Comentário devocional:
Neste capítulo, Deus Se dirige aos não conversos. O resultado do sacrifício de Jesus na cruz é que as portas estão agora abertas para que todas as pessoas, de todos os cantos do mundo, possam entrar em Sua família! Esta é uma bela maneira de fechar esta subseção de Isaías. É um convite para uma festa, para a alegria. A morte do Servo pagou o custo da festa.
Eu acredito que neste capítulo Deus está tentando nos fornecer os componentes necessários para nos aproximarmos daqueles que não conhecem o Deus do céu: convite e boas-vindas (v.1), uma revisão da condição humana (v.2), o foco sobre a pessoa de Cristo (v. 3-5) e o apelo para que busquem a Deus com base em Seu perdão (v.6-7).
Importante também é: o reconhecimento de que Deus não é o que podemos supor que Ele é (v. 8-9), o convite para ouvir a Palavra de Deus, pois ela é digna de confiança (v. 10-11) e a vida abundante que é possível com Cristo (v. 12-13).
Água, vinho, leite e pão (v. 1,2) representam as bênçãos da salvação. Deus convida a todos os “que não possuem dinheiro algum” para obtê-las e, a seguir, Ele diz: “venham, comprem e comam” (v. 1 NVI). Aqueles que não tem dinheiro algum são encorajados a comprar “sem dinheiro e sem custo” (v. 1 NVI). Ninguém pode pagar pela salvação que Jesus oferece – o que Ele oferece é inestimável, sem preço, custou a vida de Jesus. Qual poderia ser o preço do Filho de Deus, o Rei da glória, o Criador da terra? Ele não tem preço.
No entanto, somos instados a comprar. Cristo já comprou o resgate de nossas vidas por meio do Seu sangue derramado, isso a Bíblia deixa claro (Ap 5:9). O que significa, então, que devemos comprar a salvação? O próprio Jesus explicou isso, séculos depois de Isaías. É semelhante ao homem que encontrou um grande tesouro escondido num campo e ao homem que encontrou a pérola de grande valor: ambos venderam tudo o que tinham a fim de obter o que eles encontraram (Mt 13:44-46).
Significa que devemos estar dispostos a abrir mão de tudo o que nos é caro a fim de receber aquEle a quem nossa alma anseia. Tem mais a ver com desapego do que em ter poderes para comprar, como Jesus ensinou ao jovem rico.
O apelo de Deus é simples: “Busquem o Senhor enquanto é possível achá-lo; clamem por ele enquanto está perto. Que o ímpio abandone o seu caminho… Volte-se ele para o Senhor”(v. 6-7 NVI).
Você sabe onde está o tesouro. Você ainda não conhece a enormidade que ele vale, mas suspeita que será melhor do que tudo o que você já conheceu. Deus diz: não espere. Não se distraia com coisas menores. Apresse-se enquanto é dia, deixe tudo para trás para que você possa desfrutar já deste grande tesouro.
Os que fizerem isso “sairão em júbilo e serão conduzidos em paz; os montes e colinas irromperão em canto … e todas as árvores do campo baterão palmas” (v.12 NVI). Tudo ao seu redor será visto de maneira diferente; toda a natureza será vista como algo novo e vivo.
Vale a pena viver e amar a Deus nesta vida e ao longo dos séculos sem fim da eternidade. Venha para as águas… hoje!
Ron E M Clouzet
Seminário da Universidade Andrews, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/55/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Isaías 55
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Ron E M Clouzet
Seminário da Universidade Andrews, EUA
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Isaías 53 – Para mim, difícil é dizer qual o verso bíblico preferido; mas considero o capítulo de leitura de hoje, o mais belo, extraordinário, profundo e teológico da Bíblia; sendo ela o Livro dos livros, considero este o Capítulo dos capítulos.
Nele, encontro ampliado o verso mais conhecido do Novo Testamento: João 3:16. Em seus 12 versos, vejo o resumo, não só dos quatro evangelhos, mas de toda Palavra de Deus. Sua mensagem é profética/messiânica, a coroa das profecias. Há ricos detalhes sobre Cristo reunidos num só lugar escritos cerca de 800 anos antes do Seu nascimento. Todavia, o que mais impressiona é o amor divino ali estampado objetivando alcançar-me.
O sacrifício apaixonado traçado neste capítulo levou o eunuco a entregar-se ao Salvador (Atos 8); foi base à cristologia do apóstolo Pedro (I Pedro 2); e, a fonte de outros escritores bíblicos. Tal amor motiva-me a um compromisso total com Cristo.
Amigo(a), Jesus é o enviado de Deus, o Servo sofredor, o Messias tanto esperado, o Salvador. Sua morte crudelíssima não foi determinada pelas circunstâncias, pois Ele foi transpassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades (vs. 4-5, 8, 12). Somos responsáveis pela morte do inocente Filho de Deus.
Por outro lado, Deus Pai O entregou à morte por nós; depositando sobre Ele nossa culpa, mazela e iniquidade, até as mais terríveis (vs. 4, 6, 10). Entretanto, Jesus, voluntariamente, deu Sua preciosa e perfeita vida por amor a nós imperfeitos, ingratos, irreverentes e estúpidos pecadores (vs. 4, 10-11). Não merecíamos nada, Ele nos deu tudo!
Sabendo que seria desprezado, humilhado, traído e morto, aceitou sacrificar-se para poder justificar a muitos pecadores condenados à morte (v. 11). Assim, nossa decisão por Jesus é a Sua recompensa (v. 12). Não há melhor método de salvação!
Embora desejo escrever mais, concluirei esta curta reflexão com as palavras de Phillip P. Bliss:
“Homem de dores”, nome encantador
Para o Filho de Deus que veio, em amor,
Resgatar o arruinado pecador!
Aleluia! Que Salvador!
Vergonha e zombaria suportou,
Meu lugar de condenação assumiu,
Com Seu sangue o meu perdão selou;
Aleluia! Que Salvador!
Como desconheço outro Ser que fez tanto por mim, dedicarei a Ele minha vida até o fim! E você? Decida-se e tenha Feliz Páscoa! – Pr. Heber Toth Armí.
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Isaías 53:4,5: "Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças; … Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados" (NVI).
"Este capítulo, colocado em pauta sete séculos do nascimento de Cristo, até parece ter sido escrito por uma testemunha da crucificação. O apóstolo Pedro preferiu citar trechos deste capítulo a resumir os relatos das testemunhas oculares (1Pe 2.21-25). Sete citações deste capítulo são feitas no Novo Testamento á Pessoa de Jesus Cristo. Declara-se oito vezes, neste capítulo, a doutrina da expiação vicária [substituta], que se resume na expressão de 2Co 5.21." Bíblia Shedd.
Comentário devocional:
Escrever sobre esse capítulo me faz tremer. Quem pode dizer uma palavra sobre as profundezas da dor sofrida por Jesus, como servo de Deus, em favor dos pecadores? Anos atrás, ao ler sobre o que o Filho de Deus passou por mim na cruz [O Desejado de Todas as Nações, p. 755-756] e meditar sobre a profundidade do amor de um Deus santo e justo, chorei compulsivamente. Como pode ser possível Deus amar de tal maneira pecadores como nós? Ao longo dos anos, devo ter pregado mais de 3.000 vezes, mas o sermão que mais toca as pessoas, em minha opinião, é quando prego sobre Isaías 53.
Isaías 53 é o quarto dos Cânticos do Servo deste livro (além de 42:1-9, 49:1-13 e 50:4-11). Ele é composto por cinco seções, três versos cada, começando com Isaías 52:13. Foi sobre essa passagem que Jesus fez perguntas aos rabinos com a tenra idade de 12 anos. Foi a meditação sobre Isaías 53 que trouxe a Ele a primeira luz da Sua missão como substituto para a humanidade pecadora. Esta é a passagem que o etíope estava lendo que lhe desvendou o mistério do Messias, graças ao oportuno estudo bíblico feito por Filipe (Atos 8:26-40). Este é o capítulo que, nas palavras de um conhecido evangelista aos judeus, “mais do que qualquer outro tem sido usado por Deus para trazer o povo judeu a Si mesmo.” Ele tem a ver com a essência da missão de Jesus e Sua morte substitutiva na cruz pela humanidade. O Novo Testamento cita esta parte mais do que qualquer outra do Antigo Testamento (Marcos 15:17, João 10:11; 12:37, Rm 3:25 a 4:25, 2 Coríntios 5:21; Fil 2:9).
O relatório de boas notícias de Isaías 52:7 é recebida com incredulidade: “Quem creu em nossa pregação?” (Is 53:1 ARA), Isaías exclama. Os seres humanos rejeitaram o Filho de Deus porque Ele não apresentava a beleza de um príncipe ou “qualquer … majestade que nos atraísse, nada havia em sua aparência para que o desejássemos” (v.2 NVI). Jesus foi desprezado e rejeitado ao longo de toda a Sua vida, não apenas durante o Seu julgamento e crucificação. Ele realmente está familiarizado com a tristeza e o pesar (v.3). Quando sentimos que o mundo está contra nós, não devemos esquecer que ele também estava contra Jesus. Por experiência própria, Ele certamente se identifica com nossos sentimentos.
O que se pode dizer sobre o que Jesus fez por nós? Ele levou sobre Si “nossas enfermidades” e suportou “nossas dores” (v. 4 ARA). Ele foi ferido por causa das nossas transgressões e “esmagado por causa de nossas iniquidades” (v. 5 NVI) . Ele foi “eliminado da terra dos viventes”, e pelas nossas transgressões “Ele foi golpeado” (v.8 NVI). Ele foi feito “oferta pelo pecado” em nosso benefício (v.10 ARA), e ” derramou a Sua alma na morte” ( v.12 ) por você e por mim.
Quando penso nas muitas vezes que tenho ignorado ou desconsiderado esse , grande sacrifício feito em meu favor, não consigo compreender por que Ele ainda continua se importando comigo. Mais ainda, este infinito amor mostrado na cruz tanto preenche a alma que ela fica a ponto de explodir, se não fosse a misericordiosa mão de Deus que mede Seu esmagador amor em doses que podemos receber. Clamamos, com o autor de um poema escrito há mil anos atrás: “Oh, amor de Deus, quão rico e puro! Quão imensurável e forte!”
Leia Isaías 53. Leia-o novamente, e de novo. Não podemos permanecer os mesmos quando contemplamos o amor infinito de Deus por Seus inimigos (Rom 5:10). Há muitos anos escrevi esta citação em minha Bíblia, pois quero mante-la bem vívida em minha mente até ve-lo em glória: “Aquele que contempla o incomparável amor do Salvador, será elevado no pensamento, purificado no coração, transformado no caráter. Sairá para servir de luz ao mundo, para refletir, em algum grau, este misterioso amor” (O Desejado de Todas as Nações, p. 661).
Que seja assim comigo, Senhor Jesus.
Ron E M Clouzet
Seminário da Universidade Andrews, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/53/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Isaías 53
Comentário devocional:
Você consegue imaginar um jovem correndo o mais rápido que pode para sua cidade natal, a fim de anunciar uma boa notícia? Comissionado pelo comandante no campo de batalha, ele corre com alegria em seu coração e uma grande mensagem em seus lábios: o rei está vencendo! A guerra contra o nosso inimigo está quase no fim, o rei está perto da vitória e a paz está próxima. Essa é a imagem apresentada pelo verso 7 (NVI): “Como são belos nos montes os pés daqueles que anunciam boas novas, que proclamam a paz, que trazem boas notícias, que proclamam salvação, que dizem a Sião: ‘O seu Deus reina!’ “.
Sabemos que o norte de Israel havia sido levado cativo pelos assírios e o destino de Judá seria o cativeiro pelos babilônios. Sabemos também que eles tinham sido feitos escravos pelos egípcios gerações atrás (v.4). Mas no livro de Deus, a história ainda não havia acabado: “Vista suas roupas de esplendor, ó Jerusalém, cidade santa. Os incircuncisos e os impuros não tornarão a entrar por suas portas.” (v.1 NVI). A mensagem trazida pelo jovem (v. 7) continha quatro boas notícias: paz, a boa nova, salvação e a confirmação de que Deus ainda estava no seu trono.
A resposta alegre ao jovem que se aproxima da cidade, com boas notícia é imediata: os vigias sobre os muros se unem ao júbilo, pois agora eles sabem que irão ver, com seus próprios olhos, o retorno de seu rei a Sião (v. 8).
Isaías então vê na derrota da Babilônia e no triunfo de Deus, a necessidade de que o povo de Deus aproveite este momento de liberdade: “Afastem-se, afastem-se, saiam daqui! … Saiam dela e sejam puros … pois o Senhor irá à frente de vocês; o Deus de Israel será a sua retaguarda.” (v. 11-12). Este é mais uma chamado para sair de Babilônia, pois ela representa a morte, e Deus garante vida e liberdade para o seu povo.
Foi como pastor de jovens que comecei meu ministério na Califórnia, muitos anos atrás. Uma das nossas músicas favoritas, então, era uma canção baseada em Isaías 52:7, Nosso Deus Reina. Essa música contém uma mensagem simples e poderosa. Uma canção que leva esperança e exerce um efeito muito positivo em tempos de aflição. Creio que foi Martinho Lutero que disse: quando eu não posso ler a Bíblia, eu oro, e quando não posso orar, eu canto. Pude confirmar esta verdade mais de uma vez na minha vida. Quando em desânimo, quando a escuridão e depressão parecem envolver a alma, cantar as músicas de Sião levantará a nuvem que nosso inimigo colocou para nos oprimir.
Cante. Cante ao Senhor um cântico novo! Cante pela manhã, cante ao meio-dia, cante à noite. Cante, mesmo que seja muito difícil entoar uma melodia. Isto trará anjos celestiais para o seu lado. Deus é capaz, Ele é abundantemente capaz! Tudo o que precisamos escolher é olhar para cima e cantar na certeza de que Ele está ativamente agindo para nos proteger!
Ron E M Clouzet
Seminário da Universidade Andrews, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/52/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Isaías 52
Comentário devocional:
Existe muita profundidade de sentimento neste capítulo. Três personagens estão em constante conversação. Isaías fala aos justos deixados em Judá (v. 1-3), Deus fala com ternura ao Seu povo (v. 4-8) e Judá fala de volta a Deus (v. 9-10). Então Isaías repete a promessa do retorno dos exilados (v. 11), Deus fala a Judá novamente (v. 12-16), especificamente, a Jerusalém (v. 17-20) e, finalmente, Isaías fala aos aflitos e desencorajados (v. 21-23).
Aqui, também encontramos dois exemplos de vocativos duplos. O que é isso? Na Bíblia, um vocativo duplo é um sinal de profunda emoção e preocupação, como “Marta, Marta …” (Lucas 10:41), ou “Simão, Simão” (Lucas 22:31). Quando os justos em Judá apelam a Deus, eles gritam: Desperta! Desperta! Veste de força, o teu braço, ó Senhor; acorda, como em dias passados” (v.9 NVI). Foi Deus quem, no passado, abateu o Egito (v. 9 ARA) e feriu o dragão (Satanás). No verso 17, é Deus quem responde a Jerusalém: “Desperta, desperta! Levanta-te, ó Jerusalém” (ARA). Ele reconhece a dor que no futuro infligiria ao Seu povo através do poder da Babilônia, levando a eles a “ruína e destruição, fome e espada” (v.19 NVI), com a profanação do templo e o incêndio da cidade.
Deus encerra, então, esta descrição dolorosa com uma nota de esperança. É o próprio Senhor “que defende o seu povo” (v. 22) e retribuirá ao inimigos o sofrimento causado ao Seu povo (v. 22 e 23). O capítulo salienta aqui dois atributos maravilhosos de Deus: Sua justiça e Sua salvação (v. 5-6).
Que Deus extraordinário nós servimos! Ele estaria em seu direito se nos deixasse colher as conseqüências de nossas ações, sem dar nenhuma explicação. No entanto, ele se inclina até nós para nos ajudar a entender a causa de nossa doença e as razões de Suas ações. Ele deixa claro que preferiria evitar ministrar a nós remédio tão amargo, pois Ele é um Pai terno que se condói com o sofrimento de seus filhos. Mas Ele está mais interessado em que saremos da doença – não importa o custo ou a dor – a continuarmos no pecado e, assim, acabarmos perdidos para sempre.
Ao vermos o imenso interesse de Deus para que abandonemos tudo aquilo que nos prejudica, tomemos a firme decisão de seguir o exemplo de Abraão, nosso pai na fé (v.2). Ele saiu da Babilônia, respondendo ao chamado de Deus para se dedicar a Ele. Nós também, pela graça de Deus, precisamos sair da nossa Babilônia de pecado, dúvida, indolência, entretenimento e auto-indulgência e seguir este maravilhoso Deus até o fim. Amém.
Ron E M Clouzet
Seminário da Universidade Andrews, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/51/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Isaías 51
Comentário devocional:
Deus havia abandonado Seu povo? Para muitos judeus parecia que sim. Seus inimigos eram uma ameaça constante para eles, e Deus havia predito o exílio dos judeus em uma terra estrangeira. Neste capítulo o Senhor apresentou diante deles duas questões legais: divórcio e escravidão (v.1).
Deus não tinha, de fato, se divorciado de Judá, apesar de muitos falarem desta maneira em Jerusalém. Se fosse assim, eles poderiam apresentar um certificado de divórcio? Não podiam. Não havia como obter provas de que isto houvesse acontecido. Deus também não os havia vendido permanentemente como escravos. Ninguém podia apresentar um documento de que os havia comprado.
Judá seria mandado embora por um período de tempo, mas isso não significava uma ruptura permanente de seu relacionamento com Deus. Desta maneira, os judeus não poderiam em auto piedade reivindicar que haviam sido abandonados pelo Senhor. Na verdade, o Senhor já havia tentado várias vezes obter alguma resposta da Sua noiva: “Por que razão … quando chamei, ninguém respondeu?” (v.2 ARA), Ele chorou.
Deus continua a justificar a sua capacidade de cuidar de Judá no verso 2. Sua mão não era curta que não os pudesse alcançar. A expressão “mão que não pode alcançar” estava relacionada à falta de recursos financeiros (Lv 5:7; 12:8; 14:21), a incapacidade de alguém de pagar o preço para libertar um escravo. Certamente, o Senhor do universo era totalmente capaz de sustentar sua “esposa”, bem como de pagar o resgate por ela. Ele não havia feito isso antes, quando Ele libertou o seu povo do Egito?
À pergunta no verso 2: “Quando eu chamei, por que ninguém respondeu?” (NVI) surge a resposta: Jesus, o Servo de Deus, seria esse homem, esperando ansiosamente para trabalhar para o Senhor. A cada manhã o Senhor acordava Jesus, despertava o Seu ouvido (v. 4), como discípulo fiel. Foi essa rotina matinal de se tornar cheio do Espírito e submissão diária, aprendendo a levar adiante a missão de Deus no mundo, que preparou Jesus a oferecer suas costas àqueles que O feriam (v. 6; ver Marcos 15:15). Os Evangelhos não registram que a barba de Jesus tenha sido arrancada (v. 6 NVI) em seu julgamento, embora isso possa ter acontecido. Jesus suportou tudo que o diabo pode imaginar trazer contra Ele.
Durante anos eu ministrei uma disciplina universitária sobre a vida de Jesus. Por volta da terceira semana, eu desafiava meus alunos a tentarem esta experiência: durante 10 dias pedirem a Deus que os acordasse todas as manhãs, como havia feito com Jesus, a fim de passarem tempo com Ele. No início, muitos estudantes que estudavam até tarde da noite não acreditavam que seria possível acordar cedo sem um despertador, simplesmente pelo sussurro do Senhor. Para grande surpresa deles, isto acontecia a todos aqueles que sinceramente desejavam passar tempo com Deus pela manhã.
Este era a grande necessidade de Cristo, e é também a nossa. “Muitos, mesmo nas horas de devoção, deixam de receber a bênção da comunhão real com Deus. Estão com demasiada pressa. Com passos precipitados se apressam a atravessar o círculo da amável presença de Cristo, detendo-se somente um momento no recinto sagrado, não esperando por conselho. Não têm tempo de ficar com o Mestre divino. Com seus fardos voltam eles a seus trabalhos. Estes trabalhadores nunca poderão alcançar o maior êxito antes que aprendam o segredo da força. Devem dar a si mesmos tempo para pensar, orar e esperar de Deus a renovação da força física, mental e espiritual. … Não uma parada momentânea em Sua presença, mas um contato pessoal com Cristo, assentando-nos em Sua companhia – tal é a nossa necessidade” (Educação, p 260-261).
Ron E M Clouzet
Seminário da Universidade Andrews, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/50/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Isaías 50
Comentário devocional:
Este capítulo apresenta os ideais de Deus para com o seu servo “Israel”. No entanto, estes ideais foram cumpridos em sua plenitude apenas por Jesus.
Apesar de Deus mostrar a Sua decepção pela resposta do povo de Israel (v. 4), Deus diz no verso 6: “Também farei de você uma luz para os gentios, para que você leve a minha salvação até os confins da terra” (NVI). Deus não tinha em mente apenas a salvação de Israel, Ele desejava salvar o mundo todo!
Na pessoa de Jesus, o evangelho de libertação do pecado e da morte iria viajar em montanhas transformadas em rodovias, atingindo os “de longe.” As pessoas se voltariam para a verdade libertadora de Jesus “do norte e do ocidente, e … da terra de Sinim” (v. 11-12 ARA). Ou seja, das terras dos exilados (Egito, Crescente Fértil), bem como dos confins da terra.
Com relação à reclamação, por parte de Israel, de que Deus tinha se esquecido deles, Ele responde com algumas das palavras mais ternas encontradas em toda a Escritura: “Haverá mãe que possa esquecer seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa esquecê-lo, eu não me esquecerei de você! … eu gravei você nas palmas das minhas mãos” (v. 15-16 NVI). Que amor incrível é esse?
A palavra hebraica hesed, que significa misericórdia, deriva da palavra que é traduzida como útero. Este é o profundo amor de uma mãe. Deus excede até o dela! Além disso, Deus tinha escrito Suas promessas nas palmas das Suas mãos. Ao longo da eternidade a aliança de amor de Deus estará inscrita nas palmas das mãos de Jesus. As cicatrizes dos cravos nas mãos de Jesus serão uma lembrança perpétua do Seu sacrifício pela humanidade, de ter dada a sua vida em benefício daqueles a quem Ele sempre amou (João 15:13).
Este capítulo termina com um poderoso retrato dos exilados voltando pra casa. Novamente, nos é oferecido um doce quadro familiar: “Eles trarão nos braços os seus filhos e carregarão nos ombros as suas filhas.” (v. 22 NVI) Isto acontecerá porque o Senhor lutará contra os que contendem conosco (v.25).
Não estamos sozinhos, pais! Nunca estivemos e nunca estaremos! Jesus é Quem luta contra o inimigo de nossas crianças, pela salvação delas. Aleluia!
Ron E M Clouzet
Seminário da Universidade Andrews, EUA
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/49/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Isaías 49
Comentário devocional:
Nos capítulos anteriores de Isaías, as nações pagãs foram confrontadas com a presciência de Deus; agora são os filhos rebeldes de Judá que são confrontados com essa presciência divina: “Eu predisse há muito as coisas passadas, minha boca as anunciou, e eu as fiz conhecidas; então repentinamente agi, e elas aconteceram. Pois eu sabia quão obstinado você era… antes que acontecessem eu as anunciei a você para que você não pudesse dizer: ‘Meus ídolos as fizeram” (v. 3-5, NVI).
No futuro, quando os exércitos de Nabucodonosor avançassem sobre Judá, aqueles seus filhos rebeldes não poderiam reclamar que Deus lhes havia deixado sem proteção. Há muito tempo, Ele já lhes tinha dito o que iria acontecer e por quê. Ele até lhes disse como lidar com a invasão (Jeremias 27:6-11): “Mas a nação que obedecer ao governo do rei da Babilônia e o servir, eu deixarei que fique na sua própria terra, para cultivá-la e morar nela. Eu, o Senhor, falei” (Jr. 27:11, NVI).
Deve ter sido muito doloroso para o Senhor ver Seu povo não dar ouvido a Seus conselhos. “Desde a antiguidade o seu ouvido tem se fechado” (v. 8, NVI). Nada é mais mortal para a alma do que a teimosa recusa em ouvir a Deus e Sua vontade. “Se tão-somente você tivesse prestado atenção às minhas ordens”, diz Deus: “sua paz seria como um rio”. No entanto, “não há paz alguma para os ímpios” (v.18).
Quantas vezes perdemos a paz interior porque respondemos mais rapidamente às vozes das circunstâncias do que à voz segura do Senhor. Precisamos admitir que confiar em Deus não acontece naturalmente. Enquanto estivermos nesta terra, sempre teremos que escolher acreditar mais em Deus do que em nossos sentimentos.
“Todo o Céu observa com intenso interesse para ver se olhamos a Jesus e nos submetemos a Sua vontade, ou se, na tentação, seguiremos as inclinações do coração natural e as solicitações do maligno. Que os que se acham perplexos por causa das tentações, busquem Deus em oração. … Perseverai em oração, vigiando sem duvidar, e o Espírito Santo atuará no agente humano, trazendo coração e mente em submissão aos retos princípios” (Para Conhecê-Lo, p. 273).
A submissão a Deus, com fé, nos traz a vitória (1 João 5:4). Então experimentaremos “a paz como um rio”.
Ron E M Clouzet
Seminário da Universidade Andrews, EUA
Texto original em: http://revivedbyhisword.org/en/bible/isa/48/
Traduzido por JDS/JAQ
Texto bíblico: Isaías 48