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JÓ 5 – Sempre que Satanás ataca, seu objetivo é fazer com que suas vítimas vivam independentes de Deus; ou seja, ele provoca problemas financeiros, familiares e de saúde visando que andemos segundo nosso parecer, nossas vontades e nossos sentimentos até que, descartemos Deus, Sua vontade e planos para nossa vida.
Precisamos estudar e conhecer a filosofia de vida baseada na revelação clara da verdade a fim de não cair nos laços da ignorância camuflada de conhecimento. É essencial fazer um ajuste em nossa filosofia de vida, especialmente a religiosa, para que nos habilitemos a dar maiores contribuições aos pecadores que vivem por instinto, às vezes, até, pior que os animais.
John E. Hartley destaca assim os pontos do primeiro discurso filosófico de Elifaz:
1. Uma palavra de consolo (4:1-6);
2. A doutrina da retribuição (4:7-11);
3. Comunicação de uma visão (4:12-21);
4. A humanidade sem um mediador (5:1-7);
5. Apelo a Jó para buscar a Deus (5:8-16)
6. Capacidade de libertação de Deus (5:17-27).
A conclusão de Elifaz era que “Jó deveria aceitar o castigo divino porque Deus cuidaria dele e endireitaria todas as coisas afinal!” (Bíblia Andrews).
Como julgar alguém quando a base de nosso julgamento é imperfeita? Realmente a humanidade não tem nenhum mediador perante Deus? Quem precisava voltar-se para Deus e buscá-lO de verdade, Jó ou Elifaz?
Vamos pensar mais: Nos dias de hoje, não têm…
• …crentes com doutrinas adulteradas convidando gente para converter-se a Deus?
• …instituições religiosas deturpando o sacerdócio intercessório de Jesus acrescentando pessoas mortas nessa intercessão?
• …pregadores que passam a ideia de que quem sofre é porque está longe de Deus?
Precisamos cuidar para que nossa opinião/convicção pessoal sobre Deus não deturpe Seu caráter santo, bondoso e misericordioso. Nossas ações refletem nossas crenças, portanto, precisamos basear-nos solidamente nossos pensamentos e filosofias na Palavra de Deus. Reflita:
• Sem dependência total de Deus para pensar, refletir e elaborar conceitos, falaremos um monte de baboseiras;
• Sem exame sério e profundo das Sagradas Escrituras, faremos teologia e/ou filosofia sem base sólida que resulta em meias verdades (mentiras camufladas de verdade).
• Sem a revelação de Deus os mais exímios pensadores ficam tagarelando sem resultados positivos para os sofredores.
Dependamos de Deus como Jó, independente do que os outros falem! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Quanto a mim, eu buscaria a Deus e a Ele entregaria a minha causa” (v.8).
Após o seu discurso nada animador, Elifaz projetou a condição de Jó a uma busca deficiente de Deus. A necessidade de um mediador é destacada, ao mesmo tempo em que é seguida de indiretas, apontando a Jó como homem louco e tolo. As palavras de Elifaz chegam a ser cruéis, visto expor a miséria e a morte dos filhos de Jó como castigos por sua impiedade. Elifaz ousou falar do que não sabia e sua oratória tornou-se para Jó em ferida pior do que as que lhe afligiam o corpo.
A experiência de Jó e a sua ignorância e de seus amigos quanto ao conflito cósmico que envolveu a sua vida, nos revela que o sofrimento humano nem sempre acontece como uma disciplina de Deus. Desde que o pecado entrou no mundo, há um inimigo que age de forma a levar o homem a pensar que Deus é o responsável por toda a miséria que nos sobrevém. Ao incitar Caim a matar Abel, ao dominar as paixões dos antediluvianos, ao sugerir que o homem é dono da própria razão, Satanás tem levado a humanidade a pensar nas ações de Deus como atos de um governo autoritário e cruel.
Sabemos que os sofrimentos de Jó não foram resultados de uma vida impiedosa e tola. Ele foi vítima da ira daquele que “vem somente para roubar, matar e destruir” (Jo.10:10). Notem que o inimigo seguiu exatamente esta ordem. Ele roubou de Jó seus bens, a vida de seus filhos e a sua saúde. O passo seguinte, não fosse a fidelidade e perseverança de Jó, seria a morte, e, por fim, a destruição que tem a ver com resultados definitivos e eternos. Essa ordem manifesta a soberania de Deus e Seu amor pelo ser humano, que não permite que Satanás atinja o seu propósito final sem antes nos prover acessível e suficiente livramento.
Amados, não é cristão colocar o dedo nas feridas uns dos outros. Fomos chamados para curar e não para diagnosticar. Se mesmo diante de pecados públicos Jesus declarou: “Nem Eu tampouco te condeno; vai e não peques mais” (Jo.8:11), quanto mais devemos nós agir com misericórdia! Não podemos exortar sem que antes recebamos do Espírito Santo a devida capacitação e sabedoria, ou confundiremos exortação com condenação. Que diante do sofrimento alheio, sejamos lenitivo ao nosso próximo e deixemos o julgamento a cargo do justo Juiz. “Ouve-o e medita nisso para teu bem” (v.27). Vigiemos e oremos!
Bom dia, compassivos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó5 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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1205 palavras
1-17 Elifaz continua repreendendo a Jó nos versos 1-7 e depois nos versos 8-27 procura confortá-lo. Fala que Jó deve se submeter a Deus para ser aliviado do seu sofrimento, pois ninguém mais pode ajudá-lo (Bíblia Shedd).
1 Chama […] atenda. Veja se alguém irá te ajudar. (Andrews Study Bible). Em outras palavras, “se você se afastar de Deus e censurá-Lo, que ajuda poderá invocar?” (CBASD, vol. 3, p. 571).
A idéia de um mediador, alguém para arbitrar entre Deus e Jó, é tema importante no livro (ver 9.33; 16.19,20)
Santos anjos. Heb. qedoshim, “santos” (Bíblia Shedd). Seres celestes (NVI). Os santos anjos, os “filhos de Deus” do prólogo (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Seres celestiais; a mesma palavra é traduzida por “santos” quando se refere a humanos que são fiéis a Deus (15:15; Dan 7:18-27;ver Tb Dan 4:17; 8:24) (Andrews Study Bible). Literalmente, “santos”. Provavelmente a referência seja a anjos (ver Dn 8.13; Zc 14:5), mas não se deve presumir que esteja sendo endossada a invocação de anjos. Elifaz não é autoridade em assuntos religiosos (CBASD, vol. 3, p. 571).
2 Sem mencionar diretamente, Elifaz dá a entender que Jó nutre ressentimento contra Deus, e as consequências serão desastrosas (Bíblia de Estudo NVI Vida).
3 já vi um insensato lançar raízes. Ímpio que prospera como uma árvore que se arraiga (ver Sl 1.3) (Bíblia de Estudo NVI Vida). Elifaz admite que os ímpios podem “lançar raízes” e prosperar, mas ele não crê que tal prosperidade seja permanente (CBASD, vol. 3, p. 571).
Declarei maldita. Isto é: “Porque sei que a maldição de Deus repousava sobre ela.” (CBASD, vol. 3, p. 571).
maldita a sua habitação. O lar sem Deus é uma angústia contínua (Bíblia Shedd).
4 espezinhados às portas. A porta das cidades antigas era o local onde se reunia o tribunal de justiça. A expressão pode ser equivalente a “são privados de seus direitos no tribunal” (ver Pv 22:22). […] uma alusão à morte dos filhos de Jó (CBASD, vol. 3, p. 571).
5 até do meio dos espinhos. Nem mesmo a cerca de espinhos construída ao redor do campo pode proteger a colheita do tolo dos bandos de saqueadores famintos (CBASD, vol. 3, p. 571).
os seus bens. Uma referência velada às grandes perdas materiais de Jó (CBASD, vol. 3, p. 571).
Intrigante. Heb çammm “armadilha”, ou talvez çemêm, “sedentos”, interpretação esta que concorda com “faminto”, acima (Bíblia Shedd).
6,7 A aflição não é coisa que germina sem causa: é a consequência e o produto natural da maldade humana (Bíblia Shedd).
7 faíscas. Todos os seres humanos pecam; portanto, é tão natural que experimentem problemas como que faíscas voem para cima (CBASD, vol. 3, p. 571).
8 eu buscaria a Deus. “Se eu fosse você”, Elifaz está dizendo, “pararia de reclamar e buscaria a Deus; em vez de desejar a morte, eu colocaria minha confiança nEle”. É fácil alguém supor que enfrentaria a adversidade com mais coragem do que outra pessoa. A experiência real, às vezes, revela a fraqueza dos mais confiantes. Elifaz estava correto no que disse, mas Jó, posteriormente, avaliou a adequação de sua atitude com as seguintes palavras: “Todos vós sois consoladores molestos” (Jó 16:2) (CBASD, vol. 3, p. 572).
Elifaz, apesar de ser o mais compreensivo dos três amigos, não chega a ser consolador porque não reconhece a extraordinária submissão a Deus já demonstrada por Jó (1.21 e 2.10). A facilidade com que admite os sofrimentos de Jó como fruto de seu pecado pessoal impede de atuar como verdadeiro consolador (Bíblia Shedd).
10 A chuva impede que os pobres sitiantes sejam levados à falência pelos que espreitavam por sua queda (v. 12) (Bíblia Shedd).
16 esperança para o pobre. Esperança de que a injustiça chegará ao fim (ver Sl 107:42) (Andrews Study Bible).
17-26 Jó deve aceitar a punição divina porque Deus cuidará dele e tornará todas as coisas boas no final (Andrews Study Bible). Elifaz acreditava que a disciplina é temporária e seguida pela cura (v. 18); que o homem bom sempre será liberto. Mas, depois de acabadas as riquezas de Jó, depois da morte de seus filhos, essas palavras a respeito de segurança (v. 24) e dos filhos (v. 25) devem ter parecido bastante cruéis para ele (Bíblia de Estudo NVI Vida).
13 Paulo citará parte deste verso (1Cor 3.19) – a única vez que o livro de Jó será claramente citado no NT. Apesar de Deus repreender Elifaz por estar errado em seu conselho para Jó (42.7), nem tudo que ele disse estava errado. A parte que Paulo citou estava correta – as pessoas são apanhadas em suas armadilhas (“em suas maquinações”). Isto ilustra como a Escritura deve ser usada para explicar e comentar a si mesma. Nós devemos estar familiarizados com o escopo completo da Palavra de Deus para entender suas porções difíceis (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
17 feliz é o homem. A disciplina é uma bênção (Andrews Study Bible). Elifaz estava certo – é uma bênção ser disciplinado por Deus quando fazemos o que está errado. Contudo, o conselho de Elifaz não se aplicava a Jó. Como sabemos do início do livro, o sofrimento de Jó não era o resultado de algum grande pecado. Às vezes damos excelentes conselhos somente para aprender que ele não se aplica ao momento e, portanto, não é nada útil. Todos aqueles que oferecem conselhos da Palavra de Deus deveriam tomar cuidado em primeiro entender cuidadosamente a situação da pessoa antes de dar um conselho (Life Application Study Bible Kingsway NIV).
Os vs. 17 a 27 provavelmente constituem a suprema passagem entre todas as declarações dos amigos de Jó; contudo está baseada na pressuposição de que Jó estava sendo punido por algum pecado (CBASD, vol. 3, p. 572).
Todo-poderoso. Heb. Shaddai, um dos dois nomes especiais para Deus em Jó, que possui 37 das suas 49 ocorrências em todo o VT. O outroEloah, Jó utiliza 41 vezes das 54 no VT (Andrews Study Bible).
19 seis vezes, sim, em sete (NKJV). Tão frequente quanto necessário (ver 33:24, 29) (Andrews Study Bible). Esses números não devem ser tomados no sentido literal. Seis significa muitos, e sete significa mais. Esta é uma forma poética de dizer que Deus livrará de toda angústia (ver Am 1:3-22, como exemplo de contagem semelhante) (CBASD, vol. 3, p. 572).
22-27 Esta é uma passagem da mais inspirada consolação; só que para Jó, naquele contexto, era uma consolação amarga, porque nela subentendia-se que Jó era grande pecador (Bíblia Shedd).
23 Aliança. Uma figura poética. Os seres animados (os animais) e os inanimados (as pedras) estariam em paz com o servo de Deus (CBASD, vol. 3, p. 572).
A promessa que Oséias proclamaria, com relação aos últimos tempos (Os 2.20), aqui está sendo aplicada individualmente. O homem havia caído por se relacionar erroneamente com a natureza quando se deixou engodar pela serpente e pela atração da árvore; só dentro do plano de Deus, em plena comunhão com Ele, é que o homem pode voltar a ser cabeça da criação, em paz com Deus, consigo mesmo e com a natureza (Bíblia Shedd).
25 serão como a relva. Tão numerosos quanto as folhas da relva (Bíblia de Estudo NVI Vida)
26 a seu tempo. Elifaz afirma que Jó não iria morrer daquela doença; e que sua morte não seria derrota de quem caiu na decrepitude [decadência pela velhice]: seria a vitória de quem estaria considerado maduro e pronto para ser colhido para as habitações eternas (Bíblia Shedd).
27 aplique isso à sua vida. A orgulhosa conclusão de Elifaz (Andrews Study Bible). O propósito de Elifaz é oferecer consolo e conselho teológico a Jó (2.11), mas, pelo contrário, fere-o com falsas acusações (Bíblia de Estudo NVI Vida).
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job/4
Elifaz é o primeiro amigo de Jó a responder ao seu lamento. Esses amigos de Jó não tinham conhecimento da história da rebelião no Céu e da prolongada discussão entre Satanás e Deus, a respeito da fidelidade de Jó. A questão era muito maior do que eles poderiam imaginar.
Durante uma noite, quando Elifaz tentava dormir, um espírito passou diante de seu rosto (v. 15). Ele ficou com muito medo e tremendo (v. 14). Seu cabelo se arrepiou e ele pulou para fora da cama (v. 16). A voz culpou os atos de Deus de uma maneira que somos lembrados dos papéis desempenhados por Lúcifer na rebelião no céu. Sua intenção é lançar dúvidas sobre a justiça de Deus.
As perguntas feitas com objetivo de gerar dúvidas são reforçadas por uma acusação contra Deus: “Deus não confia nos seus servos” (v. 18 NVI).
O espírito de atribuição de culpa continua e é dirigida contra Deus, pois Ele “se vê erro em Seus anjos … os acusa” (v. 18 NVI), tendo, por isso, os expulsado do Céu.
Querido Deus,
nós também nos deparamos com tragédias. Satanás usa outras pessoas e a nossa própria consciência para nos acusar de maldade que merece punição imediata de Deus. Mas nós sabemos que irás recompensar a todos no futuro não pela nossa (inexistente) justiça, mas pela justiça de Jesus Cristo. Mantenha-nos na palma da sua mão. Amém.
Koot van Wyk
Kyungpook National University
Sangju, Coreia do Sul
Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=686
Equipe de tradução: Pr. Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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JÓ 4 – Jó era sábio; seus amigos também. Além disso, todos eram religiosos, crentes em Deus, como muitos de nós também somos – crente até o diabo é! (Tiago 2:19).
Pelo teor dos diálogos dos amigos de Jó, poderíamos afirmar que eles eram filósofos experientes. Assim como eles, muitos filósofos da história mergulharam fundo no tema do sofrimento humano; alguns descobriram coisas profundas e tem até quem provou cientificamente suas teorias. Elifaz não perde dos grandes filósofos da história:
• No verso 8 Elifaz fala do que viu, experimentou, provou cientificamente, fatos.
• Elifaz fala com convicção, sua fala revela introspecção, reflexão profunda, avaliação apurada; com isso, ele confronta as palavras de Jó – no capítulo anterior –, e condena Jó (vs. 1-8).
• Elifaz apresenta sua filosofia profunda sobre sofrimento. “Os v. 7 a 11 declaram a filosofia de que o sofrimento é uma punição direta por um pecado específico” (Francis D. Nichol). Muitos são adeptos dessa teoria!
• Elifaz acrescenta aspectos religiosos a sua filosofia; parece declarar uma visão secreta para fortalecer/solidificar seus argumentos filosóficos anteriores (vs. 12-21).
Elifaz, nos primeiros versículos de sua fala “resume, com grande clareza, a atitude geral que prevalecia em seus dias acerca da relação entre sofrimento e pecado”. Na outra metade, a revelação que ele “descreve pode ser resumida como um vislumbre da grandeza e da bondade de Deus, em contraste com a pecaminosidade e fragilidade humana. No entanto, essas declarações não estão misturadas com simpatia, bondade e compreensão. O que Jó precisava ouvir é como ele pode manter sua confiança em Deus em meio ao terrível sofrimento. [Nesta parte] Elifaz meramente lhe disse o que ele já sabia – que devia confiar em Deus” (Nichol).
Platão, um grande filósofo da antiguidade declarou: “Quem pois, são os verdadeiros filósofos?” Ele mesmo responde: “Aqueles que amam contemplar a verdade”.
• Mas, a verdade está bem acima do que pode ser captado pelos sentidos humanos. Verdadeiro filósofo, então, será aquele que aprofundar-se na revelação dada por Deus.
• Aos crentes submissos, o Senhor deu o Espírito Santo, que é o Espírito da verdade (João 14:17), e Ele nos guiará a toda a verdade (João 16:13).
O que faltou a Elifaz faltou a muitos filósofos, e ainda falta a muita gente! Portanto, vamos proclamar a verdade bíblica? – Heber Toth Armí.
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“Eis que tens ensinado a muitos e tens fortalecido mãos fracas” (v.3).
Apesar de reconhecer a vida íntegra de Jó e sua disposição em ajudar ao próximo, Elifaz ficou indignado com o discurso de seu amigo sofredor. A lamentação de Jó e sua desesperadora necessidade de descanso e alívio soaram aos ouvidos de Elifaz e seus companheiros como palavras ofensivas e egoístas. Certamente, Elifaz foi o primeiro a se manifestar por ser o mais velho, e sua experiência o fez julgar a situação de Jó como consequência de algum pecado.
O próprio Elifaz confirmou a conhecida benignidade de Jó. Sua vida regida por fé, esperança e amor sempre se estendia como uma poderosa influência na vida de outros, especialmente, na vida daqueles que mais necessitavam. Jó era um homem que fazia a diferença por onde passava e que não fazia acepção de pessoas. Com os olhos do coração, se compadecia do sofrimento alheio e buscava em Deus a melhor forma de ser útil na obra de assistência aos seus semelhantes.
Sua terrível condição era inexplicável. Como um homem tão íntegro em seus propósitos poderia estar passando por tudo aquilo? O ser humano é sedento por respostas, e, diante de um quadro tão assustador, Elifaz concluiu que a vida de Jó não era tão íntegra quanto aparentava ser. E descrevendo sua visão noturna como uma experiência espiritual e sobrenatural, confirmou o seu pensamento como sendo uma mensagem de Deus para Jó. Mas é certo de que aquela visão não foi obra do Senhor, mas daquele que é “o acusador de nossos irmãos” (Ap.12:10).
Assim como o caso de Jó era uma incógnita diante de todos que, com horror, contemplavam o seu sofrimento, Satanás tem agido com cólera ainda pior em nossos dias. O acusador e inimigo dos homens tem afligido o povo de Deus de forma desleal e cruel, mas seus planos são frustrados à cada tentativa, visto que é carrasco do corpo mas não tem poder para “matar a alma” (Mt.10:28). Mesmo que muitas das palavras de Elifaz façam sentido e tenham embasamento bíblico, seu julgamento as tornou instrumentos de condenação. Precisamos ter muito cuidado com o uso das palavras, “porque”, como disse Jesus, “pelas suas palavras, serás justificado e, pelas suas palavras, serás condenado” (Mt.12:37).
Meus irmãos, precisamos entregar ao Senhor os propósitos de nosso coração. É obra de toda uma vida depender de Deus e buscar em Sua Palavra a sabedoria para vivermos uma vida íntegra e fiel ainda que, aos olhos humanos, a nossa condição seja vexatória. Jó estava exposto a opiniões cruéis e sob o olhar crítico daqueles que havia ajudado. Jesus foi rejeitado pelos Seus e condenado por aqueles que haviam testemunhado o Seu amor e serviço altruísta. Não podemos esperar uma vida menos atribulada visto estarmos tão perto do “dia de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1).
Diante de um mundo em contagem regressiva, que nossa vida adore ao Senhor ainda que as provações nos assaltem. Que o nosso indicador esteja voltado em nossa própria direção, clamando a Deus que nos transforme de dentro para fora. Que a maior experiência sobrenatural de nossa vida seja a boa e diária obra do Espírito Santo a nos reavivar e santificar. Vigiemos e oremos!
Bom dia, transformados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó4 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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725 palavras
1. Elifaz. Suas declarações são mais profundas que as de seus companheiros. […] Ele resume, com grande clareza, a atitude geral que prevalecia em seus dias acerca da relação entre sofrimento e pecado. Há certa dose de verdade no discurso de Elifaz. Ele revela um discernimento perspicaz, mas lhe falta calor humano e simpatia, e erra completamente ao avaliar a situação de Jó. Elifaz é um exemplo de como pessoas sinceras, que deixam de compreender a Deus e Sua atitude para com o ser humano, podem lidar de maneira ineficiente com verdades profundas (CBASD, vol. 3, p. 567).
Elifaz afirmava que recebera conhecimento secreto através de uma revelação especial de Deus (v.12-16) e que ele tinha aprendido muito de sua experiência pessoal (v.8). Ele argumentou que o sofrimento é resultado direto do pecado e que, portanto, se Jó confessasse seu pecado seu sofrimento teria fim. Elifaz via o sofrimento como punição de Deus, que devia ser bem recebido a fim de trazer de volta a pessoa a Deus. Em alguns casos, certamente, isto é verdade (Gál. 6:7,8), mas este não era o caso de Jó. Embora Elifaz fizesse comentários bons e verdadeiros, ele fez três suposições equivocadas: (1) uma pessoa boa e inocente nunca sofre; (2) aqueles que sofrrem estão sendo punido por seus pecados; e (3) Jó, por estar sofrendo, havia feito algo de errado aos olhos de Deus (Life Application Study Bible).
Elifaz […] e os outros dois acreditavam que aquele excessivo sofrimento era uma consequência do seu [de Jó] pecado e evidência dele. […] De acordo com essa filosofia, bastava que ele confessasse o seu pecado, e tudo voltaria ao normal e o sol tornaria a brilhar no seu caminho (Comentário Devocional VT – FBMeyer).
O problema dos amigos não se achava tanto no que sabiam, mas, sim, no que não sabiam (Bíblia de Estudo NVI Vida).
Temã era uma cidade comercial, conhecida como um lugar de sabedoria (ver Jer 49:7) (Life Application Study Bible).
2 Elifaz supõe que sua palestra vá ofender a Jó, e, portanto, pede desculpas de antemão (Bíblia Shedd).
5 Elifaz acha que Jó não tinha gabarito de viver à altura das lições que havia dado a outras pessoas que tinham caído na desgraça (Bíblia Shedd).
7,8 O que Elifaz disse era em parte verdadeiro e em parte falso. É verdadeiro que aqueles que promovem pecado e confusão eventualmente serão punidos; é falso que qualquer um que for bom e inocente nunca irá sofrer. Todo o material registrado e citado na Bíblia está alí por escolha de Deus. Parte dele é registro do que as pessoas disseram e fizeram mas não é um exemplo a se seguir. Os pecados, os defeitos, os maus pensamentos e concepções errôneas acerca de Deus são parte da Palavra inspirada de Deus, mas não devemos seguir estes exemplos errôneos somente porque estão na Bíblia. A Bíblia nos traz ensinamentos e exemplos que deveremos fazer assim como aquilo que não deveremos fazer. Os comentários de Elifaz são um exemplo do que devemos evitar – fazer suposições falsas sobre outros baseado em nossa própria experiência (Life Application Study Bible).
12,13 Apesar de Elifaz declarar que sua visão tinha inspiração divina, é questionável se ela realmente viera de Deus porque mais tarde Deus mesmo criticou Elifaz por representá-Lo erradamente (42.7). Seja qual for a origem da visão, ela é resumida em 4:17. Aparentemente, a declaração é completamente verdadeira – um mero mortal não pode tentar questionar os motivos e atos de Deus. Elifaz, contudo, tomou este pensamento e o expandiu, expressando suas próprias opiniões. Sua conclusão (5:8) revela seu entendimento superficial de Jó e de seu soffrimento. É facil que professores, conselheiros e amigos bem intencionados comecem com uma porção da verdade de Deus e, então, errem o alvo [NT: no original, go off on a tangent). Não limite Deus à sua perspectiva e entendimento finito da vida (Life Application Study Bible).
12-21 Aqui, notamos que Elifaz é um místico. No seu debate, depende muito da sua experiência pessoal; fala do que aprendeu em visões e sonhos (Bíblia Shedd).
18, 19 Os anjos realmente cometem erros? Lembre-se de que foi Elifaz quem disse isso e não Deus. Portanto deveríamos ser cuidadosos em construir conhecimento a respeito do mundo espiritual a partir das opiniões de Elifaz (Life Application Study Bible Kingsway).[NT: Note que o comentarista não está afirmando nem que a frase é correta nem que não é. Apenas que a palavra de Elifaz não é suficiente para construirmos teologias sobre ela ].