Reavivados por Sua Palavra


APOCALIPSE 19 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
9 de outubro de 2018, 0:30
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“Dai louvores ao nosso Deus, todos os Seus servos, os que O temeis, os pequenos e os grandes” (v.5).


Antes da sua morte, Moisés proferiu um cântico especial contido no capítulo trinta e dois do livro de Deuteronômio, conhecido como “o cântico de Moisés”. E o final do cântico é justamente o que diz a “grande voz de numerosa multidão” (v.1), no início do capítulo de hoje. É um brado de vitória. Não mais a vitória apenas sobre os inimigos desta terra, mas a vitória final contra Satanás, o grande adversário. Também encontramos outros ecos do Antigo Testamento: Isaías 34:10 (v.3) e 63:3 (v.15); Salmo 115:13 (v.5) e 2:9 (v.15); Ezequiel 1:24 (v.6), 1:1 (v.11) e 39:4, 17-20 (v.18); Daniel 10:6 (v.12); Joel 3:13 (v.15). Uma verdadeira junção de antigas profecias que, além de terem sido aplicadas ao antigo Israel, hoje, apontam para a vitória de todo o “Israel de Deus” (Gl.6:16) através da vitória do “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (v.16).

Estas palavras em forma de louvor também apontam para as palavras de Jesus, quando proferiu a parábola das dez virgens, quando o Seu retorno à Terra é comparado a uma cerimônia de casamento: as “bodas do Cordeiro” (v.9). O noivo é Cristo, as virgens representam a igreja dividida entre o joio (néscias) e o trigo (prudentes), e a noiva, vestida “de linho finíssimo, resplandecente e puro” (v.8) é a “santa cidade, Jerusalém” (Ap.20:10). Proferidos os cânticos e confirmadas as palavras de Jesus, o anjo que falava a João “acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus” (v.9). Ou seja, tudo isto é verdadeiro; tudo o que está escrito, que os profetas já haviam pronunciado, é fato e é verdade.

Não sabemos porque exatamente neste momento João se prostra a fim de adorar o anjo, mas, certamente, tudo aquilo lhe soou aos ouvidos como uma expressão da glória de Deus. Mas quando o anjo ordena que ele levante e adore somente a Deus, logo após ele profere a seguinte declaração: “Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (v.10). Estamos diante da revelação de uma das características do remanescente dos últimos dias. Em Apocalipse 12:17, vimos que a igreja de Deus possui duas características: “guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus”. A guarda dos mandamentos é um ponto claro: se amamos a Deus, guardamos todos os Seus mandamentos (Jo.14:15; Tg.2:10-12). Mas a afirmação de que os verdadeiros adoradores são detentores do testemunho de Jesus precisava ser esclarecido.

Em cada período da história de Seu povo, Deus suscitou pelo menos um profeta ou profetiza, a fim de orientá-los e transmitir Suas palavras. Nem todos possuem livros no Cânon Bíblico, a exemplo de Elias, Eliseu, Micaías, dentre outros, contudo, certamente, foram homens de Deus escolhidos para uma obra que até hoje encontra eco nos corações sinceros. As palavras finais do anjo no versículo dez revelam que a igreja remanescente deveria ter um profeta no tempo do fim. Além de ser uma igreja profética, como vimos no capítulo dez, também deve ter e manter “o espírito da profecia” (v.10). Meus irmãos, assim como de tempos em tempos Deus precisava esclarecer ao Seu povo a Sua vontade através dos profetas, quanto mais no tempo do fim, após dois mil anos da cruz, Ele precisava suscitar alguém que exaltasse a Palavra de Deus como a nossa única regra de fé e prática.

Observem a seguinte escala:

  1. Em Gênesis 15:13-14, Deus declarou a Abraão um período de quatrocentos anos de cativeiro para o povo de Deus até que viesse um libertador. Isso aconteceu quando Israel foi escravizado pelos egípcios, e libertos por Moisés após 400 anos de escravidão;
  2. Jeremias profetizou setenta anos de cativeiro Babilônico. O que ocorreu, com precisão, até que uma nova profecia de tempo foi dada a Daniel;
  3. Daniel profetizou as setenta semanas, 490 anos sobre Israel, que se cumpriu cabalmente. E nesse período Deus suscitaria João Batista, preparando o povo para receber o Messias;
  4. Ainda em Daniel, há a profecia dos dois mil e trezentos anos (Dn.8:14), que, como estudamos, culmina no ano de 1844. Foi neste ano, após o terrível desapontamento (Releia o comentário do capítulo dez de Apocalipse), que uma jovem de apenas dezessete anos de idade, chamada Ellen Harmon, teve a sua primeira visão. Ela viu o povo do advento andando por um longo caminho até o Céu. Aqueles que mantinham seus olhos fixos no Salvador continuavam firmes a jornada, mas os que olhavam para trás caíam em densas trevas.

Ellen Gould Harmon, após casar-se com o jovem pastor Thiago White, passou a se chamar Ellen Gould White. Seu ministério público tornou-se um precioso legado. Longe de intitular-se uma profetisa de Deus, esta mulher se autodenominou serva do Senhor. Apesar de suas limitações físicas e poucos anos de estudo, devido a uma pedrada que levou na face aos nove anos de idade, Ellen teve um ministério de setenta anos e escreveu mais de cem mil páginas sobre assuntos diversos, como educação, saúde, relacionamento, dentre outros, além de mais de duas mil visões e sonhos. Uma de suas obras, “O Desejado de Todas as Nações”, foi considerada a maior biografia já escrita sobre Jesus Cristo. Seus livros não são um padrão para se estudar a Bíblia, mas, em todo tempo, ela mesma deixou bem claro que a Bíblia deve ser o padrão para que seus livros sejam estudados. Com veemência, Ellen defendeu o princípio da “Sola Scriptura”, assim como Moisés (Dt.4:2), como João (Ap.22:18-19) e como os santos mártires que derramaram seu sangue em defesa deste princípio.

Não foi sem razão que logo após o anjo declarar que nos últimos dias a igreja de Deus seria detentora do espírito da profecia, João vislumbrou o Cavaleiro vitorioso, Cristo Jesus. Da boca dEle sai “uma espada afiada” (v.15), “a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef.6:17), confirmando a autoridade da Bíblia. Deus suscitou um povo que, como João Batista, possui a mensagem de salvação, um convite para que todos, em todos os lugares, se arrependam e estejam prontos para o “grande Dia do Deus Todo-Poderoso” (Ap.16:14). O fato de fazermos parte de uma igreja profética não faz de nós melhores do que os outros, e sim aumenta a nossa responsabilidade.

Ellen White foi uma pessoa como você e eu, assim como foi Elias (Tg.5:17) e os demais profetas. Se estudarmos a história, veremos que homens foram chamados antes dela para esta mesma obra, mas não a aceitaram. Daquela frágil mulher, Deus suscitou forças, não porque ela fosse melhor do que ninguém, mas porque seu coração se curvou diante da vontade de Deus. Que, hoje, nosso coração se encontre na mesma posição de humildade, aguardando o nosso Senhor e Salvador regressar. Porque o mesmo Deus que habita “no alto e santo lugar”, também habita “com o contrito e abatido de espírito” (Is.57:15).

Bom dia, povo da profecia!

Rosana Garcia Barros

Sugestão do dia: Escute o áudio da primeira visão de Ellen White, através do link: https://youtu.be/sy8GLDe9SPU

#PrimeiroDeus #Apocalipse19 #RPSP


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