Reavivados por Sua Palavra


MATEUS 5, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
30 de janeiro de 2018, 0:30
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“Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” (v.20).


A partir de hoje, iniciamos o estudo de três capítulos que irão mudar para sempre a nossa vida e o equivocado e popular conceito de vida cristã. Nos dias de Cristo, o modelo religioso da sociedade era o dos escribas e fariseus. Sob o manto do zelo e das incontáveis tradições, estes grupos de religiosos julgavam-se santos e dignos do louvor da “plebe pecadora”. Com oratória impecável, orações eloquentes e moral aparentemente incontestável, sua presença era imponente e intimidante. Não tinham qualquer simpatia pelos necessitados, apesar de ostentar uma vida de caridade a fim de serem vistos. Era uma vida cheia de obras, mas vazia do poder de Deus. Eram mestres de si mesmos.

Então, as multidões se depararam com um Rabi diferente. As Suas palavras não soavam intimidantes, mas preenchiam os corações solitários com um amor inexplicável. Sua pregação não tinha por finalidade acusar, mas salvar. Suas mãos não lhes apontava as mazelas, mas se estendiam para curá-las. Seus olhos não os criticavam, mas os amava. Ele não Se sentou para condená-las, mas para ensiná-las (v.2). E Suas primeiras palavras exprimiam o primeiro fundamento da vida cristã: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (v.3). Isto é, feliz é aquele que confessa: “Deus, eu não consigo!”. Vocês sabem o que isso representa? A maravilhosa graça de um Deus que nos diz: “Eu já consegui por você!”.

Quando Jesus afirmou que o reino dos céus é dos pequeninos (Mt 19:14), Ele estava replicando Mateus 5:3, em outras palavras. O salmista Davi nos dá um vislumbre do que seja experimentar esta verdadeira felicidade e paz: “Fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo” (Sl 131:2). A entrega a Deus envolve plena confiança nos cuidados do Único capaz de nos salvar. Feito isto, as demais bem-aventuranças irão cumprir-se em nossa vida, e o Espírito Santo nos fará sal e luz em um mundo que, assim como as multidões ao pé do monte, carece de ver obras que glorifiquem a Deus (v.16).

Em todas as épocas, o Senhor tem convocado um exército de bem-aventurados que siga as pegadas de seu Mestre e proclame a sublime verdade de que Ele veio para nos dar exemplo, e não para revogar o que Ele mesmo promulgou: “Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (v.18). Ainda vivemos sob o mesmo céu e sobre a mesma terra, portanto, violar a lei de Deus usando a preciosa graça de Jesus como desculpa é pecado e é um ensino contrário ao que Ele mesmo ensinou: “… não vim para revogar, vim para cumprir” (v.17).

Na sequência, Ele faz o que Isaías profetizou a Seu respeito: “Foi do agrado do SENHOR, por amor da Sua própria justiça, engrandecer a lei e fazê-la gloriosa” (Is 42:21). Então, Ele continua o Seu mais famoso sermão ampliando, tornando ainda mais gloriosos, mandamentos do Decálogo que os líderes religiosos zelavam com rigor, enquanto os transgrediam constantemente em seu íntimo. “Não matarás” (Êx 20:13) e “Não adulterarás” (Êx 20:14), foram postos em um patamar muito acima da justiça dos escribas e fariseus (v.20). Jesus não revogou a Lei que é uma expressão de Seu próprio caráter, mas ensinou o verdadeiro modo de observá-la, o modo que agrada a Deus e que sucede a entrega do coração a Ele.

Nas bem-aventuranças Jesus já nos dá um vislumbre de que, ao contrário do que se prega nos púlpitos da prosperidade, a vida eterna é para os humildes, os que choram, os que não revidam o mal, os famintos e sedentos, os perseguidos, os injuriados, os injustiçados, porque a felicidade do cristão não está neste mundo e no que ele oferece, mas está em Cristo e na esperança da fiel promessa de “novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (2Pe 3:13).

Quando confessamos a Deus que não conseguimos e nos entregamos totalmente aos Seus cuidados paternos; quando vamos a Ele com o coração de uma criança, o Seu amor vai sendo derramado em “nosso coração pelo Espírito Santo” (Rm 5:5) e Ele mesmo vai nos tornando perfeitos como o Pai celeste é perfeito (v.48). Não é o que fazemos, portanto, que nos torna dignos da salvação, mas é a confissão da nossa indignidade que dá lugar ao Espírito Santo de fazer de nossa vida um troféu de Cristo para a glória de Deus. E a essência disto tudo é a perfeita obra do amor.

Permita que o milagre do amor opere em seu coração a verdadeira perfeição aos olhos de Deus: “amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (v.44). Lembre-se: o milagre começa quando você confessa: “Deus, eu não consigo!”.

Bom dia, humildes de espírito!

Desafio do dia: Inicie hoje um propósito de oração diário. Ore por todos aqueles que você tenha dificuldade de relacionamento, pedindo a Deus que o Espírito Santo derrame em seu coração o Seu amor incondicional.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Mateus5
#RPSP


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