Filed under: adoração, confiança em Deus, coragem, crescimento espiritual, cuidado de Deus, discernimento, educação, escolhas, fé, fidelidade, guia divina, lealdade, vitória | Tags: Babilônia, confiança em Deus, cuidado de Deus, Daniel, sabedoria, temperança
Comentário devocional:
Não é correto pensarmos nos seis primeiros capítulos do livro de Daniel apenas como capítulos históricos. Existe muita profecia embutida nesta história sobre o curto reinado dos reis de Judá, e acerca de Nabucodonosor e do Faraó do Egito.
Daniel inicia o seu livro recordando a experiência traumática quando foi levado cativo para a Babilônia por Nabucodonosor, juntamente com artigos do templo (v.2). Jovens de boa aparência que demonstraram inteligência, incluindo Daniel, foram levados a servir na corte do rei (v. 4).
Daniel recorda como ele e seus três amigos tiveram de aprender babilônico, assírio, sumério e outras línguas e a literatura destas línguas. Eles tinham que se sentar diariamente com seus amigos aprendendo a gramática e o significado das frases em escrita cuneiforme (escrita em formato de unhas), como as que os arqueólogos encontraram nos textos da Biblioteca de Nínive.
O curso na universidade babilônica durava três anos (v. 5). Os melhores matemáticos, astrônomos, historiadores, professores de literatura educaram Daniel e seus amigos todos os dias.
O próximo passo para imergi-los na cultura babilônica foi dar-lhes nomes babilônicos. O nome de Daniel que significava em hebraico “Deus é meu juiz” foi mudado para Beltessazar, referindo-se ao poderoso deus babilônico “Bel”. O nome Ananias, que significa “Javé é amável”, o comandante mudou para Sadraque. Misael significava “Quem é de Deus”, e foi mudado para Mesaque. Azarias significa “Javé está ajudando”, e também foi mudado, para Abede-Nego. Todos esses nomes babilônicos significavam que eles eram servos dos deuses babilônicos, o que era uma grande humilhação para esses jovens hebreus.
Além disso, Daniel e seus amigos teriam de comer à mesa do rei, o que se tornou um grande problema. Eles deveriam comer os alimentos que o rei da Babilônia gostava. Uma boa fonte para sabermos o que os reis babilônicos comiam são os chamados textos hemerológicos, entre eles um texto de uma cartomante que dizia o que o rei devia ou não comer durante os 360 dias do ano. Este texto dizia que o rei deveria comer “carne de porco”, “carne de boi” e “peixe”. Outro texto incluía até o arganaz, um tipo de rato (NIG.GIG).
Daniel e seus amigos estavam em apuros. Eles enfrentaram decisões que testavam sua fé e tiveram que decidir rapidamente. O rei também bebia vinho (v. 8) e Daniel sabia que o álcool e a educação não são bons parceiros. Quando a Bíblia se refere negativamente ao vinho, está falando do vinho alcoólico; quando positivamente, ao suco de uva ou geléia de uva. Bebês pedem vinho a suas mães em Lam 2:11-12. Nenhuma mãe forneceria álcool para sua criança.
Daniel e seus amigos devem ter considerado cuidadosamente os conselhos de Salomão: “Quando você se assentar com alguma autoridade, observe com atenção quem está diante de você … não deseje as iguarias que ele oferece, pois podem ser enganosas” (Prov 23:1 e 3 NVI); “Não se deixe atrair pelo vinho quando está vermelho, quando cintila no copo e escorre suavemente! No fim ele morde como serpente e envenena como víbora. Seus olhos verão coisas estranhas, e sua mente distorcidas” (Prov 23: 31-33, NVI).
Então eles resolveram firmemente não se contaminar com a comida e bebida escolhidas pelo rei para a sua mesa (v. 8). O conhecimento e o amor que tinham pelas Escrituras os ajudaram a tomar decisões sóbrias e vitais. Eles poderiam ser cativos do rei da Babilônia, mas não sua mente e alma. Deus aprovou a decisão de Daniel e seus companheiros e os abençoou nesta prova de fé. Seu comandante gostava deles (v. 9) e, após dez dias de teste, permitiu que recebessem somente comida vegetariana e água (v. 12-14). Deus apreciou muito a fé dos quatro companheiros e lhes deu “sabedoria e inteligência para conhecerem todos os aspectos da cultura e da ciência” (v 17a NVI). A Daniel foi dado adicionalmente o talento de interpretar visões e sonhos (v. 17b). Com a bênção de Deus, após o período de instrução o rei Nabucodonosor os achou superiores, em muito, aos demais sábios de todo o seu reino (v. 18-20).
Daniel termina o resumo de sua história pessoal dizendo que ele trabalhou para Babilônia até o primeiro ano do rei Ciro (v. 21), em 538 aC. Se ele tinha 16 anos na época do cativeiro, tinha 83 anos , quando terminou sua carreira.
Querido Deus,
A autobiografia de Daniel fala sobre Ti. Vemos ali a Tua mão na frente, ao lado e atrás dele o tempo todo. Queremos ser assim também ser cuidados por Ti. Ao passarmos por situações difíceis ajuda-nos a sermos vitoriosos como Daniel e seus companheiros. Amém.
Koot van Wyk
Universidade Nacional Sangju, Coreia do Sul
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/dan/1/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Daniel 1
Comentário em áudio
Palestra sobre Daniel 1
Palestra sobre o livro de Daniel
Material para estudo adicional
Tema e estrutura do livro de Daniel:
O Senhor usou Daniel e seus amigos, e os milagres associados a eles, para impressionar uma série de reis do fato de que Ele estava no comando e que deveriam dar contas a Ele.Central ao livro está o tema de que Deus é soberano sobre todas as nações, mesmo quando Seu povo é oprimido e que Ele, por fim, livrará aqueles que Lhe forem fiéis. Este tema é explicitamente introduzido em 2:20-23 e enfatizado nos capítulos 4-5 pela repetição do conceito: “o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens” (4.17; comparar com vv. 25, 32; 5.21). Os capítulos 4-5 formam o centro de uma estrutura simétrica (quiástica):
A. Problema: O templo e o povo de Deus conquistados (cap. 1)
B. Sonho de Nabucodonosor de quatro reinos (cap. 2)
C. Amigos de Daniel livrados da fornalha de fogo (cap.3)
D. Nabucodonosor humilhado pela sentença divina;
Belsazar humilhado pela sentença divina (caps. 4-5);
C’. Daniel livrado da cova dos leões (cap. 6)
B’. Visão de Daniel de quatro reinos (cap. 7)
A’. Solução: O templo de Deus restaurado e Seu povo libertado (caps. 8-12)
Os capítulos externos (1:1-2:4a; caps 8-12) da estrutura literária foram escritos em hebraico. Mas os capítulos internos (2:4-b – 7:28) estão em aramaico … Nabucodonosor pertencia ao povo caldeu do sul da Mesopotâmia (hoje Iraque), que havia conquistado Babilônia. O aramaico se tornara a língua internacional, portanto o uso dela por Daniel implica que a mensagem de 2:4-7:28 era dirigida tanto para os gentios quanto para os judeus (comparar com Jer 10:11, o único verso dos outros profetas escrito também em aramaico). Andrews Study Bible.
As profecias de Daniel estão estreitamente relacionadas às do livro do Apocalipse. Na verdade, o Apocalipse trata do mesmo tema, mas dá ênfase especial ao papel da igreja cristã como povo escolhido de Deus. Dessa forma, detalhes que parecem obscuros no livro de Daniel são em geral esclarecidos quando observados no livro de Apocalipse. A parte da profecia que se refere aos últimos dias, Daniel teve ordem de fechar e selar, até “o tempo do fim” (GC, 356), quando , por meio de estudo diligente do livro, o “saber” de seu conteúdo se multiplicaria (Dn 12:4). … João foi especificamente instruído: “Não seles as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo” (Ap 22:10). Assim, para se ter uma interpretação mais clara de qualquer parte do livro de Daniel que seja obscura, deve-se estudar cuidadosamente o livro de Apocalipse. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 828.
Comentários selecionados:
1 no ano terceiro do reinado de Jeoaquim. 605 aC. Andrews Study Bible.
A destruição foi completada alguns anos mais tarde, no ano 586 aC nos reinados de Jeoaquim, Joaquim e Zedequias, 2 Rs 24.1-25.10. Bíblia Shedd.
2 O Senhor lhe entregou. Segundo foi profetizado por Jeremias, Jr 27.1-8. Bíblia Shedd.
Judá foi exilado para a Babilônia por desobedecer à palavra de Deus no tocante à guarda da aliança, aos anos sabáticos e à idolatria. (v. Lv 25.1-7; 26.27-35; 2Cr 36.14-21). Na primeira deportação (605 aC) estava Daniel, e na segunda (597), Ezequiel. Aconteceu uma terceira deportação em 586, quando os babilônios destruíram Jerusalém e o templo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
alguns dos utensílios da Casa de Deus. Mais tarde foram todos. Bíblia Shedd.
O templo permaneceu em pé até 586 aC. Mas Nabucodonosor levou alguns dos itens mais valiosos e os depositou no tesouro de suas divindades. Isto introduz conflito entre o Deus verdadeiro e o poder do homem. Andrews Study Bible.
3 linhagem real. Daniel era um jovem de alta estirpe, um nobre. Bíblia Shedd.
8 resolveu Daniel … não contaminar-se. Porque Daniel resolveu permanecer fiel ao Senhor, ele não poderia permitir ser absorvido pela cultura babilônica de modo que conflitasse com a santidade, incluindo comer carne de espécies “imundas” (Lev 11; Dt 14; comparar com Gên 7:2, 8-9, 20). Havia problemas adicionais com a dieta babilônica: a carne poderia vir de animal sufocado, com sangue não adequadamente drenado (Gên 9:4; Lev 17:10-12; comparar com At 15:20, 29) e a comida e bebida poderiam ter sido oferecidos a ídolos (comparar com Num 25:2; At 15:20, 29). Andrews Study Bible.
Tinha suas convicções, e as manifestou com coragem. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Deus honrou esses jovens por causa de seu firme propósito de fazer o que era certo. Para eles, a aprovação de Deus era mais estimada do que o favor do homem mais poderoso da terra; mais estimada que a própria vida (ver CRA, 31). Essa firme resolução não nasceu com a pressão das circunstâncias imediatas. Desde a infância, esses jovens foram treinados com hábitos de estrita temperança. CBASD, vol. 4, p. 837.
12 Experimenta, peço-te, os teus servos. Daniel empregou bom juízo ao oferecer uma alternativa em vez de rebelar-se. Bíblia de Estudo NVI Vida.
dez. Muitas vezes tinha o significado simbólico de conta completa. Bíblia de Estudo NVI Vida.
legumes. Do heb. zero’im, “alimento derivado de plantas”, como cereais e vegetais. De acordo com a tradição judaica, frutas vermelhas e tâmaras também se incluíam neste termo. CBASD, vol. 4, p. 837.
legumes … e água. Esta dieta vegetariana resolveria todos os problemas religiosos. Além disso, ela foi notadamente mais saudável, razão pela qual se Daniel e seus companheiros foram autorizados a nela continuar (v. 15). Andrews Study Bible.
17 Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria. Com a ajuda de Deus, Daniel e seus amigos dominaram os escritos babilônicos a respeito da astrologia e da adivinhação mediante sonhos. Mas nos testes cruciais de interpretação e de predição (ver 2.3-11; 4.7), toda a literatura pagã mostrou-se inútil. Só mediante a revelação especial da parte de Deus (2.17-28) Daniel conseguiu interpretar corretamente. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A instrução que Daniel e seus três amigos receberam foi também um teste de fé. O saber dos caldeus estava aliado a práticas idólatras e pagãs, e misturava ciência e magia, conhecimento com superstição. Os aprendizes hebreus se mantiveram distante dessas coisas. Não se sabe como evitaram conflitos; mas, apesar das influências más, eles se apegaram à fé de seus pais, como demonstraram claramente os eventos posteriores. Os quatro aprenderam as habilidades e ciências dos caldeus sem adotar os elementos pagãos mesclados com as mesmas. CBASD, vol. 4, p. 837.
19 Era o exame conduzido pelo próprio rei, para verificar a cultura geral dos rapazes selecionados para contribuir à glória do seu império. Esta cultura confunde-se com as artes mágicas. Bíblia Shedd.
20 dez vezes mais. Uma expressão que quer dizer “muito melhor”. Andrews Study Bible.
Do que todos os mágicos e encantadores. Por meio de uma descrição posterior das habilidades de Daniel, feita pela mãe de Nabucodonosor, sabe-se que Daniel era conhecido como um homem capaz de “declaração de enigmas e solução de casos difíceis” (Dn 5:12). As perguntas feitas a eles podem ter incluído explicação de enigmas, que era diversão favorita nas cortes do antigo Oriente. O exame também pode ter incluído a solução de problemas matemáticos e astronômicos, matérias em que os babilônios eram mestres, conforme revelam documentos, ou uma demonstração da habilidade de ler e escrever a difícil língua cuneiforme. A sabedoria superior de Daniel e de seus companheiros não era resultado de sorte ou destino, ou mesmo de um milagre, como em geral se entende. Os jovens se aplicaram com diligência e consciência aos estudos, e Deus abençoou os esforços deles. O verdadeiro êxito em qualquer empreendimento é assegurado quando se combina esforço humano com o divino. O esforço humano por si só de nada vale, e o poder divino não torna desnecessária a cooperação humana (ver PR, 486, 487; cf PP, 214). CBASD, vol. 4, p. 839.
Encantadores. Adivinhação, magia, exorcismo e astrologia eram comuns entre os povos antigos; mas, em alguns lugares como Babilônia, eram praticados por homens da ciência [métodos de previsãodescritos: haptoscopia/exame de fígados; quiromancia/mãos; lecanomancia/óleo na água; belomancia/flechas sacudidas]. … É um erro supor que os sábios de Babilônia eram apenas adivinhos e magos. Embora fossem habilidosos nessas artes, eram também eruditos no verdadeiro sentido da palavra. … como na Idade Média. … Os encantadores e adivinhos da Antiguidade se aplicavam também a estudos estritamente científicos. Seu conhecimento astronômico tinha atingido um surpreendente nível de desenvolvimento. … Os astrônomos eram capazes de predizer eclipses lunares e solares mediante cálculos. Sua habilidade matemática era bastante desenvolvida. Eles empregavam fórmulas cujo descobrimento em geral é atribuído erroneamente aos gregos. Além disso, eram bons arquitetos, construtores e médicos. Eles encontravam por meios empíricos a cura para muitos males. Deve ter sido nessas áreas de conhecimento e habilidade que Daniel e seus três amigos superaram os encantadores, astrólogos e eruditos babilônios. CBASD, vol. 4, p. 840.
21 continuou. Ficou como oficial do Império até o ano 536 aC, o primeiro ano do rei Ciro. Sua última visão veio mais tarde. Bíblia Shedd.
Daniel ainda estava vivo no ano 537 (10.1), de modo que viu os exilados voltarem a Judá, saindo do cativeiro na Babilônia. Bíblia de Estudo NVI Vida.
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Comentário devocional:
Enquanto o capítulo anterior descreve os limites gerais do novo Israel, o capítulo 48 fornece os detalhes de como a terra deve ser repartida entre as 12 tribos. Devemos notar que são destinadas terras para todas as tribos. As tribos do reino do norte, que havia deixado de existir desde a conquista assíria, obtém suas terras de volta. Todas as tribos tem um novo recomeço. No centro do território, há uma porção especial ou sagrada da terra. Esta área do meio contém o Templo em seu centro com um lugar em torno dele para os sacerdotes e levitas. O território atribuído ao príncipe ladeia esta porção. Para os israelitas, essa parte de sua terra era o centro de sua vida. E nós, temos colocado Deus no centro da nossa vida?
A nova cidade na área central terá 12 portões cada uma com o nome de uma das 12 tribos, semelhante à cidade santa descrita no livro de Apocalipse 21:12. Ezequiel culmina sua descrição com a revelação do nome da cidade. É de se esperar que seja “Nova Jerusalém”, mas não é. Ela é chamada: “o Senhor está aqui.” O tema do livro diz respeito à presença de Deus. No início do livro de Ezequiel, o pecado de Israel leva a presença de Deus para longe e traz o juízo. Agora Deus revela através de Ezequiel que Ele voltará para a Sua cidade e Seu templo restaurados e Sua presença trará todos os tipos de bênçãos.
Como é apropriado chamar a cidade restaurada de “Yahweh está lá”! Na verdade, esta afirmação é o tema de toda a Bíblia. Em Gênesis, o pecado de Adão e Eva nos separou de Deus. O resto da Bíblia mostra Deus em ação para restaurar a Sua presença entre nós. Isso culmina no livro do Apocalipse, quando Deus declara que Ele estará conosco novamente (Apocalipse 21: 3). Todos os crentes podem esperar viver nessa cidade maravilhosa restaurada agraciados pela presença eterna de Deus.
Jon Dybdahl
Universidade Walla Walla Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/48/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Ezequiel 48
Comentário em áudio
Comentários selecionados:
A terra a ser distribuída é dividida em 13 faixas iguais e paralelas: uma porção para cada tribo e uma porção sagrada ao centro, com o Novo Templo e a Nova Cidade. Sete tribos ficam acima da porção sagrada e cinco abaixo dela. A descrição da localização de cada tribo vai de Dã até Gade, do norte até o sul. … A Nova Terra Santa se estenderia desde a região de Hamate acima de Tiro e Sidom ao norte, até o Ribeiro [wadi, rio sazonal] do Egito, ao sul. E do rio Jordão (incluindo o mar da Galiléia e o mar Morto), que formaria a fronteira leste, até o mar Mediterrâneo como a fronteira oeste. Andrews Study Bible.
1 nome das tribos. Este capítulo descreve a distribuição da terra e termina com uma descrição do tamanho da cidade e de seus portões. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 814.
7 Judá. Recebeu o lugar do maior prestígio, fazendo fronteira com a porção sagrada (v. 8), porque a promessa messiânica fora dada à tribo dele (Gn 49.8-12). Bíblia de Estudo NVI Vida.
8 Um lado [o norte] do território de Israel tem sete tribos porque o outro lado, com cinco tribos (23-29) tem de caber num espaço menor. Isto acontece porque Jerusalém, a sede espiritual do novo Israel, não está no meio do país, mas sim bem no sul. Entre as doze tribos … [existe uma faixa de 25.000 côvados, no centro do qual existe um quadrado de] 25.000 por 25.000 côvados, um quadrado perfeito que, tendo o templo bem no centro, se divide entre os sacerdotes, os levitas e a cidade Santa. O resto do espaço que ficou [a leste e a oeste] da área retangular de Israel pertence ao príncipe, cujo território se estende ao mar Morto de um lado, e ao Mediterrâneo do outro lado, tendo assim uma “fatia” igual às doze tribos (cede, porém, a parte central ao templo com seus arrabaldes). Bíblia Shedd.
14 não a venderão [a terra]. Como era do Senhor, não devia ser objeto de comércio. Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 uso civil da cidade. O território dos sacerdotes e dos levitas mediria, cada um, 10 mil côvados de norte a sul, o que deixava para a cidade 5 mil côvados de toda a “porção santa” ao sul da área dos sacerdotes. CBASD, vol. 4, p. 814.
A Nova Cidade se localizaria ao centro da faixa mais ao sul da “porção sagrada”, portanto separada do Novo Templo. Andrews Study Bible.
19 de todas as tribos de Israel. O distrito sagrado era propriedade da nação, e não o domínio particular do príncipe. Bíblia de Estudo NVI Vida.
21 do príncipe. A faixa de terra que restava a leste e oeste da “porção santa” seria para o príncipe. CBASD, vol. 4, p. 814.
30 as saídas. O tabernáculo no deserto tinha uma ordem fixa para a disposição das tribos ao redor dele, três portas de cada lado, uma para cada tribo, Ap 21.12-14. Assim se vê como as disposições da Bíblia não falham: apontam em primeiro lugar para as coisas visíveis na terra, e refletem as coisas eternas no céu. Bíblia Shedd.
35 a cidade. A cidade da nova Terra, a nova Jerusalém, que João viu descer do Céu da parte de Deus (Ap 21), mostra notáveis semelhanças com a cidade da visão de Ezequiel. Este [Ezequiel] descreve a cidade que poderia ter sido; João, a que será. … A nova Jerusalém, cujos habitantes são remidos de toda nação, tribo, língua e povo, é apresentada com o nome das 12 tribos inscritos em suas portas. Segundo a figura bíblica, os remidos, não importa a que etnia pertençam, são representados como fazendo parte de uma das 12 tribos (Rm 9-11; Gl 3:29). CBASD, vol. 4, p. 814.
o Senhor está ali. Em hebraico: Iavé-Shama, possível jogo de palavras com Yerushalayim, que é “Jerusalém”, em hebraico. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A história do Êxodo se encerra com a promessa da presença real de Deus ao lado de Seus fiéis (Êx 40.38). O evangelho encerra-se com a vocação missionária acompanhada pela promessa da presença real de Jesus (Mt 28.18-20). A visão da história da Igreja e do mundo até a consumação final encerra-se com a promessa da Segunda Vinda de Cristo (Ap 22.2). A profecia de Ezequiel, cheia de preceitos e promessas, contendo a chave da história dos impérios da época, e apontando na direção da santificação total do povo de Deus, apresenta, como soma total das suas visões, a promessa da comunhão dos crentes com Deus. Bíblia Shedd.
O livro de Ezequiel se inicia com a visão da santidade de Deus que se aproxima e se torna presente em Jerusalém e no templo (1:4, 28; 8:1-4). Após emitir o julgamento sobre o Seu povo, o templo e Jerusalém (cap. 8-11), o Senhor deixa o templo e Jerusalém (8:6; 10:18; 11-23-24), mas estava com Seu povo na Babilônia. Na seção final do livro, o Senhor retorna ao Novo Templo (43:3-5) e permanece na Nova Capital e na Nova terra para Sempre. Andrews Study Bible.
Não é sabido se Ezequiel viveu para ver alguns de seus compatriotas retornarem após o generoso decreto do rei persa. Se soubesse que seus escritos seriam preservados no cânon sagrado, ele teria extraído conforto do fato de que alguma geração futura poderia se beneficiar da mensagem que seus companheiros de cativeiro haviam desprezado.
O desafio agora é para a igreja. O novo Israel de Deus está prestes a entrar numa terra muito mais gloriosa do que aquela oferecida à geração de Ezequiel. Mas essa entrada também se baseia em certos pré-requisitos. Tem havido demora, e o povo de Deus precisa cumprir as condições necessárias. Desta vez, contudo, não pode haver um adiamento indefinido, pois a restauração não será mais nacional, mas individual. Quando o momento chegar, Deus ajuntará, de todas as terras, aqueles que pessoalmente se prepararam. Eles herdarão as ricas promessas e habitarão na cidade prefigurada na profecia de Ezequiel e divinamente denominada “O Senhor Está Ali”. CBASD, vol. 4, p. 815.
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Diagrama mostrando a “Porção Santa”: as porções do príncipe, dos levitas, dos sacerdotes, da cidade e, ao centro, do templo.
Fonte: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 806. Casa Publicadora Brasileira.
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As interpretações da concretização das profecias do novo templo, em Ezequiel 40 a 48 tem gerado respostas diferentes nas várias religiões.
– Para os judeus, esta profecia ainda irá se cumprir. Eles ainda aguardam o Messias, que restaurará o templo, agora em sua 3ª versão. Preocupam-se apenas, através do Instituto do Templo em já elaborar as peças e mobília do novo templo.
– Esta visão é, de certo modo, compartilhada por muitos cristãos (principalmente os messiânicos), que creem que o Messias Jesus estabelecerá o Seu reino na Terra e dominará sobre todas as nações após derrotar as forças do mal no Armagedom literal.
– Os muçulmanos não acreditam nas profecias de Ezequiel, nem no Messias judaico. Alguns deles, numa tentativa humana de impedir a profecia, fecharam a Porta Dourada [leste ou oriental] e construíram do lado de fora dela um cemitério, ao tempo em que Suleiman, o Magnífico, dominava em Jerusalém. Isto porque o Messias, que por ela entraria, seria um "cohen", ou sacerdote, e, portanto, não poderia se contaminar ritualmente ao pisar em um cemitério.
Foto tirada a partir do alto do Monte das Oliveiras, que mostra a muralha de Jerusalém, à altura da Porta Dourada, e o cemitério muçulmano, que desce até o vale de Cedrom, hoje uma avenida. Em primeiro plano, um cemitério judeu. No meio, à direita, as cúpulas douradas da igreja cristã ortodoxa erigida em homenagem a Maria Madalena. Próximo à ela, o Jardim do Getsêmani.
– Como vimos, os adventistas creem que o Templo de Ezequiel teria sido estabelecido caso a nação judaica cumprisse a sua parte da aliança. A rejeição à aliança se iniciou com a construção de uma religião formalista e de observâncias rituais externas, sem espaço para a atuação da graça de Deus. A definitiva rejeição se deu com a rejeição nacional de Jesus, que procurou de várias maneiras reintroduzir o amor e a comunhão com Deus como forças redentoras. A partir daí, a igreja passou a ser o instrumento de Deus para pregação da salvação ao mundo.
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Na sexta-feira, 15 de agosto, começaremos a ler o livro de Daniel. Um livro com luz para os últimos dias.
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47:1 – 48:35 descrevem a nova terra ao redor do templo. Existem muitos paralelos entre esta seção e a descrição da Nova Jerusalém em Apoc. 21-22. Andrews Study Bible.
1-12 A descrição implica numa visão dos futuros últimos dias da inteira visão, com uma transformação sobrenatural na natureza que excede as possibilidades históricas. Cumpre-se espiritualmente em Cristo e na igreja do NT com as bênçãos do novo concerto fluindo para o mundo (Jo 7:37-38); Cumpre-se literalmente na Nova Terra (Apoc 22:1-2). Andrews Study Bible.
1 homem. O guia angelical (40.3) que aqui aparece pela última vez, terminou a visita ao templo novo que Ezequiel fez em visões. Bíblia de Estudo NVI Vida.
à entrada do templo. Ezequiel estava em pé no pátio interno. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Água. O restante desta seção (v. 1-12) deixa claro que há referência à água que cura e nutre a vida (v. Sl 36.8; 46.4; v. tb Jl 3.18; Zc 13.1; 14.8; Ap 22.1,2). No contexto global, havia o rio que fluía do Jardim do Éden (Gn 2.10). Bíblia de Estudo NVI Vida.
2 me levou para fora, pela entrada norte. Porque a porta leste [externa] estava fechada (44.2). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Provavelmente, porque a porta leste interior era reservada para o príncipe (Ez 46:1-8) e a porta leste exterior era fechada (Ez 44:1,2). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 810
4 mediu mais mil [côvados. Aprox 500 m]. O profeta está sendo levado rio abaixo, parando de meio em meio quilômetro para sondar sua profundidade. Bíblia Shedd.
8 campina. Do heb ‘aravah, que incluía a depressão do rio Jordão, o mar Morto e o vale que se estende do mar Morto até o golfo de Áqaba. O moderno termo Arabá designa apenas o vale ao sul do mar Morto. CBASD, vol. 4, p. 810
saudáveis. O mar Morto é uma lagoa de sal, o ponto mais baixo da terra, cujas exalações chegam a matar os pássaros que o sobrevoam. Recebe as águas do Jordão, mas não tem saída para as mesmas. O seu sal é útil (11) mas o local é uma chaga. Bíblia Shedd.
10 En-Gedi. Siginifica “fonte do bode”; uma fonte forte a meio caminho ao longo do lado ocidental do mar Morto. Bíblia de Estudo NVI Vida.
13 duas porções para José. Como a tribo de Levi não recebeu nenhuma [porção] (44.28], Efraim e Manassés – os dois filhos de José adotados por Jacó (Gn 48.17-20) – receberam uma porção para cada um (Ez 48.4,5). Bíblia de Estudo NVI Vida.
19 águas da contenda. O lugar no deserto do Sinai onde o povo se rebelou pela primeira falta de água, e Deus concedeu a Moisés a autoridade de fazer jorrar a água da rocha (Êx 17.1-7). Bíblia Shedd.
22 A Lei ofereceu generosidade aos estrangeiros (Lv 19.10; Dt 10.19). A cidadania israelita, entretanto, só se lhes oferece nesta nova ordem. Num sentido foi cumprido nas pessoas dos prosélitos do tempo do Pentecostes (At 2) e na conversão dos gentios, que em Cristo se tornam o verdadeiro Israel de Deus (cf Gl 3.14, 16; 6.16). Bíblia Shedd.
Note a inclusão dos estrangeiros na herança, em harmonia com a universalidade proclamada pelos profetas como Isaías (Is 56:3-8) e cumprida no NT (Ef 2:12-14; Col 3.11). Andrews Study Bible.
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Comentário devocional:
Ezequiel 47 continua a tratar do templo restaurado, da cidade e da terra de Israel. Em um país seco como Israel, a água é uma necessidade da vida em todos os seus aspectos. Ezequiel recebe um retrato vívido da solução de Deus para a questão da água. No Israel restaurado, a presença de Deus é real e supre todas as necessidades, incluindo a de água. O que começa como um fio de água a partir do portão leste do templo começa a fluir em direção ao deserto. No espaço de pouco mais de um quilômetro, o pequeno córrego se transforma num rio caudaloso, renovando as águas do salgado mar Morto. Esta água dada por Deus traz vida. Graças a ela, as árvores crescem e produzem frutos em todos os meses. Os peixes tornam-se tão abundantes que os pescadores prosperam. Toda a terra é abençoada por esta água que flui da presença de Deus.
Embora esta imagem literal nunca tenha acontecido para Israel, ela é uma imagem tão poderosa que posteriores escritores da Bíblia também usaram esta imagem da água para retratar as bênçãos espirituais que Deus dá. Jesus a menciona em João 7:37-39. Ele diz que a água se refere ao Espírito Santo, que será dado aos crentes. Este quadro também é utilizado por João em Apocalipse 22:1, 2, em sua descrição da nova terra. Que imagem poderosa das bênçãos que fluem a partir da presença de Deus!
Este capítulo também trata da divisão da terra entre as 12 tribos. As fronteiras estão bem próximas daquelas dadas originalmente em Números 34:1-12, mas uma grande diferença se destaca. Enquanto no livro de Números apenas israelitas literais recebem a terra, na nação restaurada de Ezequiel, estranhos ou estrangeiros que têm filhos na terra, também recebem uma propriedade. O fato de não israelitas receberem tratamento semelhante aos dos israelitas, recebendo terras, é mais um exemplo da graça de Deus. Em nosso trato com outros devemos ser tão graciosos quanto Deus é.
Jon Dybdahl
Universidade Walla Walla, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/47/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Ezequiel 47
Comentário em áudio
Filed under: adoração | Tags: adoração, Comunhão, sábados, sociabilidade, templo
Comentário devocional:
Ezequiel 46 continua a descrição do templo restaurado e enfatiza como a adoração deveria ocorrer e de que modo as ofertas deveriam ser preparadas. A partir das orientações dadas chegamos a diversas conclusões importantes. Em primeiro lugar, a adoração deve ocorrer de maneira ordenada e de acordo com as regras estabelecidas. Em segundo lugar, observamos como o sábado e a adoração estão intimamente ligados. O sábado ocupa um lugar de destaque no Templo renovado de Israel e sacrifícios especiais deveriam ser oferecidos nesse dia. Em terceiro lugar, destaca-se a importância dos detalhes e da sua observância. Todos estes princípios podem e devem ser seguidos até hoje.
Também é interessante ver neste capítulo, nos versos 19 a 24, o papel que as cozinhas desempenhavam. Não só os sacerdotes do templo têm cozinhas especiais (versos 19 e 20), mas nos quatro cantos do átrio exterior existem grandes cozinhas, que são utilizadas para cozinhar para as pessoas (versos 21 a 24). Enquanto os holocaustos eram queimados em sua totalidade no altar, as ofertas pacíficas em sua maioria eram comidas pelos sacerdotes e pelo povo. Os sacerdotes oficiantes ficavam com a coxa, o peito ia para outros sacerdotes, e o restante era comido pelo povo (Levítico 7:31, 32 e 10:14).
Aos sábados e nos dias das festas religiosas, então, havia festividades e maravilhosa comunhão. Depois do solene sacrifício dos animais em expiação pelo pecado, acontecia um momento de celebração. O príncipe e as pessoas em geral alegremente compartilhavam do alimento na presença de Deus. Na cultura hebraica e bíblica, comer juntos faz parte da verdadeira adoração e comunhão. Devemos manter esta tradição e separar dias para comermos juntos como irmãos em Cristo.
Jon Dybdahl
Universidade Walla Walla, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/46/
Comentários selecionados:
1 porta do pátio interno. Enquanto a porta leste do pátio externo ficava fechada de modo permanente (44.2), a porta leste do pátio interno podia ser aberta nos dias de festa. Bíblia de Estudo NVI Vida.
lua nova. a lua nova inicia um mês novo, cujo primeiro dia é festa. Bíblia Shedd.
2 ficará junto ao batente. A partir daí, o príncipe podia observar os sacrifícios sendo oferecidos no grande altar no pátio interno, mas não lhe era permitido entrar no pátio interno propriamente dito. Bíblia de Estudo NVI Vida.
7 um him de azeite. É a sexta parte do bato, e dá 3,66 litros. Não há equivalente para as medidas secas, de maneira que a medida de 3,66 kg chama-se “a sexta parte de um efa”, v. 14. Bíblia Shedd.
9 o povo da terra. A expressão refere-se [aqui] a todos os que não eram sacerdotes, levitas, profetas ou anciãos. Só mais tarde [o termo] veio a indicar os judeus que tinham permanecido no território nacional, misturando-se com os pagãos, enquanto Ezequiel estava pastoreando os cativos na Babilônia (Ed 9.1-2). Bíblia Shedd.
todo aquele que entrar pela porta norte … sairá pela porta sul. Parece tratar-se de medidas para o controle das multidões. Nesse caso, nessa era futura haveria o povo em massa apinhado no santuário no dia festivo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
10 no meio deles. O significado parece ser que, nas festividades anuais, o príncipe devia se misturar com o povo, unindo-se a este no culto. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 808.
12 oferta voluntária. Uma dádiva não exigida pela lei. O ato de dar graciosamente é algo que Deus ensina pelo exemplo supremo de conceder-nos com Cristo todas as coisas (Rm 8.32). Bíblia Shedd.
17 até o ano da liberdade. É o ano do jubileu descrito em Lv 25.8-34. A terra e suas riquezas pertencem irrevogavelmente a Deus, e quem fizer uso destas, fá-lo-á como peregrino e hóspede na terra. Os homens, mordomos das bênçãos divinas, poderão fazer contratos de empéstimo dos terrenos, por um período máximo de 50 anos, mas nunca haveria um latifundiário, pois que tudo volta à tribo e à família beneficiária, a quem o proprietário, Deus, o cedeu. Bíblia Shedd.
19 Nos cantos do átrio interior estão os cômodos para serem queimadas as ofertas prescritas pela lei, e os cantos do átrio exterior são as “cozinhas” para as ofertas do povo (21-24), as quais o próprio povo consome numa solenidade também festiva (Dt 112.27). Bíblia Shedd.
Comentário devocional:
O capítulo 45 continua a descrição detalhada da área do templo e da cidade restaurada de três maneiras:
Primeiro, descreve um bloco especial de terra que deveria abrigar o templo, a terra para os sacerdotes e levitas e uma propriedade para o príncipe. Esta área especial ficava fora das áreas de terras que pertenciam às tribos como herança perpétua. Parte da razão de existir este bloco especial de terra para o príncipe é lhe fornecer terra suficiente para que não se sentisse tentado a obter irregularmente para si terra de outros israelitas. Esta área do templo seria o centro político e religioso do país.
Em segundo lugar, este capítulo descreve as tarefas específicas do príncipe. Ele deveria manter pesos e medidas justos em todo o país para que as pessoas comuns não fossem enganadas por pesos falsos. Este é um elemento fundamental de retidão e justiça que faríamos muito bem em promover em nossa sociedade atual. Outra grande tarefa do príncipe seria fornecer os sacrifícios regulares do Templo. As demais ofertas para sacrifício viriam do povo, através de uma percentagem de seus animais e de sua agricultura.
A terceira e última seção deste capítulo trata das festas da Páscoa e dos Tabernáculos. Ezequiel anseia que as pessoas pratiquem estas festas na nação restaurada de Israel. Ele menciona especificamente essas duas festas porque os sacrifícios adicionais de animais dessas duas festas, vêm do príncipe.
Contentar-se com o que tem, garantir o uso de pesos e medidas corretos e doar parte de seus bens para incentivar a espiritualidade de seus liderados: grandes exemplos a serem seguidos por aqueles em posição de liderança!
Jon Dybdahl
Universidade Walla Walla, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/eze/45/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Ezequiel 45
Comentário em áudio
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1 repartirdes […] por sortes. O significado parece ser o de repartir por quotas. Na verdade, a cada tribo foi designada uma porção definida (Ez 48:1-29). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 805.
uma oferta. Pequena parte desta “porção santa da terra” devia ser ocupada pelo santuário, e o restante, dado aos sacerdotes e levitas. CBASD, vol. 4, p. 805.
2 terá em redor […] cinquenta côvados. O templo estava situado num átrio de 500 côvados quadrados … Aqui uma faixa de terra de 50 côvados (26 m) é deixada do lado de fora, ao redor do muro exterior, para ajudar a impedir sua profanação. CBASD, vol. 4, p. 805.
6 cidade. A Jerusalém antiga continha a área do templo. A nova cidade santa não, mas ficaria adjacente ao templo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 os príncipes. Aqui se refere aos magistrados, juízes e anciãos. Bíblia Shedd.
desapropriações. Esta injustiça, cuja forma clássica se vê no caso da vinha de Nabote (1 Rs 21.1-16); dentro de um século veio a ser rotina em Samaria (Mq 2.2). O vivo protesto de Ezequiel se lença em forma simbólica nas medidas imutáveis que se tomam para as heranças tribais (48.1-7). Bíblia Shedd.
11 sua medida. Ver Lv 19:35, 36; Dt 25:13-15; Pv 16:11; Os 12:7; Am 8:5; Mq 6:10. O efa [NVI: arroba] era usado para medida de secos, e o bato [NVI: pote], para medida de líquidos. Aqui é dito que eles tem a mesma capacidade e equivalem à décima parte do ômer [NVI: barril]. Em equivalentes modernos, um efa ou um bato seria cerca de 22 litros. CBASD, vol. 4, p. 805.
O ômer é de 220 litros ou quilos. Bíblia Shedd.
12 mina. Uma transliteração do heb menah. … Um menah ou uma mina [ou “arrátel”, 1Rs 10:17; Ed 2:69] equivalia a 50 siclos, CBASD, vol. 4, p. 805. [Nota: O siclo, ou shequel é a moeda de Israel, hoje. Mina ou menah é o termo usado em Daniel 5:25, 26].
siclo … gera … mina. Estes são os valores para a cobrança da mercadoria; são pesos de prata: o siclo tendo 10 g., a gera tendo metade de um grama, e a mina tendo 500 g. Isto quer dizer que a moeda chamada de “cinco ciclos” terá este peso em prata pura. O siclo seria equivalente a um dólar americano, pelo poder aquisitivo. Bíblia Shedd.
13 a oferta. Os v. 13 a 15 descrevem o imposto a ser pago, presumivelmente ao príncipe (ver v. 16) que, por sua vez, forneceria as ofertas sacrificiais requeridas. CBASD, vol. 4, p. 805.
O príncipe seria o mordomo do tesouro nacional, cuidando da ordem cívica e das despesas do templo e das ofertas religiosas. Bíblia Shedd.
18 no primeiro mês. A partir do v. 18, até o v. 15 do cap. 46, é descrito o ritual sacrificial a ser seguido em ocasiões especiais. Há alguma diferença em relação à lei mosaica. CBASD, vol. 4, p. 805.
Este dia, primeiro de Nisã, não tem equivalente fixo em nosso calendário, porque os israelitas tinham doze meses lunares, e mais um mês extra, intercalado de quatro em quatro anos,para fazer Nisã cair na primavera local, março/abril. Esta data do ano novo foi estabelecida por ser o mês em que Deus libertara Seu povo da escravidão do Egito (Êx 12.2). Bíblia Shedd.
19 tomará do sangue. Segundo a lei mosaica, no Dia da Expiação, o sangue das ofertas pelo pecado era aspergido sobre o propiciatório e diante dele, dentro do véu (Lv 16:14, 15). De acordo com o novo ritual, no que diz respeito á cerimônia de purificação, o sangue era posto “nas ombreiras da casa”, e nos quatro cantos da fiada do altar, e nas ombreiras da porta do átrio interior”. CBASD, vol. 4, p. 806.
21 Páscoa. Os regulamentos quanto à observância da Páscoa eram semelhantes aos da lei mosaica, mas as ofertas eram em maior número (Êx 12:6; Lv 23:5-8; Nm 28:16-25). CBASD, vol. 4, p. 806.
25 Sétimo mês. A referência é a Festa dos Tabernáculos (Êx 23:16; 34:22; Lv 23:34; Dt 16:13, 16). Alguns afirmam que a razão pela qual a festa não é mencionada aqui por esse nome é que o costume de habitar em tendas seria descontinuado. CBASD, vol. 4, p. 806.
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1 o homem me fez voltar. Isto é, do átrio interior (ver Ez 43:5). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 802.
