Reavivados por Sua Palavra


JÓ 4 by Jeferson Quimelli
26 de dezembro de 2019, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job/4

Elifaz é o primeiro amigo de Jó a responder ao seu lamento. Esses amigos de Jó não tinham conhecimento da história da rebelião no Céu e da prolongada discussão entre Satanás e Deus, a respeito da fidelidade de Jó. A questão era muito maior do que eles poderiam imaginar.

Durante uma noite, quando Elifaz tentava dormir, um espírito passou diante de seu rosto (v. 15). Ele ficou com muito medo e tremendo (v. 14). Seu cabelo se arrepiou e ele pulou para fora da cama (v. 16). A voz culpou os atos de Deus de uma maneira que somos lembrados dos papéis desempenhados por Lúcifer na rebelião no céu. Sua intenção é lançar dúvidas sobre a justiça de Deus.

As perguntas feitas com objetivo de gerar dúvidas são reforçadas por uma acusação contra Deus: “Deus não confia nos seus servos” (v. 18 NVI).

O espírito de atribuição de culpa continua e é dirigida contra Deus, pois Ele “se vê erro em Seus anjos … os acusa” (v. 18 NVI), tendo, por isso, os expulsado do Céu.

Querido Deus,
nós também nos deparamos com tragédias. Satanás usa outras pessoas e a nossa própria consciência para nos acusar de maldade que merece punição imediata de Deus. Mas nós sabemos que irás recompensar a todos no futuro não pela nossa (inexistente) justiça, mas pela justiça de Jesus Cristo. Mantenha-nos na palma da sua mão. Amém.

Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul

Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=686
Equipe de tradução: Pr. Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli



JÓ 4 – COMENTÁRIO PR. ADOLFO SUÁREZ by Maria Eduarda
26 de dezembro de 2019, 0:55
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JÓ 4 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
26 de dezembro de 2019, 0:45
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JÓ 4 – Jó era sábio; seus amigos também. Além disso, todos eram religiosos, crentes em Deus, como muitos de nós também somos – crente até o diabo é! (Tiago 2:19).

Pelo teor dos diálogos dos amigos de Jó, poderíamos afirmar que eles eram filósofos experientes. Assim como eles, muitos filósofos da história mergulharam fundo no tema do sofrimento humano; alguns descobriram coisas profundas e tem até quem provou cientificamente suas teorias. Elifaz não perde dos grandes filósofos da história:
• No verso 8 Elifaz fala do que viu, experimentou, provou cientificamente, fatos.
• Elifaz fala com convicção, sua fala revela introspecção, reflexão profunda, avaliação apurada; com isso, ele confronta as palavras de Jó – no capítulo anterior –, e condena Jó (vs. 1-8).
• Elifaz apresenta sua filosofia profunda sobre sofrimento. “Os v. 7 a 11 declaram a filosofia de que o sofrimento é uma punição direta por um pecado específico” (Francis D. Nichol). Muitos são adeptos dessa teoria!
• Elifaz acrescenta aspectos religiosos a sua filosofia; parece declarar uma visão secreta para fortalecer/solidificar seus argumentos filosóficos anteriores (vs. 12-21).

Elifaz, nos primeiros versículos de sua fala “resume, com grande clareza, a atitude geral que prevalecia em seus dias acerca da relação entre sofrimento e pecado”. Na outra metade, a revelação que ele “descreve pode ser resumida como um vislumbre da grandeza e da bondade de Deus, em contraste com a pecaminosidade e fragilidade humana. No entanto, essas declarações não estão misturadas com simpatia, bondade e compreensão. O que Jó precisava ouvir é como ele pode manter sua confiança em Deus em meio ao terrível sofrimento. [Nesta parte] Elifaz meramente lhe disse o que ele já sabia – que devia confiar em Deus” (Nichol).

Platão, um grande filósofo da antiguidade declarou: “Quem pois, são os verdadeiros filósofos?” Ele mesmo responde: “Aqueles que amam contemplar a verdade”.
• Mas, a verdade está bem acima do que pode ser captado pelos sentidos humanos. Verdadeiro filósofo, então, será aquele que aprofundar-se na revelação dada por Deus.
• Aos crentes submissos, o Senhor deu o Espírito Santo, que é o Espírito da verdade (João 14:17), e Ele nos guiará a toda a verdade (João 16:13).

O que faltou a Elifaz faltou a muitos filósofos, e ainda falta a muita gente! Portanto, vamos proclamar a verdade bíblica? – Heber Toth Armí.



JÓ 4 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
26 de dezembro de 2019, 0:30
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“Eis que tens ensinado a muitos e tens fortalecido mãos fracas” (v.3).

Apesar de reconhecer a vida íntegra de Jó e sua disposição em ajudar ao próximo, Elifaz ficou indignado com o discurso de seu amigo sofredor. A lamentação de Jó e sua desesperadora necessidade de descanso e alívio soaram aos ouvidos de Elifaz e seus companheiros como palavras ofensivas e egoístas. Certamente, Elifaz foi o primeiro a se manifestar por ser o mais velho, e sua experiência o fez julgar a situação de Jó como consequência de algum pecado.

O próprio Elifaz confirmou a conhecida benignidade de Jó. Sua vida regida por fé, esperança e amor sempre se estendia como uma poderosa influência na vida de outros, especialmente, na vida daqueles que mais necessitavam. Jó era um homem que fazia a diferença por onde passava e que não fazia acepção de pessoas. Com os olhos do coração, se compadecia do sofrimento alheio e buscava em Deus a melhor forma de ser útil na obra de assistência aos seus semelhantes.

Sua terrível condição era inexplicável. Como um homem tão íntegro em seus propósitos poderia estar passando por tudo aquilo? O ser humano é sedento por respostas, e, diante de um quadro tão assustador, Elifaz concluiu que a vida de Jó não era tão íntegra quanto aparentava ser. E descrevendo sua visão noturna como uma experiência espiritual e sobrenatural, confirmou o seu pensamento como sendo uma mensagem de Deus para Jó. Mas é certo de que aquela visão não foi obra do Senhor, mas daquele que é “o acusador de nossos irmãos” (Ap.12:10).

Assim como o caso de Jó era uma incógnita diante de todos que, com horror, contemplavam o seu sofrimento, Satanás tem agido com cólera ainda pior em nossos dias. O acusador e inimigo dos homens tem afligido o povo de Deus de forma desleal e cruel, mas seus planos são frustrados à cada tentativa, visto que é carrasco do corpo mas não tem poder para “matar a alma” (Mt.10:28). Mesmo que muitas das palavras de Elifaz façam sentido e tenham embasamento bíblico, seu julgamento as tornou instrumentos de condenação. Precisamos ter muito cuidado com o uso das palavras, “porque”, como disse Jesus, “pelas suas palavras, serás justificado e, pelas suas palavras, serás condenado” (Mt.12:37).

Meus irmãos, precisamos entregar ao Senhor os propósitos de nosso coração. É obra de toda uma vida depender de Deus e buscar em Sua Palavra a sabedoria para vivermos uma vida íntegra e fiel ainda que, aos olhos humanos, a nossa condição seja vexatória. Jó estava exposto a opiniões cruéis e sob o olhar crítico daqueles que havia ajudado. Jesus foi rejeitado pelos Seus e condenado por aqueles que haviam testemunhado o Seu amor e serviço altruísta. Não podemos esperar uma vida menos atribulada visto estarmos tão perto do “dia de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1).

Diante de um mundo em contagem regressiva, que nossa vida adore ao Senhor ainda que as provações nos assaltem. Que o nosso indicador esteja voltado em nossa própria direção, clamando a Deus que nos transforme de dentro para fora. Que a maior experiência sobrenatural de nossa vida seja a boa e diária obra do Espírito Santo a nos reavivar e santificar. Vigiemos e oremos!

Bom dia, transformados pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Jó4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JÓ 4 – COMENTÁRIO PR. RONALDO DE OLIVEIRA by Maria Eduarda
26 de dezembro de 2019, 0:10
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JÓ 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
26 de dezembro de 2019, 0:05
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725 palavras

1. Elifaz. Suas declarações são mais profundas que as de seus companheiros. […] Ele resume, com grande clareza, a atitude geral que prevalecia em seus dias acerca da relação entre sofrimento e pecado. Há certa dose de verdade no discurso de Elifaz. Ele revela um discernimento perspicaz, mas lhe falta calor humano e simpatia, e erra completamente ao avaliar a situação de Jó. Elifaz é um exemplo de como pessoas sinceras, que deixam de compreender a Deus e Sua atitude para com o ser humano, podem lidar de maneira ineficiente com verdades profundas (CBASD, vol. 3, p. 567).

Elifaz afirmava que recebera conhecimento secreto através de uma revelação especial de Deus (v.12-16) e que ele tinha aprendido muito de sua experiência pessoal (v.8). Ele argumentou que o sofrimento é resultado direto do pecado e que, portanto, se Jó confessasse seu pecado seu sofrimento teria fim. Elifaz via o sofrimento como punição de Deus, que devia ser bem recebido a fim de trazer de volta a pessoa a Deus. Em alguns casos, certamente, isto é verdade (Gál. 6:7,8), mas este não era o caso de Jó. Embora Elifaz fizesse comentários bons e verdadeiros, ele fez três suposições equivocadas: (1) uma pessoa boa e inocente nunca sofre; (2) aqueles que sofrrem estão sendo punido por seus pecados; e (3) Jó, por estar sofrendo, havia feito algo de errado aos olhos de Deus (Life Application Study Bible).

Elifaz […] e os outros dois acreditavam que aquele excessivo sofrimento era uma consequência do seu [de Jó] pecado e evidência dele. […] De acordo com essa filosofia, bastava que ele confessasse o seu pecado, e tudo voltaria ao normal e o sol tornaria a brilhar no seu caminho (Comentário Devocional VT – FBMeyer).

O problema dos amigos não se achava tanto no que sabiam, mas, sim, no que não sabiam (Bíblia de Estudo NVI Vida).

Temã era uma cidade comercial, conhecida como um lugar de sabedoria (ver Jer 49:7) (Life Application Study Bible).

2 Elifaz supõe que sua palestra vá ofender a Jó, e, portanto, pede desculpas de antemão (Bíblia Shedd).

5 Elifaz acha que Jó não tinha gabarito de viver à altura das lições que havia dado a outras pessoas que tinham caído na desgraça (Bíblia Shedd).

7,8 O que Elifaz disse era em parte verdadeiro e em parte falso. É verdadeiro que aqueles que promovem pecado e confusão eventualmente serão punidos; é falso que qualquer um que for bom e inocente nunca irá sofrer. Todo o material registrado e citado na Bíblia está alí por escolha de Deus. Parte dele é registro do que as pessoas disseram e fizeram mas não é um exemplo a se seguir. Os pecados, os defeitos, os maus pensamentos e concepções errôneas acerca de Deus são parte da Palavra inspirada de Deus, mas não devemos seguir estes exemplos errôneos somente porque estão na Bíblia. A Bíblia nos traz ensinamentos e exemplos que deveremos fazer assim como aquilo que não deveremos fazer. Os comentários de Elifaz são um exemplo do que devemos evitar – fazer suposições falsas sobre outros baseado em nossa própria experiência (Life Application Study Bible).

12,13 Apesar de Elifaz declarar que sua visão tinha inspiração divina, é questionável se ela realmente viera de Deus porque mais tarde Deus mesmo criticou Elifaz por representá-Lo erradamente (42.7). Seja qual for a origem da visão, ela é resumida em 4:17. Aparentemente, a declaração é completamente verdadeira – um mero mortal não pode tentar questionar os motivos e atos de Deus. Elifaz, contudo, tomou este pensamento e o expandiu, expressando suas próprias opiniões. Sua conclusão (5:8) revela seu entendimento superficial de Jó e de seu soffrimento. É facil que professores, conselheiros e amigos bem intencionados comecem com uma porção da verdade de Deus e, então, errem o alvo [NT: no original, go off on a tangent). Não limite Deus à sua perspectiva e entendimento finito da vida (Life Application Study Bible).

12-21 Aqui, notamos que Elifaz é um místico. No seu debate, depende muito da sua experiência pessoal; fala do que aprendeu em visões e sonhos (Bíblia Shedd).

18, 19 Os anjos realmente cometem erros? Lembre-se de que foi Elifaz quem disse isso e não Deus. Portanto deveríamos ser cuidadosos em construir conhecimento a respeito do mundo espiritual a partir das opiniões de Elifaz (Life Application Study Bible Kingsway).[NT: Note que o comentarista não está afirmando nem que a frase é correta nem que não é. Apenas que a palavra de Elifaz não é suficiente para construirmos teologias sobre ela ].




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