Reavivados por Sua Palavra


O período intertestamentário by jquimelli
1 de novembro de 2014, 12:00
Filed under: Estudo devocional da Bíblia | Tags:

Entre o último livro escrito do Velho Testamento, Malaquias, e o primeiro escrito no Novo Testamento, Marcos, ocorreram mais de 400 anos. Foram anos em que não houve revelação profética, chamados por muito de “anos de silêncio Porém, em termos sociais e políticos, estes anos não foram nada silenciosos.

Historicamente, houve a dominação persa, da qual poucos detalhes se sabe da Palestina neste período. Com a dominação greco-macedônica, primeiro por Alexandre e depois pelos reinos Selêucidas, ao norte, e Ptolemaico, ao sul, houve uma forte tendência de helenização cultural e religiosa, principalmente no reino de Antíoco Epifânio IV (selêucida), que chegou a erigir uma estátua a Zeus e a sacrificar um porco no templo em Jerusalém. A oposição a Antíoco deflagrou a revolta dos macabeus, que durou 24 anos e que resultou na independência de Judá em 142 a.C. (evento que deu origem à festividade judaica Hanukah). Esta independência durou até 63 a.C., quando os romanos assumiram o controle, sob o general Pompeu. Este general tomou Jerusalém após um sítio de três meses, massacrou os sacerdotes e entrou no lugar Santo dos Santos, iniciando um amargo período de dominação romana.

Literariamente, houve a produção da Septuaginta, tradução para o grego dos livros hebraicos que geraram o nosso Antigo Testamento. O objetivo desta tradução era colocar as Escrituras na língua que os judeus da dispersão (iniciada com os exílios assírio e babilônico), que já não falavam hebraico, pudessem compreender. Isso permitiu sua disseminação também a todo o mundo de fala grega de então. A Septuaginta também incluía muitos livros de cunho histórico, porém de teologia duvidosa e contraditória com os demais livros canônicos (reconhecidos como inspirados por Deus). Estes foram chamados de apócrifos. Não aceitos pelos judeus quando da formação do cânon da Bíblia hebraica, foram confirmados na Bíblia católica pelo Concílio de Trento (1546) e confirmados pelo Concílio Vaticano I (1869 – 1870).

Socialmente, ocorreu a Diáspora (ou dispersão) dos judeus por todas as partes conhecidas do mundo de então, começando com as invasões assírias e babilônicas. Aonde moravam, os judeus se reuniam nas sinagogas e concentravam sua vida religiosa no estudo da Torá (Pentateuco). Quando os apóstolos começaram a evangelizar fora da terra de Israel, os primeiros lugares que eles visitavam eram as sinagogas.

Afastados do templo, com o objetivo de conservar a sua identidade, os judeus passaram a congregar em sinagogas, centro de ensino e estudo da Torá. A classe (ou partido) que se reuniu em torno das sinagogas foi a dos fariseus, que se esforçaram por interpretar a Lei de Moisés, colocando assim uma “cerca” para que os judeus se mantivessem vivendo em retidão perante Deus. Estas interpretações estavam compiladas na Mishnah e no Talmude.

Em torno do templo se compôs a classe aristocrata dos saduceus, em menor número, porém com grande poder político. Rejeitavam qualquer doutrina que não estivesse explicitamente citada na Torá, incluindo a da ressurreição.

Significativas, ainda, são as classes dos essênios e dos zelotes. Os essênios se compunham de um grupo separatista, semelhantes aos fariseus, que ressaltavam a rigorosa observância da lei e consideravam o sacerdócio do templo corrupto. Eles reuniam-se em comunidades, como a de Qumran, que preservou os Manuscritos do Mar Morto. Já os zelotes se compunham de judeus que visavam a independência dos romanos pela força. Sendo muito combativos, presume-se que tenham sido os causadores da destruição de Jerusalém, em 70 d.C. Foram exterminados na fortaleza natural de Massada, último reduto da rebelião contra o império romano.

Todas estas mudanças históricas, culturais e sociais compuseram o quadro observado no Novo Testamento. Foi neste ambiente heterogêneo de insatisfação política e social que nasceu, viveu e pregou nosso Redentor e Senhor Jesus Cristo.

 

Fator históricos entre Malaquias e Jesus

Fator históricos entre Malaquias e Jesus

Fontes:
Comentários da Bíblia de Estudo NVI Vida. Editora Vida.
Sue Graves. O que é a Bíblia? Uma Introdução ao Livro da Fé Cristã. SBB.



Vamos ler juntos Mateus? by jquimelli
1 de novembro de 2014, 3:00
Filed under: Estudo devocional da Bíblia

Que bênção termos lido juntos o Antigo Testamento!

Agora teremos o privilégio de ler juntos sobre a vida de Jesus no Evangelho de Mateus!



Malaquias 4 by jquimelli
1 de novembro de 2014, 0:00
Filed under: Tempo do Fim, testemunho | Tags: , ,

Comentário devocional:

Em Malaquias 3, Deus prometeu enviar um mensageiro especial para preparar o povo para a Sua própria vinda a este mundo. Quem seria este mensageiro?

Malaquias 4 o identifica: “Vejam, eu enviarei a vocês o profeta Elias antes do grande e temível dia do Senhor. Ele fará com que os corações dos pais se voltem para seus filhos, e os corações dos filhos para seus pais; do contrário, eu virei e castigarei a terra com maldição “(Ml 4:5 e 6 NVI).

O mensageiro de Deus é identificado como Elias, o grande profeta de Israel. Mas o que significa isso, que Deus enviaria Elias? Deus enviaria de volta Elias do céu, para onde havia sido transladado? Ou seria outro semelhante a ele? Como identificá-lo?

Qual a aparência do Elias real? “O rei [Acabe] lhes perguntou: ‘Como era o homem que os encontrou e lhes disse isso?’ Eles responderam: ‘Ele vestia roupas de pelos e usava um cinto de couro’. O rei concluiu: ‘Era o tesbita Elias’ ” (2 Reis 1:7, 8).

A profecia do retorno de Elias tornou-se muito importante para os judeus. Na verdade, em cada refeição da Páscoa, os judeus deixavam um lugar extra à mesa, em antecipação do retorno de Elias.

Depois do livro de Malaquias, não haveria profetas em Israel por um longo tempo. Por 400 anos, nenhum profeta falaria. Deus parecia estar em silêncio. Mas o silêncio seria quebrado pelo nascimento milagroso do filho de Zacarias, o sacerdote (Lucas 1:5-25), que passou a pregar no deserto, vestindo uma roupa de pelos e um cinto de couro. Quando perguntado se ele era Elias, João Batista simplesmente respondia: ““Eu sou a voz do que clama no deserto: ‘Façam um caminho reto para o Senhor’” (João 1: 23 NVI). Ele falaria com o espírito e o poder de Elias (Lucas 1:17).

Essa profecia de Malaquias tem também uma aplicação para os últimos dias. Um povo (Elias) preparará o caminho para a Segunda Vinda de Cristo. Eles farão isso através da pregação da pregação da Mensagem dos Três Anjos para o mundo inteiro (Apoc 14: 6-7). Essa mensagem deve alcançar toda nação, tribo, língua e povo. Está você disposto a fazer parte deste movimento que, no espírito de Elias, preparará o mundo para o retorno de Jesus?

Andy Nash
Southern Adventist University

 
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mal/4/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Malaquias 4

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