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“Assim, o rei Joás não se lembrou da beneficência que Joiada, pai de Zacarias, lhe fizera, porém matou-lhe o filho; este, ao expirar, disse: O Senhor o verá e o retribuirá” (v.22).
O rei Joás fez “o que era reto perante o Senhor todos os dias do sacerdote Joiada” (v.2). Esse relato seria maravilhoso não fosse a sua conclusão. Joiada havia sido a figura paterna que Joás conheceu, seu professor e principal conselheiro. Sob os conselhos de Joiada, Joás agia com retidão e possuía propósitos nobres, como a reforma da Casa do Senhor. Aparentemente, Joás até se mostrou mais sensível à causa de Deus do que o próprio Joiada. Enquanto o rei tinha pressa em reformar o templo, pareceu que o sacerdote não foi tão diligente nesta causa. Mas a estratégia de Joás fez com que em pouco tempo houvesse recursos suficientes para reparar a Casa do Senhor e consolidá-la.
Além disso, “continuamente ofereceram holocaustos na Casa do Senhor, todos os dias de Joiada” (v.14). Não era apenas Joás que mantinha o perfil de um verdadeiro adorador, o povo também parecia estar na mesma sintonia. Entretanto, com a morte de Joiada, a máscara da santidade caiu. Joiada foi um homem tão considerado pelo povo que foi sepultado “com os reis; porque tinha feito bem em Israel e para com Deus e a sua casa” (v.16). Mas que decepção seria a de Joiada se pudesse ver o que se tornou aquele que protegeu com risco da própria vida e que criou como um filho. Foi só Joiada morrer para Joás sepultar junto com ele todos os sábios ensinamentos que recebeu.
Além de uma vida recebendo os cuidados de um homem de Deus, Joás e o povo ainda receberam da parte do Senhor “profetas para os reconduzir a Si” (v.19). Mas todas estas oportunidades foram lançadas por terra quando Joás tirou a vida do filho daquele que tanto o amou. A desgraça não caiu sobre Zacarias, pois o Seu galardão está guardado. A desgraça caiu sobre Joás, assinando a sua própria sentença de morte, como observamos nas últimas palavras de Zacarias: “O Senhor o verá e o retribuirá” (v.22). E assim se fez, conforme a Palavra do Senhor por intermédio de Seu profeta.
Meus amados, precisamos fazer um constante exame de nosso coração, como advertiu Paulo: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos” (2Co.13:5). Estamos sendo fiéis a Deus porque o nosso líder espiritual está vendo? Somos fiéis porque o cargo que ocupamos na igreja assim o exige? Se assim o fazemos, sinto muito, mas a nossa vida cristã é uma mentira; uma linda fachada com um interior em ruínas. A reforma que Joás tão diligentemente empregou no templo deveria ter sido feita acompanhada de um reavivamento espiritual. Era importante reformar a Casa do Senhor, porém, antes importava que conhecessem ao Senhor da Casa.
Enquanto “a reparação tinha bom êxito com eles” (v.13), na restauração da Casa de Deus, a reparação de seus corações era deixada de lado. Enquanto a fidelidade de Joiada o fez ser sepultado como um rei, a maldade de Joás o fez ser sepultado como um homem comum. A mudança de rota de Joás nos deixa uma tremenda advertência. E sobre isso Ellen White escreveu: “Não temos exteriormente inimigos que precisemos temer. Nosso grande conflito é contra o eu não consagrado” (RH, 5/3/1908). Eis a nossa maior luta!
A restauração que tanto necessitamos deve ser feita de dentro para fora. Não adianta aparência de santidade, quando a santidade não é vivida. Precisamos desesperadamente de conversão e perseverança, só então a reparação exterior acontecerá naturalmente. Quando o Senhor olhar para nós, que Ele veja o manto de justiça de Cristo a nos cobrir e nos retribua segundo os méritos dEle. Que o seu cristianismo não se limite à presença de pessoas, mas que à cada dia a sua comunhão com Deus repare a sua vida, “apressai-vos nisto” (v.5)! Vigiemos e oremos!
Bom dia, santos em construção!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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