Reavivados por Sua Palavra


MATEUS 2, Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
27 de janeiro de 2018, 0:30
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“E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo” (v.10).


Havia-se passado cerca de quatrocentos anos após a última profecia messiânica. Um longo período de silêncio foi então rompido por três “magos do Oriente” (v.1) que, de repente, fazem a perturbadora pergunta: “Onde está o recém-nascido Rei dos judeus?” (v.2). Pergunta esta que alarmou não somente o ímpio rei Herodes, mas “toda a Jerusalém” (v.3). Imediatamente, foram convocados “todos os principais sacerdotes e escribas do povo” para deles saber “onde o Cristo deveria nascer” (v.4). De pronto, vem a resposta: “Em Belém da Judeia” (v.5), como escreveu o profeta Miqueias (v.6). Herodes, temendo perder o seu trono, reúne os magos em secreto e os persuade a informar-lhe onde estava Jesus para poder ir adorá-Lo, quando, na verdade, a sua intenção era matar Aquele que pensou lhe ser uma ameaça.

Apesar da terrível intenção de Herodes, a sua reação foi equivalente ao seu caráter maligno, mas a reação do povo de Jerusalém e de seus líderes religiosos foi ainda pior. Quão diferente foi a atitude dos magos comparada a deles! Percebendo a grandiosidade do que representava aquela nova estrela, partiram em uma longa e difícil viagem esperando ouvir de longe os cânticos de Jerusalém a receber o Seu Salvador. Mas que surpresa deve ter sido para aqueles sábios descobrir que eles eram os únicos na cidade “santa”, ansiosos por ver o recém-nascido Messias. Aqueles homens do Oriente podiam não saber todas as informações acerca do Cristo, mas mostraram aos sacerdotes e escribas que não bastava o conhecimento das Escrituras, mas o conhecimento do Deus das Escrituras. E, como iniciaram a sua viagem, da mesma forma continuaram, apenas os três. Nenhum do povo os acompanhou. Nenhum dos líderes religiosos mostrou interesse de unir-se a eles para adorar e levar seus tesouros Àquele que trocara os tesouros celestes por uma vida de escárnio e privações.

Mal havia nascido, e o tão “esperado” Messias foi rejeitado e perseguido. “Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam” (Jo 1:11), tendo que partir com seus pais para o Egito (v.13). Satanás utilizou de todos os meios que podia para interromper o milagre da salvação. Em sua fúria e terror ao ver cumprir-se a fiel promessa, Herodes foi seu instrumento para amortizar ainda mais a mente do povo, desviando a atenção do nascimento do Salvador para a morte de tantas crianças inocentes (v.16). O que profetizou Jeremias se cumpriu. E os vivas de júbilo foram trocados por inconsolável pranto (v.18). Mas a missão salvífica havia apenas começado e, durante trinta anos, Jesus testemunhou as rudezas de um mundo imerso no pecado, antes de sentir a dor da rejeição do povo que se chamava pelo Seu nome.

A triste condição espiritual de Israel na primeira vinda de Cristo não é dessemelhante da que prevalece no meio cristão de hoje. Assim como as profecias apontavam para o exato cumprimento do nascimento do Salvador, diante de nossos olhos as profecias se cumprem e se avolumam indicando que o relógio do Apocalipse está prestes a soar a “meia-noite” (Mt 25:6). O Espírito Santo tem exclamado “com potente voz” (Ap 18:2) o derradeiro clamor e, da mesma forma que se deu com os magos do Oriente tem acontecido nestes últimos dias. Há uma igreja invisível sendo chamada em todo o globo terrestre enquanto o povo do advento dorme e, à semelhança dos sacerdotes e escribas, gaba-se do conhecimento: “Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma” (Ap 3:17). A Bíblia não foi escrita para nos fornecer informações, mas para transformar a nossa vida. Estudar as Escrituras a fim de assegurar a vitória nos debates é para Deus considerado inútil e fútil (Tt 3:9). Mas estudá-la a fim de obter o verdadeiro conhecimento redundará em vida eterna: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo 17:3).

Muito em breve, o exército de anjos entenderá que chegou a hora de brilhar não mais como uma estrela no firmamento, de erguer um cântico não apenas aos pastores no campo (Lc 2:13), mas chegada é a hora de toda a humanidade contemplar a Majestade dos Céus e a uma só voz exclamar: Só o Senhor é Deus! Que, assim como o foi com os magos do Oriente, seja esta a nossa reação diante do advento do nosso Redentor. Alegremo-nos, povo do Senhor, “com grande e intenso júbilo” (v.10), pois eis que o nosso Rei vem vindo!

Feliz sábado, “a todos quantos amam a Sua vinda” (2Tm 4:8)!

Desafio do dia: Prepare um “presente para Jesus” e entregue a alguém que esteja necessitando.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Mateus2
#RPSP


1 Comentário so far
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Avatar de Marinaldo de Alencar

Como eu costumo dizer: Muito profundo isso!
De fato a mensagem de hoje é um balsamo para nossas almas, mas também pode ser um alerta. Estamos acomodados, precisamos nos preparar para o retorno de Jesus.
Não podemos estar com a mesma indiferença dos lideres religiosos.
Maranata!

Comentário por Marinaldo de Alencar




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