Reavivados por Sua Palavra


NÚMEROS 14 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
20 de fevereiro de 2019, 0:30
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“Disse o Senhor a Moisés: Até quando Me provocará este povo e até quando não crerá em Mim, a despeito de todos os sinais que fiz no meio dele?” (v.11).


A incredulidade tomou conta de todo o acampamento. Decididos a retornar ao Egito sob as ordens de um novo capitão, os filhos de Israel lançaram mão de pedras com o objetivo de dar fim a Moisés, Arão e aos dois espias que ameaçavam os seus planos. O Senhor, no entanto, Se manifestou em defesa de Seus servos e para declarar o veredito contra a nação que O afrontou. De Moisés, Deus suscitaria um “povo maior e mais forte” (v.12), concedendo à sua descendência a herança que Israel rejeitara. A reação do provado líder, porém, manifestou a misericórdia e o amor do Oleiro de seu caráter. Intercedendo pelo povo, rogou ao Senhor que o perdoasse mais esta vez.

O perdão não erradica a justiça divina. A respeito daquele grande pecado, o Senhor disse: “Eu lhe perdoei” (v.20), mas não poderia permitir que fossem ocultas as consequências da iniquidade. Os que desprezaram o “Assim diz o Senhor” para seguir palavras humanas não entrariam na terra prometida. No entanto, Calebe e Josué entrariam na terra que espiaram e a sua descendência a possuiria, “visto que [neles] houve outro espírito, e [perseveraram] em” seguir ao Senhor (v.24). E ao povo foi dada a ordem de mudar de rumo e caminhar “para o deserto, pelo caminho do mar Vermelho” (v.25). Ou seja, ao invés de avançar, Israel deveria regressar. Iniciava ali a jornada de quarenta anos que deixaria para trás uma geração rebelde e suscitaria uma geração de maioria juvenil que tomaria posse da promessa: “Mas os vossos filhos… farei entrar nela; e eles conhecerão a terra que vós desprezastes” (v.31).

Uma grande confusão se instalou em Israel, ao contemplarem a morte dos dez espias “que infamaram a terra” (v.37). Percebendo a gravidade da situação e a seriedade das palavras divinas ditas por Moisés, “levantaram-se pela manhã de madrugada e subiram ao cimo do monte, dizendo: Ei-nos aqui e subiremos ao lugar que o Senhor tem prometido, porquanto havemos pecado” (v.40). A este despertamento atrasado, contudo, veio a perturbadora resposta: “Não subais, pois o Senhor não estará no meio de vós, para que não sejais feridos diante dos vossos inimigos” (v.42). Mais uma vez Israel não deu ouvidos ao profeta de Deus. E com que angústia de alma padeceu Moisés ao ver a teimosia de um povo retornando ferido e derrotado! Com que agonia viveu o restante de sua peregrinação sabendo que todo aquele povo, fora Calebe e Josué, seria consumido no deserto e ali seria sepultado!

Amados, cada cena da jornada de Israel é um chamado de Deus para que o Seu povo desperte para o tempo de sua peregrinação. À semelhança de Israel, estamos às portas do cumprimento da derradeira promessa. Como Josué e Calebe, Deus tem um remanescente fiel sendo enviado ao mundo tendo nos lábios e no coração o último clamor. Homens e mulheres que têm sido desprezados e até mesmo ameaçados pelos impenitentes, mas acolhidos e levados a sério pelos pequeninos humildes de coração. Em tom de maior urgência, o Senhor declara, hoje: “Até quando Me provocará este povo e até quando não crerá em Mim, a despeito de todos os sinais que fiz no meio dele?” (v.11).

Prestes a cruzar a linha de chegada; às vésperas de encerrarmos a nossa carreira; em tempo de solene advertência, precisamos de olhos espirituais, para como Josué e Calebe, manter firme a nossa fé nAquele que jamais deixa de cumprir as Suas promessas. Milhares têm aderido à mesma ideia do antigo Israel: “Levantemos um capitão e voltemos para o Egito” (v.4), e sob a bandeira de um falível mortal, desprezam a bandeira vitoriosa do Príncipe Emanuel. Mas o tempo da graça, que se apressa para o seu limite, não postergará o tempo determinado para o seu fim e, amedrontados pela ruína daqueles que dantes seguiram como seus mentores em lugar do está escrito, passarão por um falso despertamento que resultará em frustração e completa derrota.

Se Israel houvesse aceitado a disciplina e a correção do Senhor como oportunidades de crescimento e aperfeiçoamento do caráter, jamais teria escolhido a banda pessimista dos espias. Como temos encarado as provas que enfrentamos? Não pense ninguém que o Senhor poupará alguma iniquidade em Seu juízo final. Ele está separando a escória do ouro e o joio do trigo. Despertemos para “o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2). Selados os “Josués” e os “Calebes” de Deus com suas famílias, como Israel subiu ao monte a fim de tentar reaver o tempo de oportunidade desperdiçado, se apressa o tempo em que os que rejeitaram a verdade “andarão de mar a mar e do Norte até ao Oriente; correrão por toda parte, procurando a Palavra do Senhor, e não a acharão” (Am.8:12).

“Está perto o grande Dia do Senhor; está perto e muito se apressa. Atenção!” (Sf.1:14).

Bom dia, “Josués” e “Calebes” dos últimos dias!

Dez dias de oração, 7° dia: Oremos em favor dos doentes e por nossos amigos especiais de oração.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Números14 #RPSP

Comentário em áudio:
https://www.youtube.com/user/nanayuri100


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