Reavivados por Sua Palavra


Hoje começamos a ler a carta de Tiago! by Jeferson Quimelli

    O Livro de Tiago nos traz maravilhosos conselhos práticos e orientações para melhor vivermos nossa vida cristão, falando sobre as provações e dificuldades da vida, sabedoria, prudência, a Lei da liberdade de Deus.

    O correto entendimento de Tiago é vital para compreendermos como a fé e as obras se relacionam.

    “Que a leitura da carta de Tiago possa nos ajudar a desfrutar das bem-aventuranças e das boas dádivas que, como diz Tiago, descendem ‘do Pai das luzes’ [Tg 1:17]”. Pr. Reinaldo Siqueira.

 



Tiago 1 – Comentários Selecionados by tatianawernenburg
7 de junho de 2015, 0:30
Filed under: religião viva, Vida Cristã | Tags: , , , ,

1 Servo. Do gr. doulos (Rm 1:1). Com simplicidade, Tiago se autodenomina “servo”, em vez de “apóstolo”, título que sem dúvida deve ter usado com propriedade. Embora fosse um obreiro respeitado do reino de Cristo na Terra, refere-se a si mesmo apenas como “servo”. Esse é um exemplo digno a todos que possuem responsabilidades na igreja. Não existe honra maior do que ser um servo de Deus. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 546.

3 Provação. Do gr. dokimion, “probante”, “que testa”. Esta palavra se refere não apenas à provação da fé cristã, mas mais precisamente ao atributo de fé que a torna vitoriosa sobre os problemas da vida. Os papiros usam esta palavra para descrever o “ouro genuíno”, isto é, o ouro que passa por uma prova e é tido por genuíno. A frase “a provação da vossa fé” pode assim descrever a fé que é provada. CBASD, vol. 7, p. 548.

6 Nada duvidando. Quem pede “com fé” não hesita, como quem não está seguro se Deus atenderá ou não seu pedido. A fé genuína confia em Deus, e o crente descansará na certeza de que suas necessidades serão supridas rapidamente, visto que Deus tudo sabe. A fé genuína está acima da prova do tempo ou da circunstância, fazendo com que nossa fidelidade a Deus seja firme e de propósito imutável. CBASD, vol. 7, p. 550.

14 Cada um é tentado. Se Deus não é a fonte da tentação, surge a pergunta inevitável: “Quem ou o que é a fonte?” O apóstolo enfatiza que a fonte do pecado não está fora do ser humano, mas dentro dele. CBASD, vol. 7, p. 555.

17 Do alto. Isto é, de Deus. Deus opera por meio dos seres humanos e, conquanto seus pensamentos sejam verdadeiros, Ele revelará uma parte da verdade mais plena que anseia que o ser humano compreenda. CBASD, vol. 7, p. 556.

19 Pronto para ouvir. Embora membros de igreja já tenham nascido de novo por meio da Palavra (v. 18), isso não os exime de continuarem ouvindo-a. Embora esse seja evidentemente o principal sentido da frase, seu significado com certeza inclui também a sugestão geral de que as pessoas deveriam ser mais prontas a ouvir do que a falar. CBASD, vol. 7, p. 557.

22 Praticantes. Não é suficiente lembrar o que ouvimos ou mesmo ser capaz de ensiná-lo a outros. Devemos, sistemática e persistentemente, praticar a “palavra da verdade” (v. 18) em nossa vida. Desse modo, o apóstolo Tiago concorda perfeitamente com os ensinos de Paulo: “Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados” (Rm 2:13). CBASD, vol. 7, p. 559.

26 Enganando. Nenhum engano é mais lamentável do que enganar-se a si próprio. Uma demonstração externa de justiça pode ganhar elogios das pessoas, que olham para a aparência exterior (l Sm 16:7). O coração deve ser motivado pela “lei perfeita” (Tg 1:25), para que possa viver com mansidão (v. 21) diante de Deus e das pessoas. CBASD, vol. 7, p. 561.

27 Sem mácula. Os fariseus dependiam das formas de ritual visíveis para se manterem imaculados, mas por dentro estavam cheios de impureza moral (Mc 7:1-23). Tiago aponta para um tipo bem superior de evidência externa de “religião pura”. CBASD, vol. 7, p. 561.

Do mundo. Assim como existe hoje o “mundo” é sinônimo de princípios maus e práticas contrárias à vontade divina (Jo 17:14-16). O cristão verdadeiramente convertido evitará qualquer pensamento ou ato que permita que a imundícia do mundo o contamine. CBASD, vol. 7, p. 562.



Tito 3 by Jeferson Quimelli
23 de maio de 2015, 1:00
Filed under: Cartas de Paulo, harmonia, religião viva, Vida Cristã | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Paulo deve ter ouvido falar a respeito de alguns dos desafios que Tito estava enfrentando em seu ministério na ilha de Creta. Assim, como nos dois primeiros capítulos, Paulo novamente incentiva cada crente a viver uma vida de entrega aos princípios do Céu. Esse estilo de vida exige submissão às leis e governantes da terra e inclui manter uma rédea curta sobre a língua (v. 2), o instrumento mais frequentemente utilizado para gerar discórdia e conflito (Tg 3:5-6).

Paulo também aconselha Tito a silenciar disputas sem sentido sobre questões teológicas inúteis e menores. Elas costumam criar mais calor do que luz (v. 9)! Na verdade, Paulo ainda incentiva Tito, assim como cada um de nós, a manter distância de pessoas problemáticas que parecem viver para criar controvérsias e divisões.

No entanto, como nos capítulos anteriores, Paulo se volta para a principal fonte de motivação para refrearmos nossa língua: o amor e a gratidão sinceros pela vida eterna que temos recebido de Cristo por permanecermos nEle (vs. 4-7). Desse modo, ficaremos longe de controvérsias e obedeceremos as leis governamentais. 

Como herdeiros da promessa da vida eterna, nossa vida deve ser preenchida com boas obras que são o resultado natural de uma vida em Cristo (v. 8). 

Viva hoje corajosamente por Ele. Resplandeça a sua luz diante dos homens para que venham a conhecer e glorificar a fonte dessa luz maravilhosa – o Pai celeste. 

“Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus” (Mt 5:16 NVI).

Bob Folkenberg Jr.
Missão chinesa

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/tit/3/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Tito 3
Comentário em áudio 



Filipenses 2 by Jeferson Quimelli
26 de abril de 2015, 1:00
Filed under: religião viva, Vida Cristã | Tags: , ,

Comentário devocional:

Neste capítulo, Paulo mostra-nos como a sua alegria podia ser completa, assim como a nossa também pode ser: através do exemplo de Cristo. A alegria de Paulo se tornava completa ao ver crentes unidos e amorosos uns para com os outros (v.2).

A humildade está intrinsecamente ligada ao altruísmo e em colocar as necessidades dos outros acima de nossas próprias necessidades (v.3). Conheça a fórmula da alegria: Coloque Jesus em primeiro lugar, em seguida, os outros, e a si mesmo por último [NT: Aqui existe, no original, um trocadilho intraduzível: “It is the formula of  J-O-Y: Place Jesus first, then Others, and Yourself last“]. Esse modo de pensar é o oposto do pensamento do mundo que afirma que o “eu”deve vir em primeiro lugar. Entretanto, basta olhar a grande quantidade dos maus resultados para testemunhar do efeito do egoísmo da humanidade. Isto é tristemente exemplificado pelos resultados da “ira ao volante”!

Como podemos experimentar a alegria de ser um cristão? A alegria nasce quando decidimos mudar de sermos centrados em nós mesmos para nos tornarmos centrados em Cristo. Alguém disse uma vez: “Aquele que escolhe a si mesmo como companhia e busca agradar a si mesmo está pronto a ser corrompido pela companhia que escolheu.” Em contraste, o cristão convida continuamente Jesus a ser seu companheiro e modelo.

Somos instados por Paulo a seguir o exemplo de amor e humildade que Cristo demonstrava em uma cultura que promove o egoísmo como modelo. A proliferação quase global de “selfies” – imagens de si mesmo – pode ser um indicativo da época em que estamos vivendo. Pode ser difícil para alguns de nós colocar as necessidades dos outros acima das nossas. Mas esta era a atitude de Cristo a qual somos exortados a possuir (v.5).

Ser humilde como Cristo é o exemplo máximo que devemos procurar imitar (vs. 5-7). Cristo colocou nossas necessidades acima das Suas próprias e Se esvaziou, assumindo a forma mais baixa da humanidade, a de um escravo a morrer na cruz.

Paulo termina o capítulo (vs.19-30) com exemplos de dois crentes que colocaram as necessidades dos outros em primeiro lugar: Timóteo e Epafrodito. Seus serviços abnegados foram exercidos num momento em que as pessoas estavam buscando seus próprios interesses (v.21), semelhante ao que vemos hoje. Que possamos trazer alegria aos outros ao considerarmos suas necessidades acima das nossas.

Edward A. Appollis
Heidelberg College
África Do Sul


Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/php/2/
Traduzido por: JAQ/JDS
Texto bíblico: Filipenses 2 
Comentários em áudio 



Romanos 15 by Jeferson Quimelli
13 de março de 2015, 1:00
Filed under: gentios, prudência, religião viva, restauração | Tags: ,

Comentário devocional:

Este capítulo dá continuidade aos pensamentos do capítulo anterior. Aqueles que são fortes devem “suportar as fraquezas dos fracos”, em vez de agradar a si mesmos. Devemos procurar edificar nossos irmãos e irmãs e não fazer nada que possa confundir a sua fé. Cristo não agradou a si mesmo e de bom grado levou sobre si as nossas culpas. 

A seguir, somos lembrados que as Escrituras foram escritas para a nossa paciência e aprendizado para que nos tornemos de um só pensamento para a união do corpo de Cristo, trazendo glória ao Pai e a Jesus Cristo (vs. 3-7).

Em seguida, Paulo passa a mostrar que Jesus Cristo veio para ministrar aos judeus, em confirmação das promessas das Escrituras (v. 8). Ele começa citando o Antigo Testamento para mostrar que os gentios deveriam também fazer parte do plano de salvação. Ele cita 2Sm 22:50, Sl 18:49, Dt 32:43 e Salmos 117:1, mostrando que os gentios são incluídos na expressão “povo”. Isso deixa claro que Deus veio para todos, não apenas para os judeus. Por fim, ele cita Isaías 11:10,11 para mostrar que a raiz de Jessé brotaria para reinar sobre o remanescente, preparando-o para a vinda do Senhor (vs. 9-12). 

Paulo explica que, por serem os gentios tão importantes para o plano de salvação, Deus o chamou para ser o ministro para os gentios a fim de pregar o evangelho a eles. E declara que os sinais e prodígios foram efetuados por intermédio dele para demonstrar que Deus estava por trás de seu trabalho. Ele cita Isaías 52:15 para mostrar que sua pregação do evangelho de Jesus Cristo aos gentios era um cumprimento da profecia. 

Paulo explica também que planeja estar com os crentes em Roma em seu caminho para a Espanha. No entanto, ele deve primeiro ir a Jerusalém para levar aos cristãos judeus o dinheiro arrecadado pelos gentios como uma demonstração do seu amor para com eles (vs. 23-33).

Infelizmente, Paulo seria preso em Jerusalém antes desta viagem planejada, o que acabaria por levá-lo a Roma, porém não como um homem livre, mas como um prisioneiro. No entanto, em meio a tudo isso, Deus fez com que todas as coisas contribuíssem para o bem (Rom. 8:28). A epístola que Paulo escreveu a Roma permanecerá até o fim do tempo preparando os crentes para receber a justiça de Cristo.

Norman McNulty
Neurologista, TN, EUA




Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rm/15/
Traduzido/adaptado por JAQ/JDS
Texto bíblico: Romanos 15 
Comentário em áudio 



Romanos 12 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli

4817 palavras

Paulo volta-se à aplicação prática de tudo o que já dissera nessa epístola. … agora Paulo detém-se nos pormenores para demonstrar que Jesus Cristo deve ser Senhor de todas as áreas da vida. … toda a epístola procura demonstrar que Deus exige a nossa atuação, bem como a nossa crença e a nossa reflexão. A fé manifesta-se na obediência. Bíblia de Estudo NVI Vida.

rogo-vos.Paulo então se volta para a aplicação prática da justificação pela fé, que explicou nos cap. 1 a 11. Ele mostra que justificação pela fé significa não só perdão dos pecados, mas também novidade de vida. Inclui justificação e santificação; reconciliação bem como transformação. O propósito de Deus é restaurar completamente os pecadores, tornando-os aptos a viver em Sua presença. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 677.

pois.Uma vez que o crente foi justificado pela fé em Cristo e restaurado como filho de Deus e membro da família celestial, deve levar uma vida de pureza e santidade, como convém a sua nova condição. Assim, Paulo deixa claro que a justificação pela fé e a salvação pela graça não permitem a ilegalidade ou o descumprimento dos mandamentos de Deus. Ao contrário, aquele que é justificado e ‘ santificado torna-se cada vez mais disposto a obedecer, pois “a justiça da lei” está sendo cumprida nele (Rm 8:4, ARC). CBASD, vol. 6, p. 676.

Vosso corpo. Paulo primeiramente apela aos cristãos para que consagrem o corpo a Deus. Então, ele os exorta a dedicar a Ele suas faculdades intelectuais e espirituais (v. 2). A verdadeira santificação é a dedicação de todo o ser: corpo, mente e espírito / (lTs 5:23), ou seja, o desenvolvimento harmonioso das faculdades físicas, mentais e espirituais, para que a imagem de Deus, na qual, originalmente, o ser humano foi criado, seja restaurada (Cl 3:10). CBASD, vol. 6, p. 676, 677.

sacrifício vivo. Em oposição a um sacrifício de sangue [Oferenda de animais mortos]. Andrews Study Bible.

Os sacrifícios do sistema cerimonial do AT eram de animais mortos. O sacrifício cristão é o ser vivo. O adorador cristão se apresenta vivo com todas as suas energias e faculdades dedicadas a Deus. CBASD, vol. 6, p. 677.

Santo. Os judeus eram proibidos de oferecer em sacrifício um animal que fosse coxo, cego ou vítima de qualquer deformidade (Lv 1:3, 10; 3:1; 22:20; Dt 15:21; 17:1; Ml 1:8). Toda oferta era examinada e, se descoberta qualquer mancha, o animal era rejeitado. Da mesma forma, os cristãos devem apresentar o corpo na melhor condição possível. Todas as faculdades e virtudes devem ser preservadas puras e santas; caso contrário, a dedicação de si mesmo a Deus não pode ser aceitável. Esse requisito não é arbitrário. O propósito de Deus para os crentes é a completa restauração. Isso inclui, necessariamente, a purificação e o fortalecimento da integridade física, bem como dos poderes mentais e espirituais. CBASD, vol. 6, p. 677.

O Deus que amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho para salvar deleita-Se quando os pecadores se convertem dos hábitos autodestrutivos e se dedicam a Ele. Isso torna possível a Ele cumprir Seu propósito de restaurá-los. e levá-los de volta à perfeição em que foram originalmente criados. CBASD, vol. 6, p. 677.

Culto. Paulo fala de um culto que diz respeito a mente, razão e entendimento, em contraste com o que é exterior e formal. A vida cristã em pureza e santidade é um ato de adoração espiritual. O sacrifício já não consiste de animais, mas da própria pessoa, num ato de culto que diz respeito à sua razão. … Este versículo eleva o significado dos princípios do viver saudável. O crente realiza um ato de adoração espiritual, oferecendo a Deus um corpo santo e saudável, juntamente com mente limpa e coração consagrado, porque, assim fazendo, submete à vontade de Deus tudo o que há nele e abre o caminho para a plena restauração da imagem divina em si. … O motivo é que o cristão glorifica a Deus em seu corpo (1Co 6:20; cf. 1Co 10:31), servindo como exemplo vivo da graça salvífica de Deus e participando com mais força e vigor na obra de difundir o evangelho. CBASD, vol. 6, p. 677, 678.

culto racional. Adoração espiritual em oposição a um serviço em templo físico. A adoração cristã consiste em uma conduta santa. Andrews Study Bible.

Racional. Do gr. logikos, “racional”, “espiritual”, “lógico”. A outra ocorrência desta palavra no NT é em 1 Pedro 2:2, em que “espiritual” é a tradução preferível (ver com. ali). CBASD, vol. 6, p. 678.

Não vos conformeis com este século.O cristão não deve seguir os costumes de sua época, como era seu hábito anterior, quando vivia segundo a carne (Rm 8:12). Ao contrário, deve passar por completa transformação mediante a renovação da mente. CBASD, vol. 6, p. 678.

transformem-se. Aqui se trata de um processo, não de um fato isolado. Bíblia de Estudo NVI Vida.

renovação da vossa mente. Adotando um novo padrão de pensamentos e julgamentos. Andrews Study Bible.

Na conversão, a mente é posta sob a influência do Espírito de Deus. O resultado é que “temos a mente de Cristo” (1Co 2:13-16). … E, ao ser o interior transformado pelo poder do Espírito Santo, a vida exterior é progressivamente alterada.  CBASD, vol. 6, p. 678.

Experimenteis. Pela renovação da mente, o crente é habilitado a saber o que Deus deseja que ele faça. É iluminado para rejeitar as formas de conduta desta época má. Se já não tem mente carnal, mas a mente de Cristo, ele está disposto a fazer a vontade de Deus e, assim, é capaz de reconhecer e compreender a verdade (Jo 7:17). Só a mente renovada pelo Espírito Santo pode interpretar corretamente a Palavra de Deus. CBASD, vol. 6, p. 678.

qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus pode ser traduzida como: “para que experimenteis e aproveis qual é a vontade de Deus, que é boa, agradável e perfeita”.  CBASD, vol. 6, p. 679.

boa. O que leva ao crescimento espiritual e moral do cristão. Bíblia de Estudo NVI Vida.

3. Porque […] digo. Paulo passa então a demonstrar os resultados práticos da mente renovada e iluminada. Primeiramente, ele fala da humildade e sobriedade de espírito que convêm ao crente consagrado e do uso apropriado dos dons espirituais para a construção unificada da igreja. CBASD, vol. 6, p. 679.

A cada um. Com estas palavras enfáticas, Paulo inclui cada membro individual da igreja de Roma, não importando seu ofício ou sua influência. CBASD, vol. 6, p. 679.

não pense. A tradução literal seria: “Para não se ensoberbecer além do que deveria pensar, mas pensar de modo a estar sóbrio.” Esta é uma advertência contra superestimar-se a si mesmo. Cada cristão precisa se familiarizar com os pontos fracos, bem como com os traços positivos de seu caráter, a fim de estar protegido contra o envolvimento em empreendimentos e responsabilidades para os quais Deus nunca o capacitou (ver OE, 319). CBASD, vol. 6, p. 679.

moderação. O orgulhoso e vaidoso não tem uma ideia correta de si mesmo. A humildade é o efeito imediato da entrega a Deus e à consequente renovação da mente. O cristão consagrado reconhece sua dependência da graça de Deus por todo dom espiritual que possa desfrutar, e isso não deixa espaço para autoestima desvirtuada. O cristão vê a si mesmo com discernimento iluminado e julgamento sóbrio. CBASD, vol. 6, p. 679.

a medida da fé. Este é o verdadeiro padrão pelo qual se deve medir. A pessoa com mente carnal não regenerada avalia-se pelos padrões do mundo, por riqueza, posição ou erudição. Está sempre se esforçando para dar a impressão de ser maior do que realmente é. Mas, quando a fé assume o comando, e a mente se renova, a pessoa tem poder para discernir as reais limitações de suas habilidades. A fé apresenta um novo padrão de medida, de acordo com o qual se pode determinar com precisão a natureza e a extensão das habilidades e, assim, não pensar demasiadamente sobre si mesmo. Percebe-se que, quanto maior a fé, maior será a influência e o poder espiritual. Mas isso não pode ser um motivo para orgulho, pois quanto maior a medida da fé, mais elevada será a percepção da dependência de Deus. CBASD, vol. 6, p. 679

4-8 Compare as listas de dons espirituais em 1Co 12:4-11, 27-30; Ef 4:11. Sobre o propósito dos dons espirituais, ver Ef 4:11-16. Andrews Study Bible.

num só corpo temos muitos membros. A razão pela qual os cristãos devem ter humildade e bom-senso é que a igreja, assim como o corpo humano, é composta de muitos membros, com diferentes funções a executar. Essas funções são necessárias e importantes , mas nem todas parecem igualmente gloriosas. Na igreja, o bem-estar e o progresso de todos dependem do espírito de amor, cooperação e estima recíproco entre os membros, cada um exercendo suas funções designadas. Essa ilustração do corpo e seus membros é desenvolvida de forma mais completa em 1 Coríntios 12:12 a 27. CBASD, vol. 6, p. 679.

Um só corpo em Cristo. Assim como muitos membros compõem um só corpo humano, assim também, a multidão de cristãos é um só corpo em Cristo. Jesus é o único que une e vitaliza toda a congregação de crentes. Paulo descreve Cristo como a cabeça da igreja, e os membros todos sujeitos a Ele (Ef 1:22; 4:15, 16; Cl 1:18). Essa unidade da igreja cristã sugere a interdependência de seus membros. Uma vez que todos pertencem a um só corpo, pertencem individualmente uns aos outros. Assim, Paulo ordena que os crentes trabalhem unidos, cada um em sua própria esfera, para o bem comum da igreja. CBASD, vol. 6, p. 679, 680.

6-8 Dê uma olhada nesta lista de dons e imagine os tipos de pessoas que receberia cada dom. Profetas muitas vezes são ousados e articulados. Cristãos servidores (envolvidos no ministério) são fiéis e leais. Professores conseguem pensar claramente. Exortadores sabe como motivar os outros. Doadores são generosos e confiantes. Líderes são bons organizadores e gestores. Os misericordiosos e cuidadores são pessoas que são felizes em dar o seu tempo aos outros. Seria difícil para uma pessoa apresentar todas estas características. Um profeta assertivo não costuma ser um bom conselheiro, e um doador generoso pode falhar como líder. Quando você identificar seus próprios dons (e esta lista está longe de ser completa), pergunte como você pode usá-los para construir a família de Deus. Ao mesmo tempo, perceba que seus dons não podem fazer o trabalho da igreja sozinho. Seja grato por pessoas cujos dons são completamente diferentes dos seus. Deixe os pontos fortes deles equilibrarem suas fraquezas, e seja grato por que as habilidades deles compensam as suas deficiências. Juntos vocês podem construir a igreja de Cristo. Life Application Study Bible.

diferentes. Pela graça de Deus, os membros da igreja cristã são dotados de grande variedade de poderes espirituais, a fim de atender às diferentes necessidades de seus irmãos e disseminar o evangelho a cada nação, língua e povo. CBASD, vol. 6, p. 680.

Dons. Do gr. charismata, “dons da graça” (cf. Rm 1:11; 5:15, 16; 6:23; 11:29; ICo 7:7; 12:4, 9, 28). Estas são qualidades e faculdades especiais transmitidas aos crentes pelo Espírito Santo, para o serviço da igreja. Muitas vezes, parecem ser talentos naturais de que o Espírito Se apropria, aumentando seu poder e santificando seu uso. Todos os dons espirituais são “dons da graça”, concedidos de acordo com a vontade e o propósito de Deus. Os que os recebem não têm motivo para vaidade. A fonte de sua força e influência não está em si mesmos. CBASD, vol. 6, p. 680.

Profecia. Nas Escrituras, este termo se aplica a qualquer palavra inspirada e não deve ser limitado à predição de eventos. Um profeta pode falar do passado, do presente ou do futuro (ver Êx 7:1; Lc 1:76, 77; At 15:32; I Co 14:3, 24, 25). CBASD, vol. 6, p. 680.

Não é somente predizer o futuro. Muitas vezes o termo se refere a pregar a mensagem de Deus. Life Application Study Bible.

O significado da expressão “de acordo com a proporção da fé” é indicado pela frase paralela 4 “segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um” (v. 3). Se a mente do cristão foi renovada (v. 2) e se torna capaz de fazer um julgamento sóbrio (v. 3), ele avalia corretamente as próprias habilidades e poderes v empregá-los adequadamente e com humildade a serviço de Deus, que o dotou com esses dons para esse fim (ver com. do v. 3). CBASD, vol. 6, p. 680.

De acordo com nossos dons espirituais e nosso chamado. Neste capítulo Paulo utiliza o termo “fé” como o senso de nosso entendimento dos dons espirituais porque espera-se que expressemos nossa fé através dos dons espirituais que temos recebido (ver 1:11-12). Andrews Study Bible.

Deus dará o poder espiritual necessário e apropriado para desempenhar a responsabilidade. Life Application Study Bible.

Ministério. Do gr. diakonia. … Uma vez que Paulo fala aqui de diferentes dons e distingue “ministério” de profecia, ensino e exortação, parece evidente que a palavra deve ser entendida no sentido mais limitado de serviço em assuntos temporais e externos, tais como o suprimento das necessidades dos pobres, dos doentes, bem como dos estrangeiros. CBASD, vol. 6, p. 680.

dediquemo-nos. O sentido é que os que foram chamados para esse tipo de serviço devem se dedicar a ele. O trabalho de atender às necessidades temporais da igreja não deve ser considerado de pouca importância. É tanto um dom da graça de Deus como o é a profecia. O significado espiritual desse serviço é enfatizado pelo fato de que, no tempo dos apóstolos, só homens “cheios 680 do Espírito Santo e de sabedoria” eram colocados sobre “o ministério diário” da assistência (At 6:1, 3). CBASD, vol. 6, p. 680, 681.

ensina. Em 1 Coríntios 12:28, o mestre é alistado logo depois de apóstolos e profetas. Seu trabalho é organizar, desenvolver, impressionar a mente e aplicar à vida prática as verdades reveladas. Este dom consiste em um entendimento iluminado e na habilidade da exposição clara. CBASD, vol. 6, p. 681.

Exorta. Do gr. paraklêsis, “apelo”, “encorajamento”, “consolação” (comparar com Rm 15:5; 2Co 8:4; Fp 2:1). O ensino é dirigido ao entendimento. A exortação visa, sobretudo, ao coração e à vontade. Alguns têm o dom especial de estimular as pessoas à ação, ou confortá-las quando em aflição. CBASD, vol. 6, p. 681.

contribui. Do gr. metadidõmi. O termo significa “contribuir” ou “compartilhar” os próprios bens e as riquezas (comparar com Lc 3:11; Ef 4:28). Paulo passa então dos dons que qualificam para um cargo específico na igreja a outros de natureza mais geral. A aceitação do cristianismo implicou pobreza para muitos dos primeiros crentes, e tornou-se necessário que fossem apoiados pelas ofertas liberais de seus irmãos na fé (cf. At 2:44, 45; Rm 15:26; ICo 16:1; Gl 2:10). CBASD, vol. 6, p. 681.

liberalidade.O cristão que compartilha os bens com os outros deve fazê-lo com singeleza de coração (cf. Ef 6:5; Cl 3:22) e não para se gloriar. Não deve nutrir qualquer ostentação nem objetivo egoísta. Essa sinceridade e generosidade também são dons do Espírito, cuja influência orientadora é necessária para o uso correto das riquezas (cf. Mt 6:3; 19:21). CBASD, vol. 6, p. 681.

O que preside. Literalmente, “aquele que é colocado à frente”. CBASD, vol. 6, p. 681.

diligência.De toda pessoa em posição de liderança, espera-se energia e zelo. Essas qualidades são dons do Espírito Santo, e o cristão que delas foi dotado deve dedicar todo esforço ao trabalho a ele designado.  CBASD, vol. 6, p. 681.

alegria. Seja ao confortar os enlutados ou ao aliviar os sofredores, quem “exerce misericórdia” deve deixar claro que o serviço é prestado voluntariamente e de bom grado. Os atos de bondade realizados com ânimo e alegria são de mais elevado valor do que aqueles praticados apenas pelo cumprimento do dever.  CBASD, vol. 6, p. 681.

9. Amor. … o amor de que Paulo fala aqui não é mera emoção, mas se trata de amor ativo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Do gr. agapê (ver com. de Mt 5:44; l C o 13.1). Da discussão sobre o uso correto dos dons espirituais, Paulo passa então a instruir os crentes acerca do exercício do maior de todos os dons e do princípio básico de todo o verdadeiro cristianismo: o amor. Assim, como em 1 Coríntios 12 e 13, Paulo aqui conclui a discussão acerca dos dons espirituais com uma referência ao amor. CBASD, vol. 6, p. 682.

Detestai. Do gr. apostugeõ, que ocorre só aqui no NT e significa aversão tão grande a algo que a pessoa se mantém longe do mesmo. O amor sincero não pode tolerar o mal, mesmo que seja numa pessoa amada. CBASD, vol. 6, p. 682.

10 Amai-vos cordialmente. Do gr. philostorgoi, termo que expressa o terno amor e carinho existente entre parentes próximos.  CBASD, vol. 6, p. 682.

Amor fraternal. Do gr. philadelphia, termo que descreve o vínculo estreito que deve existir entre os membros da igreja (comparar com 1Ts4:9; Hb 13:1; 1Pe 1:22; 2Pe 1:7). … Paulo afirma que, em amor por seus irmãos em Cristo, os crentes devem manter aquela mesma calorosa afeição que os parentes próximos. CBASD, vol. 6, p. 682.

preferindo-se em honra uns aos outros. “prefiram dar honra aos outros mais do que a si próprios” (NVI), “se esforcem para tratar uns aos outros com respeito” (NTLH). Talvez o significado pretendido seja o sugerido na passagem quase paralela de Filipenses 2:3: “por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo”. Um resultado do verdadeiro amor é que a pessoa não busca a própria honra ou vantagem, mas está disposta a honrar os outros. Os cristãos, motivados pelo amor genuíno, serão mais dispostos a prestar respeito do que a recebê-lo. CBASD, vol. 6, p. 682.

Tratando o outro com respeito e honra. Na sociedade grecoromana, respeito e honra eram reservados para as pessoas das classes superiores da sociedade. A maioria dos primeiros cristãos eras escravos ou escravos libertos. Andrews Study Bible.

11 No zelo, não sejais remissos (ARA). NVI: “Nunca lhes falte o zelo”.  . Do gr. spoudê: “zelo”, “ardor”, “fervor”. … Aqui, Paulo não se refere a negócios seculares, mas ao zelo e energia espirituais. CBASD, vol. 6, p. 682, 683.

Remissos. Do gr. oknêroi, “demorados”, “hesitantes”, “tímidos”, “lentos”, “descuidados”, “preguiçosos”. CBASD, vol. 6, p. 683.

Fervorosos. Do gr. zeo, literalmente, “ferver”. Apolo é descrito como alguém que era “fervoroso de espírito” (At 18:25). O cristão zeloso sempre mantém o interesse na causa de Deus, como se estivesse a ponto de ebulição. Seu fervor lhe dá poder com as pessoas (At 18:25, 28) e lhe traz o poder de Deus. CBASD, vol. 6, p. 683.

sede fervorosos de espírito. O crente consagrado e ativo não considera o exercício de suas funções cristãs como um trabalho desinteressante e penoso, mas uma experiência alegre e vitalizante. Com o coração em chamas, ele sempre se apressa para onde quer que haja algum bem a ser feito. Compartilha o amor de Cristo pela humanidade caída e, assim, encontra a mais profunda satisfação em ministrar às necessidades dos semelhantes. Assim como o Senhor, ele tem uma energia que outros não conhecem, pois sua comida “consiste em fazer a vontade dAquele que [o] enviou e realizar a Sua obra” (Jo 4:32-34).  CBASD, vol. 6, p. 683.

12 Regozijai-vos na esperança . A esperança cristã é a causa da alegria, e é explicada em Romanos 8:20 a 25. É ela que permite ao cristão olhar para além da escuridão e das dificuldades do mundo presente para as coisas invisíveis e eternas (2Co 4:17, 18). A esperança, bem como muitas das virtudes cristãs, brota da virtude fundamental, que é o amor. Isso é indicado por 1 Coríntios 13:7: o amor “tudo espera”. CBASD, vol. 6, p. 683.

Perseverantes. Devemos orar, não somente em tempo difíceis, mas também para manter comunhão com Deus a todo tempo, mediante a oração (v. Lc 18.1; 1 Ts 5.17). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Unicamente pela constante comunhão com Deus é que o cristão pode conservar a força e a coragem para suportar os desafios próprios da fé (ver At 1:14, 6:4; Cl 4:2). O demorar-se nas coisas que são de cima (Cl 3:2) e medir cada ato e impulso pela contemplação da glória e da vontade de Deus é o antídoto contra a impaciência sob provocação e oposição. CBASD, vol. 6, p. 684.

13 compartilhai as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade. Compartilhai . Do gr. koinõneõ, “compartilhar”, “tomar parte em”, “atuar como parceiro” (ver Rm 15:27; Fp 4:15; ITm 5:22; Hb 13:16; IPe 4:13). Paulo afirma que os cristãos devem compartilhar as necessidades de seus irmãos na fé, e atendê-las como se fossem as suas próprias. Isso é muito mais do que dar esmolas, é uma aplicação prática do princípio do amor (Rm 12:9). CBASD, vol. 6, p. 684.

Refere-se à generosa distribuição de comida e caracterizava o companheirismo dos primeiros cristãos. Andrews Study Bible.

Praticai a hospitalidade. Do gr. diõkõ, literalmente, “perseguir”, “seguir após” (comparar com ICo 14:1; lTs5:15;Hb 12:14; IPe 3:11). O termo indica que os cristãos não devem apenas exercer hospitalidade, mas estar ansiosos por praticá-la.  CBASD, vol. 6, p. 684.

Hospitalidade. Do gr. philoxenia, literalmente, “amor aos estranhos”, portanto, “abrigar os estranhos”. Desde cedo, os cristãos consideraram a hospitalidade uma das mais importantes virtudes cristãs (cf. ITm 3:2; Tt 1:8; Hb 13:2; IPe 4:9). Isso ocorria em vista do grande número de viajantes e perseguidos. Muitos cristãos eram expulsos de suas casas e cidades e obrigados a procurar abrigo com aqueles que mantinham a mesma fé (ver At 8:1; 26:11). A hospitalidade que os crentes praticavam uns para com os outros contribuía para os vínculos que mantinham unidos os membros dispersos da igreja. CBASD, vol. 6, p. 684.

13 A hospitalidade cristã difere de entretenimento social. O entretenimento centra-se no anfitrião – a casa deve ser impecável; a comida deve ser bem preparada e abundante; o anfitrião deve aparecer relaxado e bem-humorado. Hospitalidade, pelo contrário, centra-se nos convidados. Suas necessidades – seja para um lugar para ficar, alimento nutritivo, um ouvido atento, ou aceitação – são a principal preocupação. A hospitalidade pode acontecer em uma casa bagunçada. Pode ocorrer em torno de uma mesa de jantar mesa onde o prato principal é sopa enlatada. Ele pode até mesmo acontecer enquanto o anfitrião e o convidado estão trabalhando juntos. Não hesite em oferecer hospitalidade só porque você está muito cansado, muito ocupado, ou não se considera ter recursos suficientes para entreter. Life Application Study Bible.

14 abençoai os que vos perseguem. Abençoai, do gr. eulogeõ, “falar bem de”, “invocar bênçãos sobre”. No v. 13, Paulo fala do tratamento dos cristãos aos amigos; n e s t e versículo, ele indica o tratamento adequado aos inimigos. Nós “abençoamos” nossos perseguidores, quando oramos e trabalhamos por seu bem. As palavras de Paulo são semelhantes às de Jesus (ver Mt 5:44; cf Lc 6:28; IPe 3:9).  CBASD, vol. 6, p. 684.

O objetivo da conduta cristã é trazer bênçãos aos outros, mesmo àqueles que lhe perseguem. Andrews Study Bible.

15 Alegrai-vos. A simpatia em todas as circunstâncias é uma evidência da autenticidade do amor. Das duas formas de simpatia mencionadas neste versículo, a primeira talvez seja a mais difícil. Parece mais fácil e natural simpatizar-se com a dor. Mas alegrar- se com o sucesso e as alegrias dos outros requer nobreza de caráter. Os opostos dessas virtudes são a inveja, que diz respeito à boa sorte dos outros, e a dor e a maldade, que se satisfazem com os infortúnios dos outros. Essas manifestações de egoísmo são tendências naturais do coração não regenerado.  CBASD, vol. 6, p. 684, 685.

16 Tende o mesmo sentimento. O cristão deve compartilhar dos sentimentos e aspirações de seus irmãos (cf. Rm 15:5; 2Co 13:11; Fp 2:2; 4:2). Entre os cristãos, deve existir sempre a harmonia que resulta de um objetivo comum, esperanças e desejos comuns. Não competir um com o outro. Andrews Study Bible.

Em lugar de serdes orgulhosos. Ou, “não te ensoberbeças” (Rm 11:20), “não cuideis das coisas altivas” (TB). “O amor […] não se ufana, não se ensoberbece” (ICo 13:4). O orgulho pode ser motivado até por realizações espirituais (ver 1Co 12).  CBASD, vol. 6, p. 685.

Condescendei. Do gr. sunapagõ, literalmente, “carregar consigo”, como por uma inundação; portanto, “sujeitar-se”, “submeterse”, “entregar-se”.  CBASD, vol. 6, p. 685.

humilde. A maioria dos membros da igreja era pobre, e os poucos ricos podem ter sido tentados a considerar com algum desdém os irmãos mais humildes (Tg 2:1-9). Mas essa falta de amor e simpatia tornaria impossível aos crentes ter “o mesmo sentimento uns para com os outros”. Portanto, os cristãos devem ter a mente semelhante à de Jesus. … Se o filho de Deus Se dispôs a humilhar-Se por amor de Suas criaturas corrompidas, certamente, os cristãos devem estar dispostos a “rebaixar-se” para se associar a qualquer um dos seus semelhantes (ver OE, 330-336; ver com. de Tg 1:9, 10). CBASD, vol. 6, p. 685.

Não sejais sábios aos vossos próprios olhos. Esse tipo de orgulho é um pecado contra o amor cristão, pois significa desprezo pela opinião dos outros e, finalmente, até mesmo aos conselhos de Deus.  O cristão que tem a mente renovada não confia na presunção da própria habilidade e compreensão nem se recusa a ouvir os conselhos dos outros. Ao contrário, em amor e humildade, ele respeita o julgamento de seus irmãos e mantém a mente aberta e receptiva ao ensino. Está pronto a reconhecer suas limitações e seus erros, e a aprender com os outros. CBASD, vol. 6, p. 685.

17-21 Estes versos resumem a essência da vida cristã. Se amamos alguém como Cristo nos ama, estaremos dispostos a perdoar. Se temos experimentado a graça de Deus, vamos querer compartilhá-la com os outros. E lembre-se, a graça é favor imerecido. Ao saciar a sede de um inimigo, não estamos desculpando seus crimes. Estamos reconhecendo-o como pessoa, perdoando-o, e amando-o, apesar de seus pecados, assim como Cristo fez por nós. Life Application Study Bible.

17 esforçai-vos. Tentar fazer. Andrews Study Bible.

Fazer o bem. Do gr. kala, “coisas boas”, “coisas nobres”, “coisas corretas”. … A fim de desarmar a oposição, o cristão deve pensar e agir a fim de que sua conduta, devido a bondade e justiça transparente, seja irrepreensível não só diante de Deus, mas aos olhos de todos. Os seguidores de uma causa impopular que querem convencer outros da veracidade e excelência de sua mensagem devem fazer com que seu comportamento esteja acima de qualquer suspeita. O cristão deve fazer sua luz brilhar diante dos semelhantes, para que vejam suas boas obras e glorifiquem ao Pai que está nos céus (Mt 5.16). Para isso, nunca devem se engajar em atividades ou empreendimentos de caráter duvidoso q u e coloquem em descrédito não só a si mesmo, mas também todo o corpo cristão.  CBASD, vol. 6, p. 686.

18 se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens. Os cristãos não deveriam iniciar hostilidades. Andrews Study Bible.

Tanto quanto se refira ao cristão, ele deve fazer tudo que puder para manter a paz. Mas há momentos em que a fidelidade ao princípio pode implicar incorrer no antagonismo dos outros. Portanto, Paulo acrescenta a qualificação: “se possível”. O registro da própria vida de Paulo, que foi um conflito quase constante, mostra que nem sempre é possível manter em paz. Em um mundo onde o príncipe é Satanás, os soldados de Cristo não devem esperar que tudo seja paz. No entanto, o cristão deve sempre se certificar de que, se a paz for quebrada, que não seja por sua culpa. CBASD, vol. 6, p. 686.

19 dai lugar à ira. O artigo definido antes da palavra “ira” indica que a referência é à ira de Deus (cf. com. de Rm 5:9). Essa interpretação é confirmada pelas palavras seguintes: “a Mim Me pertence a vingança. Eu é que retribuirei”. “Dar lugar” significa “dar espaço” para que a ira vingadora de Deus opere. Os cristãos nunca devem buscar vingança contra quem os trata injustamente. Devem deixar o assunto com Deus. Apenas um Deus onisciente, todo-amoroso e perfeito pode julgar e punir os malfeitores com justiça. … Os que estão cheios de pensamentos de vingança dão oportunidade a que Satanás inspire ira, ódio e amargura, quando deveriam encorajar o crescimento do fruto da Espírito: amor, alegria, paz, longanimidade (Gl 5:22). CBASD, vol. 6, p. 686.

Está escrito. Citação de Deuteronômio 32:35; comparar com Hb 10:30. … em Romanos, é usada como um consolo ao povo de Deus, que é perseguido injustamente. Deus os vinga no devido tempo. CBASD, vol. 6, p. 686.

Os cristãos não deveriam exercer vingança com suas próprias mãos. Andrews Study Bible.

20 amontarás brasas vivas. Isto quer dizer fazê-lo reconhecer o seu pecado e ficar envergonhado e, por fim, arrepender-se. Em qualquer caso, a melhor maneira de mostrar o nosso amor para com o nosso inimigo (Mt 5.44) é torná-lo num amigo. Bíblia Shedd.

Isto pode se referir a uma tradição egípcia de carregar uma panela de carvão em brasas na cabeça como ato público de arrependimento. Ao se referir a este provérbio, Paulo estava dizendo que devemos tratar nossos inimigos com bondade de maneira que eles se envergonhem e se arrependam de seus pecados. a melhor maneira de se livrar de nossos inimigos é torná-los nossos amigos. Life Application Study Bible.

Ver com. de Pv 25:22. A bondade é a melhor vingança que o cristão pode tomar contra um inimigo. Amontoar brasas vivas sobre a cabeça de um oponente significa um ato de amor, e não de maldade. CBASD, vol. 6, p. 687.

21 Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem. A vingança é um sinal, não de força, mas de fraqueza. Sofre derrota quem permite que seu humor seja afetado e seus princípios cristãos de amor e domínio próprio sejam abandonados. Mas quem controla o desejo de vingança e faz do mal sofrido uma oportunidade para mostrar bondade obtém a vitória sobre si mesmo e sobre os poderes do mal. Essa atitude não é apenas mais nobre, quanto mais eficaz. Com ela, pode-se desarmar o inimigo (cf. Pv 15.1) e conquistar outra pessoa. Assim, Deus não retribuiu aos pecadores a vingança que mereciam, mas revelou amor e misericórdia. E a bondade, paciência e longanimidade de Deus que leva as pessoas ao arrependimento (Rm 2:4). CBASD, vol. 6, p. 687.

Este verso resume a vida de Jesus, especialmente Sua morte na cruz. Andrews Study Bible.



Romanos 3 by Jeferson Quimelli
1 de março de 2015, 1:00
Filed under: conversão, graça, religião viva, salvação | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Depois de ler os dois primeiros capítulos de Romanos, aquele que crê em Jesus pode perguntar: “Por que eu fui me tornar um cristão*? Receberei maior cobrança no juízo por ter maior conhecimento!” Paulo antecipou este questionamento por parte dos judeus que tinham pleno conhecimento da lei de Deus. Eles têm uma grande vantagem. As instruções que receberam tornam mais fácil andar no caminho da salvação.

Em seguida, nos versos 3 e 4, ele chama a atenção de que mesmo que alguém não creia na verdade conforme estabelecida na Escritura, isto não retira desta verdade seu poder e eficácia. Ele cita Salmo 51:4, que diz que quando Deus fala, Ele é justo e não mente. Deus é verdadeiro quando Ele declara justo aquele que nEle crê… E o que Ele diz, é verdade!

Em seguida, Paulo deixa claro que ele não ensina, como alguns dizem que ele faz, que é aceitável continuar pecando, para que, ao pecarmos mais, recebamos mais graça (vv 5-8).

Então, Paulo fala do pecado de toda a humanidade (vv 10-18). “Não há nenhum justo, nem um sequer.” (v 10 NVI). Esta injustiça começa na mente. As escolhas erradas que fazemos transformam-nos em inimigos de Deus e nos levam a todas as formas de pecado, inclusive não temer a Deus (vv 12-18). Note, entretanto, que parte do evangelho eterno, como vemos na mensagem do primeiro anjo (Ap 14: 6, 7) é temer a Deus. Deus nos prometeu que podemos ser libertos das escolhas tolas que fazemos (vv 10-18).

Ao chegarmos ao versículo 19 lemos que “todo o mundo” está sob a lei e sua condenação, e que todos são culpados diante de Deus. E porque todos são culpados, nenhuma quantidade de boas obras pode nos salvar. Assim, todos precisamos da “justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo” (v 22 NVI).  Essa justiça é concedida a todo aquele que crê.

Esta justiça é dada livremente pela graça de Deus, e o sangue de Jesus torna esta graça possível. Aqueles que creem em Jesus serão justificados e Deus será justo ao proclamar os crentes fiéis como justos (vv. 24-26).

O capítulo termina mostrando que não pode haver qualquer exaltação própria, porque esta justiça vem pela fé, e isto vale tanto para judeus quanto para gentios, cristãos e não-cristãos. Além disso, esta fé guiará todo aquele que crê a cumprir a lei de Deus, não a torná-la sem efeito. Em outras palavras, aqueles que experimentam a justificação pela fé, também viverão uma vida obediente, pela graça de Deus através de Jesus Cristo, nosso Salvador (vv 27-30).
Norman McNulty
Neurologista, 
Tenessee, EUA

* “adventista do sétimo dia”, no original.  Os tradutores acreditam que a palavra “cristão” torna o texto mais inclusivo, sem perda de sentido. 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rom/3/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Romanos 3 
Comentário em áudio 



Atos 6 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

A igreja em Jerusalém continuava crescendo. Surpreendentemente os apóstolos haviam passado pela prisão e visto as portas da prisão milagrosamente abertas (Atos 5). E continuaram a ensinar e pregar com ousadia. Mas agora um atrito começou a surgir entre os gregos e hebreus, quando os gregos viram que suas viúvas estavam sendo negligenciadas. O que os apóstolos fazem, então? Sabiamente, eles reconhecem que não podiam fazer tudo e então eles começam o processo de delegação. Eles selecionam sete diáconos para cuidar das necessidades físicas da igreja. Mas estes diáconos não podem ser qualquer tipo de homens. Eles precisam ser homens sinceros, cheios do Espírito Santo e de sabedoria. Aqui é onde nos encontramos Estêvão pela primeira vez.

Estêvão é um homem de fé e cheio do Espírito Santo. Como resultado, muitos milagres acompanham sua vida e ministério. Na verdade, quando ele fala, a Bíblia nos diz que seus adversários não podem resistir à sabedoria e ao espírito que acompanham suas palavras. E, como resultado, ele também foi logo levado perante o Sinédrio. No entanto, apesar de suas táticas do mal e palavras caluniosas de falsas testemunhas, Estêvão se mantém firme. “Olhando para ele, todos os que estavam sentados no Sinédrio viram que o seu rosto parecia o rosto de um anjo.” (v. 15 NVI). Que testemunho!

No livro Educação lemos: “A maior necessidade do mundo é a de homens – homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus”(p. 57). Estêvão era um homem assim.

Deus está nos chamando, homens e mulheres, para o mesmo alto padrão de vida. Enquanto o mundo pode estar se desmoronando em torno de nós, que o Senhor nos ajude a sermos fiéis e firmes por Ele.

Ele está chegando! Que possamos estar prontos!

Melody (Melodious Eco) Mason
Líder do Ministério de Oração ARME

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/6/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Atos 6 
Comentário em áudio 



Atos 6 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
4 de fevereiro de 2015, 0:00
Filed under: coragem, fidelidade, poder de Deus, religião viva, unidade | Tags: ,
1 Helenistas. Isto é Judeus de língua grega. Os helenistas eram judeus da diáspora que além de falar o grego, haviam absorvido em parte a cultura grega. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 182.
Hebreus. Estes eram os judeus que haviam nascido na Palestina, moravam ali e falavam a língua aramaica. CBASD, vol. 6, p. 182.
3 Sete homens. Era razoável que os apóstolos pensassem no número sete. Havia uma reverencia pelo numero entre os judeus. CBASD, vol. 6, p. 183.
6 Apresentaram-nos. Provavelmente para exame, instrução, e é claro ordenação. CBASD, vol. 6, p. 185.
8 Cheio de graça e poder. Graça e beleza de espírito deveriam acompanhar a proclamação da mensagem evangélica. O “poder” era a realização de milagres. Estevão devia ter a mesma plenitude de dons do Espírito que os doze. CBASD, vol. 6, p. 186.
10 Não podiam resistir. Literalmente, “não eram fortes para permanecer contra”. Esta experiência cumpriu a promessa de Cristo a Seus seguidores (Lc 21:15). CBASD, vol. 6, p. 187.
Sabedoria. Estevão foi o primeiro mestre da nova  comunidade a ser destacado por sua sabedoria. […] Possuía uma clara visão da verdade e a habilidade para revelar verdades não percebidas até então. CBASD, vol. 6, p. 188.
11 Subornaram. Ás vezes, esta palavra era usada para o ato de empregar, instigar ou instruir um agente secreto. CBASD, vol. 6, p. 188.
12 Sublevaram. Por meio das acusações falsas, agitaram o povo que testemunhara os milagres de Estevão. CBASD, vol. 6, p. 188.
14 Esse Jesus. Mais uma vez, uma menção com desprezo, embora este nome soasse belo ao sair de lábios cristãos. CBASD, vol. 6, p. 189.
15 Rosto de anjo. Seu rosto devia estar iluminado com um brilho divino. […] O rosto de Estevão se iluminou por sua proximidade de Cristo e pela luz da visão que estava prestes a ter de Jesus á destra de Deus. CBASD, vol. 6, p. 188.
 
Compilação: TatianaW


Atos 2 – Comentários de Bíblias de Estudo by Jeferson Quimelli
31 de janeiro de 2015, 0:00
Filed under: comunhão, Espírito Santo, religião viva | Tags: , ,

1 Pentecostes (Grego para “quinquagésimo”) era o nome da Festa das Semanas (Lv 23:15-21), que celebrava a colheita da primavera. Acontecia 50 dias após a apresentação dos feixes das primícias na Páscoa (Lv 23:9-14; ver At 20:16). Andrews Study Bible.

O “Quinquagésimo Dia” depois do sábado da semana da Páscoa (Lv 23.4-7, 15-16). … é também chamado de “Festa das Semanas”porque era celebrado sete semanas depois da Páscoa (Dt 16.10); de “Festa da Colheita”, porque os primeiros frutos da colheita eram então juntados (Êx 23.16); e de “o dia das primícias” (Nm 28.26). Bíblia de Genebra.

todos. Os cento e vinte (1.15). Atos não nos informa onde eles estavam quando o Espírito desceu; talvez na área do templo, oferecendo-lhes oportunidade de evangelizar uma grande multidão. Bíblia Shedd.

3 línguas. Metáfora pertinente à situação, na qual vários idiomas seriam falados. Bíblia de Estudo NVI Vida.

4 outras línguas. As línguas eram vários idiomas falados em todas as partes da região mediterrânea oriental, de Roma à Pérsia. Bíblia de Genebra.

Estas línguas “estrangeiras” antecipam a penetração do evangelho em toda tribo, nação e língua; contraste o julgamento em Babel (Gn 11.7-9). Bíblia Shedd.

cheios do Espírito Santo. A vinda do Espírito Santo é o cumprimento da promessa de Jesus relatada em 1.5, 8 e Lc 24.49, mas isto não quer dizer que o Espírito Santo não estivesse presente e atuando com o povo de Deus no Antigo Testamento [Sl 55.11; Is 63.10-11; Jz 3.10; 1Sm 10.6s; Is 11.2]. Bíblia de Genebra.

5 Homens piedosos. Provavelmente eram gentios interessados no judaísmo sem serem verdadeiros prosélitos batizados e circuncidados. Bíblia Shedd.

7 galileus. O milagre era especialmente impressivo porque os galileus era conhecido pelo forte sotaque e de pobre capacidade de linguagem (Mt 26:73). Andrews Study Bible.

11 árabes. O reino dos árabes achava-se entre o mar Vermelho e o Eufrates, tendo Petra por capital. Bíblia de Estudo NVI Vida.

13 embriagados. O Gr original acrescenta “com vinho doce”, i.e., ainda em processo de fermentar. A vindima era no mês de agosto. Bíblia Shedd.

15 Estes homens não estão embriagadossendo esta a terceira hora (cf ARA; NVI: “Ainda são nove horas da manhã!”). Num dia de festa como o Pentecostes, nenhum judeu quebraria o jejum antes das 10 horas da manhã. Assim, era extremamente improvável que um grupo de homens ficasse embriagado tão cedo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

21 todo aquele que invocar. Cf v. 39; implica fé e compromisso com Deus, muito mais que o mero emprego de palavras (Mt 7.21). Bíblia de Estudo NVI Vida.

22 aprovadopor meio de milagres, maravilhas e sinais. As obras poderosas realizadas por Jesus eram sinais de que o Messias viera. Bíblia de Estudo NVI Vida.

23 Pedro não tem receio em confrontar a multidão com sua iniquidade, em grande parte o mesmo povo que um pouco [de tempo] antes clamara “Hosana … Barrabás … crucifica-O”. Sua iniquidade foi frustrada pela ressurreição. A cruz não era a derrota, mas a chave do plano divino. Bíblia Shedd.

27 morte. Gr hades, que traduz a palavra hebraica sheol, “túmulo”. Bíblia Shedd.

É o túmulo (não um “inferno” que queima permanentemente, uma ideia não bíblica, tendo em vista que o inferno ocorrerá ao fim do tempo; 2 Pe 2:4; Ap 20:9). Andrews Study Bible.

29 Davio seu túmulo está entre nós. O túmulo de Davi podia ser visto em Jerusalém. Ainda continha seus restos mortais. Bíblia de Estudo NVI Vida.

34 O Senhor disse ao meu Senhor. O Senhor (Deus [Yahweh]) disse ao meu Senhor ([Adon] o filho de Davi, o Messias). De acordo com Pedro, Davi dirigiu-se ao seu descendente com respeito incomum, porque Davi, mediante a inspiração do Espírito, reconhecia quão grande e divino seria esse descendente (Mt 22.41-45). Bíblia de Estudo NVI Vida.

36 Senhor e Cristo. Apresenta o mais primitivo Credo (cf Rm 10.9; 1 Co 12.3; Fp 2.11, etc.). Bíblia Shedd.

37 ficaram aflitos em seu coração. Reflete tanto a crença em Jesus quanto a dor por tê-lo rejeitado antes. Bíblia de Estudo NVI Vida.

38 Arrependei-vos. O arrependimento era importante na mensagem do precursor, João Batista (Mc 1.4; Lc 3.3), na pregação de Jesus (Mc 1.15; Lc 13.3) e nas instruções que este deixou imediatamente antes da ascensão (Lc 24.47). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Para perdão dos seus pecados. Marca-se o fim de cada mensagem principal apostólica com o apelo ao arrependimento para receber o perdão dos pecados (3.19, 26; 5.31; 10.43; cf 17.30; 26.20). Implica numa mudança de pensamento radical (metanoia) que surge de convicção de pecado. Bíblia Shedd.

Não que o batismo efetue o perdão. Pelo contrário, o perdão se dá por meio do que é simbolizado pelo batismo (v. Rm 6.3, 4). Bíblia de Estudo NVI Vida.

O arrependimento indica que a crença vem antes do batismo, algo impossível para crianças. Comparar 16:30-33. Andrews Study Bible.

cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo. Um resumo de Mt 28.18-19 (batismo em nome do Pai, Filho e Espírito Santo), mencionado aqui somente o nome de Jesus, uma vez que o sermão de Pedro tinha a ver com Jesus e Seu ministério. Bíblia de Genebra.

O dom do Espírito Santo. A regeneração se realiza somente com entrada do Espírito, não por uma espécie de magia no rito do batismo. Bíblia Shedd.

É significativo que Pedro não fale aqui sobre o recebimento do dom de línguas. Bíblia de Genebra.

39 Pedro proclama que a salvação através do Messias de Deus é prometida aos judeus, a seus filhos e a todos que ainda estão longe (isto é, os gentios, Ef 2.11-13). Aqui novamente está a mensagem de Atos – o evangelho é para judeus e gentios. Bíblia de Genebra.

42 na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Este é o resumo dos elementos essenciais necessários no discipulado cristão. Eram elementos que os apóstolos haviam aprendido de sua experiência com Jesus: seu ensinamento a respeito de sua obra (Mt 16.18-19; Lc 24.46) e sobre a responsabilidade deles como seus seguidores (Mt 5-7), a comunhão de Cristo com Seus discípulos (Jo 13), a Ceia do Senhor – o partir do pão (Mt 26.17-30) – e sua vida de oração pelos discípulos e com eles (Mt 6.5-13; Lc 11.1-13; Jo 17). Bíblia de Genebra.

ensino dos apóstolos. Incluía tudo que o próprio Jesus ensinara (Mt 28.20), sobretudo o evangelho, que se centrava na Sua morte, sepultamento e ressurreição (cf. 23, 24; 3.15; 4.10; 1Co 15.1-4). Era ensino incomparável por vir da parte de Deus e por estar revestido da autoridade outorgada aos apóstolos (2Co 13.10; 1Ts 4.2). Hoje, está à nossa disposição nos livros do NT. Bíblia de Estudo NVI Vida.

44 Todos os que creram estavam juntos. Isto demonstra a unidade do Espírito, que Paulo mais tarde advoga (Ef 4.3). Bíblia de Genebra.

tinham tudo em comum. V. 4.34, 35. Tratava-se de compartilhar de modo voluntário, provendo para os que não tinham o essencial para viver. Bíblia de Estudo NVI Vida.

46 partiam pão de casa em casa. Isto se refere às refeições diárias comuns, compartilhadas nos lares. Bíblia de Genebra.

Com alegria e sinceridade de coração. A comunhão, a união e o compartilhar da igreja primitiva são frutos do Espírito. A alegria deve ser o estado de ânimo do crente. Bíblia de Estudo NVI Vida.