Reavivados por Sua Palavra


APOCALIPSE 16 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
6 de outubro de 2018, 0:30
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“Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha” (v.15).


Quando Deus pronunciar o Seu último chamado ao arrependimento; quando o último clamor, a última oração ascender aos Céus; quando em cada coração humano estiver decidido em que lado está no grande conflito; então, cessada será a obra de intercessão e derramadas serão sobre a Terra, as sete últimas pragas. A descrição apocalíptica revela a ira de Deus agindo contra os “homens portadores da marca da besta e adoradores da sua imagem” (v.2), com flagelos que não podem ser comparados a nenhum outro que a humanidade já tenha sofrido. Como nos dias de Noé (Mt.24:37-39), os ímpios não perceberão o fim da graça até que sejam atingidos pela tempestade “da cólera de Deus” (v.1). Ficará tão evidente que eles se decidiram pelo mal, que o sofrimento das pragas os levará não a clamar ao Senhor por misericórdia, mas a blasfemar contra Deus (v.11).

São muitas as cogitações acerca da literalidade ou do simbolismo das sete pragas. O que precisamos levar em consideração, mediante o que já estudamos até então, é que este livro é uma junção do literal com o simbólico e que, independente de serem literais ou simbólicas, essas pragas evidenciam que verdadeiros e justos são os juízos de Deus (v.7), e que a Sua ira precisa ser levada em conta tanto quanto tem sido ovacionado o Seu amor. Romantizar o amor de Deus e ignorar a Sua ira tornou-se um dos piores enganos dos últimos dias. Que “Deus é amor” (1Jo.4:8.), isto é fato! Mas conta-se nos dedos os corajosos que pregam que “horrível é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb.10:31), ou que “Deus é fogo consumidor” (Hb.12:29). Deus há de fazer justiça aos Seus servos de todos os tempos e de uma vez por todas virá para dissipar o mal. Ele prometeu e nenhuma de Suas promessas jamais falhou, “tudo se cumpriu” (Js.21:45).

Semelhante ao que aconteceu no Egito, ocorrerá nos dias que antecedem o segundo advento de Cristo (Êx.7-12). Se serão flagelos mundiais ou locais, não podemos afirmar de certeza, mas, sob a ótica humana, a universalidade das pragas destruiria o planeta em poucos dias. A referência da quinta e da sexta praga sobre “o trono da besta” (v.10) e “sobre o grande rio Eufrates” (v.12), podem ser indícios de que os flagelos não atingirão todo o globo, mas lugares específicos. Com base nisto, analisemos o conteúdo de cada taça:

1º flagelo: Assim como a sexta praga sobre o Egito, a primeira praga de Apocalipse anuncia “úlceras malignas e perniciosas”. Bem como somente os egípcios foram atingidos pela praga e o povo de Deus não foi atingido, também somente sofrerão a primeira praga os “homens portadores da marca da besta e adoradores da sua imagem” (v.2);

2º flagelo: O mar se tornará em sangue. Não sabemos como isso ocorrerá, mas certamente podemos descartar as cogitações de fenômenos naturais que causam a coloração avermelhada na água já que o relato bíblico é bem claro quando diz que o mar “se tornou em sangue como de morto” (v.3);

3º flagelo: Como foi quando a primeira praga caiu sobre o Egito, assim acontecerá tanto com o mar, como vimos no segundo flagelo, como com os rios e as fontes das águas, no derramamento da terceira taça. Nesse tempo, os homens se levantarão contra o derradeiro povo de Deus, pois “o seu pão lhe será dado, as suas águas serão certas” (Is.33:16). E ao observarem os ímpios que nenhuma praga atinge aos fiéis observadores da Lei de Deus (Sl.91:10), será tempo de grande angústia e perseguição para o fiel remanescente. O clamor dos santos mártires que João ouviu na visão do quinto selo, pedindo por justiça, será transformado em louvor pela justiça divina: “Certamente, ó Senhor Deus, Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os Teus juízos” (v.7);

4º flagelo: Quando a quarta taça for derramado sobre o sol, terríveis serão as consequências. Criado no quarto dia da semana da criação, esta estrela tem a função de manter a vida na Terra sendo fonte de calor e de luz. A estrela que por tantos anos foi objeto de adoração dos cultos pagãos, será instrumento da ira divina. E ao invés de haver arrependimento, os ímpios blasfemarão contra Deus, exatamente como faz a besta que escolheram seguir (Ap.13:6; Dn.7:25). O adágio que diz: “O mesmo sol que amolece a cera, endurece o barro”, se aplicará com precisão neste tempo em que o solo do coração dos ímpios estiver endurecido;

5º flagelo: Houve trevas tão densas no Egito que os homens não podiam enxergar uns aos outros e os egípcios tiveram que permanecer no mesmo lugar até que cessasse a praga. Mas “todos os filhos de Israel tinham luz nas suas habitações” (Êx.10:22-23). Quando o quinto flagelo for derramado “sobre o trono da besta” (v.10); quando ficar evidenciado que o território da mentira está mergulhado “em trevas” e todos os que seguiram a besta perceberem a sua impotência diante do caos, sentirão uma dor que palavra alguma pode descrever;

6º flagelo: O sexto flagelo faz referência ao rio Eufrates. Era este rio que irrigava a antiga Babilônia; e foi secando este rio que Ciro e seu exército conquistou o Império babilônico. Devemos considerar este flagelo, portanto, de forma simbólica. Quando “o mundo inteiro” (v.14) for reunido (ecumenismo) pelos “três espíritos imundos semelhantes a rãs” (v.13), feliz será aquele que Jesus encontrar vigilante e incontaminado das trevas deste mundo. Assim como o Senhor abriu o Mar Vermelho e fez Seu povo atravessá-lo em terra seca em direção a Canaã, assim este flagelo anuncia o livramento do remanescente de Deus, que marcha rumo à Canaã celestial. O sexto flagelo também anuncia a última grande batalha das tropas de Satanás contra o povo de Deus: o Armagedom. Esta expressão deriva do hebraico “har megido”, que significa “monte de megido”. A região de Megido foi palco de diversas batalhas entre Israel e os povos inimigos. Mas o que nos interessa é identificar este “monte de megido”. O monte localizado nesta região que se encaixa com precisão no contexto da última batalha, é o monte Carmelo. Só este tema seria estudo para muitas meditações, mas lhe convido a ler o relato de 1Reis 18:17-40 e perceber que assim como Elias restaurou o altar do Senhor e revelou a todos que só o Senhor é Deus, assim também, como Elias profético (Ml.4:5-6), esta obra será plenamente cumprida pelo remanescente dos últimos dias.

7º flagelo: Assim como o pecado teve início no santuário celeste, no coração de um querubim que se rebelou contra Deus, cumpre, do mesmo santuário, sair a ordem de destruição definitiva do pecado. E a mesma frase que disse na cruz, Jesus a dirá pela última vez: “Feito está” (v.17; Jo.19:30). Então, uma série de juízos sobrevirão à Terra, que será abalada de uma forma “como nunca houve igual desde que há gente sobre a terra” (v.18).

Não sabemos o dia e nem a hora em que o nosso Salvador virá, mas uma coisa é certa: Ele vem! Ele prometeu! E Ele não mente! Eis que Ele vem “como vem o ladrão” (v.15). Estais, vós, prontos?

Feliz sábado, Elias dos últimos dias!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Apocalipse16 #RPSP

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