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“Se o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar, e orar, e Me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, Eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (v. 14).
Após a sincera oração de Salomão, aconteceu algo parecido com um outro evento do novo testamento. Percebam: Salomão estava orando enquanto todo o povo se mantinha em pé, em atitude de reverência. No Pentecostes, os discípulos de Cristo “estavam todos reunidos no mesmo lugar” (Atos 2:1). E o que eles estavam fazendo? “Todos estes perseveravam unânimes em oração” (Atos 1:14). Então veio do céu um som que encheu toda a casa em que estavam, e sobre cada um pousaram línguas como de fogo (Atos 2:2-3). Agora, voltemos à Crônicas: Salomão terminou de orar com todo o povo, desceu fogo do céu “e a glória do SENHOR encheu a casa” (v. 1). Era como se fosse uma versão do Pentecostes no antigo testamento. E isso tudo porque, amados? Porque fizeram o que agrada o coração de Deus. E porque o SENHOR “é bom, porque a Sua misericórdia dura para sempre” (v. 3). Foram dias de festa diante da presença de Deus. O rei, TODO o povo e os sacerdotes, todos eles em “seus devidos lugares” (v. 6) celebrando as eternas misericórdias do SENHOR. E tudo o que Salomão realizou tanto na Casa do SENHOR como em sua casa, “prosperamente o efetuou” (v. 11). A partir daí, somos privilegiados em ter em mãos uma das respostas mais lindas e repletas de amor de nosso Criador. Uma das provas inequívocas de Sua eterna misericórdia. E mais uma contundente prova de que os Seus mandamentos também são eternos.
O início da fala de Deus a Salomão já diz assim: “Ouvi a tua oração” (v. 12). Opa! Estudamos ontem a condição para que o SENHOR possa nos ouvir. Isto quer dizer que a oração de Salomão não foi apenas com os lábios, mas com o coração em fidelidade para com os mandamentos de Deus. E qual é o resultado lógico de uma oração assim? A atenção dos ouvidos do Eterno! O famoso versículo 14, citado acima como texto base, começa deixando algo muito claro: “Se”. Deus usa uma conjunção subordinativa condicional. Ou seja, para que o restante da oração possa ter efeito, deve ser cumprido o “se”. E não se tratam de condições separadas uma da outra, mas de ações conjuntas. O resultado não apareceria se o povo apenas se humilhasse, nem se apenas orasse. Pois muitos se humilham diante de Deus, porém, não se convertem. Muitos também oram, mas não O buscam. Muitos O buscam, mas não se convertem. Compreendem? Somente quando todas as ações são somadas é que redunda no resultado: “então”. Esta é a fórmula: SE HUMILHAR + ORAR + BUSCAR + SE CONVERTER = OUVIDOS ATENTOS DE DEUS, PERDÃO DOS PECADOS E CURA. Contudo, ainda há a equação da desgraça. E ela inicia com a conjunção “porém”. Isto é, “por outro lado”, “todavia”, “no entanto”, indicando o lado contrário do que acabamos de ver. Eis a equação do tolo: SE DESVIAR + DEIXAR OS MANDAMENTOS DE DEUS + SERVIR E ADORAR OUTROS DEUSES = DESERÇÃO, AUSÊNCIA DA PRESENÇA DE DEUS E MALDIÇÃO. Que contraste, hein? Vocês perceberam que não é preciso muita coisa para que percamos o foco do sagrado? O começo é bem sutil: desviar-se. E não precisa ser por intermédio de grandes coisas, mas coisas pequenas que vamos cedendo e, quando menos esperamos, já não damos mais ouvidos aos mandamentos de Deus e a voz do Espírito Santo vai ficando cada vez mais distante. A chegada da maldição, portanto, é o resultado natural do nosso próprio procedimento.
Meus irmãos, podemos concluir então que não basta orar, é preciso agir. A verdadeira oração precisa vir acompanhada de ação. E esta ação chama-se CONVERSÃO. Foi por isso que o SENHOR deixou isso bem claro, tanto aqui como no que podemos ler em Isaías 1:10-17 (Leia!) e em Isaías 58:1-14 (Leia!). São textos fantásticos sobre o que Deus espera verdadeiramente daqueles que se chamam pelo Seu nome. Precisamos, mais do que nunca, assumir uma vida de oração, mas, aliada a uma vida de oração, precisamos desesperadamente de conversão. E esta é gradual. Não existe conversão em um dia. Existe o dia em que ela se inicia, como escreveu o próprio Salomão: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais, até ser dia perfeito” (Provérbios 4:18). É um processo diário que nos conduz àquele grande Dia em que Cristo nos tornará perfeitos. Portanto, amados, cumpramos todos os “se(s)” do SENHOR, e Ele cumprirá fielmente o “então”!
Bom dia, povo do SENHOR!
*Leiam #2Crônicas7
Rosana Garcia Barros
2 Comentários so far
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GLORIA A DEUS
Comentário por ANTONIO CARLOS JOSE SOARES 19 de julho de 2016 @ 19:08Amém.
Comentário por João Germano Raul Raul 20 de julho de 2016 @ 1:19