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Resumo do capítulo: Em Jerusalém, os líderes dizem a Esdras que alguns do povo haviam se casado com mulheres estrangeiras. Ele rasga as vestes e ora: “Ó Senhor, nos esquecemos dos Seus mandamentos. Realizamos casamentos mistos com esses povos de práticas repugnantes!”.
1 Acabadas, pois, estas coisas. Ou seja, quatro meses e meio após achegada (7.9; 10.9) (Bíblia de Genebra).
Não se separaram. A questão não era a diferença racial, mas a religiosa, conforme os versículos seguintes dão a entender (vs. 10-12; 4.3)(Bíblia de Genebra).
Malaquias, que profetizou quase na mesma época da missão de Esdras, mostra que alguns judeus tinham desfeito casamentos para se casarem com filhas de um deus estrangeiro (Ml 2.10-16), talvez as filhas de proprietários influentes de terras. Uma das razões desses casamentos mistos fosse a falta de mulheres judaicas casadouras entre as que retornavam. O que acontecia numa comunidade judaica relapsa na questão de casamentos mistos pode ser visto no exemplo do povoamento judaico em Elefantina, no Egito, na época de Esdras e Neemias. Ali, os judeus que se casavam com mulheres pagãs manifestavam devoção aos deuses pagãos juntamente com o culto ao Senhor. A comunidadede Elefantina foi paulatinamente absorvida e desapareceu (Bíblia de Estudo NVI Vida).
os príncipes. É notável que a queixa sobre uma questão religiosa dessa natureza tenha vindo das autoridades seculares e não das eclesiásticas da cidade. A razão para essa situação incomum é o fato de que dignitários religiosos da nação não só toleravam a prática dos casamentos mistos, mas também eram culpados (v. 2). Já que parentes próximos de Jesua, o antigo sumo sacerdote, tinham desposado mulheres estrangeiras, não é estranho que um movimento de reforma nesse assunto não tenha surgido com os sacerdotes. Se os próprios líderes religiosos estavam envolvidos, é compreensível que as outras classes tenham permanecido em silêncio. No entanto, quando a situação chega a tal ponto e os ministros se corrompem, pela providência divina os leigos se levantam e tomam a iniciativa de empreender uma reforma religiosa (CBASD-Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol 3, p. 414).
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