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“Pelo que, julgo eu, não devemos perturbar aqueles que, dentre os gentios, se convertem a Deus” (v.19).
Quando Deus estabeleceu uma aliança com Abraão, instituiu um sinal físico que deveria ser seguido de geração em geração: “… todo macho entre vós será circuncidado” (Gn 17:10). Foi uma forma de Deus assinalar o Seu povo com uma marca distintiva. Esta questão foi tratada de forma acalorada na igreja primitiva, dada a multiplicação de novos conversos gentios, isto é, incircuncisos. Tal controvérsia precisava ser logo resolvida a fim de que não se tornasse motivo de divisão entre judeus e gentios.
Enviados a Jerusalém, Paulo e Barnabé relataram acerca da “conversão dos gentios”, causando “grande alegria a todos os irmãos” (v.3). Sendo bem recebidos por todos, uma reunião foi realizada junto com “os apóstolos e os presbíteros para examinar a questão” (v.6). Percebam que surgida a controvérsia, trataram logo de resolvê-la, a fim de chegar em comum acordo. Afinal de contas, era natural aos judeus conversos sustentar algumas de suas tradições dada a importância da aliança e do que ela significava para o seu povo. Jesus mesmo foi circuncidado no oitavo dia após o Seu nascimento (Lc 2:21). O que eles precisavam compreender, no entanto, é que após a morte e ressurreição de Cristo, uma nova aliança foi estabelecida: “Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é Ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas” (Hb 8:6). Uma aliança renovada que inclui todos os povos, tribos, línguas e nações no “Israel de Deus” (Gl 6:16).
O apóstolo Pedro declarou: “E [Deus] não estabeleceu distinção alguma entre nós e eles, purificando-lhes pela fé o coração” (v.9). “Mas cremos que fomos salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram” (v.11). Qual foi o resultado de tais palavras? O silêncio de toda a multidão, que parou para ouvir a Paulo e Barnabé sobre os muitos sinais e prodígios que “Deus fizera por meio deles entre os gentios” (v.12). A exposição seguinte de Tiago, utilizando uma aplicação profética do livro de Amós, foi decisiva para que chegassem à seguinte conclusão, parafraseando numa linguagem contemporânea: Não é conveniente impor aos gentios que “se convertem a Deus” (v.19) uma carga que nem os mais antigos conseguem carregar (v.10), mas orientá-los a fim de “que se abstenham” da idolatria, da imoralidade sexual e de alimentos imundos (v.20). No mais, o que eles tiverem de aprender, é ensinado na igreja “todos os sábados” (v.21).
Esta coerente e sábia decisão, orientada pelo Espírito Santo, foi escrita e enviada às igrejas através de Paulo e Barnabé, além de “Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens notáveis entre os irmãos” (v.22). Ou seja, a cúpula da igreja enviou homens cuja credibilidade era notável e cujo testemunho confirmava cada palavra daquela epístola. Não que fossem homens sem defeitos, mas que por palavra e por ação, revelavam a obra transformadora do Espírito Santo. Sempre zeloso em obras, Paulo não tolerou a ideia de ter em sua companhia alguém que já o havia deixado na mão. A insistência de Barnabé em dar uma segunda chance a João Marcos não agradou a Paulo, de tal modo “que vieram a separar-se” (v.39). Tal fato, porém, não atrapalhou a obra, mas a expandiu, formando mais uma dupla missionária.
Precisamos, hoje, ter a mesma coerência com a qual agiram os líderes da igreja primitiva. Assuntos conflitantes não devem ser estendidos em contendas e debates que ao invés de somar para Deus, causam divisões desnecessárias. Jesus mesmo afirmou: “quem Comigo não ajunta espalha” (Lc 11:23). Notem que Paulo e Barnabé logo encontraram uma solução para que a obra de Deus continuasse avançando, e não ficaram trocando farpas entre si.
Portanto, “evita discussões insensatas, genealogias, contendas e debates sobre a lei; porque não têm utilidade e são fúteis” (Tt 3:9). Avança no sentido de apresentar a Jesus através de uma vida notoriamente guiada pelo Espírito Santo. “Quem entre vós é sábio e inteligente? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras” (Tg 3:13), “para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora” (Ef 3:10). Que a nossas palavras e ações sejam bênçãos aos nossos semelhantes, de forma que se alegrem “pelo conforto recebido” (v.31).
Bom dia, homens e mulheres notáveis!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Atos15
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1762 palavras
1-35 Um grupo vindo da Judéia chega a Antioquia e reivindica que a circuncisão é necessária para a salvação. Para resolver a controvérsia resultante, uma delegação é designada para visitar Jerusalém (vv 1-2). … Esta é uma história crucial. O que deve ser exigido dos gentios para que estes se tornem cristãos? Andrews Study Bible.
1 Circuncidardes. Esta exigência prova algo que não fora dito com clareza em outra passagem bíblica. Paulo e Barnabé não exigiam que os conversos gentios fossem circuncidados. Aqui se inicia o relato da primeira grande controvérsia da igreja cristã. Certamente ela surgiria logo que o cristianismo saísse das fronteiras da Palestina. Os primeiros conversos ao cristianismo eram judeus que preservavam a maior parte das práticas e dos preconceitos da religião na qual haviam sido criados. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 315.
Não podeis ser salvos. Este era o cerne do problema. A circuncisão não podia ser exigida dos gentios com base na antiguidade do costume nem como condição para se tornar membro da igreja. CBASD, vol. 6, p. 317.
2 Paulo e Barnabé. Os apóstolos estavam no centro da disputa, pois as exigências dos judaizantes representavam uma condenação direta do trabalho que os missionários haviam realizado na Cilicia, Antioquia e em toda a primeira viagem missionária. Mas os dois sabiam que sua obra só poderia ser interpretada como um triunfo da graça de Deus. Eles haviam proclamado a salvação pela fé em Cristo. Então não podiam permanecer em silêncio enquanto os conversos eram levados a crer que a aceitação da graça divina pela fé não era suficiente e que ritos exteriores eram necessários para a salvação. CBASD, vol. 6, p. 317.
Apóstolos e presbíteros. Pedro, João e Tiago, o irmão do Senhor, estavam em Jerusalém (Gl 2:9,1:19). Juntamente com os presbíteros (At 11:30) e talvez outros apóstolos. Eles pareciam ser os líderes da jovem igreja. O fato de se levar a difícil problemática da circuncisão a um concílio de apóstolos e presbíteros, em Jerusalém, é um precedente significativo para a organização da igreja. CBASD, vol. 6, p. 318.
7 Debate. O que fica evidente na maneira como a questão foi tratada é que o Espírito trabalha com seres humanos e, por meio deles, realiza Sua vontade a despeito de fragilidades e desavenças pessoais. CBASD, vol. 6, p. 319.
10 Puderam suportar. Segundo a intenção divina original, os requisitos cerimoniais da lei de Moisés não eram intoleráveis! Os judeus perderam de vista o real significado dessa lei e a transformaram numa série de cerimônias para tentar garantir a salvação. … a verdadeira natureza do cristianismo não se encontra em formas e cerimônias. A essência do cristianismo é a vida espiritual e a adoração a Deus em espírito e em verdade. O cristianismo devia se libertar das formas, dos rituais e das cerimônias típicas, uma vez que Cristo já era uma realidade viva. Se o sentido básico da decisão do concílio de Jerusalém tivesse sido incorporado plenamente à experiência posterior da igreja, grande parte do erro e da apostasia teria sido evitada. CBASD, vol.6, p. 320, 333.
11 Fomos salvos. A salvação é pela graça (ver Rm 3:21-26; 5:1, 2; 11:5, 6; Ef 2:5, 8). As obras são consequência do recebimento da salvação (Rm 8:4; Ef 2:9, 10; Ef 2:12, 13). CBASD, vol. 6, p. 320.
13-21 Claramente o concílio decide que os gentios não precisam se converter ao judaísmo, obedecendo a todos os aspectos da lei cerimonial – incluindo a circuncisão – para se tornarem cristãos. Andrews Study Bible.
19 Julgo eu. Literalmente, “eu decido”. As palavras de Tiago sugerem que ele exercia autoridade. Mas o que vem em seguida não é um decreto, pois, quando finalmente promulgado, sua autoridade se baseou nos apóstolos e presbíteros (ver E f 16:4). CBASD, vol. 6, p. 322.
20 que se abstenham. Obedecer a estas quatro regras ajudaria gentios e judeus a manterem companheirismo. Duas observações são úteis aqui: 1) Estas proibições se baseiam nas leis que se aplicavam tanto a judeus quanto aos “estrangeiros que habitam entre vocês”, em Lv 17-18. O concílio de Jerusalém parece adotar este modelo do AT, argumentando que obedecer a estas regras ajudaria não-judeus a viver e adorar sem ofender a seus vizinhos judeus. 2) Todos estes quatro itens listados estavam associados a templos pagãos. A abstenção destes quatro itens – e se afastar de templos pagãos – tornaria óbvio que os cristãos gentios haviam deixado a idolatria para adorar o único e verdadeiro Deus. Andrews Study Bible.
22 Toda a igreja. Isto mostra a importância da participação dos membros da igreja nas decisões. Eles opinaram na escolha dos representantes enviados com a carta. Nos séculos seguintes, os leigos passariam a ser excluídos dos concílios oficiais. CBASD, vol. 6, p. 325.
Silas. Conhecido como Silvano nas cartas de Paulo, acompanhou Paulo em sua Segunda viagem missionária (15:40 – 18:2) e foi apontado como coautor das cartas a Tessalonica (1Ts 1:1, 2; 2Ts 1:1). Andrews Study Bible.
28 não vos impor maior encargo. A circuncisão, a apresentação de sacrifício, os ritos de purificação e todos os atos formais que faziam parte da religião judaica ou que foram acrescentados a ela não seriam exigidos dos gentios batizados na igreja cristã. CBASD, vol. 6, p. 333.
29 Coisas sacrificadas a ídolos. Estas palavras dão uma definição mais precisa da advertência de Tiago contra as “contaminações dos ídolos”. CBASD, vol. 6, p. 327.
Destas coisas fareis bem se vos guardardes. Pode surgir a dúvida do porquê de o concílio de Jerusalém não ter especificado que todos os dez mandamentos eram obrigatórios. A resposta é que o concílio não tratava acerca do decálogo. A adoração a Deus, a observância do sábado, a honra aos pais, a permissão de que o próximo viva e desfrute a vida, a honestidade e o contentamento eram fatores tão elementares na vida moral básica do cristianismo que nem necessitariam ser mencionados. Estas não eram as questões que motivariam o concílio. Conforme já destacado, as proibições estavam ligadas a coisas relacionadas aos gentios, que, mesmo após a conversão, precisariam ser alvo de atenção, quer para evitar o pecado aberto, quer para se abster de práticas que traziam discórdias à igreja. Comer sangue ou carne cujo sangue não fora drenado implicava envolver-se em idolatria e fornicação, práticas comuns entre os gentios, nas quais se envolviam sem pensar no quanto eram prejudiciais para o corpo e a mente. Portanto, eles precisavam ser advertidos contra elas, a fim de se absterem. CBASD, vol. 6, p. 333, 334.
Ainda não era chegado o tempo para a proclamação do sentido pleno do ensino de Paulo (Gl 2:2). Ele aceitou a decisão do concílio como uma solução satisfatória do assunto debatido e nunca se referiu depois a suas exigências, nem mesmo ao falar sobre um dos pontos da decisão, isto é, o consumo de alimentos oferecidos a ídolos (1Co 8; 10). Na verdade, seu conselho em relação à comida não estava em total harmonia com a decisão do concílio, embora certamente não seja contrário a seu espírito e sua intenção. Paulo argumenta que não era necessariamente errado comer alimentos oferecidos a ídolos, pois os deuses que os ídolos representavam não existiam. Errado seria deixar de considerar a sensibilidade de outro cristão, que não comia tais coisas e se sentiria incomodado com o outro que o fazia. Tal instrução tenderia a evitar atritos desnecessários entre judeus e cristãos gentios em sua convivência social. Quando Paulo abordava a questão da impureza sexual, algo que ele fez diversas vezes, também não fazia referência ao concílio de Jerusalém, mas ao princípio bíblico básico no qual a decisão do concílio se baseou. Em outras palavras, ele lidou com o problema com base no fato de que o cristão pertence a Deus e todo seu ser se torna um templo habitado pelo Espírito Santo. Diante de tal presença divina, não deve existir a impureza. Logo, a importância do concílio não se faria sentir, em primeiro lugar nas conseqüências ligadas a suas proibições específicas. Em vez disso, a decisão foi significativa ao liberar a igreja cristã gentílica de ritos religiosos realizados como um fim em si mesmos. CBASD, vol. 6, p. 334.
33 Em paz. Esta é a tradução da expressão de despedida comum em hebraico. Não significa que os homens receberam permissão para ir embora calados, mas que as orações da igreja para que tivessem paz os acompanhavam (comparar com Mc 5:34). CBASD, vol. 6, p. 328.
37 Queria. Evidências textuais (cf. p. xvi) favorecem a variante “estava determinado”. Sem dúvida, foi a ligação familiar de Barnabé com João Marcos que o fez querer levar o jovem novamente em uma viagem missionária, a fim de lhe dar a oportunidade de se redimir (ver Cl 4:10). Sem dúvida, ele reconhecia, ao contrário de Paulo, que as circunstâncias desculpavam, pelo menos parcialmente, a recuada anterior de João Marcos (ver com. de At 13:13). Paulo, o ávido e corajoso guerreiro de Cristo, entendia que quem agisse assim, nas palavras do próprio Senhor, não estaria “apto para o reino de Deus” (Lc 9:62) e precisaria de disciplina pelo menos por um período, a fim de se preparar melhor. CBASD, vol. 6, p. 328.
38 Não os acompanhando. Estas palavras sugerem que a queixa de Paulo contra Marcos era que, ao voltar para Jerusalém, ele deixara de cumprir sua parcela de responsabilidade na viagem. CBASD, vol. 6, p. 328.
39 Desavença. Do gr. parxusmos, “irritação”, “raiva aguda”. Deste termo vem a palavra portuguesa “paroxismo”, que significa o auge de uma crise ou de um sentimento. A amizade de longa data selada pelo auxílio que Barnabé dera a Paulo num momento crucial (ver com. de At 9:27) e a realização de uma grande obra em conjunto tornaram dolorosa a separação entre os dois. Esta é a última menção que Atos faz a Barnabé e Marcos. Para a igreja, o resultado foi a realização de duas viagens missionárias, em vez de uma só. Embora os apóstolos tenham diferido sobre quem estava apto a participar da obra, não havia divergência quanto ao trabalho a ser feito em prol do evangelho. Paulo cita o nome de Barnabé em suas epístolas (ICo 9:6; Gl 2:1, 9, 13; Cl 4:10). Ao escrever para os coríntios (ICo 9:6), Paulo afirma que o apóstolo Barnabé dava o mesmo exemplo nobre que ele, labutando com as próprias mãos, sem precisar de auxílio financeiro das igrejas. Em Colossenses 4:10, ele revela que voltou a receber João Marcos como companheiro na obra (Fm 24) e reconheceu que o jovem lhe era “útil para o ministério” (2Tm 4:11). Depois de trabalhar com Barnabé em Chipre, parece que Marcos retornou com Pedro e ficou com ele em Roma (IPe 5:13). Pode ter sido durante essa permanência em Roma que Marcos tenha voltado a trabalhar com Paulo. CBASD, vol. 6, p. 328, 329.
40 Paulo, tendo escolhido a Silas. Ver com. do v. 34. Isto revela o interesse de Silas pelo evangelismo entre os gentios. Ele era tão capacitado quanto Barnabé, pois tinha o dom de profecia. Podia então usar o título de apóstolo, no sentido mais amplo de “missionário”, pois foi enviado pela igreja de Antioquia. CBASD, vol. 6, p. 330.
Compilação: Tatiana W / Jeferson Q
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/atos/atos-capitulo-14/
Comentário devocional:
Enquanto leio o livro de Atos, vejo muitos paralelos entre o início da igreja cristã e a igreja de Deus dos último dias. Em suas viagens de um lugar para outro, Paulo e Barnabé compartilharam a boa notícia acerca da ressurreição de Jesus e um grande número de judeus e gregos creram. Mas nem tudo foi um mar de rosas. A pregação da verdade despertou forte oposição por parte daqueles que não a aceitaram.
Milagres foram costumeiros tanto no começo da igreja primitiva como no período de surgimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia. O pioneiro adventista Hiram Edson, assim como Paulo, foi um homem de oração. Certa noite, quando solicitado pelo Espírito Santo para ir e curar seu vizinho doente, Hiran obedeceu e foi. Com interesse na salvação do homem doente, ele se dirigiu até a cama, colocou a mão sobre a cabeça do vizinho e falou em alta voz: “O Senhor Jesus lhe concede a cura completa” O homem levantou-se da cama e passou a caminhar e louvar a Deus. Na noite seguinte, Edson colocou a sua família e o seu vizinho, agora restabelecido em sua saúde, na carroça e foram para a reunião evangelística adventista louvando a Deus. A caminhada de Hiran Edson com Deus o impeliu a compartilhar a sua fé com outros.
Anciãos foram estabelecidos por Paulo para tomarem conta das igrejas estabelecidas por ele na Ásia Menor. De modo semelhante, hoje, as igrejas necessitam de líderes locais, anciãos e pastores, a fim de cuidarem das necessidades espirituais dos membros. Tem você apoiado os líderes locais de sua igreja? Tem você colaborado com eles para o fortalecimento da fé dos seus irmãos em Cristo?
Alice Voorheis
Professora aposentada
Atualmente trabalhando para o Ministério “Adventist Heritage”
—
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1278
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr. Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosA/Reavivados08-05-2018.mp3
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“… e vos anunciamos o evangelho para que destas coisas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles” (v.15).
Sob a guia do Espírito Santo, a dupla missionária continuava a sua jornada evangelística. Paulo e Barnabé aceitavam com submissão a rota de Deus e, em Icônio, “entraram juntos na sinagoga judaica e falaram de tal modo, que veio a crer grande multidão, tanto de judeus como de gregos” (v.1). Paulo mesmo escreveria mais tarde aos efésios que a nossa luta não é contra pessoas, e sim contra Satanás e toda a sua trupe de demônios (Ef 6:12). Quando pessoas se levantam contra os servos de Deus, estão sendo apenas instrumentos do adversário. Assim como um coração contrito e quebrantado torna-se sensível à atuação do Espírito Santo, um coração endurecido e orgulhoso torna-se alvo fácil do maligno.
“Mas os judeus incrédulos incitaram e irritaram os ânimos dos gentios contra os irmãos” (v.2). Ou seja, eles causaram uma grande divisão. Não mediram esforços para colocar uns contra os outros. Enquanto Paulo e Barnabé falavam “ousadamente no Senhor, O qual confirmava a palavra da Sua graça” (v.3), aqueles agentes do inimigo provocavam dissensões entre os ouvintes. E vocês têm ideia, meus irmãos, do quanto este tipo de atitude é ofensiva a Deus? Vejamos o que escreveu o sábio Salomão: “Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a Sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contenda entre irmãos” (Pv 6:16-19).
A contenda é tão terrível aos olhos de Deus que Ele não apenas aborrece, mas considera uma abominação. Sabem porquê? Porque este foi o veículo usado por Lúcifer para fazer descer do Céu com ele terça parte da corte angelical. Porque este pecado lembra o primeiro dia em que o Céu ficou de luto. Porque o amor de Deus foi questionado por um rebelde que com sagacidade e sutileza tentava desviar os olhos de seus companheiros, da glória de Deus para as trevas do pecado. Por isso que o inimigo de Deus não está preocupado se estamos dentro da igreja, mas em que estejamos ocupados em conflitos internos enquanto ele destrói vidas lá fora.
A Bíblia diz que aquela dupla missionária não abandonou o seu posto e nem se deixou abater. Com ousadia, permaneciam ali cumprindo a missão que o Senhor lhes confiou, até que o Espírito os enviasse a outro lugar. Ameaçados de morte, eles fugiram para outras cidades “onde anunciaram o evangelho” (v.7). Este era o grande objetivo na vida daqueles servos do Altíssimo: anunciar o evangelho. Este deve ser o nosso maior objetivo também. Precisamos ser luz na vida das pessoas, e não trevas. Muitos há que pensam estar servindo a Deus com uma vida de mediocridade espiritual disfarçada de jubileu eclesiástico. Anos de igreja, amados, não é sinônimo de santidade, mas agravante de responsabilidade. E eu falo isso por experiência própria. Perdi vários anos da preciosa vida que o meu Salvador me concedeu com minha religião hipócrita e egoísta. Eu afirmava servir a Jesus, mas nem ao menos O conhecia.
Quando lembro de como o Espírito Santo me buscou, e de como me despertou de minha paralisia espiritual, me identifico com o “homem aleijado” (v.8) em Listra e as palavras de Paulo me são familiares: “Apruma-te direito sobre os pés!” (v.10). E cada vez que me deparo com situações adversas, encontro em Cristo Jesus o alívio e o conforto suficientes para prosseguir. Infelizmente, as pessoas de Listra não entenderam isso, desviando a glória de Deus para aqueles que eram apenas instrumentos e dando ouvidos aos incrédulos.
Ouvi certa vez um pregador dizer mais ou menos o seguinte: “Pessoas decepcionam pessoas, mas Deus a ninguém decepciona”. Mesmo que estejamos buscando conhecer melhor a vontade de Deus em nossa vida a fim de colocá-la em prática, ainda assim falhamos. É do próprio Paulo a famosa declaração: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Rm 7:19). E quanto mais avanço na jornada cristã mais percebo o quanto eu preciso desesperadamente da graça de Jesus e de Sua justiça. Enquanto isso, Deus me chama e chama a você também, para que procuremos nos fortalecer uns aos outros, e não torcer para que o outro caia. Tendo em mente que “através de muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus” (v.22).
Se Paulo e Barnabé “voltaram” (v.21) aos lugares onde haviam sido ameaçados de morte. Se mesmo gravemente ferido pelo povo, Paulo “levantou-se e entrou na cidade” (v.20). Porque permitimos que um simples desentendimento ou a apatia de alguns nos afaste da casa de Deus? Eu sei que não é fácil lidar com a indiferença ou com a maledicência, mas quando depositamos a nossa vida nas mãos do Senhor todos os dias e nEle confiamos, Ele nos dota de força e fé que nada nem ninguém pode destruir. Escolha ser uma bênção na vida de seus semelhantes. Fuja de conflitos. E poderás voltar a qualquer lugar de cabeça erguida, na certeza de que o Espírito Santo é Quem te guia.
Bom dia, mensageiros do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Atos14
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/atos/atos-capitulo-13/
Comentário devocional:
Ao lermos o livro de Atos, encontramos muitos paralelos entre a organização da Primeira Igreja Cristã estabelecida por crentes humildes e dedicados, e a Igreja Cristã dos Últimos Dias de Deus também organizada e estabelecida por crentes dedicados e humildes.
Em 45 dC, um grupo de cristãos que ministravam ao Senhor em Antioquia, é encorajado pelo Espírito Santo a separar Paulo e Barnabé para uma “nova obra” de levar ao “mundo” a mensagem de Cristo, nosso Salvador. Da mesma forma, em 1852, um grupo de Cristãos Adventistas que ministravam ao Senhor em Rochester, Nova York, EUA, é incentivado pelo Espírito Santo a separar Hiram Edson e John N. Loughborough para uma “nova obra”, de levar ao “Mundo” a “Verdade Presente”, a mensagem a respeito do Sábado do sétimo dia e da Segunda Vinda de Jesus!
Hoje, existem mais de 20 milhões de membros Adventistas do Sétimo Dia da Igreja de Deus para os últimos dias da história da Terra, que testificam que Edson, Loughborough e outros levaram a sério o trabalho de evangelismo a eles confiado.
Mas e quanto a você e eu? Levamos a sério o trabalho de evangelismo que nos foi confiado?
Alice Voorheis
Professora aposentada
Atualmente trabalhando para o Ministério “Adventist Heritage”
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Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1277
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio Pr. Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosA/Reavivados07-05-2018.mp3