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“Alegrai-vos, pois, filhos de Sião, regozijai-vos no SENHOR, vosso Deus, porque Ele vos dará em justa medida a chuva; fará descer, como outrora, a chuva temporã e a serôdia” (v.23).
Certa vez, fui questionada acerca da condição espiritual do mundo cristão atual. E, ao ponderar sobre a nossa realidade, me deparei com um quadro caótico e degradante. Percebam que não fui questionada acerca da condição espiritual do mundo inteiro, mas apenas no contexto cristão. A verdade é que perdemos a noção de que existe diferença entre o santo e o profano. Entre doutrinas e tradições, vivemos em uma geração que perdeu a essência do evangelho devido a falta de contato com a Palavra de Deus. Há uma luta entre relativismo e legalismo que tem, paulatinamente, dividido a comunidade cristã e a afastado do relacionamento com o Criador, desviando o foco da verdadeira adoração, conforme o assim diz o SENHOR, para uma falsa adoração, conforme o homem diz que o SENHOR disse.
Envolvidos em uma guerra de teorias humanas, muitos se posicionam em suas trincheiras pensando estar sob a bandeira de Deus. Seus “gritos” em defesa de uma guerra já fadada à derrota, abafam a “voz de rebate” (v.1) e o som da trombeta que já anunciam “o Dia do SENHOR” que “vem, já está próximo” (v.1). E enquanto se preocupam com suas ideias equivocadas, Satanás avança em destruir suas famílias e qualquer possibilidade de salvação, afastando-os da verdade que liberta e do Céu que lhes foi preparado. São famílias e igrejas que lutam entre si, esquecendo-se do que disse Jesus: “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt 12:25).
O último chamado de Deus à cada ser humano tem sido feito pela Pessoa do Espírito Santo, e isto, “com gemidos inexprimíveis” (Rm 8:26). A Sua voz não pode ser ouvida por aqueles que se digladiam entre si, mas por aqueles que “não empurram uns aos outros” (v.8 ) e que rasgam o coração perante Deus (v.12). “O SENHOR levanta a voz diante do Seu exército” (v.11) de oração, e não de murmuração. Um exército que entende que Deus não aceita nada menos do que a entrega de todo o coração, “e isso com jejuns, com choro e com pranto” (v.12).
O cumprimento da promessa do derramamento do Espírito Santo, de forma completa e real, consiste em uma busca pessoal, constante e baseada em renúncias. Não é algo que se dará do coletivo para o individual, mas ao contrário disto. E nem todo aquele que busca está necessariamente disposto a responder a esta promessa. Como na parábola das dez virgens, em que todas estavam juntas no mesmo propósito de adentrar às bodas do Noivo, mas apenas metade delas estava realmente pronta para o casamento; apenas metade entendeu o que significa o dobro do azeite.
O derramamento do Espírito não é uma promessa exclusiva para alguns, mas para “toda a carne”, como está escrito, inclusive, para os servos e as servas (v. 28-29). No entanto, o que definirá quem estará salvo e quem estará perdido será a resposta de cada ser humano ao último chamado de Deus: “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo” (v.32). Eis a porção dobrada do azeite e a solução para o verdadeiro avivamento: a união entre o poder do Espírito Santo e o instrumento humano sendo guiado por Ele.
Quando os discípulos receberam o Espírito Santo estavam vivendo um momento de grande fragilidade. A morte de Jesus havia destruído toda a esperança e expectativa de um reino superior. Contudo, ao contemplarem o seu Salvador ressuscitado e ouvir-Lhe a voz de conforto por quarenta dias até a ascensão, receberam o ânimo que precisavam para perseverarem “unânimes em oração” (At 1:14), na certeza de que receberiam o poder do Espírito Santo (At 1:8). A partir do momento em que os discípulos reconheceram as suas limitações e a dependência da graça de Cristo, e invocaram o nome do SENHOR em oração, a promessa se cumpriu. Da mesma forma, quando aceitamos a Cristo como nosso Salvador pessoal, passamos a fazer parte do corpo de Cristo e, como membros deste corpo, precisamos buscar a mesma comunhão que levou os discípulos a receber a promessa, através de uma vida de oração perseverante.
Deus tem Seus escolhidos em todos os cantos da terra. Há uma igreja invisível em Babilônia que, no devido tempo, aceitará o convite: “Sai dela, povo Meu” (Ap 18:4). São pessoas que invocam ao SENHOR e O amam conforme a luz que receberam. Creio que a obra do Espírito Santo já está quase a ser concluída e que igrejas inteiras hão de aceitar a verdade presente, como já tem acontecido. A promessa do avivamento pelo Espírito Santo não corresponde a um diploma de doutorado em Bíblia, mas a um chamado do Pai de amor aos Seus filhos “pobres de espírito” (Mt 5:3). A salvação em Cristo não se limita aos doutores da Palavra de Deus, mas é para os que a vivem ainda que na ignorância do incompleto. A própria palavra “avivamento” já diz tudo, é tornar mais vivo, é viver o evangelho e não apenas conhecê-lo. Para Jesus, não há diferença entre atiradores de pedras religiosos e uma prostituta arrependida, Ele os ama de igual forma, mas a nossa atitude é o que definirá o nosso destino eterno (Jo 8:9). Não é o lugar em que estamos, mas diante de quem escolhemos nos curvar.
Deus tem uma igreja pura na Terra, “coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3:15), que não é convidada a viver um farisaísmo, mas um cristianismo que reflete a imagem do seu Criador. Muitos há que, guiados pelo Espírito Santo, estão se unindo a esta igreja sem nem mesmo se dar conta. O evangelho eterno é uma mensagem para TODOS, “a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap 14:6) e o Espírito Santo tem feito esta obra com primazia e grande pressa.
Não temos o que temer se o Espírito Santo é o nosso guia. Jamais seremos envergonhados (v.19, 26 e 27) se temos um relacionamento pessoal e diário com o Senhor. Que aceitemos, hoje, a provisão do SENHOR (v.19), tomando posse, pela fé, da chuva temporã que rega o nosso coração num trabalhar diário preparando-nos para a chuva final. Então, estaremos “entre os sobreviventes, aqueles que o SENHOR chamar” (v.32).
Bom dia, sobreviventes dos últimos dias!
Jornada de oração, dia 19/21: Oremos por um coração verdadeiramente convertido e preparado para receber a chuva serôdia.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Joel2 #RPSP
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1. Tocai. Os v. 1 a 11 dão uma descrição mais detalhada do desastre causado pelos “gafanhotos” (ver com. de Jl 1:4) e do surgimento da praga (Jl 2:4). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 1041.
Trombeta. Do heb. shofar, um instrumento feito de chifre de carneiro e usado para anúncios e convocações (ver vol. 3, p. 23,24). CBASD, vol. 4, p. 1041.
Sião. Este nome se aplica tanto a Jerusalém como à montanha sobre a qual a cidade se situava (ver com. do SI 48:2). CBASD, vol. 4, p. 1041.
Dia do SENHOR. Em vista do fato de o grande dia do Senhor se apressar em ritmo acelerado e de que poucos, mas preciosos momentos de provação permanecem, cabe ao povo de Deus despertar da letargia espiritual e buscar o arrependimento e a humilhação. Há muitos em Sião satisfeitos com suas conquistas espirituais. Eles se sentem “ricos” de bens, e “de nada sentem falta” (cf. Ap 3:17). Outros, que sentem necessidade, ou são muito letárgicos para efetuar uma mudança, ou então esperam que a falta seja suprida no tempo da chuva serôdia (ver TM, 507). Toda essa necessidade é despertada pelo toque da trombeta do vigia de Sião. E, enquanto o dia da graça perdura, é hora de empreender um trabalho de profundo arrependimento para purificar a alma de toda imundície e permitir que a graça opere plenamente no coração (ver com. do v. 14). CBASD, vol. 4, p. 1041.
2. Dia de escuridade. A linguagem pode ser entendida tanto em sentido figurado, representando a angústia e o desespero, ou literalmente, referindo-se à escuridão causada pela praga de gafanhotos, semelhante à que caíra sobre o Egito (Êx 10:15). … Um escurecimento real do sol é mencionado em Joel 2:31. CBASD, vol. 4, p. 1041.
5. Chamas de fogo que devoram. Este foi o barulho feito pelos gafanhotos quando desceram e consumiram toda a erva verde. CBASD, vol. 4, p. 1041.
7. Homens de guerra. Os gafanhotos são comparados a um exército bem disciplinado que supera todos os obstáculos (ver Pv 30:27). CBASD, vol. 4, p. 1042.
8. Não empurram. Literalmente, “e eles não se aglomeram”. CBASD, vol. 4, p. 1042.
9. Pelas janelas. As janelas das casas antigas não tinham vidraças e, portanto, não havia impedimento para a invasão dos gafanhotos. CBASD, vol. 4, p. 1042.
10. Treme a terra. Este versículo deve ser entendido em conexão com o v. 11. Ele descreve os fenômenos físicos que acompanham o Dia do Senhor. As condições aqui descritas não poderiam ter sido produzidas
pelo exército de gafanhotos, a menos que a linguagem fosse altamente hiperbólica. A vivida descrição da invasão de insetos serviu apenas como uma ilustração dos julgamentos que cairiam sobre Judá no dia
do Senhor (ver com. de Jl 1:4, 15). CBASD, vol. 4, p. 1042.
O sol e a lua. Comparar com Is 13:9-11; Am 8:9. Jesus mostrou como estes fenômenos físicos se manifestariam em conexão com o Dia do Senhor (Mt 24:29, 30). Joel concentrava sua atenção no grande Dia do Senhor, que poderia ter sido cumprido a respeito da nação de Israel (ver com. de Jl 1:4). Jesus mostrou como virá o grande dia do Senhor, e como o propósito de Deus está se cumprindo através da igreja (ver p. 21-23). CBASD, vol. 4, p. 1042.
11. Seu exército. A interpretação da praga de “gafanhotos” depende em parte da data que se atribui ao livro de Joel (ver p. 1035). Ao se presumir que o livro tenha sido escrito no tempo de Josias (2Rs 22; 23:1-30), é possível ver na vivida descrição da praga um presságio da invasão da Babilônia, da qual Ezequias já fora advertido (2Rs 20:16-18). Joel, então, teria sido contemporâneo de Habacuque e
Sofonias, que também alertaram acerca da ameaça de invasão (Hc 1:6; Sf 1). A descrição de Sofonias do Dia do Senhor e sua exortação ao arrependimento são muito semelhantes às de Joel (ver Sf 1:14, 15; 2:1-3). CBASD, vol. 4, p. 1042.
12. Convertei-vos. Do heb. shuv, melhor, “voltar”, ou “retornar”. CBASD, vol. 4, p. 1042.
De todo vosso coração. Comparar com Dt 4:29; Jr 29:11-14. Apenas o arrependimento genuíno poderia evitar os ameaçadores castigos. CBASD, vol. 4, p. 1042.
13. Rasgai o vosso coração. Para um judeu, rasgar sua roupa era um sinal de grande tristeza. Isso significava que ele tinha sofrido alguma calamidade terrível (Gn 37:34; Lv 13:45, 2Cr 34:27; Jr 36:24). No entanto, como era possível a exibição de tais sinais exteriores de tristeza sem qualquer sentimento real íntimo, foi ordenado às pessoas que ao invés das roupas rasgassem o coração. CBASD, vol. 4, p. 1042.
E Se arrepende. Sobre o arrependimento de Deus, ver com. de Gn 6:6; 1Sm 15:11; ver também PP, 630. … A oração não muda a mente de Deus. Para Ele não há “variação, ou sombra de mudança” (Tg 1:17). Mas a oração muda o requerente (ver com. de Dn 10:13). Quando se cumprem as condições para que as orações sejam respondidas, Deus pode conceder ricas bênçãos. CBASD, vol. 4, p. 1042.
14. Quem sabe …? É Deus quem determina se a disciplina é necessária. 0 penitente pode ter a certeza de que, se apesar de sua mudança de coração, a disciplina vem, o castigo vai ser para o bem (ver Hb 12:5-11). Em vista do grande e terrível Dia do Senhor, prestes a irromper sobre um mundo condenado, o chamado de Joel ao arrependimento não diminui sua força (ver GC, 311; T6, 408, 409). O apelo tem uma dupla aplicação: para o mundano é um apelo para abandonar a loucura e o pecado e aceitar o Senhor Jesus Cristo, o único meio de salvação (At 4:12); para o professo religioso morno (Ap 3:16) é um apelo para despertar da letargia espiritual e ter a certeza da salvação (ver com. do v. 1). CBASD, vol. 4, p. 1043.
17. Pórtico … altar. O vestíbulo na entrada do templo (ver com. de lRs 6:3). O altar de bronze para holocaustos ficava no pátio em frente ao átrio (ver 2Cr 8:12; ver com. de 1Rs 8:64). O local de encontro era, portanto, exatamente na entrada do templo. CBASD, vol. 4, p. 1043.
18. Então, o SENHOR. As promessas eram condicionais e, como os israelitas nunca responderam ao apelo de Joel de todo o coração, aquelas promessas nunca se cumpriram para eles. No entanto, certas características das promessas seriam cumpridas, em princípio, em relação ao novo Israel (ver p. 21-23).
CBASD, vol. 4, p. 1043.
20. O exército que vem do Norte. Aqui, o norte, obviamente, é mencionado porque muitos dos inimigos de Judá entraram na Palestina pelo norte. A invasão de gafanhotos, embora provavelmente real, era também, presumivelmente, uma figura da invasão de exércitos hostis (ver com. de Jl 1:4). Alguns que defendem uma data mais antiga para Joel (ver p. 7) vêem aqui uma referência aos assírios. Aqueles que defendem uma data no tempo de Josias vêem uma referência aos babilônios (ver Jr 1:14; 4:6). A devastação causada pelos babilônios poderia ter sido evitada mediante sincero arrependimento e reforma (ver p. 18). CBASD, vol. 4, p. 1043.
Mar oriental. O Mar Morto. CBASD, vol. 4, p. 1043.
Mar ocidental. Ou seja, o Mediterrâneo. CBASD, vol. 4, p. 1043.
O seu mau cheiro. Os corpos em decomposição dos enxames de gafanhotos exalavam um cheiro repugnante. CBASD, vol. 4, p. 1043.
21. Grandes coisas. Os gafanhotos efetuaram grande destruição; Deus operaria grandes coisas no livramento. CBASD, vol. 4, p. 1043.
22. Animais do campo. Os animais sofreram muito por falta de comida. Aqui, são chamados a se alegrar, porque os pastos e as árvores passaram a produzir abundante alimento. CBASD, vol. 4, p. 1043.
23. Regozijai-vos. Em sua imediata aplicação, este versículo se refere à restauração das chuvas adequadas. A chuva têmpora caía no outono e promovia a germinação dos grãos, enquanto a chuva serôdia caía na primavera e ajudava a colheita a amadurecer (ver vol. 2, p. 93). Em sua aplicação para ao
novo Israel as chuvas representam o trabalho do Espírito Santo (TM, 506). CBASD, vol. 4, p. 1044.
Chuva. Do heb. geshem, freqüentemente denota uma chuva violenta ou um aguaceiro. CBASD, vol. 4, p. 1044.
Temporã e a serôdia (ARA; NVI: “as de outono e as de primavera”). Na sua aplicação figurativa à igreja, a chuva [temporã] representa o início da efusão do Espírito Santo no dia de Pentecostes, enquanto a chuva serôdia representa o derramamento final do Espírito Santo, que produz “a maturação da colheita” (GC, 611; cf. AA, 54, 55). “A grande obra do evangelho não deverá encerrar-se com menor manifestação do poder de Deus do que a que assinalou o seu início” (GC, 611). As figuras das chuvas têmpora e serôdia se referem também à experiência cristã individual. “Assim é dado o Espírito Santo para levar avante, de um estágio para outro, o processo de crescimento espiritual. O amadurecimento do grão representa a terminação do trabalho da graça de Deus na alma” (TM, 506). A menos que a primeira chuva faça o seu trabalho, a chuva serôdia será ineficaz. Aqueles que desejam participar do “refrigério” devem “obter a vitória sobre toda tentação” (PE, 71). As figuras das chuvas têmpora e serôdia se referem também à experiência cristã individual. “Assim é dado o Espírito Santo para levar avante, de um estágio para outro, o processo de crescimento espiritual. O amadurecimento do grão representa a terminação do trabalho da graça de Deus na alma” (TM, 506). A menos que a primeira chuva faça o seu trabalho, a chuva serôdia será ineficaz. Aqueles que desejam participar do “refrigério” devem “obter a vitória sobre toda tentação” (PE, 71). A chuva serôdia dá “poder à grande voz do terceiro anjo” (PE, 86) e prepara “a igreja para a vinda do Filho do homem” (AA, 55). Prepara “os santos para estar de pé no período em que as sete últimas pragas serão derramadas” (PE, 86). Encoraja os sinceros a aceitar a verdade (PE, 271). CBASD, vol. 4, p. 1044, 1045.
24 – 27. Os v. 24 a 27 retratam os efeitos benéficos da chuva abundante sobre a terra seca e estéril.
O v. 24 proporciona um notável contraste com Joel 1:10 a 12. CBASD, vol. 4, p. 1045.
[Nota: Eiras: pátios de secagem e tratamentos dos grãos; lagares: lugares de pisoteamento das uvas.]
25. Restituir-vos-eis os anos. Comparar com Jl 1:4. Assim também as recompensas futuras compensam amplamente todas as tristezas e provações da terra (ver Rm 8:18; PE, 17). CBASD, vol. 4, p. 1046.
26. Comereis abundantemente. Um contraste marcante com as condições anteriores (Jl 1:16, 17). CBASD, vol. 4, p. 1046.
27. Sabereis. As obras maravilhosas de Deus na restauração de Israel dariam evidência aos que haviam sido tentados a acreditar que Deus abandonara Seu povo, que Ele estava realmente trabalhando para o
bem deles. Mesmo durante a praga, Deus demonstrara misericórdia para produzir um arrependimento e uma reforma tão necessários. CBASD, vol. 4, p. 1046.
28. Depois. A frase é indeterminada quanto ao tempo. Era plano de Deus doar ao estado restaurado de Israel as bênçãos espirituais aqui descritas (ver com. de Ez 39:29). Por causa da queda do povo e da conseqüente rejeição da nação judaica (ver p. 19, 20), as promessas não se cumpriram no Israel literal.
Essas promessas foram transferidas para o Israel espiritual. Pedro identificou os acontecimentos no dia de Pentecostes como o cumprimento parcial da profecia de Joel (At 2:16-21). Em vez de “depois”, Pedro usou a expressão “nos últimos dias” (v. 17). CBASD, vol. 4, p. 1046.
Sobre toda a carne. Este pensamento se destaca pela enumeração das várias faixas etárias que participarão das bênçãos espirituais e também pelo fato de que escravo e livre receberiam o Espírito do mesmo modo. O contexto deixa claro que aqui se fala de algo mais além da recepção do Espírito que
acompanha a conversão e opera a transformação da vida. Este derramamento especial do Espírito resulta na manifestação de dons sobrenaturais, como profecia. … Na igreja primitiva “a manifestação do Espírito” foi dada “a cada um visando a um fim proveitoso” (1Co 12:7). Vários dons estavam em evidência, como “a palavra de sabedoria”, “a palavra de conhecimento”, “fé”, cura”, “operação de milagres”, “profecia”, “discernimento de espíritos”, “uma variedade de línguas”, “e a capacidade de interpretá-las” (1 Co 12:8-10). Os acontecimentos do Pentecostes eram apenas um cumprimento parcial da previsão de Joel, que “atingirá seu pleno cumprimento na manifestação da graça divina que acompanhará a obra final do evangelho” (CC, ix). CBASD, vol. 4, p. 1046.
30. Prodígios. Sobre os fenômenos que acompanharão a segunda vinda de Cristo, ver Lc 21:25, 26; Ap 6:12-17; 16:17-21. CBASD, vol. 4, p. 1047.
31. Em trevas. Sobre o cumprimento dessa predição antes da segunda vinda de Cristo, ver com. de Mt 24:29; ver também GC, 308. CBASD, vol. 4, p. 1047.
32. Todo aquele que invocar. Era plano de Deus que, por extensas atividades missionárias, o remanescente de Israel levasse o conhecimento do verdadeiro Deus e de Sua salvação às nações que não O conheciam. Sua queda transferiu a tarefa para o novo Israel, a igreja (ver p. 21-23). CBASD, vol. 4, p. 1047.
Sobreviventes. Do heb. seridhim, da raiz saraày “fugir”, portanto, “fugitivos”, “sobreviventes”. A palavra é traduzida como “remanescente” somente aqui e em Isaías 1:9. A palavra mais comum para remanescente no AT vem da raiz sha’ary “sobrar”, “permanecer”. A última oração poderia ser traduzida como “haverá livramento para os sobreviventes, para aqueles a quem o Senhor chamar” (NVI). CBASD, vol. 4, p. 1047.
A terminologia aqui aponta para “os sobreviventes, para aqueles a quem o Senhor chamar.” (2:32b NVI). Israel foi chamado para ser o remanescente no contexto imediato da profecia, mas eles não se arrependeram e assim não experimentaram o reavivamento e a reforma prometidos. A profecia condicional não foi cumprida no tempo deles. Após a morte de Cristo e com o início da igreja primitiva a promessa foi estendida ao Israel espiritual. Durante o Pentecostes milhares responderam ao derramamento do Espírito Santo e ao testemunho de Pedro e dos primeiros apóstolos. Este foi o início da primeira chuva espiritual (temporã) (AA 54). … A profecia para o tempo final é tão condicional como a profecia foi ao antigo Israel. “E todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (2:32a NVI). “Todos os que consagram alma, corpo e espírito para Deus será receberão constantes novas dotações de poder físico e mental” (DTN, 287). Michael Hasel, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/09/11/.
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Comentário Devocional
O nome Joel (“O Senhor é Deus”) reflete o caráter imutável de Deus e Sua intervenção maravilhosa tanto na história quanto nos eventos dos últimos dias.
O livro de Joel é uma obra-prima da poesia hebraica em que o habilidoso uso da linguagem e suas vívidas figuras são empregados. As mensagens do profeta aparecem na forma de sermões dirigidos a todo Israel. Ele chama a atenção para as calamidades que Deus enviou para lembrar Seu povo da necessidade de uma reforma completa.
As expressões utilizadas na tradução da Bíblia Hebraica moderna (Tanakh) descrevem vividamente essa necessidade: “Escutem isto, ó anciãos! Ouçam, todos os habitantes da terra! Tem algo como isto ocorrido em vossos dias, ou nos dias de vossos pais? Contem aos seus filhos sobre o assunto. Os sacerdotes devem lamentar. O país é violentado. Convoquem uma reunião e clamem ao Senhor. Porque o dia do SENHOR está perto” (vv. 2 e 3).
Considerando-se que Joel também tem em mente os acontecimentos dos últimos dias, assistimos os desastres naturais se tornarem parte constante das notícias mundiais diárias.
Quando acontecerem catástrofes perto de nós ou mesmo conosco, que possamos olhar ao redor e afirmar que Deus continua no controle. Que possamos ver nestes sinais evidências de que a vinda de Cristo está próxima (Lucas 21:28) e isto nos traga consolo e esperança!
Martin Klingbeil
Professor de Estudos Bíblicos e Arqueologia
Southern Adventist University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/joe/1 e https://www.revivalandreformation.org/?id=1123
Também disponível no blog mundial RPSP/BHP da IASD, em: https://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/hos/
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/09/10/
Equipe de tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Joel 1 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/
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O segundo advento de Cristo é o momento de maior expectativa do crente, o que o motiva a um preparo constante. Portanto, deveríamos aprender a observar calamidades que assolam ao mundo como avisos de que o dia do Senhor está próximo.
Em cada época o povo de Deus precisou consagrar-se, arrepender-se, converter-se e voltar a comprometer-se com Deus. Sempre foi necessário mensageiros de Deus erguerem a voz e convocar relapsos espirituais a reavivar-se e reforma-se espiritualmente.
Este capítulo nos revela dois passos usados por Joel para isso, deixando-os como legados a nós:
• Convocação da nação/igreja (vs. 1-12): “Quando ocorrem catástrofes naturais, elas provocam muitas perguntas, como: ‘Por que Deus permitiu que isso acontecesse?’, ‘Por que algumas pessoas vivem, enquanto outras morrem?’, ‘Podemos aprender uma lição com essa experiência?’. Joel não tinha dúvida de que a praga dos gafanhotos podia levar a um conhecimento mais profundo e universal de Deus. Sob inspiração divina, o profeta relacionou no capítulo primeiro a crise nacional com a situação espiritual da terra […]. Mas, ao contrário de muitos outros profetas, Joel não gastou muito tempo analisando as faltas do povo. Ele estava muito mais interessado em enfatizar a cura prescrita pelo Médico de Israel” (Zdravko Stefanovic).
• Convocação dos líderes espirituais à consagração reais (vs. 13-20): “O profeta exortou os líderes espirituais a proclamar um dia nacional de oração e jejum para que as pessoas examinassem profundamente seu coração, renunciassem seus pecados e voltassem para Deus… No fim, esse desastre [dos gafanhotos] podia levar os fies a um relacionamento mais profundo com seu Senhor” (Stefanovic).
Temos curto tempo de vida. O tempo de graça também é curto – Satanás sabe disso (Apocalipse 12:12).
“Sabendo que esse tempo é curto, Satanás se empenha ao máximo para impedir-nos de atender ao apelo da reforma e reavivamento. Agora é, porém, o tempo de implorar que Deus desmascare os embustes de Satanás. Agora, enquanto a trombeta do juízo soa das páginas de Joel, precisamos atender ao apelo para arrependimento e dedicar a vida totalmente à conclusão da obra de Deus em nossa própria pessoa e no mundo” (Leo R. Van Dolson).
• Aproveite cada oportunidade para reavivar tua espiritualidade!
• Em vez de rasgar as vestes, deve-se rasgar o coração!
• Em vez de tristezas, promovamos consagração!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Promulgai um santo jejum, convocai uma assembleia solene, congregai os anciãos, todos os moradores desta terra, para a Casa do SENHOR, vosso Deus, e clamai ao SENHOR” (v.14).
Apesar de seus autores serem chamados de “profetas menores”, nos livros a partir de Oseias nos são apresentadas grandiosas e solenes mensagens. O livro de Joel apresenta uma mensagem diferenciada e universal: “escutai, todos os habitantes da terra” (v.2); e que não deve ser esquecida, sendo transmitida de geração a geração (v.3). Apesar das diversas interpretações teológicas acerca do que possa significar o gafanhoto citado no verso quatro, o objetivo central está no fato de que onde há afastamento de Deus há destruição. Tanto que no verso seguinte, há um chamado ao arrependimento: “Ébrios, despertai-vos e chorai” (v.5).
O momento que é apresentado em seguida é de juízo sobre a terra, que causaria grande tristeza e lamentação. As figuras de linguagem utilizadas eram bem características da época e representavam as ocasiões mais festivas do povo de Israel: o casamento (v.8), os rituais religiosos (v.9) e a colheita (v.10 e 11). Ou seja, nada mais seria motivo de “alegria entre os filhos dos homens” (v.12).
Em seguida, há um chamado extremamente solene e urgente. Observe que ele começa pelos líderes religiosos: “Cingi-vos de pano de saco e lamentai, sacerdotes” (v.13). Os ministros de Deus são convocados a serem os primeiros a reconhecer que é tempo de angústia e de contrição diante do Senhor. O termo “passai a noite” indica um período em que o silêncio das madrugadas deve ser quebrado com as súplicas daqueles que entendem o tempo em que estão vivendo. Deve partir deles a iniciativa seguinte, de convocar “todos os moradores da terra” (v.14) a participar deste clamor coletivo.
Então, logo depois, o profeta anuncia o porquê disso tudo: “Porque o Dia do SENHOR está perto” (v.15). Você entende agora para que época especificamente esta mensagem é dirigida? Entende que você e eu estamos inseridos neste livro como dois e dois são quatro? Deus não está dizendo que devemos ser pessoas tristes e desanimadas, mas plenamente conscientes de que a nossa vida não deve se resumir aos prazeres deste mundo; que os momentos que deveriam ser de maior alegria não mais o serão para os que compreendem que o Senhor não tarda em cumprir a Sua promessa.
O tempo de angústia que diante de nós está não se resume a uma perseguição coletiva, mas à consciência individual daqueles que já estão cientes da brevidade destes últimos dias: “Embora o povo de Deus esteja rodeado de inimigos que se esforçam por destruí-lo, a angústia que sofrem não é, todavia, o medo da perseguição por causa da verdade; receiam não se terem arrependido de todo pecado, e que, devido a alguma falta, não se cumpra a promessa do Salvador: ‘Eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo‘ (Ap 3:10)… Sofrendo embora a mais profunda ansiedade, terror e angústia, não cessam as suas intercessões. Apoderam-se da força de Deus como Jacó se apoderara do Anjo; e a linguagem de sua alma é: ‘Não te deixarei ir, se me não abençoares” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 624 e 625).
Amados, Deus nos fala em linguagem que possamos compreender. O Consolador ainda está à nossa disposição para aclarar a nossa mente e nos revelar os propósitos divinos. Não temos mais tempo a perder com coisas corruptíveis. Necessitamos urgentemente de um novo Pentecostes, e este, com força superior, para que se cumpra o sinal decisivo antes da vinda do Filho do Homem: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt 24:14).
Erguei-vos, pastores, “ministros de meu Deus” (v.13)! Humilhai-vos perante o Senhor, nosso Deus, e convocai as ovelhas a participar deste clamor coletivo que moverá o coração de Deus a abreviar os tempos e a nos fortalecer para a batalha final. Então, haverá um só povo que, ainda que separado geograficamente, estará unido pelo elo infalível da oração. “Afligem a alma perante Deus, indicando o anterior arrependimento de seus muitos pecados, e reclamando a promessa do Salvador: ‘Que se apodere de Minha força e faça paz Comigo; sim, que faça paz Comigo‘ (Is 27:5)” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 625).
“Clamai ao SENHOR“, “todos os moradores desta terra“, “porque o Dia do SENHOR está perto“!
Bom dia, habitantes de toda a terra!
Jornada de oração, dia 18/21: Peça ao Espírito Santo que lhe traga à memória todos os pecados dos quais ainda não se arrependeu, inclusive os que nem imagina que sejam pecados, e clame pelo perdão divino. Se possível for, faça isto de madrugada.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Joel1
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Comentário Devocional
Deus está pronto a aceitar o verdadeiro arrependimento de Israel e seu retorno a Ele. Portanto, através do profeta Oséias, Ele diz: “Volta, ó Israel, para o Senhor, teu Deus” (14:1).
Deus quer ouvi-los dizer: “Por favor, retira a nossa iniquidade, e aceita-nos de volta. Então Lhe ofereceremos o fruto de nossos lábios” (14:2 LXX; Is 57:19). O fruto dos lábios significa confissões do pecado aceitáveis a Deus, o oposto de “lábios incircuncisos” (Êxodo 6:12 ACF,NKJV).
Quando Israel parasse de adorar ídolos, Deus os abençoaria e se alegria com o retorno de seu povo pródigo (14:4).
Israel diria: “Não tenho mais nada para fazer com os ídolos que foram feitos pelas nossas mãos”. Então, Deus diria: “Estou respondendo às suas confissões e você crescerá como uma cipreste verde. Você cantará com alegria e dará muitos frutos que você encontrou em Mim” (14:8 – paráfrase do autor).
Então o profeta Oséias faz um apelo final aos seus leitores e ouvintes: “Quem é sábio, que entenda estas coisas; Quem é prudente, que as saiba, porque os caminhos do Senhor são retos, e os justos andarão neles, mas os transgressores neles cairão.” (14:9).
Confiemos em Deus e não decepcionemos Aquele que anseia fortemente pelo o retorno de Seus filhos!
Yoshitaka Kobayashi
Japão
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/hos/14 e https://www.revivalandreformation.org/?id=1122
Também disponível no blog mundial RPSP/BHP da IASD, em: https://www.revivalandreformation.org/bhp/pt/biblia/hos/
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/09/09/
Equipe de tradução: Jeferson Quimelli/Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Oseias 14 NVI
Ouça online: Bíblia NVI em áudio
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/