Reavivados por Sua Palavra


Apocalipse 7 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

Depois da visão da apostasia religiosa nos selos, João vê quatro anjos que seguram os ventos da contenda, guerra e derramamento de sangue. Por quê? Jesus, o Arcanjo (encarregado dos anjos) vem do Oriente e fala em alta voz que os anjos retenham a destruição até que os servos de Deus sejam selados intelectual e espiritualmente na verdade de Deus. Só então esses ventos deverão ser soltos, liberando o caminho para o caos que virá após o fechamento da porta da graça. “Depois destas coisas” (v. 9) sinaliza este selamento especial do povo de Deus, para Si mesmo no final do tempo, durante o sexto selo, antes da segunda vinda de Cristo. Somente aqueles que forem selados com o selo de Deus serão capazes de se manterem em pé após o encerramento da porta da graça. Fortalecidos pelo Espírito Santo, eles guardam todos os Dez Mandamentos e têm o testemunho de Jesus. Eles guardam o sábado do sétimo dia, em lealdade a Ele, o qual é o selo do fim dos tempos*.

João ouve o número dos que foram selados: 144.000. 12.000 de cada uma das doze tribos de Israel. Os 144.000 não se referem à nação literal de Israel, mas ao Israel espiritual, um grupo especial de crentes do tempo do fim que Deus usará para dar ao mundo a última revelação do Seu amor. Eles demonstram que, pela graça de Deus, é possível guardar todos os Dez Mandamentos. Com o selo de Deus iluminando seus rostos, eles são o testemunho final do mundo que foi convidado a escolher entre a adoração de Deus e a adoração da besta. Esses fiéis estarão vivos quando Jesus vier.

São mostrados a João dois grupos especiais de pessoas que fazem parte dos redimidos de todas as idades. Os 144.000 demonstram vidas em completa devoção a Jesus Cristo unicamente pela Sua graça, e desmentem as acusações de Satanás de que é impossível guardar os Dez Mandamentos de Deus. O segundo grupo inclui os martirizados por sua fé e a quem foi prometido o manto da justiça de Cristo, e que nunca mais sofrerão fome, sede, ou frio.

Ao contemplarem esses dois grupos, os anjos ao redor do trono, os vinte e quatro anciãos, e os seres vivos se prostram diante do trono e louvam a Deus (v 12).

Hoje é o tempo para você fazer um pacto com Jesus para ser selado como um de seus especiais 144.000, que no tempo do fim demonstrarão lealdade total a Deus. Que por Sua graça você reflita plenamente o caráter de Jesus.

Kenneth Mathews, Jr. M. D.
Médico, Medicina do Trabalho
Greeneville, TN. EUA.


* NT: A observância do sábado é um sinal exterior de uma lealdade interior (ver Ez 20:12, 20; Is 8:16; 51:6-7; I Jo 2:3, 4; Êx 20:8-11; Ap 14:12;  Mt 5:17, 18; Prov 30:5, 6; ap 22:18, 19; Êx 31:13; 5.  Ver tb. Lc 4:16, 31; 23:52-56; Mc 16:1-2). Aqueles que amam a Deus de todo o coração consideram um dever e privilégio observar o dia criado e escolhido por Ele para Sua adoração.



Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rev/7/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Apocalipse 7 
Comentário em áudio 



O selo de Deus em Apocalipse 7:2 by Jeferson Quimelli
3 de julho de 2015, 0:30
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Então vi outro anjo subindo do Oriente, tendo o selo do Deus vivo.” Apocalipse 7:2a

O selo do Deus vivo. O selo de Deus é concedido a quem vive em íntima união com Cristo e recebe continuamente o dom gratuito da Sua justiça. O selo é “o seu nome e o nome do Pai” (Apoc. 14:1). O nome de Cristo e o nome do Pai são símbolos do Seu caráter. (Ver Parábolas de Jesus, p. 330.)”. LES963 – Lições da Escola Sabatina, 3º trimestre de 1996, lição 4, p. 6.



“O selo não é alguma ‘marca que pode ser vista, mas a consolidação na verdade, para que eles [o povo de Deus] não possam ser abalados’ (Comentário de Ellen G. White, SDABC, vol. 4, p. 1.161).”. Conforme citado em LES892 – Lições da Escola Sabatina, 2º trimestre de 1989, p. 101.



O selo de Deus é o nome de Cristo “e o nome de Seu Pai” escritos na fronte (Apoc. 14:1). Aquele que vence o pecado pela graça de Cristo tem o nome dEle e o nome do Pai inscritos em sua pessoa (Apoc. 2:17; 3:12; 22:4).  …Muitos nomes visavam a indicar o caráter daqueles que os recebiam. LES892, p. 100. 



Somente as vestes que Cristo proveu, podem habilitar-nos a aparecer na presença de Deus. Essas vestes de Sua própria justiça, Cristo dará a toda alma arrependida e crente. “Aconselho-te”, diz Ele, ‘que de Mim compres … vestidos brancos, para que vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez. Esse vestido fiado nos teares do Céu não tem um fio de origem humana. Em Sua humanidade, Cristo formou caráter perfeito, e oferece-nos esse caráter. Parábolas de Jesus, p. 311.



Apocalipse 7 não está falando do selo do evangelho que é aplicado pelo Espírito Santo para dar-nos a certeza de que somos filhos de Deus. Os de Apocalipse 7 já o receberam. Como sabemos? Porque o selo de Apocalipse 7:1-3 é aplicado sobre os servos de Deus, o que demonstra que já são convertidos. 

…Onde, revela Deus, está o Seu selo para os crentes? Isaías 8:16 … “…sela a Lei no meio dos Meus discípulos.”  …

Alguns cristãos se surpreendem ao ler este versículo. Não obstante, ele se harmoniza plenamente com o Novo Testamento, onde diz: ‘Ora, sabemos que O temos conhecido por isto, se guardamos os Seus mandamentos. Aquele que diz: Eu O conheço, e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade’ (I São João 2:3,4). 

São Paulo disse que a obediência da lei distingue o cristão espiritual do carnal, ‘por isso o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar, portanto os que estão na carne não podem agradar a Deus’ (Romanos 8:7, 8).

Seria bom fazermos uma análise para comprovar a firme certeza do que acabamos de descobrir. 

Busquemos na lei de Deus (Êxodo 20:3-17) as três características básicas de um selo completo: 1. Nome; 2. Cargo; 3. Jurisdição. Encontraremos no mandamento que estabelece o dia de repouso.[1. Senhor Deus; 2. Criador; 3. Universo]”. SRA/EP – Seminário Revelações do Apocalipse/Edição do Professor, p. 59.



No Apocalipse, o selo de Deus está associado com o caráter do remanescente, semelhante ao de Cristo. O selo colocado na testa do povo de Deus em Apocalipse 7 é definido em Apocalipse 14:1 como os nomes de Cristo e do Pai. Na Bíblia, o nome de uma pessoa corresponde à própria pessoa, ou seja, ao seu caráter. O nome de Deus indica como Ele é. Portanto, ostentar o nome de Deus significa não apenas pertencer a Ele, mas ter desenvolvido, pela Sua graça, um caráter semelhante ao dEle.

Neste ponto, pode ser interessante lembrar que há uma identidade muito próxima entre Cristo e Sua lei. A lei é a expressão escrita do caráter de Deus. É também importante destacar que, no Apocalipse, o remanescente é caracterizado por guardar os mandamentos de Deus. Isso fica claro em Apocalipse 12:17 e 14:12. Os que ouvem e aceitam a mensagem dos três anjos são descritos como os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus (Apoc. 14:12). Esses são os selados.

As duas características mencionadas são extremamente significativas. Poderiam ser chamadas de fé e obediência, evangelho e lei. Os selados reconhecem que sua salvação só é uma realidade através da fé em Jesus, e confiam inteiramente nEle. Mas sabem também que Jesus deseja ser o seu Senhor. Eles reconhecem a soberania de Jesus ao guardar Sua lei como expressão de amor e gratidão.

O selo de Deus está associado com Sua lei e, de maneira muito especial, como sábado. O primeiro anjo de Apocalipse 14:7 convida os habitantes da Terra a adorarem a Deus, o criador do Céu e da Terra. Isso é exatamente o que o sábado nos convida a fazer. Quando imitamos a nosso Criador e Redentor, nos tornamos como Ele é.” LES963, lição 9, p. 5A.



Tendo em conta que Jesus disse que não mudou a lei e que não autoriza mudá-la (São Mateus 5:17, 18), e que o remanescente que receberia o selo de Deus seria obediente a Seus mandamentos (Apocalipse 14:12), fica claro que Deus não mudou Seu sinal (o santo sábado). Ainda mais: no Apocalipse há uma séria advertência para os que alteram a Palavra de Deus (Provérbios 30:5, 6) e terríveis maldições de Deus para quem acrescente algo a Sua Palavra ou dela tire alguma coisa (Apocalipse 22:18, 19).“ SRA/EP, p. 106 e 107.



Visto que a observância do sábado é um sinal de santidade (Êxo. 31:13), ela constitui uma parte importante da experiência de justiça pela fé em Cristo. …’De todos os dez preceitos, só o quarto contém o selo do grande Legislador, Criador dos céus e da Terra.’ – Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 17. (Comparar com Patriarcas e Profetas, págs. 313 e 315; Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 232.). …O mandamento do sábado é o selo de Deus porque contém o nome, a autoridade e o domínio do Legislador divino (Êxo. 20:8-11; comparar com I Reis 21:8; Ester 3:12).” LES892, p. 102.



Nosso Senhor Jesus Cristo foi muito enfático ao declarar que Ele não veio mudar a lei (São Mateus 5:17) e que não autoriza a mudança sequer de uma letra ou sinal enquanto durarem os céus e a Terra (São Mateus 5:18). Portanto, qualquer mudança da lei de Deus não obedece à vontade divina, mas a daquele que se rebelou contra Deus e foi expulso do Céu (Apocalipse 12:7-9). Por isso é que a obediência ao mandamento do sábado se constitui num sinal ou selo de lealdade a Deus (Ezequiel 20:20).” SRA/EP, p. 61.



Selo de Deus Vivo: O caráter de Deus gravado na alma dos que se dedicaram inteiramente a Cristo. O sinal exterior é a observância do sábado.” LES892, p. 99.



A observância do sábado é o sinal exterior de que nos entregamos tão completamente a Deus e estamos tão firmados na verdade, que não podemos ser abalados, mesmo quando for decretada a pena de morte para os que observam o sábado.” LES892, p. 103.



O sinal de Deus, ou selo, de Sua obra criativa e redentiva é o sábado. O sábado é um sinal de que Ele é o Criador. (Gen. 2:1-3; Êxo. 20:8-11).

O sábado é também um sinal de santificação ou consagração (Êxo. 31:13; Ezeq. 20:12). O dom da santidade se tornou possível através da morte de Cristo e pela dotação do Espírito Santo (I Pedro 1:2). Então o sábado é um sinal ou selo da justificação e salvação.” LES963, lição 9, p. 3.

Assim como Êxodo 31:16, 17 diz que o sábado seria sinal perpétuo entre Deus e Seu povo, Isaías 56 demonstra claramente que o sinal seria para todo crente, independente de sexo, nacionalidade, raça ou qualquer outra diferença humana. Note que Jesus aplicou esta profecia aos dias do Novo Testamento. (S. Mateus 21:13; São Marcos 11:17; São Lucas 19:46). …

Apesar da tremenda emergência que significou a morte de seu amado Filho, a bem-aventurada … Maria não fez as compras dos aromas para embalsamar a Jesus no sábado, mas esperou o domingo para ungir o Seu corpo [São Lucas 4:16, 31; 23:52-56]. Isto mostra que ela guardava o mandamento do sábado, no qual está o selo de Deus. Outras mulheres piedosas, as quais não puderam comprar na sexta-feira, guardaram o sábado e fizeram suas compras no domingo. (São Marcos 16:1-2.)  O mesmo exemplo encontraremos na vida de Paulo, …

Muitos católicos chamam o sábado de dia da Virgem. Na realidade é o dia que a bem-aventurada … Maria guardava, e o Novo Testamento nos revela que ela repousava no sábado, ‘conforme o mandamento’ de Deus. Nós faríamos bem em imitar seu piedoso exemplo, guardando o sábado tal qual ela fazia.

Não sei se você já pensou nisso, mas o que significa ser cristão? Ser cristão é imitar a Jesus; ser semelhantes a Ele, viver a vida que Ele viveu. Por exemplo: Não devemos odiar, porque Ele perdoava e mesmo na cruz orou: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.” Do mesmo modo, um cristão guarda o sábado porque Jesus, nosso exemplo, também o guardou.” SRA/EP, p. 61.



Apocalipse 1 – Comentários Selecionados by tatianawernenburg
28 de junho de 2015, 21:08
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1 Revelação. Do gr. apokaluvsis, “descerramento”. “Revelação de Jesus Cristo” pode ser considerado o título que João deu ao livro. Este título nega categoricamente a ideia de que o Apocalipse é um livro selado, que não pode ser compreendido. Ele apresenta uma mensagem que Deus teve e tem o propósito de ajudar Seus servos na Terra a ouvir e guardar. Eles só podem fazer isso se a compreendem. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 803.

3 Aqueles que ouvem. Isto é, os membros de cada igreja. A NVI traz a expressão anterior no singular, “aquele que lê”, denotando que, em cada igreja, havia apenas um leitor, e muitos que ouviriam a leitura. A bênção que acompanhava a leitura do Apocalipse nas “sete igrejas” da província romana da Asia alcança todos os cristãos que lêem o livro com o desejo de adquirir uma compreensão mais perfeita das verdades por ele comunicadas. CBASD, vol. 7, p. 806.

4 Sete Espíritos. Em outras passagens do livro, os sete Espíritos são retratados como sete lâmpadas de fogo (Ap 4:5) e como os sete olhos do Cordeiro (Ap 5:6). A associação dos “sete Espíritos” com o Pai e com Cristo, como equivalentes doadores da graça e da paz, sugere que eles representam o Espírito Santo. É provável que “sete” seja uma expressão simbólica de Sua perfeição e também pode subentender a variedade de dons por meio dos quais ele trabalha nos seres humanos (ver ICo 12:4-11; cf. Ap 3:1). CBASD, vol. 7, p. 807.

10 Dia do Senhor. O dia do Senhor não pode ter sido um domingo, pois o primeiro dia da semana nunca foi observado como um sábado até vários seculos depois da ascensão de Cristo. Escritores bíblicos referem-se ao domingo como “o primeiro dia da semana”. Para os pagãos, era o dia do sol. Qual era o dia do Senhor? 1. O dia em que o Senhor chama de “Meu Santo dia” (Is 58:13). 2. Jesus é o “Senhor do Sábado” (Mc 2:28). Apocalipse Verso por Verso, Henry Feyerabend, p. 14.

11 Sete igrejas. A ordem em que as igrejas são citadas, tanto aqui quanto em Apocalipse 2 e 3, representa a sequência geográfica pela qual passaria um mensageiro levando uma carta de Patmos a essas cidades da província da Ásia. CBASD, vol. 7, p. 813.

13 Filho de homem. Do gr. hrdos anthrôpou. O texto grego desta passagem não tem artigo definido. Trata-se de uma tradução exata do aramaico kebar enash e parece ter o mesmo significado que tem em Daniel. Logo, aquilo que se comentou sobre kebar enash (Dn 7:13) também se aplica a huios anthrôpou. Está claro que Aquele a quem o título se refere é Cristo (Ap 1:11, 18). A expressão “o Filho do homem”, com artigo definido, é usada para Cristo mais de oitenta vezes no NT, ao passo que “Filho de homem”, sem o artigo definido, só se refere a Ele em dois outros casos no grego do NT (Ap 14:14 e Jo 5:27). CBASD, vol. 7, p. 816.

16 Sete estrelas. Este símbolo representa os “anjos”, ou mensageiros, enviados às sete igrejas (v. 20). CBASD, vol. 7, p. 817.

17 Não temas. Após a perda da força física, o profeta recebia força sobrenatural, normalmente por meio do toque de uma mão (Ez 2:1, 2; Dn 8:18; Is 6:6, 7). Muitas vezes, o visitante celestial deu a ordem “Não temas!”, a fim de dissipar os temores que naturalmente transbordam no coração humano quando confrontado com um ser celestial. CBASD, vol. 7, p. 818.

20 Mistério. Aqui o termo “mistério” é usado para se referir às sete “estrelas”, símbolo que ainda não fora explicado. O símbolo é chamado de “mistério” porque a interpretação estava prestes a se tornar conhecida. Logo, no Apocalipse, “mistério” é um símbolo prestes a ser explicado para aqueles que consentem em guardar as coisas reveladas no livro (Ap 17:7, 9), ou algo que Deus deseja lhes tornar conhecido. Os símbolos do Apocalipse também são chamados de “sinal” (Ap 12:1; 15:1). CBASD, vol. 7, p. 819.



O “Dia do Senhor” em Apocalipse 1:10 by Jeferson Quimelli
28 de junho de 2015, 13:49
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No dia do Senhor, achei-me no Espírito e ouvi por detrás de mim uma voz forte, como de trombeta,” (Apoc 1:10 NVI).

Dia do Senhor. Enquanto cristãos de séculos posteriores venham a associar o “Dia do Senhor” como domingo, na Bíblia o Dia do Senhor é associado com o sábado do sétimo dia. Ver também Is. 58:13-14; Mc 2:27-28. Andrews Study Bible.

Do gr. kuriake hemera. … Embora se trate de uma expressão única nas Escrituras, kuriake hemera tem um longo histórico no grego pós-bíblico. Assim como sua forma abreviada, kuriake, trata-se de um termo familiar usado pelos pais da igreja para se referir ao primeiro dia da semana e, em grego moderno, kuriake é a palavra costumeira para domingo. Seu equivalente em latim, dominica dies, é uma designação comum para o mesmo dia e permaneceu em várias línguas modernas, como o português domingo e o francês dimanche. Por esse motivo, muitos eruditos defendem a opinião de que kuriake hemera, nesta passagem, também se refere ao domingo, e que João, além de receber a visão nesse dia, também reconheceu que era o “dia do Senhor”, supostamente porque Cristo ressurgiu dos mortos no domingo.

Há tanto razões negativas quanto positivas para se rejeitar essa interpretação. A primeira delas é o reconhecido princípio do método histórico de que uma alusão só deve ser interpretada  pelo uso de evidências anteriores ou contemporâneas a ela, e nunca provenientes de dados históricos de um período posterior. Esse princípio é essencial para a solução do problema do significado da expressão “dia do Senhor” nesta passagem. Embora ela ocorra com frequência nos escritos dos pais da igreja, com o sentido de domingo, a primeira evidência conclusiva esse tipo de uso só ocorre na segunda metade do 2º  século, no apócrifo Evangelho Segundo Pedro (9, 12; ANF, vol. 9, p. 8), no qual o dia da ressurreição de Cristo é chamado de “dia do Senhor”. 

Uma vez que esse documento foi elaborado no mínimo 75 anos depois de João escrever o Apocalipse, ele não pode ser apresentado como prova de que “dia do Senhor”, na época de João, se referisse ao domingo. É possível citar diversos exemplos da rapidez com que as palavras mudam de significado. Por isso, o sentido de “dia do Senhor”, neste versículo, é mais bem determinado por referências às Escrituras, e não à literatura posterior.

No lado positivo da questão está o fato de que as Escrituras nunca fazem qualquer conexão religiosa entre o domingo e o Senhor, ao passo que afirma repetidas vezes que o sétimo dia, o sábado, é o dia do Senhor.

Declara-se que Deus abençoou e santificou o sétimo dia (ver Gn 2:3), que ele é um memorial do ato divino da criação (ver Êx 20:11); Deus o chamou especificamente de “Meu santo dia” (ver Is 58:13). Jesus Se denominou “Senhor também do sábado” (ver Mc 2:23), no sentido de que, por ser Senhor dos homens, também era Senhor daquilo que fora feito para os homens, a saber, o sábado. Logo, quando a expressão “dia do Senhor” é interpretada de acordo com evidências anteriores e contemporâneas à época de João, tudo indica que o único dia ao qual ela pode se referir é ao sétimo, o sábado (verT6, 128: AA, 581). 

Parece mais provável que João tenha escolhido a expressão kuriake hemera para se referir ao sábado, numa forma sutil de proclamar que, assim como o imperador tinha dias especiais dedicados a sua honra, seu Senhor, pelo qual ele então sofria, também contava com um dia (sobre a origem da observância do domingo e sua designação como o “dia do Senhor”, ver com. de Dn 7:25; ver AA, 581. 582).  CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 810 – 812.


Foi no sábado que o Senhor da glória apareceu ao exilado apóstolo. O sábado era tão religiosamente observado por João em Patmos como quando estava pregando ao povo nas cidades e vilas da Judéia. Atos dos Apóstolos, p. 581.

 

O primeiro dia da semana só foi chamado “dia do Senhor” bem mais tarde. […] “‘Embora esta expressão [dia do Senhor] ocorra conclusivamente nos escritos dos ‘Pais da Igreja” com o significado de domingo, a primeira evidência conclusiva desse uso só aparece na última parte do segundo século, na obra apócrifa Evangelho Segundo Pedro (9, 12 …), onde o dia da ressurreição de Cristo é chamado ‘o dia do Senhor’. Visto que este documento foi escrito pelo menos três quartos de século depois que João escreveu o Apocalipse, ele não pode ser apresentado como prova de que a expressão “dia do Senhor”, no tempo do apóstolo João, se aplica ao domingo. SDABC – Seventh Day Adventist Bible Commentary, vol. 7, p. 735. (Como citado em LES892 – Lições da Escola Sabatina, 2º trimestre de 1989, p. 20).



Centenas de versículos nas Sagradas Escrituras ordenam a santificação do sábado. Muitos cristãos que respeitam o domingo já quiseram ter a satisfação de ler em sua Bíblia alguma declaração que dissesse ‘santificarás o domingo’, porém não a encontraram. …


Sendo que não existe um só versículo que ordene guardar o domingo como dia santo de repouso, torna-se evidente que este é guardado exclusivamente por tradição, ao passo que centenas de versículos mandam observar o sábado. O decreto mais antigo, obrigando a guardar o domingo é pagão. Foi assinado por Constantino do dia de 7 de março do ano 321. …


Os pagãos contemporâneos de São João tinham o ‘dia do senhor deus o Sol’ (o domingo). Porém os cristãos não adoravam o Sol, nem tão pouco o imperador. (Ex.: I Coríntios 8:5,6). Por isso é que São João foi exilado para a ilha de Patmos, sofrendo perseguição religiosa (Apocalipse 1:9). Esta é uma poderosa evidência de que São João não concordaria em render homenagem ao Sol nem observaria um dia de culto pagão. Para os cristãos o dia do Senhor é aquele que Jesus proclamou como Seu dia. SRA/EP – Seminário Revelações do Apocalipse/Edição do Professor, p. 63 a 65.



O Dia do repouso no Novo Testamento


Há alguns anos ouvi que um conferencista religioso oferecia cinco mil dólares a quem pudesse mostrar-lhe um só versículo que dissesse: “Santifica o domingo em lugar do sábado.” Ninguém conseguiu apresentar esse versículo.


Centenas de versículos nas Sagradas Escrituras ordenam a santificação do sábado. Muitos cristãos que respeitam o domingo já quiseram ter a satisfação de ler em sua Bíblia alguma declaração que dissesse ‘santificarás o domingo’, porém não a encontraram. Ocorre-lhes então a pergunta: Será que este versículo não existe? O domingo constitui uma ordenança bíblica ou é somente uma tradição?


Uma das grandes profecias do Apocalipse [Apoc. 13] trata da observância do domingo, mas não estabelece sua santidade; ao contrário, reafirma a observância do sábado. …


Existem, no entanto, oito versículos do Novo Testamento em que se menciona  o domingo (cujo nome bíblico é primeiro dia da semana) e em um destes se faz referência a ele sem mencioná-lo. …


ANÁLISE DOS OITO VERSÍCULOS


1. Analisemos todos os versículos do Novo Testamento em que se menciona o primeiro dia da semana…


* São Mateus 28:1; São Marcos 16:1,2 – No dia de repouso não se fazem compras, e ali se diz “compraram aromas… ” Além disso, se diz que o domingo é o dia seguinte ao dia de repouso.


* São Marcos 16:9; *  São Lucas 24:1 – São Lucas disse que investigou diligentemente todas as coisas para que conhecêssemos bem as verdades (São Lucas 1:1-4; Atos 1:1-3). Mas não disse que o domingo era santo; pelo contrário. Em São Lucas 23:54-56 se diz que o dia de repouso no Novo testamento era o sábado (e isto foi escrito cerca do ano 63 AD, 32 anos depois da ascensão de Jesus).


* São João 20:1; São João 20:19, 26 – O objetivo pelo qual estavam juntos não era religioso. Diz ali que estavam trancados por medo dos judeus. Não estavam comemorando a ressurreição, pois não criam que Jesus havia ressuscitado (ver as duas passagens paralelas, São Marcos 16:11-14 e São Lucas 24:36-43). Para comemorar a ressurreição, Jesus estabeleceu o batismo por imersão (Romanos 6:3-6).


* Atos 20:7 – Razão da reunião: “Paulo que devia seguir de viagem no dia imediato.”


* I Coríntios 16:2 – Não fala de reuniões religiosas, mas de algo para fazer em casa. Dá a impressão de estar dizendo que, ao fazer o plano de gastos da semana, separem uma quantia e a guardem para quando São Paulo chegar à cidade. A coleta da qual vem falando desde o verso 1 se refere a uma ajuda aos irmãos da Judeia devido à grande fome mencionada em Atos 11:28-30. …


Não é o ato de reunir-se que torna santo um dia. Eles se reuniam diariamente (Atos 5:42). O que torna santo um dia é a santificação de Deus, e a Bíblia revela que o Senhor santificou o sábado na Criação (Gênesis 2:1-3) e ao dar os Dez Mandamentos declarou que o sábado é um dia de repouso porque Deus o tornou santo, santificou-o.


Sendo que não existe um só versículo que ordene guardar o domingo como dia santo de repouso, torna-se evidente que este é guardado exclusivamente por tradição, ao passo que centenas de versículos mandam observar o sábado. O decreto mais antigo, obrigando a guardar o domingo é pagão. Foi assinado por Constantino do dia de 7 de março do ano 321.


2. Podiam os cristãos mudar a observância do sábado para o domingo? São Mateus 5:17, 18.

R: Jesus disse: “…Nem um jota ou til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra.” …


3. Aprova Deus que se deixe de guardar um de Seus mandamentos a fim de substituí-lo por uma tradição?  ver São Mateus 15:3; São Marcos 7:6,7.

R: “…E em vão Me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.”


4. Segundo o Apocalipse, qual é a característica dos verdadeiros cristãos? Ver Apocalipse 14:12.

R: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus.”


O DIA DE REPOUSO NO NOVO TESTAMENTO


5. De que dia fala São João no Apocalipse? Ver Apocalipse 1:10.

R: O dia do Senhor. Nota: Os pagãos contemporâneos de São João tinham o “dia do senhor deus o Sol” (o domingo). Porém os cristãos não adoravam o Sol, nem tão pouco o imperador. (Ex.: I Coríntios 8:5,6). Por isso é que São João foi exilado para a ilha de Patmos, sofrendo perseguição religiosa (Apocalipse 1:9). Esta é uma poderosa evidência de que São João não concordaria em render homenagem ao Sol nem observaria um dia de culto pagão. Para os cristãos o dia do Senhor é aquele que Jesus proclamou como Seu dia.


6. De acordo com Jesus, qual é o dia do Senhor no Novo testamento? Ver São Marcos 2:28.

R: “…O Filho do homem [Jesus] é Senhor também do sábado.”


7. Qual é o dia de repouso do Novo Testamento? Ver São Mateus 28:1; São Lucas 23:56.

R: É o dia anterior ao primeiro dia da semana. Portanto, é o sábado. “..E no sábado descansaram, segundo o mandamento.” 


8. Na cidade de Corinto, São Paulo trabalhou durante um ano e meio fazendo tendas (Atos 18:1-3, 11). O fato de que se dedicasse a uma atividade não religiosa durante este tempo prolongado, nos ajuda a descobrir em que dia repousava. Que dia reservava São Paulo para as atividades religiosas? Ver Atos 18:3, 4.

R: “…E todos os sábados discorria na sinagoga, persuadindo tanto judeus, como gregos.”

Nota: Durante um ano e meio São Paulo trabalhou fazendo tendas, porém estes 78 sábados dedicou-os à religião. O fato de que aos sábados pregava aos gregos demonstra que não o fazia para contentar aos judeus, mas sim porque este era o dia de repouso, o dia do Senhor dedicado à religião. Todo o livro de Atos testifica que São Paulo guardava o sábado. Por exemplo: Atos 13:42, 44; 16:13. Seu costume era dedicar o sábado à religião (Exemplo: Atos 17:2).


9. Até quando continuará sendo guardado o sábado? Ver Isaías 66:22, 23.

R: Falando dos novos Céus e da Nova Terra, diz o verso: “…E será que de uma Lua nova à outra, e de um sábado até outro virá toda carne a adorar perante Mim, diz o Senhor.”

Nota: Assim como para o homem não houve um só sábado que não devesse ser guardado (pois foi estabelecido como dia de repouso no primeiro sábado da Terra, Gênesis 2:1-3), jamais haverá um só sábado que não seja para se guardar. Estes versículos de Isaías dizem que na Terra nova, a cada sábado, todos os remidos irão adorar a Deus. O sábado será tão eterno como a eternidade.


10 Qual deve ser a razão para se guardar o sábado? São João 14:15.

R: Disse Jesus: “Se Me amardes, guardareis os Meus mandamentos.” Seminário Revelações do Apocalipse/Edição do Professor, p. 63 a 65 [Nota: formatação adaptada para melhor visualização].


“…Certamente guardareis meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações.” Êxodo 31:13.


“Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus…” Êxodo 20:10.


“Se desviardes o teu pé do sábado e de fazer a tua vontade no Meu santo dia…” Isaías 58:13.


“Jesus é o Senhor do sábado.” S. Marcos 2:28.  



Hebreus 4 by Jeferson Quimelli
28 de maio de 2015, 1:00
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Comentário devocional:

Hebreus 4 contém duas exortações para nós: “Portanto, esforcemo-nos por entrar nesse descanso …” (v. 11 NVI) e “aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança …” (v. 16 NVI).

O verdadeiro descanso é algo difícil para nós alcançarmos. Isso implica pelo menos duas coisas: (1) que o trabalho tenha sido feito e (2) que tenhamos feito provisão perfeita para as necessidades do futuro. Embora seja verdade que podemos tirar alguns dias de folga do trabalho ou umas férias com o propósito de “descansar”, quem de nós pode realmente dizer que terminou completamente seu trabalho e fez provisão perfeita para o futuro? É por isso que Deus não nos convida simplesmente para descansar, mas para entrarmos em Seu descanso (vs. 1-11). É um descanso proporcionado pela graça divida que nos possibilita desfrutar livremente de algo que pertence somente a Deus.

Os versos 1-5 argumentam que Israel não entrou naquele descanso quando  entrou em Canaã, porque somente através da fé se pode desfrutar do verdadeiro descanso. Ele não se refere a uma terra, mas ao descanso no qual Deus entrou ao criar o Sábado, ao terminar Seu trabalho e fazer provisão perfeita para nós de tudo que precisávamos.

Os versos 6-11 argumentam que este descanso está disponível hoje por meio da fé. O verso 9 descreve-o como um descanso sabático porque pela fé a cada Sábado a obra perfeita de Deus e a perfeita provisão se tornam nossa. Nós não trabalhamos para conseguir isso. Nós não adquirimos essas bênçãos por nossos esforços. É um descanso oferecido pela graça e aceito pela fé.

Os versos 14-16 nos convidam a nos aproximarmos de Deus no santuário celestial. Este não é um segundo convite, mas é o mesmo dos versos anteriores porque no Antigo Testamento o templo é também chamado de descanso de Deus (2 Crônicas 6:41; Isaías 66:1; Salmo 95). Sim, quando adoramos a Deus, deixamos para trás nossos trabalhos semiacabados e, na melhor das hipóteses, as nossas provisões parciais para o futuro e entramos, por meio da fé, na perfeita obra de Deus e na Sua perfeita provisão. Trata-se, novamente, de um descanso provido pela graça.

Nós não precisamos esperar até o próximo sábado para entrar naquele descanso. O descanso da graça está disponível “hoje”, por meio da fé, para aqueles que acreditam e confiam plenamente em Deus. 

Felix H. Cortez
Universidade Andrews
Estados Unidos

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/heb/4/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Hebreus 4
Comentário em áudio 



Atos 24:14 e 25:8 – Paulo e a sua relação com o Antigo Testamento by Jeferson Quimelli
22 de fevereiro de 2015, 12:00
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Porém, confesso-te que, segundo o Caminho, a que chamam seita, assim eu sirvo ao Deus de nossos pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas“. Atos 24:14.

Em Atos, Paulo repetidamente reivindica que ele tem sido fiel ao judaísmo (25:8; 26:22; 28:17), enquanto seus críticos ou inimigos fazem o contrário (21:21, 28-29). Paulo provavelmente não faria estas reivindicações se tivesse estado a ensinar os gentios a abandonar o sábado, como muitos afirmam. Andrews Study Bible

 
Paulo, porém, defendendo-se, proferiu as seguintes palavras: Nenhum pecado cometi contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César.” Atos 25:8.

Talvez os líderes judeus soubessem do ensino de Paulo de que a circuncisão não passava de um ato simbólico (ver Rm 2:23-29) e retrataram isso como uma tentativa de transgressão da lei. Eles haviam feito a mesma acusação contra Jesus (ver com. de Mt 5:17; Mc 2:16; 7:1-5 [em CBASD, vol. 5]). Os judeus nunca confrontaram a Paulo a respeito do sábado, como fizeram com Cristo (Jo 5:16-18). CBASD, vol. 6, p. 464.



Atos 24 – Comentários de Bíblias de Estudo by Jeferson Quimelli
22 de fevereiro de 2015, 0:00
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1 cinco dias depois. Depois da partida de Jerusalém. Seria o tempo mínimo necessário para um mensageiro ir de Cesareia a Jerusalém, o Sinédrio nomear seus representantes e os nomeados fazerem sua viagem até Cesareia. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Ananias. O sumo sacerdote empreendeu a viagem de 96 km a fim de supervisionar ele mesmo o processo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

O sumo sacerdote, após o insulto lançado contra ele por Paulo no Sinédrio (23.2), tornou-se num inimigo feroz. Vai pessoalmente para pressionar uma decisão desfavorável a Paulo. Bíblia Shedd.

Tértulo. Era um advogado, orador profissional. Na introdução a seu discurso emprega um captatio benevolentiae, lisonja para criar uma atitude favorável ao seu lado no caso. Paulo por sua parte utiliza apenas a advocacia do Espírito Santo. Bíblia Shedd.

5 perturbadorprincipal cabeça da seita dos nazarenos. Provocar dissensão no Império Romano era traição contra César. Ser líder de uma seita religiosa que não tivesse a aprovação ode Roma era contrário à lei. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Seita. Tértulo procura distinguir os cristãos dos judeus. Desta forma o cristianismo perderia a proteção da lei que o judaísmo gozava. Bíblia Shedd.

7-8. O trecho 6b-8a […o comandante Lísias, o arrebatou das nossas mãos, com grande violência…] … não consta dos melhores manuscritos . Bíblia Shedd.

14 adoroDeuscomo seguidor do Caminho. Paulo reconhece sua participação no Caminho, mas ainda acredita na lei e nos Profetas. Compartilha da mesma esperança que os judeus – a ressurreição e o juízo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Paulo assegurava a Félix que, como judeu, ele seguia uma religião protegida por Roma. Como seguidor do “Caminho”, Paulo servia “ao Deus de nossos pais” e cria na ressurreição dos mortos (Dn 12.1-2; 1Ts 4.13-18; 2Ts 1.8). Bíblia de Genebra.

Seguir o caminho da justiça e verdade era o alvo do melhor judeu. Foi isto que Paulo fazia seguindo o verdadeiro ensino da lei e dos profetas, agora cumprido em Cristo. Não abandonara o judaísmo: pelo contrário, negar o cristianismo seria rejeitar sua própria tradição. Bíblia Shedd.

acreditando em todas as coisas. Em Atos, Paulo repetidamente reivindica que ele tem sido fiel ao judaísmo (25:8; 26:22; 28:17), enquanto seus críticos ou inimigos o fazem o contrário (21:21, 28-29). Paulo provavelmente não faria estas reivindicações se tivesse estado a ensinar os gentios a abandonar o sábado, como muitos afirmam. Andrews Study Bible

15 Estes a têm. Percebe-se que entre os ouvintes (ou acusadores) havia fariseus. Bíblia Shedd.

17 para trazer esmolas ao meu povo. Refere-se às contribuições das Igrejas da Ásia e Europa (1Co 16.1ss; 2Co 8.1ss; Rm 15.25ss; At 20.4n). Bíblia Shedd.

A única referência expressa em Atos à coleta, tão importante para Paulo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Oferendas. Sacrifícios oferecidos a Deus no templo. Bíblia Shedd.

21 ressurreição dos mortos. Paulo fez uma declaração que não pertencia à esfera dos interesses políticos romanos, mas à teologia judaica e cristã. Bíblia de Genebra.

22 bom conhecimento do Caminho. Félix havia sido governador por seis anos e teria sabido a respeito dos cristãos (“o Caminho”), um tópico de conversação entre os líderes romanos. O estilo de vida pacífico dos cristãos já havia provado aos romanos que os cristãos não iniciavam tumultos. Life Application Study Bible.

23 conservasse a Paulocom indulgência. Como cidadão romano cujo caso ainda estava pendente, a Paulo era dada certa liberdade (28.16). Bíblia de Genebra.

24 Drusila. A terceira esposa de Félix, filha de Herodes Agripa I. Aos 15 anos de idade casou-se com Azizo, rei de Emesa, mas o abandonou um ano depois por causa de Félix. O filho dela, também chamado Agripa, morreu na erupção do Vesúvio (79 d.C.). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Filha de Herodes Agripa I (12.1-23) e irmã de Herodes Agripa II (25.13; 26.3) e de Berenice (25.13, nota). Bíblia de Genebra.

25 Félix teve medo. Ouvindo falar da justiça, do domínio próprio e do juízo vindouro, Félix olhou para seu passado e foi tomado de medo. Possuía alguma centelha de sinceridade e de preocupação. Bíblia de Estudo NVI Vida.

As palavras de Paulo foram interessantes até que focalizaram “justiça, domínio próprio e … juízo vindouro”. Muitas pessoas se agradarão de discutir o evangelho com você enquanto isto não tocar demais sua vida de modo muito pessoal. Quando isto acontece, alguns resistem ou fogem. Mas é disto que trata o evangelho – o poder de Deus para mudar vidas. O evangelho não é efetivo até que ele se move de princípios e doutrinas para uma dinâmica de mudança de vida. Quando alguém resistir ou fugir de seu testemunho, você foi, sem dúvida, bem sucedido em tornar pessoal o evangelho. Life Application Study Bible.

26 oferecesse algum dinheiro. Félix supunha que Paulo tivesse acesso a fundos de considerável vulto. Ouvira-o dizer que trouxera esmolas aos judeus cristãos da Palestina (cf. v. 17). Por isso, esperava que lhe desse dinheiro em troca da sua soltura. Paulo já não tinha esse dinheiro e, mesmo que o tivesse, não ofereceria suborno. Bíblia de Estudo NVI Vida.

27 Dois anos mais tarde. Deve referir ao tempo que Paulo está na prisão, período máximo que um acusado podia ser detido em julgamento. Bíblia Shedd.

Félix foi sucedido por. Félix foi chamado a Roma em 59/60 d.C. para prestar contas pelos tumultos e pelas irregularidades durante seu governo, e também por sua maneira de lidar com os motins entre os habitantes judeus e sírios. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Festo não é mencionado nos registros históricos existentes antes de sua chegada à Palestina. Morreu no cargo, depois de dois anos, mas os registros sobre ele nesse período demonstram que tinha sabedoria e honestidade superiores às de seu antecessor, Félix, e às de seu sucessor, Albino. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Festo provinha de uma família nobre em Roma. Embora Félix tivesse sido ambicioso e mau, Festo era sábio e honrado. Bíblia de Genebra.

Ter a simpatia dos judeus. Félix muito carecia desse apoio depois dos tumultos em Cesareia em que ele permitiu que suas tropas saqueassem as melhores casas judias. Foi deposto logo depois. Bíblia Shedd.

Félix não queria incitar mais raiva entre os judeus – pois em breve teria de enfrentá-los num tribunal romano. Soltar Paulo da prisão seria assim uma provocação. Bíblia de Estudo NVI Vida


Compilação: Jeferson Q



Paulo e a reunião no primeiro dia da semana em Atos 20:7 by Jeferson Quimelli
18 de fevereiro de 2015, 11:05
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Primeiro dia da semana. No grego, a expressão é a mesma que ocorre em Mateus 28:1 (ver com. ali). Não há dúvida de que corresponde, pelo menos de modo geral, ao domingo.
Contudo, os comentaristas se dividem quanto à noite em que ocorreu a reunião: depois do domingo ou antes dele.

Aqueles que favorecem o ponto de vista de que a reunião ocorreu no domingo à noite afirmam que Lucas, provavelmente um gentio, usou a contagem de tempo romana, segundo a qual o dia se iniciava à meia-noite. Por meio desse sistema de contagem do tempo, uma reunião na noite do primeiro dia da semana só poderia ser no domingo à noite. Eles também declaram que a sequência do versículo, “no primeiro dia da semana" e "no dia imediato", sugere que a partida de Paulo ocorreu no segundo dia da semana; se esse for o caso, então a reunião só pode ter acontecido no domingo à noite. Também se pode observar que João chama a noite de domingo de primeiro dia da semana" (Jo 20:19), muito embora, segundo o sistema judaico de contagem do tempo, já fosse o segundo dia da semana (ver vol. 2, p. 85). É possível que Lucas tenha usado a expressão com o mesmo sentido aqui.

Outros comentaristas, inclusive Ellicott, Conybeare e Howson, e A. T. Robertson preferem compreender que a reunião ocorreu na noite anterior ao domingo. Uma vez que a contagem de tempo judaica marca o início do dia no pôr do sol, a parte escura do primeiro dia da semana corresponderia à noite anterior ao domingo, ou seja, ao sábado à noite. Tal sistema de contagem continuou a ser usado pelos cristãos por séculos e é razoável pensar que Lucas, sendo gentio ou não, o tenha empregado em sua narrativa. Em consequência disso, a reunião de Paulo em Trôade teria começado após o pôr do sol no sábado à noite e se estendido pela madrugada. No dia seguinte, o domingo, o apóstolo teria caminhado até Assôs.

Alguns escritores encontram nesta passagem um indício da observância do domingo no início da era cristã. O fato de Lucas ter usado o sistema de contagem de tempo judaico ou romano tem pouca importância sobre essa questão pois ele diz de forma clara que a reunião aconteceu "no primeiro dia da semana". Caso estivesse usando o sistema judaico, a noite anterior ao domingo seria considerada o primeiro dia e; caso tenha empregado a marcação romana de tempo, a noite depois do domingo continuaria a corresponder ao primeiro dia. O fator significativo aqui, no que se refere à observância do domingo no início do cristianismo, é se esta reunião no primeiro dia constitui uma prática cristã regular ou se simplesmente acabou acontecendo no primeiro dia por causa da visita de Paulo.

A análise de toda a narrativa não apóia a visão de que Paulo fez essa reunião por se tratar do primeiro dia da semana. Ele estivera em Trôade por sete dias e com certeza já havia se, encontrado com os cristãos de lá mais de uma vez. Quando estava prestes a partir, o mais lógico seria realizar uma reunião de despedida e celebrar a Ceia do Senhor com eles. O comentário de Lucas de que isso ocorreu no primeiro dia da semana, em vez de consistir numa nota da observância do domingo, está em harmonia com toda a série de registros cronológicos com os quais o autor preenche a narrativa dessa viagem (ver At 20:3, 6, 7, 15, 16; 21:1, 4, 5, 7, 8, 10, 15). Portanto, a melhor maneira de entender essa passagem é que a reunião ocorreu não por ser domingo, mas porque Paulo "devia seguir viagem no dia-imediato" (At 20:7). Lucas inclui o relato da reunião por causa da experiência de Êutico e a observação de que se tratava do "primeiro dia da semana" é mera continuação do registro cronológico da jornada de Paulo.

Ao avaliar se essa passagem é uma evidência da guarda do domingo no início do cristianismo, Augustus Neander, destacado historiador da igreja observa: "A passagem não é totalmente convincente, pois a partida iminente do apóstolo pode ter unido a pequena igreja numa refeição fraterna e, nesta ocasião, o apóstolo fez seu último discurso, embora não tenha havido nenhuma celebração particular do domingo no caso" (The History of the Christian Religion and Church, trad. Henry John Rose, vol. 1, p. 337).

Fonte: CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 412, 413.



João 19 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli

1 Açoitá-Lo. Esta foi a primeira seção de açoites. O objetivo da primeira seção de açoites era tentar despertar a compaixão da multidão sedenta de sangue. CBASD, vol. 5, p. 1181. 

A flagelação normalmente fazia parte do processo de extrair uma confissão. Devia, segundo a lei romana, preceder a crucificação. Bíblia Shedd.

O açoite romano era cruel e, às vezes, fatal. O chicote tinha fragmentos de metal ou de ossos para lacerar a carne. Bíblia de Genebra

2 coroa de espinhos. Para zombar de Sua afirmação de realeza. Andrews Study Bible.

Manto de púrpura. Representava realeza. Andrews Study Bible.

4 Não acho nEle crime algum. Com estas palavras, Pilatos revelou sua fraqueza. Se Jesus era inocente, Pilatos não deveria ter permitido que Ele fosse açoitado. Uma violação da consciência levou a outra, até que Pilatos renunciou a cada partícula de justiça. CBASD, vol. 5, p. 1181. 

5. Eis o homem! O objetivo de Pilatos com esta exclamação era estimular a compaixão. Ali estava Jesus diante deles em vestes reais escarnecedoras, com uma coroa de espinhos, sangrando e pálido pelos então recentes sofrimentos, mas com uma postura real. Pilatos achava que as exigências dos líderes judeus seriam satisfeitas. Mas ele estava enganado. CBASD, vol. 5, p. 1181. 

Um modo natural de Pilatos apresentar o acusado, mas providencialmente uma afirmação significativa. Jesus… sumariza tudo aquilo que a humanidade poderia e deveria ser. Bíblia de Genebra.

Quem [dos assistentes] poderia ter percebido que, Nesse Homem, Deus restaurava o propósito original da criação? Bíblia de Genebra.

6 Não acho nEle crime algum. Esta foi a terceira vez que Pilatos mencionou o fato. CBASD, vol. 5, p. 1181. 

7 Temos uma lei, e, de conformidade com esta lei Ele deve morrer. Pilatos havia julgado repetidamente Jesus inocente da acusação civil (18:38; 19:4, 6), então mudaram para uma acusação religiosa. Pilatos estava obrigado pela lei romana a proteger a religião judaica de sacrilégio. Andrews Study Bible.

8 Ainda mais atemorizado. Pilatos estava politicamente vulnerável aqui, porque sua insensibilidade com a assuntos da religião judaica tinham lhe trazido problemas no passado. Andrews Study Bible.

Pilatos ficou [também] aterrorizado porque Filho de Deus (Divi Filius) era um título do imperador romano. Bíblia Shedd.

A carta da esposa de Pilatos informando sobre seu sonho (Mt 27:19) foi o primeiro motivo de temor. A insinuação de que Jesus era um ser sobrenatural encheu-o de mau pressentimento. CBASD, vol. 5, p. 1181. 

9 Mas Jesus não lhe deu resposta. A submissão de Jesus à prisão e ao julgamento é a parte de Sua entrega de si mesmo como sacrifício. Bíblia de Genebra.

10 Não sabe que eu tenho autoridade para libertá-Lo e para crucificá-Lo? Sua [de Pilatos] segunda pergunta mostra a responsabilidade de Pilatos na crucificação de Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

12 Não és amigo de César. “Amigo de César” era um título reconhecido para os apoiadores políticos do imperador. Os judeus ameaçam Pilatos com a sugestão de que ele será considerado traidor de Roma se soltasse alguém que se diz rei. Bíblia de Genebra.

Pilatos, o procurador romano na Palestina, estava envolvido com problemas. Seus erros políticos e administrativos juntos com a impossibilidade de se defender perante o imperador motivaram sua capitulação diante da pressão dos judeus. Bíblia Shedd.

13 Pavimento (Gr lithostroton) – já foi identificado pelos arqueólogos confirmando assim a exatidão desse evangelho. Bíblia Shedd

14. Paresceve pascal. Do gr. Paraskeuê tou pascha. Esta frase é equivalente ao heb. ‘ereb happesach, “véspera da Páscoa”, um termo comum na literatura rabínica que designa o 14 de nisã. A expressão indica a “véspera” do sábado, designação judaica para o dia da preparação. CBASD, vol. 5, p. 1183. 

15. Não temos rei, se não César! Estas palavras foram inconsequentes, pois os judeus não estavam prontos para abandonar a esperança messiânica ou formalmente repudiar a Deus como seu rei. Esse subterfúgio refletia a ansiedade de se livrar de Jesus. No entanto, por esta declaração, eles se retiraram da relação de aliança com Deus e deixaram de ser Seu povo escolhido. CBASD, vol. 5, p. 1183. 

Caifás argumentara [profeticamente] que um homem deveria ser sacrificado para salvar a nação; agora ele está desejando o sacrifício da nação para destruir um homem. Andrews Study Bible.

16 crucificado. Uma peculiar forma romana de execução. A vítima era desnudada e amarrada ou pregada a uma estaca de madeira e tinha que fazer força [com as pernas] para respirar. Com a exaustão, a morte vinha por asfixia. Era uma dor lenta, humilhante e dolorosa. Ver também Mt 27:35; Mc 15:24. Andrews Study Bible.

17 levando a Sua própria cruz. A cruz podia ter a forma de T, de X, de Y ou de I, além da forma tradicional. O condenado normalmente carregava uma das vigas até o local da execução. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Ele próprio, carregando a Sua cruz, como Isaque que carregou a lenha do holocausto em Gn 22.6. Bíblia Shedd.

18 O crucificaram. Assim como no caso dos açoites, João refere-se a esse horror com uma só palavra em grego. Nenhum dos escritores dos evangelhos demora-se no relato dos sofrimentos físicos de Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

19 o que estava escrito era.  Os quatro Evangelhos registram a inscrição de Pilatos com pequenas diferenças, talvez porque a inscrição estava em três línguas. Bíblia de Genebra.

20 A placa estava escrita em aramaico, latim e grego. Aramaico. Um dos idiomas do povo judeu daqueles dias. Latim. O idioma oficial de Roma. Grego. O idioma comum de comunicação em todas as partes do império. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Este título anunciava o motivo da condenação da vítima à morte. Bíblia Shedd.

23 túnica. Tipo de camisa que descia do pescoço até os joelhos, ou mesmo aos tornozelos. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Tais túnicas não eram incomuns no mundo antigo. A questão importante não é o valor da túnica, porém a profunda humilhação de Jesus, de quem tudo foi tirado, quando ele se ofereceu a Si mesmo. É também o cumprimento do Sl 22.18. Bíblia de Genebra.

Sem costura. Por isso, valiosa demais para ser  recortada a fim de repartir os pedaços. Bíblia de Estudo NVI Vida.

23, 24 O cumprimento de Sl 22.18 nos mínimos pormenores mostra a grandeza do nosso Deus onisciente que revela eventos futuros. Bíblia Shedd.

25 A mãe de Jesus. Em seu sofrimento mental e na dor física, Jesus não Se esqueceu de Sua mãe. Ele a viu ali, ao pé da cruz. Conhecia bem a sua angústia e a confiou aos cuidados de João. CBASD, vol. 5, p. 1183.

Juntando Mc 15.40 com Mt 27.56 deduzimos que a irmã de Maria, mãe de Jesus, era Salomé, mãe de Tiago e João (esposa de Zebedeu). Neste caso, Jesus seria primo desses filhos de Zebedeu. Bíblia Shedd.

26 Eis aí o teu filho. A relação entre João e Jesus era mais íntima do que entre Jesus e os outros discípulos, e João poderia, portanto, exercer as funções de um filho mais fielmente do que os demais. O fato de Jesus confiar Sua mãe ao cuidado de um discípulo é tido como evidência de que José já não vivia, e alguns consideram como indicação de que Maria não teve outros filhos, pelo menos em condição social ou econômica para cuidar dela. CBASD, vol. 5, p. 1184. 

28 Tenho sede. Jesus era verdadeiro homem. Contraria a teoria gnóstica que afirmava que o Cristo divino veio sobre Jesus e O deixou quando morreu. … AquEle que sofreu a sede na cruz ofereceu Sua vida para saciar a sede espiritual do mundo (7.37-39). Bíblia Shedd.

29 vinagre. Tipo de vinho barato – semelhante a vinagre -, a bebida do povo comum. Bíblia de Estudo NVI Vida.

30 Está consumado! Jesus havia completado o trabalho que o Pai Lhe confiara (Jo 4:34). CBASD, vol. 5, p. 1184. 

Por certo, o clamor em voz alta registrado em Mt 27.50 e em Mc 15.37. Jesus morreu como um vencedor que completara o que viera fazer. Bíblia de Estudo NVI Vida.

31 não ficassem os corpos na cruz. Isto cerimonialmente contaminaria a terra (Dt 21.23). Este é um forte exemplo que revela a insensibilidade depravada deles, que reuniam forças para cometer um assassinato e, ao mesmo tempo, estavam cheios de cuidados meticulosos com relação ao cumprimento da lei cerimonial. Bíblia de Genebra.

Que lhes quebrassem as pernas. Respirar era tão difícil a um crucificado, que se as pernas não ajudassem a manter o tronco suspenso, a morte ocorreria rapidamente. Bíblia de Genebra.

33 Já estava morto. Foi incomum a morte vir logo depois da crucifixão. Algumas vítimas permaneciam vivas por vários dias.CBASD, vol. 5, p. 1184. 

34 Lhe abriu o lado com uma lança. Provavelmente para ter total certeza da morte de Jesus, mas talvez simplesmente como ato de brutalidade (cf. v 37; Is 53.5; Zc 12.10; cf Sl 22.16). Bíblia de Estudo NVI Vida

Este ato prova que Jesus não estava em coma, mas estava morto. … Tanto a preservação de Seus ossos intactos (v. 33) como o ferimento do Seu lado cumprem as Escrituras do Antigo Testamento (vs 36-37; Sl 34.20; Zc 12.10). Bíblia de Genebra.

Sangue e água. Resultado de a lança penetrar no pericárdio (saco que envolve o coração) e no próprio coração. Bíblia de Estudo NVI Vida.

35 Aquele que viu issosabe que diz a verdade. João, o autor do Evangelho, sabia porque ele estava lá (13:23; 18:15-16; 19:26; 21:20-24). Andrews Study Bible.

38 José de Arimateia. Os quatro evangelhos descrevem o papel de José no enterro de Jesus. Apenas João menciona que, secretamente, ele era um discípulo. CBASD, vol. 5, p. 1185.

39 Nicodemos. Somente João conta que ele acompanhou José de Arimatéia no sepultamento. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Cem libras (i.e, mais de 32 kg de especiarias aromáticas). Nicodemos evidentemente era rico (cf 3.1-21; 7.50s). Bíblia Shedd.

Quantidade muito grande, como a que era usada nos sepultamentos da realeza. Bíblia de Estudo NVI Vida.

40 faixas de linho. Faixas estreitas, semelhantes a ataduras. Havia, também, uma mortalha, um grande lençol. Bíblia de Estudo NVI Vida.

41 Um jardim. Só João nos informa do local do sepulcro e sua proximidade do Calvário. O pecado original e a morte originaram-se no jardim do Éden. A redenção e a vida eterna também tiveram início num jardim. Bíblia Shedd.

42 Preparação. Era necessária pressa, pois o sol estava para se por, e então começaria o sábado, no qual nenhum serviço poderia ser feito. Bíblia de Estudo NVI Vida.



João 5 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
13 de janeiro de 2015, 1:00
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1 uma festa. Era provavelmente a Páscoa do ano 29 d.C. … o ministério na Judeia durou cerca de um ano, sendo interrompido pelo afastamento para a Galileia mencionado em João 4:1 a 3. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.5, p. 1049.

tanque. Embora ainda haja discussão quanto á localização deste tanque, de maneira geral se aceita a identificação com o tanque duplo junto à Igreja de Santa Ana, ao norte da Via Dolorosa. … Da forma como existe hoje, ele mede 16,5 por 3,5 m e fica muitos metros abaixo do solo da superfície do solo, pois o nível do solo hoje é mais alto do que nos tempos antigos. CBASD, vol. 5, p. 1049.

3-4 esperandotivesse. Texto não encontrado nos mais antigos manuscritos de João. Andrews Study Bible.

4 esperando que se movesse. Importantes evidências textuais (cf. p. 146) apoiam a omissão das palavras “esperando que se movesse a água” e todo o restante do v. 4. Assim, a explicação parece não ser parte do texto original, mas teria sido acrescentada para explicar o v. 7. A tradição era antiga, como indica Tertuliano, que a conhecia no princípio do 3º século. … A agitação da água era real (DTN, 202) e pode ser explicada por fenômenos naturais. Várias fontes de Jerusalém são intermitentes, ou seja, a água jorra forte por um tempo e, depois, diminui. Se o tanque de Betesda era alimentado por uma dessas fontes, a pressão da água podia alterar a calma da água do tanque alternadamente. Assim, no tanque, os mais fortes atropelavam os fracos em sua ansiedade para chegar á água quando esta se agitava, e muitos morriam à beira do tanque (ver DTN, 201, 202, 206). Assim, quanto mais egoísta, determinado e forte fosse o indivíduo, era mais provável que chegasse ao tanque primeiro. Os mais necessitados tinham menos chances, ao passo que Jesus escolheu o pior caso. Cria-se que seria curado o primeiro a chegar ao tanque quando a água se movia, sendo que os dons de Deus são para todos igualmente que se qualificam para recebê-los. Além disso, a cura ocorreria apenas periodicamente. Os princípio implícitos neste relato são bem diferentes dos princípios pelos quais Jesus realizava milagres (ver p. 204-206). CBASD, vol. 5, p. 1050.

6 Você quer ser curado? (NVI). A pergunta era importante. O homem não pedira a ajuda de Jesus, e um mendigo daqueles dias podia perder uma fonte de renda às vezes lucrativa (e fácil) se fosse curado. Ou talvez tivesse simplesmente perdido a vontade de ser curado. Bíblia de Estudo NVI Vida.

10 não lhe é permitido carregar a maca. A interpretação tradicional da lei de Moisés proibia levar qualquer tipo de fardo no sábado. Os judeus impunham regulamentos muito rígidos quanto à observância do sábado, mas também faziam muitas brechas curiosas na legislação, e seus intérpretes da lei bem sabiam como aproveitá-las (cf Mt 23.4). Bíblia de Estudo NVI Vida.

14 algo pior. As consequências eternas do pecado são mais graves que qualquer enfermidade física. Bíblia de Estudo NVI Vida.

17 Meu Pai trabalha até agora. Os judeus entenderam que o criador não podia abandonar Sua criação todos os sétimos dias! O Filho compartilha com o Pai a obrigação de atuar no sábado do mesmo modo; dessarte Jesus reivindicava Sua deidade. Bíblia Shedd.

24 quem ouve. …ouvir não é significativo a menos que a pessoa também creia. CBASD, vol. 5, p. 1050.

tem a vida eterna. Esta declaração é mais do que uma promessa de vida eterna no futuro; é uma certeza de que o crente aqui e agora pode começar a desfrutar uma vida que é eterna em qualidade, por estar unido espiritualmente ao Senhor, de cuja vida partilha. CBASD, vol. 5, p. 1050.

31-47 Jesus apresenta quatro tipos de testemunho que afirmam as Suas reivindicações: O testemunho de João Batista, o das próprias obras de Jesus, o de Deus Pai e o das Escrituras, especialmente Moisés. Bíblia de Genebra.

31 o Meu testemunho não é verdadeiro. [Ou:] “válido” como testemunho. Nota textual Bíblia de Genebra.

O testemunho de Jesus não seria falso, mesmo que Ele falasse isoladamente. pela expressão “não é verdadeiro” Jesus quer significar que esse testemunho não seria permitido no tribunal de acordo com a lei Mosaica (Dt 17:6; 19:15). Bíblia de Genebra.

39 vocês estudam cuidadosamente. Os líderes judeus estudavam as profecias nos mínimos pormenores. A despeito da sua reverência pela letra das Escrituras (v. notas em Mt 5.18-21), não reconheciam aquele de quem, antes de mais nada, as Escrituras dão testemunho. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Ainda que para os judeus o estudo da Bíblia (AT) era o coração da religião, o preconceito contra o humilde Mestre da Galileia não lhes permitiu que reconhecessem nEle o Messias prometido. A descrença não surge principalmente por falta de evidência mas por carência de amor (42) e humildade (44). Bíblia Shedd.

É possível ser a Bíblia sem nenhum obter benefício, se lemos com os motivos errados. Andrews Study Bible.

as Escriturastestificam de Mim. Jesus concorda que o Antigo testamento conduz á vida eterna (cf 2Tm 3.15), revelando que esta vida está nele, o Autor da vida eterna. Bíblia de Genebra.

42 amor de Deus. Amor “por” Deus, não amor “vindo de” Deus. Andrews Study Bible.




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