Reavivados por Sua Palavra


I João 1 – Comentários Selecionados by tatianawernenburg
20 de junho de 2015, 8:37
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1 O que era. Estas palavras iniciais da epístola podem receber duas interpretações, pois o pronome ho, que se traduz como “o que”, é neutro, e poderia se referir a: (1) ao testemunho a respeito da revelação do Verbo da vida, ou (2) ao Verbo da vida (Cristo). O estilo de João torna a segunda interpretação mais provável (Jo 4:22; 6:37, em que os pronomes neutros se referem a pessoas) Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 689.

Com respeito ao Verbo. Ou, “sobre a Palavra”. O apóstolo não tem a pretensão de lidar com todos os aspectos concernentes ao Verbo, mas declara em sua epístola verdades baseadas em experiência pessoal com o Verbo. O uso da “palavra” (logos) referindo-se a Jesus Cristo é peculiar ao quarto evangelho (Jo 1:1, 14) a esta epístola (l Jo 1:1; 5:7) e ao Apocalipse (19:13) e apoia a ideia de que eles têm uma autoria comum. CBASD, vol. 7, p. 690.

2 A vida eterna. A associação de “vida” com “eterna” se apresenta 22 vezes nos escritos de João. O apóstolo pensa em termos de eternidade e sublinha a natureza eterna do seu amado Senhor e da vida que almeja compartilhar com Ele (Jo 3:16). CBASD, vol. 7, p. 691.

E nos foi manifestada. O autor está pleno de respeito reverente ao compreender o privilégio que lhe foi concedido de ver Aquele que estava com o Pai desde a eternidade. O esplendor da revelação nunca diminui na mente de João. Pelo contrário, permanece no centro de sua visão espiritual (Jo 1:14). CBASD, vol. 7, p. 691.

Completa. Ou, “plena”. Jesus tinha expressado a mesma razão para falar “estas coisas” aos Seus discípulos (Jo 15:11), e as palavras do discípulo amado podem ter sido um eco às palavras de seu Mestre. A plenitude da alegria é um tema frequente nos escritos de João (Jo 3:29; 16:24; 17:13; 2Jo 12). A religião cristã é feliz (Jo 15:11). CBASD, vol. 7, p. 692.

Deus é luz. Na Bíblia, a luz está associada com a divindade. Quando o Senhor iniciou a Criação, a luz foi o primeiro elemento a ser trazido à existência (Gn 1:3). As manifestações divinas são geralmente acompanhadas de glória inefável (Ex 19:16-18; Dt 33:2) . Deus é descrito como “luz eterna” (Is 60:19, 20) e “que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver” (ITm 6:16). Essas manifestações físicas simbolizam a pureza moral e a santidade perfeita que distinguem o caráter de Deus. CBASD, vol. 7, p. 692.

Mentimos. João destaca a hipocrisia daqueles que professam seguir o caminho da luz, porém voluntariamente andam nas trevas. Se Deus é luz (v. 5), todos os que tem comunhão com Ele também devem andar na luz. Por isso, qualquer um que afirmar ter comunhão com o Pai e andar nas trevas estará mentindo. CBASD, vol. 7, p. 693.

A nós mesmos nos enganamos. Se enganamos a nós mesmos, não podemos culpar ninguém. A pretensão de estar sem pecado é uma exaltação própria, uma ressurreição do velho homem, um ato de orgulho, de pecado, portanto, uma contradição característica de uma pessoa que se engana. Recusando-se a admitir sua própria pecaminosidade, o coração humano enganoso inventa inúmeras maneiras de alegar sua inocência. Só o poder penetrante da Palavra de Deus pode revelar o verdadeiro estado do coração e predispor a mente a receber a revelação. CBASD, vol. 7, p. 695.

Purificar. Ou “limpar. Ao confessar seu grande pecado, Davi orou: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro” (SI 51:10). O propósito do Senhor é purificar o pecador arrependido de toda injustiça. Ele pede perfeição moral de seus filhos (Mt 5:48). E fez provisão para que todos os pecados possam ser resistidos e vencidos com sucesso (Rrn 3:1-4). Enquanto houver vida, haverá novas vitórias a ganhar e novas excelências a alcançar. Este processo diário de purificação do pecado e crescimento na graça é denominado santificação. CBASD, vol. 7, p. 696.

10 Sua palavra. A referência não é a Cristo, a Palavra viva, mas à palavra escrita ou falada de Deus como o veículo mediante o qual Sua verdade (v. 8) é transmitida. Essa Palavra é a verdade (Jo 17:17) e não pode habitar em quem contradiz suas declarações evidentes. Se os seres humanos não aceitam o testemunho de Deus, negam-se a validar a descrição de sua condição. Assim agindo, rejeitam Sua Palavra e não podem mais tê-la no coração. CBASD, vol. 7, p. 697



I João 1 by jquimelli
20 de junho de 2015, 1:00
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Comentário devocional:

Cada membro da igreja é diferente, alguns são simplesmente problemáticos. 

Isso era tão verdadeiro nos dias do apóstolo João como nos nossos. Houve alguns membros em sua congregação que afirmavam serem membros da igreja em situação regular, embora andando “nas trevas”. Eles estavam – o apóstolo afirma – vivendo uma mentira (v. 6).

O problema deles parece ter múltiplas facetas, porém temos um vislumbre do problema principal no verso 7, que indica que eles não estavam vivendo em harmonia com o resto da congregação. Descobrimos, no próximo versículo, que eles estariam reivindicando viver sem pecado.

João viu claramente o problema dessas pessoas. No verso 8 ele simplesmente os chama de mentirosos e no verso 10 ele diz que tais reivindicações fazem de Deus um mentiroso. Afinal, Deus é enfático em dizer que “todos pecaram” (Rom. 3:23), como Paulo deixa claro na primeira metade de Romanos 3, utilizando para isso uma grande quantidade de citações do Antigo Testamento.

A boa notícia em relação à reivindicação dos “sem pecado” é que ela deu a João uma oportunidade para expor o evangelho do perdão. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (verso 9 NVI).

Uma coisa que gosto em João é que ele é capaz de encontrar algo útil mesmo em situações muito ruins. Temos algo a aprender com essa atitude de João.

George Knight
Estados Unidos

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1jn/1/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: I João 1 
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