Reavivados por Sua Palavra


Ezequiel 32 by Jeferson Quimelli
29 de julho de 2014, 0:00
Filed under: consequências, Egito, humildade | Tags: , , ,

Comentário devocional:

O povo da Austrália costumava caçar baleias em busca de carne e óleo. Mas isto já não se faz mais. Hoje os turistas lotam barcos que percorrem o litoral a fim de observarem as baleias em sua migração.

Ocasionalmente, uma ou outra baleia inesperadamente encalha em uma das praias da costa. Multidões de cidadãos voluntariamente então se reúnem para mantê-la molhada e conduzi-la de volta ao mar. Se o esforço falhar, o fedor que se segue pode ser insuportável.

A imagem que domina a representação do Egito por Ezequiel (v. 2-16) é a do mau cheiro do cadáver de um grande animal, como uma baleia, exalando em terra firme.

O Egito já havia sido comparado por Ezequiel com uma grande árvore. Agora é comparado com um grande animal que morre e sua carne se espalha pelas montanhas e vales e seu sangue encharca a praia. Esse dia será tão triste que, figurativamente, a luz deixará de brilhar e os céus se escurecerão.

Como uma árvore, a função de uma nação é fornecer lugar para os ninhos das aves e abrigo para os animais. Agora que o Egito é como uma baleia morta, ela alimenta as aves de rapina e os animais, servindo aqueles que sempre deveria ter servido, mas de uma forma muito diferente.

Para todos os governantes de outros reinos a mensagem (v. 18-32) é de terror. A espada do Senhor irá conduzir o Egito e seus exércitos para a morada dos mortos. Exércitos de diversas nações também estão lá, trazendo ao Egito a consolação de que ela não está sozinha.

Esta descrição não está, de modo nenhum, ensinando que os mortos tem consciência. A linguagem aqui é a de uma alegoria, do mesmo modo que Abimeleque descreve em Juízes 9:7-21 árvores que falam. No entanto, a mensagem é clara. A morte é o grande nivelador. Ela não faz nenhuma distinção. Aqueles que exploram o próximo terão um triste fim. 

Evitemos o pecado da auto-exaltação. Vivamos sabiamente cada dia, sabendo que nossos dias nesta terra são limitados. Permanece só o que é feito para Deus, pelo Seu poder.

Ross Cole
Avondale College, Austrália

 

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/32/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Ezequiel 32

Comentário em áudio



Ezequiel 23 – comentários selecionados by Jeferson Quimelli
20 de julho de 2014, 0:12
Filed under: Bíblia, Estudo devocional da Bíblia | Tags: , ,

Comentários selecionados:

O cap. 23 apresenta uma extensa alegoria cujo propósito é mostrar a pecaminosidade de Judá. A alegoria é semelhante à do cap. 16, embora haja algumas diferenças. O tema principal desta principal alegoria são as alianças políticas com nações estrangeiras. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 723.

Este capítulo é uma das mais violentas acusações que já foi lançada contra uma nação. Qualquer busca de alianças internacionais com a Assíria, ou Egito, ou Babilônia (vv 3, 5 e 15), nas quais os israelitas receberiam vantagens carnais em troca da aceitação da idolatria dessas nações, era adultério contra a fidelidade de Deus. … A linguagem aqui é a mais brutal na Bíblia inteira: é necessário compreender que uma vida humana sem fé em Deus, sem fidelidade à Sua Palavra, é mais horrenda perante Deus do que as mais terríveis brutalidades perante a sociedade humana. Bíblia Shedd.

2. Uma só mãe. As duas cidades, Samaria e Jerusalém, tinham a mesma mãe, o povo hebreu. Possuíam ancestrais comuns. CBASD, vol. 4, p. 723.

4 Oolá. Heb haolah, significa “tenda dela”. A tenda é o tabernáculo erguido nos altos para adorar os ídolos e praticar adultério, que fazia parte deste culto; que é “dela” própria, significando que, desde a separação das dez tribos, Israel deliberadamente escolhera sua própria religião (1Rs 12.25-33) que, aliás, logo se entregou ao paganismo de Tiro. Bíblia Shedd.

Oolibá. Heb aholibah, significa “minha tenda está nela”. É Jerusalém, a cidade onde o tabernáculo de Deus, seguindo as instruções dadas para a tenda no deserto, foi erguido em forma de um templo permanente, o lugar aonde os israelitas fluíram para dirigir suas súplicas à presença divina (1Rs 8.22-53). Há uma grande diferença entre a religião inventada pelo homem e a revelada pela presença do Senhor. Mas ai de quem, tendo aprendido a verdadeira religião, torna-se infiel (Hb 10.28-29); ficará como Oolibá, tida como pior que Oolá (16.52). Bíblia Shedd.

foram minhas. Ambas professavam lealdade ao verdadeiro Deus. CBASD, vol. 4, p. 723.

5 prostituição. Aqui representa as alianças políticas com potências pagãs. … A linguagem explícita no capítulo ressalta a repulsa que Deus e Ezequiel sentiam por Israel por causa de ele fazer o jogo mundano da política internacional em vez de confiar no Senhor para obter segurança. V 2Rs 15.19. Bíblia de Estudo NVI Vida.

9 por isso, a entreguei. Ver 2Rs 17:5, 6. A historia de Samaria é brevemente recapitulada, porque a nação não mais existia, e é usada como base de comparação para a descrição mais detalhada da loucura de Judá. CBASD, vol. 4, p. 723.

10 eles lhe arrancaram a roupa, deixando-a nua. Referência à queda de Samaria diante dos assírios em 722-721 a.C. Bíblia de Estudo NVI Vida.

17 enojada, os deixou. Judá se enfadou da aliança com Babilônia e foi buscar a ajuda do Egito. Os v. 17 a 19 descrevem essa política vacilante. CBASD, vol. 4, p. 723.

18 a Minha alma se alienou. O Senhor Se cansou de Judá e Se afastou dela com repugnância. CBASD, vol. 4, p. 723.

25 o nariz e as orelhas. Os egípcios e os assírios puniam as mulheres adúlteras desta maneira bárbara. Bíblia Shedd.

28 deixaste. A referência imediata é a rebelião do rei Zedequias contra os caldeus que, segundo v 29 e 2Cr 36.10-21, não hesitaram em lhe aplicar uma punição à altura da traição. Bíblia Shedd.

32 o copo da tua irmã. Beber o copo é uma expressão bíblica que quer dizer “participar plenamente da sorte”. Aqui significa sofrer o mesmo fim trágico que coube a Samaria (2Rs 17.3-6). Bíblia Shedd.

34. e lhe roerás os cacos. Uma figura enfática que expressa o desespero dos judeus no dia do sofrimento. CBASD, vol. 4, p. 724.

36. Disse-me ainda. Ver Ez 20:4; 22:2. Aqui se inicia uma nova seção. O profeta resume os pecados de Oolá e Oolibá, mas de um ponto de vista diferente dos v. 1 a 22. Ele menciona três elementos característicos: o culto a Moloque (v. 37), a profanação do templo (v. 38) e a transgressão do sábado (v. 38) CBASD, vol. 4, p. 724.

39. no mesmo dia. Os judeus eram tão audaciosos na idolatria que, no mesmo dia em que queimavam os filhos a Moloque, no vale de Hinom, hipocritamente se apresentavam como adoradores do templo de Yahweh (ver Jr 79, 10). CBASD, vol. 4, p. 724.

41 num suntuoso leito. Ou, “num suntuoso divã”, usado para o indivíduo se reclinar numa festa. CBASD, vol. 4, p. 724.

42 bêbados. O profeta parece enfatizar a degradação progressiva da cidade prostituída: homens de classe baixa e bêbados do deserto são abraçados por ela. CBASD, vol. 4, p. 724.

45. culpa de sangue. Pecado passível de morte (Lv 20.10-17).

48. Todas as mulheres. As nações ao derredor, que haveriam de aprender uma lição de retidão, ao contemplar a punição sofrida pelos judeus. Já que os descendentes de Abraão se recusavam a ser uma bênção para as nações (Gn 112.2-3) por meio da pregação da Palavra de Deus e da sua vida exemplar, então sua punição era exemplo que redundava em bênçãos. Bíblia Shedd.



Ezequiel 22 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

A lista de pecados entre o povo de Deus é chocante: idolatria, assassinato, sacrifício de crianças, adultério, incesto, extorsão e suborno nos tribunais, roubo, opressão dos pobres pelos ricos e a negação do direito aos estrangeiros. A lista é extensa (v. 7-12) E o pior: a podridão começa de cima para baixo. Príncipes, sacerdotes e profetas são igualmente violentamente corruptos (v. 6).

Sem dúvida alguma Deus intervirá e aqueles que agora parecem tão valentes entrarão em colapso. Como o metalúrgico lança o metal impuro na fornalha de purificação, assim Deus reunirá o povo em Jerusalém e soprará fogo sobre ele e eles irão derreter (v. 18-22). Deste modo eles verão o tamanho do Seu desagrado. Não existe como eles possam ser poupados do julgamento divino,

No entanto, Jerusalém não é a própria cidade do Senhor? Não foi o próprio Deus quem estabeleceu os seus muros para manter o inimigo fora? Sim, mas não se deixe enganar. Aqueles muros, aparentemente firmes e fortes, na verdade já estavam comprometidos.

É necessário encontrar rapidamente alguém para reconstruir os muros enquanto ainda há tempo. E se os muros não estiverem ainda completos no momento em que eles forem necessários, então temos que encontrar alguém que se interponha na brecha, evitando, assim, que o desprazer de Deus seja derramado (v. 30).

Aparentemente, não há ninguém capaz de defender o caso de Israel. Não há ninguém qualificado. O que então pode acontecer, senão a desgraça?

No entanto, existe Alguém qualificado que aceitou ficar na brecha. Alguém cujo perfil foi vislumbrado pelos profetas. Ele é ao mesmo tempo Filho de Deus e Filho do Homem, o Único qualificado. Ele se posiciona na brecha, pondo fim ao desagrado de Deus e salvando a Israel.

Jesus ocupou o lugar em que o muro estava quebrado, recebendo sobre Si a ira de Deus sobre o pecado do mundo, dando uma oportunidade não só a Jerusalém, mas a todos que nEle crerem, de sobreviver à justiça que Deus aplicará a toda a terra (Gn. 18:25). 

Mas eu também sou chamado para estar com Ele na brecha, orando por minha comunidade, por meu pais e pelo mundo. Não é esta uma honra e uma oportunidade maravilhosa?

Ross Cole
Avondale College, Australia

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/22/

Traduzido por JDS/JAQ

Texto bíblico: Ezequiel 22 

Comentário em áudio 



Ezequiel 19 by Jeferson Quimelli
16 de julho de 2014, 0:00
Filed under: consequências, escolhas, Israel, pecado, profecias | Tags: , ,

Comentário devocional:

Ezequiel 19 é um lamento sobre a queda dos monarcas em Judá e a desolação e cativeiro de Judá. Foi escrito em forma poética e compreende duas partes. 

A primeira parte (v. 1-9) fala do fim trágico de dois dos últimos reis de Judá. Este reino é retratado como uma leoa criando seus filhotes (v. 2). O primeiro filhote, Jeoacaz, assumiu o trono após a morte de seu pai, Josias. Ele reinou apenas durante três meses, quando Faraó Neco II veio em 609 aC e carregou-o em cadeias para o Egito, onde morreu mais tarde em cativeiro (2Rs 23:31-34, Jer 22:11-12). O segundo filhote era ou Joaquim, que depois de um breve reinado de três meses, foi levado para a Babilônia em 597 aC (2Rs 24:8-15) ou Zedequias, que após ter seus olhos removidos foi levado para a Babilônia, preso com algemas de bronze, em 586 aC (2Rs 24:18-25:7).

A segunda parte deste capítulo (v. 10-14) lamenta o destino de Judá como nação. O reino agora é comparado a uma videira exuberante e seus reis como ramos frutíferos. A vinha foi “arrancada com furor e lançada por terra” (v. 12 NVI) retratando a devastação da terra e a deportação de seus habitantes para a Babilônia. Esta deportação ocorreu durante os reinados de últimos três reis de Judá: Joaquim, Jeoaquim e Zedequias. Ao tempo da última invasão, a terra tornou-se desolada, a cidade de Jerusalém, com seu templo, foi incendiada e a muralha da cidade, destruída. Com a deportação de Zedequias a linha davídica de reis chegou ao fim.

No momento em que Ezequiel escrevia esta profecia, a desolação completa da terra de Judá e a deportação de Zedequias ainda estavam por acontecer. Tivesse Zedequias aprendido com os erros de seus antecessores e atendido à Palavra de Deus, a cidade de Jerusalém e o Templo não teriam sido destruídos (Jr 38:17). Mas sua resistência obstinada resultou na queda de Judá e no fim da monarquia.

Não vale a pena persistir no pecado, porque o resultado final é sempre a destruição.

Chawngdinpuii Chawngthu
Universidade Adventista Spicer, Índia

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/19/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 19 

Comentário em áudio 



Ezequiel 17 by Jeferson Quimelli
14 de julho de 2014, 0:00
Filed under: confiança em Deus, escolhas, fidelidade, profecias | Tags: ,

Comentário devocional:

Este é o terceiro capítulo seguido que nos apresenta uma parábola. Na maioria das vezes as parábolas bíblicas são muito óbvias em seu significado. Muito poucas têm significados ocultos. Quando Jesus falava em parábolas, a maioria delas tinham significado claro. Mas em algumas outras os discípulos aproximaram-se dele e perguntaram: “Senhor, diga-nos, o que é que essa parábola quer dizer?”

A mesma coisa é verdade a respeito das parábolas do Antigo Testamento. Na maioria das vezes no AT uma parábola é muito óbvia em seu significado. 

As parábolas de Ezequiel 15 e 16 são fáceis de entender. Porém a do capítulo 17 não. É por isso que o versículo 2 diz: “Filho do homem, propõe um enigma e usa de uma parábola para com a casa de Israel” (ARA). É uma parábola, no sentido que ela tem significados espirituais, mas é um enigma no sentido de que precisa ser explicada.

Na ilustração de Ezequiel uma águia gigante quebrou o topo de um jovem cedro e o levou para uma terra diferente. De fato, em 597 aC Babilônia capturou Joaquim, rei de Judá, juntamente com o melhor do povo de Jerusalém, e levou-os para a Babilônia.

Retornando à terra do cedro, a águia plantou uma semente nativa que cresceu e se transformou em uma videira. Ela não cresceu muito, mas se manteve obediente à águia. Ou seja, retornando a Jerusalém, Babilônia nomeou outro membro da família real de Judá, Zedequias, como rei em lugar de Joaquim. Zedequias recebeu uma limitada independência após ter jurado submissão a Babilônia.

Em seguida, outra águia gigante, tão impressionante quanto a primeira, aparece em cena, e a videira de baixa estatura transfere sua lealdade (suas raízes) a esta nova águia. De fato, Zedequias se rebelou contra a Babilônia através da celebração de um tratado militar anti-Babilônia com o Egito. A primeira águia (Babilônia), portanto, arrancou a videira com suas raízes e cortou seus frutos e galhos, deixando-a murchar e morrer. Babilônia destruiria Jerusalém e levaria Zedequias ao exílio humilhante onde ele morreria.

A interpretação de Ezequiel da ilustração dá ênfase especial à traição de Zedequias ao quebrar o tratado com a Babilônia (v. 18, 19). Zedequias tinha feito um juramento de fidelidade a Nabucodonosor, em nome do Senhor Jeová, mas quebrou esse juramento ao buscar ajuda do Egito. Como castigo ele foi levado cativo para a Babilônia. 

Por último, Ezequiel, mostra que Deus, não uma águia, vai retirar o topo de um cedro (v. 22). Ele vai plantá-lo no topo de uma montanha, onde se transformará em uma árvore enorme e magnífica, trazendo benefícios para aves e animais de todos os tipos.

A partir da linha davídica de reis, Deus tomará um rei, o Messias, e por meio dele estabelecerá um reino que trará bênçãos a todo o mundo. Árvores altas e verdes secarão, mas a árvore de Deus florescerá. Nações como a Babilônia e o Egito perecerão, mas o reino de Deus será exaltado. 

Ao empreendermos as nossas atividades hoje lembremos de colocar o Messias em primeiro lugar em nossas vidas. Aqueles que estão unidos a Ele hoje participarão de Seu reino para sempre.

Pr Mohanraj Israel
Universidade Spicer, Índia

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/17/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 17 

Comentário em áudio 



Ezequiel 16 by Jeferson Quimelli
13 de julho de 2014, 0:00
Filed under: Aliança, arrependimento, correção, idolatria, Israel | Tags: , ,

Comentário devocional:

Neste capítulo temos a mais longa alegoria de toda a Bíblia. A prostituição é a metáfora mais frequente nesta alegoria e, através dela, a infidelidade de Jerusalém ao Senhor é comparada à imoralidade de uma prostituta. A figura da prostituta, espiritualmente falando, é recorrentemente usada no Antigo Testamento para se referir à prática de Israel de seguir a outros deuses. Palavras como prostituição, promiscuidade, lascívia, depravação, imoralidade, são usadas muitas vezes neste capítulo para descrever a falta de fidelidade de Judá a Deus. 

A história de Jerusalém, narrada como um conto figurativo de uma menina que nasce e cresce até a maturidade, é apresentada para expor os pecados de Israel. Esta menina não havia nascido em uma família carinhosa normal*; não havia recebido os cuidados que um recém nascido obtinha no antigo Oriente Médio (v. 3-5). Cortar o cordão umbilical, a lavagem com água, esfregar com sal, envolvimento com panos – eram práticas de parteiras palestinas que têm sido observadas entre os camponeses árabes modernos. 

Depois de estabelecer a Sua aliança, o Senhor transformou Jerusalém de uma existência marginalizada a uma propriedade real (banhada, vestida, adornada, v. 9-11), apta a ser uma rainha (v. 13). A fama de Jerusalém se espalhou entre as nações, o que aponta para o esplêndido reinado de Israel na época de Salomão. Entretanto, confiou em sua formosura e se entregou à imoralidade espiritual (v. 15-59), a ponto de se tornar mais depravada que Sodoma e Samaria (v. 46-48).

Por incrível que pareça, apesar da longa história de maldade de Jerusalém, a alegoria deixa claro que Deus não a rejeitará para sempre (v. 60-63). Seu cativeiro vai acabar e Deus vai honrar sua antiga promessa de restabelecer a Sua aliança com ela, torná-la pura novamente, protegê-la e elevá-la. Israel será perdoado e declarado justo novamente.

A alegoria aponta também para o fato de que, além da restauração de Jerusalém, Deus um dia perdoará muitas outras pessoas de seus pecados, e que Ele acabará por estabelecer uma existência onde a justiça prevaleça e a rebelião contra Ele não mais existam.

É encorajador perceber que, se estamos em Cristo, já vivemos nessa “aliança eterna”. Nosso futuro lar é a Nova Jerusalém, que vamos alegremente habitar em cumprimento desta promessa de fidelidade da parte de Deus. Lá não haverá nenhuma das abominações – arrogância, materialismo, idolatria – que causaram morte e desolação (espiritual e literal) nos dias de Ezequiel. Mas será novamente a morada de Deus com o Seu povo, um verdadeiro lar eterno para os santos. 

Este final feliz para a alegoria, entretanto, não é a única parte que tem significado para nós. A história do pecado de Jerusalém é também um espelho do nosso próprio estado passado. Quando pecamos, estávamos nos voltando contra Deus, que ama e cuida de nós; nos fizemos indignos de Seu socorro. 

Quando O ignoramos e até mesmo nos rebelamos abertamente contra Ele, imitando aqueles que admirávamos no mundo, não agimos melhor do que a prostituta Jerusalém. Fizemos assim porque não admiramos e imitamos o Filho de Deus. 

No entanto, sempre houve uma esperança para nós, porque Deus ainda nos ama. Não importa quanto tenhamos nos degenerado, nunca estamos tão longe que não possamos ser resgatados, bastando responder pela fé ao chamado de Deus.

Pr Mohanraj Israel
Universidade Spicer, Índia

 

* “Os primitivos reis que governaram Jerusalém antes da ocupação israelita tinham nomes amorreus e heteus [v. 3]. Foram esses os antecedentes étnicos de Jerusalém. A linguagem de Ezequiel é uma afronta ao povo de Jerusalém que se gabava de ser descendente de Abraão, mas que agia como se descendesse dos antigos pagãos da terra que, mais tarde, veio a constituir Israel. A semelhança do caráter era mais importante do que a mera descendência étnica (ver Jo 8:44). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 687.

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/16/

Traduzido por JAD/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 16 

Comentário em áudio 



Ezequiel 11 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Existe uma tendência humana para nos compararmos – e as circunstâncias que nos cercam – com os outros. E quando fazemos isto, temos a tendência de nos vermos como melhores do que os outros. Somos tentados a pensar em termos de “nós” em oposição a “eles”. E tendemos a nos colocar no topo, especialmente quando achamos que somos abençoados e outros não.

Os vinte e cinco líderes de Judá que Ezequiel viu avaliaram a sua situação em Jerusalém como muito melhor que a de seus compatriotas que estavam no exílio. Afinal, eles estavam na Cidade Santa, a cidade de Davi , e os exilados estavam longe, vivendo em cativeiro. Parecia, pelas aparências, que aqueles que tinham a liberdade de andar pelas ruas de Jerusalém tinham o favor de Deus (“nós somos a carne”, a parte boa do sacrifício, v. 3)  e os que estavam na Babilônia, não. Foram julgados por Deus e receberão a Sua ira.

Quando você está convencido de que está certo e Deus clareia o seu entendimento, mostrando que você está errado, isto pode ser um grande choque. Esta inversão da maneira de pensar aparentemente foi um choque para Ezequiel. Ele pede enfaticamente: “Ah! Soberano Senhor! Destruirás totalmente o remanescente de Israel?” (v. 13). Em outras palavras: “Se essas pessoas que estão em Jerusalém estão enfrentando julgamento, que se dirá de nós? Teremos alguma chance?”

A mensagem de Deus através de Ezequiel é preocupante. Aqueles que estavam em rebelião contra Ele ou que cultivavam uma religião apenas passiva receberiam o julgamento de Deus. A glória de Deus havia abandonado aqueles que professavam ser algo que não eram e sua situação parecia muito sombria.

Mas – e isso é muito importante – a glória de Deus não os havia deixado completamente. A sentença contra essas pessoas não significava o fim do povo de Deus. Um remanescente sempre existiu. Havia um remanescente dos fiéis de Deus (alguns em Babilônia e outros em Judá) e, em pouco tempo, eles iriam experimentar a restauração.

Note que quando a Shekinah, a glória da presença de Deus, fez o Seu caminho para fora do Templo e de Jerusalém, fez uma última parada (v. 22, 23) acima da montanha que fica a leste da cidade. Essa elevação, mais tarde conhecido como o Monte das Oliveiras, não é apenas o lugar onde Jesus se reuniria com seus discípulos para orar, mas é o lugar onde Jesus subiria ao Céu, depois de Sua ressurreição. É o lugar onde, quando Ele voltar com o seu povo depois do milênio, Seus pés irão tocar novamente a terra e o monte se dividirá em dois, abrindo um lugar para a Nova Jerusalém descer (Zc 14:4 e O Desejado de Todas as Nações, p. 829).

Assim como no tempo de Ezequiel, hoje também existem aqueles que presumem ter a salvação por uma religião formal ou professam uma coisa enquanto vivem outra. Mas existe ainda um remanescente. Para estes, a salvação só é recebida por ter a glória de Deus, a Sua presença, no templo de seu coração. 

Jesus está ansioso para residir em seu coração e libertar você do pecado. Você vai convidá-lo a entrar? Se você o fez, isto é uma ótima notícia! Louvado seja o Senhor!

Pr. Eric Bates
EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/11/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Ezequiel 11 

Comentário em áudio 



Jeremias 21 by Jeferson Quimelli
22 de maio de 2014, 0:00
Filed under: caráter de Deus, consequências, correção, escolhas, Justiça | Tags: , ,

Contexto histórico:

“Nos capítulos 21 e 22, Jeová dirigiu uma mensagem à pessoa do rei de Judá. Anunciou ao rei que ele pusera à sua frente o caminho da vida e o caminho da morte (21.8). O caminho da vida era a obediência (22.3) e traria bênçãos. Zedequias reinou em 597-587 a.C., preferiu o caminho da morte, que lhe causou a rejeição de sua família como dinastia de descendentes e herdeiros do trono de Davi (22.24-30). Pasur, filho de Malquias, deve ser distinguido do Pasur anterior, filho de Imer (20.1). Cerca de vinte anos se haviam passado entre estes capítulos e o anterior [cap. 20] … Zedequias é como a maioria dos homens: usa a religião apenas quando está em situação cujos recursos humanos não são suficientes para obter-se uma solução favorável ao problema que enfrenta; quando não, permite que até os fiéis sejam perseguidos. … Ezequiel, nessa época, estava pregando a mesma coisa na Babilônia (Ez 7.22)”. Comentários da Bíblia Shedd, sobre Isaías 21. 

 

Comentário devocional:

Tempos de desespero pedem medidas desesperadas. A advertência de Jeremias de que Deus iria destruir o país através dos babilônios já se evidenciava pela presença dos exércitos de Nabucodonosor a circundar a cidade. Então o rei Zedequias enviou uma delegação a Jeremias, em busca da Palavra do Senhor, que ele recentemente havia desprezado e rejeitado. Ele fez isso não por conta de um arrependimento verdadeiro ou uma mudança de coração, mas numa tentativa desesperada de evitar o desastre e sobreviver.

Em resposta, Jeremias envia uma mensagem de volta ao rei. A nação havia ido longe demais e a mensagem de condenação e julgamento não só é ratificada, mas ampliada. Não há esperança para a cidade, o rei ou os príncipes, mas ele indica um caminho para que as pessoas comuns sofram menos. Ele diz que Zedequias deveria deixar de lado o instinto de lutar ou fugir e se entregar aos babilônios, porque, então, ele viveria! “Fique aqui e lute, e você vai morrer!” é a mensagem de Jeremias. Deus sempre dá a oportunidade de escolher a vida.

Jeremias lembra à Casa de Davi, o rei e os seus príncipes, que a razão para isso estar acontecendo é a total corrupção dentro da estrutura dirigente da nação. Deus faz aqui uma apaixonada defesa em prol da justiça, honestidade e compaixão como sendo uma obrigação da liderança para com as pessoas. Os líderes que não atenderem a este apelo de Deus sofrerão as conseqüências de sua maldade. 

Isso me faz lembrar de um princípio que procurei incutir em meus filhos enquanto eles cresciam: tomem boas decisões e coisas boas acontecerão; tomem decisões ruins e coisas ruins acontecerão! Quanto mais boas decisões você tomar, mais coisas boas acontecerão. E o oposto também é verdadeiro: quanto mais cedo você parar de tomar más decisões e começar a tomar boas decisões, coisas boas vão acontecer mais rapidamente!

A boa notícia neste capítulo é que o amor e a justiça de Deus não permitirão que a corrupção do pecado dure para sempre. Se você sofre com injustiça e opressão, saiba que um dia Ele fará o acerto de contas e estabelecerá uma nova ordem de coisas em que habita a justiça. Louvado seja Deus!

Dan Houghton
Centro de Pesquisa Hart
Califórnia, EUA

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jer/21/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Jeremias 21



Provérbios 14 by Jeferson Quimelli
18 de janeiro de 2014, 0:00
Filed under: sabedoria | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Ao você meditar sobre Provérbios 14, hoje, qual verso te pareceu mais familiar? Deixe-me adivinhar. Foi o versículo 12? “Há caminho que parece certo ao homem, mas no final conduz à morte” (NVI).

Ou, talvez, para você que é fazendeiro, seja a passagem bem-humorada que sugere que se você tem um boi terá que jogar fora muito estrume com uma pá (“Onde não há bois o celeiro fica vazio, mas da força do boi vem a grande colheita”, verso 4 NVI). Com a força de um boi, um agricultor pode fazer muito, mas certamente, há “consequências” que precisam ser retiradas para fora. Isso me faz lembrar o ditado de que minhas decisões nem sempre são limpas e corretas, mas meu trabalho é manter minha vida limpa.

Eu estou lutando para aprender a agradecer sempre a Deus pelas escolhas na minha vida, principalmente as que precisam de posterior correção. Em quase todos os casos onde coisas erradas aconteceram foi porque eu tinha opções e haviam decisões que precisavam ser tomadas. Faço isso, aquilo, ou, até mesmo outra coisa? 

Cada escolha tem suas consequências, algumas das quais não são muito boas. Tendo um boi eu posso ter mais terra arada, mas haverá sempre pilhas de estrume para limpar (e certamente o boi precisa comer mais feno…). Ter a liberdade de escolha é uma bênção incrível, uma razão para agradecer a Deus. Pense no que seríamos se não tivéssemos esta capacidade.

A vida trancafiado na solitária de uma pequena cela, sem poder escolher nada, é livre de decisões. Uma vida lutando pela próxima respiração em uma cama de hospital, totalmente dependente das habilidades e recursos da equipe médica, tem muito menos opções ainda. Então, agradeço a Deus pelas escolhas que posso fazer, mesmo que nem sempre opte pelas mais acertadas. No entanto, pela graça de Deus, ainda sou livre para fazer escolhas.

Para cada decisão que eu faço na vida, creio que Provérbios 14:12 seja um dos mais importantes guias de vida ou morte. Salomão, o homem mais sábio que já viveu, está dizendo que aquilo que me parece certo pode me levar à morte eterna. Provérbios 3:6 afirma o mesmo de uma forma positiva: “Reconhece-O [o Senhor] em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas” (ARA).

Senhor, que todas as escolhas que eu fizer hoje sejam guiadas pelo Espírito Santo. Amém.

David A. Steen
Professor Emérito
Universidade Andrews

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/pro/14/

Traduzido por JAQ/GASQ

Texto bíblico: Provérbios 14 



Provérbios 10 by Jeferson Quimelli
14 de janeiro de 2014, 0:00
Filed under: sabedoria | Tags: ,

Comentário devocional:

Enquanto estudava aviação no estado de Washington, nos Estados Unidos, passei por um período difícil na minha vida. Um dia, estudando na faculdade, decidi roubar o pequeno avião no qual tinha feito meu treinamento para um vôo solo e depois derrubá-lo. 

Quando já estava no ar, entretanto, imaginar minha mãe recebendo as notícias sobre a minha morte me afligiu muito. Então eu decidi pilotar o avião por um tempo e, depois, fugir. Apontei o avião para o norte e, várias horas depois, me encontrei parado e sem combustível em um aeroporto desabitado no Canadá.

Eu nunca vou esquecer o rosto de minha mãe  quando ela me retirou de uma delegacia de polícia canadense, dois dias depois. Quando ela me tirou da cela, seus olhos estavam vermelhos de lágrimas e de preocupação e com profundas linhas de dor em seu rosto depois de duas noites sem dormir.

Quando meu avião não retornou para o aeroporto, a minha mãe passou horas temendo que eu houvesse caído com ele enquanto  um grupo de resgate procurava por mim. Então, após me acharem, ela entendeu que tinha que ir para o Canadá me buscar .

De fato, como disse Salomão: O filho sábio dá alegria ao pai; o filho tolo dá tristeza à mãe” (v. 1 NVI).

Eu me lembro daquele momento em minha vida sempre que eu tenho que tomar decisões importantes. Nunca mais quero entristecer meus pais novamente e eu me pergunto se meus atos lhes trarão alegria ou tristeza. A resposta sobre se eu estou honrando meus pais ou não tende a revelar se os meus planos também estão em harmonia com a vontade do Senhor. Eu nunca mais quero entristecer meu Pai celestial – e é isso o que mais importa.

Andrew McChesney
Jornalista na Russia



Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/pro/10/

Traduzido por JAQ/GASQ

Texto bíblico: Provérbios 10 




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