Reavivados por Sua Palavra


ISAÍAS 29 – COMENTÁRIO ROSANA BARROS by Ivan Barros
18 de junho de 2017, 0:31
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“Ai dos que escondem profundamente o seu propósito do SENHOR, e as suas próprias obras fazem às escuras, e dizem: Quem nos vê? Quem nos conhece?” (v. 15).


A “Lareira de Deus” (v. 1), Jerusalém, foi tida por culpada diante de Deus. Seus habitantes continuavam com suas práticas religiosas sem se dar conta de que estavam festejando de si para si mesmos. O juízo do SENHOR sobreviria “de repente, num instante” (v. 5). E o povo se humilharia perante Deus até ao pó (v. 4). A atitude que não buscaram em tempo de bonança, teriam ao sobrevir as grandes manifestações da parte “do SENHOR dos Exércitos” (v. 6): santificariam o Seu nome e temeriam o Deus de Israel (v. 23).

A cegueira espiritual e a hipocrisia, são, sem dúvida alguma, os maiores perigos na vida do cristão. “O espírito de profundo sono espiritual” (v. 10) faz com que qualquer revelação da parte de Deus se torne “um livro selado” (v. 11), isto é, torna-se algo impossível de se compreender. Mas a dura repreensão do SENHOR ao Seu povo não era para a sua destruição, mas para a sua redenção (v. 22), uma “obra maravilhosa no meio deste povo” (v. 14). Deus, como um Pai zeloso, iria até às últimas consequências para salvar os Seus filhinhos. Todos os juízos que sobreviriam aos habitantes de Jerusalém eram a disciplina de amor de um Pai que desejava vê-los “livres já da escuridão e das trevas” (v. 18).

Diante de um povo com o mesmo quadro espiritual, Cristo repete a mesma repreensão aos líderes judeus da época: “Hipócritas! Bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu CORAÇÃO está longe de Mim. E em vão Me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (Mateus 15:7-9; Isaías 29:13). “Maquinalmente” (v. 13) aqueles que se chamavam pelo nome de Deus se orgulhavam de suas práticas religiosas enquanto seus corações estavam longe de Deus. A verdadeira adoração não consiste em ser um “bom” membro de igreja, mas em permitir que o Único que é verdadeiramente bom habite em seu coração. A adoração dos judeus consistia em rituais e em suas próprias doutrinas. Trocaram o Oleiro pelo barro e o Artífice pelas obras (v. 16).

Vivemos em um estado diferente? Não, meus irmãos! É triste, mas Deus continua a dizer: “Que perversidade a vossa!”

Será que temos nos aproximado de Deus como deveríamos? Será que verdadeiramente estamos buscando no SENHOR a verdadeira mudança de coração que necessitamos a cada dia? Ou somos zelosos membros de igreja esquecendo-nos do SENHOR da igreja? Como podemos esperar que Deus aceite a nossa adoração com o coração cheio de orgulho, inveja ou raiva de alguém? Isto não se chama adoração, isto se chama ofensa a Deus! Muitos têm usado a Palavra do SENHOR para condenar, tramar armadilhas, envergonhar os irmãos e “sem motivo” negar “ao justo o seu direito” (v. 21). E sobre o pedestal da arrogância e confiança própria, não conseguem enxergar as verdades libertadoras da Palavra de Deus. Leem a Bíblia, mas não a entendem de fato. Fazem longas orações, presumindo “que pelo seu muito falar serão ouvidos” (Mateus 6:7). Porém, permanecem cegos e “bêbados estão” (v. 9), embriagados com sua própria sabedoria (v. 14).

Entretanto, a infinita graça de Deus continua realizando a sua “obra maravilhosa”, fazendo de tudo para salvar o pecador. Chegou o tempo do grande reavivamento e reforma do povo do SENHOR! O SENHOR está despertando a Sua Igreja do “espírito de profundo sono” e promovendo a cura dos surdos e dos cegos espirituais (v. 18). Muitos, como os dois cegos de Jericó, atendendo aos apelos do Espírito Santo, têm gritado em meio à cegueira espiritual: “Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de nós!” (Mateus 20:31). E mesmo em meio a uma multidão ao redor os repreendendo para que se calem. E mesmo em meio a uma multidão indiferente que olha para estes e os julgam fanáticos e fundamentalistas, eles continuam a clamar pelo Único SENHOR capaz de curá-los e redimi-los. Então, algo maravilhoso acontece. Jesus do Céu para, olha para eles e pergunta: “Que quereis que Eu vos faça?” (Mateus 20:32). E o milagre da verdadeira conversão acontece. E o coração que reconhece a sua total dependência de Cristo, clama: “Senhor, que se nos abram os olhos” (Mateus 20:33). E Jesus, cheio de compaixão, nos toca, imediatamente nossos olhos se abrem e, finalmente, O SEGUIMOS (Mateus 20:34).

Jesus está voltando e se você deseja contemplar a Sua face, precisa começar a fazer isto aqui, pela fé. Em nome de Jesus, abra o seu coração a Deus! Permita que Ele realize a Sua “obra maravilhosa” em sua vida! Que se cumpra no povo de Deus, HOJE, a Sua Palavra: “E os que erram de espírito virão a ter entendimento, e os murmuradores hão de aceitar instrução” (v. 24).

Bom dia, salvos pela infinita graça de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Isaías29
#RPSP

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