Reavivados por Sua Palavra


NÚMEROS 5 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
11 de fevereiro de 2019, 0:30
Filed under: Sem categoria


“Confessará o pecado que cometer; e, pela culpa, fará plena restituição, e lhe acrescentará a sua quinta parte, e dará tudo àquele contra quem se fez culpado” (v.7).


Calcula-se que uma multidão de aproximadamente dois milhões de hebreus tenha saído do Egito no início do êxodo. Habitando em tendas e em condições não tão favoráveis, o Senhor precisava zelar pela salubridade de Seu povo e pela manutenção da justiça. Diante do perigo iminente de uma epidemia ou doença contagiosa, havia um local designado, fora do arraial, para que todo o povo não fosse afetado. Por algum motivo, a lepra era a doença mais temida e parecia que a condição temporária dos filhos de Israel os tornava mais vulneráveis a torná-la uma calamidade nacional. Para os doentes era uma situação muito triste e constrangedora, mas necessária para a sanidade de todos.

Além de preocupar-Se com a saúde e bem-estar de Israel, o Senhor também zelava pela justiça. Tanto a lei da restituição quanto “a lei para o caso de ciúmes” (v.29) de um marido para com a sua mulher, revelam que Deus não aplicará o Seu juízo apenas no julgamento final, mas também disciplina aqui mesmo todo aquele que comete pecado. No entanto, assim como nestas leis há uma prestação de contas com sanções para fins de confissão e arrependimento, Deus continua agindo da mesma forma a fim de que sejamos encontrados por Ele com “boa consciência” (1Tm.1:19). A justiça de Deus é plena de misericórdia e tem por finalidade a salvação.

A penalidade descrita quanto ao adultério, “fazendo-te o Senhor descair a coxa e inchar o ventre” (v.21) encontra-se com as palavras de Jesus que definem o seu objetivo: “Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno” (Mt.5:29). Jesus não estava falando de mutilação, mas de renúncia. O castigo físico aplicado em uma mulher adúltera era uma marca de que mais vale ser disciplinado por Deus para a salvação do que permanecer no pecado e perder a vida eterna. É melhor beber as águas amargas do Senhor que apagam as maldições (v.23), do que as águas enganadoras do pecado que envenenam para a morte.

Existe uma grande confusão atual quanto a aplicação da disciplina e a prática do evangelho do amor. Na concepção da maioria, não há harmonia entre ambos. Os erros precisam ser relevados, as advertências abandonadas e as disciplinas esquecidas, em nome do amor. Trocaram o temor do Senhor pela lógica humana; o “Assim diz o Senhor” pelo assim disse o homem que o Senhor disse. Para muitos jaz a necessidade de orientação e de correção, afinal, somos todos pecadores e as minhas escolhas não são da conta de ninguém. Entretanto, este é um perigo que incorre no meio do povo de Deus prestes a se espalhar como uma lepra, caso não seja erradicado. “Confessará o pecado que cometer” (v.7) e “Apresentará a mulher perante o Senhor” (v.18) são duas frases de impacto que deixam clara a necessidade do pecador de reconhecer os seus erros e de apresentar-se diante do Senhor e aceitar a Sua justiça, dizendo: “Amém! Amém!” (v.22).

Amar como Cristo nos amou não significa ser conivente com o erro, pois que Ele pagou um alto preço pelos nossos pecados, e sim proporcionar ao pecador a oportunidade de encontrar o caminho da cruz e ser transformado. Muitos têm saído das fileiras do Senhor por sentirem-se ofendidos em sofrer disciplina por sua má conduta, e saem como verdadeiros perseguidores dos irmãos e da igreja de Deus. Há, porém, aqueles que são desviados pelo mau testemunho ou procedimento de um professo cristão que os disciplinou sem obedecer à ordem bíblica: “disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo” (2Tm.2:25).

A esta geração, o Senhor declara: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap.3:19). O zelo é o atributo que o Senhor nos concede a fim de despertar a nossa consciência para o que é bom e rejeitar o que não é. Não saiam de nossa boca palavras ásperas ou de depreciação aos nossos irmãos, mas que por preceito e por exemplo, possamos conduzi-los a Cristo, o justo e fiel Juiz. Que o Espírito Santo nos conceda um coração sempre zeloso, disposto a aceitar a correção, e cheio do amor de Deus para corrigirmos uns aos outros com espírito de brandura e sincero interesse em sua salvação.

Bom dia, alvos do amor e da justiça de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Números5 #RPSP

Comentário em áudio:
https://www.youtube.com/user/nanayuri100
https://www.youtube.com/channel/UCzzqtmGdF4UqBopc6CRiqLA


Deixe um comentário so far
Deixe um comentário



Comente:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s



%d blogueiros gostam disto: