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ISAÍAS 13 – Nem bem ainda estabelecera, o império babilônico recebe uma profecia de destruição. Nesse contexto, Babilônia crescia, enquanto a Assíria progredia. Mas de ambas, Deus já sabia o futuro.
Babilônia, na Bíblia, ganhou significados titânicos. Das terras de Sinear, da antiga cidade de Ninrode, construtor da Torre de Babel, ergue-se a megalomaníaca Babilônia dos caldeus. Babilônia nasce das lamas do dilúvio motivada pela rebelião às ordens de Deus (Gênesis 9:1; 10:8-11; 11:1-9).
O termo “Babilônia” é mencionado na Bíblica quase 300 vezes, só perde para Jerusalém das cidades mais citadas. Essas duas cidades se opõem nas páginas da história sagrada.
A cidade projetada para frustrar os planos divinos, que buscava unidade e poder político-religioso, construída por homens pretendendo alcançar o céu, recebe uma profecia divina da parte de Isaías (v. 1):
1. Babilônia seria atacada, e o próprio Deus seria o regente dos exércitos que a atacariam. Ele mesmo deu ordem, chamou valentes para executarem Sua ira. Ele é o Senhor dos exércitos (vs. 2-4).
2. A ira de Deus contra a Babilônia antiga vai além de sua conquista em 539 a.C. Atinge a escatologia apocalíptica. A Babilônia literal é símbolo da profética Babilônia espiritual como consta em Apocalipse – envolvendo “toda a terra” (vs. 5-8; Apocalipse 17, 18 e 19).
3. As convulsões cataclísmicas nos astros siderais antecedem ao grande dia do Senhor; ou seja, elas apontam para a majestosa segunda vinda de Cristo em glória. Será o fim do mundo – da Babilônia – para os perversos, e a salvação para os conversos (vs. 9-16; Joel 2:30-32; Mateus 24:29-31; Apocalipse 6:12-17; 16:12-21).
4. A destruição de Babilônia será a libertação do povo de Deus. O caos inabitável em que “a joia dos reinos, a glória e o orgulho dos caldeus” se transformaria é símbolo do que se tornará a terra imediatamente à ascensão dos salvos com Cristo (vs. 17-22; I Tessalonicenses 4:16-17; Apocalipse 20:1-15).
Os medos e persas foram despertados por Deus para invadir a opulenta Babilônia. A profecia se cumpriu como Isaías previu, e a Babilônia histórica não existe mais conforme Deus revelou. Assim, temos certeza que o que falta cumprir se cumprirá. Portanto, creiamos e preparemo-nos para o que a Bíblia revela para o futuro próximo!
Viva com esperança! Deus é Soberano! – Heber Toth Armí
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“Eis que vem o Dia do SENHOR…” (v. 9).
A invasão ao reino de Judá por Babilônia foi devastadora, levando cativo o povo de Deus e deixando a terra desolada. Os babilônios exerceram poder por um tempo, mas Deus suscitaria os medos (v. 4 e 17) para lhes abater, profecia que foi cumprida com exatidão (Daniel 5:31). Além do contexto histórico e da profecia que já se cumpriu, há o contexto profético para além dos tempos bíblicos. E o cumprimento desta profecia está mais próximo do que possamos imaginar.
A proximidade do “Dia do SENHOR” tem sido a maior esperança daqueles que aguardam o segundo advento de Cristo. Será? A Bíblia nos dá um vislumbre do que acontecerá naquele grande Dia, mas a situação de letargia com que muitos se encontram parece obscurecer a mente do “dia de obscuridade e densas trevas, dia de nuvens e negridão!” (Joel 2:2). Para os salvos será um glorioso Dia, mas para os ímpios, Dia de assombro, dor e medo arrebatadores (v. 8). Se todos os que professam a fé adventista fizessem ideia da grande destruição que sobrevirá (v. 9), o compromisso com a pregação do evangelho seria muito maior e não desejariam que este Dia chegasse a menos que tivessem esgotado todas as forças para salvar mais pessoas.
Deus nos chama à uma obra que os anjos do Céu desejariam realizar. A obra inicial deve acontecer nos lares e daí para o mundo. O inimigo tem atacado as famílias e feito delas palco de maldições. Se os pais fizessem ideia da missão que nos foi confiada, quão diferente seria a realidade com a qual estamos convivendo. O caráter mal construído nos filhos, a ausência dos pais e a falta de tempo para o ministério do lar têm destruído o plano original do Criador e deixado fora da arca (Gênesis 7:1) muitas famílias.
Um povo está sendo preparado pelo SENHOR, tanto para recebê-Lo com poder e grande glória, como para suportar a destruição que sobrevirá a este mundo. E este preparo deve ser iniciado em cada lar: “Os pais negligenciam demais seus deveres domésticos. Não preenchem o padrão bíblico. Mas àqueles que abandonam seus lares, cônjuges e filhos, Deus não confiará a obra de salvar vidas, pois eles têm se demonstrado infiéis a seus sagrados votos. Têm-se revelado infiéis às sagradas responsabilidades. Deus não lhes confiará riquezas eternas” (EGW, Conduta Sexual, p. 31).
Deus tem nos chamado para uma missão mais elevada dentro de nossa casa, especialmente às mães. “As crianças precisam do olhar vigilante das mães… O SENHOR não a chamou a negligenciar seu lar, esposo e filhos” (Idem, p. 29). O que acontecerá no grande Dia do SENHOR envolve dois extremos, de sofrimento ou de alegria. Para qual dos dois temos nos preparado e preparado nossos filhos? Por mais louváveis que sejam as suas atividades, inclusive as religiosas, elas nunca podem se sobrepor à santa e sagrada obra do lar. Estamos mui perto do Dia em que a terra e os céus (v. 10 e Mateus 24:29) serão abalados e precisamos, à cada dia, nos entregar à fervorosa oração e ao exame das Escrituras, para que não sejamos coparticipantes do mesmo destino de Babilônia (v. 19). Jesus nos convida hoje: “Segue-Me” (Mateus 9:9), para que, por Sua graça, façamos parte do seleto grupo que dEle ouvirá: “Muito bem, servo bom e fiel” (Mateus 25:21).
Bom dia, adventistas!
Desafio do dia: Como você tem administrado o seu tempo em família? Ore e peça ao Espírito Santo que lhe dê sabedoria para ser um missionário primeiramente em seu lar.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus
#Isaías13
#RPSP
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Comentário devocional:
“Naquele dia você dirá: “Eu te louvarei, Senhor! Pois estavas irado contra mim, mas a tua ira desviou-se, e tu me consolaste” (v. 1, NVI). É maravilhoso saber que além de justo, Deus é também misericordioso.
Esse verso de Isaías faz parte de um belo hino de louvor a Deus pelo seu plano de libertar Seu povo dos cativeiros assírio e babilônico. Pena que as 10 tribos que foram levadas para a Assíria não se arrependeram e desapareceram da história. Deus, então, cumpriu esse plano com duas tribos: Judá e Benjamim. Por ser Justo, Deus ficou irado contra os pecados de Seu povo e permitiu que ele fosse para o cativeiro. Mas não os esqueceu lá. Moveu o coração de Ciro, rei da Pérsia, o qual decretou que os judeus cativos na Babilônia voltassem para sua terra natal, a Palestina. Assim, a ira de Deus foi desviada, dando lugar à Sua misericórdia.
É importante compreender essas duas facetas do caráter de Deus. Ou seja, que Ele é justo e odeia o pecado. Mas é confortante também saber que Ele é misericordioso e não nos deixa de amar quando erramos. Tão logo nos arrependamos, Ele, tal qual pai amoroso, está de braços abertos para receber-nos de volta e dar-nos nova chance.
Pr Ozeas Caldas Moura
Coordenador do Curso de Teologia do UNASP
São Paulo, Brasil.
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/isa/12, https://www.revivalandreformation.org/?id=937 e http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/12/
Tradução anterior: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/03/08
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
Texto bíblico: Isaías 12 NVI
Comentário em áudio Pr Valdeci
Leituras da semana do programa Crede em Seus Profetas: https://credeemseusprofetas.org/
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ISAÍAS 12 – A verdadeira religião produz salvação para quem está sentenciado à condenação. A libertação, obviamente, produzirá alegria e adoração.
“Este capítulo 12 é uma conclusão poética da primeira grande divisão do livro de Isaías […]. É uma conclusão apropriada das mensagens dos primeiros onze capítulos, e especialmente de 11:1-10. Expressa com força e clareza a esperança do profeta de que Israel, apesar da sua infidelidade como nação, tem um grupo dos fieis ao Santo de Israel que cumprirá a sua missão messiânica” (A. R. Crabtree).
Tanto no capítulo anterior, como neste, percebe-se o plano de Deus contemplando toda a terra. Portanto, “Isaías revela que o Messias é um grande missionário de Deus, que deseja se tornar um ponto de ligação não só para seu povo escolhido, mas para todo o mundo” (Comentário Bíblia de Estudo Andrews).
“O cântico apresenta-se em duas porções. Os versos de 1 a 3 expressam a gratidão individual, talvez da assembleia congregada no culto. Os versos 4 a 6, no plural, falam da gratidão ao Senhor, e da proclamação das suas grandes obras em toda a terra” (Crabtree).
Jesus disse: “E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo” (João 12:32).
Jesus é o Messias, o Salvador da humanidade. Assim como Israel seria restaurado, pecadores são salvos da escravidão resultantes do pecado. Quem realmente experimenta a graça do plano da salvação, exulta em louvor e adoração: Gratidão a Deus inunda o coração do pecador.
• Prevendo a futura libertação do pecado e suas consequências, o profeta declara como reagirá o povo de Deus e até mesmo o que dirá quando experimentar a salvação (v. 1);
• Os salvos reconhecem que a salvação não está fundamentada em coisas ou filosofias, mas em uma pessoa, o Messias – O Senhor é força, salvação e cântico do condenado pecador. A música comum difere do louvor ao Senhor! (v. 2);
• Os miseráveis pecadores resgatados exploram as bênçãos da conversão. Os salvos são beneficiados com o refrigério espiritual e se tornam fontes de bênçãos aos outros (vs. 3-4);
• Quem experimenta realmente o milagre da graça em sua vida desgraçada, proclamará alegremente ao mundo os divinos atos salvíficos (vs. 5-6).
A presença de Deus é nossa única esperança (v. 6)! Com tal mensagem, resta-nos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.
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“Cantai louvores ao SENHOR, porque fez coisas grandiosas; saiba-se isto em toda a terra” (v. 5).
Um coração agradecido, cheio de louvor, entende que a sua principal motivação para isso não deve ser pelo que Deus faz, mas pelo que Deus É. Ao chamar Moisés para a grande obra de sua vida, este temeu por sua incapacidade e pela rejeição do povo. Então, ao pedir que o SENHOR revelasse o Seu nome, ouve a seguinte declaração da boca de Deus: “EU SOU O QUE SOU” (Êxodo 3:14). Ou seja, Deus É Aquele que subsiste pelo Seu próprio poder. Como diz a letra de uma canção, a nós, “basta aceitar que Deus é Deus”. O verso cinco não se trata de uma contradição a tal pensamento, mas uma confirmação de que É Ele quem realiza todas as coisas em favor daqueles que O buscam, o “restante do Seu povo” (Isaías 11:11).
Creio que o grande desafio da fé é crer que DEUS É. Que Deus não tem a salvação, “DEUS É a minha salvação… Ele se tornou a minha salvação” (v. 2). Que Deus não tem a força, “o SENHOR DEUS É a minha força” (v. 2). Deus não tem a grandeza, mas “grande É O SANTO DE ISRAEL no meio de ti” (v. 6). Compreendem? Se Deus não for o EU SOU em nossa vida, corremos o risco de viver uma fé baseada apenas em condições favoráveis, ignorando que neste mundo também passamos por aflições (João 16:33). Apesar da grande tribulação sofrida pelo povo, Deus consolaria o Seu remanescente. Para um cristão verdadeiro, as provações não são obstáculos que o afastam de Deus, mas são degraus que o fazem chegar mais perto dEle (Leia Tiago 1:2-4).
Em João 8, por três vezes, Jesus declarou enfaticamente: “EU SOU” (João 8:24, 28 e 58) e de forma clara afirmou ser o mesmo Deus que falou com Moisés na sarça ardente. O nosso louvor e adoração deve ser ao único Deus: “Aquele que É, que ERA e que HÁ de vir” (Apocalipse 1:8). E a nossa adoração deve ser conhecida “em toda a terra”. Temos o privilégio de sermos atalaias do Deus Todo-Poderoso e permitirmos que o poder atuante e constante do Espírito Santo faça de nossa vida um cântico de louvor ao SENHOR para que o último sinal que antecede a volta de Jesus seja cumprido: “E será pregado este evangelho do Reino por todo o mundo, PARA TESTEMUNHO A TODAS AS NAÇÕES. Então, virá o fim” (Mateus 24:14).
Seja a minha e a sua vida um cântico de louvor em testemunho do Deus EU SOU, e certamente faremos parte “naquele dia” (v. 4) do grupo de salvos que entoará o cântico de abertura dos portais da eternidade! “Exulta e jubila, ó habitante de Sião, porque grande É o Santo de Israel no meio de ti” (v. 6)!
Bom dia, “habitante de Sião”!
Rosana Garcia Barros
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