Reavivados por Sua Palavra


Apocalipse 2 by Jeferson Quimelli
29 de junho de 2015, 1:00
Filed under: adoração, alegria, vitória | Tags: ,

Comentário devocional:

Assim como a visão de João acerca de Cristo em Apocalipse 1 descreve Jesus com imagens  altamente simbólicas, cada carta às igrejas em Apocalipse 2 e 3 começa com alguns desses símbolos e, em seguida, passa a descrever também a Igreja de Cristo em termos simbólicos. Essa é uma das muitas pistas de que as sete igrejas da Ásia representam simbolicamente a Igreja ao longo da história. Outra dica é que essas não são cartas comuns. São muito importantes, pois vêm do próprio Jesus!

Na maioria das cartas (mas não em todas) Jesus encontra algo a elogiar naquela Igreja e é assim que Ele começa. Mas, como um médico fiel, Ele também diagnostica os males da Igreja em cada época e lhes dá uma receita que, se aceita, permitirá a cada membro da igreja não só recuperar a saúde espiritual, mas vencer o pecado e a morte.

O quadro geral apresentado em Apocalipse 2 é o de uma igreja sob ataque, de dentro e de fora. E o quadro piora antes de melhorar. A igreja de Éfeso, representando a era apostólica, é uma igreja fiel e ativa. Eles erradicam a apostasia e não se cansam de fazer o bem. A primeira igreja teve um sucesso evangelístico tão grande que Paulo pode dizer que o evangelho tinha sido “pregado a toda criatura debaixo do céu” (Col. 1:23). Mas, com o tempo, eles perderam o primeiro amor (Ap. 2:4). “Depois de algum tempo, porém, começou a minguar o zelo dos crentes, bem assim seu amor a Deus e de uns para com os outros” (White, Atos dos Apóstolos, 324).

Mesmo em nossa melhor fase, podemos estar tão preocupados com a obra do Senhor, que perdemos de vista o Senhor da obra. Esquecemo-nos de que o verdadeiro sucesso, na estimativa divina, só é possível quando olhamos para Jesus. Todos os dias precisamos de uma nova visão acerca de Cristo; precisamos ter o nosso amor por Ele renovado; precisamos da garantia de que começamos o dia em Sua força e com o senso de Sua presença. Então, nos lembraremos de que o nosso trabalho é na verdade o Seu trabalho e nossas vidas beneficiarão aqueles que nos rodeiam com a fragrância do Seu amor e graça.

Clinton Wahlen, PhD
Diretor Associado do Instituto de Pesquisa Bíblica
Estados Unidos

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/rev/2/
Traduzido por JAQ/JDS/IB
Texto bíblico: Apocalipse 2 
Comentário em áudio 



II Coríntios 13 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli

1 Duas ou três testemunhas. Este capítulo constitui a última mensagem escrita de Paulo aos coríntios. Um estado crítico de declínio espiritual ainda prevalecia em parte da igreja (2Co 12:20, 21), pelo qual as epístolas anteriores (ver com. de 2Co 2:3), uma possível segunda visita de Paulo (ver com. de 2Co 12:14) e a obra de Tito (2Co 2:13; 7:6, 13, 14; 12:18) parecem ter realizado pouco ou nada para reverter. Paulo adverte os membros a respeito desse grupo voluntarioso (2Co 13:1-4). Resta apenas uma alternativa: lidar com eles firme e severamente no poder e autoridade de Cristo. Na expectativa de seu procedimento pretendido ao discipliná-los, Paulo cita uma reconhecida lei judaica (Nm 35:30; Dt 17:6; 19:15), a qual Cristo referendou (Mt 18:16). Numa visita anterior, Paulo tinha tratado esse grupo rebelde com leniência e evitou tomar medidas decisivas contra ele. O grupo interpretou essa atitude como fraqueza, até mesmo como covardia da parte de Paulo. O apóstolo se referiu àquela visita como uma experiência humilhante (2Co 2:1, 4; 12:21). A minoria insubordinada constantemente pedia prova de sua autoridade apostólica (ver com. de 2Co 2:1; 12:14). CABSD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 1022.

Já o disse anteriormente. Isto é, nas epístolas anteriores (ver com. de 2Co 2:3; cf. 1Co 4:13-19). Na visita anterior, ele fez o mesmo verbalmente (ver com. de 2 C o 12:14). Eles foram advertidos por um considerável período de tempo. CABSD, vol. 6, p. 1022.

E a todos os mais. Paulo dirige esta advertência à igreja como um todo, para que ninguém diretamente envolvido fosse simpático aos acusados. CABSD, vol. 6, p. 1022.

Não os pouparei. Eles tiveram chance de se arrepender. Caso se mantivessem obstinados, seriam sujeitos à mais rígida disciplina da igreja. CABSD, vol. 6, p. 1022.

3 buscais prova de que, em mim, Cristo fala. Paulo tinha sido poderoso em verdade, em doutrina, em livrar pessoas do pecado, em levar-lhes regeneração espiritual e em realizar milagres (2Co 12:12), para que houvesse entre os próprios coríntios cartas vivas para Cristo (2Co 3:3). A evidência de seu apostolado era irrefutável a todos os que a examinassem francamente (ver com. de 2Co 12:11, 12). Tiveram evidência abundante de que Cristo falara por meio de Paulo. No entanto, mercenários não são impressionados por esse tipo de evidência (1Co 2:14-16). Na verdade, os inimigos de Paulo acusam Cristo, não Paulo. CABSD, vol. 6, p. 1023.

4 Crucificado em fraqueza. Paulo encontra consolo no pensamento de que ninguém deveria parecer mais fraco e indefeso que Cristo enquanto pendia na cruz em vergonha e agonia. Contudo, Cristo vive e é exaltado (Fp 2:6-9). Todos os que seguem a Cristo podem esperar partilhar não apenas Sua humilhação, mas também Sua força, que é “aperfeiçoada” na fraqueza (2Co 12:9; cf. Rm 6:3-6). CABSD, vol. 6, p. 1023.

Vive pelo poder de Deus. Os rebeldes coríntios teriam que lidar com o Cristo vivo “pelo poder de Deus”, não apenas com um Paulo “fraco”, como pensavam. CABSD, vol. 6, p. 1023.

Nós somos fracos. Paulo admite sua fraqueza, mas se gloria no poder de Cristo que opera nele e por meio dele (ver 2Co 11:30; 12:9, 10), a despeito de sua fraqueza. CABSD, vol. 6, p. 1023.

Pelo poder de Deus. Os coríntios testemunharam deste poder e o experimentaram. Não podiam negá-lo. CABSD, vol. 6, p. 1023.

5 Examinai-vos. Começando com o v. 5, Paulo desvia a atenção de si mesmo e desafia os coríntios a olhar para eles mesmos criticamente. Eles seriam cristãos genuínos? Cada seguidor de Cristo pode examinar a vida pessoal diariamente. Se fôssemos mais autocríticos, criticaríamos menos os outros. CABSD, vol. 6, p. 1023.

A vós mesmos. Muitos dos coríntios estavam mais prontos a julgar os outros do que a si mesmos (ver 1Co 11:31, 32; cf. Gl 6:4). Antes de serem competentes em julgar os outros, as pessoas devem se provar. Deveríamos estar dispostos a aplicar a nós mesmos o teste que aplicamos aos outros (ver com. de Mt 7:1-5). A trave deve ser removida de nossos olhos. As pessoas geralmente se inclinam a ter uma visão muito favorável de si mesmas, de seu caráter e importância. Restringem a avaliação pessoal, a fim de que não descubram que não são tudo o que imaginam. Poucos conseguem suportar verem-se como realmente são. … Em vez de se encararem como realmente são, focalizam as faltas alheias. Agindo assim, perdem de vista as faltas pessoais e se convencem de que são b em melhores do que os outros. CABSD, vol. 6, p. 1023.

Na fé. Não no sentido doutrinário, mas prático. Paulo se refere a uma profunda convicção com respeito ao relacionamento pessoal com Deus; confiança e fervor santo nascem da fé em Cristo como Senhor e Salvador. CABSD, vol. 6, p. 1023, 1024.

Jesus Cristo está em vós? Isto é, vivendo os princípios da vida perfeita de Cristo na vida pessoal (ver com. de Rm 8:3,4; Gl 2:20). CABSD, vol. 6, p. 1024.

Reprovados. Do gr. adokimoi, literalmente, “reprovar em teste”. Reprovar no teste era evidência de que Cristo não estava neles e que não eram cristãos genuínos. CABSD, vol. 6, p. 1024.

6 Mas espero reconheçais que não somos reprovados. Paulo sinceramente espera passar no teste do apostolado aos olhos dos coríntios. CABSD, vol. 6, p. 1024.

Embora sejamos tidos como reprovados. Mesmo que eles não vissem em Paulo a evidência de apostolado genuíno, ele esperava que evidenciassem ser cristãos genuínos. Paulo estava disposto a ser considerado um fracassado, se isso os ajudasse a ser bem-sucedidos. CABSD, vol. 6, p. 1024.

8 Nada podemos contra a verdade. Isto é, a verdade como em Cristo Jesus, a verdade da salvação como apresentada na Palavra de Deus (Jo 1:14, 17; 8:32; Gl 2:5, 14). A verdade eterna permanece inalterada independentemente do que as pessoas façam. Os inimigos da verdade sempre falharam. Se os coríntios fossem dedicados à verdade não teriam nada a temer, pois ela os tornaria invencíveis. Quando as pessoas se colocam ao lado da verdade, Deus aceita a responsabilidade pela segurança delas e por seu triunfo eterno. CABSD, vol. 6, p. 1024.

9 Porque nos regozijamos quando nós estamos fracos e vós fortes. Paulo ficaria feliz em parecer fraco na aplicação de poder disciplinador, se eles fossem fortes nas graças do Espírito (ver com. do v. 6) e refletissem o caráter de Cristo. CABSD, vol. 6, p. 1024.

Aperfeiçoamento. Ou, “solidez”, “completude”. Paulo anseia ver seus conversos alcançarem a maturidade cristã, com os dons, talentos, faculdades, tendências e apetites devidamente ajustados. Ele deseja que a igreja seja reunida em amor, cada membro do corpo funcionando adequadamente sob o controle da habitação do Espírito (ICo 12:12-31). CABSD, vol. 6, p. 1024. 

10 Que o Senhor me conferiu para edificação. O propósito da autoridade do evangelho é a edificação da igreja, o aperfeiçoamento dos santos (Jo 3:17; 20:21-23). Por mais necessário que seja o exercício desse poder em favor da disciplina, ele é inevitavelmente a segunda melhor opção. Não seria agradável a Paulo expulsar um membro da igreja, portanto, ele agiria com severidade apenas como último recurso. CABSD, vol. 6, p. 1025.

11 Consolai-vos. Os coríntios deveriam se encorajar e fortalecer mutuamente a fazer o bem. Nesse caso, não teriam tempo para se devorarem uns aos outros. CABSD, vol. 6, p. 1025.

Sede do mesmo parecer. A unidade cristã foi o objeto da última oração de Cristo por Seus discípulos (Jo 17:11, 21-23). A suprema necessidade da igreja de Corinto era a “unidade do Espírito no vínculo da paz” (ver E f 4:2-7). CABSD, vol. 6, p. 1025.

Vivei em paz. Ou, “vivei em harmonia”. A paz é um dos maiores legados que Cristo transmitiu a Sua igreja (Jo 14:27; 16:33; cf. Jo 20:21, 26; At 10:36). Sempre foi parte essencial do evangelho cristão e um teste de experiência cristã ( Rm 5:1; 10:15; 14:17, 19; 1Co 14:33; Ef 2:14). À altura de sua capacidade, o cristão deve viver em “paz com todos os homens” (Rm 12:18). Se a paz exterior não é possível devido a fatores além do controle do cristão, ele ainda pode desfrutar paz no coração. CABSD, vol. 6, p. 1025.

12 Com ósculo santo. Nos tempos da Antiguidade, e em várias partes do mundo hoje, esta é uma forma cordial de saudação. Era um beijo dado na bochecha, na testa, nas mãos ou mesmo nos pés, mas nunca nos lábios. Assim, homens saudavam homens e mulheres saudavam mulheres. O costume se originou nos tempos do AT (Gn 29:13). Expressava afeição (Gn 27:26, 27; 1Sm 20:41), reconciliação (Gn 45:15), despedida (Rt 1:9, 14; 1Rs 19:20) e homenagem (1Sm 10:1). … Entrou em uso geral pelos cristãos apostólicos como um símbolo de paz, boa vontade e reconciliação (Rm 16:16; 1Co 16:20; 1Ts 5:26). CABSD, vol. 6, p. 1025.

Os santos. Ver com. de At 9:13; Rm 1:7. Os cristãos são denominados assim no NT porque foram chamados a viver vida santa. Paulo faz referência especial aos cristãos da Macedônia, onde ele se encontrava no momento da escrita. CABSD, vol. 6, p. 1025.

13 A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós. Ver com. de Rm 3:24; 2Co 1:2. Este versículo é único porque, em todo o NT, ocorre apenas aqui em sua forma completa que seria conhecida como a bênção apostólica. Desde os tempos antigos, tornou-se parte da liturgia da igreja. A bênção também era pronunciada em batismos e no encerramento das reuniões cristãs. Junto com Mateus 28:19 este versículo fornece a síntese mais completa e explícita da doutrina da Trindade (ver Nota Adicional a João 1). A ordem dos nomes da Divindade apresentada neste versículo difere da ordem apresentada em Mateus. Geralmente, nas epístolas de Paulo, o nome do Pai precede o do Filho (Rm 1:7; 1Co 1:3; 2Co 1:2). Aqui, a ordem está invertida. A fórmula de despedida do AT, a bênção araônica, também era de natureza tripla (Nm 6:24-26). 0 teste da verdadeira experiência cristã é companheirismo e comunhão com Deus por meio do Espírito Santo. CABSD, vol. 6, p. 1025.

Com todos vós. Logo após enviar esta carta, Paulo fez outra visita a Corinto e passou três meses ali (At 20:1-3), tempo durante o qual escreveu as epístolas aos Romanos e aos Gálatas. Essa atitude sugere que os crentes coríntios aceitaram sua segunda epístola e agiram em harmonia com o conselho dado. Na epístola aos Romanos, Paulo indica que teve bondosa recepção em Corinto (Rm 16:23). Além disso, a coleta em Corinto para os pobres em Jerusalém foi bem-sucedida (Rm 15:26-28). Os registros da igreja apostólica não fornecem informação adicional a respeito da igreja de Corinto até o final do século, quando Clemente de Roma endereçou uma carta a eles. CABSD, vol. 6, p. 1025.



I Coríntios 11 by Jeferson Quimelli
25 de março de 2015, 1:00
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Comentário devocional:

Neste capítulo, Paulo aborda assuntos mais práticos com os membros da igreja de Corinto. Ao fazer isso, ele lhes lembra: “Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo” (v 1 NVI). O restante do capítulo é composto por duas grandes questões: coberturas de cabeça (vv 2-16) e como conduzir a Ceia do Senhor (vv 17-34). Ele as usa para exemplificar o culto impróprio e ao discutir essas questões ele lembra que todo o comportamento para ser adequado deve apontar para Jesus Cristo.

Primeiro, ele lembra os crentes de Corinto que devem observar as “tradições” ou “ensinamentos” passados para eles a respeito da diferença de gênero na adoração. A passagem nos lembra Deus é a “cabeça” de tudo (v 3). Em Corinto, a cobertura da cabeça era uma distinção de gênero. Naquele ambiente altamente sexual, uma mulher que não cobria a cabeça estava se identificando como prostituta. O modo como adoramos traz honra ou desonra a Deus. Por esta razão, Paulo argumenta que naquela época uma mulher casada devia manter a cabeça coberta (v 10). Este texto tem sido interpretado de muitos modos ao longo da história cristã. Pioneiros adventistas do sétimo dia questionavam a ideia de que as mulheres deviam ir à igreja com a cabeça coberta. Da mesma forma, os primeiros líderes, como Tiago White, opunham-se à ideia de que as mulheres não deviam falar em público (ver Spiritual Gifts, vol. 3, p 24).

Outra fonte de “divisão” em Corinto dizia respeito à administração da Ceia do Senhor. Este é provavelmente o mais antigo relato dessa prática no início da Igreja cristã (vv 23-26) e esses textos são usados por ministros hoje na celebração desta ordenança cristã. Somos lembrados de que estes emblemas são sagrados, pois representam o corpo quebrado e sangue derramado de Jesus Cristo na cruz. Como pastor, eu tenho testemunhado conflitos na igreja serem resolvidos quando ambas as partes, seguindo o conselho de examinar a si mesmo (v. 28), se reconciliam. Eu também vi pessoas se afastarem da igreja, impulsionadas pela amargura, e incapazes de lutar com o pecado em sua vida, tornando notório estar evitando intencionalmente a Ceia do Senhor. 

Um velho conselho ministerial para jovens ministros que eu encontrei foi que a saúde de uma congregação local pode ser determinada pela vontade dos membros da igreja em participar da Ceia do Senhor. Esta verdade continua válida ainda hoje, porque esta ordenança reafirma nossa crença na expiação sacrificial de Cristo e na  segunda vinda de Jesus Cristo (v 26). Não é de admirar Tiago White observou que a Ceia do Senhor deve ser chamado de “ordenança do Advento”.

Michael W. Campbell, Ph.D.
Professor Assistente, Estudos Históricos / Teológicos
Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados
Filipinas
Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/1co/11/
Traduzido por JAQ
Texto bíblico: I Coríntios 11 
Comentários em áudio 



Atos 20 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
18 de fevereiro de 2015, 0:00
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1 Despediu-se. A expressão grega significa “dizer palavras de despedida”. Com certeza, Paulo permaneceu em Éfeso até a igreja se acalmar mais uma vez. Ele passou cerca de três anos ali (provavelmente, de 54 a 57 d.C). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 410.

1,2 Nesta altura (55 d.C.) paulo redigiu a segunda carta aos coríntios e evangelizou a área até ao Ilírico [hoje, Albânia] (cf Rm 15.19). Bíblia Shedd.

3 três meses. Provável referência à estadia em Corinto, capital da Acaia. Seriam os meses de inverno, nos quais os navios não navegavam regularmente. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Neste período Paulo escreveu a carta aos Romanos. Bíblia Shedd.

Uma conspiração por parte dos judeus. Os judeus haviam tentado envolver Gálio em seus ataques a Paulo durante sua última visita a Corinto e, então, tentaram se vingar do apóstolo secretamente. Sem dúvida, a intenção era matá-lo. Quando Paulo ficou sabendo da conspiração, mudou os planos e partiu com seus companheiros para a Macedônia, a fim de frustrar os conspiradores. CBASD, vol. 6, p. 411.

Os companheiros de viagem de Paulo estão relacionados por nome. Podem ter sido representantes da igreja oficial, designados para viajar com Paulo a fim de entregar o dinheiro coletado para ajudar a igreja de Jerusalém.  Bíblia de Genebra.

Adormecendo profundamente. Literalmente, “vencido pelo sono”. Sem dúvida, o ar ficou pesado por causa do calor e da fumaça das lâmpadas a óleo, e o jovem não conseguiu mais resistir ao sono. CBASD, vol. 6, p. 413.

11 Subindo. A calma do apóstolo, bem como suas palavras, devem ter impressionado a congregação agitada. Paulo voltou para o cenáculo e deu continuidade à reunião. CBASD, vol. 6, p. 414.

12 Vivo. Não haveria motivo para usar esta palavra caso “levantado morto” não significasse morte real. Fica claro que o médico Lucas narra um milagre de restauração da vida. CBASD, vol. 6, p. 414.

13 Assôs. Situada na península, oposta a Trôade – numa distância de uns 32 km por terra. A distância pelo litoral, no entanto, era de uns 64 km. Assim, Paulo não levou mais tempo que o navio que navegou em redor da península. Bíblia de Estudo NVI Vida.

15 Mileto 48 km ao sul de Éfeso, sendo o porto destinatário do navio em que Paulo viajava. Para aportar em Éfeso, teria de embarcar em outro navio, e assim teria perdido tempo (cf. v. 16). Se tivesse chegado a Éfeso, teria o dever de visitar várias famílias, o que teria levado mais tempo. Bíblia de Estudo NVI Vida.

17 Mandou. Paulo não poderia deixar a região sem fazer contato com a igreja de Éfeso, na qual sofrera tanto e onde produzira tantos frutos para o Senhor. Por isso, convocou os líderes a fazer a jornada até Mileto para se encontrar com ele e conversar sobre os problemas da igreja. CBASD, vol. 6, p. 415.

18 Disse-lhes. A partir daqui se inicia o discurso mais terno dos lábios de Paulo do qual há registro. Não foi uma fala evangelística, mas, sim, de exortação, lembrando os ouvintes dos sacrifícios pessoais e da integridade de seu caráter, bem como desafiando-os a aceitar as responsabilidades de seu ofício e a desempenhá-lo com fidelidade. As advertências se aplicam a qualquer era e localidade da igreja, ecoando nas palavras de Efésios 5 e 6. CBASD, vol. 6, p. 415.

25 Não vereis mais o meu rosto. Paulo acreditava, por motivos não reveladas aqui, que aqueles presbíteros de Éfeso e, sem dúvida, as igrejas de Mileto e Éfeso nunca mais o veriam. Essa crença podia se dever aos perigos que ele sabia que o aguardaram. CBASD, vol. 6, p. 418.

A declaração de Paulo era mais baseada em seu próprio julgamento do que na revelação divina.  Bíblia de Genebra.

Contrário à sua profunda crença, Paulo voltou a visitar a Igreja de Éfeso após sua primeira prisão [cf 1Tm 1.3]. Bíblia Shedd.

26 Vos protesto. Fica claro que mesmo na igreja de Éfeso houve detratores do apóstolo que minavam sua integridade. Bíblia Shedd.

27 anunciar todo o desígnio de Deus. O cristianismo não tem segredos ou doutrinas ocultas como o gnosticismo. Bíblia Shedd.

28 para pastoreardes a Igreja de Deus, a qual Ele comprou com o Seu próprio sangue. A expressão é notável pelo modo como reconhece que o sangue de Cristo é o sangue de Deus.  Bíblia de Genebra.

29 Depois da minha partida. Paulo atuara como guardião das igrejas que ele reunira. O perigo que elas enfrentavam aumentaria em sua ausência. De maneira semelhante, Israel foi fiel durante os dias de Josué e dos anciãos que viveram mais do que ele (Jz 2:7), mas logo depois veio a apostasia. CBASD, vol. 6, p. 420.

34 Estas mãos serviram. Esta expressão aponta para o costume de Paulo de trabalhar para se sustentar e é introduzida como parte de sua defesa da acusação de cobiça. Ele trabalhou em seu ofício de fazer tendas com Aquila e Priscila, em Corinto. Trabalhara anteriormente em Éfeso e em Tessalônica. Este versículo dá evidências de que ele fizera o mesmo em Éfeso. Paulo trabalhava não só para se sustentar, mas também para prover para alguns que estavam com ele e necessitavam de sua ajuda. Talvez Timóteo, com suas frequentes enfermidades” (lTm 5:23), fosse um deles. O apóstolo não considerava degradante trabalhar para custear suas despesas enquanto pregava o evangelho, numa época em que a igreja ainda não havia aprendido a prover para seus ministros. CBASD, vol. 6, p. 422.

35 Mais bem-aventurado é dar que receber. O único ditado direto de Jesus preservado fora dos evangelhos do NT. Paulo (24) e Jesus (28) viveram a realidade deste ditado. Bíblia Shedd.

36 Ajoelhando-se. Postura normal de oração (SI 95:6; Dn 6:10), apropriada por consistir num marco de humildade diante da majestade divina a quem a oração se dirige, adotada sobretudo em momentos solenes. Paulo é retratado se ajoelhando também ao se despedir dos irmãos de TiroCBASD, vol. 6, p. 423.

37 Abraçando afetuosamente a Paulo. Forma oriental de abraço por ocasião de um encontro ou de uma despedida. Os amigos de Paulo o amavam. CBASD, vol. 6, p. 423.

38 Acompanharam-no. Literalmente, “o enviaram”. As mesmas palavras são traduzidas por “acompanhados”. Os presbíteros de Éfeso permaneceram o maior tempo possível com Paulo, indo até o navio no qual ele embarcariaCBASD, vol. 6, p. 423.



Atos 15 by Jeferson Quimelli
13 de fevereiro de 2015, 1:00
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Comentário devocional:

O início cuidadosamente registrado da organização da igreja cristã primitiva indica que a natureza humana não mudou muito desde então.

Atos 15:1 introduz um problema que levou a um conflito na igreja local em Antioquia, e requeria uma solução. Então, esta igreja enviou uma pequena delegação, incluindo Paulo e Barnabé, a Jerusalém para que o Conselho Geral resolvesse a questão. Muito bem acolhidos pelos anciãos e apóstolos, eles explicaram o assunto de sua missão que, ao ser debatido gerou muita discussão.

 Finalmente Pedro levantou-se e disse: “Por que vocês estão questionando a sinceridade desses novos crentes gentios? Vocês duvidam que Deus os aceitou? Deus promete a salvação ‘pela graça, por meio da fé’ [cf v.11; Ef 2:8] em Jesus” e esses novos crentes são aceitos por Deus, do mesmo modo que os judeus são aceitos” *.

O discurso de Pedro preparou o Conselho para ouvir Paulo e Barnabé. Quando estes acabaram de argumentar, Tiago, irmão de Jesus, que estava presidindo o Conselho, baseou a síntese do seu sermão na declaração de Pedro a respeito da aceitação de Deus dos novos crentes em Sua igreja. Tiago reconheceu que a conversão dos gentios havia sido profetizada (Amós 9:12) e era parte do plano de Deus. Ele falou com autoridade ao dizer: “Minha sentença é …” 

Em seguida, Tiago propôs que não se trouxessem dificuldades desnecessárias a esses novos crentes, mas que se lhes enviasse uma carta detalhando a decisão do Conselho, com a solução: abster-se de carnes oferecidas a ídolos, da prostituição e de comer animais estrangulados e seu sangue. Não se menciona aqui a guarda do Sábado, que fazia parte da Lei. 

Este não foi um decreto da parte de Tiago, como se fosse uma decisão de um homem só, mas foi confirmada pelos apóstolos, anciãos e pelo Conselho Geral. A passagem no versículo 22 poderia ser traduzida como: “foi ordenado” ou “foi votado” e, em seguida, “aceito por toda a igreja”. 

A carta “solução” foi escrita assegurando aos novos cristãos que eles e os líderes em Jerusalém eram todos irmãos em Cristo. Ela foi enviada por representantes escolhidos para os membros em Antioquia, e recebida com muita gratidão! 

Após muita oração e discussão que respeitara as convicções de todos os envolvidos, a crise foi evitada. Foram tomados aqui passos significativos na organização da igreja!

Do mesmo modo, no início de nossa igreja, Tiago White insistiu na necessidade da organização da mesma. Os delegados então se reuniram, o assunto foi levado a uma votação, um nome foi escolhido, um corpo de crentes foi estabelecido e a igreja teve início e cresceu. Nós a consideramos  a igreja de Deus.

Depois de ler o livro de Atos, você não sente também o desejo de se envolver mais em sua igreja local, no bairro onde você mora, na comunidade, cidade, ou em campos missionários distantes, para ajudar a terminar o trabalho de Mateus 24:14?

Alice Voorheis

Professora aposentada

Atua no Ministério da Herança Adventista

* Adaptação resumo da autora de Atos 15:7-11

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/15/
Traduzido por JAQ/GASQ
Texto bíblico: Atos 15
Comentário em áudio



Atos 13 by Jeferson Quimelli

Comentário Devocional:

O nascimento de Jesus, sua vida e ministério constituíram a realização do plano de Deus para a nossa salvação. A Escritura nos diz que: “Deus enviou o Seu Filho. . . para remir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a adoção de filhos “Gal. 4: 4,5). Após ter pago o preço da nossa salvação, quando estava se preparando para voltar para o céu, Jesus disse aos Seus discípulos que contassem ao mundo as boas novas da salvação por meio dEle (Mat. 28:18-20).

E os discípulos, cheios do Espírito Santo, obedeceram! Eles compartilharam a “Verdade Presente” do nascimento, ministério, crucificação e ressurreição de Jesus, junto com a promessa de que Ele viria outra vez para levar Seus remidos para o lar a fim de estarem para sempre com Ele  (Jo 3:16, Jo 14:1-3). 

Os versos 1-3 nos contam de um grupo de cristãos ministrando ao Senhor em Antioquia. Eles são orientados pelo Espírito Santo a separar Paulo e Barnabé para o trabalho de levar ao “mundo” a mensagem de Cristo, nosso Salvador! Os versículos 42-49 nos dizem que Paulo e Barnabé levaram a sério o trabalho de evangelização que lhes havia sido comissionado. Como resultado, milhares aceitaram a Jesus Cristo como seu Salvador e Senhor. 

A partir do século XIX, Deus despertou um reavivamento cristão para despertar o mundo para o iminente retorno de Jesus à Terra, incluindo nisso a impressão de milhões de Bíblias e o movimento mundial das missões em que evangelistas e missionários se espalharam pelo mundo exaltando o nome de Jesus. 

Muitos dons são necessários para o cumprimento da evangelização mundial. Nem todos aceitarão a Cristo, mas é necessário que todos conheçam a respeito do plano da salvação. 

Ore a Deus e peça-Lhe que Ele lhe ajude a descobrir de que maneira você pode cumprir o plano do Espírito Santo para ajudar a concluir a pregação do evangelho!

Alice Voorheis 
Professora aposentada

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/13/
Traduzido/adaptado por JAQ/JDS
Texto bíblico: Atos 13
Comentários em áudio



Atos 11 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
9 de fevereiro de 2015, 0:00
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1-18 A repetição em substância da narrativa da conversão de Cornélio revela a importância que a admissão dos gentios à plena comunhão da Igreja tinha para Lucas e a Igreja primitiva. Bíblia Shedd.

1 Na Judeia. Ou, “por toda a Judeia”. O contexto indica que, enquanto Pedro ficou em Cesareia, a notícia de seu contato com “Cornélio se espalhou bastante, provavelmente primeiro para Jope e Lida e depois para Jerusalém. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 262.

Os gentios. A nova situação deve ter sido um choque para a igreja de Jerusalém. Foi a primeira vez que gentios incircuncisos foram batizados e aceitos como povo de Deus. CBASD, vol. 6, p. 262.

2 Osda circuncisão. Os crentes judaicos que se opuseram à admissão de gentios incircuncisos na Igreja, logo se constituíram num partido da circuncisão ou judaizantes. Bíblia Shedd.

… cuja influência causava divisão aberta dentro das congregações. CBASD, vol. 6, p. 262.

Arguiram. Do gr. diakrinõ, “separar”, “duvidar”, “discriminar”, “opor-se” ou “contender”.  Neste caso, significa que eles se separaram de Pedro de maneira hostil, opondo-se a ele e discutindo. Os interlocutores insistiam que as diferenças entre judeus e gentios permaneciam, e os cristãos deviam aceitar a comunhão só dos prosélitos do judaísmo que obedeciam à lei cerimonial. O fato de Pedro ser abertamente contestado demonstra que ele não era considerado o cabeça da igreja, nem “chefe dos apóstolos”, muito menos infalível. CBASD, vol. 6, p. 262.

12 seis irmãos.Juntos com Pedro, seriam um total de sete testemunhas que, no conceito da época, garantiria a veracidade de um relatório (cf Ap 5.1). Bíblia Shedd.

16 batizados com o Espírito Santo.Os judeus interpretavam exclusivamente como promessa a Israel. No derramar o Espírito Santo sobre os gentios, Deus mesmo tinha incluído a todos os homens. Bíblia Shedd.

17 opor-me a Deus. Os crentes judeus viram-se obrigados a reconhecer que Deus salvaria os gentios da mesma forma que os judeus. Mediante a atuação divina, não por escolha humana, a porta estava sendo aberta aos gentios. Bíblia de Estudo NVI Vida.

18 arrependimento para a vida. Mudança de atitude que nos volta contra o pecado e em direção a Deus, resultando na vida eterna. Bíblia de Estudo NVI Vida.

19 os que foram dispersos. … se espalharam. Perseguição resulta em avanço. Bíblia Shedd.

Antioquia. No rio Orontes ao norte da Síria; era a terceira cidade do Império com cerca de 500.000 habitantes. Este velho baluarte do judaísmo se tornou centro do avanço da igreja gentia. Bíblia Shedd.

Ficava 24 km afastada do litoral, no canto nordeste do Mediterrâneo. Aqui se localizava a primeira igreja constituída na maior parte de gentios, sendo que dela partiram as três viagens missionárias de Paulo (13.1-4; 15.40; 18.23). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Fenícia. O moderno Líbano. Bíblia Shedd.

Chipre. Paulo e Barnabé evidentemente não foram os primeiros missionários em Chipre (13.4-12). Bíblia Shedd.

20 até Antioquia. É de notar que os fundadores das Igrejas de Roma e Antioquia eram leigos.Bíblia Shedd.

helenistas. Judeus de fala grega. Andrews Study Bible.

26 cristãos. A palavra “cristão” ocorre três vezes no Novo Testamento: aqui, em 26.28 e em 1Pe 4.16. Bíblia de Genebra.

Esse título, quer adotado pelos crentes, quer inventados por inimigos como termo de censura, é título bem achado para os que “pertencem a Cristo” (significado do termo). Bíblia de Estudo NVI Vida.

27 profetas. A primeira menção do dom de profecia em Atos. Os profetas pregam, exortam, explicam ou, como neste caso, predizem (v. 13.1; 15:32; 19.6; 21.9, 10; Rm 12.6; 1Co 12.10; 13.2, 8; 14.3, 6, 29-37; v tb notas em Jo 3.2;Zc 1.1; Ef 4.11). Bíblia de Estudo NVI Vida.

28 Ágabo. Posteriormente, prediz a prisão de Paulo (21.20). Em Atos, os profetas estão ocupados em prenunciar (v 27; 21.9, 10) tanto quanto em anunciar (15.32). Bíblia de Estudo NVI Vida.

grande fomenos dias de Cláudio. Reinou de 41-48 d.C. A fome veio entre 44-48, sendo 46 a data indicada. Bíblia Shedd.

Todo o mundo. Refere-se ao Império romano. Bíblia Shedd.



Atos 9 – Comentários selecionados by Jeferson Quimelli
7 de fevereiro de 2015, 0:00
Filed under: batismo, conversão, testemunho | Tags: , , , , , ,

1-31 Esta é a primeira das três narrativas da história de conversão e chamado de Saulo [Saul] de Tarso em Atos (ver também 22:1-21; 26:1-23). … Depois da narrativa da história de Jesus esta é, provavelmente, a mais importante narrativa em todo o NT. Através da intervenção de Deus, o grande perseguidor de cristãos se torna o grande campeão d Cristo. Andrews Study Bible.

A conversão de Paulo, narrada três vezes … é o mais importante acontecimento da história, desde o Pentecostes, até o dia de hoje.  Bíblia Shedd.

1 Respirando. Do gr. emftieõ, “inspirar” ou “respirar sobre”.  A prisão e a morte dos cristãos eram, em sentido figurado, o próprio ar que Saulo respirava. Os povos semitas costumavam associar a emoção da raiva à respiração. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 224.

Contra os discípulos. Os nomes das vítimas desta perseguição contínua não são mencionados, mas a confissão posterior de Paulo, “contra estes dava o meu voto, quando os matavam” (At 26:11), revela que Estêvão não foi o único a ser morto na época. CBASD, vol. 6, p. 224.

2 pediu [ao sumo sacerdote] cartas. Cartas de autorização do Sinédrio eram válidas entre os judeus por toda a extensão do império romano. Bíblia Shedd.

Damasco. É uma das cidades mais antigas do mundo. A tradição defende que nela ocorreu o assassinato de Abel. CBASD, vol. 6, p. 224.

Do Caminho. Isto é, “qualquer um que pertença ao caminho”.  A palavra “Caminho” foi um dos primeiros sinônimos de cristianismo.  CBASD, vol. 6, p. 226.

Termo originalmente de uso popular mas agora tornado técnico, usado para denominar o movimento cristão. Bíblia Shedd.

3-9 Próximo ao fim da viagem, Paulo é confrontado por Aquele cujos seguidores ele está perseguindo. A caminho de fazer prisioneiros cujos nomes ele não conhece, ele se torna o prisioneiro dAquele que sabe o seu nome e o chama por ele. Jesus Se identifica com Seus seguidores ao perguntar: Saulo, Saulo, por que me persegues? (v.4), mostrando que tinha conhecimento de suas prisões. Andrews Study Bible.

3 Brilhou. Em Atos 22:6 é dito que isto ocorreu ao meio-dia. Por mais brilhante que seja a claridade do sol oriental ao meio-dia, Paulo afirmou que a luz vinda do céu era “mais resplandecente que o sol”. Em meio a esse fulgor, ele viu o Cristo glorificado com tanta clareza que mais tarde se incluiu entre os que tiveram o privilégio de contemplar o Senhor após Sua ressurreição. CBASD, vol. 6, p. 227.

4 Saulo, Saulo. A repetição significa um trato íntimo e pessoal (cf Gn 22.11; 46.2; Êx 3.4; 1Sm 3.10; Lc 10.41; 22.31). Bíblia de Genebra

Por que Me persegues? Perseguir os discípulos de Jesus era perseguir Jesus (Mt 5.10-12; Jo 15.19-20). Bíblia de Genebra

Cristo fez ao perseguidor uma pergunta penetrante, desafiando os motivos de sua conduta e mostrando que Saulo não conhecia Aquele a quem perseguia implacavelmente. CBASD, vol. 6, p. 228.

5 Quem és Tu, Senhor? Saulo dificilmente estaria usando a palavra “Senhor” com seu significado pleno do NT. Era uma declaração natural de deslumbramento e respeito. CBASD, vol. 6, p. 228.

A quem tu persegues. O pronome “tu” é enfático no texto grego, assim como o pronome anterior, “Eu”. Isso coloca Cristo, em Seu amor, poder e em Sua glória, em contraste com Saulo, perseguidor, mas então prostrado e temeroso. CBASD, vol. 6, p. 228.

7 ouviam a voz. os que estavam com Paulo ouviam o som, mas não entendiam o que a voz dizia (22.9; cf Dn 10.7). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Não vendo, contudo, ninguém. Eles viram a luz celestial, mas não reconheceram a forma divina que Paulo viu envolta no resplendor. CBASD, vol. 6, p. 229.

11 rua chamada Direita. Esta é ainda uma rua principal de Damasco. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Forma um nítido contraste com as numerosas ruas tortas da cidade. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Tarso. Cidade natal de Paulo, onde conseguiu sua cultura grega. Era centro universitário, capital da Silícia [hoje sul da Turquia]. Bíblia Shedd.

está orando. Acontecimentos importantes em Lucas e Atos são acompanhados de oração. Bíblia Shedd.

13 De muitos tenho ouvido. Ananias recua diante da ordem implícita. Seu espírito obediente, mas humano, rejeita o pensamento de ministrar a alguém com uma reputação tão temível quanto Saulo. CBASD, vol. 6, p. 231.

Teus santos. Os crentes ligados ao justo (7.52), separados para Deus, e batizados pelo Espírito Santo, são santos (1 Pe 2.9). Bíblia Shedd.

15 Levar o Meu nome. Isto explica o propósito divino para a eleição de Paulo. Ele levaria o nome de Cristo, ou seja, demonstraria Seu caráter (At 3:16). CBASD, vol. 6, p. 232.

16 Eu lhe mostrarei. Isto sugere instruções especiais de Cristo a Paulo, talvez por meio de visões. A expectativa de sofrimento tende a deter algumas pessoas de dar início a um projeto. Para Saulo de Tarso, porém, tal possibilidade seria um desafio. Mesmo que não expiasse o passado, ela o capacitaria a produzir frutos dignos de seu arrependimento. Esta predição de sofrimento se cumpriu em diversas situações. CBASD, vol. 6, p. 232.

17-19 Nesta cena sagrada, vemos o Senhor ressuscitado reunindo Saulo e Ananias. Ananias inicia a história convencido de que Saulo é mau e termina impondo suas mãos de cura sobre a cabeça de Saulo. Saulo inicia a história como inimigo jurado do Caminho e acaba como seguidor deste Caminho.Estes são estudos de caso da graça transformadora de Deus, que ainda está ativa hoje! Andrews Study Bible.

17 Ananias foi. Ele aceitou as declarações divinas e prestou obediência imediata. CBASD, vol. 6, p. 232.

o próprio Jesus que te apareceu. Saulo não tinha tido um sonho ou uma visão, mas tinha visto o Senhor (cf Is 6.1, 5). Bíblia de Genebra

fiques cheio do Espírito Santo. Cf 2.38. Nada é dito a respeito de quaisquer dons sobrenaturais, mas a ênfase recai sobre a poderosa pregação a respeito de Jesus como o Filho de Deus (v. 20). Bíblia de Genebra

18 como que umas escamas. Lucas frequentemente chama atenção para as enfermidades físicas (13.11; 28.3-8). Bíblia de Genebra

Batizado. O relato mais completo em Atos 22:16 mostra que Ananias exortou Paulo a participar do rito. Fica claro que o batismo era considerado uma condição para a admissão na igreja. Nenhuma visão ou revelação de Senhor, nem a intensidade da convicção pessoal eximiram Saulo de ser batizado. CBASD, vol. 6, p. 233.

20 sinagogas. Saulo adotou o costume de pregar nas sinagogas em cada oportunidade que se apresentava (13.5; 14.1; 17.1, 2, 10; 18. 4, 19; 19.8). Bíblia de Estudo NVI Vida.

22 Saulo, porém, mais e mais. Ele crescia em experiência e eficácia. O Espírito Santo lhe concedia mais e mais poder com o passar do tempo. CBASD, vol. 6, p. 234.

Confundia. A instrução que Paulo recebera de Gamaliel o colocava em posição vantajosa. Ele podia usar seu conhecimento do judaísmo para embasar suas novas convicções. Seus métodos chamavam a atenção dos judeus que buscavam com sinceridade a Esperança de Israel. Infelizmente, porém, esse grupo não era a maioria dos ouvintes. O restante dos judeus se “confundia”. Eles ouviam as passagens das Escrituras aplicadas à vida de Jesus com a mente fechada. Continuavam a rejeitar o Salvador, mas ainda não tinham chegado a atacar Saulo. CBASD, vol. 6, p. 234.

23 muitos dias. Provavelmente o período de aproximadamente três anos que Paulo passou na Arábia (ver Gl 1:17-18), provavelmente fazendo seus primeiros trabalhos de evangelismo na Arábia dos Nabateus, que tinha Petra como capital. A fuga de Paulo de Damasco (v. 25) ocorre ao final deste período. Andrews Study Bible.

os judeus decidiram de comum acordo matá-lo. Quando Paulo voltou a Damasco, o governador que representava Aretas deu ordens para a sua prisão (2Co 11.32). Bíblia de Estudo NVI Vida.

25 Seus discípulos. Esta tradução, comprovada por evidências textuais, está de acordo com as implicações da expressão “muitos dias”, no v. 23. Em sua segunda visita a Damasco, Saulo permaneceu ali o suficiente para reunir um grupo de seguidores que o aceitaram como mestre e então se mostraram dispostos a arriscar a própria vida para garantir a segurança dele. CBASD, vol. 6, p. 236.

Ver 2Co 11:32-33, onde o próprio Paulo conta a história desta fuga. Andrews Study Bible.

26 Jerusalém. A fuga de Damasco para Jerusalém ocorreu após os três anos de residência na Arábia (Gl 1:17, 18).  Portanto, seria a primeira visita de Paulo à capital desde a partida para Damasco e é provável que ainda fosse conhecido pelos cristãos em Jerusalém somente como um inimigo. CBASD, vol. 6, p. 236.

o temiam. Consideravam que a estratégia de Paulo era fingir-se de crente para se infiltrar na Igreja. Bíblia Shedd.

27 Barnabé. Por que Barnabé aceitou Saulo enquanto os outros discípulos o temiam? A resposta é que ele era uma pessoa gentil e generosa (At 4:36, 37). CBASD, vol. 6, p. 236.

30 Ao conhecimento dos irmãos. Eles conheciam Saulo e a conspiração que fora feita contra ele. Tal conhecimento os despertou para ação imediata. Desceram com ele para o litoral, de onde poderia fugir. CBASD, vol. 6, p. 238.

Tarso. Onde Barnabé foi buscar Paulo uns dez anos mais tarde (11.25; Gl 2.1). teria viajado de barco; Cesareia era porto importante. Bíblia Shedd.

31 Igreja. Só aqui encontramos o singular para significar mais do que uma igreja local. Bíblia Shedd.

A igreja ideal: 1) Edifica-se por ensino e amor (Rm 15.1-14); 2) Vive na consciência da presença imediata de Deus (1Pe 1.15-17); 3) Vive impulsionada (gr paraklesis, “exortação”, “encorajamento”; …) pelo Espírito; 4) Cresce pela evangelização dos perdidos (8.4). Bíblia Shedd. 

9:32 – 12:24 Tendo apresentado Saulo de Tarso, Lucas aqui se volta para o importante papel que Pedro desempenha no início do cristianismo dos gentios, uma história contada em cinco segmentos: (1) a cura de Eneias e Dorcas, por Pedro (9:32-43); (2) a história de Cornélio (10:1-48); (3) O ministérios de Pedro por Cornélio homologado em Jerusalém (11:1-18); (4) Antioquia como um centro do cristianismo (11:19-30); e (5) Herodes Agripa I e a igreja (12:1-24). Andrews Study Bible.

32  Lida. 18 km a sudoeste de Jope; um importante porto da Judeia. Andrews Study Bible.

34 Jesus Cristo. Pedro toma o cuidado de não sugerir que ele possui poder pessoal para curar. Ele atribui a Cristo a habilidade de ajudar o sofredor . CBASD, vol. 6, p. 240.

35 Sarona [ou Sarom]. A planície fértil de Sarona segue o litoral mediterrâneo por uns 80 km, aproximadamente de Jope até Cesaréia. Bíblia de Estudo NVI Vida. 

Os quais se converteram. O milagre da restauração física de Eneias despertou fé no poder de Jesus Cristo para realizar curas espirituais. Desse modo, o círculo de cristãos aumentou ainda mais. Estava sendo preparado o caminho para a apresentação do evangelho aos gentios que viviam na região litorânea. CBASD, vol. 6, p. 242.

36-43 Curar um paralítico (vv 32-35) era um grande milagre, mas ressuscitar Tabita (Dorcas, em aramaico) era ainda mais espantoso e resultou em muitas conversões. Aparentemente, é nesta mesma estadia de Pedro em Jope que Pedro teve a visão dos animais em um grande lençol (10:5). Andrews Study Bible.

36 Jope. Um antigo porto de mar (atualmente Jafa, ao sul de Tel Aviv), cerca de 60 km a noroeste de Jerusalém, o porto do qual Jonas zarpou (Jn 1.3). Bíblia de Genebra

Boas obras. Alguns consideram Dorcas a diaconisa da igreja de Jope. Caso seja verdade, isso pode refletir a influência de Filipe. Ele era um dos sete (At 6:3, 5) e é possível que tenha instituído o modelo organizacional da igreja de Jerusalém nos grupos que fundou. Por isso, Dorcas demonstraria cuidado especial pelas viúvas da igreja. CBASD, vol. 6, p. 242.

37 quarto do andar superior [NVI; ARA: Cenáculo]. Se houvesse atraso no sepultamento, o costume era colocar o corpo num quarto do andar superior. Em Jerusalém, o corpo devia ser sepultado no mesmo dia que a pessoa morresse, mas fora de Jerusalém, permitia-se um período de até três dias para o sepultamento. Bíblia de Estudo NVI Vida.

39 mostrando-lhe. Do grego dá pra entender que elas se vestiam de trajes feitos por Dorcas. Bíblia Shedd.

40 Orou. Pedro se ajoelhou e fez uma oração fervorosa, reconhecendo que somente o poder de Deus seria capaz de realizar o milagre. Mais uma vez, a oração demonstra ser o canal usado pela igreja apostólica para obter poder. CBASD, vol. 6, p. 243.

Levanta-te. A brevidade desta ordem demonstra sua firme crença de que a oração seria respondida positivamente. CBASD, vol. 6, p. 243.

42 Muitos creram. A notícia do milagre espalhou com rapidez. Toda a região de Jope passou por um despertamento espiritual, e a mensagem do evangelho recebeu poderoso ímpeto. CBASD, vol. 6, p. 244.

43 um curtidor chamado Simão. Os judeus acreditavam que a curtição de peles era uma profissão imunda, pois envolvia contato com animais mortos (Lv 5.2). Pedro estava disposto a hospedar-se com um curtidor porque a mensagem do evangelho estava começando a romper barreira entre as pessoas. Bíblia de Genebra

A disposição de Pedro de hospedar-se com ele, já demonstra uma disposição de rejeitar o preconceito judaico e prepara o caminho para sua visão iminente e para a missão junto aos gentios. Bíblia de Estudo NVI Vida.

 

Compilação: Tatiana W / Jeferson Q



Os Sete Diáconos by Jeferson Quimelli
4 de fevereiro de 2015, 9:00
Filed under: serviço, Trabalho de Deus, unidade | Tags: ,
O coração daqueles que se converteram mediante o trabalho dos apóstolos, abrandou-se e uniu-se pelo amor cristão. A despeito de preconceitos anteriores, todos estavam em harmonia uns com os outros. Satanás sabia que, enquanto essa união continuasse a existir, ele seria impotente para deter o
progresso da verdade do evangelho; e procurou tirar vantagem de anteriores hábitos de pensar, na esperança de que, por esse meio, pudesse introduzir na igreja elementos de desunião.Os discípulos de Jesus tinham chegado a uma crise em sua experiência. Sob a sábia direção dos apóstolos, que trabalhavam unidos no poder do Espírito Santo, a obra indicada aos mensageiros do evangelho havia-se desenvolvido rapidamente.

Havia necessidade de uma redistribuição das responsabilidades que tão fielmente tinham sido levadas por uns poucos nos primeiros dias da igreja. Os apóstolos precisavam dar, então, um importante passo para a organização do evangelho na igreja, pondo sobre outros alguns dos encargos até então levados somente por eles.

A designação dos sete para tomarem a direção de ramos especiais da obra mostrou-se uma grande bênção para a igreja. Esses oficiais tomaram em cuidadosa consideração as necessidades individuais, bem como os interesses financeiros gerais da igreja; e, pela sua gestão acautelada e seu piedoso exemplo, foram, para seus colegas, um auxílio importante em conjugar os vários interesses da igreja em um todo unido.

“Tal proposta agradou a todos. Então escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, além de Filipe, Prócoro, Nicanor, Timom, Pármenas e Nicolau, um convertido ao judaísmo, proveniente de Antioquia.” Atos 6:5.

Que este passo estava no desígnio de Deus é-nos revelado nos imediatos resultados para o bem, que se viram. “Crescia a Palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé”. Atos 6:7. Esse crescimento notável era tanto o resultado de maior liberdade assegurada aos apóstolos como do zelo e poder mostrados pelos sete diáconos. O fato de terem sido esses irmãos ordenados para a obra especial de olhar pelas necessidades dos pobres, não os excluía do dever de ensinar a fé. Ao contrário, foram amplamente qualificados para instruir a outros na verdade; e se empenharam na obra com grande fervor e sucesso. Atos dos Apóstolos, Ellen G White, Cap 9.

Compilação: Tatiana W



Atos 6 by Jeferson Quimelli

Comentário devocional:

A igreja em Jerusalém continuava crescendo. Surpreendentemente os apóstolos haviam passado pela prisão e visto as portas da prisão milagrosamente abertas (Atos 5). E continuaram a ensinar e pregar com ousadia. Mas agora um atrito começou a surgir entre os gregos e hebreus, quando os gregos viram que suas viúvas estavam sendo negligenciadas. O que os apóstolos fazem, então? Sabiamente, eles reconhecem que não podiam fazer tudo e então eles começam o processo de delegação. Eles selecionam sete diáconos para cuidar das necessidades físicas da igreja. Mas estes diáconos não podem ser qualquer tipo de homens. Eles precisam ser homens sinceros, cheios do Espírito Santo e de sabedoria. Aqui é onde nos encontramos Estêvão pela primeira vez.

Estêvão é um homem de fé e cheio do Espírito Santo. Como resultado, muitos milagres acompanham sua vida e ministério. Na verdade, quando ele fala, a Bíblia nos diz que seus adversários não podem resistir à sabedoria e ao espírito que acompanham suas palavras. E, como resultado, ele também foi logo levado perante o Sinédrio. No entanto, apesar de suas táticas do mal e palavras caluniosas de falsas testemunhas, Estêvão se mantém firme. “Olhando para ele, todos os que estavam sentados no Sinédrio viram que o seu rosto parecia o rosto de um anjo.” (v. 15 NVI). Que testemunho!

No livro Educação lemos: “A maior necessidade do mundo é a de homens – homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus”(p. 57). Estêvão era um homem assim.

Deus está nos chamando, homens e mulheres, para o mesmo alto padrão de vida. Enquanto o mundo pode estar se desmoronando em torno de nós, que o Senhor nos ajude a sermos fiéis e firmes por Ele.

Ele está chegando! Que possamos estar prontos!

Melody (Melodious Eco) Mason
Líder do Ministério de Oração ARME

 

Texto original: http://revivedbyhisword.org/en/bible/act/6/
Traduzido por JAQ/JDS
Texto bíblico: Atos 6 
Comentário em áudio 




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