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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job/3
A partir deste capítulo, Jó começa a refletir sobre sua condição. Satanás utilizou os amigos de Jó para continuar seu ataque. Embora não culpe a Deus, Jó se pergunta por que Ele não impediu o mal.
Na Grécia antiga, os palcos para peças eram construídos com três pisos de madeira em três níveis simbólicos: o superior para o céu, embaixo para o submundo e no meio para a vida cotidiana. O espectador tinha uma perspectiva completa do contexto, uma vez que podia ver as influências espirituais superiores e inferiores sobre o que se encenava e os resultados sobre a vida cotidiana.
O livro de Jó foi escrito para que tivéssemos uma visão dos níveis superior e inferior sobre a vida cotidiana. A agonia de Jó era a sua falta de conhecimento sobre o plano do líder da rebelião no Céu. Mas nós, os leitores, estamos bem informados e podemos ver tudo.
Querido Deus,
Vivemos com tragédias diárias e turbulências nos rodeando e nos afetando. Te agradecemos pelo relato histórico que Moisés fez sobre a vida de Jó, nos informando como lidar com sofrimento e dor em nossas vidas. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=684
Equipe de tradução: Pr. Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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JÓ 3 – Muitos desconsideram a maior parte do livro de Jó. Ele não é literatura simples. De tão complexo, muitos conhecem apenas os relatos dos capítulos 1, 2 e 42 deste livro!
“Por lidar com o tema do sofrimento humano, o livro de Jó é um dos mais difíceis de ser interpretado. Ao mesmo tempo, este livro de sabedoria tem sido considerado uma das maiores obras-primas literárias do mundo. Usa linguagem altamente poética, com uma série de palavras que só ocorrem uma vez em toda a Bíblia. O livro de Jó tem personagens e discursos, mas não se restringe ao drama. Envolve também argumentos. Desse modo, seria mais bem definido como um tratado filosófico” (Bíblia Andrews).
Por cerca de 40 anos, Moisés recebeu a mais elevada instrução educacional no mais desenvolvido império de seu tempo. Como escritor culto e ainda inspirado por Deus, ele escreveu seu primeiro livro com maestria.
Antes de avançar, é preciso considerar que os primeiros capítulos devem ser lembrados. Ali está a base para nossa interpretação. Nos dois primeiros capítulos temos o credo de Satanás, o qual em outras palavras reza:
“Será que Jó serve a Deus em troca de nada? Auto sacrifício, sofrimento pela justiça, compromisso com a verdade até à morte… isso não passa de romantismo e sentimentalismo juvenil; ou, na melhor das hipóteses, hipocrisia. Esse negócio de entrega de vida inferior, mundana, por uma vida superior, segundo o padrão dos princípios divinos, não existe, é ilusão. A religião é uma fachada, todos os seres humanos são egoístas de coração e têm seu preço. Alguns podem resistir mais tempo do que outros, mas no fim todo ser humano preferirá suas próprias coisas em vez das coisas de Deus”.
Embora muitos cristãos sejam provas deste credo diabólico, Jó provou que Deus tem a última palavra. Do capítulo em questão, destacam-se estas lições: Aqueles que…
• …mantiveram comunhão genuína e intensa com Deus não trocam o certo pelo duvidoso.
• …realmente confiam em Deus podem até amaldiçoar o dia de seu nascimento diante de indescritível sofrimento, entretanto não desprezarão o dia de sua conversão a Deus.
• …tiveram verdadeira experiência com Deus renunciam até a si mesmos/vida, mas não a fé.
Os justos e fieis ainda hoje provam que Deus está correto! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Porque já agora repousaria tranquilo; dormiria, e, então, haveria para mim descanso” (v.13).
Findo os sete dias, Jó resolveu quebrar o silêncio e se manifestar. Suas palavras, porém, não pareciam ser dirigidas a seus amigos, mas a Deus. Expressando toda a sua angústia e agonia, Jó “amaldiçoou o seu dia natalício” (v.1). Em nenhum momento ele amaldiçoou a Deus ou a Ele atribuiu a culpa por seu sofrimento. Mas em uma atitude de desespero, questionou a sua existência, e, ao mesmo tempo, revelou o seu conhecimento sobre o estado do homem na morte.
Mesmo sem entender o porquê de tanto sofrimento, Jó mantinha firme a sua fé. Isso não o impedia de colocar diante de Deus os seus questionamentos e de abrir-Lhe o coração. Muitos há que pensam ser ofensivo a Deus questioná-Lo ou levar a Ele as nossas aflições. Pelo contrário, os ouvidos do Senhor não estão fechados para ouvir as lamentações dos Seus filhos. Tão somente não podemos permitir que o lamento nos torne pessoas amargas e descrentes.
Enquanto estivermos neste mundo hostil, a tristeza terá o seu lugar e muitas situações ficarão sem resposta, mas se o nosso amor por Deus for devidamente alimentado através de uma vida diária de comunhão com Ele, como Paulo, diremos: “como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, porém não mortos; entristecidos, mas sempre alegres” (2Co.6:9 e 10). Jó podia não compreender o motivo de seu infortúnio, mas tinha certeza de que nem a morte poderia separá-lo do amor de Deus, mas era somente um descanso até que seu Redentor viesse para despertá-lo (Jó 19:25).
As Escrituras revelam de forma muito clara a verdade sobre a morte. Em toda a Bíblia, a morte é comparada ao sono. As palavras de Jó: “repousaria tranquilo”, “dormiria”, “haveria para mim descanso”, “ali, repousam os cansados”, “os presos juntamente repousam”, confirmam essa verdade. Salomão escreveu: “mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento” (Ec.9:5). Com relação à morte de Lázaro, Jesus declarou: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo.11:11).
A esperança de Jó era que descesse ao pó na certeza do futuro reencontro com Deus. Isso prova que as verdades da Palavra de Deus sempre existiram no coração dos fiéis adoradores. Que os princípios da Bíblia sempre existiram e são imutáveis. Pois “seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a Palavra de nosso Deus permanece eternamente” (Is.40:8). Foi confiante nisso que Jó não temeu a morte, e Paulo assegurou a nossa grande esperança: “nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1Co.15:51 e 52).
A sua vida está atribulada? Não se preocupe! Jesus está preparando na Casa do Pai uma morada especial para você. O Senhor que não mente, voltará, e te levará para morar com Ele, porque Ele venceu a morte e, dentro em breve, “a vossa tristeza se converterá em alegria” (Jo.16:20). Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis adoradores do Deus vivo!
• Deixe nos comentários o seu pedido de oração. #euoroporvocê
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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404 palavras
Jó rompe o silêncio com uma lamentação fortemente emocional. Ele expressa o mesmo tipo de depressão que tomou conta do salmista (Sl 88)e também de Jeremias (Jr 20.14-15), cujos amargos lamentos foram, quanto à linguagem, semelhantes aos de Jó. Bíblia de Genebra.
1-9 O grito que escutamos provém de uma alma torturada. Os sete dias de silêncio acumularam uma angústia que se transborda em uma torrente de rebelião contra o dia de seu nascimento, 3.3. … Jó deseja que o dia do seu nascimento e a noite da sua concepção sejam apagados da história. Bíblia Shedd.
8 monstro marinho (ARA; NVI: Leviatã). Jó, empregando linguagem vívida e figurada, desejou que “os que amaldiçoam os dias” atiçassem Leviatã, o monstro marinho …, a engolir o dia-noite de seu nascimento. Bíblia de Estudo NVI Vida.
10-12 Já que não há possibilidade de remover-se aquele dia do calendário, Jó desejou que Deus não tivesse permitido seu nascimento e sobrevivência. Bíblia Shedd.
11-26 Enquanto os vs. 3-10 tem a forma de maldições, estes dezesseis versículos são perguntas retóricas. Jó dá vazão à sua frustração, perguntando porque não tinha sido um natimorto (vs. 11-26). Visto que isso não aconteceu, ele prossegue perguntando retoricamente por que não teria experimentado morte prematura (vs. 20, 23). Bíblia de Genebra.
13-26 Aqui, Jó contrasta entre as tribulações da vida e o plácido sono da morte. Jó antevê a paz só no túmulo, e esta é a única esperança que lhe resta agora. Em Jó vemos o homem para quem a morte já perdeu o seu terror e ainda se tornou no mais alto e cobiçado tesouro. Jó diz que os seus lamentos são como gritos de quem sofre em alívio, Sl 22.1; 32.4. Bíblia Shedd.
14 Jó acha que a morte o teria colocado em pé de igualdade com os próprios faraós que, apesar de suas pirâmides e os tesouros que cada faraó mandava enterrar consigo (v.15), não passavam agora de simples defuntos. Bíblia Shedd.
16 Como, na realidade, seu nascimento já ocorrera, ainda sobraria (segundo o desejo dele) a possibilidade de ter sido natimorto. … Tal situação seria muito melhor que a condição intolerável de estão, na qual não consegue paz nem descanso. Bíblia de Estudo NVI Vida.
21, 22 Para Jó, a morte tornou-se desejável. Bíblia de Estudo NVI Vida.
23 A vida perdera o valor para Jó, privado de bens, família, saúde e amigos. Só depois de muito debater consigo mesmo é que chegará a vislumbrar a vida eterna, onde desfrutará da comunhão com Deus como seu eterno quinhão. Bíblia Shedd.
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job/2
Desde que Satanás roubou este planeta, a Terra se tornou a única ovelha perdida no universo. Quando Deus, através de Cristo, perguntou a Satanás de onde ele viera, ele disse: “De andar de um lado para o outro e para cima e para baixo, na Terra.” Ele estava muito ocupado projetando o mal e desastres, não apenas para Jó, mas para toda a humanidade.
Deus estava orgulhoso de Jó e perguntou a Satanás se ele havia observado Jó, “homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal” (verso 3). Coloque-se na situação de Jó e aprenda de sua experiência. Deus permite que Satanás atue contra Jó, mas não o abandona. De fato, Deus enviou o seu Filho para vir e morrer por Jó, para que Jó possa viver, o que Ele também fez por todos nós, para que possamos viver. Por causa disso, todos os filhos de Deus e os anjos não caídos verão o amor de Deus e exultarão de alegria.
Querido Deus,
Muitas pessoas inocentes estão sofrendo e somente Tu sabes porquê elas sofrem. Mas Tu também sabes que nada se compara com as bênçãos e dádivas que lhes darás quando da Volta de Jesus e após. Inclua-nos, portanto, em seu reino de Graça. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=684
Equipe de tradução: Pr. Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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JÓ 2 – Tem capítulos da vida que ninguém gostaria de passar. Alguém gosta de injustiças, rejeições e solidão?
Após a primeira rodada de provas, Jó experimenta a segunda, bem mais intensa:
• No Céu, uma reunião se repete da mesma forma que antes dos primeiros ataques satânicos ao servo de Deus (v. 1);
• Deus inicia diálogo com Satanás – como no capítulo anterior (v. 2);
• Deus novamente introduz Jó na conversa, assim provoca a Satanás (v. 3);
• Satanás desafia o diagnóstico de Deus sobre Jó (vs. 4-5);
• Deus libera Satanás a fazer o que propôs para abalar a fé de Jó (v. 6);
• Satanás não perdeu a oportunidade, nem tempo: Ele foi eficiente em fazer o que se propôs, sem brincar no trabalho e sem desperdiçar nenhum dos limites dado por Deus: Jó ficou tomado de tumores malignos – da cabeça aos pés (v. 7);
• Jó, vítima dos diálogos entre Satanás e Deus, sentou-se em cinzas e começou a coçar-se com caco de cerâmica (v. 8);
• Assim como outros personagens que Satanás não eliminou propositalmente (ver 1:14-18), sua esposa foi preservada para pressioná-lo ainda mais a “amaldiçoar a Deus e morrer” (v. 9);
• A resposta de Jó à esposa revela sua firmeza diante da investida acirrada de Satanás (v. 10);
• Três amigos de Jó aproximaram-se, mas durante sete dias não ajudaram em nada, estavam pasmos diante da situação e sofrimento que viram (vs. 11-13).
Quando tudo sai de nosso controle, quando toda tranquilidade e paz tornam-se numa ebulição de problemas, em que/quem apoiaremos? Na família? Os dez filhos de Jó estavam mortos. O cônjuge? Bem… o cônjuge é muito importante nestas horas…
Contudo, “as palavras da esposa de Jó – amaldiçoa teu Deus e morre – foram provavelmente a provação mais amarga para ele. Ironicamente, a pergunta que ela faz – ainda reténs a tua sinceridade? – apresenta quase as mesmas palavras utilizadas antes pelo Senhor (Jó 2:3). A repetição dessa sentença ressalta a perseverança de Jó, que sua esposa interpretou de forma equivocada como loucura ou fanatismo religioso. Ela provavelmente pensou que o marido se recusava cegamente a encarar a realidade de sua situação desesperadora” (Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen e H. Wayne Hause).
Apesar de tudo, é melhor nunca perder a fé? Vale a pena orar/adorar ao Senhor? – Heber Toth Armí.
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“Então, sua mulher lhe disse: Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre” (v.9).
Sem bens e sem filhos, a vida de Jó foi bruscamente afetada e tornou-se alvo da curiosidade do antigo Oriente. Contudo, ele conservou “a sua integridade” (v.3), como observado pelo próprio Deus, fato este que despertou o diabo a prosseguir em seus planos de destruir o servo do Senhor: “Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará pela sua vida” (v.4). Ao perceber o fracasso de sua primeira tentativa, o inimigo das almas não desistiria de provar ao Universo que a integridade de Jó era condicional.
Completamente tomado de enfermidades físicas e emocionais, aquele que antes possuía um lugar de honra diante dos grandes da Terra, acabou “sentado em cinza” com um caco na mão “para com ele raspar-se” (v.8). Em nenhum outro relato bíblico encontramos alguém em semelhante sofrimento. Creio que depois de Jesus, Jó foi o homem que mais sofreu na Terra. Aquela cena era doída demais para a sua mulher, de modo que ela pensou ser a morte a única saída para uma situação tão degradante. É fácil julgar a atitude da mulher de Jó quando o relato não pode exprimir a dor de ver seu ente querido literalmente perecendo aos pedaços.
Dia após dia, Satanás observava a ruína de Jó e em cada gemido do humilde sofredor esperava com ansiedade palavras de maldição. Mas a medida de suas lágrimas e de seu flagelo não podiam superar a intensidade de seus clamores. Como quem aguarda a hora da morte, Jó não pedia pela própria vida e nem ambicionava reaver o que havia perdido, mas mesmo consternado em dor e agonia, seu coração pulsava no intenso desejo de permanecer na presença do Senhor e nEle encontrar alívio.
Como os amigos de Jó, existem muitos dentre o povo de Deus que ainda necessitam de genuína conversão. Não compreendem que qualquer de suas boas ações ou intenções não podem ser motivadas por esforço próprio, mas são dons de Deus. E o precioso silêncio que, conforme o costume, deveria permanecer até que o pranteador se manifestasse, teria sido o consolo suficiente não fosse seguido por palavras impensadas e cheias de falsa piedade.
O problema do sofrimento humano não define em que lado estamos. Para os antigos, e para muitos ainda hoje, o sofrimento está diretamente relacionado à condição do homem com Deus. Fazem da prosperidade um termômetro e esquecem que os grandes homens e mulheres de Deus do passado tiveram de passar por muitas tribulações a despeito da própria vida. Querem desfrutar das bênçãos de Jesus, mas rejeitam ter de compartilhar de Seus sofrimentos. E o único meio de escaparmos desta condição letárgica é, como Jó, conservando a nossa integridade diante de Deus.
Uma vida de comunhão diária, de constante oração e de diligente estudo das Escrituras, não nos livra de passarmos por aflições, mas, certamente, é a receita infalível para não sermos destruídos pelo inimigo. Jó andou “pelo vale da sombra da morte” (Sl.23:4), mas ao seu lado estava Deus. Se os amigos não conseguem lhe dar consolo na aflição, ao seu lado está o Senhor a lhe dizer: “Dizei aos desalentados de coração: Sede fortes, não temais. Eis o vosso Deus. A vingança vem, a retribuição de Deus; Ele vem e vos salvará” (Is.35:4). Vigiemos e oremos!
Bom dia, consolados pelo Espírito Santo!
Desafio da semana: “Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração” (Tg.5:13). A oração intercessora é uma poderosa expressão de amor ao próximo e a sua eficácia a mais pura expressão do amor de Deus. Faça da intercessão um estilo de vida.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100