Reavivados por Sua Palavra


Êxodo 16 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
17 de dezembro de 2018, 0:30
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“Então, disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover do céu pão, e o povo sairá e colherá diariamente a porção para cada dia, para que Eu ponha à prova se anda na Minha lei ou não” (v.4).


Elim era um oásis no deserto. O frescor de suas fontes de águas e as tão disputadas sombras de suas palmeiras tornaram-se para o povo delícias que não desejavam trocar pelo calor e dificuldades do deserto. Mas ali, ainda não era a terra que o Senhor havia prometido a seus pais. Precisavam continuar marchando. Acompanhados da coluna de nuvem durante o dia e da coluna de fogo durante à noite, não havia recado mais claro do constante cuidado de Deus. A próxima parada, porém, foi o palco de mais um motim, originado pela saudade dos alimentos do Egito.

Mais uma vez, Moisés e Arão foram acusados de liderar uma missão fracassada. Em cada dificuldade, os filhos de Israel relatavam o seu próprio atestado de óbito. A paciência de Deus pode ser melhor compreendida quando estudamos esses relatos. Israel reclamava a seus líderes providências que só o Senhor era capaz de tomar. E diante de uma tumultuada sessão de murmurações, Moisés deixou isto bem claro: “As vossas murmurações não são contra nós, e sim contra o Senhor” (v.8). Cada voz que reclamava a sua necessidade, era uma declaração aberta de sua incredulidade. Enquanto não se desapegassem do Egito, jamais conseguiriam desfrutar da plena confiança no poder de Deus, nem tampouco poderiam entrar na terra que Ele lhes prometeu.

Muito além de apenas alimentar o Seu povo, de prover-lhes o necessário para que suportassem a árdua jornada, o Senhor usara o maná para provar a fidelidade dos israelitas. Antes mesmo de declarar-lhes os dez mandamentos, disse-lhes: “Amanhã é repouso, o santo sábado do Senhor” (v.23). Os quatro séculos no Egito e a dura vida de escravidão haviam deitado por terra a observância do dia que, originalmente, o Senhor reservara para o homem como uma lembrança eterna de Sua criação: “E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera” (Gn.2:3). Assim como a cada dia o povo tinha que recolher a sua porção de maná, a cada semana, o Senhor lhe dava os Seus sábados.

O profeta Ezequiel escreveu sobre o resultado do apego do povo às coisas do Egito: “Mas a casa de Israel se rebelou contra Mim no deserto, não andando nos Meus estatutos e rejeitando os Meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles; e profanaram grandemente os Meus sábados. Então, Eu disse que derramaria sobre eles o Meu furor no deserto, para os consumir” (Ez.20:13). Semelhante a Israel, também estamos em jornada à Terra Prometida. Israel passou pelas águas e foi levado ao deserto. Jesus foi batizado nas águas e levado ao deserto (Mt.4). Diversas teorias e doutrinas religiosas têm pregado mundo a fora um evangelho “ornamentado” por falsos ensinos. E o discurso de prosperidade e de conforto continua arrebanhando multidões famintas que têm buscado a saciedade no lugar errado.

Há uma porção do pão do Céu sendo derramada sobre o povo de Deus a cada dia. São filhos do Reino que, à semelhança do eunuco etíope na estrada “de Jerusalém a Gaza” (At.8:26), esperam por alguém que lhes responda o questionamento: “Que é isto?” (v.15). Como Moisés atuais, fomos comissionados pelo Senhor para uma obra que requer de nós uma íntima comunhão com Ele e com Sua Palavra. Deus não requer de ninguém algo além do que possa discernir. Nem todos são teólogos ou doutores da lei. Em Seu ministério, Cristo tinha em Sua companhia leigos, pescadores, coletores de impostos e mulheres. Cada qual desfrutava do Pão da Vida conforme a sua necessidade pessoal. Mas a verdade nunca pôde e nunca poderá ser desmerecida à simples estatura do ponto de vista humano.

O sábado foi instituído na criação (Gn.2:1-3); foi escrito pelo dedo de Deus em tábuas de pedra (Êx.31:18); foi observado por Cristo (Lc.4:16), pelos discípulos e as mulheres (Lc.23:56), como também pelo apóstolo Paulo (At.17:2). O profeta Isaías escreveu que, na eternidade, os salvos continuarão adorando ao Senhor “de um sábado a outro” (Is.66:23). O sábado é o clímax da gratidão; é o Elim de Deus para nos aliviar das tensões dos desertos deste mundo. Todo verdadeiro adorador deve compreender isto e desfrutar do dia que o Senhor fez “por causa do homem” (Mc.2:27). E em cada semana de dificuldades, Deus nos concede um dia de oásis.

Aceite este presente dado a você pelo Criador e o sábado não será um dia de sair para colher, mas de desfrutar da bênção dobrada da perfeita provisão divina.

Bom dia, agraciados pelo santo e abençoado repouso de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Êxodo16 #RPSP

Obs.: Os comentários seguintes, de Êxodo 16 e 17, serão mais resumidos e estarão disponíveis no comentário geral.

Comentários em áudio:
https://www.youtube.com/user/nanayuri100
https://www.youtube.com/channel/UCzzqtmGdF4UqBopc6CRiqLA


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