Reavivados por Sua Palavra


Lucas 23 – Comentários adicionais by jquimelli
7 de janeiro de 2015, 0:30
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5-7 galileu. No Império Romano, o julgamento geralmente era feito na província onde o delito foi cometido, mas podia ser transferido para a província de onde o acusado tinha vindo. Pilatos aproveitou-se disto para enviar Jesus a Herodes. Só Lucas menciona isto. Bíblia de Genebra.

A fase mais impressionante e bem sucedida do ministério de Cristo ocorreu na Galileia. Embora tenha nascido em Belém, Jesus cresceu na Galileia e passou quase a vida inteira ali. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 965.
7 jurisdição de Herodes. embora Pilatos e Herodes fossem rivais entre si, Pilatos não queria lidar com esse caso; por isso, encaminhou Jesus a Herodes (cf v. 12). Bíblia de Estudo NVI Vida.
em Jerusalém. O quartel-general principal de Herodes ficava em Tiberíades, no mar da Galileia; mas de modo semelhante a Pilatos, viera a Jerusalém por causa das multidões na Páscoa. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Em Jerusalém, é provável que Herodes ficasse no palácio dos hasmoneus, cuja localização é incerta. CBASD, vol. 5, p. 965.

7 jurisdição de Herodes. Pilatos esperava que Herodes tirasse esse “problema” de suas mãos. Andrews Study Bible
remeteu. Durante o mandato anterior de cerca de cinco anos como procurador da Judeia (que, na época, incluía Samaria), Pilatos havia se tornado muito impopular entre os judeus. Ele temia que, ao desagradá-los ainda mais, pudesse colocar em risco seu cargo. Sabia muito bem como alguns dos líderes judeus eram traiçoeiros. CBASD, vol. 5, p. 965.
8 queria vê-lo. Herodes estava preocupado a respeito da identidade de Jesus (9.7-9) e tinha desejado matá-lo (13.31), embora os dois nunca tivessem se encontrado. Não há registro de que Jesus tenha pregado alguma vez em Tiberíades, onde se localizava a residência de Herodes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
esperava também vê-Lo fazer algum sinal. A curiosidade era outro motivo para Herodes desejar um encontro com Cristo. Doentes e aleijados foram levados ao palácio, e Herodes prometeu soltar Jesus como recompensa por curá-los (DTN, 279). Se Cristo o fizesse, seria, em sua opinião, uma evidência inequívoca de que era um profeta verdadeiro e, portanto, inocente das acusações proferidas pelos judeus. Dessa maneira, Herodes satisfaria sua curiosidade. Ao mesmo tempo, teria motivo suficiente para libertar Jesus, sem dar espaço para qualquer protesto dos líderes judeus. CBASD, vol. 5, p. 965.
9 Jesus, porém, nada lhe respondia. Jesus recusou-se a satisfazer a curiosidade daquele que ordenara a morte de João Batista (9:9; ver tb 11:29). Andrews Study Bible
…Herodes ouvira e rejeitara a mensagem e João Batista. Ele havia recusado a luz da verdade que Deus permitira brilhar em seu caminho. Para uma alma tão endurecida pelo pecado, Jesus não tinha palavras. O silêncio de Cristo foi uma repreensão severa ao orgulhoso monarca. Essa atitude e a recusa em operar um milagre, irou Herodes e o levou a se voltar contra Jesus. CBASD, vol. 5, p. 965, 966.
10 Os principais sacerdotes e os escribas. …O acusavam com grande veemência. Isto significa que as acusações foram feitas em voz alta e com ira. CBASD, vol. 5, p. 966.
11 tratou-O com desprezo. Literalmente, “tratou-O como se fosse um nada”, ou seja, O insultou. Assim como Pilatos, Herodes tinha certeza de que era pura malícia que movia as acusações contra Jesus, mas o silêncio de Cristo o irritou, pois pareceu que sua autoridade estava sendo menosprezada. CBASD, vol. 5, p. 966.
um manto aparatoso. É possível que esta fosse uma das vestes externas de Herodes. CBASD, vol. 5, p. 966.
14-15 nada verifiquei. Duas testemunhas oficiais (Dt 19:15), Pilatos e Herodes, afirmaram a inocência de Jesus. Andrews Study Bible
16 eu O castigarei. O açoitamento, embora não tivesse o propósito de matar, às vezes era fatal. Bíblia de Estudo NVI Vida.
… em vez de aplacar a turba, esta concessão à ensandecida exigência pela morte de Jesus só serviu para aumentar ainda mais a sede por sangue. Se pilatos era capaz de açoitar um homem inocente, com certeza, se pressionado um pouco mais, seria convencido acerca de sua morte. CBASD, vol. 5, p. 966.
19 sedição. Ironicamente, aqueles que acusaram O Inocente de sedição pediram para libertar um revolucionário em lugar de Jesus. Andrews Study Bible
20 Desejando Pilatos soltar a Jesus. Pilatos ficou indeciso entre a verdade que ele reconhecera e seu desejo de proteger sua própria posição. Andrews Study Bible. [“Quem quiser, pois, salvar a própria vida, perdê-la-á…” Mc 8:35.]
21 Crucifica-O! Uma das mais horríveis formas de execução, usada para escravos e os piores criminosos. Ver tb Mt 27:35; Mc 15:24. Andrews Study Bible
26 Cirene. Cidade principal da Líbia, a oeste do Egito. Bíblia de Estudo NVI Vida.
28 Filhas de Jerusalém. Jesus Se dirigiu às mulheres como habitantes de Jerusalém. … Contudo, Cristo não desdenhou da simpatia delas, nem as repreendeu. CBASD, vol. 5, p. 966, 967.
Não é solidariedade,  mas conversão que Jesus quer. Bíblia Shedd.
29 Felizes as estéreis! Seria melhor não ter filhos que vê-los experimentar tamanhos sofrimentos. Cf Jr 16.1-4; 1Co 7.25-35. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Em geral, os judeus consideravam a esterilidade uma maldição (ver com. de Lc 1:7, 25). CBASD, vol. 5, p. 967.
31 se em lenho verde fazem isto, que será no lenho seco? Cristo era inocente. Se as coisas que estavam ocorrendo sobrevinham a um inocente, qual então seria o destino dos culpados? CBASD, vol. 5, p. 967.
33 Calvário. Um outeiro que parecia uma caveira. Não pode ser localizado com certeza. A Igreja primitiva não se interessava por “lugares santos”. Bíblia Shedd.
34 Pai, perdoa-lhes! Jesus pratica Seu próprio conselho de amar os inimigos (6:29, 35; ver tb Is 53:12). Portanto a salvação se torna disponível mesmo àqueles que O mataram (At 2:36-38). Andrews Study Bible
Num sentido mais amplo, esta prece inclui todos os pecados até o tempo do fim, pois todos são culpados pelo sangue de Jesus (ver DTN, 745). Esta é a primeira das sete declarações de Cristo na cruz, às vezes chamadas de sete palavras. [1) Lv 23:34; 2) Lc 23:43; 3) Jo 19:26; 4) Mt 27:46; 5) Jo 19:28; 6) Jo 19:30; 7) Lc 23:46]. CBASD, vol. 5, p. 967.
35 a Si mesmo Se salve. Três vezes (versos 35, 37, 39), Jesus é tentado a usar Seu poder em seu próprio proveito em Sua crucificação, assim com Ele tinha sido tentado pelo diabo no início de Seu ministério (4:3-13). Andrews Study Bible
36 vinagre. Bebida azeda que os soldados levavam consigo para o dia de serviço. Bíblia de Estudo NVI Vida.
40 temes a Deus. Isto é, “perante cujo trono de julgamento deverás comparecer”. CBASD, vol. 5, p. 968.
igual sentença. Em outras palavras: “Você é igualmente culpado. Quem é você para condenar?” CBASD, vol. 5, p. 967.
42 Jesus, lembra-Te de mim. Um criminoso comum reconhece a verdade que os líderes religiosos negaram. Estas são as únicas palavras de fé que Jesus ouviu em Sua crucificação. Andrews Study Bible
O ladrão arrependido aceitou Jesus como Messias e Salvador. CBASD, vol. 5, p. 968.
44 escurecendo-se o sol. Alguns já fizeram a sugestão de que Lucas se refere, nesta passagem, a um eclipse. Todavia, seria impossível um eclipse solar com a lua cheia, como na época da Páscoa. A escuridão foi sobrenatural. CBASD, vol. 5, p. 970.
Acontecimentos sobrenaturais eram entendidos marcar eventos de significação cósmica (Am 8:9; Joel 2:31). Andrews Study Bible
46 nas Tuas mãos. Jesus morreu com as palavras do Salmo 31:5 nos lábios. A atitude que Ele expressou eleva a um clímax sublime o espírito de humilde submissão à vontade do Pai, exemplificado por meio de Sua vida na Terra. No jardim do Getsêmani, foi o mesmo espírito abnegado que levou às palavras “não seja como Eu quero, e sim como Tu queres” (Mt 26:39; …). Feliz é a pessoa que vive e morre nas “mãos” de Deus” Nosso destino está seguro em Suas mãos. CBASD, vol. 5, p. 970.
entrego o Meu espírito! Fôlego, que representa vida. Entendia-se que retornava  Deus quando alguém morria (Gn 2:7; Ez 37:5, 9; ver tb Sl 31:5). Andrews Study Bible
47 louvou a Deus. É difícil determinar exatamente qual o sentido em que o centurião falou (v. nota em Mt 27.54). Parece claro, no entanto, que os escritores dos evangelhos viam na sua declaração uma vindicação de Jesus, e, como o centurião era o oficial romano encarregado da crucificação, seu testemunho era considerado relevante. Bíblia de Estudo NVI Vida.
48 bater no peito. Sinal de angústia, aflição ou arrependimento (cf. 18.13). Bíblia de Estudo NVI Vida.
A multidão tinha vindo para se divertir, porém a morte de Jesus os perturbou. Bíblia de Genebra.
50-51 Josénão tinha consentido. Mc 14.64 dá a entender que José não estava presente [na reunião do Sinédrio], pois a decisão foi apoiada “por todos”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
53 onde ainda ninguém havia sido sepultado. No grego, há uma tripla negativa, enfatizando que a sepultura nunca fora usada. CBASD, vol. 5, p. 970.
54 dia da preparação. Sexta-feira, o dia da preparação para o sábado. Andrews Study Bible
55 As mulheres viram o sepulcro, e o corpo. Viram onde o Jesus estava sepultado e não errariam a localização ao voltarem para lá. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Este ponto é destacado contra os gnósticos docetas (que negavam a morte de Cristo) e todo incrédulo que alegasse que elas foram para o túmulo errado, ou que os discípulos esconderam o corpo, etc. Bíblia Shedd.
56 perfumes e especiarias. Muitos metros de pano e grandes quantidades de especiarias eram usados no preparo de um corpo para o sepultamento. Uns 34 kg de mirra e aloés já tinham sido usados naquela primeira tardes (Jo 19.39). Mais especiarias foram compradas para quando as mulheres voltassem para lá após o sábado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento. Mesmo à véspera da ressurreição de Jesus, lucas continua a enfatizar o descanso do sábado como uma ordenança divina. Isto não deveria nos vir como surpresa , tendo em vista que seu último livro, Atos, retrata consistentemente os cristãos primitivos guardando o sábado. Ver notas em Atos 4:23-24. Andrews Study Bible


Lucas 22 by jquimelli
6 de janeiro de 2015, 0:36
Filed under: Amor de Deus, Julgamento de Jesus, Páscoa, sofrimento | Tags:

Comentário devocional:

Como enfermeira missionária vi muitas pessoas morrerem em condições horríveis e eu sempre pensava: “Que maneira terrível de morrer!” 

Mas olhe para Jesus.

À medida que se aproxima a noite mais incrível da história, quando nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo deveria sofrer a agonia mais intensa já experimentada por alguém, para que pudesse “salvar o seu povo dos seus pecados”, essas mesmas pessoas são encontradas em completa confusão:
– Satanás usou Judas, que concordou em trair Jesus, entregando-O aos líderes religiosos por uma pequena quantia.
– Os líderes se alegram com a traição, porque assim poderão implementar seu plano assassino (versos 1-6).
– Os discípulos de Jesus discutem sobre quem é o maior e mais tarde adormecem na hora da crise (versos 24, 45). 
– Pedro desconsidera o terno e pessoal aviso de Jesus e, assim, nega seu Senhor (versos 33, 54-62).
– E, por fim, o próprio povo de Jesus O condena através de seu testemunho pessoal – o que ia contra a mesma lei que eles evitavam quebrar em seus pequenos detalhes (v 71; Dt 17: 6).
Que triste e deplorável espetáculo para os olhos do céu! Que momento para o melhor e mais puro dar a Sua vida!

Em contraste contemple Jesus:
– Em meio ao caos Ele se dirige carinhosamente aos doze: “Desejei ansiosamente comer esta Páscoa com vocês antes de sofrer.” (v. 15 NVI). Jesus deseja passar tempo conosco.
– Ao servir o suco de uva e partir o pão, Ele diz: “Tomem isto”, “partilhem”, “façam isto em memória de mim” (versos 17, 19 NVI). Jesus sabia que eles iriam esquecer.
– Remetendo-se à contenda reinante entre os discípulos sobre quem seria o maior, Jesus mostra a Si mesmo “como o que serve.” (v. 16 NVI).
– Em seguida, incentivando a sua fé, Ele lhes aponta o tempo em que eles deverão “sentar-se em tronos.” (v. 30). Que Deus compassivo! (versos 25-30). 
– Jesus ora sozinho no jardim e, à medida que a agonia se intensifica, Ele ora ainda mais intensamente. Que exemplo para nós! (v 44).
– Sofrendo a traição em um beijo, a negação de Pedro, a condenação e escárnio dos judeus, Jesus diz a verdade, embora saiba que isto vai Lhe significar a cruz (versos 67-70).

Na crise, ao final da Sua vida terrena, em meio ao caos, Jesus permanece fiel aos princípios e a Seus propósitos. E quanto a nós? Estamos agora a entrar na crise final da história da Terra. O caos está em toda parte. Passemos uma hora de reflexão a cada dia contemplando e pensando em Jesus.

Lynn Carpenter
Enfermeira missionária aposentada

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/luk/22/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Lucas 22 
Comentário em áudio 



Marcos 14 – Comentários selecionados by jquimelli
13 de dezembro de 2014, 0:00
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1 a Páscoa. A Páscoa era uma das mais importantes das festas judaicas, pois celebrava a libertação do povo da escravidão do Egito, quando o anjo da morte “passou por cima” das casas do povo de Israel (Êx 12.1-30). No tempo de Jesus, a Páscoa era celebrada no décimo quinto dia [14, cf outras fontes] do primeiro mês do calendário judeu (Nisan, que corresponde ao fim de março ou começo de abril). Era observada no último dia antes da primeira lua cheia, depois do equinócio da primavera [dia da primavera em que o dia e a noite tinham o mesmo tempo de duração]. Desde aquele dia, quando os cordeiros pascais eram sacrificados e comidos, todo fermento (que simbolizava o pecado) era removido da casa e só pão sem fermento (asmo) devia ser comido, durante sete dias. Bíblia de Genebra

não durante a festa. Sendo uma das festas de peregrinação dos judeus, a Páscoa levava grande número de pessoas a Jerusalém. Josefo calculou que a população de cinquenta mil aumentava para três milhões de pessoas. Ainda que esses números sejam considerados muito exagerados (duzentos e cinquenta mil é o número mais provável), havia razão para as autoridades tremerem. Bíblia de Genebra.

Pães asmos. A festa judaica que durava oito dias após a Páscoa (8.15n). Bíblia Shedd.

2 durante a festa. O grego do original indica “no meio da multidão”. Bíblia Shedd.

3 uma mulher. De Jo 12.3, sabemos que era Maria, irmã e Marta e Lázaro. Bíblia Shedd.

alabastro. Alabastro é um tipo de gesso em sua forma pura ou translúcida, encontrado em depósitos de calcário, em cavernas e em saídas de correntes de água. Era usado frequentemente para se fazer vasos de unguento e era considerado um item de luxo. Bíblia de Genebra.

frasco de alabastro (NVI). Frasco lacrado com gargalo longo, o qual era partido na hora de usar o conteúdo e continha unguento suficiente para uma só aplicação. Bíblia de Estudo NVI Vida

nardo. Perfume feito de um óleo aromático extraído da raiz de uma planta cultivada especialmente na Índia [Bíblia de Genebra: Himalaia]. Bíblia de Estudo NVI Vida.

cabeça. Em Jo 12.3 frisa-se a unção dos pés de Jesus. Bíblia Shedd.

derramou sobre a cabeça. Quando um convidado chegava a uma festa, era costume do anfitrião ungir a cabeça do convidado com perfume. Simão parece que não havia feito isso para Jesus. Andrews Study Bible.

5 trezentos denários. Quase o valor de um ano de trabalho. Bíblia Shedd.

7 tende os pobres convosco sempre. Esta não é uma determinação para negligenciar os pobres. A citação é de Dt 15:11. Neste contexto, Deus fala aos filhos de Israel que se eles obedecessem os Seus mandamentos não haveria pobre entre eles. Mas se existissem pobres, o povo deveria estender suas mãos para ajudá-los. Ao longo dos Evangelhos, Jesus sempre está ao lado dos pobres. Mas neste momento, em termos de prioridade, a mulher fez a coisa certa. Andrews Study Bible.

8 Ela fez o que pôde. Ou seja, a mulher fez o melhor uso possível do que tinha nas mãos. Isso é o que Deus espera de todos, nada mais e nada menos. CBASD – Comentários Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 716.

ungir-Me para a sepultura. Jesus se refere à unção de cadáveres, com especiarias e perfumes, amplamente praticada na Palestina naqueles dias. Bíblia de Genebra.

10 Judas. Motivado pela avareza, trai ao seu Mestre. Maria, motivada pelo amor, oferece o preciosíssimo perfume (v 3). Bíblia Shedd.

12 primeiro dia da Festa dos Pães Asmos. Era 14 de Nisã (corresponde a Abril, época de nossa Páscoa). O cordeiro era sacrificado à tarde (c. 15 h) e comido por pelo menos 10 pessoas, entre o pôr-do-sol e a meia-noite. Bíblia Shedd.

Pães Asmos. Esta festa simbolizava a remoção do pecado na vida dos crentes israelitas (Êx 12.14-20). A refeição da Páscoa caía no primeiro dia desta festa …, o décimo quarto dia depois do começo do ano judaico (Êx 12.6). Bíblia de Genebra.

sacrifício do cordeiro pascal. Jesus morreu na Páscoa, a festa que celebra o modo como o sangue de um cordeiro protegeu os israelitas do juízo de Deus no Egito. A morte de Jesus mostra a profunda continuidade no plano divino da redenção (cf 1Co 5.7). Bíblia de Genebra

13 Dois dos Seus discípulos. Pedro e João (Lc 22.8). Bíblia Shedd.

homem trazendo um cântaro de água. Podia ser facilmente indicado, porque em geral somente as mulheres carregavam potes de água. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Jesus quis manter secreto o local. Bíblia Shedd.

14 Onde é o meu salão de hóspedes? (NVI). Era costume que quem tivesse um salão disponível em Jerusalém o cedesse, mediante solicitação, a qualquer peregrino que desejasse celebrar a Páscoa. Parece que Jesus tinha combinado previamente com o dono da casa. Bíblia de Estudo NVI Vida

15 Façam ali os preparativos. Isso incluiria os alimentos para a refeição: pães sem fermento, vinho, ervas amargas, molho e o cordeiro. Bíblia de Estudo NVI Vida.

18 Comendo, reclinados à mesa (NVI). A princípio, a refeição da Páscoa era comida de pé (Êx 12.11), mas nos tempos de Jesus o costume era comê-lo em posição reclinada. Bíblia de Estudo NVI Vida.

19 Porventura, sou eu? Em gr espera-se resposta negativa. Bíblia Shedd.

20 mete comigo a mão no prato. Pão ou carne eram mergulhados numa tigela central cheia de molho.O detalhe dá ênfase à profunda traição pessoal, uma vez que a comunhão à mesa era uma prova de genuína amizade (cf. 2.16). Bíblia de Genebra.

23 deu graças (NVI). palavra “eucaristia” [Gr Eucharist, Ing Thanksgiving, cf Andrews Study Bible]  deriva do termo grego usado aqui. Bíblia de Estudo NVI Vida.

26 Tendo cantado um hino. Um dos salmos (114-118 ou 136), cantado antes das duas orações finais de celebração da Páscoa. Bíblia Shedd.

28 para a Galileia. O anjo, no túmulo, lembra esta promessa e alude à negação por parte de Pedro (16.7). Bíblia de Genebra.

30 hoje. Segundo o cômputo judaico, ao pôr do sol já havia começado o sexto dia da semana, e o julgamento e a crucifixão ocorreriam antes do pôr de sol seguinte. CBASD, vol. 5, p. 717.

32 Getsêmani. Jardim ou pomar na encosta inferior do monte das Oliveiras, um dos locais prediletos de Jesus (v. Lc 22.39; Jo 18.2). O nome é hebraico e significa (prensa de azeite”, lugar para espremer o azeite de oliva. Bíblia de Estudo NVI Vida.

33 E, levando consigo. Jesus levou os discípulos mais chegados, desejoso de companhia e conforto destes. Anos depois, eles escreviam tudo o que ali se passou. Bíblia Shedd.

tomado de pavor. Esta expressão é única em Marcos e expressa profundo sofrimento emocional (9.15; 16.5-6). Bíblia de Genebra.

34 vigiai. A oração alerta, urgente e relevante é o único caminho seguro para vencer a tentação (cf 1Pe 5.8s). Bíblia Shedd.

36 Aba. Uma palavra coloquial aramaica para “pai”, que expressa o estreito relacionamento de Jesus com Deus, o Pai. Bíblia de Genebra.

41 Basta! Nos papiros, a palavra grega assim traduzida ocorre em recibos para indicar que o pagamento integral fora efetuado … . Jesus quis dizer que os discípulos haviam dormido o suficiente ou que o debate desse assunto específico estava terminado. CBASD, vol. 5, p. 717.

43 turba. Era um bando composto de guardas do templo comandados por ordem do Sinédrio, juntamente com os servos (escravos) do sumo sacerdote. Bíblia Shedd.

João (18.3) mostra que pelo menos alguns soldados da corte romana estavam no grupo enviado para prender Jesus, junto com os guardas do templo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

44 beijar. Um sinal de respeito que os discípulos mostravam para com os mestres. Depois de comer no mesmo prato (v. 20, nota), Judas agora finge submissão e respeito. Bíblia de Genebra

48 salteador. …em vista da acusação feita contra Jesus, em Seu julgamento (Lc 23.2), a tradução “insurrecionista” fica melhor. Bíblia de Genebra.

49 todos os dias. Temos aqui uma sugestão confirmando que o ministério de Jesus em Jerusalém foi mais amplo do que Marcos relata. Só João nos fornece dados mais completos sobre a atividade de Jesus na Judeia. Bíblia Shedd.

50 todos fugiram. O abandono vergonhoso de Jesus por parte dos discípulos adverte a futuros crentes da urgência de vigiar e orar para não escaparem de Sua presença. Bíblia Shedd.

51 um jovem. Teria sido o próprio Marcos (cf At 12.12, 25; 13.13; 15:37-39; Cl 4.10; 2Tm 4.11). Possivelmente, Judas e a turba foram primeiro à casa de Marcos (local do cenáculo, vv 14 ss) para prender a Jesus. Marcos, acordado depressa, sem tempo para vestir, os teria acompanhado até o jardim. Quase foi preso nessa ocasião. Bíblia Shedd.

55-65 É provável que tenhamos, aqui, um relatório do procedimento que houve no Sinédrio, por parte de um dos líderes que ali estivera e que mais tarde se tornou crente em Cristo (cf At 6.7). Bíblia Shedd.

61. Bendito. Uma forma de designar a Divindade, a fim de evitar o uso do sagrado nome de Yahweh (ver vol. 1, p. 149, 150). CBASD, vol. 5, p. 717.

62 És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito? Segundo a opinião comum dos judeus, o Messias não seria divino. Jesus reivindica Sua plena divindade. Bíblia Shedd.

65 cuspir nele. Cuspir no rosto indicava exclusão do grupo (Nm 12.14-15), como se fosse por impureza ritual. Neste ponto o Sinédrio rompeu definitivamente com Jesus. Bíblia de Genebra.

vendaram-Lhe os olhos (NVI). Uma antiga interpretação de Is 11.2-4 sustentava que o Messias podia julgar pelo olfato, sem a ajuda da vista. Bíblia de Estudo NVI Vida

66-72 Estes vv procedem, diretamente, das palavras de Pedro, principal fonte de informações deste evangelho de Marcos. Não esqueçamos que, ainda que Pedro tivesse negado a Cristo, foi ele quem ainda teve coragem de seguir a Jesus até à corte de Caifás e ali ficar durante longas horas. A história de sua negação é contada em todos os evangelhos para mostrar a graça perdoadora do Senhor desprezado. Bíblia Shedd.

68 Não o conheço, nem sei do que você está falando (NVI). Forma comum no direito judaico de apresentar uma negação formal e jurídica. Bíblia de Estudo NVI Vida.

70 galileu. Os judeus da Judeia desprezavam os judeus da Galileia, pois eram considerados cultural e religiosamente inferiores. Os modos e o sotaque de Pedro denunciaram-no, especialmente no pátio de um aristocrata saduceu. Bíblia de Genebra.



Mateus 26 – Comentários selecionados by jquimelli
27 de novembro de 2014, 0:00
Filed under: Estudo devocional da Bíblia, Páscoa | Tags: ,

1 todos estes ensinamentos. Ou seja, o discurso sobre os sinais da prometida segunda vinda, e as parábolas relatadas nos caps. 24 e 25. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 555.

3-5 Trata-se de uma reunião do Sinédrio (Supremo Tribunal dos judeus) na época da Páscoa. Bíblia Shedd.

3-15 O mais provável … é que os incidentes registrados nos v. 3 a 15 [O plano para tirar a vida de Jesus e a unção de Jesus em Betânia] tenham ocorrido na noite do sábado anterior. No entanto, Mateus os coloca aqui por causa de sua influência significativa na traição de Jesus. CBASD, vol. 5, p. 555, 556.

5 para que não haja tumulto. Centenas de milhares de peregrinos judeus subiam a Jerusalém para a Páscoa, e os tumultos eram uma possibilidade real. Os líderes religiosos sabiam que muitas pessoas admiravam Jesus. Bíblia de Estudo NVI Vida.

8 indignaram-se os discípulos. João registra a objeção hipócrita de Judas (Jo 12.4-6) e Mateus indica que os outros concordaram com ele. Bíblia de Genebra.

14 EntãoJudas Iscariotes, indo ter. O sermão na sinagoga de Cafarnaum, cerca de um ano antes (Jo 6:22-65), tinha sido o ponto crucial na história de Judas (DTN, 719). Embora exteriormente ele tenha permanecido com os doze, em seu coração ele havia abandonado a Jesus. Aqui a exaltação por parte de Cristo do ato de devoção de Maria, no jantar de Simão, foi uma condenação indireta da atitude de Judas e o impulsionou à ação (DTN, 563, 564, 720). CBASD, vol. 5, p. 558.

15 eu vo-Lo entregarei. A oferta de Judas resolveu o dilema dos líderes em Jerusalém. Eles queriam silenciar Jesus, mas estavam paralisados pelo medo do povo (ver com. do v. 5). O problema deles era como levar Jesus em custódia sem provocar uma revolta popular em Seu favor. … Judas proveu o elo que faltava na trama sacerdotal para prender Jesus de forma conveniente (Mc 14:11), “sem tumulto” (Lc 22:6; cf. Mc 14:1, 2). Não é admirar que os sacerdotes e anciãos “alegraram-se” (Mc 14:11). CBASD, vol. 5, p. 558.

trinta peças [moedas] de prata. Aproximadamente 120 dias de trabalho. Andrews Study Bible.

O valor legal do resgate de uma vida humana, o preço de um escravo. Bíblia Shedd.

17 pães asmos. Na época da Páscoa, celebravam-se sete dias de pães asmos (sem fermento), em memória da saída apressada do Egito, quando não se podia preparar pães para a viagem, e os israelitas levaram consigo a massa antes que levedasse (Êx 12.34). Durante esta época, removia-se qualquer sinal de levedura das casas, sinal de purificação da podridão do pecado (cf. 16.6). Bíblia Shedd.

18-30 Esses versículos mostram claramente que Jesus comeu a refeição da Páscoa com Seus discípulos na noite anterior à crucificação. Bíblia de Estudo NVI Vida.

20 a tarde. Jesus ia celebrar a Páscoa com um dia de antecedência, pois no dia oficial do feriado religioso nacional de Páscoa, Ele mesmo estaria sendo retirado, morto, da Cruz, o Cordeiro de Deus imolado. Bíblia Shedd.

23 comeu comigo do mesmo prato (NVI). Era costume – ainda praticado por alguns no Oriente Médio – pegar um pedaço de pão, ou de carne envolto em pão, e mergulhá-lo numa tigela de molho sobre a mesa (feito de frutas cozidas). Bíblia de Estudo NVI Vida.

há de me trair (NVI). Naquela cultura, assim como entre os árabes hoje, comer junto com uma pessoas equivalia a dizer: “Sou seu amigo e não lhe farei nenhum mal”. Esse fato tornou o ato de Judas ainda mais desprezível. Bíblia de Estudo NVI Vida.

24 ai. O fato de as Escrituras terem predito a conspiração de Judas em nada o absolveu de sua responsabilidade pessoal no assunto. Deus não o havia predestinado a trair o Mestre. A decisão de Judas foi uma escolha deliberada de sua parte. CBASD, vol. 5, p. 558.

26-29 Na antiga aliança, a refeição da Páscoa era uma celebração do livramento de Israel da escravidão do Egito. Ao transformar Sua última refeição pascal na instituição da Ceia do Senhor, Jesus mostra o constante enfoque na redenção, através de toda a revelação de Deus. A Ceia do Senhor demonstra a continuidade essencial que há entre a antiga e a nova aliança, revelando que o verdadeiro significado da Páscoa está no livramento efetuado pela morte de Jesus. Bíblia de Genebra.

26 isto é o Meu corpo. No Catolicismo Romano, estas palavras são citadas como base da doutrina da transubstanciação, que ensina que os atributos físicos esternos do pão e do vinho permanecem imutáveis, enquanto a essência invisível é transformada no corpo e sangue de Cristo. Calvino e outros Reformadores reconheceram que os elementos (pão e vinho) representam o corpo e o sangue de Cristo [destaque acrescentado]. Jesus disse estas palavras estando fisicamente presente com os seus discípulos, de modo que uma identificação literal dos elementos com a substância física de Jesus não podia ter ocorrida aos discípulos. Bíblia de Genebra.

Alguns tem interpretado literalmente esta afirmação simbólica de Jesus, aparentemente esquecendo que Ele, muitas vezes, falou em sentido figurado em relação a Si mesmo. Por exemplo, “Eu sou a porta” (Jo 10:7) e “o caminho” (Jo 14:6). Mas é lógico que Ele não estava se transformando assim numa porta ou num caminho. O verbo “é” na frase “é o Meu corpo”, é usado no sentido de “representar”. CBASD, vol. 5, p. 562.

28 Aliança. O sangue que Jesus derramou no Calvário validou a “nova aliança” ou “testamento” assim como o sangue de bois ratificava a antiga aliança (Êx 24:5-8; Hb 9:12-23; cf Gl 3:15). Sem a morte vicária de Cristo, o plano de salvação nunca teria se tornado uma realidade. mesmo os que foram salvos no tempo do Antigo Testamento o foram salvos em virtude do sacrifício então por vir (Hb 9:15). Eles foram salvos ao olhar pela fé para o que ainda estava no futuro, assim como as pessoas encontram a salvação hoje, olhando para a morte de Cristo no passado. CBASD, vol. 5, p. 562.

29 reino de Meu Pai. Fazemos injustiça ao serviço da Comunhão se o celebramos apenas com corações tristes e sombrios. Como a antiga Páscoa [Passover], ela é uma celebração do que Deus fez para libertar Seu povo do estado de pecado e o que Ele fará para nos libertar do mundo de pecado. Os cristãos deveriam, portanto, participar do serviço com respeito, reverência e alegria. Andrews Study Bible.

30 hino. A comunhão da Páscoa terminava com a segunda metade dos salmos de hallel (“louvor”) (Sl 115-118). Bíblia de Estudo NVI Vida.

36 Getsêmani. O nome significa “prensa do azeite”, lugar em que o azeite é extraído da oliva. Bíblia de Estudo NVI Vida.

38, 39. Jesus não morreu de modo tão sereno quanto muitos mártires, justamente por não ser um mero mártir: era o Cordeiro de Deus que carregava sobre Si a punição dos pecados de toda a espécie humana. a ira de Deus foi desencadeada contra Ele. Somente isso pode explicar satisfatoriamente o que aconteceu no Getsêmani. Bíblia de Estudo NVI Vida.

38 profundamente triste. Não é possível compreender a tristeza profunda e a dor misteriosa que se abateu sobre Jesus quando Ele entrou no jardim do Getsêmani. Essa estranha tristeza confundiu os discípulos. … Em parte, o sofrimento era físico, mas isso era apenas o reflexo visível do sofrimento infinito de Cristo como o portador dos pecados do mundo. CBASD, vol. 5, p. 564.

39 cálice. Jesus está horrorizado diante da perspectiva de suportar a ira de Seu Pai. Jesus tinha de enfrentar a morte sabendo que Seu Pai não estaria com Ele, mas contra Ele, em ira e juízo. Bíblia de Genebra.

49 beijou. Gr kataphilein, “beijar com ardor ou com abraços”, o mesmo verbo usado com referência ao pai do filho pródigo, quando ele recebeu a este último com amor (Lc 15.20). Bíblia Shedd.

51 cortou-lhe a orelha. Pedro provavelmente tinha a intenção de cortar a cabeça do homem, mas uma mão invisível teria desviado o golpe. Apenas Lucas registra a recuperação milagrosa da orelha decepada. CBASD, vol. 5, p. 567.

57 Caifás. Jo 18.13 diz que, em primeiro lugar, Jesus foi conduzido a Anás, sogro de Caifás, devido ao fato de os judeus considerarem-no sumo sacerdote, mesmo depois de as autoridades civis terem nomeado Caifás, contrariamente à lei. Bíblia Shedd.

65 rasgou suas vestes. Era proibido ao sumo sacerdote rasgar suas roupas (Lv 10:6; 21:10). Andrews Study Bible.

… porque elas representavam o caráter perfeito de Jesus Cristo (DTN, 709). Caifás, assim, condenou a si mesmo diante da própria lei que defendia e se desqualificou para servir como sumo sacerdote. CBASD, vol. 5, p. 571.

69-75 Todos os evangelhos registram o incidente [traição de Pedro], mostrando quão profundamente ele impressionou a mente da igreja primitiva. É um testemunho tanto da fraqueza humana quanto da grandeza da misericórdia de Deus. Bíblia de Genebra.

74 jurar. Esta não é uma linguagem suja. Significa jurar no sentido de fazer um juramento em um tribunal. Adicionalmente, Pedro parece estar “amaldiçoando” no sentido de invocar uma maldição sobre si mesmo se suas palavras não forem verdadeiras (ver 5:34-37). Andrews Study Bible.

75 chorou amargamente. Ou, “irrompeu em lágrimas”. Se Pedro tivesse acatado com seriedade a admoestação de Jesus para “vigiar e orar” (v. 41), ele nunca teria proferido as palavras traiçoeiras pelas quais derramava lágrimas. Mas, embora parecesse a Pedro que tudo estava perdido, incluindo a si mesmo, o amor do Salvador o ergueu e o resgatou de forma segura através de sua trágica experiência. Nenhuma hora é tão escura, nenhuma mágoa ou derrota tão amarga que a luz do amor de Jesus não possa fortalecer e salvar o perdido (ver DTN, 382). CBASD, vol. 5, p. 573.




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