Reavivados por Sua Palavra


Mateus 21 by jquimelli
22 de novembro de 2014, 0:30
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Comentário devocional:

Este capítulo nos leva aos acontecimentos finais da vida de Jesus, pouco antes de Seu julgamento e crucificação. O capítulo se inicia com a entrada triunfal em Jerusalém e introduz um tema que nos leva a Mateus 22:14: “Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.” (ARA). Na entrada triunfal, Jesus publicamente se identifica como o Rei messiânico de Zacarias 9:9. As pessoas se animam e há uma grande profissão pública de amor e apoio, por parte do público em geral. Em seguida, Jesus entra no templo como Rei messiânico e assume o controle. Ele expulsa os cambistas e se congratula com os cegos e coxos, a quem Ele então cura. Ele permite que as crianças gritem hosanas de louvor.

Tais ações continuariam a exaltá-Lo junto ao povo, mas os sacerdotes e escribas não gostaram do rompimento da “ordem” que tinham estabelecido, bem como se irritaram por Jesus ter expulsado os cambistas que lhes traziam altos lucros.

Em seguida, Jesus deixa o Templo a caminho de Betânia e passa por uma figueira. Suas folhas vistosas proclamam que ela deveria ter frutos, mas a árvore era estéril. Isso equivale a alguém que faz uma profissão vistosa de amor e apoio a Cristo, mas que se revela sem fruto. Exatamente igual aos que receberam triunfalmente a Jesus e, menos de uma semana depois, pediram a Sua crucificação. Deus não está à procura de vistosas demonstrações públicas de apreço, mas busca pelos tranquilos frutos de piedade na vida pessoal.

Jesus ressalta a importância do “fruto verdadeiro” em contraste com o discurso dos líderes religiosos, quando eles desafiavam a Sua autoridade em assumir o controle do Templo. Ele ilustra isso apresentando a parábola de um filho que proclama a sua vontade de realizar um trabalho ordenado por seu pai, mas que não o realiza. Como a figueira vazia, ele produz palavras, mas nenhuma ação significativa. Por contraste, o outro filho deste homem parece inicialmente rebelde, recusando-se a ir, mas depois se arrepende e produz resultados práticos. Ele não faz grandes demonstrações públicas, mas, na verdade, cumpre a vontade do pai.

A esta parábola se seguem mais duas em que palavras e ação são contrastadas. Primeiro, temos a vinha arrendada, aonde os arrendatários inicialmente professam lealdade para com o proprietário, mas depois maltratam os servos do proprietário e matam Seu filho. Este capítulo termina com a parábola do banquete de casamento. Jesus conta uma história em que pessoas comuns são convidadas a uma festa de casamento em lugar dos aristocratas que se recusaram a ir. No entanto, uma das pessoas do povo se recusa a colocar a roupa de casamento que foi concedida de graça.

A lição é clara: o elogio público vistoso a Deus não tem sentido sem uma prática que o acompanhe. Uma árvore que produz mais folhas vistosas que frutos não é uma árvore completa. Se estamos produzindo mais elegantes demonstrações públicas de culto do que frutos piedosos, isto é um sinal que nossa vida espiritual é deficiente. Somente nos ligando a Deus, a Videira verdadeira, pela Sua graça, é que produziremos frutos de justiça que agradam ao nosso Criador e pregam de Sua atuação em nossas vidas.  

Stephen Bauer, Ph.D. 
Professor de Teologia e Ética 
Universidade Adventista do Sul



Texto original:  http://revivedbyhisword.org/en/bible/mat/21/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Mateus 21 
Comentário em áudio 



Mateus 21 – Comentários selecionados by jquimelli
22 de novembro de 2014, 0:00
Filed under: Israel, Messias, parábolas, Reino de Deus | Tags: , ,

1 Betfagé. Significa “Casa do figo”. Começa aqui o relatório da última semana da vida humana de Jesus. Bíblia Shedd.

Era o domingo … antes da Páscoa, que caiu na sexta -feira em 31 d.C. … Jesus havia chegado a Betânia, a cerca de três quilômetros de Jerusalém, na sexta-feira precedente e havia descansado no sábado. Foi durante essa visita que Simão recebeu Jesus e Lázaro. … O relato de João apresenta essa sequência de eventos (ver Jo 12:1-19). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 497.

1-11 Dos Evangelhos Sinóticos [“semelhantes”, Mateus, Marcos e Lucas], só Mateus menciona a mãe do jumentinho, provavelmente para dar ênfase ao fato de que o jumento era um animal jovem e ainda não desmamado e, portanto, nunca montado (cf. Mc 11.12) e por causa da citação de Zc 9.9, que profetiza que o rei virá “montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta”. Jesus faz o cumprimento da profecia ser inequívoco. A Entrada Triunfal é claramente um ato simbólico. Zc 9.9 era reconhecido pelos judeus como messiânico, e o clamor “Hosana ao Filho de Davi” (v. 9), assim como o estender dos mantos pelo caminho (cf 2Rs 9.13), indica que a multidão reconhece a reivindicação de Jesus ser o Messias. Notemos que Davi proclamou Salomão como seu herdeiro   quando o fez entrar na cidade montado na sua mula (1Rs 1.33, 38, 44). Bíblia de Genebra.

2 jumenta. Animal que simbolizava a humildade, a paz e a realeza davídica (Zc 9.9n; Lc 19.30n). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Uma personalidade política ou imperial do tempo de Jesus faria esta entrada não em um jumento, mas em um cavalo de guerra, demonstrando grandeza, intimidação, dominação e poder. Andrews Study Bible.

5 Eis aí te vem o teu Rei. Jesus estava seguindo o costume de uma entrada real na cidade, como se fazia no passado (ver DTN, 570). … Jesus não estava, naquela circunstância, assumindo Seu papel como Rei do reino da glória (ver Mt 25:31), mas como Rei do reino espiritual da graça … As memórias sagradas e as visões futuras devem ter impressionado Sua mente quando Cristo passou pelo caminho que levou ao cume do monte das Oliveiras e ao descer a encosta … em direção a Jerusalém. O shekinah sagrado, momentos antes de deixar o primeiro templo, pouco antes da destruição por Nabucodonosor, havia pousado brevemente no alto do monte (ver DTN, 829; ver com. de Ez 11:23). A entrada triunfal foi um “pálido prenúncio” do retorno de Jesus nas nuvens do céu (ver DTN, 580). CBASD, vol. 5, p. 499.

8 estendeu seus mantos pelo caminho. Ato de homenagem régia. Bíblia de Estudo NVI Vida.

9 Hosana. Gr hõsanna, que translitera o heb hôshi ‘ â nã’, “salva, por favor”, que por fim veio a ser uma simples expressão do júbilo religioso. Bíblia Shedd.

12 Tendo Jesus entrado no templo. A primeira purificação do templo é registrada apenas em João (ver Jo 2:13-25), que, por sua vez, não relata a segunda purificação. A primeira purificação ocorreu na primavera de 18 d.C., bem como no início do ministério na Judeia. CBASD, vol. 5, p. 500.

Na manhã da segunda-feira (Mc 11.12), Jesus continuou Sua obra de moralização do templo, que havia dado início ao Seu ministério em Jerusalém, três anos antes (Jo 2.14). A profanação passou a invadir novamente o recinto sagrado. Era necessário haver certa transação financeira para se poderem vender sacrifícios e cambiar moedas do templo com os que vinham de longe. Não era, porém, correto ocupar o recinto inteiro com extorsionários que roubavam o dinheiro dos peregrinos. O culto estava se tornando apenas uma desculpa para o comércio fraudulento: a venda dos animais cultualmente aceitáveis se realizava a preços bastante elevados. As moedas estrangeiras não eram aceitáveis nas urnas (caixas das ofertas), por serem cunhadas com imagens do imperador (que era tido por um deus) ou de várias divindades. Bíblia Shedd.

Isto, contudo, era utilizado como uma oportunidade de cobrar preços extremamente altos e oprimir o pobre. Andrews Study Bible.

O átrio exterior, ou pátio dos gentios, era o cenário desse negócio profano. CBASD, vol. 5, p. 501.

pombas. Ou “pombos”. As pombas eram a oferta dos pobres (ver Lev 12:8; ver com. de 1:14; Lc 2:24). CBASD, vol. 5, p. 501.

13 covil de salteadores. Ou, “antro de ladrões”. … Ao fazerem dos símbolos sagrados do Cordeiro de Deus uma fonte de lucro pessoal, os líderes estavam tornando comuns as coisas sagradas e roubando a Deus Sua honra e glória. Também roubavam de todos os adoradores o conhecimento do caráter e dos requisitos de Deus e, aos adoradores gentios, roubavam a oportunidade de conhecer a Deus como Ele é. CBASD, vol. 5, p. 501.

14 cegos e coxos os curou. Pessoas com enfermidades não eram admitidas no templo. … Jesus não apenas aceitou e saudou os inaceitáveis no templo, mas os curou. Andrews Study Bible.

16 Ouves […]? A situação estava fora do controle dos “principais sacerdotes e escribas”. As multidões que se reuniram na área do templo para ver Jesus, aclamavam a Ele como o Rei-Messias, e isso despertou nos líderes judeus o mesmo misto de medo e raiva que haviam sentido no final da tarde do dia anterior (ver com. de Lc 19:39). Então, fizeram um apelo frenético a Jesus, como no dia anterior, para silenciar as aclamações de louvor. CBASD, vol. 5, p. 502.

17 Betânia. Aldeia na encosta leste do monte das Oliveiras, quase 4 km de Jerusalém, e última parada na estrada de Jericó a Jerusalém. Bíblia de Estudo NVI Vida.

23-27 Jesus recusa este tipo de pergunta que não é feita com humildade e fé, mas como em um desafio, pois tinha, já, feito tudo para revelar a presença do Reino de Deus entre os homens. Uma revelação mais dramática não produziria a conversão, mas só a obediência provocada pelo terror. Jesus passa a vencer os sacerdotes com o mesmo tipo de lógica que estes praticavam. Bíblia Shedd.

24 Eu também vos farei uma pergunta. Responder uma pergunta propondo outra era um procedimento aprovado nos debates rabínicos. A segunda pergunta era supostamente designada para apontar o caminho para responder à questão original. … Na realidade, Jesus não estava Se evadindo da questão, pois a resposta deles à Sua pergunta proveria, em princípio, parte da resposta. A sabedoria e a habilidade com a qual Jesus enfrentava os desafios era uma evidência adicional de Sua divindade. CBASD, vol. 5, p. 502.

25 Por que não acreditastes nele? A pergunta foi feita a Jesus com o intuito de provocá-Lo a declarar que era o próprio Messias (e os sacerdotes poderiam, então, prendê-lO e entregá-lO aos romanos), ou a negar que tivesse autoridade sobrenatural, passando, então a perder o apoio popular. Jesus, por Sua vez, os convocou a fazer uma declaração semelhante, acerca de João Batista, o que não ousaram fazer (27). Bíblia Shedd.

Se eles reconhecessem as credenciais divinas de João deviam necessariamente aceitar sua mensagem, e o clímax de sua mensagem era a identificação de Jesus de Nazaré como o Messias (ver Jo 1:26, 27, 29). Desse modo, reconhecer a autoridade de João era equivalente a reconhecer a de Jesus. CBASD, vol. 5, p. 503.

26 temer o povo. O temor da violência física parece ter controlado a mente dos líderes (ver Lc 20:6). Se a opinião popular se voltasse contra eles, sua influência sobre o povo se perderia. Para eles, posição e influência significavam mais do que a verdade. CBASD, vol. 5, p. 503.

21:28 – 22:14 A medida que o conflito que os líderes religiosos e Jesus se intensificava, Jesus conta uma série de parábolas que ataca sua arrogância, ganância e justiça própria. Estas parábolas de confrontação ilustram a grande inversão ao Messias: os líderes de Israel o rejeitaram; e os excluídos e rejeitados O aceitaram. Este é o grande tema da reversão e inversão que perpassa através dos Evangelhos: aqueles que se esperavam que se salvassem, se perdem, e os “pecadores” são salvos. Andrews Study Bible.

28 dois filhos. Desde a entrada do pecado, as duas classes aqui representadas estão presentes no mundo: os que obedecem e os que desobedecem. Assim será até o fim do mundo. CBASD, vol. 5, p. 503.

31 publicanos e meretrizes. Esta pe uma frase generalizadora que designa todos os párias da sociedade e da religião que, geralmente, evitavam o templo e a sinagoga porque não eram bem recebidos quando compareciam. … O fato de que coletores de impostos e prostitutas reespondiam tão prontamente à pregação de João e de Jesus ofendia os líderes judeus … Estes não estavam dispostos a trabalhar na mesma vinha em que coletores de impostos convertidos, como Zaqueu (ver Lc 19:1-10), e prostitutas restauradas, como Maria (ver com. de Lc 7:36, 37) eram aceitos como trabalhadores. CBASD, vol. 5, p. 503, 504.

33 uma vinha. A vinha era um dos símbolos nacionais de Israel. Bem perto do lugar onde Cristo estava, naquela ocasião, na entrada do templo, havia uma grande e magnífica videira esculpida em ouro e prata que representava Israel. CBASD, vol. 5, p. 504.

Cercou-a. A cerca representa os preceitos da lei divina e obediência àqueles princípios da verdade que protegem contra a prática do erro. CBASD, vol. 5, p. 504.

34 os frutos que lhe tocavam. Israel devia mostrar o fruto do caráter e revelar ao mundo os princípios do reino dos céus. O fruto do caráter devia se manifestar primeiramente em sua vida e, então, na vida dos povos ao redor. Do mesmo modo, Deus espera que Sua igreja hoje partilhe as grandes bênçãos que Ele tem derramado sobre ela (ver PJ, 296). CBASD, vol. 5, p. 504.

37 E, por último. Quando os judeus rejeitaram jesus como o messias, desprezaram a última oferta de misericórdia a eles como nação. Aqui, Jesus não prevê tempo algum no futuro em que os judeus deviam recuperar o favor divino, como nação (ver vol. 4, p. 19, 20). CBASD, vol. 5, p. 505.

38 Sua herança. Seria loucura que os mordomos de uma vinha pudessem imaginar que, ao assassinar o herdeiro da mesma, pudessem passar a possui-la. Loucura maior seria a dos sacerdotes que agiam como se a crucificação do Filho de Deus lhes deixaria a herança de Israel por conta deles. Bíblia Shedd.

42-44 Jesus é a pedra fundamental para os que confessam o Seu nome, e edificam suas vidas nEle, passando então a fazer parte do edifício de Cristo, pedras vivas da Igreja (cf 16,18n; At 4.11n); para quem se recusa crer em Cristo, Ele deixa de ser a pedra que alicerça esta vida. Torna-se-lhe pedra de tropeço e condenação no julgamento (Is 8.14-15; Lc 20.17n; Rm 9.32; 1Pe 2.8). Mais tarde, Pedro mostrou que Cristo era sua pedra fundamental para operar milagres, pedra de cuja aceitação depende a salvação de cada um (At 4.11-12). Bíblia Shedd.




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