Reavivados por Sua Palavra


JONAS 1, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
17 de dezembro de 2017, 0:30
Filed under: Sem categoria


“Ele lhes respondeu: Sou hebreu e temo ao SENHOR, o Deus do céu, que fez o mar e a terra” (v.9).


Sob o olhar de Deus, um homem seguia a passos vacilantes. Seu coração palpitava como nunca antes e sua decisão mantinha-se firme a cada passo dado na direção contrária a que deveria ir. Em sua mente havia uma constante batalha que se arrefecia cada vez mais enquanto caminhava para o barco que o conduziria para bem longe de sua missão “impossível”. Finalmente, os seus pés pousaram por sobre as madeiras daquela embarcação e em seus primeiros movimentos de partida encontrou um sentimento de alívio que o fez cair em pesado sono. Mal sabia ele, que em sono profundo, cambaleava para a morte, levando com ele toda a embarcação e, consequentemente, todos aqueles para os quais havia se recusado pregar. Ou pelo menos este poderia ter sido o resultado final se Deus não tivesse agido.

O SENHOR pediu ao profeta para ir a Nínive, capital da Assíria e terra de um dos piores inimigos de Israel, para pregar uma mensagem de juízo e de arrependimento. Aquele povo já tinha realizado tantas atrocidades contra Israel e outros povos que…  …o que importava se fossem destruídos? Afinal, era o que eles mereciam: a destruição. Era esta a opinião de Jonas com relação àquele povo detestável. Além do mais, deve ter pensado, não duraria um dia vivo em um lugar onde matar era diversão.

O relato do livro de Jonas é uma das maiores provas de que não há limites para o perdão divino. Afinal, os ninivitas nem pediram para ser ajudados. Eles nem faziam ideia do castigo que lhes aguardava caso não fossem avisados e se arrependessem. Mas a lição que Deus deu ao profeta Samuel pôde ser aplicada para aquele povo e para Jonas: “… porque o SENHOR não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração” (1 Samuel 16:7).

Jonas só conseguia enxergar as atrocidades que aquele povo fazia. Diante de seus olhos estavam homicidas, adúlteros e idólatras. Mas, diante dos olhos do SENHOR, estavam criaturas que necessitavam de instrução. O papel que cabia ao povo de Israel não foi desempenhado. O povo de Deus deveria ser um espetáculo ao mundo, apresentando aos demais povos o verdadeiro e único Deus. Coube a Jonas esta missão. E não porque Jonas fosse melhor do que seus demais conterrâneos, mas porque ele mesmo também precisava de conversão. Sua atitude final revelaria que, assim como o povo de Nínive, Jonas também precisava de uma transformação.

Muitos têm considerado alguns dos chamados de Deus como apuros e ao invés de O buscarem ainda mais, fogem “para longe da presença do SENHOR” (v.3). Então, arriscam-se no “navio” errado, que conduz ao caminho errado, caindo em profundo sono espiritual. Mas quando Deus tem um propósito na vida de alguém, Ele lança “sobre o mar” da vida “um forte vento” (v.4) que atinge não somente uma pessoa, mas todos os que se encontram na mesma embarcação, com o fim de salvar a todos.

Aqueles tripulantes fizeram sete perguntas a Jonas. Vamos analisá-las, trazendo-as para o nosso contexto:

  1. Que se passa contigo?” (Você não percebe o que está acontecendo?)
  2. Agarrado no sono?” (Está dormindo enquanto o mundo está prestes a perecer?
  3. Que ocupação é a tua?” (O que você tem feito dos dons que Deus lhe deu?)
  4. Donde vens?” (Qual foi o teu ponto de partida com o Senhor?)
  5. Qual a tua terra?” (A que reino você pertence?)
  6. E de que povo és tu?” (Dispensa contextualização)
  7. Que te faremos, para que o mar se nos acalme?” (O que precisará acontecer na tua vida para que venha a bonança?)

A turbulenta situação de Jonas podia não fazer parte do plano original de Deus, mas, certamente, foi usada para alcançar aqueles marinheiros: “Temeram, pois, estes homens em extremo ao SENHOR; e ofereceram sacrifícios ao SENHOR e fizeram votos” (v.16). Ser tragado por “um grande peixe” (v.17) não é uma experiência agradável, mas, sem dúvida alguma, pode ser a mais eficaz. Deus tem o poder de usar até mesmo as nossas fugas para a glória do Seu nome e para a salvação de pessoas.

Não fuja do chamado de Deus para a tua vida. “Dispõe-te, vai” (v.2)! Mas fique ciente de que, se você fugir, Ele fará de tudo para trazê-lo (a) de volta. Porque Ele te ama, independente do “que fizeste” (v.10)!

Bom dia, chamados para a missão!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Jonas1
#RPSP

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