Reavivados por Sua Palavra


NÚMEROS 11 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
17 de fevereiro de 2019, 0:30
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“Porém Moisés lhe disse: Tens tu ciúmes por mim? Tomara todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o Seu Espírito!” (v.29).


Vivendo como peregrinos no deserto, os filhos de Israel enfrentavam muitas privações, mas o cuidado e o zelo do Senhor para com eles não lhes deixava faltar nada quanto às suas necessidades básicas. A água da rocha e o maná eram uma prévia da fartura que encontrariam em Canaã e deveriam ser motivo de grande gratidão. Acostumados, porém, com os alimentos do Egito, permitiram que seus desejos os dominassem a ponto de assumirem uma atitude de queixa e murmuração. O apetite dominou a razão, acendendo-se assim a ira de Deus como fogo consumidor. Então, Moisés orou pelo povo e “o fogo se apagou” (v.2).

Em frente à tenda de Moisés, família após família apresentava a sua queixa e, com lágrimas, expressava o seu desejo pelos alimentos da terra do exílio. Vendo Moisés que novamente a ira de Deus se acendera contra o povo, com o coração quebrantado, depôs diante de Deus o seu pesado fardo. O grande líder reconheceu a sua impotência diante da obra de guiar pelo deserto um povo obstinado e rebelde, que conservava em seus corações as coisas do Egito. Pedindo a morte, Moisés demonstrou um alto grau de depressão, pensando ser esta a solução para a sua profunda angústia.

A resposta divina veio em forma de setenta homens designados para auxiliar o grande líder, dividindo com ele as agruras do deserto. Disse o Senhor a Moisés: “tirarei do Espírito que está sobre ti e o porei sobre eles” (v.17). No tempo determinado, “o Espírito repousou sobre eles, [e] profetizaram” (v.25). Dois deles, porém, Eldade e Medade, não foram à tenda da congregação como dito pelo Senhor. Porém, o mesmo Espírito foi derramado sobre eles, de modo que profetizavam no arraial. Josué, “servidor de Moisés” (v.28), entendeu que a atitude daqueles dois era uma espécie de ameaça à liderança de Moisés. Este, no entanto, demonstrou genuíno interesse em que todo o povo pudesse experimentar da suave e confortante companhia do Espírito Santo.

Quando o apetite e as paixões carnais assumem o controle da mente humana, o homem fica limitado a enxergar tão somente o corruptível. Furtado o coração pela cobiça, tornam-se irracionais as suas ambições, frustradas as suas aspirações, entrando em um processo de constante insatisfação. O insuperável Educador utiliza Seus métodos de ensino conforme a necessidade de Seus aprendizes. Contornando o arraial de codornizes, o Senhor não exagerou em Sua provisão, mas deu ao povo exatamente na medida que desejavam. Através de sua glutonaria, Israel experimentou os resultados de permitir que a vontade própria supere “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2).

Assim como Moisés desejou que o Espírito Santo fosse derramado sobre todo o povo, o Senhor deseja nos dar “o Seu Espírito” (v.29). Mas como apenas setenta homens dentre os filhos de Israel estavam prontos para recebê-Lo, assim também, hoje, poucos têm se preparado para receber a última chuva. Desde o princípio, Satanás tem usado o apetite para desvirtuar o homem da vontade de Deus. Ele bem sabe a intrínseca relação que há entre o corpo e a mente e é especialista em induzir dietas que promovam o vício, a doença e o bloqueio da razão para a clara compreensão do “Assim diz o Senhor”. Há luz suficiente para que não sejamos alvos desta estratégia maligna. Temos aceitado e praticado a luz que nos foi dada?

Não há ruptura entre mente, corpo e espírito. O homem é um ser holístico, e como tal precisa buscar a nutrição ideal de cada aspecto de sua vida. É um processo que requer renúncia, paciência, confiança na provisão de Deus e completa dependência dEle. Segue a orientação de parte da luz que nos foi dada, através de Ellen White:

“Meu irmão e minha irmã, tendes uma obra a fazer que ninguém pode fazer por vós. Despertai de vossa letargia, e Cristo vos dará vida. Mudai vosso modo de viver, de comer e de beber, e vosso sistema de trabalho. Enquanto continuardes no caminho que tendes seguido por anos, não podereis discernir com clareza coisas eternas e sagradas. Vossas sensibilidades estão embotadas, e vosso intelecto obscurecido. Não tendes estado a crescer em graça e no conhecimento da verdade como é vosso privilégio. Não tendes crescido em espírito, mas aumentado em trevas (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p.45).

Aproveite esses dez dias de oração e faça um jejum especial, como fez Daniel: “Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram na minha boca” (Dn.10:3).

Feliz semana, cheios do Espírito Santo!

Dez dias de oração, 4° dia: Oremos para sermos testemunhas de Jesus em nossa esfera de influência e para que as pessoas com quem estudamos a Bíblia tomem a melhor decisão de suas vidas, a entrega da vida a Cristo por meio do santo batismo.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Números11 #RPSP

Comentário em áudio:
https://www.youtube.com/user/nanayuri100


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