Reavivados por Sua Palavra


1CRÔNICAS 25 — Rosana Barros by Ivan Barros
14 de abril de 2026, 0:45
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“Todos estes estavam sob a direção respectivamente de seus pais, para o canto da Casa do Senhor, com címbalos, alaúdes e harpas, para o ministério da Casa de Deus […]” (v.6).

Da mesma forma com que foram organizados os ministérios levítico e sacerdotal, foi instituída a função dos cantores levitas no tocante ao louvor do templo. Os filhos de Asafe, Hemã e Jedutum foram separados por Davi e pelos “chefes do serviço” (v.1) para este mister. Com “harpas, alaúdes e címbalos” (v.1), os cantores enchiam o santuário com a melodia da verdadeira adoração.

Aqueles servidores não eram apenas músicos e cantores, mas, através da música, eram agraciados por Deus “para profetizarem” (v.1). Notem que Jedutum “profetizava com harpas, em ações de graças e louvores ao Senhor” (v.3); e Hemã era “o vidente do rei e cujo poder Deus exaltou segundo as Suas promessas” (v.5). Eram homens inteiramente consagrados a Deus e que exerciam “o seu ministério debaixo das ordens do rei” (v.2).

Além de serem fiéis a Deus e ao rei, também eram submissos a “seus pais” (v.6). Pais e filhos unidos numa só voz, para um único propósito. Em grupos de doze, eles se revezavam “para o canto da Casa do Senhor” (v.6), de forma que o templo era um lugar de constante louvor e adoração. A música, portanto, exercia um papel de fundamental importância no tabernáculo terrestre, uma cópia do que acontece no santuário celeste: “E os quatro seres viventes […] não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, Aquele que era, que é e que há de vir” (Ap.4:8).

Como antigo regente da corte angélica, Satanás tem pleno conhecimento da importância da música na adoração e tem trabalhado com afinco a fim de desvirtuá-la. A música possui o poder de influenciar a mente humana como nada mais consegue. Utilizada da maneira correta, torna-se em instrumento de louvor e profecia, além de afugentar as hostes malignas. Usada da forma errada, mesmo que com aparência de piedade, exerce o mesmo engano do diabo no deserto da tentação, quando tentou fazer Jesus tropeçar usando a própria Escritura.

Uma coisa é certa, amados, e precisamos estar bem atentos a isso: o inimigo é mestre no quesito misturar a verdade com o engano. Por supervalorizar a discussão sobre a música, muitos têm perdido o foco do que realmente importa: sermos “verdadeiros adoradores […] porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (Jo.4:23). Como os músicos de Israel exerciam “o seu ministério debaixo das ordens do rei” (v.2), respeitando a autoridade acima deles, Deus deixou à Sua igreja dos últimos dias orientações muito claras acerca da adoração através da música. Dentre elas, a seguinte: “Pensam alguns que, quanto mais alto cantarem, tanto mais música fazem; barulho, porém, não é música. O bom canto é como a melodia dos pássaros – dominado e melodioso” (Ellen G. White, Evangelismo, CPB, p.510).

O príncipe deste mundo está para dar ordens à sua orquestra maligna a fim de que todos adorem “a imagem da besta” (Ap.13:15). Semelhante ao que aconteceu no campo de Dura — em Daniel, capítulo três — eis que os principados e potestades estão a postos para tocar a música do engano. Como Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, o Senhor conservará para Si um restante cuja vida manifestará ao mundo a melodia do Céu: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc.13:9).

Acerca do que acontece em nossos dias, infelizmente até mesmo dentre o professo povo de Deus, é descrito com clareza na seguinte revelação: “As coisas que descrevestes como tendo lugar em Indiana o Senhor revelou-me que haviam de ter lugar imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas.” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, Vol. 2, CPB, p.36).

Que a nossa vida seja sempre um louvor “em ações de graças e louvores ao Senhor” (v.3) e que nossos gostos musicais sejam submetidos ao crivo do Espírito Santo.

Nosso amado Deus, Tu és digno de todo o nosso louvor e adoração. Ensina-nos a Te adorar em espírito e em verdade, na beleza da Tua santidade. Por Tua graça e misericórdia, ajuda-nos a compreender esse assunto à luz da Tua Palavra, por meio do Teu Espírito! Desperta-nos a um reavivamento da genuína piedade, para que tenhamos prazer em realizar a Tua vontade! E que a nossa vida dê ao mundo o sonido certo da verdadeira adoração. Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, verdadeiros adoradores!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS25 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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