Reavivados por Sua Palavra


I Pedro 3 by jquimelli

Comentário devocional:

Continuando em uma linha prática, Pedro aconselha maridos e esposas a que sejam respeitosos e amorosos, considerando-se mutuamente  como herdeiros “do dom da graça da vida” (v. 7 NVI). Ele lembra as mulheres que o que as torna mais atraentes é ter uma conduta semelhante à de Cristo, ao invés de estratagemas externos para chamar a atenção. Por outro lado, Pedro lembra também que Deus não abençoa o marido tirânico, egoísta e dominador.

Pedro se dirige aos cristãos em geral, com uma exortação para que sejam unidos em espírito. O Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia sugere que o termo traduzido por “unidade” no verso 8 não significa uniformidade. Pedro reconhece que as diferenças de opinião podem surgir e exorta os crentes a amar uns aos outros, mostrando cortesia e compaixão, ao invés de brigas e xingamentos.

Alguns têm sido incomodados pelos versos 18-20, supondo que Jesus ou Noé pudessem ter pregado o evangelho para as pessoas no inferno. Na realidade, o que a passagem quer dizer é que Cristo pregou através do Espírito Santo (v.19) para as pessoas que vivem na prisão do pecado (Sl. 142:7).

Um dos maiores desafios deixados por Pedro para nós, como seguidores de Jesus, ocorre no verso 15, onde ele nos exorta: “Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês”. Esta advertência é impossível de cumprir sem um estudo cuidadoso da Escritura, em espírito de oração, para que entendamos a vontade de Deus.

Cindy Tutsch, DMin
Estados Unidos

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1pe/3/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: I Pedro 3 

Comentário em áudio 



I Corintios 7 – Comentários Selecionados by tatianawernenburg
21 de março de 2015, 0:00
Filed under: Cartas de Paulo, casamento | Tags: ,

1 Toque em mulher. Um eufemismo para relação sexual. É provável que esta expressão seja sinônima de casamento. A instrução deve ser interpretada à luz de seu contexto, e não deve ser compreendida como uma proibição para o casamento. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 778.

5 Priveis. Do gr. a-postereõ, “roubar”, “privar de”. Os cristãos são aconselhados a não privar um ao outro dos privilégios íntimos do matrimônio, a não ser por tempo limitado, sob circunstâncias especiais e consentimento mútuo. CBASD, vol. 6, p. 779.

9 Não se dominem. Paulo enfatiza a importância de se dominar, mas também reconhece que nem todos são como ele. Além disso, os que se acostumaram à vida de casados podem achar difícil ter esse domínio completo. CBASD, vol. 6, p. 780.

10 A mulher. O fato de citar a mulher em primeiro lugar se deve a que ela estaria mais inclinada a buscar o divórcio. Como a parte mais frágil, ela era suscetível a sofrer opressão nas mãos do companheiro incrédulo. CBASD, vol. 6, p. 780.

12 Não a abandone. Poderia haver casos em que uma esposa não cristã fosse tão contrária ao evangelho que não desejasse viver com um marido cristão. Em tais casos, o marido não podia evitar a separação. Se, pelo contrário, a esposa incrédula desejasse permanecer com o esposo crente, ele não tinha a liberdade de buscar a separação. O voto matrimonial é sagrado e não pode ser desconsiderado por causa de uma mudança religiosa de uma das partes. O efeito natural da conversão de um cônjuge deveria ser torná-lo mais carinhoso, gentil, amoroso e leal do que antes. CBASD, vol. 6, p. 781. 

19 O que vale é guardar. O que importa é a fé manifestada na obediência aos mandamentos de Deus. O Senhor não avalia a religiosidade individual pela observância de rituais, mas pelo relacionamento com os princípios da lei divina. CBASD, vol. 6, p. 783.

23 Comprados. O preço do resgate é o precioso sangue de Jesus. CBASD, vol. 6, p. 784.

27 Não procures casamento. Aconselha-se ao solteiro ou viúvo não estar ansioso para se casar. Isso não significa que Paulo desaprovava o casamento ou que o declarou ilegítimo, como talvez pensavam alguns dos crentes coríntios. Em vez disso, buscava livrar os cristãos de envolvimentos desnecessários em tempos de angústia. É verdade que os solteiros passam por menos dificuldades em períodos de tribulação. CBASD, vol. 6, p. 786.

32 Das coisas do Senhor. Isto é, coisas concernentes à religião, assuntos espirituais, em contraste com as questões terrenas. O solteiro não se sobrecarrega com responsabilidades familiares. Seu tempo e energia não são consumidos em satisfazer as necessidades materiais de uma família, em particular, em períodos de prova e perseguição. Ele é livre para dar atenção completa ao avanço do reino de Deus. Paulo pessoalmente preferiu isso. Portanto, é correto que uma pessoa, se assim o desejar, permaneça solteira e se dedique totalmente à obra do Senhor. CBASD, vol. 6, p. 788.

38 E, assim. Este versículo resume a discussão dos v. 36 e 37. Não é errado dar a filha em casamento, ou que um jovem se case com sua noiva. Tampouco é pecado permanecer solteiro. CBASD, vol. 6, p. 790.

40 Eu tenho o Espírito. Parece haver referência a certos líderes da igreja em Corinto que criam ser inspirados. O apóstolo afirma sua crença de que ele também é inspirado pelo Espírito Santo. Portanto, essa declaração é uma afirmação de que suas cartas deviam ser recebidas não como opinião humana, mas como sabedoria divina. Era necessário que Paulo apresentasse seu direito de afirmar que tinha iluminação divina. Só assim ele poderia contrapor á instrução dada por falsos mestres em Corinto, e poderia estabelecer regras para a conduta dos crentes coríntios que os fortaleceria contra as tentações a que estavam expostos. CBASD, vol. 6, p. 791.



João 2 by jquimelli
10 de janeiro de 2015, 1:00
Filed under: casamento, milagres | Tags: , ,

Comentário devocional:

No Antigo Testamento, no livro de Gênesis (cap 1 e 2), Deus estabelece o casamento como a primeira instituição a ser uma bênção para a raça humana. No Novo Testamento, no Evangelho de João (cap 2), Jesus inicia Seu ministério realizando Seu primeiro milagre em um casamento em Caná da Galiléia. Eu não sei quanto a vocês, mas para mim isso me diz que o casamento é importante para Deus e deve ser tratado com seriedade e respeito por aqueles que afirmam ser Seus discípulos.

A narrativa do casamento é ao mesmo tempo atraente e instrutiva. Um jovem casal de poucos recursos – aparentemente parentes de Maria, mãe de Jesus -, está prestes a ser constrangido na frente de seus parentes e amigos. O seu vinho acaba antes do fim da festa, que naquela cultura durava sete dias. Convidado por Maria para a festa, Jesus não só os poupa do constrangimento, fornecendo cerca de 150 galões [cerca de 570 litros] de vinho, quando Maria pede sua ajuda, mas também oferece aos recém-casados o melhor e mais puro suco de uva que alguém já provou.

O drama na festa de casamento é mais profundo do que parece ser: ” A água representa o batismo em Sua morte; o vinho, o derramamento de Seu sangue pelos pecados do mundo. A água para encher as talhas foi levada por mãos humanas, mas unicamente a palavra de Cristo podia comunicar-lhe a virtude doadora de vida” (O Desejado de Todas as Nações, pp. 148-149).

Este capítulo termina com Jesus purificando o templo de seu mau uso, pouco antes do início da Páscoa. A lição espiritual é inconfundível. Quando levamos a sério honrar a Deus, não podemos continuar com os hábitos que não estão em harmonia com o Seu reino. Devemos pedir a Jesus “para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 Jo 1:9 NVI).

A ligação entre as duas histórias é evidente. Em nossa lamentável fragilidade humana, nós nunca temos recursos espirituais suficientes. Não obstante, quando convidamos Jesus para nossas vidas Ele os fornece em abundância, muito além do que possamos imaginar

Abramos os nossos corações novamente para Jesus hoje.

Willie Oliver

Diretor Mundial do Departamento dos Ministérios da Família

Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/jhn/2/

Traduzido por JAQ/GASQ

Texto bíblico: João 2 

Comentário em áudio 



João 2 – Comentários selecionados by jquimelli
10 de janeiro de 2015, 0:00
Filed under: casamento, cura, milagres | Tags: , , , , , , , ,

3 Tendo acabado o vinho. Literalmente, “o vinho falhou”. Tendo ajudado nos preparativos do casamento (ver DTN, 146), Maria se sentiu responsável por suprir a falta e procurou evitar o embaraço que, de outra forma, ocorreria. É digno de nota a confiança de Maria ao ir a Jesus com o problema. Como bom filho, Jesus estivera atento às expectativas da mãe e sempre encontrava uma solução apropriada. A narrativa do evangelho não deixa claro se Maria esperava que Jesus realizasse um milagre, o que Ele nunca havia feito antes (cf. DTN, 145, 146). Possivelmente a presença de Jesus e dos discípulos havia atraído uma multidão [que consumiu mais rapidamente os recursos]. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 1018.

4 Mulher. Esse é um modo respeitoso de dirigir-se a uma mulher, naquela cultura, e é como Jesus normalmente se dirige às mulheres (4.21; 8.10). Bíblia de Genebra.

Uma maneira respeitosa de se dirigir à uma mãe no mundo antigo. Ver 19:25-27. Andrews Study Bible.

Aquele que havia ordenado que os seres humanos honrassem seus pais (Êx 20:12; cf PP, 366) foi, Ele próprio, um vivo exemplo desse princípio. Durante 30 anos Jesus havia sido um filho amoroso e prestativo. CBASD, vol. 5, p. 1018.

O que tendes comigo? (NKJV). i.e., “que é que nós temos em comum?”. Bíblia Shedd.

Jesus rejeita o encorajamento, por parte de Sua mãe, para Se promover prematuramente. Andrews Study Bible.

Que tenho Eu contigo? (ARA). Literalmente, “o que para ti e para mim”? A expressão indica que o interlocutor excedeu os limites do que lhe diz respeito (ver Jz 11:12; 2Sm 16:10; 1Rs 17:18; 2Rs 3:13; 2Cr 35:21; Mt 8:29; Mc 1:24; Lc 8:28; etc.). A forma como Maria instruiu os serventes evidencia que ela não interpretou a resposta de Jesus como uma recusa (ver Jo 2:5). Ela ficou convencida de que Jesus supriria a necessidade no tempo e da maneira que achasse melhor. Ao longo de Sua vida privada em Nazaré, Jesus havia honrado a autoridade de Sua mãe; na verdade, sempre fora um filho solícito dentro do círculo de ação do lar, onde prevalecia essa relação (ver Jo 19:26, 27). Porém, Jesus havia assumido uma vida pública, e Maria não compreendia plenamente o quanto isso limitava sua autoridade sobre Cristo. Talvez ela achasse que tinha, pelo menos em certo grau, o direito de dirigi-Lo em Sua missão (ver com. de Mt 12:46-20). Assim, nessas palavras inequívocas, porém corteses, Jesus procurou deixar clara a distinção entre Sua relação para com ela como Filho do Homem e como Filho de Deus (DTN, 147). O amor dEle para com ela não havia mudado, mas dali em diante Ele precisaria trabalhar dia a dia sob a direção de Seu Pai celestial (ver DTN, 208; ver com. de Lc 2:49). Como ocorreu no caso de Maria e Jesus, os pais hoje, muitas vezes, acham difícil afrouxar, aos poucos, a autoridade que exercem sobre os filhos, até abdicarem dela totalmente, a fim de que estes ganhem experiência ao enfrentar os problemas da vida por si mesmos e aprendam a aceitar a responsabilidade por suas decisões. Sábios são os pais e afortunados são os filhos quando essa transição de autoridade ocorre naturalmente e sem atritos. CBASD, vol. 5, p. 1018

Jesus atende ao pedido de Maria, não por ser ela Sua mãe, mas o faz como parte de Sua obra messiânica. Isto indica que o papel especial de Maria, como mãe de Jesus, não lhe dá autoridade para intervir na carreira de Cristo – este é um forte argumento contra fazer-se oração a Maria. Bíblia de Genebra.

hora. Um expressão em João para o sofrimento e morte de Jesus. Jesus evitou ações que abreviariam o tempo de Seu sofrimento final. Ver nota em 12:27-28. Ver tb 7:30; 8:20; 12:23-24; 17:1. A experiência de Jesus em Caná foi uma antecipação da cruz (note as referências a hora, mulher, terceiro dia, vinho (sangue). Andrews Study Bible.

Minha hora. Ver Jo 7:6, 8, 30; 8:20; etc. Maria, aparentemente, esperava que Jesus, nessa ocasião, Se proclamasse o Messias (ver DTN, 145), mas ainda não havia chegado a hora de Ele anunciar isso (ver com. de Mc 1:25). Havia um momento marcado para cada acontecimento de Sua vida (DTN, 451; ver com. de Lc 2:49). Foi só perto do final de Seu ministério que Jesus afirmou publicamente ser o Messias … e, por causa disso, Ele foi crucificado (Mt 26:63-65; Lc 23:2; Jo 19:7; ver com. de Mt 27:63-66). CBASD, vol. 5, p. 1018, 1019.

Na crucificação e na ressurreição, de fato chegou a hora de Jesus (12.23, 27; 13:1; 16:32; 17:1). Bíblia de Estudo NVI Vida.

5 serventes. Do gr diakonoi, de onde vem a palavra “diácono”. Os serventes aparentemente recorreram a Maria como a pessoa responsável por fornecer mais vinho, pois nem mesmo o “mestre-sala” sabia ainda que este havia acabado (ver DTN, 148). CBASD, vol. 5, p. 1019.

6 seis talhas. Vasos em que se guardava água para as lavagens cerimoniais, obrigatórias para judeus religiosos, antes de comer (Mc 7.3-4). … Nas seis talhas houve cerda de uns 500 litros. Bíblia Shedd.

11 sinais. João usa o termo “sinais” para os milagres porque apontam para a morte e ressurreição de Jesus e a salvação vinda por Ele. Bíblia Shedd.

glória. A glória de Jesus é o Seu divino caráter. Em João, isto é mais claramente manifestado na cruz. Ver 22:23-24, 37-41. Andrews Study Bible.

19 destruí este santuário. A analogia entre o templo literal e o corpo de Cristo não é tão remota quanto a princípio parece. O santuário, e mais tarde o templo, cumpriam o propósito de ser a habitação terrena de Deus (ver com. de Êx 25:8, 9). Ali, acima do propiciatório, aparecia a shekinah, o glorioso símbolo da sagrada e permanente presença de Deus (ver com. de Gn 3:24; Êx 25:17). Mas, como João já havia salientado (cer com. de Jo 1:14), essa mesma glória divina habitou em carne humana na pessoa do Senhor (cf. 1Co 3:16). CBASD, vol. 5, p. 1019.

24 não Se confiava a eles. Isto é, aos que professavam crer nEle (v. 23). Ele sabia que muitos daqueles que se mostravam tão ansiosos para aclamá-Lo iriam, como o povo da Galileia dois anos mais tarde, abandoná-Lo (cf. Jo 6:66). ele conhecia a inconstância do coração humano e sabia que muitos conversos nos tempos de bonança são superficiais ou hipócritas (ver Jo 6:64; ver com. de Jo 7:2-9). CBASD, vol. 5, p. 1022;




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