Reavivados por Sua Palavra


ESTER 5 – COMENTÁRIO PR. ADOLFO SUÁREZ by Maria Eduarda
17 de dezembro de 2019, 0:55
Filed under: Sem categoria



ESTER 5 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
17 de dezembro de 2019, 0:30
Filed under: Sem categoria

“Quando o rei viu a rainha Ester parada no pátio, alcançou ela favor perante ele; estendeu o rei para Ester o cetro de ouro que tinha na mão; Ester se chegou e tocou a ponta do cetro” (v.2).

Terminado o período de jejum e oração estabelecido por Ester, chegado era o momento de exercer a fé prática. Trocando o pano de saco por “seus trajes reais” (v.1), a rainha deu os primeiros passos na direção do propósito que, por três dias, havia clamado. Não ousando dar mais um passo sequer que pudesse aparentar uma afronta ou uma atitude desrespeitosa para com o monarca, a postura humilde de Ester aliada à sua apresentação impecável comoveu o coração do rei à distância. Movida pelo Espírito Santo, Ester agiu com prudência e sabedoria, alcançando o favor do rei.

Ao ver o cetro de ouro estendido em sua direção, Ester compreendeu a razão de sua coroa. Tocar naquele cetro foi como tocar no milagre. E diante de um rei disposto a lhe atender qualquer que fosse o seu pedido, percebeu que independente do favor de um simples mortal, ela havia sido favorecida por Deus. Analisando o comportamento de Assuero e de Hamã no primeiro banquete, foi orientada divinamente a realizar um segundo encontro. Foi nesse intervalo que o inconformismo de Hamã com relação a Mordecai acabou na construção de uma forca que seria instrumento de sua própria morte.

Por sete vezes Assuero manifestou o seu desejo em atender à petição de Ester. Amados, se um rei pagão estava disposto a atender à petição de Ester, quanto mais o nosso Pai celestial está disposto a atender às nossas orações. Ester pôde ver o resultado da oração e o poder que do Céu é concedido quando o povo de Deus se une neste mesmo propósito. Ela pôs em risco a sua vida a fim de salvar o seu povo. Naquele pátio, a sua vida foi poupada. Mas houve o dia em que, no fatídico pátio, a vida de Jesus não foi poupada. Não houve uma forca, mas uma cruz que, na verdade, não era dEle.

Naquele dia, as pessoas estavam diante dAquele que do Céu estende o Seu favor a todos quantos O buscam de todo o coração. Mas Ele, voluntariamente, Se fez servo e tomou sobre Si o castigo que era nosso: “o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados” (Is.53:5). É certo que, pelos méritos de Cristo Jesus, todo aquele que considera mais a vida dos outros do que a própria, não ficará sem recompensa. E todo aquele que maquina o mal para ferir seus semelhantes, a menos que se arrependa, acabará ferido, como está escrito: “o cruel, a si mesmo se fere” (Pv.11:17).

A bendita esperança revelada para um futuro próximo deve estar tão acesa em nossos corações que, como Ester, nossa fé não seja abalada pela tentadora oferta: “Até metade do reino se te dará” (v.3). Uma oferta semelhante foi feita por Satanás a Cristo, e esta mesma oferta tem tirado muitos do Reino dos Céus: “Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (Mt.4:9).

Como Ester e seguindo o exemplo do nosso Salvador, busquemos a força do alto através de uma vida de comunhão, relacionamento e missão. E quando o Rei dos reis surgir nas nuvens do céu, que Ele nos encontre no pátio deste mundo adornados com as vestes de justiça de Cristo, em humilde entrega, então, ouviremos a sentença de Seu favor eterno: “Vinde, benditos de Meu Pai!” (Mt.25:34). Vigiemos e oremos!

Bom dia, benditos de Deus!

Desafio da semana: Existe algo que você julga humanamente impossível de ser resolvido? Entregue ao Senhor em oração. Amanhã é o nosso dia especial de jejum e oração. Que estejamos unidos neste propósito e seremos testemunhas oculares dos milagres do Senhor.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ester5 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ESTER 5 – COMENTÁRIO PR. RONALDO DE OLIVEIRA by Maria Eduarda
17 de dezembro de 2019, 0:10
Filed under: Sem categoria



ESTER 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
17 de dezembro de 2019, 0:05
Filed under: Sem categoria

864 palavras

1 terceiro dia. O terceiro dia é geralmente um momento decisivo das histórias bíblicas (Gên 22:4; 31:22; 34:25; Êx 19:11; Jz 20:30; Mt 16:21; Mc 9:31; Lc 9:22, etc.) (Andrews Study Bible).

2 tocou a ponta. Estender o cetro indicava favor real e aceitação; tocar o cetro significava o reconhecimento do favor assim exibido. Ao entrar no pátio interior, Ester já havia violado a lei (Et 4:11; cf. Et 6:4). Assuero deve ter reconhecido que só uma emergência teria levado Ester a se aproximar do trono sem ser convocada (CBASD, vol. 3, p. 530).

3 até metade do reino. Fórmula usual para uma promessa sem limites (Mc 6.23). O rei era facilmente induzido, pelas paixões, a fazer extravagâncias, tanto para o bem como para o mal (Bíblia Shedd).

4 Sabedora do caráter volúvel do rei, Ester quis se assegurar de estar em situação favorável, antes de tocar naquele delicadíssimo assunto. Era este o rei que mandou algemar o oceano que sacudira seus navios! (Bíblia Shedd).

6 qual é a tua petição? Assuero entendeu, é claro, que não foi pelo simples prazer de agradar a ele e a seu primeiro-ministro num banquete que Ester se arriscou a vida se aproximando do trono sem ser convocada (CBASD, vol. 3, p. 530).

O rei renovou sua gentil sugestão e sua promessa generosa de que até metade de seu reino seria dado a Ester, uma expressão proverbial que garantia à rainha que nada lhe seria negado, dentro da razoabilidade. Aquilo que é apressadamente pedido é também apressadamente negado; o que é pedido com calma merece consideração. A providência de Deus colocou no coração de Ester que ela deveria adiar a sua petição por mais um dia. Ela não sabia por que, mas Deus sabia: o que aconteceria naquela noite de espera favoreceria a sua intenção e abriria caminho para seu êxito, pois Hamã alcançaria o ápice da maldade contra Mardoqueu e começaria a cair diante dele. Bíblia de Estudo Mathew Henry.

As táticas de adiamento usadas por Ester não somente demonstram a sua sabedoria e senso de controle, mas também aumentam o suspense da história. Bíblia de Genebra.

8 Por que Ester não falou naquela mesma hora? Será que ela perdera a coragem? Possivelmente este segundo banquete fazia parte do seu plano. Ela precisava preparar bem o coração do rei porque o seu pedido seria ambicioso. Ela iria pedir ao rei para reverter um decreto irreversível, desistir de uma soma enorme de dinheiro, reconhecer que seu braço direito era um assassino manipulador, e ao mesmo tempo admitir que ela o havia enganado sobre sua origem durante os últimos 5 anos. Uma boa noite de sono e um pouco mais de tempo eram sua única esperança de suavizar o que ela tinha a certeza que seria um duro golpe. (Jean Boonstra, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2013/06/21/)

Você já convidou o próprio Rei para sua mesa de banquete? (Comentário Bíblico Devocional VT, FBMeyer).

9 não se levantara, nem se movera. Ou, “não se levantara nem tremia” (AA). (CBASD, vol. 3, p. 530).

Hamã enfurece-se tanto com o fato de uma única pessoa não lhe prestar homenagem, que as demais, que lhe tratam com reverência e honra, não lhe servem como consolo algum (cf 13) (Bíblia Shedd).

Hamã está inflado pela honra pela de ter sido convidado ao banquete de Ester. Ele teria, com prazer, sacado a sua espada e perseguido Mardoqueu por tê-lo afrontado; mas ele esperava vê-lo cair junto a todos os judeus e, assim, com dificuldade, absteve-se de apunhalá-lo. A pequena afronta que ele recebeu do judeu era como a mosca morta na vasilha de precioso unguento. Bíblia de Estudo Mathew Henry.

O ódio e a amargura são como ervas daninhas com raízes profundas que crescem no coração e corrompem toda a vida. Hamã estava tão consumido pelo ódio contra Mordecai que não podia nem mesmo desfrutar a honra de ter sido convidado para o banquete de Ester. Hebreus 12:13 nos adverte que não “haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados.” Não permita que o ódio e sua consequente amargura se estabeleçam em seu coração. Como Hamã você terá este fogo virando-se contra você (ver 6:13; 7:9,10). Se a simples menção do nome de alguém provoca a sua ira, admita que a sua amargura é pecaminosa. Ignorar a amargura, escondê-la de outros ou fazer mudanças de aparência não são suficientes. Se a amargura não é totalmente eliminada, ela voltará a crescer, tornando as coisas ainda piores (Life Application Study Bible).

11 muitos filhos. Hamã tinha dez filhos (9.7-10). Heródoto (1.136) relata que os persas davam mais valor a ter muitos filhos que a qualquer outra coisa, a não ser o heroísmo na batalha; o rei persa mandava presentes ao súdito que tivesse o maior número de filhos (cf. Sl 127.3-5) (Bíblia de Estudo NVI Vida).

13 tudo isso não me satisfaz. A alegria que este mundo dá está à mercê de circunstâncias desfavoráveis, “aquele, porém, que beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede, para sempre” (Comentário Bíblico Devocional VT, FBMeyer).

14 lhe sugeriram: ”Mande fazer uma forca de mais de 22 metros de altura…” (NVI). Eles queriam que todas as pessoas da cidade vissem a morte de Mordecai e fossem lembradas das consequências de desobedecer a Hamã. Ironicamente, este mesmo cadafalso permitiu que todos vissem a morte de Hamã (Life Application Study Bible).



ESTER 4 by Jeferson Quimelli
16 de dezembro de 2019, 1:00
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/RA/et/4

As notícias chocantes do terrível decreto de Hamã se espalham rapidamente por todo o reino e por todas as casas judaicas … exceto para Ester. A comunidade judaica responde como sempre, diante de tanta violência, ódio e antagonismo – eles jejuam, rezam e expressam sua dor abertamente, com pano de saco e cinzas.

Ester fica profundamente perturbada quando descobre o motivo do pesar de Mordecai. Inicialmente, ela hesita em interceder. Como uma jovem em um imenso palácio, ela ainda se sente vulnerável, principalmente pela ameaça de morte que paira sobre aqueles que ousam se aproximar do rei sem ser convidado.

Mordecai percebe que todos esses anos passados do desenvolvimento do caráter de Ester, aumentando sua coragem e alimentando sua fé em Deus, visavam este exato momento da história. Ela é a pessoa principal que pode interceder e iniciar um processo para proteger seu povo. Ele sente a hesitação dela: “A propósito, você sabe que se não nos defender, Deus enviará outra pessoa e o nome da sua família se dissolverá no esquecimento.”

Deus chama cada um de nós para nossos próprios momentos de Ester. Como suas experiências de vida, suas tragédias e sofrimentos podem nutrir sua fé e coragem e prepará-lo para se posicionar por Deus?

Karen Holford
Family Ministries Director
Trans-European Division of Seventh-day Adventists

Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=676
Equipe de tradução: Pr. Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli



ESTER 4 – COMENTÁRIO PR. ADOLFO SUÁREZ by Maria Eduarda
16 de dezembro de 2019, 0:55
Filed under: Sem categoria



ESTER 4 – COMENTARIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
16 de dezembro de 2019, 0:45
Filed under: Sem categoria

ESTER 4 – A negligência do povo em atender orientações de Deus o coloca em perigo. Aprofunde e amplie tua visão bíblica:

“Mais de cinquenta anos antes deste episódio de Ester, o imperador Ciro fizera proclamação que permitia e exortava todos os judeus a voltarem para a Judeia, conforme registrado no livro de Esdras (1.2-4). Esdras teve o cuidado de dizer que este decreto de Ciro se deu em cumprimento à profecia de Jeremias, feita antes mesmo do início do cativeiro dos judeus. Os setenta anos de cativeiro haviam sido pré-estabelecidos (Jr 29.10 etc.; veja também 25.11, 12). Além disso, o profeta Isaías realmente havia falado de Ciro pelo seu nome, vendo-o como futuro restaurador de Jerusalém, antes mesmo que Ele tivesse nascido (Is 44.28 etc.)”, analisa J. Sindlow Baxter.

Devido ao pecado, o povo de Deus foi ao cativeiro. Apenas um remanescente retornou. A maioria preferiu ficar na Pérsia. Os judeus acomodados “na verdade, em seu egoísmo, não queriam trocar a abundância da Pérsia pela pobreza da Judéia desolada, embora aquele fosse o lugar da bênção da aliança. Eles criam no Senhor e o reconheciam como o Deus único e verdadeiro, mas seus corações estavam voltados para as coisas deste mundo. Sem dúvida, tais judeus são tipos dos homens mundanos em meio ao povo do Senhor hoje” – diz Baxter.

• As consequências de negligenciar as orientações de Deus causam dores indescritíveis, tristezas irreparáveis e angústia imensurável (vs. 1-8).
• Privilégios políticos não são positivos quando a vontade de Deus é ignorada. Ester lamenta o decreto de Hamã e precisa elaborar uma sábia estratégia para salvar-se e também salvar seu povo: A verdade seria descoberta! (vs. 9-11). Além disso, “o fato de Ester não ter sido chamada aos aposentos do rei nestes trinta dias é apenas mais indicação de como a vida era anormal no palácio de Susã” (Joyce G. Baldwin).
• Contudo, o secular povo de Deus crê na divina providência em ação no curso da história (vs. 12-17).

Atenção: Deus sempre está no controle, mesmo quando tudo sai do nosso controle! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



ESTER 4 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
16 de dezembro de 2019, 0:30
Filed under: Sem categoria

“… jejuai por mim, e não comais, nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também jejuaremos” (v.16).

As leis dos medos e dos persas eram leis extremamente severas e de cunho irrevogável. O que o rei selasse como lei, nem ele mesmo poderia futuramente revogar. Os judeus estavam, portanto, sem saída. Aparentemente não havia solução para aquele decreto de morte. Sob o ponto de vista humano, eles estavam vivendo os seus últimos dias de vida. Notem que o verso três diz que houve entre os judeus “grande luto”. Ou seja, eles choravam a própria morte numa espécie de velório antecipado.

Mas havia alguém que da mesma forma vestiu-se de “pano de saco e de cinza”, mas que no lugar de lamentar o luto, “clamou com grande e amargo clamor” (v.1), e dirigiu-se à porta do rei para declarar o ocorrido a Ester. A atitude inicial da rainha foi de misericórdia para com seu primo, enviando-lhe roupas. Ao saber do motivo pelo qual ele estava naquela situação, temeu pela própria vida. Contudo, ao perceber a seriedade do último recado de Mardoqueu tomou uma decisão firme e corajosa. A convocação para o jejum tirou o foco do povo do luto, para a esperança na misericórdia e providência divina.

Será que também não estamos perdendo o foco das coisas eternas, centralizando nossos pensamentos e emoções nas coisas deste mundo? A nossa tendência é a de esmorecer diante das dificuldades, principalmente daquelas que julgamos impossíveis de serem resolvidas. Meus amados, nós somos limitados. Limitados pelo pecado. É ele que faz separação entre nós e Deus (Is.59:2). É por isso que a nossa única libertação está em Cristo Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim” (Jo.14:6). “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo.8:32).

Enquanto não aprendermos a lição de Cristo não iremos compreender o que realmente significa ser livre pela verdade: “Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mt.18:3). Assim como a criança é dependente e necessita ser cuidada, nós precisamos depender do Senhor e permitir que Ele cuide de nós. Aquele decreto do rei Assuero não era nada diante do poder do Rei dos reis, mas o povo precisava aprender a nEle confiar. O poder não estava nos três dias de oração e de jejum promovidos por Ester, mas em Quem eles dirigiam os seus clamores. A oração sincera rompe as barreiras do pecado e nos eleva ao trono de Deus. Em nome de Jesus recebemos o privilégio de adentrar ao Santo dos santos e depositar aos Seus pés todas as nossas preces.

Faço minhas as palavras de Roger Morneau: “Amigos, desconfiança de Deus e incredulidade muitas vezes bloqueiam as bênçãos divinas” (Respostas Incríveis à Oração, p.30). A palavra chave é CONFIANÇA. No lugar de lamentar, precisamos orar. Foi para uma conjuntura como esta que o Senhor nos chamou neste tempo. Confiemos de que até as aparentes derrotas, Deus tem o poder de transformar em grandes vitórias. Vigiemos e oremos!

Bom dia, confiantes no poder divino!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Ester4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ESTER 4 – COMENTÁRIO PR. RONALDO DE OLIVEIRA by Maria Eduarda
16 de dezembro de 2019, 0:10
Filed under: Sem categoria



ESTER 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
16 de dezembro de 2019, 0:05
Filed under: Sem categoria

1054 palavras

1 Soube. “Saber” é uma palavra-chave em Et 4 (v. 1, 5, 11, 14). É necessário ligar aquilo que se sabe à ação, fazer uma aplicação prática (Bíblia de Estudo Andrews).

rasgou as suas vestes […] saco e cinza. O rasgar das vestimentas era um sinal de profunda tristeza , angústia, horror ou ressentimento. […] O significado do ato de Mordecai foi, possivelmente, bem compreendido por judeus e persas. […] O uso de pano de saco e cinza era outro símbolo de tristeza profunda. […] A esperança de que pudesse ainda haver libertação em face do decreto parece não ter ocorrido a ninguém (CBASD, vol. 3, p. 526, 527).

Os persas reagiram do mesmo modo depois da sua derrota para os gregos na batalha de Salamina. Bíblia de Genebra.

2 Na presença do rei não se tolerava qualquer sinal de desgosto ou de aflição (Bíblia Shedd).

3 O destaque dado aos banquetes em todo o livro de Ester ressalta nitidamente os jejuns dos v. 3 e 16; o par de jejuns forma um paralelo com os pares de banquetes em destaque (Bíblia de Estudo NVI Vida).

4 Novas roupas permitiriam que Mordecai entrasse no palácio do rei (Andrews Study Bible).

5-9 A recusa de Ester de se submeter às leis que regulavam a presença diante do rei compõe o palco da segunda maior reviravolta do livro: uma tímida mulher, que até este ponto desempenhava uma função passiva, avança em fé e, assim, está prestes a se tornar uma heroína (Andrews Study Bible).

5 Hataque. O rei havia nomeado o chefe dos eunucos para as necessidades da rainha, em parte para servi-la e em parte para observar sua conduta. Nenhum déspota é isento totalmente dos temores gêmeos: ciúme e desconfiança (CBASD, vol. 3, p. 527).

7 A consciência que Mardoqueu [Mordecai] tem do montante que Hamã prometeu ao rei serve de lembrança de sua alta posição na burocracia de Susã (2.21-23) (Bíblia de Estudo NVI Vida).

11 uma sentença. Tal lei não foi completamente arbitrária. Quantas vezes amigos ou estranhos aparentemente inofensivos abordaram a realeza com objetivos assassinos. Essa lei foi, possivelmente, uma medida para proteger o rei do mal, dos peticionários problemáticos e de interferência no exercício de seu poder despótico (CBASD, vol. 3, p. 528).

Heródoto (3.118,140) também ressalta que quem se aproximasse do rei sem ser convocado para isso seria morto, a não ser que o rei concedesse o perdão imediato (Bíblia de Estudo NVI Vida).

Ester podia ter solicitado uma audiência, mas, visto que o rei não estava demonstrando sinais favoráveis, poderia ter sua petição recusada, o que tornaria impossível uma segunda oportunidade. Ela bem sabia do caráter volúvel do rei (Bíblia Shedd).

13-14 não imagines. Sua posição favorecida não a protegeria da ira de Hamã. Sua identidade racial era conhecida por pelo menos alguns no palácio e seria de esperar que aqueles que informaram a Hamã sobre Mordecai fariam o mesmo no que diz respeito a Ester. Hamã não se sentiria seguro enquanto algum judeu continuasse vivo, especialmente alguém tão próximo ao rei e tão favorecido como Ester (CBASD, vol. 3, p. 528).

Apesar de Ester ser a rainha e compartilhar alguns dos poderes e riquezas do rei, ela ainda precisava da proteção e sabedoria de Deus, Ninguém está seguro em sua própria força em qualquer sistema político. É loucura acreditar que riqueza ou posição pode nos fazer imunes aos perigos. Somente de Deus vem a libertação (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

O desafio de Mordecai destaca um princípio muito importante do conflito cósmico: não existe posição neutra segura e livre de escolhas difíceis. A confiança de Mordecai no livramento divino era baseada nos atos passados de libertação operados pelo Senhor (Bíblia de Estudo Andrews).

14 a casa de teu pai. A referência de Mordecai à extinção da linhagem da família de Ester indica que ela era filha única de seu pai (CBASD, vol. 3, p. 528).

quem sabe se não foi para um momento como este (NVI). Deveríamos encarar nossa posição como um encargo sagrado para sermos usados em benefício dos outros (Comentário Bíblico Devocional VT, FBMeyer).

15-16 A resposta de Ester revela elementos até então desconhecidos em seu caráter: resolução e coragem. Depois dessa virada, Mordecai foi quem recebeu uma tarefa e passou a cumprir as instruções de Ester (Bíblia de Estudo Andrews).

16 jejuai por mim. Para pedir bênção de Deus; o jejum acompanhava , normalmente, a humilhação e a oração, em um ato de culto a Deus. Apesar do livro de Ester ter sido desprezado por não mencionar o nome de Deus, ainda assim podemos nele reconhecer Deus a desempenhar o papel principal nesta narrativa (Bíblia Shedd).

Uma ação que é precedida de oração e de um exame de consciência não contém presunção (Comentário Bíblico Devocional VT, FBMeyer).

Ester resolveu que teria com o rei, qualquer que fosse o custo; mas não sem antes de ela e seus amigos terem se aplicado a Deus. … “Após termos procurado o Altíssimo no que se refere a esse assunto, eu irei defronte ao rei para interceder pelo meu povo. … se tiver de perecer, perecerei; eu não poderia perder minha vida em uma causa mais digna. (Bíblia de Estudo Mathew Henry)

três dias. O tempo pretendido pode ter sido apenas a partir da noite do primeiro dia até à manhã do terceiro dia, não muito superior a 36 horas (CBASD, vol. 3, p. 528).

Normalmente os jejuns eram preceituados somente para um dia. Esse jejum incomumente largo indica a seriedade da situação e contrasta eficazmente com as festas que aparecem no começo e no fim do livro. Bíblia de Genebra.

Se eu tiver que morrer, morrerei (NVI). Ester quis dizer: “Se eu perder a minha vida nessa tentativa de salvar meu povo, vou perdê-la alegremente; vejo que é meu dever fazer a tentativa. Venha o que vier, estou decidida a fazer o meu melhor.” (CBASD, vol. 3, p. 528).

Vê-se aqui a coragem de Ester, não uma resignação passiva (cf. Gn 43.14). Bíblia de Genebra.

Na decisão que tomou, com certeza, houve alguma coisa do grande amor de Cristo(Comentário Bíblico Devocional VT, FBMeyer).

17 Deus estava no controle, mas mesmo assim Mordecai e Ester tiveram de agir. Podemos não entender como as duas coisas podem ser verdadeiras ao mesmo tempo e mesmo assim elas são. Deus escolheu trabalhar através deles ao invés de trabalhar por eles. Devemos orar como se tudo dependesse de Deus e agir como se tudo dependesse de nós. Devemos temer os dois extremos: não fazer nada e achar que podemos fazer tudo (Life Application Study Bible Kingsway NIV).