Reavivados por Sua Palavra


ÊXODO 30 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
31 de dezembro de 2018, 0:30
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“O rico não dará mais de meio siclo, nem o pobre, menos, quando derem a oferta ao Senhor, para fazerdes expiação pela vossa alma” (v.15).


Encontramos neste capítulo o terceiro móvel do lugar Santo do santuário: o altar de incenso. Ali, deveria ser queimado diariamente o incenso aromático, especialmente preparado para aquele fim. Seu fragrante aroma deveria perfumar todo o ambiente. Aquele altar era um símbolo do ministério de intercessão de Cristo, que continuamente intercede por nós perante o Pai e, a queima do incenso, representava “as orações dos santos” (Ap.8:4), ascendendo ao Céu. O altar de incenso era o móvel mais próximo do lugar Santíssimo. Bem atrás do véu estava a manifestação da glória de Deus; e poder ministrar tão próximo à gloriosa presença do Senhor era, de fato, uma experiência que os sacerdotes jamais esqueceriam.

O “recenseamento dos filhos de Israel” (v.12) era uma contagem de todos os homens com idade a partir dos vinte anos, geralmente para fins de guerra ou uma espécie de alistamento militar. Neste caso, o objetivo principal era o de arrecadar as ofertas que provavelmente seriam utilizadas na construção do santuário. Havia um valor específico para esta oferta, um valor determinado por Deus que colocava pobres e ricos em pé de igualdade. Todos ofertavam de forma igualitária. Uma clara confirmação de que “para com Deus não há acepção de pessoas” (Rm.2:11). Assim como a oferta para expiação de cada israelita era igual, Cristo fez expiação por cada um de nós com uma única oferta.

Antes de entrar na tenda da congregação a fim de cumprirem seus deveres diários, os sacerdotes precisavam passar pela “bacia de bronze” (v.18), ou pia da purificação. Só após lavarem “as mãos e os pés” (v.19) poderiam oficiar no lugar Santo. Nenhum sacerdote poderia entrar no Santo lugar sem se lavar, ou, do contrário, morreria. Jesus é a Água da Vida. Só Ele pode nos purificar de nossos pecados. Lavar as mãos e os pés simboliza o fazer a vontade de Deus e o caminhar em Seu caminho eterno. Cristo deseja filtrar em nossa vida todas as impurezas que nos impedem de avançar espiritualmente, a fim de que alcancemos “a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14).

A Moisés também foi dada a ordem de ungir a tenda da congregação, desde o lugar Santíssimo até ao pátio, inclusive Arão e seus filhos. Ele foi o primeiro homem a entrar no Santo dos Santos, antes mesmo de Arão. Aquele óleo, preparado de forma exclusiva para o uso sagrado, simbolizava o Espírito Santo. Oh, quanto necessitamos desta unção diária! Deve ser o mais alto clamor da alma, o mais ardente desejo do coração de todo o crente, a oração mais insistente, a busca incessante. O Senhor tem prazer em nos dar o Seu Espírito mais do que um pai tem prazer em presentear um filho (Lc.11:13). A unção ou batismo diário com o Espírito Santo não se resume a manifestações sobrenaturais, mas na ceifa de Seu fruto: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gl.5:22-23).

Tudo o que era preparado para o santuário tinha o seguinte peso: “é santo e será santo para vós outros” (v.32). Nada do que ali estivesse e nada do que fosse preparado para o seu uso poderia ser utilizado de forma comum. O óleo da santa unção e o incenso, “perfume segundo a arte do perfumista” (v.35), eram especialmente preparados no cadinho de Deus através de homens hábeis por Ele capacitados. Muitas são as lições sobre santidade que podemos extrair do estudo do santuário. Deus desejava imprimir na mente do Seu povo a distinção entre o santo e o profano, entre o puro e o imundo. Mas também fortalecer na mente de todo o povo, ricos e pobres, de que, perante Ele, somos todos iguais, de que o Senhor nos ama na mesma medida.

Como santuários do Espírito Santo (1Co.6:19), precisamos contextualizar as lições do santuário em nossa vida. Não se trata da simples leitura de símbolos antigos, mas do estudo de aplicações espirituais práticas que nos preparam para o breve encontro com o nosso Senhor e Salvador. Sem acepção, o Senhor nos escolheu para sermos santos. Creio que o texto a seguir resume bem a mensagem do capítulo de hoje: “Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo Aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque Eu sou santo”. Ora, se invocais como Pai Aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação” (1Pe.1:14-17).

Como Israel, somos todos peregrinos em terra estranha. Oremos e clamemos ao Senhor pelo batismo diário com o Espírito Santo. Iniciemos este novo ano abandonando tudo o que não nos edifica e sendo fortalecidos pelo poder do alto. Certamente, o Espírito de Deus nos ungirá, nos santificará e nos conduzirá à vida eterna.

Bom dia e um feliz Ano Novo, santos do Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Êxodo30 #RPSP

Comentários em áudio:
https://www.youtube.com/user/nanayuri100
https://www.youtube.com/channel/UCzzqtmGdF4UqBopc6CRiqLA


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