Reavivados por Sua Palavra


II Timóteo 2 by Jeferson Quimelli

Comentário Devocional:

Um soldado, um atleta, e um agricultor – Paulo usa essas personalidades marcantes para representar a viagem perseverante do cristão.
   – Quem é o soldado? Aquele que segue estritamente todas as ordens de seu comandante, mesmo no meio da batalha;
   – O atleta é a próxima comparação – bem treinado, disciplinado, focado na meta de vencer, independentemente do custo ou sacrifício pessoal;
   – E, finalmente, Paulo acrescenta o retrato do agricultor trabalhador e fiel que confia em Deus para a colheita. Meu avô era um fazendeiro como a maioria dos agricultores que conheci ao longo dos anos. Ele era muito metódico, inovador, de fala mansa, e até mesmo tranquilo. Depois de todo o seu trabalho duro e longas horas de calor, frio e períodos de seca, ele esperava uma colheita no outono.

Paulo, então, nos diz em termos inequívocos, que alguns dos nossos problemas podem vir de membros da igreja ou mesmo de um pastor, ancião, diácono ou diaconisa. O diabo quer nos arrancar de Deus e nos lançar longe da igreja. Ele pode usar alguém que você admira. Lembre-se que foi a “família da igreja” que crucificou a Cristo! Não se engane, não deixe frequentar a igreja por causa de alguém ou de algo que aconteceu. Paulo assevera no verso 19: “o firme fundamento de Deus permanece inabalável e selado com esta inscrição: ‘O Senhor conhece quem lhe pertence’” (NVI). Siga o conselho de Paulo e permaneça em alicerce seguro! Seja forte em Cristo e resista ao Diabo.

Caro cristão, 
   – seja forte como um soldado, seguindo as ordens do seu comandante: “afaste-se da iniquidade” (v. 19 NVI). Lembre-se: “Todas as Suas ordens são promessas habilitadoras” (PJ 176);
   – Mantenha os olhos fixos no prêmio, como um atleta disciplinado – para um dia poder estar perante junto ao seu irmão mais velho, Jesus;
   – E, finalmente, confie como o agricultor, que pacientemente suporta o calor escaldante, tempestades e a peste, e mantém plena fé de que Deus proverá uma colheita cheia de frutos: “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gl 5:22, 23, NVI).

Jim Ayer
Vice-Presidente
Rádio Mundial Adventista
Conferência Geral

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/2ti/2/
Traduzido/adaptado por JAQ/GASQ

Texto bíblico: II Timóteo 2
Comentário em áudio 



Mateus 18 by Jeferson Quimelli
19 de novembro de 2014, 0:30
Filed under: perdão | Tags: ,

Comentário devocional:

Para muitos de nós a vida é muito ocupada, uma luta diária apressada. Temos muitas prioridades a considerar e muitas vezes temos que correr para alcançar nossos objetivos. Nos versos 1 a 5, Jesus nos exorta a voltar a um estilo de vida mais simples, não afetado, de confiança, inocência, conformidade e contentamento. Ele nos lembra da importância de confiar inteiramente na Sua bondade, cumprir a Sua vontade e encontrar contentamento nas muitas bênçãos recebidas do céu. 

Se pudermos desenvolver um modo de vida mais descomplicado, infantil até, seremos muito mais capazes de nos envolver com as coisas de Deus. Isto não é um apelo à infantilidade, mas um convite à simplicidade como a de Jesus, mais facilmente observada em crianças pequenas.

Nos versos 15 a 17 somos informados de que se um irmão pecar devemos adverti-lo; e em Lucas 17: 3 nos é dito para “repreendermos” o nosso irmão por seus pecados Essa é uma palavra forte. O conceito transmitido é realmente que somos também responsáveis pelo comportamento rebelde uns dos outros. Isso inclui apontar de forma gentil, pensada e com muito cuidado o comportamento pecaminoso daquela pessoa com o objetivo de que seja salva. A forma correta de admoestar os outros deve ser feito em espírito de oração e precisa ser concebido e aplicado de forma muito cuidadosa e sensível.

A lição nos versos 21-35 é dupla. Em primeiro lugar, somos lembrados de que a capacidade de Deus para o perdão é imensa. Como consequência temos a responsabilidade e o privilégio de compartilhar uma atitude de perdão para com os outros da mesma forma que fomos perdoados tantas e tantas vezes por nosso amoroso e compassivo Deus.

Quando Jesus falou de perdoar os outros “setenta vezes sete” Ele estava falando de uma contínua disposição para perdoar. Ao levarmos em consideração o número de vezes que Deus está disposto a nos perdoar, devemos demonstrar um espírito de perdão para com todas as pessoas.

Leo Van Dolson, Jr.,
Califórnia, E.U.A.


Texto original:  http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/18/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Mateus 18 
Comentário em áudio 



Mateus 18 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
19 de novembro de 2014, 0:00
Filed under: amor, crescimento espiritual, perdão, relacionamento, religião viva | Tags: ,

Nota: Observe que o Comentário Bíblico Adventista deixa muito clara a belíssima interpretação de que todo o capítulo 18 compõe a resposta de Jesus à pergunta: “Quem é o maior?”. A resposta é: Aquele que é capaz de perdoar de coração, como uma criança…

1-35 Este capítulo é o quarto dos cinco grandes discursos, em Mateus. Bíblia de Genebra.

1 Naquela hora. Esta instrução foi dada no mesmo dia em que ocorreu o incidente sobre o tributo no templo. … A discussão entre os discípulos .. atingiu o clímax no momento em que o grupo entrou em Cafarnaum. A referência de Jesus sobre ir novamente a Jerusalém (ver Mt 16:21), de onde Ele tinha estado ausente por quase um ano e meio (ver com. de Jo 7:2), tinha reavivado no coração dos discípulos esperanças equivocadas … de que havia chegado o tempo de Jesus estabelecer Seu reino. … Todo o discurso [cap 18] pode muito bem ser intitulado: “Como lidar com as diferenças de opinião e conflitos que surgem na igreja”. O grande problema que tornou necessário o discurso foi um grave choque de personalidades entre os doze. Era necessário resolver isso para que a unidade do grupo fosse preservada. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 469.

Quem … é o maior? Os discípulos se consideravam os mais altos oficiais do reino. No reino da própria imaginação, a posição ocupava o primeiro lugar, fazendo-os esquecer o que Jesus lhes dissera sobre o sofrimento e a morte. A opinião preconcebida efetivamente isolava a mente contra a verdade. CBASD, vol. 5, p. 470.

3 Este não é um chamado para ser “infantil”. Era deste modo que os discípulos estavam agindo em sua disputa para ser o maior. O chamado de Jesus é para ser “como uma criança” – desenvolver a humildade, inocência e dependência que é facilmente encontrada nas crianças. Andrews Study Bible

6 fizer tropeçar. Aqui, Jesus Se refere principalmente a qualquer coisa que possa causar desunião entre os irmãos. Paulo admoesta os cristãos maduros a não fazer nada que leve um cristão imaturo a tropeçar (1Co 8:9-13). CBASD, vol. 5, p. 470.

pedra de moinho. Do gr. mulos onikus, literalmente, “uma pedra de moinho de jumento”, isto é, uma pedra tão grande que era necessário um jumento para movê-la. CBASD, vol. 5, p. 470.

Isto é, pedra de moinho girada por jumento – bem maior e mais pesada que as pequenas (24.41), manipuladas pelas mulheres todas as manhãs em casa [24.41]. Bíblia de Estudo NVI Vida.

8 corta-o. Jesus não está sendo literal aqui. Ele está enfatizando a seriedade de fazer com que um irmão fraco se extravie. Infelizmente, alguns cristãos através dos séculos entenderam literalmente este ensino de Jesus e se mutilaram, no que consideraram ser uma obediência à instrução de Jesus neste verso e em outros similares (5:29; 19:12). O exemplo mais famoso foi Orígenes, o pai da igreja do terceiro século, que se castrou por causa de seus pensamentos lascivos [de forte desejo sexual].  Andrews Study Bible.

10 A referência aos pequeninos pode ser tanto à criança quanto aos neófitos da fé. O escândalo e o desprezo a estes novos teria efeito negativo no exemplo ou ensino, afastando-os da fé. Bíblia Shedd.

12-14 A parábola da ovelha perdida também se acha em Lc 15.3-7. Ali se aplica aos incrédulos, mas aqui aos crentes. Jesus usou a mesma parábola para ensinar verdades diferentes em situações diferentes. Bíblia de Estudo NVI Vida.

12 indo procurar. A salvação consiste não na busca do homem por Deus, mas na busca de Deus pelo homem. O raciocínio humano vê na religião nada mais do que tentativas humanas de encontrar paz e resolver o mistério da existência, encontrar uma solução para as dificuldades e incertezas da vida. É verdade que no fundo do coração humano há um desejo dessas coisas, mas o ser humano, por si só, nunca pode encontrar a Deus. A glória da religião cristã é que ela conhece um Deus que tanto Se preocupa com o ser humano que deixou tudo a fim de “buscar e salvar o perdido” (Lc 19:10). CBASD, vol. 5, p. 472.

a que se extraviou. Do gr. planao, “desviar-se”, “vagar” ou “levar ao erro”. Nossa palavra “planeta” vem da palavra grega relacionada planetes, que significa “errantes” (ver Jd 13). os planetas do sistema solar receberam esse nome porque parecem vagar sem rumo, entre as estrelas aparentemente “fixas”. CBASD, vol. 5, p. 472.

15 pecar. Evidentemente, o “irmão” que “erra” é o mesmo que a “ovelha” que “se extraviou”. CBASD, vol. 5, p. 472.

mostre-lhe o erro (NVI). Esta é mais do que uma advertência sábia, é um mandamento. “Somos tão responsáveis pelos males que poderíamos haver reprimido, como se fôssemos nós mesmos culpados da ação” (DTN, 441). CBASD, vol. 5, p. 472.

entre ti e ele só. Fazer circular relatos sobre o que “teu irmão” possa ter feito tornará mais difícil, talvez mesmo impossível, chegar até ele. Aqui, talvez mais do que em qualquer outro aspecto das relações interpessoais, é nosso privilégio aplicar a regra de ouro … Quanto menos publicidade for dada a um ato errôneo, melhor. CBASD, vol. 5, p. 472.

ganhaste teu irmão. Alguém já disse que a melhor forma de nos desfazer de nossos inimigos é fazer deles nossos amigos. CBASD, vol. 5, p. 472.

Estes três estágios para tratar com o cristão em pecado constituem o coração de toda disciplina eclesiástica. O objetivo é levar ao arrependimento, enquanto procura reduzir a consciência pública do referido pecado ao mínimo. Em hipótese alguma deve este assunto ser propagado ao mundo em geral. Bíblia de Genebra.

16 uma ou duas pessoas. Estas “mais uma ou duas pessoas” não estão pessoalmente envolvidas, portanto estão em posição melhor para expressar uma opinião imparcial e aconselhar o irmão ofensor. CBASD, vol. 5, p. 472.

17 considera-o como gentio ou publicano. Caso haja desrespeito à igreja, o culpado deve ser excluído da comunhão e tratado como a um pagão (o que não deixa de estar dentro do objetivo do amor). Bíblia Shedd.

pagão (NVI). Para os judeus, significava qualquer tipo de gentio. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A sociedade judaica geralmente não se socializava com gentios ou coletores de impostos. A remoção do corpo de membros da igreja é o primeiro passo no processo que visa trazer pessoas ao arrependimento e reconciliação. … Contudo, os termos usados por Jesus nos lembram do Seu exemplo ao tratar com pecadores e coletores de impostos (9:9-11; 11:19). Seu cuidado amoroso e perdão demonstram como a igreja deveria tratar aqueles que estão desligados, buscando a restauração definitiva de todos os pecadores. Andrews Study Bible.

19-20 Estes versículos devem ser tomados no seu contexto mais amplo, como tratando ainda da disciplina na igreja. Bíblia de Genebra.

20 A declaração de Mt 18:20, é claro, é verdadeira em sentido geral, embora, no contexto do capítulo (v. 16-19) se refira principalmente à igreja em sua capacidade oficial de lidar com um membro ofensor. CBASD, vol. 5, p. 473.

A congregação que se reúne em nome de Cristo é a que O tem em seu meio. Bíblia Shedd.

21 até sete vezes? Pedro quis ser generoso, pois as tradições dos rabinos falavam em perdoar até três vezes. A resposta de Jesus, tomando-se em consideração o que Pedro disse, significa que o espírito de perdão vai muito além dos mesquinhos cálculos humanos. Bíblia Shedd.

O perdão, seja da parte de Deus, seja da parte do homem, é muito mais do que um ato judicial, é a restauração da paz onde havia conflito (cf. Rm 5:1). mas o perdão vai além e envolve o esforço de restaurar o próprio irmão que erra. CBASD, vol. 5, p. 474.

22 até setenta vezes sete. Se o espírito de perdão age no coração, a pessoa está tão pronta a perdoar aquele que se arrepende pela oitava vez como na primeira vez, tão pronta a perdoar na 491ª vez como na oitava. O verdadeiro perdão não se limita a números; além disso, não é o ato [do perdão] que importa, mas o espírito que precede o ato. CBASD, vol. 5, p. 474.

23-25 A parábola do credor sem compaixão ensina a Pedro o motivo pelo qual deve-se perdoar sem limites. Deus perdoou-nos tanta coisa ao nos conceder o dom gratuito da Salvação em Cristo, que qualquer ofensa que outro ser humano possa praticar contra nós é irrisória em comparação a isto. Perdoá-lo seria o mínimo que poderíamos fazer, refletindo, assim, algo da bondade divina que tem sido derramada em nossas vidas (6.14, 15). Bíblia Shedd.

24 dez mil talentos. Um talento era a mais alta medida monetária da moeda corrente, e era equivalente a seis mil denários ou dracmas. … Uma tal soma de dinheiro era praticamente incontável e ilustra a enorme dívida do pecado em que todos temos incorrido diante de Deus. Bíblia de Genebra.

Cerca de 215 toneladas de prata, o suficiente para contratar 10 mil trabalhadores por 18 anos. CBASD, vol. 5, p. 474.

Cerca de 60 milhões de vezes o salário de um dia de um trabalhador. Andrews Study Bible.

O verdadeiro perdão: 1) Cristo ensinou-nos a perdoar sempre; 2) Isto refere-se especialmente a ofensas praticadas contra nós mesmos; 3) Pelo fato de também sermos pecadores, não nos compete julgar com demasiado rigor às faltas do nosso próximo; 4) Deus, finalmente, julgará a todos segundo Sua reta justiça: que será de nós se não praticarmos misericórdia? (Tg 2.13). Bíblia Shedd.

28 cem denários. Cerca de 100 vezes o salário de um dia de um trabalhador. Andrews Study Bible.

35 perdoar. O ensino principal da parábola. Bíblia de Estudo NVI Vida.

do íntimo. O problema na pergunta de Pedro … foi que o tipo de perdão a que ele se referia não era do coração, mas, sim, um tipo mecânico e legalista de “perdão”, com base no conceito de obtenção de justiça pelas obras. Como foi difícil para Pedro entender o novo conceito de obediência do coração, motivada pelo amor a Deus e aos seus semelhantes! Isso completa a resposta de Jesus à pergunta de Pedro (v. 21), resposta que também trata indiretamente da pergunta: “Quem é o maior no reino dos céus? (v. 1). O “maior” é simplesmente aquele que, “de coração”, reflete sobre a misericórdia do Pai celestial e que faz “o mesmo” em relação a seus semelhantes. … As palavras de perdão, por mais importantes que sejam, não são de primordial importância aos olhos de Deus. Pelo contrário, é a atitude de coração que dá às palavras a plenitude de sentido que, de outra forma, lhes faltaria. A aparência de perdão, motivada por circunstâncias ou por objetivos escusos, pode enganar aquele a quem é atribuída, mas não Aquele que vê o coração (1Sm 16:7). O perdão sincero é um aspecto importante da perfeição cristã. CBASD, vol. 5, p. 475, 476.



Ezequiel 30 by Jeferson Quimelli
27 de julho de 2014, 0:00
Filed under: poder de Deus | Tags: , ,

Comentário devocional:

A expressão “Dia do Senhor” é algo que nós, como cristãos, aplicamos especialmente para a segunda vinda de Jesus (2 Tess 2:2). No entanto, o final definitivo tem seu precedente histórico. Para o Egito, o “dia do Senhor” havia chegado.

Amós é o primeiro escritor da Bíblia a usar esta linguagem, aplicando-a a Jerusalém. E ele garante aos seus leitores que não será um dia agradável.

“O que pensam vocês do dia do Senhor?
Será dia de trevas, não de luz.
Será como se um homem fugisse de um leão e encontrasse um urso;
como alguém que entrasse em sua casa e,
encostando a mão na parede, fosse picado por uma serpente.
O dia do Senhor será de trevas e não de luz.
Uma escuridão total, sem um raio de claridade” 
(Amós 5:18-20 NVI).

Na época de Ezequiel, o “dia do Senhor” traria nuvens e desgraça a Jerusalém e ao Egito. Não haveria meio de escapar da força da Babilônia.

Bíceps bem desenvolvidos são geralmente vistos como uma característica atraente em um homem hoje. Para um governante no mundo antigo eram um sinal de grande capacidade militar. Deste modo, Faraó “perdera o uso de um braço” – foi enfraquecido-, e o Senhor em breve tornaria o outro braço inútil. Por outro lado, Ele iria fortalecer os dois braços da Babilônia como Seu instrumento. 

O destino das nações está  nas mãos do Senhor. Seus líderes  apenas acham que tem a palavra final.

É preciso muita sabedoria para entender o funcionamento da história e saber de antemão quem serão os vencedores e os derrotados em um determinado cenário e assim decidir quando resistir e quando ficar quieto. Mesmo assim, o desfecho de um conflito é totalmente imprevisível aos olhos humanos. Apesar disso, para os homens é muito mais fácil se apoiar no poder humano visível do que no braço do Deus invisível. Que hoje e sempre possamos confiar na sabedoria e no braço poderoso do nosso Deus e não na força e visão limitados do homem.

Ross Cole
Avondale College, Australia

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/30/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Ezequiel 30 

Comentário em áudio 



Ezequiel 29 by Jeferson Quimelli
26 de julho de 2014, 0:00
Filed under: poder de Deus, vitória | Tags: ,

Comentário devocional:

Babilônia não foi o único poder com quem a Jerusalém da época de Ezequiel havia se prostituído. O Egito foi outro. Quando você sofre debaixo de duas nações, às vezes você tem que escolher um opressor para que este o defenda do outro. No entanto, quando os judeus buscaram a proteção dos egípcios, estes trairam Judá. Para Jerusalém, o Egito tornou-se como um dos juncos ao longo das margens do Nilo. Quando Judá se inclinou para ele, o Egito se quebrou.

O Egito vai pagar o preço. Ele é como um dos crocodilos gigantes pelos quais ele se tornou famoso. Ele é terrível, mas será levado cativo pelos maxilares e seu corpo será deixado como carne para os animais selvagens. 

Ele atribuiu a si mesmo os poderes do Criador. No entanto todo mundo saberá que Yawheh é o criador do Nilo, não o Egito, quando suas cidades sofrerem por quarenta anos, assim como as cidades de Judá, por setenta anos.

Contudo, Deus restaurou o Egito, assim como Ele restaurou Judá. Quão gracioso Ele é! Mas nunca Seu povo confiaria neste junco. Os egípcios serão curados de seus caminhos idólatras.

Este capítulo é composto por dois oráculos com um intervalo entre eles de quase 17 anos. Os versos 1 a 17 pintam um quadro geral; os versos 17 a 21 são mais específicos. O cerco de Tiro por Nabucodonosor estendeu-se por um período longo demais, deixando um despojo muito pequeno para ele e para o seu exército. No entanto, o Egito constituiria uma recompensa compensatória mais do que adequada. Mas Israel recuperaria o poder e saberia quem o Senhor realmente é! (v. 20).

Na ascensão e queda de nações, vemos a mão divina. Seus caminhos são misteriosos, mas eles não são arbitrários ou impulsivos. No final, todos saberão quem é verdadeiramente o Senhor.

E nós, o que faremos em nossas vidas, onde cada aliado falso é como um junco quebrado? Aprendamos a nos apoiar no braço forte invisível de Deus e não deixemos que a visibilidade dos seres humanos fortes nos esmague.

Ross Cole
Avondale College, Austrália

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/29/

Traduzido por JDS/GASQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 29 

Comentário em áudio



Ezequiel 23 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Como? Jerusalém, uma prostituta? Isso é difícil de acreditar. Qual marido de respeito não ficaria incomodado com a ideia de que sua esposa se vende para estranhos? No entanto, esta não é a primeira vez que Ezequiel falou desta forma a respeito de Jerusalém (ver Ez 16).

O quadro é ainda mais sombrio porque esta também é a história de sua irmã, Samaria. E descobrimos que a prostituição dessas duas irmãs não é coisa nova. Ela remonta ao tempo em que elas moravam no Egito.

Cobiça, a destruidora da vida e da família. Os assírios pareciam tão bonitos em seus belos uniformes, assim como os babilônios. Qual mulher casada não cairia de amores por eles? Por que se resguardar e investir em um relacionamento quando uma solução rápida sedutora está à disposição? Mesmo quando o desejo não é sexual, o desejo pela segurança que esse exército pode fornecer é sedutor. Mesmo países cristãos sucumbiram à sua cobiça por poder militar.

A história de Amnon e Tamar nos lembra como o sexo ilícito pode levar da cobiça à repulsa e até mesmo ao ódio (2 Sam 13:15). Coloque a sua confiança no mundo e um dia ele se voltará contra você e o devorará. Mas, se no dia da batalha – e contra o pecado, todo o dia é dia da batalha – você estiver ao lado do Senhor, você nunca será derrotado ou exposto.

Se, no entanto, você cair, saiba que o fundo do poço não é o fim. Ali é onde o pecador vê que somente Deus o pode levantar. E o pecador que clama a Ele por ajuda nunca será rejeitado! 

Ross Cole
Avondale College, Austrália

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/23/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Ezequiel 23 

Comentário em áudio



Ezequiel 22 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

A lista de pecados entre o povo de Deus é chocante: idolatria, assassinato, sacrifício de crianças, adultério, incesto, extorsão e suborno nos tribunais, roubo, opressão dos pobres pelos ricos e a negação do direito aos estrangeiros. A lista é extensa (v. 7-12) E o pior: a podridão começa de cima para baixo. Príncipes, sacerdotes e profetas são igualmente violentamente corruptos (v. 6).

Sem dúvida alguma Deus intervirá e aqueles que agora parecem tão valentes entrarão em colapso. Como o metalúrgico lança o metal impuro na fornalha de purificação, assim Deus reunirá o povo em Jerusalém e soprará fogo sobre ele e eles irão derreter (v. 18-22). Deste modo eles verão o tamanho do Seu desagrado. Não existe como eles possam ser poupados do julgamento divino,

No entanto, Jerusalém não é a própria cidade do Senhor? Não foi o próprio Deus quem estabeleceu os seus muros para manter o inimigo fora? Sim, mas não se deixe enganar. Aqueles muros, aparentemente firmes e fortes, na verdade já estavam comprometidos.

É necessário encontrar rapidamente alguém para reconstruir os muros enquanto ainda há tempo. E se os muros não estiverem ainda completos no momento em que eles forem necessários, então temos que encontrar alguém que se interponha na brecha, evitando, assim, que o desprazer de Deus seja derramado (v. 30).

Aparentemente, não há ninguém capaz de defender o caso de Israel. Não há ninguém qualificado. O que então pode acontecer, senão a desgraça?

No entanto, existe Alguém qualificado que aceitou ficar na brecha. Alguém cujo perfil foi vislumbrado pelos profetas. Ele é ao mesmo tempo Filho de Deus e Filho do Homem, o Único qualificado. Ele se posiciona na brecha, pondo fim ao desagrado de Deus e salvando a Israel.

Jesus ocupou o lugar em que o muro estava quebrado, recebendo sobre Si a ira de Deus sobre o pecado do mundo, dando uma oportunidade não só a Jerusalém, mas a todos que nEle crerem, de sobreviver à justiça que Deus aplicará a toda a terra (Gn. 18:25). 

Mas eu também sou chamado para estar com Ele na brecha, orando por minha comunidade, por meu pais e pelo mundo. Não é esta uma honra e uma oportunidade maravilhosa?

Ross Cole
Avondale College, Australia

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/22/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Ezequiel 22 

Comentário em áudio 



Ezequiel 21 by Jeferson Quimelli
18 de julho de 2014, 0:00
Filed under: confiança em Deus, escolhas, Israel | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Jerusalém e o santuário serão punidos. Não haverá escapatória para justos ou ímpios. O terror alcançará a todos. A espada está fora de sua bainha e não será colocada de volta até que os caldeus retornem para a Mesopotâmia, lugar de onde Abraão viera.

Ezequiel geme pelas ruas e quando as pessoas perguntam: “Por quê?”, ele explica que todos os corações se derreterão de medo, toda força de vontade se esvairá, e todos os joelhos se tornarão fracos quando esse dia chegar. A espada é afiada e ceifa em todas as direções. Não há nenhuma maneira de escapar. Os sinais e as previsões podem fazê-los se sentir seguros, continua Ezequiel, mas os sinais são mentirosos e as previsões falsas. É você, Jerusalém, que o rei de Babilônia vai atacar primeiro. E depois, os amonitas.

“Mas a coroa”, a multidão grita, “a coroa [ou o cetro, v. 13] certamente nos salvará. O Senhor não prometeu que um filho de Davi governará Israel para sempre?” E Ezequiel responde: “Você acha que os príncipes escaparão da espada? O cetro é apenas um pedaço de pau que a espada cortará. A coroa será removida e não será recolocada, até que Aquele a quem ela realmente pertence venha.

Sim, a coroa permanecerá para sempre, mas somente na cabeça de Jesus, o verdadeiro Filho de Davi, o único que é perfeito. 

A mensagem de Deus para nós, hoje, através de Ezequiel, é: não confie no poder dos homens porque ele é ilusório e passageiro. Mas confie no Messias, o Filho perfeito. Aquele que Se achega de forma suave, pedindo entrada em nosso coração, é o Único que tem poder e méritos para salvar. 

Que a nossa oração hoje, e em todos os nossos dias neste mundo seja: “Filho de Davi, tem misericórdia de nós!” (Mt 9:27 NVI).

Ross Cole
Avondale College, Austrália

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/21/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Ezequiel 21 

Comentário em áudio 



Ezequiel 5 by Jeferson Quimelli
2 de julho de 2014, 1:14
Filed under: caráter de Deus, correção, desobediência, pecado, profecias | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Este é um daqueles capítulos cuja leitura muitos procurariam evitar. Nele, Ezequiel é instruído por Deus para raspar a cabeça e a barba com uma espada bem afiada. Deveria, então, pegar e queimar uma terça parte, cortar outra terça parte com a espada ao redor da cidade e espalhar a parte restante ao vento, salvando algumas mechas para costurar em sua roupa e, destas, ainda, atirar algumas no fogo para queimar. A aplicação deste recurso visual é clara: Deus está julgando o seu povo por causa de sua rebeldia e Sua ira está prestes a ser derramada sobre eles.

Julgamento e ira são temas que todos nós tentamos evitar. Eu tenho uma amiga que é conhecida por sua compaixão. Ela ama as pessoas e passa a vida cuidando daquelas que sofrem. Muitas vezes ela passa noites em claro orando por pessoas que estão padecendo. Ela ama a todos, não apenas aqueles que também a amam, mas também aquelas que não gostam dela por qualquer motivo. Esta senhora não quer que ninguém sofra, mesmo que alguns possam considerá-la seu “inimigo”.

Minha amiga compassiva leu essas passagens em Ezequiel e julgou ser o tratamento de Deus muito severo e arbitrário por punir as pessoas de forma tão severa. Mas, à medida que continuou a estudar as Escrituras, ela aprendeu que não podemos retirar esses tipos de passagens de seu contexto, sem considerar o que houve antes e depois.

Os textos bíblicos escritos antes de Ezequiel revelam não somente séculos de promessas de bênçãos pela obediência, mas também de advertências de disciplina e castigos que se seguiriam à rebelião. Então, as pessoas não foram pegas de surpresa nem eram ignorantes do mal que haviam feito. 

O passado de Israel também revela que durante séculos homens e mulheres de Deus lembraram a nação do amor de Deus e apaixonadamente apelaram ao povo para retornar à piedade. E, mais importante, revela que quando o Seu povo se arrependeu no passado, Deus os recebeu de volta. O capítulo cinco de Ezequiel não apresenta um Deus arbitrário, mas um Deus justo, que cumpre Suas promessas.

Assim como não podemos ler capítulos como este isolados do passado, não podemos lê-los isolados do futuro também. Na leitura de hoje, vemos que mesmo que tenhamos a tendência de minimizar o pecado, Deus o leva a sério, especialmente o pecado daqueles que tem maior conhecimento. Na leitura de amanhã, veremos que quando Deus traz julgamento, Ele também fornece graça. Amém.

Pr. Eric Bates
EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/5/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Ezequiel 5 

Comentário em áudio 



Jeremias 24 by Jeferson Quimelli
25 de maio de 2014, 0:00
Filed under: restauração, sábado | Tags:

Comentário devocional:

Deus usa duas cestas de frutas para ilustrar Sua mensagem. Uma cesta tem figos perfeitos, maduros e pronto para comer. O outro cesto tem figos ruins que não podiam ser consumidos.

Note que Deus mostra que, assim como os figos, o Seu povo está dividido em dois grupos. 

Apesar da idolatria e da infidelidade da liderança política e religiosa, ainda há um grande grupo de Seu povo, retratado como “figos muito bons!” O outro grupo seguiu o modo mais fácil de vida e através da infidelidade tornou-se totalmente e completamente corrompido. Estou animado porque Deus mostra que existem fiéis mesmo em épocas de corrupção social e religiosa. Ele sempre tem um povo que é fiel! 

Mas a mensagem deve ter sido decepcionante para as pessoas boas. Enquanto aqueles retratados pelos figos ruins ficariam na terra, as pessoas retratadas pelos bons figos teriam que ir para o cativeiro babilônico! E Deus disse que isso era para o próprio bem deles!

Eu só posso imaginar o quão difícil deve ter sido aceitar esta mensagem! Como poderia a destruição de sua terra natal e sua cidade e ser levado para o cativeiro por pagãos cruéis ser para o seu próprio bem? Isso nos lembra que os caminhos de Deus não são os nossos caminhos. Devo lembrar disso na próxima vez que acontecer algo que pareça difícil de entender.

Tudo se resume em como vemos as coisas. Nossa perspectiva cobre apenas os poucos dias que temos nesta terra. A perspectiva de Deus é muito mais ampla. Ele havia dito aos primeiros israelitas, por meio de Moisés, qual seria o resultado se a nação fosse infiel e seguisse a outros deuses e práticas pagãs. As previsões em Deuteronômio são simples. O tempo finalmente tinha chegado.

Essa perspectiva é encontrada em dois lugares. Primeiro, nos versos 8 a 10. Deus limpará a terra. O rei e o restante que ficar na terra e aqueles que fugiram em busca da segurança no Egito experimentarão espada, fome e peste. Em segundo lugar, em 2 Crônicas 36, a Escritura registra que os líderes e o povo transgrediram mais e mais. Deus insistiu com eles através de seus profetas até que não houvesse mais nenhum remédio. Então, o juízo veio em ondas. Aqueles que sobreviveram à destruição (os figos bons) foram levados para a Babilônia como servos.

Observe um ponto muito importante aqui. O povo de Deus deveria permanecer na terra do seu cativeiro até que a terra agrícola gozasse seus sábados, para cumprir os 70 anos em que a terra pôde descansar. Deus havia orientado Seu povo a deixar a terra descansar a cada sete anos, mas o povo decidiu que não era economicamente viável fazer isso! Agora, Ele vai deixar a terra descansar para compensar todos esses anos em que sua Palavra tinha sido ignorada.

Mas este capítulo também tem uma boa notícia! Todos nós precisamos de uma boa notícia para o dia de hoje! Nos versículos 5-7, Deus expressa Seu grande plano para os “bons figos”, que seriam retirados da terra para evitar os julgamentos. Ele promete trazê-los de volta, restaurá-los e lhes dar um novo coração para que possam conhecê-Lo melhor. Ele promete que será o seu Deus e que, com o novo coração, eles se voltariam para Ele como nunca antes!

 Isso é o que nós precisamos: compromisso total, olhos apenas para Ele. Precisamos de um coração que está verdadeiramente convertido do poder destrutivo do pecado. Não como uma Laodicéia morna, mas completamente entregues ao nosso Salvador.

“Oh, Senhor , que eu esteja no cesto de figos bons! Por favor, dê-me um novo coração, completamente dedicado a Ti. Amém”.

Dan Houghton
Centro de Pesquisa Hart
Califórnia, EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/22/

Traduzido por JAQ/GASQ/JDS

Texto bíblico: Jeremias 22 




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