Reavivados por Sua Palavra


I Pedro 3 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Continuando em uma linha prática, Pedro aconselha maridos e esposas a que sejam respeitosos e amorosos, considerando-se mutuamente  como herdeiros “do dom da graça da vida” (v. 7 NVI). Ele lembra as mulheres que o que as torna mais atraentes é ter uma conduta semelhante à de Cristo, ao invés de estratagemas externos para chamar a atenção. Por outro lado, Pedro lembra também que Deus não abençoa o marido tirânico, egoísta e dominador.

Pedro se dirige aos cristãos em geral, com uma exortação para que sejam unidos em espírito. O Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia sugere que o termo traduzido por “unidade” no verso 8 não significa uniformidade. Pedro reconhece que as diferenças de opinião podem surgir e exorta os crentes a amar uns aos outros, mostrando cortesia e compaixão, ao invés de brigas e xingamentos.

Alguns têm sido incomodados pelos versos 18-20, supondo que Jesus ou Noé pudessem ter pregado o evangelho para as pessoas no inferno. Na realidade, o que a passagem quer dizer é que Cristo pregou através do Espírito Santo (v.19) para as pessoas que vivem na prisão do pecado (Sl. 142:7).

Um dos maiores desafios deixados por Pedro para nós, como seguidores de Jesus, ocorre no verso 15, onde ele nos exorta: “Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês”. Esta advertência é impossível de cumprir sem um estudo cuidadoso da Escritura, em espírito de oração, para que entendamos a vontade de Deus.

Cindy Tutsch, DMin
Estados Unidos

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1pe/3/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: I Pedro 3 

Comentário em áudio 



Os espíritos em prisão em I Pedro 3:19 by Jeferson Quimelli
14 de junho de 2015, 0:30
Filed under: Sem categoria

“Ele [Cristo] foi morto no corpo, mas vivificado pelo Espírito, 19 no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão 20 que há muito tempo desobedeceram, quando Deus esperava pacientemente nos dias de Noé, enquanto a arca era construída” I Pedro 3:18a-20 (NVI).

“Por meio de Noé, o Espírito Santo, que ressuscitou a Cristo, pregou aos antediluvianos que estavam presos pelas cadeias do pecado.” Paráfrase do prof. Leandro Quadros, “Na Mira da Verdade” (Casa), vol. 2, p. 52.

“Alguns defendem que a epístola (1Pe 3:18-20; 4:6) apoia a doutrina da imortalidade da alma e da consciência após a morte e que, durante o intervalo entre a crucifixão e a ressurreição, Cristo desceu ao hades, o reino figurado dos mortos (ver com. de Mt 11:23), para pregar aos espíritos desencarnados definhando ali. Todavia, a lógica desse ponto de vista requer que os “espíritos” aqui mencionados estivessem em um tipo de purgatório quando Cristo pregou para eles e que o propósito da pregação fosse lhes dar uma chance de ser salvos e escapar dali. No entanto, a maioria dos protestantes que creem que Pedro ensina a consciência do ser humano após a morte ficaria horrorizada em aceitar a doutrina papal do purgatório e o conceito igualmente antibíblico de uma segunda chance. Quem defende que Pedro apoia aqui a crença na suposta imortalidade da alma também precisa explicar por que Cristo seria parcial em não dar aos pecadores de outras gerações a mesma oportunidade dada aos “espíritos” dos pecadores da época de Noé” CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 629.

pregou. Cristo falou pelo Seu Espírito através de Noé, proclamando a mensagem da salvação. Esta passagem não pode ser usada para ensinar que no período entre Sua crucifixão e Sua ressurreição Cristo foi e pregou às almas imortais do povo do tempo de Noé. Adicionalmente ao fato de que a Bíblia não provê apoio ao conceito de que a alma é imortal, em sua segunda epístola Pedro exclui a possibilidade que o povo do tempo de Noé tivesse uma segunda chance e pudessem ainda ser salvos …  Andrews Study Bible.

espíritos. A palavra utilizada para espírito frequentemente se refere a seres humanos (e.g., 1Co 14:32; Heb 12:23; 1Jo 4:1). Os espíritos (pessoas) do tempo de Noé eram cativos na prisão do pecado. De acordo com a Escritura, somente oito pessoas escaparam dela (1Pe 3:20). Andrews Study Bible.

prisão. O fato de somente oito pessoas terem escapado do dilúvio (Gn 6:5-13; 1Pe 3:20) evidencia que os antediluvianos estavam firmemente presos ao pecado. Ninguém, além de Cristo, é capaz de libertar os seres humanos dos hábitos e desejos maus que Satanás usa para acorrentá-los. CBASD, vol. 7, p. 630.

O Dr J. Rawson Lumby, comentando I Pedro 3:17-22 em The Expositor’s Bible, observa que, durante os primeiros séculos, período em que a religião católica, com sua crença no purgatório, era dominante, a passagem foi interpretada significando que Cristo foi pregar a almas no inferno. “Mas no tempo da Reforma, as principais autoridades expunham a pregação do Espírito de Cristo através do ministério do patriarca [Noé]”. O Dr. John Pearson, em sua Exposition of the Creed, uma obra clássica da Igreja Anglicana, observa: “É certo, portanto, que Cristo pregou àquelas pessoas que nos dias de Noé foram desobedientes; todo aquele tempo ‘a longanimidade de Deus aguardava’ e, consequentemente, o arrependimento era oferecido. E é tão certo que Ele nunca lhes pregou depois que elas morreram”. Respostas a Objeções (Casa), p. 314.

Jesus “pregou aos espíritos” dos mortos?

Com base em 1Pedro 3:19, muitos cristãos creem que, durante Sua morte, Cristo desceu até o inferno e pregou aos “espíritos em prisão”.

Ao ler 1 Pedro 3:19, deveríamos fazer pelo menos as seguintes perguntas ao texto:

1º Quem pregou?

2º Que “espíritos” são esses?

3º Que “prisão” é essa mencionada por Pedro?

4º Existe oportunidade de salvação depois da morte?

Vamos ver as respostas que a Bíblia nos disponibiliza:

1ª resposta: Quem pregou não foi Jesus, e sim o Espírito Santo. No final do verso 18 é dito que Cristo foi vivificado pelo Espírito” e, por isso a NVI está corretíssima em traduzir o termo “Espírito” com letra maiúscula no referido versículo. Isso está em desarmonia com o que Jesus disse em João 16:8, quando declarou aos discípulos que é a Terceira Pessoa da Divindade a função de convencer o mundo “do pecado, da justiça e do juízo”.

Tendo isso em mente, não fica difícil entendermos a primeira parte do verso 19 que diz: “no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão”. “No qual” se refere ao “Espírito” do verso 18 e, por isso, se alguém tivesse “descido ao inferno” para “pregar aos espíritos que lá estavam”, esse alguém foi o Espírito Santo, o “Espírito” que “vivificou” a Cristo, ressuscitando-O dos mortos (Rm 8:11).

2ª resposta: Os “espíritos em prisão” não são espíritos de pessoas mortas, mas pessoas que estavam vivas quando a Palavra de Deus foi pregada a elas. Isso fica evidente quando lemos o verso 20, que descreve esses “espíritos” como sendo aqueles que “desobedeceram, quando Deus esperava pacientemente, nos dias de Noé […].” Essas pessoas que desobedeceram a Deus no tempo de Noé foram os antediluvianos, pessoas reais e não espíritos desencarnados.

Através de 1Pedro 3:19, 20 é possível ver que em alguns casos os autores bíblicos usam a palavra “espírito” para se referir a pessoas vivas. Leia, por exemplo, 1João 4:1, onde os falsos profetas (vivos, nos dias de João) são chamados de “espíritos”. Já, Hebreus 12:22, 23 usa a mesma palavra para descrever os justos a quem a carta de Hebreus foi escrita.

3ª resposta: A “prisão” na qual se encontravam os antediluvianos é a prisão do pecado. O termo é usado simbolicamente e não se refere a um lugar literal onde os mortos podem, em meio às chamas, parar para ouvir a Palavra de Deus enquanto agonizam no “fogo do inferno”. Provérbio 5:22 nos responde a esta terceira pergunta de modo satisfatório, como podemos ler a seguir: “Quanto ao perverso, as suas iniquidades o prenderão, e com cordas do seu pecado será detido” (ARA).

O apóstolo Pedro nos informa que Noé foi o “pregador da justiça que levou o aviso divino ao “mundo antigo” (2Pe 2:5) de que deveriam se arrepender dos seus pecados antes que viessem as águas do dilúvio (Cf. toda a história em Gn 6-9). Porém, os antediluvianos estavam tão presos pelas cordas dos próprios pecados que não quiseram atender aos apelos do Espírito Santo feitos por meio de Noé.

4ª resposta: O próprio apóstolo Pedro, em sua segunda carta, ensina que os antediluvianos e habitantes de Sodoma e Gomorra não receberam uma segunda chance de salvação depois de estarem mortos (leia 2Pe 2:5, 6). E não poderia ser diferente, pois nosso destino eterno é decidido nesta vida: “Ao contrário, encorajem-se uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama ‘hoje’, de modo que nenhum de vocês seja endurecido pelo pecado” (Hb 3:13). Pelo fato de o pecado endurecer a pessoa, a Bíblia recomenda que o pecador aceite a Jesus hoje, pois amanhã poderá ser tarde demais (2Co 6:2).

Com base nessas informações, ao lermos 1Pedro 3:19 juntamente com os versos 18 e 20 e outros textos paralelos, podemos, sem medo de errar, traduzir o texto como se segue:

“Por meio de Noé, o Espírito Santo, que ressuscitou a Cristo, pregou aos antediluvianos que estavam presos pelas cadeias do pecado.”

Pedro escreveu a cristão que estavam sendo injustamente insultados pelos pagãos por causa de suas crenças (1Pe 2:12; 3:9; 16; 4:14) e pede que seus leitores vejam um contraste entre o mundo mau dos dias de Noé e o mundo em que eles viviam, para encorajá-los a perseverar em seguir a Deus, mesmo sendo a minoria, assim como Noé fazia parte da minoria.

E, do mesmo modo que Cristo sofreu pelos pecados da humanidade (1Pe 3:18), os crentes foram convidados a sofrer por fazer o bem (1Pe 3:17), certos de que receberão a recompensa do Senhor (cf. Mt 5:11, 12). Afinal, todas as autoridades, sejam humanas ou angélicas, estão sujeitas ao Salvador que saiu vitorioso da sepultura e voltou ao Céu para assumir o governo do Universo.

O assunto abordado pelo apóstolo nada tem a ver com “vida após a morte”, e sim com fidelidade e perseverança cristã em meio aos insultos dos descrentes.

Prof. Leandro Quadros, Na Mira da Verdade, vol. 2 (Casa), p. 50-52.

 



I Pedro 2 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Pedro não quer que seus leitores permaneçam estáticos em sua caminhada com Jesus. Nesse capítulo, ele exorta àqueles que experimentaram o novo nascimento (cap.1:23-25) a deixarem de lado tudo o que impede o crescimento espiritual e permanecerem em Jesus, a pedra angular. A nação judaica se escandalizou nAquele que ansiava fortalecê-los, tropeçou nAquele que deveria ser um degrau para a paz e a felicidade.

Um dos pontos altos do capítulo é o verso 9: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (ARC). Aqui Pedro escreve novamente acerca do sagrado convite dirigido àqueles escolhidos para o elevado privilégio de representar a Deus na terra. Os cristãos devem render louvor e honra a Jesus, que os chamou das trevas para a luz da verdade. 

Nas Escrituras, a luz frequentemente é utilizada para se referir à verdade (Mt. 4:16; Lc. 11:35). À medida que apontamos para a Bíblia como a fonte de luz e refletimos o amor de Jesus em nossas vidas, podemos ser agentes de restauração daqueles que vivem sem a certeza do amor de Deus por eles. 

Cindy Tutsch, DMin
Estados Unidos

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1pe/2/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: I Pedro 2 
Comentário em áudio 



I Pedro – Reavivados por Sua Palavra by Jeferson Quimelli
12 de junho de 2015, 8:54
Filed under: Estudo devocional da Bíblia | Tags:

Que continuemos a ser abençoados e iluminados na leitura de mais este livro da Bíblia.



I Pedro 1 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Em sua saudação, Pedro se dirige aos cristãos que vivem fora da Palestina como “peregrinos” ou “estrangeiros”, com a implicação de que esta terra é apenas temporária enquanto o céu é o lar permanente dos fiéis a Jesus. Nossa fidelidade é obtida através do poder de Deus, que nos concede uma “esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (v. 3 NVI).

Eu estive dentro da escura e úmida prisão Mamertina em Roma, de onde Pedro pode ter escrito esta carta. Pedro realmente compreendia o que as palavras julgamento, desgraça, e perseguição significavam! No contexto do seu próprio sofrimento, ele lembra a seus leitores que as provações produzem uma qualidade mais forte de fé, assim como o ouro é testado e refinado pelo fogo.

Os leitores de Pedro provavelmente não tinham visto Jesus com seus olhos físicos, mas a despeito disso eles podiam experimentar uma união espiritual com Ele. Nós, também, podemos contemplar à frente a recompensa que receberemos de Jesus, na Sua vinda. A esperança da igreja naquela época e também agora continua a ser o breve retorno de Jesus Cristo. O desdobramento do plano de salvação continua a ser um tema de grande interesse, mesmo entre os anjos (v.12)!

Depois de estabelecer a razão para vivermos de modo santo (Cristo, Sua ressurreição e a segunda vinda), Pedro continua com conselhos práticos para a vida diária. Em um mundo que clama por indulgência sensual, os apelos do apóstolo para que sejamos cuidadosos com o que entra em nossa mente são mais relevantes do que nunca. Quando obedecemos à verdade por meio do Espírito, também aprenderemos a amar uns aos outros com um coração puro (v.22).

Cindy Tutsch, DMin
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1pe/1/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: I Pedro 1 
Comentário em áudio 



Tiago 5 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Num futuro próximo, os cidadãos do mundo que alcançaram uma boa situação financeira por meios desonestos estarão chorando por causa dos problemas que sobrevirão a todos. Se obtivemos sucesso financeiro através de meios egoístas, nosso dinheiro e todos os bens que possuirmos se tornarão inúteis. Nossas roupas caras serão destruídas por traças e nossas preciosas moedas acumuladas se enferrujarão (vs. 1-3).

Precisamos prestar atenção à forma como tratamos os outros. Alguns nem sequer pagam um salário adequado aos seus trabalhadores. Estes clamam a Deus em desespero diante da injustiça sofrida. Deus tem ouvido seus clamores. Muitos vivemos como se não houvessem conseqüências para as escolhas que estamos fazendo. A vida é tão curta, podemos estar aqui num dia e não estarmos no próximo (vs. 4-6).

Estamos nós sofrendo? Encontramos dificuldades em cada curva da jornada da vida? Precisamos levar nossos problemas ao nosso Pai celestial (v. 13a). Ele nos dará a força necessária para seguirmos em frente através das dificuldades da vida. Por outro lado, se tudo está bem conosco, alegremo-nos pelas bênçãos e favor divinos em nossa vida (v. 13b).

Lembremo-nos que devemos confessar nossos pecados somente a Deus e admitir nossos “erros” para os outros (v. 16a). Precisamos orar uns pelos outros, e se Deus em Sua grande misericórdia escolher nos curar, Ele o fará (v. 16b). As orações sinceras e consistentes dos justos têm um poder tremendo junto ao Senhor. As orações coletivas de Seu povo em prol dos necessitados tocam o coração de Deus.

Se trazemos alguém de volta para Deus, salvamos essa pessoa da morte eterna e a conduzimos a uma vida melhor neste mundo (vs. 19, 20). Seus pecados serão lançados nas profundezas do mar para nunca mais ser revelados. A pessoa receberá a vida eterna. O lado bom de tudo isso é que o Senhor nos escolheu para desempenhar um papel em trazer um “filho pródigo” para casa, para os braços amorosos de seu Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Robin Pratt
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jam/5/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Tiago 5 
Comentário em áudio 



Tiago 5 – Comentários Selecionados by tatianawernenburg

1 Atendei, agora. A dura repreensão no cap. 4:13 se dirige àqueles que buscam riquezas sem considerar o plano de Deus para sua vida. Tiago reprova aqueles que alcançaram seu objetivo material e enriqueceram. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 586.

3 Testemunho. Essa ferrugem que indica que as posses não foram usadas será uma evidência clara contra os “ricos” no dia do juízo. O dinheiro que possuíam foi acumulado com egoísmo, quando poderia ter sido usado no serviço de Deus e para o próximo. A destruição de seus tesouros prevê sua condenação iminente. Homens do AT tinham o costume de deixar seu dinheiro num lugar secreto que consideravam seguro (Is 45:3), pois não havia bancos para se depositarem fundos particulares. CBASD, vol. 7, p. 587.

5 Vivido regaladamente. Do gr. truphaõ, “ter uma vida tranquila e luxuosa”. As riquezas acumuladas à custa do pobre são gastas na busca do prazer. CBASD, vol. 7, p. 588.

Resistência. Do gr. antitassõ, “opor-sé”, “oferecer resistência”. O testemunho desses justos “condenados” e maltratados se levantará em terrível condenação de todos os opressores no dia do juízo. Os justos oprimidos não podem resistir à tirania dos ricos nesta vida, e terão justiça somente quando Deus Se levantar para vingar a causa deles. Então, lhes será feita justiça: eles serão recompensados, e os opressores ímpios, destruídos (v. 3 , 5). CBASD, vol. 7, p. 588.


Uns dos outros. Depois de exortar seus leitores a serem pacientes para suportar as injustiças dos ricos opressores (v. 7), o apóstolo os exorta a serem pacientes uns com os outros. Cristãos que enfrentam com destemor as mais severas injustiças às vezes se tornam impacientes com problemas menores dentro da igreja. Os cristãos precisam do encorajamento de seus irmãos de fé ao enfrentarem aflições. CBASD, vol. 7, p. 589.


11 Perseveram. A fidelidade constante em meio aos problemas (Tg 1:3) revela lealdade completa a Deus e se torna um requisito para a vida eterna (Mt 10:22; 24:13). Quando os membros da igreja passam por dificuldades, podem reclamar as mesmas bem-aventuranças. CBASD, vol. 7, p. 590.


12 Sim sim. Quando as palavras de uma pessoa se provam verdadeiras por meio de seus atos, ela não terá a necessidade de reforçá-las com um juramento.  CBASD, vol. 7, p. 590.


15 Oração da fé. A falta de fé é um obstáculo para a cura (Mc 6:5), assim como para a salvação (Ef 2:8). A pessoa que possui fé confia na sabedoria e no amor de Deus e busca se identificar com Seu desígnio e cumpri-lo. Por isso, a oração da fé é a oferecida pela pessoa que se destaca por sua fé. CBASD, vol. 7, p. 591.

16 Confessai. O primeiro requisito da fé sincera na oração é a consciência limpa. As faltas cometidas em segredo devem ser confessadas a Deus. Pecados que envolvam outras pessoas devem ser confessados também aos que sofreram dano. Uma consciência culpada é uma barreira à fidelidade completa a Deus e um entrave à oração. CBASD, vol. 7, p. 592.

19 Meus irmãos, se algum. Tiago conclui sua epístola de advertência e instrução, demonstrando seu interesse solícito pela salvação de cada um dos leitores. A nota dominante da epístola de Tiago é a preocupação com o bem-estar eterno de seus amados irmãos. CBASD, vol. 7, p. 593.


20 Cobrirá. Do gr. kalu-ptõ, “cobrir”, “velar” (SI 32:1; IPe 4:8). Quando a pessoa se converte, é como se seus pecados fossem lançados “nas profundezas do mar” (Mq 7:19). Tiago conclui sua majestosa exortação a seus irmãos de fé com a tônica do NT: o resgate do ser humano de seus pecados e sua restauração à estatura plena de Jesus Cristo. CBASD, vol. 7, p. 594.



Tiago 4 by Jeferson Quimelli
10 de junho de 2015, 1:00
Filed under: submissão, Vida Cristã, vitória | Tags: , , , , ,

Comentário devocional:

Precisamos fazer esta pergunta a nós mesmos: “Qual a origem das brigas, guerras e contendas?” (v. 1). Este comportamento conflituoso começa dentro de nós e está diretamente relacionado a nossos desejos (v. 2). Pelo fato de querermos certas coisas e não as alcançarmos, não importa o quão duro trabalhemos, nos sentimos amargos ou derrotados. Então discutimos e expressamos raiva.

Por outro lado, existem coisas que desejamos que o Senhor nos conceda, mas não nos preocupamos em pedir a Ele, então não as conseguimos. Às vezes, até nos lembramos de pedir ao Pai Celestial por nossos desejos, mas Ele não concede nossos pedidos porque pedimos pelas razões erradas (v. 3). Pedimos egoisticamente.

O que a Bíblia quer dizer ao afirmar que Deus é zeloso pelos seus filhos (v. 5)? Significa que Deus anseia em estabelecer um relacionamento com eles. Ele deseja ter uma conexão significativa conosco para que possa nos ajudar a crescer até o nosso pleno potencial. Então Ele graciosa e livremente oferece Sua maravilhosa graça para nos ajudar a mudar e amadurecer. As Escrituras dizem que Deus concede a Sua graça àqueles se submetem a Ele (v. 7a). Ele não oferece a mesma graça ao orgulhoso e arrogante. Não se trata de Ele não estar disposto a dar-lhes Sua graça; é que eles não iriam reconhecê-la e submeterem-se ao poder transformador de Deus.

A chave para tudo isso é a nossa vontade. Precisamos render nossa vontade a Deus e estabelecer uma resistência mental ao diabo e suas tentações. Quando fazemos isso de forma consistente, em nome de Cristo, o demônio acabará por fugir de nós (v. 7b). 

Não devemos tomar parte em fofocas contra os nossos amigos e familiares. Qualquer um que fala falsidades contra seus irmãos ou irmãs nas suas costas para destruir sua reputação está assumindo o papel de juiz. Quando fazemos isso, estamos nos colocando não só acima da lei de Deus, mas acima do próprio Deus (vs. 11-12).

Em resumo, devemos rejeitar tudo o que é mau à nossa volta e deixar que Deus purifique nossos processos de pensamento. Acima de tudo, precisamos parar de tentar manter um pé no mundo e outro pé na igreja. Não podemos amar o mal e a Deus ao mesmo tempo.

Querido Deus, purifica nossos motivos e palavras para que possamos glorificar o Teu nome.

Robin Pratt
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jam/4/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Tiago 4 
Comentário em áudio



Tiago 4 – Comentários Selecionados by tatianawernenburg
10 de junho de 2015, 0:30
Filed under: religião viva, Vida Cristã, virtude | Tags: , , , ,

1 De onde. O apóstolo fala dos males específicos dentro da igreja, produto de línguas desenfreadas e corações facciosos. A causa de toda divisão e contenda é o egoísmo (Tg 3:14). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 579.

Nos vossos membros. Referência ao corpo propriamente dito ou à igreja. A despeito da interpretação, o egoísmo que constantemente busca reconhecimento e satisfação é a fonte de todo conflito pessoal que, com frequência, leva a discussões. CBASD, vol. 7, p. 579.

3 Não recebeis. Respostas à oração dependem tanto da natureza dos pedidos quanto do espírito com que se pede (Lc 11:9). CBASD, vol. 7, p. 580.

Amizade do mundo. Isto é, amizade com o mundo. O principal objetivo do “mundo” é satisfazer o desejo de complacência pessoal. O evangelho convida o ser humano a servir ao próximo. Entre o espírito e a prática do “mundo” e o da igreja deve haver uma diferença marcante (I Jo 2:15). CBASD, vol. 7, p. 580.

6 Graça. Do gr. charis (Rm 3:24). Devido ao amor de Deus por Seu povo, continuamente se renova e se amplia entre eles a graça para habilitá-lo a resistir às tentações mundanas. Aquele que, com sinceridade ora pela graça, estará constantemente desenvolvendo o caráter cristão. Deus pede obediência completa, mas também provê força suficiente para nos capacitar a obedecer (Hb 4:16). CBASD, vol. 7, p. 581.

7 Sujeitai-vos. Tiago dá início a uma série de dez imperativos, aos quais todo membro de igreja sujeito ao perigo de se tornar “amigo” do mundo (v. 4) faria bem em atentar. Para que Deus conceda Sua “graça”, (v. 6) os “humildes” devem estar dispostos a submeter sua vontade ao plano divino. Submissão implica confiança plena de que todos os desígnios de Deus são para o bem (Hb 12:9). CBASD, vol. 7, p. 581.

10 Humilhai-vos. Ver Mt 11:29; 23:12; Tg 1:9. Tiago resume desta forma as várias admoestações sobre a lealdade completa à vontade de Deus. Para quem é honesto consigo mesmo, sua deplorável condição produz um espírito humilde diante de Deus, que está sempre disposto a perdoar (Is 57:15). CBASD, vol. 7, p. 582.

11 Não faleis mal. Ou, “parai de falar mal” ou “deixai de difamar”. Tiago deixa de se ocupar dos deveres dos membros da igreja para com o Senhor, a quem professam servir, e condena alguns males específicos que prejudicam a igreja. A falta de humildade perante Deus inevitavelmente leva a uma falta similar perante o semelhante. A prática de criticar os irmãos de fé revela flagrante egoísmo e se torna fonte de dissensão na igreja (Tg 3:2-6). CBASD, vol. 7, p. 583.

14 E logo se dissipa. Isto é, a vida humana começa a desaparecer quase tão logo quanto se inicia. Como o vapor, a vida pode se dissipar repentinamente. CBASD, vol. 7, p. 584.

16 Pretensões. Do gr. alazoneiai, “alardes”. Está implícita a confiança presunçosa na esperteza, habilidade e força. Esses membros que confiavam em si mesmos agiam como se o futuro estivesse nas mãos deles e seu êxito dependesse de sua capacidade. CBASD, vol. 7, p. 584.

17 E não o faz. Aqueles que são apenas “ouvintes” e não “praticantes” mostram que sua religião é “vã” (Tg 1:23, 26). Uma pessoa de fé pervertida confia apenas no conhecimento e prova sua falsidade quando evita atos que o crente sincero faria com alegria (Tg 2:17, 20, 26). Esta também é uma repreensão para quem negligencia o estudo da Palavra de Deus, tendo em vista que mais conhecimento aumentaria sua obrigação pessoal. CBASD, vol. 7, p. 585.



Tiago 3 by Jeferson Quimelli
9 de junho de 2015, 1:00
Filed under: religião viva, Vida Cristã, virtude | Tags: , ,

Comentário devocional:

Tiago salienta o fato de que professores e líderes tidos em alta estima em sua comunidade devem apresentar um padrão mais elevado do que a média das pessoas. Na verdade, suas palavras serão julgadas mais severamente do que as palavras dos demais.

A língua é tão pequena e aparentemente tão inofensiva, mas pode fazer muito dano se não for controlada por Jesus. A língua pode construir a autoestima de uma pessoa ou derrubá-la. Algumas poucas palavras podem arruinar um relacionamento para o resto da vida. Se permitirmos que o diabo manipule nossas palavras podemos trazer dano a pessoas, igrejas e comunidades. Guerras foram iniciadas por causa de algumas palavras mal colocadas.

Por outro lado, homens e mulheres podem fazer grandes coisas se mantiverem suas línguas sob controle. Palavras gentis podem ser usadas para domar e treinar animais. Palavras também podem promover a cura e trazer bem-estar emocional e mental.

A língua pode ser repugnantemente má, espalhando seu veneno por toda parte. Ou pode ser uma ferramenta de poder para o bem, inspirando e habilitando pessoas a se assemelharem mais a Jesus. Se aceitamos como impossível que água boa e ruim possam fluir da mesma fonte, como podemos aceitar que palavras de encorajamento e intimidação possam fluir da mesma boca? A fonte de nossas palavras precisa ser santificada com a presença de Deus.

Se entendermos o que Tiago está tentando nos dizer, então desenvolveremos uma conversação e comportamento positivos, com humildade. Essas ações se tornarão habituais em nossa vida, pois é Jesus Cristo quem vive em nós.

Despejar palavras raivosas sobre outros não é do agrado de Deus. Pelo contrário, essa é uma ferramenta muito usada pelo diabo para envenenar tanto aqueles que falam quanto os que escutam. Tal comportamento não é consistente com um cristão o qual deve espalhar a “boa notícia” do Senhor Jesus Cristo. A confusão é o resultado final de se espalhar o ódio, a raiva e a inveja.

As características das pessoas ligadas ao céu incluem sabedoria, pureza, bondade, compaixão e paciência. Se possuirmos boas atitudes e comportamentos, livres de parcialidade e hipocrisia, um dia seremos bem vindos ao reino de Jesus. Naquele grande dia da colheita final, os que ouvirão as palavras “bem está servo bom e fiel”, dos lábios de Jesus, são os que agora espalham sementes de bondade, compaixão e paz

Robin Pratt
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jam/3/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Tiago 3 
Comentário em áudio