Reavivados por Sua Palavra


JOEL 2, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
5 de dezembro de 2017, 0:30
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“Alegrai-vos, pois, filhos de Sião, regozijai-vos no SENHOR, vosso Deus, porque Ele vos dará em justa medida a chuva; fará descer, como outrora, a chuva temporã e a serôdia” (v.23).

Certa vez, fui questionada acerca da condição espiritual do mundo cristão atual. E, ao ponderar sobre a nossa realidade, me deparei com um quadro caótico e degradante. Percebam que não fui questionada acerca da condição espiritual do mundo inteiro, mas apenas no contexto cristão. A verdade é que perdemos a noção de que existe diferença entre o santo e o profano. Entre doutrinas e tradições, vivemos em uma geração que perdeu a essência do evangelho devido a falta de contato com a Palavra de Deus. Há uma luta entre relativismo e legalismo que tem, paulatinamente, dividido a comunidade cristã e a afastado do relacionamento com o Criador, desviando o foco da verdadeira adoração, conforme o assim diz o SENHOR, para uma falsa adoração, conforme o homem diz que o SENHOR disse.

Envolvidos em uma guerra de teorias humanas, muitos se posicionam em suas trincheiras pensando estar sob a bandeira de Deus. Seus “gritos” em defesa de uma guerra já fadada à derrota, abafam a “voz de rebate” (v.1) e o som da trombeta que já anunciam “o Dia do SENHOR” que “vem, já está próximo” (v.1). E enquanto se preocupam com suas ideias equivocadas, Satanás avança em destruir suas famílias e qualquer possibilidade de salvação, afastando-os da verdade que liberta e do Céu que lhes foi preparado. São famílias e igrejas que lutam entre si, esquecendo-se do que disse Jesus: “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt 12:25).

O último chamado de Deus à cada ser humano tem sido feito pela Pessoa do Espírito Santo, e isto, “com gemidos inexprimíveis” (Rm 8:26). A Sua voz não pode ser ouvida por aqueles que se digladiam entre si, mas por aqueles que “não empurram uns aos outros” (v.8 ) e que rasgam o coração perante Deus (v.12). “O SENHOR levanta a voz diante do Seu exército” (v.11) de oração, e não de murmuração. Um exército que entende que Deus não aceita nada menos do que a entrega de todo o coração, “e isso com jejuns, com choro e com pranto” (v.12).

O cumprimento da promessa do derramamento do Espírito Santo, de forma completa e real, consiste em uma busca pessoal, constante e baseada em renúncias. Não é algo que se dará do coletivo para o individual, mas ao contrário disto. E nem todo aquele que busca está necessariamente disposto a responder a esta promessa. Como na parábola das dez virgens, em que todas estavam juntas no mesmo propósito de adentrar às bodas do Noivo, mas apenas metade delas estava realmente pronta para o casamento; apenas metade entendeu o que significa o dobro do azeite.

O derramamento do Espírito não é uma promessa exclusiva para alguns, mas para “toda a carne”, como está escrito, inclusive, para os servos e as servas (v. 28-29). No entanto, o que definirá quem estará salvo e quem estará perdido será a resposta de cada ser humano ao último chamado de Deus: “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo” (v.32). Eis a porção dobrada do azeite e a solução para o verdadeiro avivamento: a união entre o poder do Espírito Santo e o instrumento humano sendo guiado por Ele.

Quando os discípulos receberam o Espírito Santo estavam vivendo um momento de grande fragilidade. A morte de Jesus havia destruído toda a esperança e expectativa de um reino superior. Contudo, ao contemplarem o seu Salvador ressuscitado e ouvir-Lhe a voz de conforto por quarenta dias até a ascensão, receberam o ânimo que precisavam para perseverarem “unânimes em oração” (At 1:14), na certeza de que receberiam o poder do Espírito Santo (At 1:8). A partir do momento em que os discípulos reconheceram as suas limitações e a dependência da graça de Cristo, e invocaram o nome do SENHOR em oração, a promessa se cumpriu. Da mesma forma, quando aceitamos a Cristo como nosso Salvador pessoal, passamos a fazer parte do corpo de Cristo e, como membros deste corpo, precisamos buscar a mesma comunhão que levou os discípulos a receber a promessa, através de uma vida de oração perseverante.

Deus tem Seus escolhidos em todos os cantos da terra. Há uma igreja invisível em Babilônia que, no devido tempo, aceitará o convite: “Sai dela, povo Meu” (Ap 18:4). São pessoas que invocam ao SENHOR e O amam conforme a luz que receberam. Creio que a obra do Espírito Santo já está quase a ser concluída e que igrejas inteiras hão de aceitar a verdade presente, como já tem acontecido. A promessa do avivamento pelo Espírito Santo não corresponde a um diploma de doutorado em Bíblia, mas a um chamado do Pai de amor aos Seus filhos “pobres de espírito” (Mt 5:3). A salvação em Cristo não se limita aos doutores da Palavra de Deus, mas é para os que a vivem ainda que na ignorância do incompleto. A própria palavra “avivamento” já diz tudo, é tornar mais vivo, é viver o evangelho e não apenas conhecê-lo. Para Jesus, não há diferença entre atiradores de pedras religiosos e uma prostituta arrependida, Ele os ama de igual forma, mas a nossa atitude é o que definirá o nosso destino eterno (Jo 8:9). Não é o lugar em que estamos, mas diante de quem escolhemos nos curvar.

Deus tem uma igreja pura na Terra, “coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3:15), que não é convidada a viver um farisaísmo, mas um cristianismo que reflete a imagem do seu Criador. Muitos há que, guiados pelo Espírito Santo, estão se unindo a esta igreja sem nem mesmo se dar conta. O evangelho eterno é uma mensagem para TODOS, “a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap 14:6) e o Espírito Santo tem feito esta obra com primazia e grande pressa.

Não temos o que temer se o Espírito Santo é o nosso guia. Jamais seremos envergonhados (v.19, 26 e 27) se temos um relacionamento pessoal e diário com o Senhor. Que aceitemos, hoje, a provisão do SENHOR (v.19), tomando posse, pela fé, da chuva temporã que rega o nosso coração num trabalhar diário preparando-nos para a chuva final. Então, estaremos “entre os sobreviventes, aqueles que o SENHOR chamar” (v.32).

Bom dia, sobreviventes dos últimos dias!

Jornada de oração, dia 19/21: Oremos por um coração verdadeiramente convertido e preparado para receber a chuva serôdia.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Joel2 #RPSP

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1 Comentário so far
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Rosana, muito obrigada por seus comentários e pela jornada de oração! Que Deus continue te abençoando grandemente.

Comentário por Maria Carolina de Lima Cavalcante




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