Reavivados por Sua Palavra


NÚMEROS 15 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
21 de fevereiro de 2019, 0:30
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“A mesma lei e o mesmo rito haverá para vós outros e para o estrangeiro que mora convosco” (v.16).


Em cada registro sobre as ofertas que deveriam ser dadas ao Senhor, há uma nova descoberta, uma nova percepção acerca dos propósitos divinos. Além de usar do método de repetição a fim de impactar a mente humana com as coisas sagradas, Deus também acrescenta novas informações que ampliam nossos horizontes para a compreensão de verdades e princípios eternos. Não era desejo do Senhor que Israel tomasse apenas para si o privilégio de tê-Lo como Deus, mas que fosse uma nação receptiva a todo o estrangeiro que quisesse conhecer e servir ao único Deus verdadeiro: “como vós, assim será o estrangeiro perante o Senhor” (v.15).

As mesmas leis, os mesmos ritos cerimoniais deveriam ser observados pelos naturais e estrangeiros. Todos eram iguais perante o Senhor. E se todos, por ignorância, errassem e não cumprissem “todos estes mandamentos” (v.22), tinham de assumir o erro levando uma oferta pelo pecado e “um novilho, para holocausto” (v.24). O sacerdote faria expiação por toda a congregação e seriam perdoados. O mesmo critério era usado de forma individual, tanto para o natural quanto para o estrangeiro. A pessoa, porém, que fizesse “alguma coisa atrevidamente”, (v.30), injuriando ao Senhor e desprezando a Sua Palavra, seria eliminada do meio do povo e levaria sobre si a sua iniquidade.

Antes mesmo de proferir os dez mandamentos no monte Sinai, o Senhor provou o Seu povo quanto à observância do sábado. O quarto mandamento já inicia declarando a sua pré-existência: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar” (Êx.20:8). Ao recolherem o maná em dobro na sexta-feira, estavam lançando um firme alicerce espiritual de confiança na provisão de Deus. A morte do homem que colhera lenha no sábado não fora um ato sanguinário e cruel, não tinha o objetivo de vingança. Também não fora um pecado por ignorância, mas, atrevidamente, o homem desprezara a santidade daquele dia, assumindo as consequências de seu pecado: “porque o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23).

As borlas eram franjas na parte inferior das vestes e serviam como um símbolo, uma lembrança dos mandamentos do Senhor. Foi na borla da veste de Cristo que a mulher com o fluxo de sangue tocou e foi curada (Lc.8:44). Até mesmo na vestimenta, Israel deveria reproduzir a vontade de Deus. Ao contrário do que o mundo tem pregado, o Senhor nos diz: “não seguireis os desejos do vosso coração, nem dos vossos olhos, após os quais andais adulterando” (v.39). O mundo está sendo tomado por um cristianismo emocional sustentado pelo fundamento arenoso e instável da vontade humana. O princípio estabelecido por Deus em Sua Palavra de que todos devem participar da verdadeira adoração não inclui, em parte alguma, o desejo do coração humano. Aquele que detalhadamente definiu como deveria ser adorado pelo antigo Israel é O mesmo que concedeu à Sua igreja militante o conhecimento profético para os últimos dias.

Segundo Ellen White, o mesmo princípio é aplicado na igreja de Deus, hoje:

“A igreja é o instrumento de Deus para a proclamação da verdade, por Ele dotada de poder para fazer uma obra especial; e se ela for leal ao Senhor, obediente a todos os Seus mandamentos, nela habitará a excelência da graça divina. Se for fiel a sua missão, se honrar ao Senhor Deus de Israel, não haverá poder capaz de a ela se opor” (Minha Consagração Hoje, p.249).

Para cada indivíduo há um chamado. Para cada embaixador de Deus na Terra há um ou mais dons a serem multiplicados. Mães, assumi vossa sagrada obra; vasculhai os Testemunhos como em busca de um tesouro perdido; praticai os ensinos ali contidos na certeza de que o Senhor lutará por vós e salvará os teus filhos (Is.49:25). Pais, há uma vasta coleção de conhecimento à vossa disposição; tendes uma grandiosa obra a executar como sacerdotes do lar; desviai-vos do exemplo de Eli (1Sm.2:29). Filhos, vosso dever constitui em honrar a Deus e a sua família; procurai dominar vossas paixões buscando ao Senhor como Daniel, que três vezes ao dia punha-se de joelhos em meio à ímpia Babilônia (Dn.6:10); procurai fugir das tentações à semelhança de José, que fugiu da oferta sensual da mulher de Potifar (Gn.39:12).

Depositemos, hoje, a nossa vida no altar do Senhor!

“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co.10:31).

Bom dia, santos do Altíssimo!

Dez dias de oração, 8° dia: Oremos em favor de pessoas que precisam voltar para Deus e para a igreja e por nossos amigos especiais de oração.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Números15 #RPSP

Comentário em áudio:
https://www.youtube.com/user/nanayuri100


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