Reavivados por Sua Palavra


Romanos 15 by Jeferson Quimelli
13 de março de 2015, 1:00
Filed under: gentios, prudência, religião viva, restauração | Tags: ,

Comentário devocional:

Este capítulo dá continuidade aos pensamentos do capítulo anterior. Aqueles que são fortes devem “suportar as fraquezas dos fracos”, em vez de agradar a si mesmos. Devemos procurar edificar nossos irmãos e irmãs e não fazer nada que possa confundir a sua fé. Cristo não agradou a si mesmo e de bom grado levou sobre si as nossas culpas. 

A seguir, somos lembrados que as Escrituras foram escritas para a nossa paciência e aprendizado para que nos tornemos de um só pensamento para a união do corpo de Cristo, trazendo glória ao Pai e a Jesus Cristo (vs. 3-7).

Em seguida, Paulo passa a mostrar que Jesus Cristo veio para ministrar aos judeus, em confirmação das promessas das Escrituras (v. 8). Ele começa citando o Antigo Testamento para mostrar que os gentios deveriam também fazer parte do plano de salvação. Ele cita 2Sm 22:50, Sl 18:49, Dt 32:43 e Salmos 117:1, mostrando que os gentios são incluídos na expressão “povo”. Isso deixa claro que Deus veio para todos, não apenas para os judeus. Por fim, ele cita Isaías 11:10,11 para mostrar que a raiz de Jessé brotaria para reinar sobre o remanescente, preparando-o para a vinda do Senhor (vs. 9-12). 

Paulo explica que, por serem os gentios tão importantes para o plano de salvação, Deus o chamou para ser o ministro para os gentios a fim de pregar o evangelho a eles. E declara que os sinais e prodígios foram efetuados por intermédio dele para demonstrar que Deus estava por trás de seu trabalho. Ele cita Isaías 52:15 para mostrar que sua pregação do evangelho de Jesus Cristo aos gentios era um cumprimento da profecia. 

Paulo explica também que planeja estar com os crentes em Roma em seu caminho para a Espanha. No entanto, ele deve primeiro ir a Jerusalém para levar aos cristãos judeus o dinheiro arrecadado pelos gentios como uma demonstração do seu amor para com eles (vs. 23-33).

Infelizmente, Paulo seria preso em Jerusalém antes desta viagem planejada, o que acabaria por levá-lo a Roma, porém não como um homem livre, mas como um prisioneiro. No entanto, em meio a tudo isso, Deus fez com que todas as coisas contribuíssem para o bem (Rom. 8:28). A epístola que Paulo escreveu a Roma permanecerá até o fim do tempo preparando os crentes para receber a justiça de Cristo.

Norman McNulty
Neurologista, TN, EUA




Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rm/15/
Traduzido/adaptado por JAQ/JDS
Texto bíblico: Romanos 15 
Comentário em áudio 



Romanos 11 by Jeferson Quimelli
9 de março de 2015, 1:00
Filed under: Aliança, fidelidade de Deus, Israel | Tags: , ,

Comentário devocional:

Paulo conclui neste capítulo seu apelo evangélico à nação judaica. Embora seja verdade que Israel perdera seu status como povo escolhido quando rejeitaram a Cristo, isto não significa que Deus tenha rejeitado os judeus individualmente. Os que creem são parte do povo da graça de Deus. Paulo lembra aos seus leitores que ele é um membro da tribo de Benjamin e que a graça de Deus o salvou. Nos dias de Paulo havia muitos judeus que haviam crido em Cristo e, portanto, estavam entre aqueles que haviam sido salvos pela graça e não pelas obras.

Paulo mostra que Israel não alcançara a glória que almejara. Mas o que Cristo fez na cruz cumpriu os propósitos de Deus e os judeus que aceitam Seu sacrifício fazem parte do cumprimento de Seu plano (vs. 7-14). Ele cita Isaías 29:10 e Salmo 69:22 para mostrar que os judeus estavam cegos e adormecidos e tornaram-se uma pedra de tropeço. Esta queda, no entanto, levou à salvação dos gentios. E é o propósito de Deus usar Sua obra salvadora através dos gentios para provocar ciúmes aos judeus, de modo que eles aceitem Jesus como o Messias.

Paulo, então, mostra que os judeus incrédulos são como ramos que foram quebrados da oliveira. Os gentios foram enxertados para substituí-los. No entanto, se os judeus voltarem a crer eles podem ser naturalmente enxertados, porque não são ramos de oliveira selvagem, como os gentios. Se eles acreditarem na verdade de Cristo, será muito natural que eles sejam enxertados no Cristianismo (vs. 15-24). Por outro lado, se Deus não poupou os ramos naturais (judeus) por causa de sua incredulidade, os gentios, que são os ramos selvagens enxertados, serão tratados da mesma maneira por Deus, como Ele fez com os judeus incrédulos se deixarem de crer.

Paulo encerra o capítulo dizendo que o novo Israel espiritual é uma oliveira, composta por judeus que acreditam em Cristo e gentios que foram enxertados. Este novo Israel é salvo pelo Libertador que vem de Sião e os transforma a partir da impiedade de Jacó. Aqueles que são salvos são libertos do pecado, a partir da nova aliança (vs. 25-36). Veja também Jr 31:31-34 e Hb 8:10-13.

Seja um judeu ou gentio, todos carecem da misericórdia de Deus porque todos pecaram. As profundezas das riquezas e conhecimento de Deus são insuperáveis! Sua sabedoria, conhecimento e juízos são insondáveis. Vemos que Deus tem feito todo o possível para salvar a todos, seja judeu ou gentio, e é justo no Seu trato com aqueles que O rejeitam. Como seres humanos, não podemos compreender plenamente os caminhos de Deus, mas sabemos que Ele nos ama e que podemos confiar nEle.

Norman McNulty, M. D.
Neurologista, Lawrenceburg, TN, EUA 

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rom/11/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Romanos 11 
Comentário em áudio



Romanos 11 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
9 de março de 2015, 0:00
Filed under: Israel, restauração, Trabalho de Deus | Tags: , ,

1 Porque eu também. Paulo mostra que nem todos os judeus foram rejeitados. Ele mesmo era israelita e foi aceito por Deus. Ele sabia por experiência que as bênçãos prometidas lhe pertenciam. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 664.

Tribo de Benjamim. Por esta referência, Paulo afirma que era do próprio núcleo da nação judaica. As tribos de Judá e Benjamin estiveram unidas por ocasião da revolta das dez tribos do Norte (1Rs 12:21) e mantiveram a continuidade teocrática da nação judaica depois do exílio em Babilônia. Assim , um descendente da tribo de Benjamin era, de fato, “hebreu de hebreus”. CBASD, vol. 6, p. 664.

5 Eleição da graça. Deus escolhe, para constituir o remanescente, aqueles que aceitam a graça. Eles não obtêm esse direito por causa das obras, mas porque aceitaram livremente a graça. CBASD, vol. 6, p. 665.

7 A eleição. Ou, os eleitos. Pode ser comparado com a expressão “a circuncisão”, ou seja, os que foram circuncidados. Paulo enfatiza que os salvos devem sua condição inteiramente á graça e á eleição divinas. CBASD, vol. 6, p. 665.

10 Escureçam-se-lhes os olhos. O escurecimento dos olhos é usado como figura da cegueira espiritual. Assim, embora possuíssem claras revelações da vontade de Deus, os judeus permaneceram ignorantes acerca do significado e propósito das mesmas. CBASD, vol. 6, p. 666.

12 Riqueza para o mundo. Os judeus foram chamados para ser missionários de Deus ao mundo, mas falharam na tarefa. O mundo gentio ouviu falar das “insondáveis riquezas”, e muitos aceitaram a Cristo. CBASD, vol. 6, p. 667.

15 Reconciliação ao mundo. Paulo considerava seu ministério como uma obra de reconciliação. Após a rejeição da nação de Israel, o evangelho de Cristo se espalhou a todas as nações do mundo. CBASD, vol. 6, p. 668.

16 Raiz. Paulo usa uma segunda metáfora para expressar a mesma ideia. Se a raiz é santa, a árvore inteira também é santa. CBASD, vol. 6, p. 669.

20 Não te ensoberbeças. Ou, “pare de pensar em coisas elevadas”, no sentido de ficar convencido. O cristão gentio não possuía mais méritos do que o judeu. Portanto, não tinha motivos pra ser vaidoso. CBASD, vol. 6, p. 670. 

23 Eles também. Deus não só tem a vontade, mas também o poder de restaurar os que foram cortados da oliveira. CBASD, vol. 6, p. 671. 

25 Plenitude. “A plenitude dos gentios” pode ser entendida como referência aos gentios que aceitam as disposições da salvação. CBASD, vol. 6, p. 672. 

29 Irrevogáveis. Deus não mudou de ideia em relação a Israel, mas um remanescente dele será salvo. Deus não Se arrepende de ter chamado a descendência de Abraão e lhe ter dado dons. As pessoas podem falhar, e Deus pode mudar de método, mas nunca abandona Seu propósito. CBASD, vol. 6, p. 673.

33 Profundidade. O salmista declara que “os Teus juízos [são] como um abismo profundo” (Sl 36:6). Paulo alcança o clímax de seu raciocínio. Tudo começou com a condenação de todos os pecadores e termina com misericórdia a todos. CBASD, vol. 6, p. 674.

36 Porque dEle. Este versículo dá a razão pela qual não se pode fazer de Deus um devedor. Pois todas a coisas foram criadas por Ele. Tudo o que vive deve a contínua existência e atividade Àquele que “opera tudo em todos”. E todas as coisas são dirigidas para a elaboração de Seus propósitos e a glória de Seu nome. CBASD, vol. 6, p. 675.

A Ele, pois seja a glória. Com essa breve, mas sublime doxologia, Paula chega ao fim de mais uma seção doutrinaria e argumentativa de sua epístola. CBASD, vol. 6, p. 675.

Compilação: Tatiana W



Romanos 3 by Jeferson Quimelli
1 de março de 2015, 1:00
Filed under: conversão, graça, religião viva, salvação | Tags: , , ,

Comentário devocional:

Depois de ler os dois primeiros capítulos de Romanos, aquele que crê em Jesus pode perguntar: “Por que eu fui me tornar um cristão*? Receberei maior cobrança no juízo por ter maior conhecimento!” Paulo antecipou este questionamento por parte dos judeus que tinham pleno conhecimento da lei de Deus. Eles têm uma grande vantagem. As instruções que receberam tornam mais fácil andar no caminho da salvação.

Em seguida, nos versos 3 e 4, ele chama a atenção de que mesmo que alguém não creia na verdade conforme estabelecida na Escritura, isto não retira desta verdade seu poder e eficácia. Ele cita Salmo 51:4, que diz que quando Deus fala, Ele é justo e não mente. Deus é verdadeiro quando Ele declara justo aquele que nEle crê… E o que Ele diz, é verdade!

Em seguida, Paulo deixa claro que ele não ensina, como alguns dizem que ele faz, que é aceitável continuar pecando, para que, ao pecarmos mais, recebamos mais graça (vv 5-8).

Então, Paulo fala do pecado de toda a humanidade (vv 10-18). “Não há nenhum justo, nem um sequer.” (v 10 NVI). Esta injustiça começa na mente. As escolhas erradas que fazemos transformam-nos em inimigos de Deus e nos levam a todas as formas de pecado, inclusive não temer a Deus (vv 12-18). Note, entretanto, que parte do evangelho eterno, como vemos na mensagem do primeiro anjo (Ap 14: 6, 7) é temer a Deus. Deus nos prometeu que podemos ser libertos das escolhas tolas que fazemos (vv 10-18).

Ao chegarmos ao versículo 19 lemos que “todo o mundo” está sob a lei e sua condenação, e que todos são culpados diante de Deus. E porque todos são culpados, nenhuma quantidade de boas obras pode nos salvar. Assim, todos precisamos da “justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo” (v 22 NVI).  Essa justiça é concedida a todo aquele que crê.

Esta justiça é dada livremente pela graça de Deus, e o sangue de Jesus torna esta graça possível. Aqueles que creem em Jesus serão justificados e Deus será justo ao proclamar os crentes fiéis como justos (vv. 24-26).

O capítulo termina mostrando que não pode haver qualquer exaltação própria, porque esta justiça vem pela fé, e isto vale tanto para judeus quanto para gentios, cristãos e não-cristãos. Além disso, esta fé guiará todo aquele que crê a cumprir a lei de Deus, não a torná-la sem efeito. Em outras palavras, aqueles que experimentam a justificação pela fé, também viverão uma vida obediente, pela graça de Deus através de Jesus Cristo, nosso Salvador (vv 27-30).
Norman McNulty
Neurologista, 
Tenessee, EUA

* “adventista do sétimo dia”, no original.  Os tradutores acreditam que a palavra “cristão” torna o texto mais inclusivo, sem perda de sentido. 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rom/3/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Romanos 3 
Comentário em áudio 



Atos 22 – Comentários de Bíblias de Estudo by Jeferson Quimelli
20 de fevereiro de 2015, 0:30
Filed under: testemunho | Tags: , , , , ,

3 Tarso. Capital da Cilícia [ao norte da Síria, sudeste da atual Turquia] e cidade natal de Paulo (9:11, 30; 11.25; 21:39). Estava estrategicamente situada próxima às Portas da Cilícia, uma importante passagem [um estreito desfiladeiro entre as montanhas] e na convergência do rio Cidnus e importantes estradas. Andrews Study Bible.

Gamaliel. O rabino mais honrado do século. É possível que fosse neto de Hilel (v. tb 5.34-40). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Ele [Gamaliel] era bem conhecido e respeitado como especialista em leis religiosas e como uma voz de moderação (5:34). Paulo estava mostrando suas credenciais como um homem bem educado, tendo sido treinado pelo mais respeitado rabino judeu. Life Application Study Bible.

5 sumo sacerdote. Caifás, sumo sacerdote mais de 20 anos atrás, já morrera, sendo Ananias o então sumo sacerdote (v. 23.2); seus registros, porém, demonstrariam a veracidade do testemunho de Paulo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

6 Por volta do meio-dia. Pormenor ausente no relato anterior (9.1-22). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Grande luz. Brilho muito acima daquele do sol ao meio dia, não se explicaria senão pela glória celestial irradiada. Bíblia Shedd.

8 Nazareno. Nome de desprezo que os judeus deram a Jesus. Bíblia Shedd.

10 Senhor. Empregar este termo para Jesus mostra mudança radical. Bíblia Shedd.

12 Ananias, piedoso segundo a lei. Importante para esse auditório (cf nota em Lc 1.6). Bíblia de Estudo NVI Vida.

16 lave os seus pecados. O batismo é o sinal externo de uma obra interior da graça. A realidade e o símbolo estão estreitamente associados entre si no NT (ver 2.38; Tt 3.5; 1Pe 3.21). O rito externo, no entanto, não produz a graça interior (cf. Rm 2.28, 29; Fp 3.4-9). Bíblia de Estudo NVI Vida.

O batismo no Novo Testamento é o sinal exterior de uma limpeza interior. Como tal, é correspondente à circuncisão no Antigo Testamento (Dt 10.16; 30.6; Ez 44.7). Bíblia de Genebra.

17 orando no templo. Tendo em vista que o templo era, para Paulo, um lugar de oração, ele não poderia ser acusado de profaná-lo (21:28). Andrews Study Bible.

19, 10 Paulo argumenta que ele seria a pessoa mais indicada para convencer os judeus. Bíblia Shedd.

24 Açoite (gr mastixin; latim flagellum). Terrível instrumento de tortura, muitas vezes fatal usado para arrancar a verdade. A Lex Porcia proibiu o flagellum para os romanos. Bíblia Shedd.

Açoitado. Não com a vara, como aconteceu em Filipos (16.22-24), mas com o flagelo, instrumento de impiedosa tortura. Era lícito usá-lo para arrancar uma confissão de um escravo ou de um estrangeiro, mas nunca de um cidadão romano. O flagelo consistia num açoite de tiras de couro, com pedaços de osso ou de metal fixados nas extremidades. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Jesus foi açoitado com tal chicote (Jo 19.1). Bíblia de Genebra.

26 este homem é cidadão romano. Paulo apelou novamente para sua cidadania romana, sabendo que iria ser punido sem julgamento (16.37). Bíblia de Genebra.

28 pagar um elevado preço. Ninguém sabe como o pai de Paulo, ou algum antepassado dele, conquistara essa cidadania. Bíblia de Estudo NVI Vida.

29 Mandara amarrar. Refere-se às cadeias pesadas que feriam. Paulo continua preso (algemas leves?) durante mais quatro ou cinco anos. Bíblia Shedd.

30 Sinédrio. Se o Sinédrio tivesse passado um veredicto favorável, Paulo estaria livre. Bíblia Shedd.



Atos 21 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
19 de fevereiro de 2015, 0:00
Filed under: consequências, erros, escolhas, Espírito Santo | Tags: , , , ,

1 Depois de nos apartarmos. O verbo grego sugere separar-se com esforço, e a expressão poderia ser traduzida como “depois de termos nos desgrudado deles”. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 425.

Rodes. A cidade principal da ilha de Rodes, célebre no passado por um colosso no porto, uma das sete maravilhas do mundo antigo (demolido, porém, mais de dois séculos antes da chegada de Paulo ali). Bíblia de Estudo NVI Vida.

4 Encontrando os discípulos. Literalmente, “tendo olhado os discípulos”. Não se trata de uma referência a discípulos que estavam lá por acaso, mas a uma agregação de cristãos de Tiro. Portanto, esta é a primeira menção específica à existência de uma igreja em Tiro, embora seja provável que ela já existisse ali por muitos anos. CBASD, vol. 6, p. 426.

movidos pelo Espírito. Paulo não era desobediente ao Espírito; o Espírito Santo o estava compelindo a ir a Jerusalém (20.22, nota). Foi através do Espírito que os amigos de Paulo entenderam que logo ele iria sofrer prisões e aflições (20.23) e, em resposta a esta revelação, eles tentaram persuadir paulo para “que não subisse a Jerusalém” (cf vs. 11-12). Bíblia de Genebra.

5 Acompanhados por todos. Toda a igreja de Tiro, inclusive mulheres e crianças, acompanharam Paulo e seus companheiros da cidade até a praia. CBASD, vol. 6, p. 426.

7 Ptolemaida. A atual cidade de Aco [ou Acre], ao norte do monte Carmelo, do outro lado da baía. Ficava a um dia de viagem para o sul, depois de Tiro, e para a Cesaréia faltavam ainda mais 56 km para o sul. Bíblia de Estudo NVI Vida.

8 Cesaréia. Um porto de mar, construído por Herodes, o Grande [em homenagem a César], era a capital provincial da Judeia. Bíblia de Genebra.

Filipe, um dos sete. Um dos sete escolhidos para tomar conta da distribuição de comida (6.1-6). Ele havia pregado aos samaritanos, ao eunuco etíope e ao povo da costa palestina (cap. 8). Bíblia de Genebra.

9 Quatro filhas. Estas mulheres tinham o dom de profecia. O verbo “profetizar” significa “anunciar”, isto é, em nome de Deus (Gn 20:7). Um profeta pode ou não prever acontecimentos. A Bíblia apresenta uma série de casos em que mulheres receberam o mais desejavel dos dons do Espírito (ICo 14:1). Miriã, a irmã de Moisés, era profetisa (Ex 15:20), assim como Débora, cujo auxílio inspirado ajudou Baraque a conquistar os cananeus (Jz 4:4). A mulher de Isaías era profetisa (Is 8:3) e também Hulda, que auxiliou o sacerdote Hilquias nas reformas de Josias, rei de Judá (2Cr 34:22). A profetisa Ana reconheceu seu Senhor ainda bebê (Lc 2:36-38). CBASD, vol. 6, p. 427.

10-14 Ágabo. A viagem final e determinada de Paulo lembra a viagem final de Jesus (Lc 9:21-22, 43-44; 18:31-33). Andrews Study Bible.

11 Gentios. Os romanos em cujas mãos Paulo foi parar quando a profecia de Agabo se cumpriu controlavam a administração civil militar da Palestina conquistada. O apóstolo não se intimidou diante da advertência, nem se deteve pelo perigo. CBASD, vol. 6, p. 428.

13 Estou pronto. No grego, o pronome “eu” é enfático. Indica a determinação inflexível de Paulo de fazer o que ele achava correto e de considerar válido o custo do sofrimento, a mesma atitude de Jesus. CBASD, vol. 6, p. 428.

14 Seja feita a vontade do Senhor. Deve significar que eles finalmente reconheceram que era a vontade do Senhor que Paulo fosse a Jerusalém. Bíblia de Estudo NVI Vida.

15 preparativos. O gr indica que levaram cavalos. Bíblia Shedd.

17 Receberam com alegria. Não se sabe porque não há referência à contribuição para os santos. Bíblia Shedd. 

18 Tiago. Irmão do Senhor, autor da epístola de Tiago e líder da igreja de Jerusalém (v. Gl 1.19; 2.9). É chamado apóstolo, mas não um dos Doze. Bíblia de Estudo NVI Vida.

todos os presbíteros se reuniram. A omissão dos “apóstolos” (veja 15.4, 6, 22, 23) indica que tinham-se espalhado no trabalho missionário. Bíblia Shedd.

21 Ensinas […] a apostatarem de Moisés. Literalmente, “você está ensinando a apostasia de Moisés”. Esta era a acusação que circulava contra Paulo e não poderia haver nada mais sério contra um judeu zeloso. Despertava ressentimento por questões de patriotismo, partidarismo, tradição histórica, relações sociais e lei pública, bem como os mais profundos sentimentos religiosos. CBASD, vol. 6, p. 431.

23 Faze, portanto, o que te vamos dizer. Os líderes de Jerusalém criam que o conselho que estavam dando era o melhor. Não havia intenção de envolver Paulo em problemas, mas de neutralizar o preconceito contra ele, pois parece que pensavam que o apóstolo tinha alguma culpa. Em vez disso, deveriam ter reconhecido que Deus agia por intermédio de Paulo. Também deveriam tentar, por si próprios, eliminar a oposição a ele. CBASD, vol. 6, p. 432.

24 ritos de purificação. Em alguns casos, os rituais incluíam a oferta de sacrifícios. Bíblia de Estudo NVI Vida.

O voto de nazireu requeria sacrifícios dispendiosos. Bíblia Shedd.

Saberão todos. A participação de Paulo nas cerimônias do voto deveria convencer os judeus de que o apóstolo não era um apóstata de Moisés e que as coisas que diziam contra ele não eram “verdade”. CBASD, vol. 6, p. 433.

26 Paulo, tomando aqueles homens. Paulo pensou que estava sendo sábio ao agir como judeu entre os judeus (ICo 9:19-23). Na verdade, porém, foi inconsistente, pois participou não para revelar a própria crença, mas para satisfazer a outros que eram “zelosos da lei”. CBASD, vol. 6, p. 433.

27 Judeus vindos da Ásia. Paulo ficou muito bem conhecido em Éfeso. Judeus de lá provocaram o tumulto com a séria acusação que o templo fora profanado. Bíblia Shedd.

A pregação do evangelho por Paulo em Éfeso e região havia incomodado os judeus. Alguns deles, que estavam em Jerusalém para a festa, reconheceram o apóstolo no templo e incitaram o povo contra ele. Agarraram-no, com as marcas do processo de purificação sobre si, enquanto aguardava que chegasse o último dos sete dias. CBASD, vol. 6, p. 433.

28 fez entrar gregos no templo. Expressamente proibido, como se vê nas inscrições em blocos de pedra (ainda existentes). Qualquer gentio achado dentro dos limites do átrio de Israel seria morto. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Entre o pátio externo (dos gentios) e o pátio interno havia uma barreira (cf Ef 2.14) e colunas com advertência em grego e latim da pena de morte para qualquer gentio que a transpusesse. Bíblia Shedd. 

30 as portas foram fechadas. Por ordens do oficial do templo, para evitar mais distúrbios dentro do recinto sagrado. Bíblia de Estudo NVI Vida.

31 Procurando eles matá-lo. Os homens que agarraram Paulo tinham a intenção de tirar sua vida, assim como fizeram com Estêvão (At 7:54-60). Enquanto isso não acontecia, espancavam-no. CBASD, vol. 6, p. 434.

32 oficiais. Sendo empregado o plural, é provável que houvesse, no mínimo, dois centuriões com 200 soldados. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Cessaram de espancar Paulo. Ou, “de repente, pararam de espancar Paulo”. A presença dos soldados romanos acovardou os judeus captores do apóstolo. O episódio não valia uma revolta. Até os judeus descontrolados perceberam isso. CBASD, vol. 6, p. 435.

33 Apoderou-se. Ou, “prendeu-o”, “levou-o para a prisão”. A ideia não era resgatar Paulo, mas descobrir o motivo da confusão e impedir que um dos principais envolvidos fosse morto antes de se realizar uma investigação adequada. Para Paulo, porém, foi um resgate, como em Corinto (At 18:14-17). CBASD, vol. 6, p. 435.

35 Os soldados o carregassem. Os guardas precisaram carregar Paulo, a fim de livrá-lo das mãos dos judeus furiosos, que tinham a óbvia intenção de matá-lo. CBASD, vol. 6, p. 435.

37 fortaleza. A Fortaleza de Antônia se ligava à extremidade norte da área do templo por dois lanços de escadas. A torre dava vista para a área do templo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

sabes o grego? O tribuno estava surpreso por ouvir Paulo falar grego. Bíblia de Genebra.

38 O egípcio. A estrutura grega da pergunta antecipa um “sim” como resposta. O homem aqui mencionado, conhecido das autoridades romanas, era um judeu egípcio, suposto profeta que, logo depois de Félix se tornar procurador, conduziu uma multidão de 30 mil homens (caso o número da tradição seja verdadeiro) até o monte das Oliveiras para ver os muros de Jerusalém cair, a fim de poderem entrar triunfantes (Josefo, Antiguidades, xx.8.6; Guerra dos Judeus, ii.13.5 [261-263]). Os soldados de Félix os expulsaram, infligindo grandes perdas, mas o líder conseguiu escapar. CBASD, vol. 6, p. 435.

Quatro mil. Este número deve ser substituído pelos 30 mil de Josefo, ou então, seria o total dos que escaparam e voltaram a se unir a seu líder. CBASD, vol. 6, p. 435.

Sicários. Do gr. sikarioi, literalmente, “homens-punhais”, isto é, matadores, assassinos). Eram membros de uma organização extremista dos judeus, os assassinos dentre os zelotes, que dizimavam pequenas tropas romanas onde conseguiam fazer ataques noturnos de surpresa e assassinavam os judeus que se recusavam a apoiá-los. Em meio às multidões que se reuniam para as festas, cometiam muitos assassinatos em plena luz do dia. O cerco posterior a Jerusalém intensificou os horrores daquele período amargo, por meio de suas atrocidades e feitos sanguinários. CBASD, vol. 6, p. 436.

39 Que me permitas falar ao povo. Paulo ainda tinha esperança, certamente mais para o bem do evangelho e da igreja do que para si próprio, de levar os judeus a compreenderem suas verdadeiras atitudes e atividades. CBASD, vol. 6, p. 436.

40 Na escada. Posição acima da multidão e relativamente segura, caso as pessoas tivessem uma reação desfavorável, o que acabou acontecendo. CBASD, vol. 6, p. 436.

Provavelmente, as escadas que levavam da área do templo à Torre de Antônia (reconstruída por Herodes, o Grande, e assim chamada por causa de Marco Antonio), na beirada norte da plataforma do templo. Bíblia de Genebra.

Fez com a mão sinal. Gesto com o propósito de silenciar a multidão, subentendendo que Paulo desejava falar. CBASD, vol. 6, p. 436.

Em língua hebraica. Isto é, em aramaico, literalmente, “dialeto”. Paulo estava prestes a fazer uma breve defesa da qual dependiam sua liberdade de pregar o evangelho e até mesmo a própria vida. Sua calma se destaca em contraste com a turbulência da multidão abaixo. CBASD, vol. 6, p. 436.

A história prendeu a atenção da turba até que Paulo mencionou a comissão divina aos gentiosAndrews Study Bible. 

Compilação: Tatiana W / Jeferson Q



Atos 10 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
8 de fevereiro de 2015, 0:00
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10:1 – 11:18 A história de Cornélio é muito importante. … Ela não significa que as leis dietéticas [de dieta alimentar] tenham sido abolidas. … Pedro acredita que as leis de restrição alimentar do AT vieram de Deus; no entanto, a voz divina lhe diz: “Levanta-te e come” e “O que Deus purificou não consideres comum” (10:13-15). Esta tensão revela o verdadeiro significado: “Deus me demostrou que a nenhum homem considerasse comum ou imundo” (10:28). O que muda não é a dieta alimentar de Pedro, mas as pessoas com quem eles está disposto a se associar. Ele agora entende que “Deus não faz acepção de pessoas” e que Jesus Cristo é “Senhor de todos” (10:34-36). E este é precisamente o ponto a respeito do qual ele é mais tarde questionado: “Entraste na casa de incircuncisos e comeste com eles!” (11:3). Eles não questionaram o que ele comeu, mas com quem ele comeu. Pedro novamente resume o que ele aprendeu no eirado: “Então, o Espírito me disse que eu fosse com eles [os servos de Cornélio], sem hesitar” (11:12; ver notas em Mt 15:11; Mc 7:15-23; e 1Tm 4:1-5). O que esta história significa? Cornélio representa um ponto de virada crítico na missão dos cristãos. Enquanto Filipe tinha já pregado na Samaria (At 8:4-11) e batizado o oficial etíope (8:26-40), estas pessoas ainda estavam na órbita do judaísmo. Cornélio era claramente um gentio e ele foi ganho à fé pelo próprio Pedro. então, Cornélio representava a quebra definitiva, o caso teste ou precedente. O evangelho não seria restrito aos limites do judaísmo. E seria estendido aos gentios. Andrews Study Bible. 

1 Cesareia. Localizada 48 km ao norte de Jope, recebeu esse nome em homenagem a Augusto César. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Cornélio. A conversão de Cornélio marca uma nova etapa de expansão no crescimento da igreja. Ele era centurião romano, mas não completamente pagão. Era “piedoso”, “temente a Deus” e dava esmolas. Mesmo assim, aos olhos dos judeus, era um gentio, por não ser circuncidado. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 247.

Centurião. Oficial no exército romano que comandava 100 homens (cf Mt 8.11; Lc 7.2-10). Bíblia Shedd. 

Os centuriões eram cuidadosamente selecionados; todos os mencionados no AT parecem ter qualidades nobres (e.g., Lc 7.5). Os centuriões davam a estabilidade necessária a todo o sistema romano. Bíblia de Estudo NVI Vida.

2 Com toda a sua casa. Cornélio não se contentou em encontrar uma verdade mais elevada para si, mas procurou reparti-la com seus familiares, servos e outros que estavam sob sua influência. O soldado enviado para encontrar Pedro é qualificado como “piedoso”. CBASD, vol. 6, p. 248.

Muitas esmolas. Cornélio era generoso assim como o outro centurião, de quem os judeus disseram: “é amigo do nosso povo, e ele mesmo nos edificou a sinagoga” (Lc 7:5). CBASD, vol. 6, p. 248.

Orava. A combinação de esmolas e oração era comum tanto no judaísmo quanto no inicio do cristianismo. Sem dúvida, a visão pode ser considerada uma resposta às orações de Cornélio, logo, é natural pensar que ele estava buscando orientação e conhecimento mais detalhado dos caminhos de Deus. CBASD, vol. 6, p. 248.

3 Hora nona. Esta era a hora da oração vespertina no templo. Parece que Cornélio havia adotado os horários judaicos de oração e estava orando quando recebeu a visão. CBASD, vol. 6, p. 248.

anjo de Deus. Os Manuscritos do Mar Morto indicam que uma crença comum entre judeus fiéis era que anjos não se associavam com gentios; portanto, o fato de um anjo vir a Cornélio era significante. Andrews Study Bible. 

4 Subiram. A oração pode ser vista como o incenso que sobe ao trono de Deus ou como a fumaça dos holocaustos, que, em hebraico, era chamada de ‘olah, “aquilo que ascende”. Esta era uma expressão especialmente adequada para se referir à oração feita no momento do sacrifício da tarde. CBASD, vol. 6, p. 248.

7 Um soldado piedoso. A palavra “piedoso” significa que este homem, assim como seu superior, o centurião, era um adorador do Deus verdadeiro, mas não um prosélito circuncidado. CBASD, vol. 6, p. 249.

9 ao eiradoa fim de orar. É provável que Pedro orasse três vezes por dia (cf. 3.1; Dn 6.10); esta era a oração do meio-dia. As casas típicas tinham um teto plano, alcançado por uma escadaria externa. Bíblia de Genebra. 

10 Um êxtase. Lucas usa esta palavra de novo para se referir à visão de Paulo no templo (At 22:17). Representa um estado no qual a ação costumeira dos sentidos é suspensa, a fim de que a visão seja contemplada apenas mentalmente, como em um sonho. CBASD, vol. 6, p. 250.

A consciência de Pedro foi retirada das coisas externas, em preparação para a visão. Bíblia de Genebra. 

13 Mata e come. Pedro estava com fome e o impulso natural foi confirmado por uma voz do céu. Ele resistiu por uma questão de consciência. Pedro ainda não havia aprendido que a distinção entre judeus e gentios não se mantinha, em Cristo (Gl 3:28,29). Mesmo depois da visão, ele não conseguiu entender essa ideia com clareza. Isso ficou evidente mais tarde em sua dissimulação em Antioquia, quando Paulo o repreendeu abertamente (Gl 2:9-21). CBASD, vol. 6, p. 250.

14 De modo nenhum, Senhor! A enfática resistência de Pedro mesmo a uma voz do céu está em harmonia com seu caráter. Sua exclamação lembra a de Ezequiel, quando contemplou Israel comendo alimento imundo (Ez 4:14). A abstenção de carnes impuras era uma das marcas distintivas de um judeu, que devia ser cumprida com todo rigor. No entanto, a distinção entre animais limpos e imundos, que se tornou definitiva em Levítico 11, precede a nação judaica. A distinção foi feita por Deus e respeitada por Noé ao supervisionar a entrada de animais na arca (Gn 8:20). A alimentação original dos seres humanos consistia de frutas, cereais e nozes (Gn 1:29). Antes da introdução de alimentos cárneos à dieta, a diferença entre animais puros e imundos já ficara evidente. Portanto, não há base para a posição de que a restrição aos alimentos impuros foi removida quando o ritual das cerimônias judaicas se encerrou na cruz. Na visão de Pedro, essas restrições alimentares eram referências simbólicas da distinção feita pelos judeus entre eles e os gentios. O assunto em pauta era a anulação de tais diferenças étnicas. CBASD, vol. 6, p. 251.

Comum. O uso da palavra “comum” no sentido de “impuro”, segundo o ritual mosaico, se refletia na atitude dos judeus em relação aos gentios. Todos os não judeu eram considerados gente comum, excluída da aliança com Deus. CBASD, vol. 6, p. 251.

16 três vezes. A repetição reforça a lição. É interessante que o número de repetições da visão se encaixa com o número de mensageiros que vieram da parte de Cornélio. Andrews Study Bible. 

15 Ao que Deus purificou. Na visão animais puros e imundos estavam na mesma posição e eram trazidos do céu no mesmo lençol. Portanto, representavam uma mistura de coisas, nenhuma das quais deveria ser chamada de comum ou imunda. Ao interpretar esta visão, é preciso reconhecer que embora tenha ocorrido no contexto de fome física, ela não trata de comida, mas de pessoas. Pedro devia ver os gentios como “purificados” na era da graça. CBASD, vol. 6, p. 251.

17 Perplexo. Isto é, “sem saber o que pensar”. Desperto do êxtase, Pedro não sabia como entender o que vira e ouvira. Os representantes de Cornélio, chamando por ele no momento, deram a resposta. CBASD, vol. 6, p. 251.

19 Meditava Pedro. Ele refletia sobre as dificuldades que encontrara e perguntava a Deus o que Ele queria ensinar com a visão, enquanto meditava nessas coisas, a explicação chegou. CBASD, vol. 6, p. 252.

Disse-lhe o Espírito. Pedro não estava mais em êxtase. O Espírito divino então falou ao apóstolo. A instrução do Espírito subentendia que Pedro deveria relacionar a chegada dos mensageiros à visão que tivera. CBASD, vol. 6, p. 252.

19-20 O Espírito confirma o significado evidente da visão. Deus abolira em Cristo a distinção entre judeu e gentio (Gl 3.28). Bíblia Shedd. 

20 Duvidando. Assim como antes, Pedro ainda não sabia o que o Senhor estava fazendo. Tanto ele quanto os mensageiros de Cornélio estavam agindo em obediência às instruções do Espírito Santo, a visão não dera a Pedro nenhuma pista de que ele faria uma viagem. Então ficou sabendo disso e entendeu que “nada duvidando” significava, ao fim da jornada, não fazer distinção entre os judeus e as outras pessoas. Dessa maneira, a visão foi se tornando inteligível pouco a pouco até que sua perplexidade terminou. CBASD, vol. 6, p. 252.

23 Convidando-os. O convite para os gentios entrarem na casa foi o primeiro passo de Pedro em abandonar as reservas dos judeus em relação aos não judeus. CBASD, vol. 6, p. 253.

24 Cornélio estava esperando. Sua atitude preparada demonstra o quanto ele tinha certeza de que sua visão fora real e de que Deus estava prestes a responder suas orações. CBASD, vol. 6, p. 253.

Parentes e amigos íntimos. Com certeza, este grupo incluía os soldados sob o comando de Cornélio que sentiam simpatia por seus sentimentos religiosos, bem como amigos da comunidade. Ele tentou reunir o maior número de pessoas para terem também a nova luz que estava prestes a receber. CBASD, vol. 6, p. 253.

26. Pedro o levantou. A reação de Pedro demonstra que só Deus deve ser adorado. Um ser humano nunca deveria exigir ou receber esse tipo de  homenagem. CBASD, vol. 6, p. 253.

É possível que Cornélio apenas pretendesse homenagear Pedro como alguém superior – sendo mensageiro de Deus. Pedro, no entanto, não quis deixar margem a nenhum equívoco – não devia ser adorado como se fosse mais que um ser criado. Bíblia de Estudo NVI Vida.

27 Entrou. Contrário à lei e à prática judaicas. Pedro entrou na casa de um gentio obedecendo à revelação da visão no eirado. Bíblia Shedd. 

28 É proibido. O apóstolo declarou como fato conhecido que um judeu não podia se associar a um gentio. CBASD, vol. 6, p. 253.

A nenhum homem considerasse comum. O apóstolo demonstrou o que havia aprendido com a visão. Toda humanidade fora redimida por meio da encarnação, do sacrifício e da ascensão de Cristo. Nem mesmo o mais humilde pagão era considerado comum ou imundo. Deus estava disposto a aceitar todos os seres humanos e foi isso que Ele fez mediante Jesus. Somente o pecado faz separação entre as pessoas e Deus (Is 59:2). CBASD, vol. 6, p. 254.

33 Fizeste bem. A expressão não é de mera aprovação, mas de gratidão verdadeira. CBASD, vol. 6, p. 255.

Estamos todos aqui. As palavras sugerem que os amigos reunidos na casa de Cornélio sentiam a mesma avidez por conhecer a verdade e estavam prontos para obedecer ao que lhes fosse revelado como a vontade de Deus. CBASD, vol. 6, p. 255.

34 Acepção de pessoas. Deus não é como rei que dispensa favores a seus favoritos. A frase no grego é uma tradução do hebraico que se refere a um juiz parcial e interesseiro. Bíblia Shedd. 

Pedro vira no Mestre uma ausência de “acepção de pessoas”, pois Cristo não fazia distinção de posição social, conhecimento ou riqueza. Até Seus inimigos reconheceram isso (Mt 22:16). CBASD, vol. 6, p. 255.

35 Aceitável. Deus não tem mais um povo escolhido. Ele convida todas as pessoas a se arrependerem e aceita quem o faz com sinceridade. CBASD, vol. 6, p. 256.

Pedro não proclama salvação pelas obras, mas sim, a aceitabilidade dos homens de qualquer nacionalidade. Nem herança nem rito religioso (e.g., circuncisão) facilitam a aproximação de Deus que se revela aos que O procuram (17.27). Bíblia Shedd. 

36 A palavra. Isto é, a mensagem de boas-novas que trouxe paz à Terra por meio de um Salvador, que é Cristo, o Senhor. CBASD, vol. 6, p. 256.

evangelho da paz, por meio de Jesus Cristoo Senhor de todos. Cristo não é apenas o messias nacional de Israel, mas o Rei do mundo. Paz entre Deus e os homens (Is 52.17) e entre judeus e gentios (Ef 2.17). Bíblia Shedd. 

37 depois do batismo que João pregou. De modo semelhante ao esboço de Marcos [em seu evangelho], o sermão de Pedro começa com o batismo feito por João Batista e continua até a ressurreição de Jesus. Esse fato é relevante, uma vez que os pais da igreja primitiva consideravam Marcos o “intérprete de Pedro”. Bíblia de Estudo NVI Vida.

44 Caiu o Espírito Santo. A descida do Espírito Santo sobre o gentio Cornélio e sua família antes do batismo cumpriu diretamente, para os companheiros de Pedro, a promessa de Cristo de que o Espírito Santo “vos guiará a toda a verdade” (Jo 16:13). A despeito da visão que o apóstolo recebera, ele ainda estava despreparado para aceitar os gentios na igreja até o momento em que o Espírito Santo demonstrou que esses eram aceitáveis para Deus. CBASD, vol. 6, p. 258.

45 os fiéis que eram da circuncisãoadmiraram-se. Era difícil para os judeus rigorosos, que não tinham a visão de Pedro, entender que Deus não mostrava favoritismo em sua oferta. Bíblia de Genebra. 

48 Ordenou que fossem batizados. A construção da frase sugere que não foi Pedro quem batizou os conversos. Jesus (Jo 4:1, 2) e Paulo (ICo 1:14-16) evitavam batizar e parece que Pedro adotou uma conduta semelhante nesta situação. Paulo declarou que se abstinha de batizar para não criar divisões e atrapalhar a unidade cristã por meio da cisão entre partidos com o nome de quem batizou cada grupo. Este pode ter sido o motivo aqui (1Co 1:12). CBASD, vol. 6, p. 260.

Pedro mesmo não batizou para não suscitar grupinhos em torno dele (cf 1Co 1.15ss). Bíblia Shedd. 

Permanecesse. É provável que Pedro tenha consentido em ficar, demonstrando que estava preparado para agir segundo a visão recebida. Ele deve ter se misturado aos novos conversos, comendo e bebendo com eles. CBASD, vol. 6, p. 260.  

 

Compilação: Tatiana W / Jeferson Q




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