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“Não se alegrem de mim os meus inimigos gratuitos; não pisquem os olhos os que sem causa me odeiam” (v. 19).
Sem dúvida alguma, Davi tinha sede de justiça. Seus adversários o oprimiam e o seu desejo era ver, na prática, a justiça divina. À primeira vista, pode-se dizer que o Salmo de hoje é um clamor por vingança. Mas entendo que Davi estava apenas, como ser humano, cansado de lidar com a falsidade. Enquanto compadecia-se das pessoas (v. 13-14), estas mesmas pessoas alegravam-se com a sua desgraça (v. 15). Enquanto Davi derramava a alma perante Deus a favor deles, eles reuniam-se contra ele. Enquanto lhes fazia o bem, era retribuído com o mal (v. 12). É realmente uma desolação, como disse Davi, uma situação como essas. O que pensar? O que fazer? Como reagir? Por mais que soem severos alguns dos textos deste Salmo, podemos trazê-lo para o contexto messiânico. Jesus disse que devemos amar os nossos inimigos. E Ele vai além quando diz que devemos amar os nossos inimigos e orar por quem nos persegue, “para que vos torneis filhos do vosso Pai Celeste” (Vide Mateus 5:43-48).
Somos filhos de Deus quando compreendemos que os nossos irmãos não deixam de o ser quando decidem nos odiar ou nos perseguir; quando as suas atitudes, por piores que sejam, não apagam o amor do Pai em nosso coração; quando, ainda que machucados e tristes pela ingratidão sofrida, somos gratos a Deus porque Ele mantém o nosso coração fortalecido.
Não gosto de pensar que Davi desejava o mal aos seus adversários, mas que esperava pela justiça divina, que é longânima e misericordiosa. Tanto que a sua atitude não era de fazer justiça com as próprias mãos, e sim fazer o que estivesse ao seu alcance para vê-los bem (v. 13-14). Porém, de graça era perseguido e sem causa odiado (v. 19). O que tornava o seu clamor um constante questionamento: —Para que tanto rancor sem causa?
Foi o que questionava constantemente quando teve que fugir de Saul.
Oh, amados, por mais que seja difícil entender algumas situações, o SENHOR nos conforta, dizendo: “Eu sou a tua salvação” (v. 3).
Que a nossa oração hoje seja:
—”Julga-me, SENHOR, Deus meu, segundo a Tua justiça” (v. 24). Entrego em Tuas mãos todos os meus perseguidores e todos os que me odeiam sem causa, para que “o anjo do SENHOR os persiga” (v. 6) com a finalidade de preservar-lhes a vida para que tenham a oportunidade de arrepender-se e de ser conduzidos ao Lar Eterno!
Seja um agente da paz!
Bom dia, pacificadores!
Desafio do dia: Promova a paz em suas redes sociais, divulgando o que está escrito em Mateus 5:44. E busque viver este mandamento de Cristo.
*Leiam #Salmo35
Rosana Garcia Barros
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