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“No tempo da sua angústia, cometeu ainda maiores transgressões contra o SENHOR; ele mesmo, o rei Acaz” (v. 22).
Sai Jotão, um rei sóbrio, e entra um rei ébrio. Se o povo já estava corrompido, ficou pior ainda, pois Acaz “permitira que Judá caísse em dissolução” (v. 19). Acaz “andou no caminho dos reis de Israel” (v. 2) e em nenhum momento recorreu ao SENHOR, mas cometeu grandes abominações, como a terrível prática pagã de queimar “a seus próprios filhos” (v. 3).
Além dos siros, Deus também entregou Judá à ira de seus próprios irmãos israelitas. Mas o SENHOR, o mesmo Deus que o povo havia rejeitado, lhe enviou um mensageiro para que agisse em sua defesa. Odede, usado pelo poder de Deus, foi ao encontro de alguém do exército num cantinho e lhe falou a mensagem. Foi assim? Ah, não? Muito bem, isto mostra que vocês estão examinando as Escrituras. Na verdade, Odede foi ao encontro do exército; ele se colocou diante de um exército mau, sanguinário e tomado pela raiva. Quem seria o homem que em sã consciência se colocaria em frente a um exército terrorista, por exemplo, para dizer que voltassem atrás no que estavam fazendo porque tinham despertado a ira divina? Somente pela confiança no poder divino Odede se colocou a frente daquele exército de homens irados. Mas ele foi e disse o ASSIM DIZ O SENHOR, mais ou menos assim, numa linguagem atual:
— Aonde vocês pensam que vão com estes Meus filhinhos? É certo que eles estão colhendo o que plantaram, mas vocês fizeram algo muito pior castigando-os com tamanha raiva. Vocês fizeram isso com tanta raiva que todo o Céu se comoveu. Como assim vocês irão fazer de seus irmãos seus próprios escravos? Acaso pensam que também não têm culpa diante de Mim? Eu ordeno que libertem agora o Meu povo e o leve de volta para casa, antes que vocês também colham a raiva que plantaram.
Vocês compreenderam? A ira divina não tem nada a ver com a raiva humana. Porque a raiva humana age como um animal, de forma impensada. Já a ira do SENHOR é repleta de misericórdia, é instrumento de correção para vida, e não de punição para morte. Israel acatou às palavras do profeta de Deus e reconheceu a sua culpa (v. 13), cuidou do povo cativo e o fez retornar para casa em segurança (v. 15). E vocês pensam que depois deste episódio da grande misericórdia divina, Acaz se arrependeu de Seus maus caminhos? Pelo contrário, ao invés de se voltar para Deus, foi pedir ajuda “aos reis da Assíria” (v. 16), e “de todo, se entregou à transgressão contra o SENHOR” (v. 19). E a ajuda que esperava não chegou (v. 21), pelo contrário, foi colocado em mais aperto ainda (v. 20). Contudo, “no tempo da sua angústia” (v. 22), resolveu buscar ao SENHOR, certo? Errado. “Cometeu ainda maiores transgressões contra o SENHOR, ele mesmo” (v. 22). Opa! Chegamos num ponto delicado. A Bíblia deixa bem claro que ELE MESMO escolheu agir desta forma. Até ali o SENHOR o havia chamado de todas as formas, mas ele escolheu não somente fechar “as portas da Casa do SENHOR” (v. 24), mas as portas de seu coração. “Ele mesmo”, causou “a sua ruína e de todo o Israel” (v. 23). Observem que o capítulo não inicia dizendo que Acaz fez o que era mau, mas que “não fez o que era reto perante o SENHOR, como Davi, seu pai” (v. 1). Ou seja, as oportunidades que Deus lhe deu não eram para que ele se tornasse como Jotão, seu pai, mas como Davi. Acaz inverteu a sua vida. Ao invés de estar escrito que na sua angústia foi pior ainda em seus pecados, poderia estar escrito: “Na minha angústia, invoquei o SENHOR, gritei por socorro ao meu Deus. Ele do Seu templo ouviu a minha voz, e o meu clamor lhe penetrou os ouvidos” (Salmo 18:6). Davi dirigiu a Deus este salmo quando Ele o livrou dos seus inimigos e da perseguição de Saul. Poderia também ter sido o louvor de Acaz, se ele não tivesse escolhido endurecer o coração. Ele fechou as portas do lugar que Deus disse que ouviria todo pecador arrependido!
Oh, amados, o que ainda tem nos impedido de sermos homens e mulheres segundo o coração de Deus, como foi Davi? O SENHOR nos convida HOJE a enxergarmos em cada circunstância de nossa vida oportunidades de salvação. Nunca houve tempo tão oportuno para que busquemos ao SENHOR de todo no nosso coração, de todo o nosso entendimento e com todas as nossas forças. O Espírito Santo tem feito uma santa convocação e só ouvirá o Seu chamado quem já estava ouvindo a Sua voz através da comunhão diária.
Confiar a nossa salvação a seres humanos falhos como nós só nos levará a quedas piores, mas aceitar ao convite incansável de Cristo: “Vinde a Mim” (Mateus 11:28), eis o que nos tornará, muito em breve, à perfeita imagem edênica: “à imagem de Deus” (Gênesis 1:27).
Bom dia, futuras perfeitas imagens do Criador!
OBS: A cada dia estarei lançando o “Desafio do dia” para cada um de nós. Não é algo somente para aquele dia, mas para que faça parte integrante de nosso estilo de vida cristão. Aceitam o desafio?
Desafio do dia: tratar nossos semelhantes como gostaríamos de ser tratados.
*Leiam #2Crônicas28
Rosana Garcia Barros
4 Comentários so far
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Amém.
Comentário por João Germano Raul Raul 9 de agosto de 2016 @ 1:42Amém!!! Gostei da ideia dos desafios diários!
Comentário por Jéssica F. 9 de agosto de 2016 @ 9:05Amém!!
Comentário por Ilsemara 9 de agosto de 2016 @ 13:28LOUVADO SEJA DEUS QUE NOS AJUDE A FAZER TUA VONTADE
Comentário por ANTONIO CARLOS JOSE SOARES 9 de agosto de 2016 @ 21:27