Reavivados por Sua Palavra


Hebreus 9 by jquimelli
2 de junho de 2015, 1:00
Filed under: Aliança, Jesus, salvação | Tags: , ,

Comentário devocional:

O autor argumenta neste capítulo que Jesus proveu para nós a bênção do acesso direto a Deus, a mais cobiçada de todas as bênçãos.

Nos versos 1-10, os leitores são lembrados de que no primeiro santuário e seus regulamentos de adoração, as pessoas não tinham acesso a Deus. Só uma pessoa podia entrar no Santo dos Santos, onde estava o trono de Deus, e apenas uma vez por ano. O problema era que os sacrifícios oferecidos naquele tabernáculo não podiam purificar a consciência do adorador.

Os versos 11-14 afirmam, porém, que Jesus entrou uma vez por todas no santuário celestial e ofereceu um sacrifício perfeito que purifica nossas consciências. Os versos 15-23 afirmam que esse sacrifício cumpriu dois propósitos. O primeiro foi nos redimir da transgressão cometida sob a primeira aliança e o segundo foi inaugurar a nova aliança com o Seu novo santuário, o celestial. 

Então, os versos 24-29 culminam o argumento, tornando clara a importância daquilo que foi feito por Jesus. Enquanto os sacerdotes só podiam entrar uma vez por ano na presença de Deus no Lugar Santíssimo, Jesus entrou uma vez por todas no santuário celestial para dar início ao seu ministério eterno (Hb 7:25) em nosso favor. Não só isso, ele afastou o pecado pelo Seu sacrifício, o que nos recorda a profecia de Daniel 9:24 de que o Messias viria “acabar com a transgressão, dar fim ao pecado, expiar as culpas, trazer justiça eterna” (NVI). No verso 27, o autor menciona que há uma segunda fase no ministério de Jesus relacionada com o julgamento, mas o objetivo deste julgamento será trazer a salvação ao Seu povo.

Eu amo a maneira como Hebreus 9:24 descreve o sacrifício e a ascensão de Jesus “para … se apresentar diante de Deus em nosso favor” (NVI). A expressão hebraica “se apresentar diante de Deus” significa pedir ajuda a Deus. A esperança era que ao estar diante de Deus o Seu rosto brilhasse com alegria (Nm 6:25). Isto é certamente o que aconteceu quando Jesus apareceu perante o Pai em nosso benefício.

Que o rosto de Deus brilhe sobre você hoje!

Felix H. Cortez
Andrews University Theological Seminary 
Estados Unidos

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/heb/9/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Hebreus 9
Comentário em áudio 



Hebreus 7 by jquimelli
31 de maio de 2015, 1:00
Filed under: Jesus, paz | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Hebreus 6 termina com a ideia de que Jesus é a “âncora firme e segura da alma ” (6:19). Hebreus 7 explica o porquê.

O capítulo está dividido em duas grandes seções. Os versos 1-10 descrevem três principais características de Melquisedeque que prefiguravam o sacerdócio de Jesus. Os versos 11-28 explicam como essas características, cumpridas em Jesus, nos fornecem total segurança.

O nome Melquisedeque significa que ele é um rei de justiça (v. 2). Isto prefigurava Jesus, que é “santo, inculpável, puro, separado dos pecadores … perfeito para sempre” (Hebreus 7:26-28). Não há pecados que possam separá-lo do Pai. Ele está perfeitamente qualificado a se aproximar de Deus em nosso favor, sem impedimento.

Melquisedeque era rei de Salém, o que significa rei de paz (v. 2). O autor diz que enquanto a lei da ordem sacerdotal de Levi não poderia aperfeiçoar os adoradores, o ministério de Jesus traz a perfeição (vs. 11, 18-19). Perfeição está relacionada com a palavra hebraica “paz” (שלום – shalom), que significa também “inteiro, completo”. Jesus traz a perfeição no sentido de que ele pode realmente proporcionar a remissão dos pecados (10:1-4) e também nos fornece acesso a Deus (10:19-23).

Melquisedeque não tem genealogia (v. 3a). Ele não era um sacerdote, porque ele pertencia a uma família de sacerdotes – como era o caso de Aarão. Na verdade, ele foi feito sacerdote através de um juramento, que não pode ser quebrado (7:20-22). O autor sugere que a Escritura não registra a genealogia de Melquisedeque para que ele pudesse “se parecer” com o Filho de Deus, que realmente não tinha “nem princípio de dias nem fim de vida” (v. 3b). 

Assim, o sacerdócio de Jesus fornece uma certeza que o sacerdócio levítico não podia oferecer. Ele é um sacerdote perfeito que tem acesso irrestrito a Deus. Ele proporciona limpeza completa. Ele também vive para sempre para interceder por nós. Que maravilhoso amor tem Deus a ponto de ter designado Jesus para ser o nosso sumo sacerdote. 

Precisamos nos apegar a Ele como a âncora de nossa alma, segura e firme!

Felix H. Cortez
Andrews University Theological Seminary 
Estados Unidos
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/heb/7/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Hebreus 7
Comentário em áudio 



Hebreus 7 – Comentários Selecionados by tatianawernenburg

1 Melquisedeque. Sobre os fatos históricos mencionados neste versículo, ver Gn 14:18-20. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 473.

2 Abraão separou o dízimo. Ver Gn 14:20. Abraão não teria dado a Melquisedeque o dízimo de tudo se não o tivesse reconhecido como sacerdote e, portanto, com o direito de receber o dízimo. Tem havido muita discussão a respeito de quem foi Melquisedeque. As informações sobre ele são escassas (Gn 14:18-20; SI 110:4). Alguns acreditam que era o próprio Cristo, o Espírito Santo ou Sem, outros ainda pensam tratar-se de um ser sobrenatural de outro mundo. Na ausência de evidências para qualquer dessas posições, este Comentário aceita que Melquisedeque devia ser contemporâneo de Abraão, rei de um dos pequenos principados da época (Gn 14:18). Ele é apresentado em Hebreus como um tipo de Cristo, com base na previsão messiânica do Salmo 110:4. CBASD, vol. 7, p. 473.

3 Sem pai, sem mãe. Estas palavras deram origem à especulação de que Melquisedeque era um ser sobrenatural, uma vez que era sem pais, sem princípio e sem fim. Essa afirmação só poderia ser literalmente verdadeira a respeito das pessoas da Divindade. No entanto, o autor pode simplesmente querer dizer que não havia registro acerca do pai e da mãe de Melquisedeque. CBASD, vol. 7, p. 474.

Sem genealogia. Do gr. agenealogetosOs judeus eram muito cuidadosos em registrar e preservar a genealogia, especialmente no caso dos sacerdotes (Ed 2:61-63). Ninguém podia servir como sacerdote a menos que pertencesse à família de Arão, da tribo de Levi; e isso devia ser comprovado sem qualquer dúvida. Se houvesse uma ruptura na linhagem em algum lugar, o indivíduo seria rejeitado e, assim, perderia os privilégios concedidos aos sacerdotes. Por essa razão, os judeus e, especialmente, os sacerdotes, preservavam cuidadosamente seus registros genealógicos. Por sua vez, não existe uma genealogia de Melquisedeque. CBASD, vol. 7, p. 474.

5 Mandamento de recolher […] os dízimos. Os levitas tinham o direito de receber os dízimos em virtude de uma ordem divina (Nm 18:21). No entanto, eles não foram os primeiros a fazê-lo. Melquisedeque fez isso antes deles. Se eles foram divinamente ordenados, assim também foi com Melquisedeque. O fato de que “até o patriarca Abraão” entregou o dízimo a Melquisedeque mostra, portanto, que este era superior. Se os levitas estavam autorizados por Deus a receber os dízimos, Melquisedeque, ainda mais. CBASD, vol. 7, p. 474.

8 Vive. Naturalmente, esta não é uma verdade literal a respeito de Melquisedeque, e a ausência de registro bíblico sobre sua morte não implica que ainda estivesse vivo. Estas palavras parecem ultrapassar Melquisedeque, alcançando Alguém maior do que ele mesmo. O autor afirma que Cristo “vive sempre” (v. 25). O sacerdócio de Melquisedeque permanece no sacerdócio de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 475.

11 Perfeição. O sacerdócio levítico e a lei cerimonial eram provisórios e representativos, apontando para a futura obra que Cristo executaria. A perfeição não veio por meio da lei, mas por meio de Cristo a quem esta apontava (Hb 9, 10). CBASD, vol. 7, p. 475.

Que necessidade haveria. O sistema levítico não se destinava a ser um fim em si mesmo. Existia para revelar Cristo à humanidade, o único em quem há salvação. Se o sistema pudesse prover salvação independentemente da obra de Cristo, Seu ministério não seria necessário. CBASD, vol. 7, p. 475.

17 Sacerdote para sempre. O autor volta a esta declaração do Salmo 110:4 vez após outra (Hb 5:6, 10; 6:20; 7:21), pois nesta afirmação repousa seu argumento. Ninguém poderia ser sacerdote para sempre. Os sacerdotes levíticos serviam por apenas alguns anos. Se, portanto, estava por vir alguém que serviria para sempre, ele deveria ser mais do que um ser humano, mais do que um levita. Por isso, é “muito mais evidente” (v. 15) que deveria haver uma mudança na lei sacerdotal para que esse sacerdote pudesse oficiar. CBASD, vol. 7, p. 475.

18 Fraqueza e inutilidade. Não era assim intrinsecamente, pois o próprio Deus a instituiu, mas assim estava por causa da atitude das pessoas para com ela. Os judeus fizeram da lei um fim em si mesma e acreditavam que a obediência lhes traria a salvação. Eles tinham o evangelho, mas isso não lhes era efetivo porque não mantiveram uma atitude de fé (Hb 4:2). CBASD, vol. 7, p. 476.

19 A lei nunca aperfeiçoou. Ou seja, a lei por si mesma. Não quer dizer que a salvação fosse impossível nos tempos do AT. A perfeição era possível, mas pelo mesmo meio empregado no NT: a fé em Jesus Cristo. “A lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo. […] Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio” (Gl 3:24, 25). CBASD, vol. 7, p. 476.

24 Imutável. Do gr. aparabatos, “permanente”. Os sacerdotes levíticos não poderiam continuar pelo motivo da morte. Cristo, porém, “vive sempre para interceder” (Hb 7:25; Ap 1:18). CBASD, vol. 7, p. 476.

28 Posterior à lei. O sistema cerimonial expirou na cruz (Rm 6:14; Ef 2:15; Cl 2:14). Cristo assumiu Seu ofício sacerdotal após ter expirado a lei que regulamentava o sacerdócio levítico. CBASD, vol. 7, p. 477.

Para sempre. Em contraste com o sacerdócio temporário dos levitas. CBASD, vol. 7, p. 478.



Malaquias 2 by jquimelli
30 de outubro de 2014, 0:00
Filed under: adoração, testemunho | Tags: , , , , ,

Comentário devocional:

” ’E agora esta advertência é para vocês, ó sacerdotes. Se vocês não derem ouvidos e não se dispuserem a honrar o meu nome’, diz o Senhor dos Exércitos, ‘lançarei maldição sobre vocês, e até amaldiçoarei as suas bênçãos…’ “(Mal. 2:1-2 NVI).

Algumas vezes temos a falsa ideia de que as pessoas só sacrificavam animais quando pecavam. Isso não é verdade. Aqui estão os tipos de sacrifício oferecidos. Neles, o sangue e a gordura eram totalmente queimados e a carne era comida, exceto na oferta de expiação quando tudo era completamente queimado.

* Oferta pelo Pecado: pelo pecado individual.
* Oferta de Comunhão: para louvor.
* Oferta de grãos: para dedicação e bênção.
* Holocausto (oferta totalmente queimada): para expiação.

Vemos um princípio importante aqui: cada área da vida do adorador deveria ser oferecida a Deus. Mas na época de Malaquias, este compromisso total com Deus não estava havendo nem por parte das pessoas comuns nem por parte dos próprios sacerdotes.

As repreensões do Senhor aos líderes sacerdotais de Israel eram tão diretas quanto poderiam ser: “Por causa de vocês eu destruirei a sua descendência; esfregarei na cara de vocês os excrementos dos animais oferecidos em sacrifício em suas festas e lançarei vocês fora, com os excrementos. … Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca todos esperam a instrução na Lei, porque ele é o mensageiro do Senhor … Mas vocês se desviaram do caminho e pelo seu ensino causaram a queda de muita gente…” (Mal. 2:3, 7, 8 NVI).

A apostasia do sacerdócio israelita foi um dos processos mais tristes no Antigo Testamento. A tribo de Levi – separada como se fossem vasos consagrados ao serviço do Senhor – estava sendo representada agora por homens cujo coração tinha se afastado do Senhor.

Ao longo dos próximos 400 anos, a situação do sacerdócio só iria piorar: os políticos e mundanos saduceus distorceriam toda a função do Templo transformando-o em um covil de ladrões (Cf. Mat 21:12,13). 

E quanto a nós? O que podemos dizer a respeito de nossa santidade e dedicação ao Senhor? Cristo nos constituiu sacerdotes (Apoc. 1:5-6). Por meio de nossas palavras e ações representamos aquele que nos ama e morreu por nós. Que através de nossa vida coerente e altruísta possamos inspirar outros a conhecer mais do Deus Criador e Redentor.

Andy Nash 
Southern Adventist University

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/mal/2/

Traduzido por JAQ/JDS

Texto bíblico: Malaquias 2 

Comentário em áudio 




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