Reavivados por Sua Palavra


II TESSALONICENSES 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS – atualizado 09h:06 by jquimelli
2 de agosto de 2018, 0:20
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Não importa quão cuidadosamente um pastor possa cuidar de uma igreja, existem várias maneiras de ideias falsas criarem raiz. Às vezes é mais fácil para os membros aceitarem uma teoria ou especulação do que examinar cuidadosamente as Escrituras por si mesmos. Às vezes, as novas ideias podem até ser bíblicas, mas são disseminadas sem equilíbrio com os demais ensinamentos das Escrituras. Este parece ter sido o problema em Tessalônica. Neste texto a meta de Paulo não é expor detalhadamente a sua visão sobre os acontecimentos do tempo do fim (v. 5). Seu objetivo é pastoral – acalmar e persuadir os crentes a terem mais paciência com relação aos eventos finais. Jon Paulien, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/05/09 (pesquisa em 01/08/2018).

1 Nós vos exortamos. Parece que ideias errôneas a respeito do ensino de Paulo sobre a proximidade da vinda de Cristo estavam circulando na igreja em Tessalônica. Para corrigir esses conceitos errôneos, Paulo escreveu a segunda epístola. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 273.

2 Demovais da vossa mente. Os tessalonicenses não deveriam ser conduzidos da convicção estabelecida e “agitados por todo vento de doutrina” (Ef 4:14). Os cristãos devem estar firmes intelectualmente. CBASD, vol. 7, p. 273.

Perturbeis. Neste versículo, a palavra se refere ao estado de agitação ou excitação nervosa. O pensamento de que a vinda do Senhor era iminente estava mantendo os tessalonicenses em estado de alarme contínuo. CBASD, vol. 7, p. 273.

Tenha chegado. Como Jesus em Seus ensinos, Paulo enfatiza na primeira epístola que os cristãos deveriam viver em estado de prontidão para o retorno do Senhor (Mt 24:42, 44; 1Ts 1:10; 5:23). Deveriam vigiar e estar prontos, mas nunca estar tão imbuídos com o senso da iminência do segundo advento a ponto de viver num insensato estado de agitação. CBASD, vol. 7, p. 273.

3 Ninguém, O inimigo da igreja usará sinais e milagres aparentes para levar os ingênuos a aceitar o grande engano ou a mentira (v. 9-11). Por isso, o povo de Deus deve se acautelar para não se desviar da fé, a qual deve se apoiar nas claras declarações da Palavra de Deus. CBASD, vol. 7, p. 274.

4 A apostasia. O próprio Paulo instruiu oralmente aos tessalonicenses a respeito da apostasia vindoura. … A profecia a respeito da apostasia foi cumprida parcialmente nos dias de Paulo, e muito mais durante a Idade Média, mas o cumprimento pleno ocorrerá nos dias imediatamente anteriores ao retorno de Jesus (cf. Nota Adicional a Romanos 13; ver vol. 6, p. 60-53). CBASD, vol. 7, p. 274.

O homem da iniquidade. Isto é, o homem cuja característica distintiva é o pecado. … Paulo emprega a palavra grega para “homem” (antropos) indicando adicionalmente uma pessoa ou poder definido. CBASD, vol. 7, p. 274, 275.

4 Objeto de culto. As palavras de Paulo descrevem um poder arrogante que se opõe a todos os concorrentes no campo da religião e não permite rival para receber a adoração que reivindica para si. CBASD, vol. 7, p. 275.

Santuário. Num lugar dedicado à adoração do verdadeiro Deus, o maligno se assenta solicitando adoração para si. CBASD, vol. 7, p. 275.

Ostentando-se. Tomar assento no santuário do templo revela que ele reivindica sentar “como Deus”, que, na verdade, “ele é Deus”. A blasfêmia não poderia ser maior. … Uma comparação com a profecia de Daniel do poder blasfemo que sucedeu a Roma pagã (ver com. de Dn 7:8, 19-26) e com a descrição de João sobre a besta semelhante a um leopardo (ver com. de Ap 13:1-18) revela muitas similaridades entre os três relatos. Isso leva à conclusão de que Daniel, Paulo e João falam do mesmo poder, a saber, o papado (GC, 49-54, 356). … Num sentido mais amplo, o poder aqui descrito pode ser identificado com Satanás, que há muito tem lutado para ser “como o Altíssimo” (ver com. de Is 14:14). “Satanás está trabalhando ao máximo para se apresentar como Deus e para destruir todos que se opõem ao seu poder. E hoje o mundo está se inclinando diante dele. Seu poder é recebido como o poder de Deus” (T6, 14). “Nessa época aparecerá o anticristo, como o Cristo verdadeiro, e então a lei de Deus será anulada completamente. … Mas o verdadeiro líder de toda essa rebelião é Satanás, disfarçado em anjo de luz. Os homens serão iludidos e o exaltarão ao lugar de Deus, deificando-o” (TM, 62). CBASD, vol. 7, p. 275, 276.

Eu costumava dizer-vos. Paulo lembra seus leitores sobre os ensinos, demonstrando que seu ponto de vista com relação à vinda de Cristo não sofreu alteração e que antes ele não esperava o imediato aparecimento do Senhor. Ao mesmo tempo, suas palavras escritas são cuidadosamente estruturadas, possivelmente para evitar complicações políticas, caso a carta caísse nas mãos dos oponentes. CBASD, vol. 7, p. 276.

6 Ocasião própria. O anticristo será manifesta\do quando a ocasião própria vier. Quando aplicado ao papado histórico (ver com. do v. 4), tem sido compreendido como o período de dominação de 1,260 anos daquele poder religioso (ver com. de Dn 7:25; Ap 12:6). Dada a aplicação ampla (ver com. de 2Ts 2:4), a passagem é vista como também se referindo ao tempo quando Satanás desempenhará um papel pessoal nos eventos dos últimos dias, apenas para que seu cuidadoso plano para a dominação do mundo seja desmascarado, e sua verdadeira natureza, evidenciada (ver com. de 2Ts 2:4; Ap 17:16). CBASD, vol. 7, p. 276.

7 Mistério da iniquidade. Do gr. musterion tes anomias [algo oculto … “desacato e violação da lei”] O título se refere a um poder caracterizado pela desobediência. A referência à lei é significativa, em vista da tentativa de mudança da lei mencionada em Dn 7:25 (ver com. ali). Em última análise, esta descrição se aplica a Satanás, o autor da desobediência (TM, 365)., mas o demônio geralmente camufla sua personalidade ao trabalhar por meio de agentes. Nos últimos dias, ele desempenhará um papel mais direto, levando o engano ao cúmulo de falsificar pessoalmente a vinda de Cristo (ver com. de 2Ts 2:4, 9). CBASD, vol. 7, p. 277.

Opera. Paulo se refere a uma agência já em atividade. A apostasia iniciou nos dias de Paulo (ver com. [CBASD] de 2Ts 2:3 [cf. At 20:30; 21:21; 1Tm 4:1-3; 2Tm 4:3-4; 2Pe 2:1, 12-22; Jd 4, 10-13; 1Jo 2:18; Mt 7:15; 22-24; Mt 24:10]). CBASD, vol. 7, p. 277.

10 Acolheram. Paulo aponta o motivo pelo qual os descrentes serão enganados. Eles tiveram oportunidade de amar a verdade, mas recusaram o privilégio. CBASD, vol. 7, p. 279.

O amor da verdade. A condenação final dos pecadores será baseada na “rejeição” de Jesus, que é a verdade (Jo 14:6). CBASD, vol. 7, p. 279.

Para serem salvos. Ao mesmo tempo em que a rejeição da verdade que está em Cristo Jesus significa morte, sua aceitação conduz à salvação eterna. CBASD, vol. 7, p. 279.

11 Deus lhes manda a operação do erro. No estágio final da história do mundo, antecipada neste versículo, os não regenerados claramente escolherão mentiras em vez da verdade e se colocarão além do alcance da redenção. Deus, portanto, os abandonará ao curso de suas escolhas (ver com. de Rm 1:18, 24). Nas Escrituras, Deus é mencionado com frequência fazendo o que não impede (ver com. de 1Sm 16:14; 2Cr 18:18). CBASD, vol. 7, p. 279.

À mentira. Isto é, o engano supremo, quando Satanás personifica a Cristo. CBASD, vol. 7, p. 280.

13 Deus vos escolheu. Ver com. de Ef 1:4; Cl 3:12; 1Ts 1:4; 5:9. Esta não é uma escolha arbitrária, o que é demonstrado pelas palavras qualificadoras a seguir. A escolha é dependente da santificação dos escolhidos. CBASD, vol. 7, p. 280.

Pela santificação do Espírito. …toda verdadeira santificação é obra do Espírito Santo (cf. com. de 1Pe 1:2). CBASD, vol. 7, p. 280.

14 Para o que também vos chamou. Este versículo mostra que o anterior não ensina a predestinação de alguns para a salvação e de outros para a perdição (ver com. de 1Ts 1:4). Pelo fato de propor salvar as pessoas, independente de etnia, Deus inspirou Paulo com um ardente desejo e com determinação de pregar o evangelho aos gentios. As boas-novas de salvação por meio de Jesus Cristo haviam sido proclamadas livremente. A aceitação ou rejeição depende do indivíduo. CBASD, vol. 7, p. 280.

15 tradições. Do gr. paradoseis (ver com. de Mc 7:3). A palavra significa coisas entregues em mãos ou transmitidas por meio de ensino ou doutrina. … refere-se aqui às mensagens inspiradas recebidas por Paulo e seus companheiros e fielmente transmitidas aos tessalonicenses. CBASD, vol. 7, p. 280.

16 Boa esperança, pela graça. A esperança (de redenção na vinda de Cristo) é “boa”, no sentido de ser genuína e confiável, em contraste com as falsas esperanças apregoadas pelos ensinos errôneos sobre o imediatismo do retorno do Salvador. CBASD, vol. 7, p. 281.

 

(Para mais e extensivos comentários, recomendamos a leitura do CBASD, p. 273-281).


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