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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/RA/et/10
Embora este livro tenha o nome de Ester, a jovem e corajosa rainha, Mordecai é seu ator coadjuvante. Sem a orientação e inspiração da fé, integridade e coragem de Mordecai, Ester provavelmente não teria desenvolvido a força do caráter e da fé em Deus que lhe permitiram falar e salvar seu povo.
Mordecai é um herói humilde, trabalhando silenciosamente nos bastidores, servindo um rei persa, longe de sua amada terra natal. Até o poderoso, egoísta e extravagante rei Xerxes reconhece o valor de Mordecai, seu humilde, sábio e obediente servo.
Quando Mordecai se torna o segundo homem mais poderoso do país, ele ainda se lembra de seus companheiros judeus e trabalha duro para garantir seu bem-estar e proteção. Ele aprendeu o que significa amar a Deus e amar os outros, sejam primos órfãos, seus compatriotas e crentes, ou o rei pagão de um vasto império.
Como sua fé em Deus o inspira a buscar a bênção, o bem-estar e a proteção de outras pessoas, em sua casa, entre os necessitados em sua família mais ampla, em seu local de trabalho, em sua comunidade e em sua igreja? E até o bem-estar de pessoas como o rei Xerxes, que ainda não acreditam em Deus?
Karen Holford
Diretora do Ministério de Família
Divisão Trans-Européia da Igreja Adventista do Sétimo Dia
Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=682
Equipe de tradução: Pr. Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
Texto devocional da rodada anterior de leitura bíblica:
O curto último capítulo do livro de Ester começa com um claro sinal de que, apesar da crise e da guerra posterior, algumas coisas na Pérsia continuavam as mesmas. O rei Assuero impôs aumentos de impostos sobre a terra e sobre as ilhas. Teria sido este um esforço para compensar os fundos que Hamã havia proposto ao planejar o decreto de morte dos judeus e expoliação de seus bens? Talvez, mas o mais provável é que isto mostrasse o rei simplesmente olhando para o seu personagem favorito: ele mesmo.
Mordecai é confirmado como primeiro ministro [ou grão vizir] e somos lembrados de que tudo foi registrado nas crônicas oficiais dos medos e persas. Mordecai não buscou poder e não permitiu que o poder ou posição envenenassem sua mente com orgulho, como aconteceu com Hamã, seu antecessor. Deus colocou um homem bom em uma posição de influência e abençoou não só o povo judeu através deste ato, mas também todo o Império Persa.
O capítulo final não menciona o nome de Ester. Só nos resta supor que o resto de seu tempo como rainha foi muito parecido com os primeiros cinco anos. Após evitar uma crise terrível, ela continuava casada com o mesmo homem. Mordecai ainda cuidava dela, protegendo-a. Só que agora, ele poderia fazer isso de dentro da corte, em vez de a partir do pátio do palácio. Não sabemos se Ester teve filhos, envelheceu ou morreu feliz. Só conhecemos um momento de sua vida, talvez o de maior bravura e mais difícil e, quem sabe, o seu momento mais brilhante.
Que a nossa vida, também, possa ser reconhecida pela nossa fé. Que a nossa superação dos momentos de dificuldade possam revelar a atuação soberana de Deus em nossa vida, mesmo que o nome dele não seja mencionado, como no livro de Ester.
Jean Boonstra
Voz da Profecia
Fonte: https://reavivadosporsuapalavra.org/2016/09/19/
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ESTER 10 – Fim do túnel, beco sem saída, desgraça iminente, suspense, e, por fim emoção, satisfação e alegria. A história bíblica do livro de Ester é fantástica, extraordinária.
“Enquanto a trama dá reviravoltas, o autor desenvolve uma história subjacente sobre o caráter de Deus. A narrativa demonstra a providência e a soberania divinas em uma situação que parecia sem saída. Os israelitas estavam vivendo entre estrangeiros que não se importavam com eles […]. Mas numa época em que Deus parecia estar distante, Ele na verdade se preparava para libertar Seu o povo […]. Na capital persa, Deus demonstrou Sua lealdade ao pacto com os israelitas. Muito tempo antes, Ele prometera a Abraão que amaldiçoaria qualquer pessoa que amaldiçoasse os israelitas (Gn 12.2,3). A queda de Hamã ilustrou de forma dramática a fidelidade de Deus a essa promessa. Até com relação aos israelitas que permaneceram em terras estranhas Ele manteve Sua palavra, pois, apesar disso, considerou-os Seu povo. Assim, o autor de Ester ilustra claramente o que os israelitas estavam festejando no Purim: a fiel proteção que Deus provê a Seu povo” (Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H. Wayne House).
O último capítulo de Ester é bem curtinho, contém somente três versículos. Ester não é mencionada na conclusão de seu livro como não foi mencionada no primeiro capítulo. Mordecai tornou-se o segundo maior do reino persa, teve o prestígio do povo; isso tudo, porém, foi pela reviravolta que Deus fez na Pérsia em seus dias.
O Comentário Bíblico Adventista destaca o caráter religioso e o ensino moral do livro de Ester:
• Embora o nome de Deus não seja mencionado, Sua providência é manifestada no livro todo.
• O livro de Ester fornece um relato da origem de um importante festival nacional judaico, a Festa de Purim, que ainda é observada com alegria a cada ano.
• Uma lição moral vital permeia a narrativa. Com o decorrer do breve dia de popularidade de Hamã, a natureza transitória da prosperidade e do poder terrestre se torna dolorosamente evidente. Deus humilha os soberbos e exalta aqueles que confiam nEle.
• A providência de Deus é impressionantemente apresentada. O poder divino está unido ao esforço humano. Os meios utilizados são humanos, mas a libertação, em si, é divina.
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Atenção! Escreva tua reação ao livro de Ester:
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“Pois o judeu Mordecai foi o segundo depois do rei Assuero, e grande para com os judeus, e estimado pela multidão de seus irmãos, tendo procurado o bem-estar do seu povo e trabalhado pela prosperidade de todo o povo da sua raça” (v.3).
A despeito de ser um dos menores capítulos da Bíblia, Ester dez tem uma das mais belas lições de superação, fidelidade, fé e altruísmo. A “grandeza de Mordecai, a quem o rei exaltou” (v.2), alcançou o patamar de Daniel e de José. Como esses homens de Deus, Mordecai também chegou à posição mais nobre do reino após o rei. Em nenhum momento percebemos no texto sagrado que Mordecai alcançou favor pela cobiça, nem tampouco por falsas gentilezas ou por motivos egoístas. Muito pelo contrário, ele era estimado entre seus irmãos e procurava o bem-estar e a prosperidade de seu povo (v.3). Ou seja, a vida de Mordecai e os propósitos que Deus colocou em seu coração foram tão nobres que as últimas palavras do livro de Ester não foram dedicadas à rainha, mas a ele.
Assim como Daniel e como José, Mordecai confiou no Senhor e Lhe foi fiel. Ele pisou nas pegadas que Deus havia traçado para ele e cuidou de conduzir Ester pelo mesmo caminho. Se ambos não tivessem sonhado os sonhos de Deus, quão diferente teria sido a história não somente deles, mas de todo o povo judeu. Quando o Egito tinha o poder nas mãos de matar ou deixar viver, Deus suscitou José. Quando o mesmo se deu com Babilônia, Deus levantou Daniel. Não seria diferente no reino persa, então, Deus suscitou Mordecai, mostrando que, em nenhum momento, Ele permite que Seus filhos fiquem a mercê da impiedade. Mesmo em meio à perversidade, o Senhor não permitiu que o Seu povo perecesse.
A sobrevivência de um povo que estava condenado à morte, já foi uma prova inequívoca de que Deus tem o controle de tudo e que Ele conhece bem o coração humano. Ainda havia uma “multidão” (v.3) de judeus que não regressara a Jerusalém, mas, no meio da multidão, Deus enxergou dois corações; dois corações dispostos a fazer a Sua vontade. Ester e Mordecai arriscaram suas vidas em favor da vontade de Deus. Quanto vale a sua vida? Você daria a sua vida por alguém? Aquele que não poupou a Sua vida, nos deixou o que deve ser a nossa resposta a esses questionamentos: “Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de Mim e do evangelho salvá-la-á” (Mc.8:35).
Jesus não estava falando de uma escolha qualquer, mas de algo que envolve vida ou morte, eternidade ou perdição. Buscar o bem-estar do próximo em detrimento do nosso é andar sobre as pegadas que Jesus nos deixou. Imagine se Ester desse de ombros ao decreto de morte de seu povo; ou se Mordecai simplesmente tivesse se prostrado diante de Hamã. A coragem da rainha e a fidelidade de Mordecai, antes que alcançassem êxito aos olhos humanos, tiveram que alcançar êxito aos olhos de Deus. Percebam que a Bíblia não diz que Mordecai se exaltou, mas que o rei o exaltou (v.2). Ester não se valeu de nada para alcançar o favor do rei, mas o rei a amou (Et.2:15 e 17).
Os verdadeiros filhos de Deus não conquistam destaque neste mundo por méritos próprios, mas pela vivência da verdadeira grandeza. A grandeza de Mordecai, assim como a de José e a de Daniel, não foi para favorecimento próprio, mas de seus irmãos na fé. Mordecai não considerou preciosa a própria vida, se não fosse para viver para a glória do Senhor. De que valeria dizer que era um judeu, que adorava o Deus dos céus e da terra, se curvando diante da perversidade? Mordecai sabia a Quem servia. E nós, a quem servimos? Cristo disse que quem desse a vida por Ele a encontraria. Ele é o Dono da vida. E não somente essa vida que agora existe e daqui a pouco pode acabar, mas a vida eterna.
O desejo do Senhor é de engrandecer o Seu povo. A genuína grandeza, porém, não está em conquistas pessoais, mas em conquistas dadas por Deus. O livro de Ester nos trouxe muitas lições, mas creio que a maior delas tenha sido a fidelidade. Pois assim como dela dependeu a coroa de Ester e a posição privilegiada de Mordecai; da fidelidade, depende a nossa futura coroação: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap.2:10). Não ame a sua vida e nem os seus traços de personalidade, mas ame o que a vida de Cristo pode ser em você. Só experimentaremos a verdadeira grandeza quando todos os que nos cercam possam ver Jesus em nós. Busquemos ao Senhor em fidelidade, amados, e Ele nos exaltará. Vigiemos e oremos!
Feliz semana, fiéis ao Senhor!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Ester10 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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735 palavras
1 tributo sobre a terra. Dario Histaspes foi o primeiro monarca a cobrar impostos universais, mas Xerxes (Assuero) se distinguiu como um grande arrecadador de tributos (ver Dan 11:2). O tributo teria que ser ajustado ao longo do tempo, e Xerxes estaria em extrema necessidade de aumentar os impostos depois de retornar da desastrosa campanha contra a Grécia (CBASD, vol. 3, p. 544).
A guerra contra os gregos prolongou-se na Ásia Menor durante muitos anos depois da batalha de Salamina. Havia necessidade desses tributos, para que o império arcasse com as enormes despesas havidas (Bíblia Shedd).
A referência a esses impostos talvez diga respeito a um material presente na fonte utilizada pelo autor, a qual ele recomenda aos leitores que quiserem mais informações e confirmação (Bíblia de Estudo NVI Vida).
as ilhas (ARC). Ou “terras do mar” (ARA), neste caso, as províncias marítimas na fronteira com o Mediterrâneo e o mar Egeu. Estas foram ocupadas por um tempo considerável por guarnições persas, mesmo após a derrota na Grécia, e estariam incluídas em qualquer tributações feitas por Xerxes (CBASD, vol. 3, p. 544 e 545)
Note que o rei e Mordecai são mencionados duas vezes nos últimos três versos do livro. Este não é um livro sobre um imprevisível rei persa, mas sobre um povo cuja sobrevivência se articulou na coragem no comprometimento de duas pessoas (Andrews Study Bible).
2 estão escritos. Esta frase usa as mesmas forma e linguagem utilizadas pelo(s) editor(es) dos livros de Reis e Crônicas para concluir os registros dos reis de Judá e Israel (1Rs 14:29; ver tb 1Rs 15:23; 16:14; 2Cr 25:26). O propósito é claro: apesar de Israel estar disperso por toda a terra, seus líderes compartilham status similar aos reis dos séculos passados (Andrews Study Bible).
livro da história. As Crônicas do império persa, cf 2.23; 6.1. Essas Crônicas devem ter sido estudadas na composição do Livro de Ester (Bíblia Shedd).
3 segundo depois do rei Assuero. Mordecai tinha galgado à posição oficial de Hamã (3.2 e 8.15). Os registros históricos mostram que no ano 465 a.C., aquela posição pertencia a Artabano, que naquele ano assassinou o rei Assuero (Xerxes I). Se os acontecimentos narrados nestes capítulos pertencem ao ano 474 a.C., então é provável que entre 474 e 465 a.c., tanto Ester como Mordecai teriam morrido ou caído do poder; naquele intervalo Vasti recuperou sua posição, apesar dos esforços dos nobres para isso evitar. No caso de Ester ter caído do poder, podemos frisar a expressão de 4.14 “Quem sabe se para tal conjuntura como essa é que foste elevada a rainha?”. A mensagem da sua vida é “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito”, (Rm 8.28) (Bíblia Shedd).
Não foram descobertos registros arqueológicos de Mordecai sendo o segundo em comando, mas durante este tempo existe uma estranha falha nos registros persas. […] Foi descoberto um tablete com o nome Mardukaya como sendo um oficial nos primeiros anos do reinado de Assuero; alguns acreditam que este seja Mordecai (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
Mordecai é avaliado como um estadista judeu ideal. A importância dele como modelo para os judeus e no estabelecimento da Festa de Purim foi reconhecida no livro apócrifo dos Macabeus, em que a Festa de Purim é chamada de “o dia de Mordecai” (2Macabeus 15.35) (Bíblia de Genebra).
Percebe-se claramente a providência divina em todos os incidentes aqui registrados. Em todos os governos humanos e todos os acontecimentos há sempre um propósito divino; e, assim como Deus exaltou Mordecai com honra e glória, de igual modo poderá agir em favor dos que O amam, e, desse modo, por fim, porá todos os inimigos sob os pés (Comentário Bíblico Devocional-VT, FBMeyer).
No livro de Ester podemos ver claramente Deus trabalhando na vida de indivíduos e nos assuntos de uma nação. Mesmo quando parece que todo o mundo está nas mãos de pessoas perversas, Deus ainda está no controle protegendo aqueles que são Seus. Apesar de não entendermos tudo o que acontece ao nosso redor, devemos confiar na proteção de Deus e manter nossa integridade, fazendo o que sabemos que é correto. Ester, que arriscou sua vida ao comparecer diante do rei, tornou-se heroína. Mordecai, que estava efetivamente condenado à morte, não só sobreviveu, como chegou a se tornar a segunda mais alta autoridade na nação. Não importa quão sem esperança é a nossa condição ou o quanto queiramos desistir, não precisamos nos desesperar. Deus está no controle de nosso mundo (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/RA/et/9
Quando chegou o dia para o decreto de Hamã ser executado e todos os judeus serem aniquilados, o edito de Ester e Mordecai entrou em vigor para protegê-los. Com os nobres e líderes locais ao seu lado, os judeus estavam em uma posição forte para se defender. Em dois dias eles massacraram milhares de seus inimigos, incluindo os dez filhos de Hamã.
Olhando para trás, a partir do ponto de vista do século XXI, essas cenas violentas tornam a leitura desconfortável. Mas acima e além do derramamento de sangue, a grande história de Ester é que Deus proporcionou uma importante vitória ao seu povo e os resgatou de seus inimigos. Esta é uma história que vale a pena lembrar, celebrar e passar às gerações futuras.
O Purim ainda é comemorado por muitos judeus hoje, com presentes, festas e histórias. É um momento de alegria e riso para crianças, famílias e comunidades inteiras.
Quais são as histórias das vitórias de Deus em sua família? Como Ele te protegeu, guiou e respondeu às suas orações sinceras? O que você pode fazer para lembrar esses tempos com alegria, gratidão e celebração e como passará essas poderosas histórias do amor de Deus através das gerações de sua própria família?
Karen Holford
Diretora do Ministério de Família
Divisão Trans-Européia da Igreja Adventista do Sétimo Dia
Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=681
Equipe de tradução: Pr. Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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ESTER 9 – Se chegarmos ao extremo de nossas forças sem percebermos possibilidades de resistir, portas e janelas da graça abrem-se miraculosamente para observarmos a poderosa providência de Deus agindo sobre a ignorância e arrogância dos incorrigíveis pecadores maus.
Antes, porém, se Deus nos conduz ao limite de nossas capacidades é porque quer despertar a fé dormente em nosso coração, moldar nossa espiritualidade e desenvolver nossa confiança nEle.
É exatamente essa preparação que o autor inspirado nos demonstra nos capítulos 1-8. Deus preparou Ester, a qual tornou-se corajosa, destemida e ousada; foi sábia, estrategista e muito capaz. Porém, o herói da história é Deus, mesmo que Seu nome não apareça explicitamente no texto. Como reverter uma lei irrevogável como a lei dos Persas?
Por causa disso, e de outras reviravoltas sobrenaturais, foi óbvia a atuação de Deus em prol de Seu povo, “a menina de Seus olhos”. Neste capítulo, Seu povo reage após a graça de Deus operar e criar oportunidades de livrar-se dos seus inimigos cruéis e destrutivos.
• Ester: Uma menina órfã, cujo povo estava na terra do exílio quando deveria ter voltado à Terra da promessa, foi alvo da graça de Deus para livrar Seu povo negligente da desgraça eminente (vs. 1-2);
• Mordecai: Um homem comum, permitiu-se, assim como Ester, ser alvo da graça do Deus que transformou o que ele fez em bênçãos revertendo a desgraça dos judeus em graça (vs. 3-15);
• Os judeus na Pérsia: Um povo acomodado, negligente, materialista, porém deu ouvidos às instruções de Ester, jejuaram e agiram com ousadia e fé diante de uma ameaça irreversível. Por fim, criaram e celebraram a festa do Purim por causa da graça divina (vs. 16-32).
“Embora existam males na igreja, e tenham de existir até ao fim do mundo, a igreja destes últimos dias há de ser a luz do mundo poluído e desmoralizado pelo pecado. A igreja, débil e defeituosa, precisando ser repreendida, advertida e aconselhada, é o único objeto na Terra ao qual Cristo confere Sua suprema consideração. O mundo é uma oficina em que pela cooperação de agentes divinos, Jesus está, por Sua graça e divina misericórdia, fazendo experiências em corações humanos” (Ellen G. White).
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Expediram cartas a todos os judeus, às cento e vinte e sete províncias do reino de Assuero, com palavras amigáveis e sinceras” (v.30).
No dia treze do mês de adar, o reino de Assuero foi despertado por uma sangrenta guerra civil. O edito que concedia aos judeus a liberdade de se defender os encheu de coragem e de valentia. Sob a constante tensão de inimigos ocultos e declarados, eles ergueram suas espadas em defesa de suas vidas e de suas famílias. Em todas as províncias houve oposição, mas também a defesa daqueles que lutavam pela subsistência de seu povo.
Amparados pela invisível mão do Senhor, “se dispuseram para defender a vida, e tiveram sossego dos seus inimigos” (v.16). Dentre os mortos, restaram apenas os despojos, bens e animais que não foram tocados, pois simbolizavam a impiedade e a idolatria de seus algozes. E o pedido inusitado de Ester, na verdade era uma prática do antigo Oriente, que provavelmente servia como uma clara advertência quanto ao resultado da traição e a evidência da legitimidade dos decretos promulgados com o selo real.
Após um dia de acirrada luta, raiou um novo dia; “dia de alegria e de banquetes e dia de festa e de mandarem porções dos banquetes uns aos outros” (v.19). Os judeus iniciaram um costume “que não se deixaria de comemorar” (v.27); “estes dias seriam lembrados e comemorados geração após geração, por todas as famílias… estes dias de Purim jamais caducariam entre os judeus” (v.28). Depois do labor, veio o descanso. Depois da tristeza, a alegria. Depois do luto, a festa.
Ester e Mordecai, que tornou-se “grande na casa do rei” e afamado “por todas as províncias” (v.4), “escreveram com toda a autoridade” (v.29), cartas aos judeus confirmando os dias de Purim, “com palavras amigáveis e sinceras” (v.30), palavras que encerravam um capítulo de dor e iniciavam um capítulo de vitória. Estamos vivendo, por assim dizer, o dia treze do mês de adar. Há um adversário ao nosso redor, “cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12). E o Senhor está prestes a encerrar o último capítulo da história do pecado e inaugurar o primeiro capítulo de nossa história eterna.
Deus escreveu “com toda a autoridade” (v.29), o dia e a hora de nossa redenção; o “Purim” que tanto almejamos. Mas enquanto aguardamos, precisamos estar revestidos com a armadura de Deus, porque a nossa luta não é contra pessoas, mas “contra as forças espirituais do mal” (Ef.6:12). Não é uma guerra civil, de uns contra os outros, e sim uma guerra espiritual que requer a confiança no Único que tem poder para vencê-la: Jesus Cristo. Com palavras amigáveis, e com letras que não se podem revogar, o nosso Salvador nos prometeu: “E eis que venho sem demora, e Comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap.22:12). É só um pouco mais, e viveremos com Cristo o eterno “Purim”. Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, igreja militante!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Ester9 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100