Reavivados por Sua Palavra


GÊNESIS 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by jquimelli
13 de outubro de 2018, 0:10
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2124 palavras

1 No princípio. Estas palavras lembram o fato de que tudo que é humano tem um princípio. Somente Aquele que está entronizado como Senhor soberano do tempo não tem princípio nem fim. … Nada se sabe sobre o método da criação além da concisa declaração de Moisés: “Disse Deus”e “assim se fez”, que é a misteriosa e majestosa nota dominante no hino da criação. Estabelecer como a base de raciocínio que Deus deve ter feito desta ou daquela forma ao criar o mundo, pois do contrário as leis da natureza teriam sido violadas, é escurecer os desígnios de Deus com palavras sem conhecimento. Além disso, essa atitude abre espaço para o ceticismo que sempre insiste no fato do registro mosaico não ter credibilidade porque supostamente viola as leis da natureza Por que colocar a sabedoria humana acima do que está escrito? … Quando o vasto campo da especulação propicia vaguear por áreas desconhecidas de tempo e espaço, o melhor a fazer é enfrentar a situação com a simples resposta; “Está escrito”. Sempre há segurança dentro dos limites protetores das aspas de uma citação da Escritura. CBASD – Comentário BíblicoAdventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 187, 188.

Criou Deus. O verbo “criar” vem do hebraico ‘bara, que na forma aqui usada descreve uma atividade de Deus, nunca do ser humano. … As primeiríssimas palavras da Bíblia apontam para o fato de que a criação traz a marca da atividade do próprio Deus. CBASD, vol. 1, p. 188.

2 Sem forma e vazia. Mais precisamente, “desolada e vazia”, tohu wabohu.CBASD, vol. 1, p. 189.

Havia trevas sobre a face do abismo. A palavra “abismo” [tehom], proveniente de uma raiz que significa “rugir”e “bramir”, é frequentemente aplicada às águas que rugem, às ondas que bramam, ou à inundação, e, portanto, às profundezas do mar (Sl 42:7; Êx 15:5; Dt 8”7; Jó 28:14; 38:16). … O relato bíblico mostra que originalmente não havia luz na terra e que a matéria na superfície estava em estado fluido, porque nesse verso a frase “a face do abismo”está em paralelo com “as águas”, ou “a face das águas”. CBASD, vol. 1, p. 189.

O Espírito de Deus pairava. “Espírito”, ruah. Em harmonia com o uso bíblico, o Espírito de Deus é o Espírito Santo, a terceira pessoa da Divindade. Desse ponto em diante, ao longo de toda a Escritura, o Espírito de Deus tem o papel de agente divino em todos os atos criadores, quer na Terra, na natureza, na igreja, na nova vida ou no novo homem. … A obra do Espirito de Deus deve ter alguma ligação com a atividade que estava para se iniciar: criar ordem a partir o caos. O Espírito de Deus já estava presente, pronto para agir logo que a ordem fosse dada. Essa é precisamente a obra que o Espírito Santo tem feito. Esse agente divino sempre esteve presente para auxiliar na obra de criação e de redenção, para reprovar e fortalecer almas desobedientes, para confortar os tristes e para apresentar as orações do crente de forma aceitável a Deus. CBASD, vol. 1, p. 189.

3 Disse Deus. O relato de cada um dos seis dias da criação se inicia com essa declaração. … Alguns tem se ofendido com a frase “disse Deus”, por achar que ela torna Deus demasiado semelhante a um ser humano. Mas como o escritor inspirado poderia ter transmitido a mentes finitas o ato da criação realizado pelo Deus infinito, a não ser usando termos que o ser mortal pudesse compreender? CBASD, vol. 1, p. 190.

Haja luz. Sem luz não poderia haver vida, e quando o Criador começou a obra de produzir ordem a partir do caos e introduzir várias formas de vida vegetal e animal na Terra, era essencial que houvesse luz. A luz é uma forma visível de energia , que por sua ação sobre as plantas, transforma elementos e compostos inorgânicos em alimento para o ser humano e para os animais. … A luz é um símbolo da presença divina. Como a luz física é essencial à vida física, a luz divina é necessária para que os seres racionais tenham vida espiritual e moral. “Deus é luz” (1Jo 1:5); e, àqueles em cujo coração está em processo a obra que os recria à semelhança divina. Ele vem novamente hoje, ordenando que fujam das sombras do pecado, da incerteza e do desânimo, ao dizer: “Haja luz”. CBASD, vol. 1, p. 190.

4 E viu Deus. Esta expressão, repetida seis vezes (v. 10, 12, 18, 21, 25, 31), transmite em linguagem humana uma atividade de Deus – a avaliação de cada ato particular da criação como alg que cumpre totalmente o plano e a vontade do Criador. Como o ser humano que contempla e examina o produto de seus esforços e declara que cumpre seus planos e propósitos, Deus também declara, após cada ato criador, que o produto de Sua atuação está perfeitamente de acordo com Seu plano.CBASD, vol. 1, p. 190.

5. Houve tarde a manhã, o primeiro dia. Muitos eruditos têm interpretado essa expressão como um longo e indefinido período de tempo, crendo que algumas das atividades dos dias seguintes, como a criação das plantas e dos animais, não poderiam ter sido realizadas dentro de um dia literal. Ele pensam ter uma justificativa para essa interpretação nas palavras de Pedro: “para o Senhor, um dia é como mil anos”(2Pe 3:8). Que esse texto não pode ser usado para se averiguar a extensão dos dias da criação fica óbvio quando se lê o restante do verso: “e mil anos, como um dia”. O contexto das palavras de Pedro deixa claro que ele enfatiza a independência de Deus em relação ao tempo. O Criador pode fazer em um dia a obra de mil anos, e um período de mil anos, que é um longo tempo para os que esperam que os juízos de Deus se cumpram, pode ser considerado por Ele como apenas um dia. O Salmo 90:4 transmite a mesma ideia. A declaração literal: “Foi tarde [com as horas sucessivas da noite] e foi manhã [com as horas sucessivas do dia], dia um”, é claramente a descrição de um dia astronômico, isto é, um dia com a duração de 24 horas. … os hebreus, que nunca tiveram dúvidas quanto ao significado dessa expressão, começavam o dia com o pôr do sol e o terminavam com o pôr do sol do dia seguinte (Lev 23:32; Dt 16:6). Além disso, a linguagem do quarto mandamento não deixa dúvidas quanto ao fato de a tarde e a manhã do relato do relato da criação serem as etapas que compõem um dia na terra. O mandamento, reportando-se em palavras inequívocas à semana da criação, declara: “Porque em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou”(Êx 20:11). A tenacidade com que muitos comentaristas se apegam à ideia de que os dias da criação foram longos períodos de tempo, e mesmo milhares de anos, em grande parte encontra explicação no fato de que eles tentam fazer com que o relato da criação se harmonize com a teoria da evolução. Geólogos e biólogos têm ensinado as pessoas a crerem que a história primitiva da Terra abrange milhões de anos, nos quais as formações geológicas foram vagarosamente tomando forma e as espécies vivas, evoluindo. Ao longo de suas páginas, a Bíblia contradiz a teoria da evolução. A crença numa criação divina e instantânea como resultado de palavras pronunciadas por Deus se encontra em completa oposição à teoria defendida pela maioria dos cientistas modernos, de que o mundo, com tudo o que há nele, veio à existência por meio de um vagaroso processo de evolução que durou eras incalculáveis. Outra razão pela qual muitos comentaristas declaram que o dias da criação foram longos per[iodos de tempo é a rejeição do sábado. … As Escrituras falam claramente de sete dias de criação (Êx 20:11), e não de períodos de duração indefinida. Portanto, somos compelidos a declarar enfaticamente que o primeiro dia da criação, indicado pela expressão hebraica “foi tarde, foi manhã, dia um”, consistiu de um dia de 24 horas. CBASD, vol. 1, p. 190- 192.

6 Firmamento. As “águas sobre o firmamento”(v. 7) geralmente são consideradas pelos comentaristas como sendo vapor d’água. As condições da Terra originalmente perfeita eram diferentes das de hoje. CBASD, vol. 1, p. 192.

12 A terra, pois, produziu. A vegetação do terceiro dia brotou do solo. Isso não significa que o poder para produzir plantas vivas estava no solo. A ideia de geração espontânea é tão alheia às Escrituras como o é à ciência. CBASD, vol. 1, p. 192.

14 Haja luzeiros. A palavra “luzeiros”, me’oroth, não é a mesma que “luz”, ‘or, dos v. 3 e 4. Significa fontes de luz, portadores de luz, luminares. A expressão que os descreve como estando localizados no firmamento, ou na expansão dos céus, é usada porque é lá que os habitantes da Terra os veem. CBASD, vol. 1, p. 193.

Parasinais. Alguns têm pensado, equivocadamente, que os corpos celestes têm também o propósito de determinar o destino individual das pessoas. Astrólogos têm recorrido ao v. 14 para justificar sua prática. Contudo, a Bíblia condena tão vigorosamente [ver Jr 10:2; Is 47:13, 14] qualquer forma de adivinhação e leitura da sorte, que deve ser enfaticamente rechaçada a ideia de que Deus designou o sol a lua e as estrelas para servirem de guia aos astrólogos na predição do destino e dos negócios humanos. CBASD, vol. 1, p. 193.

15 Paraluzeiros. Não para introduzirem a luz pela primeira vez neste mundo, pois Deus ordenou a existência da luz no primeiro dia, mas a fim de servirem como instrumentos permanentes para a distribuição da luz neste planeta. CBASD, vol. 1, p. 194.

16 E fez também as estrelas. A palavra “fez” foi acrescentada. … As “estrelas”, embora já criadas anteriormente, são aqui mencionadas de passagem por Moisés, uma vez que ele está discutindo os luminares dos céus. CBASD, vol. 1, p. 194.

20 Seres viventes. O original desta frase, nefesh hayyah, faz uma clara distinção entre os animais e a vegetação criada dois dias antes. CBASD, vol. 1, p. 194.

25 Segundo a sua espécie. Estas palavras inspiradas contradizem a teoria da evolução, a qual declara que as formas mais elevadas de vida se desenvolveram das inferiores, e sugere ainda ser possível produzir matéria viva a partir da terra inanimada. Ao passo que estudos científicos confirmam a declaração bíblica de que todos os organismos vivos são feitos da terra, pois não contém nenhum elemento além dos que a terra possui, os cientistas nunca conseguiram produzir, a partir da matéria inanimada, uma única célula capaz de viver e reproduzir sua espécie. CBASD, vol. 1, p. 196.

26 Façamos o homem. A terceira pessoa do plural era quase unanimemente considerada pelos teólogos da igreja primitiva como um indicador das três pessoas da Divindade. … A palavra “homem”, no hebraico, é ‘adam, o próprio vocábulo que Deus empregou ao dar nome ao pai da raça humana (Gn 5:2). CBASD, vol. 1, p. 197.

À nossa imagem. “O homem deveria ter a imagem de Deus, tanto na aparência exterior como no caráter”(PP, 45). Essa imagem era especialmente evidente em termos de sua natureza espiritual. Ele se tornou uma “alma vivente”, ou seja, um ser vivo dotado de livre-arbítrio, uma personalidade autoconsciente. Essa natureza refletia a santidade divina do Criador até que o pecado empalideceu tal semelhança. É somente através de Cristo, o resplendor da glória de Deus e a “expressão exata do Seu ser”(Hb 1:3), que natureza humana é novamente transformada à imagem de Deus (Cl 3:10; Ef 4:24). CBASD, vol. 1, p. 197.

Homem e mulher. Um novo elemento é introduzido na informação dada sobre a criação do homem ao se mencionar a diferença de sexos. As duas palavras, “homem”e “mulher”, são traduções de adjetivos hebraicos que indicam os dois sexos. CBASD, vol. 1, p. 198.

28 E lhes disse. Este verso contém a primeira revelação de Deus ao homem. CBASD, vol. 1, p. 198.

29 Todas as ervas. Não era a vontade de Deus que o homem matasse animais para alimento, ou que os animais devessem ser predadores uns dos outros. Consequentemente, a destruição violenta e muitas vezes dolorosa da vida por parte do ser humano e dos animais é resultado da entrada do pecado no mundo. Foi somente após o dilúvio que Deus deu ao homem permissão par comer a carne de animais (ver Gn 9:3). … O fato de nenhum animal de qualquer tipo comer carne, no princípio, pode ser inferido dos anúncios proféticos de Isaías 11:6-9 e 65:25 sobre as condições da nova terra, onde a cessação do pecado e a completa transformação do mundo no reino de Deus serão acompanhadas pelo fim da matança de qualquer das criaturas de Deus.CBASD, vol. 1, p. 199.

31 E eis que era muito bom. A aplicação do termo “bom”a tudo o que Deus havia feito e a repetição da palavra acompanhada pela expressão enfática “muito”, no final da criação, sendo o ser humano sua coroa e glória, indica que nada imperfeito havia saído das mãos de Deus. Esta expressão de admiração exclui inteiramente a possibilidade de qualquer imperfeição na criação ter sido responsável pela fraqueza demonstrada por Adão e Eva diante da tentação. CBASD, vol. 1, p. 199.


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