e depois retorne para esta reflexão:
1. O cristão não deve ter preguiça de orar, não é possível ser cristão à altura do que Cristo espera de nós sendo negligentes na oração (vs. 1-5). “Por que será que há tão pouca ansiedade para orar? Reservamos tempo para tudo, menos para orar. Por que é que se fala tanto enquanto há tão pouca oração? Por que tanta pressa nos negócios, e tão pouca oração? Por que tantas reuniões com nossos colegas, e tão poucos encontros com Deus?” (Bonar).
2. Os versos 6-15 a Bíblia de Estudo Andrews intitula de “Conselhos práticos”, e os subdividem assim:
• A disciplina dos desordeiros (vs. 6-10);
• Aos desordeiros em si (vs. 11-12);
• Retirada dos desordeiros da comunhão (vs. 13-15).
3. A carta termina com uma bênção curta (vs. 16-18).
Os ministros precisam da oração perseverante da igreja a fim de proclamar com destreza e ousadia a Palavra de Deus. Além disso, os crentes não devem ser obstáculo à pregação do evangelho. Um testemunho contrário ao poder do evangelho dilui a capacidade do Espírito Santo convencer e converter pecadores. Por isso, Paulo adverte aos crentes para que…
• …não sejam desordeiros; se persistirem, que se afastem/desliguem da igreja;
• …não sejam intrometidos, mas comprometidos em fazer o bem; senão, afastem-se de tais pessoas;
• …não sejam preguiçosos, mas que trabalhem diligente e honestamente; se não trabalha, que fique sem comida;
• …exortem antes de disciplinar os indisciplinados.
Após ser brando em I Tessalonicenses 4:11-12; 5:14-15 e não obter resultados, Paulo precisou ser enérgico no fechamento desta carta. Até quando vamos ser morosos para aprender?
“Senhor, reaviva-nos constantemente!” – Heber Toth Armí.
Três capítulos… conte-nos: como foi estudá-los nestes três últimos dias?
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“Todavia, o Senhor é fiel; Ele vos confirmará e guardará do Maligno” (v.3).
Ainda que ciente da fidelidade e do amor dos irmãos tessalonicenses, Paulo ficou sabendo que estava infiltrando-se no meio deles irmãos que viviam desordenadamente, “porque a fé não é de todos” (v.2). A desordem quanto ao labor e ao serviço cristão provoca ociosidade, que é preenchida com preguiça e maledicência. Quando Paulo pediu oração para que o Senhor os livrasse “dos homens perversos e maus” (v.2), não se referia aos incrédulos, mas aos falsos crentes que disseminavam uma forma de vida contrária aos ensinamentos paulinos. Ao dizer: “convém imitar-nos” (v.7), Paulo não usou de soberba, mas da autoridade de quem vivia o evangelho de Cristo.
Notem que Paulo não os exortou, nem os aconselhou, mas lhes deu uma expressa ordem, em nome de Jesus, para que eles se apartassem dos irmãos que não estavam buscando viver o evangelho; não somente com a finalidade de não sofrerem influência, mas também para que os irmãos infiéis, envergonhados, pudessem reconhecer o seu pecado. Paulo não os considerava como inimigos, mas como irmãos que necessitavam ser advertidos acerca de seu mau procedimento (v.15). A genuína conversão dos tessalonicenses os fazia viver piedosamente conforme o exemplo que encontramos no livro de Atos: “Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum” (At 2:44). Isto os unia, mas também era um risco à medida que alguns, aproveitando-se da generosidade dos fiéis, deixavam de trabalhar para viver às custas da liberalidade de outros, e ainda se achavam no direito de intrometer-se “na vida alheia” (v.11).
Precisamos levar em grande consideração o pedido inicial de Paulo, quando disse: “orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada” (v.1), para que não só oremos pelos pastores e obreiros de nossa igreja, como também a nossa vida seja uma manifestação das verdades do evangelho, “por termos em vista” oferecer ao mundo “exemplo em nós mesmos” (v.9) para nos imitarem assim como buscamos imitar a Cristo. Eu sei que este é um padrão no qual nenhum de nós cogita conseguir alcançar, mas é justamente por isso que precisamos que “o Senhor conduza o [nosso] coração ao amor de Deus e à constância de Cristo” (v.5). E esta é uma obra do Espírito Santo. A nossa parte é apenas aceitar esta obra em nossa vida, “porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm 5:5). “Quando, porém, vier o Consolador, que Eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dEle procede, Esse dará testemunho de Mim”, disse Jesus (Jo 15:26).
Quanto a nós, não nos cansemos “de fazer o bem” (v.13), procurando seguir o incomparável exemplo de Cristo. E, tendo em mente que todos nós somos pecadores e que, igualmente, carecemos da graça de Jesus, nos acheguemos, “portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb 4:16). Pois ali, no lugar Santíssimo do santuário celeste, Jesus, o nosso Sumo Sacerdote, intercede por todos nós, de onde está a assinatura de Deus, “de próprio punho” (v.17). “Este é o sinal” (v.17), que o Criador nos deixou nas “tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus” (Êx 31:18). Que quando for revelado “o homem da iniquidade” (2Ts 2:3), nossa fé prática seja um testemunho de nossa aceitação e obediência “a toda a verdade” (Jo 16:16) e, seguindo os passos do Salvador (Jo 15:10), façamos parte do seleto grupo dos “que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12).
Bom dia, imitadores de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Tessalonicenses3 #RPSP
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No coração do último capítulo de II Tessalonicenses está a preocupação de Paulo com os “desordeiros” ou pessoas “ociosas” na congregação. Mas a palavra grega aqui (ataktos, vs. 6, 11) não é sinônimo de preguiça. Tem mais a ver com atitude irresponsável. Os membros desordeiros de Tessalônica não estavam apenas ociosos, eles estavam indo de um lugar a outro para criar perturbação. Eles passavam o tempo discutindo teologia ou criticando o comportamento dos outros, em vez de ganhar o seu sustento: “não trabalham, mas andam se intrometendo na vida alheia” (v. 11, NVI). Eles estavam se metendo na vida de todo mundo em vez de cuidar da própria! O fato de Paulo ter abordado este assunto outras vezes (ver tb 1Ts 4:9-12) indica que era um grande problema na igreja em Tessalônica. Jon Paulien, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/05/10/ii-tessalonicenses-3/ (pesquisa em 01/08/2018).
1 Orai por nós. O apóstolo acabara de registrar uma oração pelos conversos para que fossem consolados e confirmados (2Ts 2:17). Agora pedem que se lembrem dele e de seus companheiros de ministério (cf. 2Co 1;11; Fp 1:19; 1Ts 5:25). Paulo sempre sentiu sua insuficiência e era consciente da necessidade do poder divino (ver 2Co 2:16; 3:5). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 283.
Se propague. Parece que palavra de Deus na cidade de Corinto não estava “correndo”tão livre como o apóstolo desejava. Possivelmente, houve uma firme oposição dos judeus (ver com. de 1Tm 3:7. … Sob condições normais, a “palavra do Senhor”, ativada pelo Espírito Santo, progride com rapidez. CBASD, vol. 7, p. 283.
Seja glorificada. A palavra do Senhor é glorificada na vida transformada daqueles que são guiados por ela. Diz-se que o evangelho é adornado pela vida piedosa até mesmo dos cristãos mais humildes: escravos convertidos, que não furtavam, mas eram completamente honestos e fiéis no serviço (Tt 2:9, 10; cf. com. de Mt 5:16). CBASD, vol. 7, p. 283.
2 Sejamos livres. Embora este segundo pedido tenha um sabor pessoal distinto, a preocupação principal do apóstolo não é a segurança pessoal, ms assegurar que sua equipe evangélica ficará livre para realizar a obra divina. CBASD, vol. 7, p. 283.
Maus. O grego contém o artigo definido, indicando que Paulo se refere a classes específicas de oponentes, sem dúvida, aos judeus que o atacaram e o levaram diante de Gálio, o governador romano (ver com. de At 18:9-17). Aqueles judeus eram mais perversos que muitos pagãos. Resistiram obstinadamente aos apelos da Santa Escritura e aos milagres feitos pelo Espírito Santo em demonstração do poder de Deus. Alguns deles foram longe demais e chegaram a ponto de blasfemar. CBASD, vol. 7, p. 283, 284.
A fé não é de todos. Alguns, ao fechar a mente contra a evidência levada ao coração pelo Espírito Santo, colocam-se além do alcance do evangelho. Quando o Senhor, por meio de Suas obras maravilhosas na carne evidenciou Sua divindade de modo inequívoco, houve aqueles que endureceram o coração para não crer na Sua messianidade e para atribuir o poder de operar milagres a Satanás. Deste modo, o Senhor alertou, estavam em perigo de cometer o pecado imperdoável, caso já não o tivessem cometido (ver Mt 12:22-32). CBASD, vol. 7, p. 284.
4 Confiança em vós no Senhor. … embora o apóstolo tenha encorajado crentes humanos, deixou claro que a base de sua confiança estava “no Senhor” e não neles (cf. Gl 5:10). CBASD, vol. 7, p. 284.
As coisas. Não identificadas neste versículo, mas alistadas nos v. 6 a 15. CBASD, vol. 7, p. 284.
5 Coração. Necessitamos de guia contínua do Senhor quanto aos pensamentos e emoções. Ele prometeu lembrar-nos das verdades a respeito das quais temos sido ensinados, revelar-nos seu significado e a guiar-nos a uma compreensão total de Sua vontade (ver Jo 14:26; 16:13). CBASD, vol. 7, p. 284, 285.
Ao amor de Deus. … que possuam ou compartilhem o amor de Deus. CBASD, vol. 7, p. 285.
6 Nós vos ordenamos. Na primeira epístola, [Paulo] apelou à igreja para se acautelar das facções fanáticas em seu meio (1Ts 5:14). O apelo parece ter tido êxito parcial, porque ele recorre a medidas mais fortes e emite ordens (cf. com. de 1Ts 4:2, 11). CBASD, vol. 7, p. 285.
Desordenadamente (ARA; NVI: “ociosamente”). Do gr. ataktos (ver com. de 1Ts 5:14). CBASD, vol. 7, p. 285.
7 Imitar-nos. Se [os tessalonicenses] considerassem a conduta de Paulo (humilde, cuidadosa, semelhante a Cristo) saberiam o que o Senhor exigia deles. Todo ministro deveria viver para que sua vida fosse consistente com seu ensino. CBASD, vol. 7, p. 285.
Nunca nos portamos desordenadamente. O comportamento desordenado ao qual Paulo faz alusão (v. 6) parece ter sido à ideia fanática de que, como o Senhor estava prestes a vir, era muito tarde para continuar com ocupações mundanas. Aqueles que estavam imbuídos com esse pensamento motivaram o princípio de comunhão de bens na igreja por razões egoístas, para tirar proveito do trabalho dos outros. Paulo denunciou esses agitadores indolentes (v. 11), mas antes lembrou aos irmãos que seu exemplo tinha sido positivo. Estava apto a apelar para a vida ocupada que tinha diante deles. CBASD, vol. 7, p. 285.
9 Direito. O apóstolo desejava deixar claro que não era contrário a um ministério sustentado pela igreja. … No entanto, em Tessalônica ele renunciou seu direito ao sustento da igreja, para dar aos membros um exemplo digno de imitação. CBASD, vol. 7, p. 286.
10 Ordenamos. A abrangência das instruções dadas por Paulo aos tessalonicenses foi surpreendente. No pouco tempo que passou com eles, o apóstolo parece ter abordado todos os assuntos vitais e dirigido seu ensino às necessidades imediatas dos tessalonicenses. CBASD, vol. 7, p. 286.
Não quer trabalhar. Paulo se refere àqueles que, na expectativa do retorno imediato de Cristo, recusavam se desenvolver no trabalho normal, justificando que era desnecessário em vista da segunda vinda. CBASD, vol. 7, p. 286.
Também não coma. O cristão deve fazer tudo que estiver ao seu alcance para evitar ser um peso para os outros. Deve trabalhar para que, além de se sustentar, consiga ajudar os necessitados (Ef 4:28). CBASD, vol. 7, p. 286.
11 Antes, se intrometem. No grego há um jogo de palavras evidente, que pode ser comunicado como “não ocupados, mas ocupados com a vida alheia” (Wodsworth). Os bisbilhoteiros estão ocupados com coisas sem importância, que não lhes dizem respeito, nas questões alheias e não nas questões pessoais. O labor honesto é a melhor cura para esse tipo de gente, pois aqueles que são meticulosos no cumprimento de suas tarefas não encontrarão tempo sem se intrometerão nas questões alheias (cf. com. de 1Ts 4:11; 1Tm 5:13, 14; 1Pe 4:15). Tagarelar e falar mal são passatempos dos bisbilhoteiros. CBASD, vol. 7, p. 286.
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/2-tessalonicenses/2ts-capitulo-2/
Combinando os versos 3 a 7, podemos ver que Paulo está descrevendo três fases da história desde os seus dias até o fim.
A fase final é a segunda vinda de Jesus, a qual é mencionada no verso 8. Antes desse estágio ocorre a revelação do homem do pecado (vs. 3 e 4), o iníquo (v. 8).E antes deste estágio, voltando aos dias de Paulo é descrito um tempo de mistério e repressão (vs. 6-7).
O homem do pecado/iníquo foi introduzido nos versos 3-4. O poder na história que melhor se adapta a todas as especificações dessas profecias é o papado medieval. Mas II Tessalonicenses 2:8-10 abre a cortina para revelar um anticristo ainda maior por detrás do visível, aquele que agiu sobre todas as nações ao longo da história. O próprio Satanás é o autor e consumador dos enganos do tempo do fim.
O que realmente importa ao nos aproximarmos do fim, não é sabermos calcular exatamente quando e como estes enganos acontecerão, mas se temos recebido e compartilhado o amor à verdade. O confronto pode ser mundial, mas a escolha ainda é pessoal para você e para mim.
Jon Paulien
Universidade Loma Linda
Estados Unidos
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1364
Comentário original completo: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/05/09
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio: Pr. Valdeci: http://novotempo.com/audios/ii-tessalonicenses-02/
Audio online [voz: Valesca Conty]:
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II TESSALONICENSES 2 – Parece que a euforia da heresia é maior que a ousadia da verdade.
“Circulava na igreja de Tessalônica ideias errôneas sobre a proximidade da volta de Cristo. Esta carta corrige pontos de vista equivocados com respeito aos acontecimentos prévios ao regresso de Jesus em glória e majestade. Paulo adverte que existem cartas… fraudulentas, possivelmente enviadas em seu nome confundindo aos crentes com respeito à Segunda Vinda de Jesus” (Raúl Quiroga).
• Precisamos e acatamos estas advertências ou fugimos ou atacamos suas exortações?
• Aceitamos ou não as correções de Paulo neste capítulo?
Acompanhe em tua Bíblia estes pontos extraídos do comentário da Bíblia de Estudo Andrews:
• “A principal contribuição teológica de 2 Tessalonicenses é o ‘pequeno Apocalipse’ de 2:1-12… Os leitores do apóstolo talvez soubessem [identificar os principais personagens mencionados], mas hoje não temos a mesma certeza e precisamos analisar toda a estrutura profética das Escrituras a fim de alcançar uma melhor compreensão”.
• “Em 1 Tessalonicenses, os cristãos corriam o risco de perder a esperança na segunda vinda. Em 2 Tessalonicenses, Paulo enfrenta o extremo oposto: a ideia de que a segunda vinda seria imediata ou já se fazia presente de alguma forma no âmbito espiritual. Contudo, o apóstolo escreve que, antes do retorno de Jesus, seria revelado o ‘homem da iniquidade’ (2:3), cuja vinda seria ‘detida’ (vs. 6-7), até o momento apropriado. Antes da chegada do homem da iniquidade (ou o ‘iníquo’, v. 8), a segunda vinda não ocorreria”.
• “Uma boa maneira de entender a passagem [referente ao homem da iniquidade (vs. 3-4) e daquele que o detém (vs. 6-7)] é à luz das descrições paralelas em Dn 7:8, 19-26. A grande apostasia predita em 2 Tessalonicenses pode muito bem se referir à apostasia que ocorreu dentro do próprio cristianismo (‘no santuário de Deus’, 2Ts 2:4) ao longo da Idade Média. Em última instância, expressões como ‘o homem da iniquidade’ (v. 3), ‘o filho da perdição’ (v. 3) e ‘o iníquo’ (v. 8) apontam para Satanás. Contudo, os rótulos também podem se aplicar aos agentes que Satanás usa ao longo da história para cumprir sua vontade”.
Diante da apostasia globalizada, nada melhor do que cooperar com Deus na proclamação da verdade revelada na Palavra inspirada (vs. 13-17)!
Busquemos discernimento profético nessa Palavra! – Heber Toth Armí.
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“Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade” (v.13).
Precisamos entender este capítulo à luz do que está escrito no livro de Daniel. A profecia aponta para alguém que se rebelará contra Deus antes da segunda vinda de Cristo e que terá grande influência, “a ponto de sentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus” (v.4). As conjecturas que surgiram entre os tessalonicenses sobre “o Dia do Senhor” (v.2), como se vivessem nos últimos dias, foram esclarecidas por Paulo como ideias fora de tempo. Ele certamente recebera alguma luz acerca das profecias de Daniel e compreendera que o tempo determinado ainda não havia chegado. Certamente, o retorno de Cristo e o preparo para este Dia, são os temas centrais desta segunda epístola.
O apóstolo tinha uma fé viva na possibilidade de, ainda em vida, ver o seu Salvador retornar (1Co 15:51; 1Ts 4:17). Mas também, como estudioso das profecias, sabia que, antes, muitas coisas precisavam se cumprir. Dentre elas, a revelação do “homem da iniquidade” (v.3). A este, o profeta Daniel descreveu como um rei: “Este rei fará segundo a sua vontade, e se levantará, e se engrandecerá sobre todo deus; contra o Deus dos deuses falará coisas incríveis e será próspero, até que se cumpra a indignação; porque aquilo que está determinado será feito” (Dn 11:36). Paulo fala de um período de apostasia que precederia a volta de Cristo. A palavra apostasia não se refere a uma rebelião externa, mas interna, ou seja, o falso ensinamento que surgiria no meio cristão, “com todo engano de injustiça” (v.10). Apostasia que seria liderada pelo “homem da iniquidade, o filho da perdição” (v.3), ou, como descrito em Apocalipse, “o falso profeta” (Ap 19:20).
Sabendo que iniquidade significa pecado, e “o pecado é a transgressão da lei” (1Jo 3:4), o homem da iniquidade nada mais é do que um “fora da lei”, que tanto descumpre a lei de Deus como seduz as nações no mesmo sentido. Suas reais intenções, no entanto, só serão reveladas “em ocasião própria” (v.6). Desde os tempos apostólicos, é-nos dito que já operava “o mistério da iniquidade” (v.7), porém, o iníquo só será revelado quando o Espírito Santo, “que agora o detém” (v.7), for afastado por ocasião da conclusão do selamento dos servos de Deus (Ez 9:4; Ap 7:3). Este homem da iniquidade, “segundo a eficácia de Satanás” (v.9), operará grandes sinais “e prodígios da mentira” (v.9), “para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt 24:24). O apelo de Jesus continua sendo o mesmo, principalmente em nossos dias: “Vede que ninguém vos engane” (Mt 24:4).
Percebam que Paulo diz que o “engano de injustiça” será “aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos” (v.10). Não se enganem, meus irmãos, ou buscamos a Deus incessantemente através do estudo sincero de Sua Palavra, com o coração submisso e contrito, ou seremos facilmente arrastados por todo vento de doutrina. Paulo exortou os tessalonicenses a guardarem as tradições que lhes foram ensinadas por palavra e por epístolas (v.15). Isto nos diz que existe diferença entre tradição e tradição: a tradição cerimonialista (doutrinas de homens) e a tradição inspirada (pelo Espírito Santo). Com isso, Paulo chamou as suas cartas de tradições inspiradas que deveriam ser seguidas por estarem fundamentadas nos princípios divinos e não em “palavra de homens” (1Ts 2:13).
Muitos têm julgado ser de pequena monta o associar-se com os ímpios enquanto sustentam uma postura de crentes em Cristo. Mas “que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” (2Co 6:14).
Eu não sei você, mas eu sirvo ao Deus de Abraão, que não hesitou em levantar o cutelo contra o seu próprio filho. Eu sirvo ao Deus de José, que assumiu o risco de morte ao rejeitar a mulher de Potifar. Eu sirvo ao Deus de Daniel, que firmemente decidiu não se contaminar com as iguarias e com a idolatria de Babilônia. Eu sirvo ao Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que preferiam ter seus corpos queimados a ter que adorar outros deuses. Eu sirvo ao Deus de Paulo, que desprezava a própria vida por amor a Cristo.
Onde, pois, está a fé de nossos pais? Será que estamos dispostos a abrir mão de nossas vontades egoístas para experimentar a vontade de Deus? Será que estamos prontos para, se preciso for, padecer necessidades e privações, por “amor da verdade” (v.10)? Estamos, de fato, nos preparando para enfrentar um “tempo de angústia qual nunca houve” (Dn 12:1)? Quando o mundo reverenciar o homem da iniquidade e nos for exigido que façamos o mesmo, sob pena de morte, cederemos ou, como Josué decidiremos resolutos: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24:15)? O meu desejo e a minha oração é que “nosso Senhor Jesus Cristo mesmo e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça, consolem o [nosso] coração e [nos] confirmem em toda boa obra e boa palavra” (v.16-17). “Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o [nosso] Senhor” (Mt 24:42).
Bom dia, “irmãos amados pelo Senhor” (v.13)!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Tessalonicenses2 #RPSP